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quarta-feira, 10 de julho de 2019

Perdemos o grande patriota e democrata, Jornalista Paulo Henrique Amorim

Faleceu de farto no Rio de Janeiro nessa manhã o insigne patriota, o democrata irrepreensível, o amigo do povo, o intimorato e brilhante jornalista Paulo Henrique Amorim. O coração, partido, parou. Quanta dor essa geração tem bebido a largos cálices... Ver a nossa pátria tiranizada, esquartejada, submissa, desmoralizada, dói-nos mais que o fio rascante de nossa conversa. Cada um sabemos o gosto crescimento na boca desses anos tão duros. Muitos caímos doentes. Muitos perdemos. Muito perdemos.

Como fará falta! Como o Brasil perde! Que dia triste!

E que exemplo! O riso, a ironia, o texto provocador, o vasto conhecimento da história, da ideias, do nosso país. Que perda, e que legado.

A notícia, sabida pela Globo, que ironia, não lhe concedo o luto pela queda de quem denunciava. Caiu em combate!

 Tao triste com a perda do PHA... Que falta ele faz... Como tem sido importantes jornalistas luminares como PHA, Nassif, Altamiro Borges, um ator como Bemvindo Sequeira, como tem sido importantes na nossa luta, faróis nesses dias tão trevosos. Mas cada um sabe quanta lágrima há  massa, como se torceram os dedos, como se deu essa forma final do riso, da ironia, afiada, corajosa. Quanto trabalho e entrega, generosa, pelo nosso país, pela nossa gente.

Conversa Afiada, essa riqueza, objeto do ataque dos censores, dos bedéis de turno, de trevas que assolaram a pátria, como essa trincheira escarneceu dos traíras, dos vendilhões, ladrões, ridículos. Dia após dia, reunião-nos ao seu redor e suas histórias, o risinho, a vibração de seu amor à democracia, tudo está ali, de presente, para nós, mais um arsenal de amor ao país e à sua gente. E ao mesmo tempo, o texto mais afiado, desentranhando pestilência e canalhice e as expondo ao olhar da Nação Brasileira.

Tantos processos, tanta pressão da direita, que culminou na sua saída da Record, e trabalho, muito trabalho, generoso, para o país...

Morreu um exemplo de brasileiro, de democrata, de amor ao país. Não à toa, partido estava coração, o seu, o nosso, hoje mais ainda. Nesse dia em que avançam as tropas de assalto à Previdência Pública, perdemos um guerreiro e não há tempo de chorar, pois ele certamente ainda segue conosco nessa trincheira em plena batalha, e o seu legado, de amor e de luta, carece do peso que liberta, carece de varrermos essa súcia de traidores, vendilhões e tiranos do comando de nosso amado Brasil. PHA deixou um exemplo. E quanto valor!

Paulo Henrique Amorim, presente!


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Elias Cândido: “Não podemos permitir que destruam o Paulo Henrique”

Elias Cândido: “Não podemos permitir que destruam o Paulo Henrique”
Elias Cândido: “A tendência do racismo em si é aumentar. Não porque há mais racistas, mas por conta da resistência”
Conceição Lemes, no Viomundo
Nos últimos dias, assistimos na internet a uma verdadeira cruzada contra o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim, visando carimbá-lo como racista. Espalharam a informação de que teria sido condenado por racismo no processo movido pelo também jornalista Heraldo Pereira, pelo uso da expressão “negro de alma branca”.
Só que: 1) não houve condenação, mas um acordo, ainda em primeira instância; 2) o autor do processo reconheceu, ao assinar o tal acordo, que não teria havido ofensa de cunho racista.
Paulo Henrique ganhou apoio e solidariedade de leitores, jornalistas e blogueiros. Militantes do movimento negro saíram em defesa de PHA. Elias Cândido é um deles. Estudioso da história do negro no Brasil, militante de combate ao racismo, professor e presidente do PT da Vila Matilde, Zona Leste da capital paulista, ele foi taxativo num texto que postou no Facebook:
Eu, modestamente estudioso da história do negro no Brasil, conheço bem os negros de alma branca. Posso reconhecê-los à distância pela linguagem, pelo olhar medroso, pelo jeito janota de se vestir e pela sintaxe entreguista.
Reconheço o trabalho de PHA pelos negros, apoiando programas voltados a essa população e denunciando o racismo da grande mídia. Ele tem todo o meu apoio.
Que os negros e pessoas bem-intencionadas não se confundam: uma ação contra o racismo jamais viria de alguém da Rede Globo, a maior propagadora de racismo deste país.
Decidimos, então, ouvir um pouco mais Elias Cândido.
Viomundo — O que significa “negro de alma branca”?
Elias Cândido — “Negro de alma branca”, na verdade, é como alguns brancos racistas, se reportam a alguns negros. São os negros que não se rebelam, que toleram passar por humilhações e que, segundo alguns brancos, “sabem o seu lugar na sociedade”.
O negro que reivindica o seu lugar é o negro “ negro”, isso do ponto de vista do racista.
Viomundo – Chamar alguém de “negro de alma branca” seria xingamento?
Elias Cândido –Seria um xingo. Seria exatamente aquela pessoa que, por querer ser aceito por aqueles que não a aceitam, se submete a humilhações em vez de buscar o seu espaço. Assim, do ponto de vista racista, equivaleria a um xingo.
Viomundo – Paulo Henrique se referiu ao Heraldo Pereira como um “negro de alma branca”. Essa menção seria racismo?
Elias Cândido — Não seria racismo, não. Quando o Paulo Henrique usa a expressão “negro de alma branca” não é para ofender a população etnicamente negra. A intenção dele é chamar atenção para o comportamento do Heraldo Pereira, que é o comportamento daquele negro aculturado, que se submete a determinadas coisas, que se submete, por exemplo, às determinações da Rede Globo. E a instituição Globo, eu diria, tem um comportamento racista.
Viomundo – Por quê?
Elias Cândido — A Rede Globo é racista. Se olhar com atenção o quadro de seus artistas, vai notar que a maioria é branca. Se observar também o tratamento que é dado aos negros nas suas novelas, vai verificar que a Globo os coloca em posições que seriam de “negro”, que é escravo, segurança ou bandido. Isso é um comportamento completamente racista, porque induz a sociedade a enxergar o negro daquela maneira.
Já nos negros isso tem um efeito psicológico extremamente cruel. A pessoa passa a não almejar coisas maiores na sociedade a não ser aquelas coisas que lhes são impostas, dado o poder cultural das novelas da Globo sobre o nosso povo de um modo geral.
Lembra-se da época em que Xuxa tinha as Paquitas e o sonho de todas as meninas era ser Paquita, uma menina loura, de cabelos lisos? Aquilo tinha efeito devastador na cabeça das meninas negras.
Isso sem falar dos noticiários que, de forma bastante sutil, dão mais atenção aos crimes cometidos pelos negros. Aliás, o seu diretor de Jornalismo, Ali Kamel, é bastante criticado por negar o racismo no Brasil, que mesmo os racistas admitem existir.
Viomundo – Na sua opinião, por que o Heraldo entrou com a ação contra o Paulo Henrique?
Elias Cândido – Por dois motivos. Primeiro, vestiu a carapuça. Ele tem cultura e inteligência suficientes para entender o que o Paulo Henrique estava falando. Ele não fez confusão.
Agora o que possivelmente o estimulou foi a própria Central de Jornalismo da Rede Globo, que promove um combate ao Paulo Henrique Amorim, assim como promove combate aos blogueiros progressistas em geral e mesmo àqueles que não estão no seu rol de controle.
É bastante notório que alguns blogueiros, como Reinaldo Azevedo, se apressaram em acusar o Paulo Henrique, tentando impingir-lhe a pecha de racista, que, se pegasse, enfraqueceria bastante a influência do Paulo Henrique.
Daí a nossa pressa em sair em defesa dele, não só por ele não ser racista, mas principalmente pelo significado. A intenção deles era dizer que os blogueiros progressistas estavam atacando aquele negro que está fora do seu rol ideológico, como querendo dizer “esse negrinho é nosso”.
A intenção era levar a discussão para esse viés. Era levar Paulo Henrique Amorim para o sacrifício em nome de uma ideia, que é para fazer com que o negro “se coloque no seu lugar”.
Viomundo — Como avalia o racismo hoje em dia no Brasil?
Elias Cândido — É importante entender que o modelo de racismo no Brasil é extremamente jovem, que é o racismo por cor. Algo em torno de 500 anos. Antigamente os escravos tornavam-se escravos porque eram derrotados em guerras, inclusive os povos negros da África.
Aqui no Brasil, como justificativa para a escravidão, foi introduzido o racismo por tonalidade da pele. Quanto mais claro tom de pele menos preconceito você sofre, mesmo sendo afrodescendente. Quanto “melhor” o seu cabelo, menos você sofre também.
Esse processo está sendo refreado por conta de maior organização movimento negro e da ida dos negros às universidades. À medida que passamos a ir para as universidades, devido aos programas de cotas e à melhora de vida dos últimos nove anos, o racismo melhorou um pouco do ponto de vista social.
Mas ele aumenta do ponto de vista racial. Essas pessoas, que foram acostumadas a ter privilégios em relação à maioria excluída, começam a ficar mais desesperadas e mais reacionárias com o aumento de negros para as mesmas vagas, tanto na escola quanto no trabalho.
A tendência do racismo em si é aumentar. Não porque há mais racistas, mas por conta da resistência. Isso fica claro na resistência ao modelo de cotas com argumentos de que “querem regalias só para negros”. É o tipo de argumento que não dá nem para a gente discutir.
Viomundo – Outras lideranças do movimento negro pensam como você?
Elias Cândido – Estive numa reunião na sexta-feira com várias lideranças para discutir outras questões e a gente acabou conversando sobre o caso. Elas não têm nenhuma dúvida: o Paulo Henrique não é racista. Ele caiu numa armadilha armada pela própria boca. Como é vítima de perseguições, ele deve tomar um pouco mais de cuidado nos seus pronunciamentos, porque a ideia é pegá-lo numa armadilha. Foi o que restou para essas pessoas. Aliás, a pecha de racista é usada inclusive por racistas para atacar as demais pessoas.
Por tudo isso, o momento é de a gente se unificar em torno do Paulo Henrique, produzindo mais textos, fazendo moções de apoio. Não podemos permitir que destruam o Paulo Henrique.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Lupi tem que ficar | Conversa Afiada

Lupi tem que ficar | Conversa Afiada



Sardenberg foi quem autorizou a BrOi na Anatel



O ansioso blogueiro assistiu a trechos da sabatina do Ministro Lupi no Senado.

O buzilis da questão é:

1) Lupi usou dinheiro do Erário para ir ao Maranhão ?
 Resposta: não.

2) Lupi usou o Ministério do Trabalho para beneficiar o empresário porque é dono do avião em que viajou?
 Não.

O resto, como diria o Nelson Rodrigues, é o luar de Paquetá.

Se o amigo navegante fosse Ministro do Trabalho andaria de avião sem saber quem é o dono ?
Não.
Não é correto.

Como não foi correto o Ministro Sardenberg do Governo impoluto do Farol de Alexandria usar avião da FAB para passear em Fernando de Noronha.

E o Supremo o absolveu por 6 a 5 porque, segundo o Supremo, ministros merecem um tratamento especial …

Viva o Brasil !

Como não é correto o Senador Heráclito Fortes andar para cima e para baixo no jatinho do banqueiro condenado.

Mas, isso não justifica mandar o Lupi embora.

Lupi chamuscou a imagem do Governo Dilma ?
Sim.

Dilma deveria trocá-lo na próxima reforma ministerial.
 Provavelmente sim.

Dilma deveria ceder à Veja ?
Não.

Agora, amigo navegante, o PiG é nocivo não porque denuncie corrupção.

Lupi não meteu a mão no Erário.

Lupi não comprou ambulância super-faturada.

Tem que ficar.

Em tempo: a última intervenção na sabatina foi a do Senador tucano de São Paulo e filiado ao PT, Eduardo Suplicy, o que lhe garantiu trânsito livre no PiG. Breve será entrevistado no “Entre Caspas” da Globo News.



Paulo Henrique Amorim

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