Faleceu de farto no Rio de Janeiro nessa manhã o insigne patriota, o democrata irrepreensível, o amigo do povo, o intimorato e brilhante jornalista Paulo Henrique Amorim. O coração, partido, parou. Quanta dor essa geração tem bebido a largos cálices... Ver a nossa pátria tiranizada, esquartejada, submissa, desmoralizada, dói-nos mais que o fio rascante de nossa conversa. Cada um sabemos o gosto crescimento na boca desses anos tão duros. Muitos caímos doentes. Muitos perdemos. Muito perdemos.
Como fará falta! Como o Brasil perde! Que dia triste!
E que exemplo! O riso, a ironia, o texto provocador, o vasto conhecimento da história, da ideias, do nosso país. Que perda, e que legado.
A notícia, sabida pela Globo, que ironia, não lhe concedo o luto pela queda de quem denunciava. Caiu em combate!
Tao triste com a perda do PHA... Que falta ele faz... Como tem sido importantes jornalistas luminares como PHA, Nassif, Altamiro Borges, um ator como Bemvindo Sequeira, como tem sido importantes na nossa luta, faróis nesses dias tão trevosos. Mas cada um sabe quanta lágrima há massa, como se torceram os dedos, como se deu essa forma final do riso, da ironia, afiada, corajosa. Quanto trabalho e entrega, generosa, pelo nosso país, pela nossa gente.
Conversa Afiada, essa riqueza, objeto do ataque dos censores, dos bedéis de turno, de trevas que assolaram a pátria, como essa trincheira escarneceu dos traíras, dos vendilhões, ladrões, ridículos. Dia após dia, reunião-nos ao seu redor e suas histórias, o risinho, a vibração de seu amor à democracia, tudo está ali, de presente, para nós, mais um arsenal de amor ao país e à sua gente. E ao mesmo tempo, o texto mais afiado, desentranhando pestilência e canalhice e as expondo ao olhar da Nação Brasileira.
Tantos processos, tanta pressão da direita, que culminou na sua saída da Record, e trabalho, muito trabalho, generoso, para o país...
Morreu um exemplo de brasileiro, de democrata, de amor ao país. Não à toa, partido estava coração, o seu, o nosso, hoje mais ainda. Nesse dia em que avançam as tropas de assalto à Previdência Pública, perdemos um guerreiro e não há tempo de chorar, pois ele certamente ainda segue conosco nessa trincheira em plena batalha, e o seu legado, de amor e de luta, carece do peso que liberta, carece de varrermos essa súcia de traidores, vendilhões e tiranos do comando de nosso amado Brasil. PHA deixou um exemplo. E quanto valor!
Paulo Henrique Amorim, presente!
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quarta-feira, 10 de julho de 2019
sábado, 17 de agosto de 2013
VÍdeo Bomba - Por que o desequilíbrio no debate do Supremo? Torquemada vive!
Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada, repercutindo comentário de um leitor, desmascara a razão dos ataques grosseiros e absurdos do Presidente do STF, Joaquim Barbosa ao Ministro Lewandowski. Para além da "coincidência" que colocou o julgamento da AP 470 na semana das eleições municipais em que o PSDB perderia São Paulo e o DEM derreteria, vê-se que até mudar data de morte vale para, de qualquer maneira, condenar com sanha de vingança e de adversário político, gente como Dirceu e Genoíno. Aí, no vale tudo, deixa de ser justiça, um caminho perigosíssimo e que não é novidade, na corte que tem culpa no envio de Olga Benário Prestes para os nazistas, na cassação de pares para o apoio ao Golpe de 1964, na impunidade que marca casos escandalosos seletivamente tratados.
Vejam: na verdade, aplica-se a lei mais dura para um delito a ela anterior. E aquele princípio de não haver retroatividade nas leis, como o outro, de que ao acusador cabem as provas, como o terceiro, de que deve ser garantido amplo direito de defesa e a possibilidade de recorrer a cortes superiores, tudo foi para o saco, a fim de atender à agenda eleitoral da imprensa golpista e da direita, por quem sobranceiramente defende as candidaturas avulsas". Por tudo isso, Lewandowski representa a consciência democrática no STF, sem prestar-se a desrespeitos, nem truculências, apelando brilhantemente para pontos fundamentais da democracia e do direito. Merece respeito pela coragem, serenidade e pela vontade de fazer justiça, e não vingança.
Vejam: na verdade, aplica-se a lei mais dura para um delito a ela anterior. E aquele princípio de não haver retroatividade nas leis, como o outro, de que ao acusador cabem as provas, como o terceiro, de que deve ser garantido amplo direito de defesa e a possibilidade de recorrer a cortes superiores, tudo foi para o saco, a fim de atender à agenda eleitoral da imprensa golpista e da direita, por quem sobranceiramente defende as candidaturas avulsas". Por tudo isso, Lewandowski representa a consciência democrática no STF, sem prestar-se a desrespeitos, nem truculências, apelando brilhantemente para pontos fundamentais da democracia e do direito. Merece respeito pela coragem, serenidade e pela vontade de fazer justiça, e não vingança.
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