SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador ary dos santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ary dos santos. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de dezembro de 2021

Por um Natal de Jesus, sem fome.

 Precisamos ter um Natal de solidariedade e de respeito por tanta dor que nosso povo tem passado, precisamos nos engajar numa grande corrente de amor, caridade e união pelo Brasil que padece de fome, desemprego, dor e tristeza.

Aonde a gente estiver, vamos estimular uma onda de solidariedade acolha aquele menino na manjedoura, de pais migrantes, perseguidos, e que tão bem representa esse momento terrível no nosso país, tantas casas com a saudade dos seus, tanta gente sem casa, sem emprego, com fome. 

Essa sim é a atitude de um Natal Comunista, e nela, todas as fés e os ateus se unem, como dizia Ary dos Santos: 

"À voz de anticomunista

o patrão surgiu de novo

e com a miséria à vista

tentou dividir o povo.


E falou à multidão

tal como estava previsto

usando sem ter razão

a falsa ideia de Cristo.


Pois quando o povo é cristão

também luta a nosso lado

nós repartimos o pão

não temos o pão guardado."




sexta-feira, 5 de março de 2021

Ary dos Santos - Não Passam Mais - Letra e recitar de Ary dos Santos - Vermelho, Avante

 Ary dos Santos - Não Passam Mais

Em nome dos nossos braços

em nome das nossas mãos

em nome de quantos passos

deram os nossos irmãos.



Em nome das ferramentas

que nos magoaram os dedos

das torturas das tormentas

das sevícias dos degredos.

Em nome daquele nome

que herdámos dos nossos pais

em nome da sua fome

dizemos: não passam mais!

 

E em nome dos milénios

de prisão adicionada

em nome de tantos génios

com a voz amordaçada

em nome dos camponeses

com a terra confiscada

em nome dos Portugueses

com a carne estilhaçada

em nome daqueles nomes

escarrados nos tribunais

dizemos que há outros nomes

que não passam nunca mais!

 

Em nome do que nós temos

em nome do que nós fomos

revolução que fizemos

democracia que somos

em nome da unidade

linda flor da classe operária

em nome da liberdade

flor imensa e proletária

em nome desta vontade

de sermos todos iguais

vamos dizer a verdade

dizendo: não passam mais!

 

Em nome de quantos corpos

nossos filhos forma feitos.

Em nome de quantos mortos

vivem nos nossos direitos.

Em nome de quantos vivos

dão mais vida à nossa voz

não mais seremos cativos:

o trabalho somos nós.

 

Por isso tornos enxadas

canetas frezas dedais

são as nossas barricadas

que dizem: não passam mais!

 

E em nome das conquistas

vindas nos ventos de Abril

reforma agrária controlo

operário no meio fabril

empresas que são do estado

porque o seu dono é o povo

em nome de lado a lado

termos feito um país novo.

 

Em nome da nossa frente

e dos nossos ideais

diante de toda a gente

dizemos: não passam mais!

 

Em nome do que passámos

não deixaremos passar

o patrão que ultrapassámos

e que nos quer trespassar.

E por onde a gente passa

nós passamos a palavra:

Cada rua cada praça

é o chão que o povo lavra.

Passaremos adiante

com passo firme e seguro.

O passado é já bastante

vamos passar ao futuro.

 

José Carlos Ary dos Santos em "O Sangue das Palavras" 

 

 


Domingos Lobo: Poeta da revolução portuguesa, Ary dos Santos - No Vermelho


José Carlos Ary dos Santos foi o mais consequente poeta da Revolução de Abril de 1975 em Portugal, o que esteve sempre, fraterno e cúmplice, na primeira linha do combate; o poeta generoso e lúcido, que mascarava, com o manto diáfano dos excessos, a sua íntima, profunda solidão.

Por Domingos Lobo*, no jornal Avante!

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Ary dos Santos: Bandeira Comunista     - Portal Vermelho

Ary dos Santos: Bandeira Comunista - Portal Vermelho
O poeta português José Carlos Pereira Ary dos Santos, conhecido apenas como Ary dos Santos, deixou sua marca na história da música portuguesa por participar várias vezes do Festival Eurovisão da Canção e ter sua obra interpretada por cantores renomados da cultura lusa.




Reprodução - José Carlos Pereira Ary dos Santos

Militante do Partido Comunista Português, atuava diretamente na área cultural do partido e publicava com periodicidade na sessão de poesia intitulada Canto livreperseguido. Uma de suas homenagens foi o poema Bandeira Comunista, que transcrevemos na íntegra nesta edição do Prosa, Poesia e Arte sobre os 93 anos do Partido Comunista do Brasil.

Leia o poema Bandeira comunista:

Foi como se não bastasse
tudo quanto nos fizeram
como se não lhes chegasse
todo o sangue que beberam
como se o ódio fartasse
apenas os que sofreram
como se a luta de classe
não fosse dos que a moveram.

Foi como se as mãos partidas
ou as unhas arrancadas
fossem outras tantas vidas
outra vez incendiadas.

À voz de anticomunista
o patrão surgiu de novo
e com a miséria à vista
tentou dividir o povo.

E falou à multidão
tal como estava previsto
usando sem ter razão
a falsa ideia de Cristo.

Pois quando o povo é cristão
também luta a nosso lado
nós repartimos o pão
não temos o pão guardado.

Por isso quando os burgueses
nos quiserem destruir
encontram os portugueses
que souberam resistir.

E a cada novo assalto
cada escalada fascista
subirá sempre mais alto
a bandeira comunista.

Coletivizando no Youtube