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terça-feira, 10 de março de 2015

domingo, 8 de março de 2015

Viva o Dia Internacional da Mulher! Leiam a Revista Mulher de Classe, da CTB

Parabéns a todas as mulheres no seu Dia Internacional da Mulher, data criada pelas mulheres socialistas, trabalhadoras, ao longo da secular luta por sua emancipação e a de todo o gênero humano, emancipação das cadeias do machismo e também do sexismo, emancipação do capitalismo!
Nesse dia, como homenagem, passo para todos a Revista Mulher de Classe, uma iniciativa da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, instrumento fundamental para reafirmar que esse dia não é um dia de consumo, mas de luta e celebração de vitórias, como a vitória de sermos pela segunda vez governados pela Presidenta Dilma, uma figura feminina que encarna as maiores aspirações de nosso povo pela soberania, pela democracia, pelo desenvolvimento!

Viva o Dia Internacional das Mulheres!!!

  • Secretária de Mulheres da CTB avalia o seu primeiro ano de gestão - Ivânia Pereira
  • Artigo: A Invisibilidade da Mulher Negra no Mercado de Trabalho - Mônica Custódio
  • A luta das trabalhadoras domésticas por direitos - Domésticas Cidadãs - Lucileide Mafra Reis
  • Patriarcado e Capitalismo: elos de opressão das mulheres - Lúcia Rincón
  • Margaridas se preparam  para a maior marcha de todos os tempos
  • Entrevista com Maria Elizabeth Guimarães, presidenta do Superior Tribunal Militar
  • Poder Feminino - Érika Ceconi 
  • A Luta Feminina por Direitos na França - Jenny Dauvergne
  • A emancipação da mulher na América Latina - Laura Porcel
  • Formando lideranças
  • femininas - Celina Arêas
  • Por uma educação não sexista! - Marilene Betros
  • “Educação é a salvação do país”, diz Leci Brandão


quinta-feira, 8 de março de 2012

Manifesto contra a criminalização das mulheres que praticam aborto

Fonte: União Brasileira de Mulheres - www.ubmulheres.org.br

Em defesa dos direitos das mulheres

Centenas de mulheres no Brasil estão sendo perseguidas, humilhadas e condenadas por recorrerem
à prática do aborto. Isso ocorre porque ainda temos uma legislação do século passado
– 1940 –, que criminaliza a mulher e quem a ajudar.

A criminalização do aborto condena as mulheres a um caminho de clandestinidade, ao qual se
associam graves perigos para as suas vidas, saúde física e psíquica, e não contribui para reduzir
este grave problema de saúde pública.

As mulheres pobres, negras e jovens, do campo e da periferia das cidades, são as que mais sofrem
com a criminalização. São estas que recorrem a clínicas clandestinas e a outros meios precários
e inseguros, uma vez que não podem pagar pelo serviço clandestino na rede privada, que
cobra altíssimos preços, nem podem viajar a países onde o aborto é legalizado, opções seguras
para as mulheres ricas.

A estratégia dos setores ultraconservadores, religiosos, intensificada desde o final da década de
1990, tem sido o “estouro” de clínicas clandestinas que fazem aborto. Os objetivos destes setores
conservadores são punir as mulheres e levá-las à prisão. Em diferentes Estados, os Ministérios
Públicos, ao invés de garantirem a proteção das cidadãs, têm investido esforços na perseguição
e investigação de mulheres que recorreram à prática do aborto. Fichas e prontuários médicos de
clínicas privadas que fazem procedimento de aborto foram recolhidos, numa evidente disposição
de aterrorizar e criminalizar as mulheres. No caso do Mato Grosso do Sul, foram quase 10 mil
mulheres ameaçadas de indiciamento; algumas já foram processadas e punidas com a obrigação
de fazer trabalhos em creches, cuidando de bebês, num flagrante ato de violência psicológica
contra estas mulheres.

A estas ações efetuadas pelo Judiciário somam-se os maus tratos e humilhação que as mulheres
sofrem em hospitais quando, em processo de abortamento, procuram atendimento. Neste mesmo
contexto, o Congresso Nacional aproveita para arrancar manchetes de jornais com projetos
de lei que criminalizam cada vez mais as mulheres. Deputados elaboram Projetos de Lei como o
“bolsa estupro”, que propõe uma bolsa mensal de um salário mínimo à mulher para manter a gestação
decorrente de um estupro. A exemplo deste PL, existem muitos outros similares.

A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto
reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores
religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as
pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres.
Ao contrário da prisão e condenação das mulheres, o que necessitamos e queremos é uma política
integral de saúde sexual e reprodutiva que contemple todas as condições para uma prática sexual
segura.

A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser
compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que
as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas
que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas
públicas universais que garantam assistência a gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados
necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, saúde.

As mulheres que desejam evitar gravidez devem ter garantido o planejamento reprodutivo e as
que necessitam interromper uma gravidez indesejada deve ser assegurado o atendimento ao
aborto legal e seguro no sistema público de saúde.

Neste contexto, não podemos nos calar!

Nós, sujeitos políticos, movimentos sociais, organizações políticas, lutadores e lutadoras sociais e
pelos diretos humanos, reafirmamos nosso compromisso com a construção de um mundo justo,
fraterno e solidário, nos rebelamos contra a criminalização das mulheres que fazem aborto, nos
reunimos nesta Frente para lutar pela dignidade e cidadania de todas as mulheres.

  • Nenhuma mulher deve ser impedida de ser mãe. E nenhuma mulher pode ser obrigada a ser mãe.

  • Por uma política que reconheça a autonomia das mulheres e suas decisões sobre seu corpo e sexualidade.
  • Pela defesa da democracia e do principio constitucional do Estado laico, que deve atender a todas
    e todos, sem se pautar por influências religiosas e com base nos critérios da universalidade do
    atendimento da saúde!
  • Por uma política que favoreça a mulheres e homens um comportamento preventivo, que promova
    de forma universal o acesso a todos os meios de proteção à saúde, de concepção e anticoncepção,
    sem coerção e com respeito.
  • Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!
  • Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!
  • Pela não criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!
Redes Latino-Americanas
AFM – Articulação Feminista Marcosur
CLADEM – Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa
dos Direitos da Mulher
FDIM – Federação Democrática Internacional das Mulheres
Fórum de Mulheres do Mercosul - Capítulo Brasil
ILGA –LAC – International Lesbian and Gay Association
Secretaria da Mulher da Fecosul
Ponto Focal – Brasil – Campanha 28 de Setembro pela
Descriminalização do Aborto
Red Latinoamericana de Católicas por el Derecho a Decidir
Rede de Saúde das Mulheres Latino Americanas e do Caribe
Rede Mulher e Habitat
REMTE – Rede Mulheres Transformando a Economia
Redes e Movimentos Nacionais
ABEN – Associação Brasileira de Enfermagem
ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS
ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais,
Travestis e Transexuais
ABL – Articulação Brasileiras de Lésbicas
ABORDA – Associação Brasileira de Redutores de Danos
ABRAPSO – Associação Brasileira de Psicologia Social
ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não-
Governamentais
AMATERNA – Associação Nacional de Familiares e Amigos de
Vítimas de Morte Materna
AMB – Articulação de Mulheres Brasileiras
Associação Humanista do Brasil
ANPG - Associação Nacional de Pós-Graduandos
CDD - Católicas pelo direito de Decidir
CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta
pela Paz
CMB – Confederação de Mulheres Brasileiras
CMS – Coordenação de Movimentos Sociais
CONAM – Confederação Nacional de Associação de Moradores
CNMTR – Comissão Nacional de Mulheres Trabalhadoras Rurais
/CONTAG
CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação
Consulta Popular
CTB – Central de Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil
CUT – Central Única dos Trabalhadores
Fórum de Entidades Nacionais de Direitos Humanos
Fórum Nacional de Mulheres Negras
Intersindical
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro
LER/QI – Liga Estratégia Revolucionária/ Quarta Internacional
LBL – Liga Brasileira de Lésbicas
Assinam o manifesto
MAB – Movimento de Adolescentes do Brasil
MMM – Marcha Mundial de Mulheres
Movimento de Mulheres Camponesas
RFS – Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e
Direitos Reprodutivos
RHEG – Rede Brasileira de Homens pela Eqüidade de Gênero
SNMT/CUT – Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora
UBM – União Brasileira de Mulheres
UJC – União da Juventude Comunista
UJS – União da Juventude Socialista
UNE – União Nacional dos Estudantes
Secretaria Nacional de Mulheres dos Partidos:
PCB, PCdoB, PSOL, PT
Organizações
AGENDE – Ações de Gênero Cidadania e Desenvolvimento
ALÉM – Associação Lésbica de Minas
AMEPE – Associação de Mulheres Entendidas de Pernanbuco
AMZOL – Associação de Mulheres da Zona Leste/SP
APADEP – Associação Paulista de Defensores Públicos
APEOESP – Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado
de São Paulo
Assembléia Popular do RJ
Associação 8 de Março de Pirituba
Associação Cultura e Beneficente Ilê Mulher
Associação Cultural de Educadores e Pesquisadores da USP
Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo
Associação de Moradores do Conjunto Habitacional Jardim São
Francisco-V
Associação de Mulheres do Graal
Associação de Trabalhadoras e Trabalhadores Sem Terra do Jardim
Paquetá – Pirituba
Associação Lésbica Feminista de Brasília
Associação Pathfinder do Brasil
Atuadoras
Casa da Mulher 8 de Março de Tocantins
Casa da Mulher Catarina
CCR – Comissão de Cidadania e Reprodução
CEDEMPA – Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará
CEDOICOM – Centro de Documentação e Informação Coisa de
Mulher
CEFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria
Centro Acadêmico de Enfermagem da UNICAMP
Centro Acadêmico de Letras, Linguística e Estudos Literários da
UNICAMP
Centro Acadêmico Florestan Fernandes da Escola de Sociologia e
Política
Centro de Cultura Luiz Freire
Centro de Defesa da Mulher
CEPIA – Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação
Centro Nordestino de Medicina Popular
CIM – Centro de Informação da Mulher
Círculo Palmarino
CMP – Central de Movimentos Populares
Coletivo Alumiá: Gênero e Cidadania
Coletivo de Jovens Feministas do Ceará
Coletivo de Mulheres Ana Montenegro
Coletivo de Mulheres da Baixada Santista
Coletivo de Mulheres de São Mateus
Coletivo de Mulheres do Campo Limpo
Coletivo Feminino Plural
Coletivo Feminista Dandara - USP
Coletivo Feminista da UNICAMP
Coletivo Lesbianas Feministas Josefa Camejo
Coletivo Wendo - SP
Comitê Mineiro pelo Aborto Legal
COMULHER – Comunicação Mulher
Companhia de Teatro Mal Amadas
Coletivo Terceira Margem do Rio
Coturno de Vênus
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher POA/RS
CRESS – Conselho Regional de Serviço Social -SP
Cunhã Coletivo Feminista
DCE-UNICAMP – Diretório Central dos Estudantes da UNICAMP
Espaço Mulher
Entre Nós – Assessoria, Educação e Pesquisa em Gênero e Raça
Expressão Feminista
FACESP – Federação das Associações Comunitárias do Estado de
São Paulo
Fala Preta! – Organização de Mulheres Negras
FAOR – Fórum da Amazônia Oriental – GT MUlheres
Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense
Fórum de Unidade dos Comunistas
Frente Regional de Combate à Violência – SP
Fuzarca Feminista
Fórum de Meio de Ambiente do Trabalhador
Gato Negro – Núcleo de Libertação Animal
Geledés
GEMA/UFPE – Grupo de pesquisa sobre gênero e masculinidades
Grupo Curumim
Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás
GT Gênero e Saúde – ABRASCO
GT Mulheres do Fórum da Amazônia Oriental – FAOR
Grupo Humanus
Grupo LUAS – Liberdade União Afetivo Sexual das Mulheres
Lésbicas e Bissexuais
Grupo Transas do Corpo
IMAIS – Instituto Mulheres pela Atenção Integral à Saúde e aos
Direitos Sexuais e Reprodutivos
Instituto Antígona
Instituto de Mulheres Negras do Amapá
Instituto EQUIT – Gênero, Economia e Cidadania Global
Instituto Papai
Instituto Patrícia Galvão
Instituto Zequinha Barreto
IPAS Brasil
Jornal FazendoMedia.com
Justiça Global
Kiu! Coletivo Universitário pela Diversidade Sexual UFBA/ UCSAL/
UNEB
Kiwi
MAMA – Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia
Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras de Porto Alegre
MDM – Movimento pelo Direito a Moradia
MIM – Movimento Ibiapabano de Mulheres
Movimento de Mulheres de Cabo Frio
Movimento D’ELLAS
Movimento de Mulheres do Guamá
MTD – Movimento de Trabalhadores Desempregados de São Paulo
Mulheres em União – Centro de Apoio e Defesa dos Direitos da
Mulher
NUDU – Núcleo de Diversidade da UNICAMP
NEIM/UFBA – Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher
NEM – RN – Núcleo de Estudos sobre a Mulher Simone de
Beauvoir
NEPO – UNICAMP – Núcleo de Estudos de População
Núcleo de Mulheres de Roraima
Observatório da Mulher
ONG Gesto e Ação
ONG Rubens Carlos Costa – Vila Zatti – Pirituba
Oriashé – Sociedade Brasileira de Cultura e Arte Negra
Promotoras Legais Populares de Porto Alegre
Promotoras Legais Populares de São Paulo
Promotoras Legais Populares de Mauá
Rede de Mulheres Negras do Paraná
Redeh – Rede de Desenvolvimento Humano -RJ
REF- Rede Economia e Feminismo
Refundação Comunista
SEMT – Secretaria Estadual da Mulher Trabalhadora - CUT-SP
Serviço à Mulher Marginalizada
Sindicato dos Radialistas no Estado de São Paulo
SINTRATEL – Sindicato dos Trabalhadores do Telemarketing
SOF – Sempreviva Organização Feminista
SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia
Teatro Maria Mulher
Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero
UEE-SP – União Estadual de Estudantes de São Paulo
UMM – União dos Movimentos de Moradia
UNEAFRO – União de Núcleos de Educação Popular para Negros/as
da Classe Trabalhadora
UNEGRO – União de Negros pela Igualdade
União de Mulheres de São Paulo

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Neste 08 de março, a UBM relembra os 80 anos da conquista das mulheres pelo do direito ao voto. Em manifesto, além de destacar essa grande vitória das cidadãs, mostra que as brasileiras lutam para ocupar cada vez mais espaços de poder e decisão. E, por compreender que as transformações sociais, políticas e econômicas em curso no Brasil, passam, necessariamente, pela efetiva participação e ampliação do poder político das mulheres, as coordenações estaduais da UBM também realizam atos públicos em vários estados.

O Dia Internacional das Mulheres na capital do Rio de Janeiro será de diálogo entre a UBM-RJ e a população. Na quinta-feira (08), a partir das 12h, no Largo da Carioca, as Ubmistas cariocas  - em atividade conjunta com diversas forças políticas -  estarão conscientizando a população sobre a importância das bandeiras históricas da luta feminista. No final do dia, às 17 h, o movimento feminista e de mulheres sairão em caminhada do Largo até a Cinelândia.

No dia 12, segundo a coordenadora da UBM-RJ, Helena Piragibe, acontecerá a entrega do “Diploma Mulher-Cidadã Leolinda de Figueiredo Daltro”, em celebração ao Dia Internacional da Mulher. A homenageada deste ano será Ana Maria Rocha, que é fundadora da UBM e da Revista Presença da Mulher  - publicação da entidade fundada em 1986. O evento será realizado às 18h, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho - Palácio Tiradentes (Rua Primeiro de Março, s/n - Praça XV Centro, RJ).

Em Niterói (RJ), as atividades começam nesta segunda-feira (05), às 18 h, com o “Ciclo de Palestras sobre a Mulher e a Política”. Na ocasião, as Ubmistas debaterão temas como partidos políticos, convenções partidárias, recursos financeiros, dentre outros. O evento contará com a presença da presidente estadual do PCdoB-RJ, Ana Rocha e da deputada estadual enfermeira Rejane de Almeida (PCdoB-RJ). A Psicóloga e conselheira do Conselho Municipal de Políticas para as Mulheres de Niterói e executiva estadual da UBM, Irene Cassiano, será a mediadora da mesa. O debate ocorrerá no Plenário da Câmara Municipal de Niterói (Avenida Amaral Peixoto, 625, Centro).

Em Recife (PE), a próxima segunda-feira (05), dará início à campanha “Mulher, seu voto não tem preço”, que será realizada entre os meses de março e junho deste ano pela UBM-PE. O tuitaço acontece a partir das 11h e contará com a participação de importantes ativistas do movimento feminista de Pernambuco. Já confirmaram presença a secretária da Mulher do Recife, Rejane Pereira, a deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE) e a poeta Cida Pedrosa, do grupo Vozes Femininas. Para se integrar à rede basta acessar o Twitter e usar a hashtag #mulhervotonaotempreco. A campanha antecede as eleições municipais de 2012 e atingirá todo o Estado, com ênfase no Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

No Sul, em Florianópolis, também  no dia 08 de março, a partir das 14h, a UBM-SC estará presente em atividades de rua que acontecerão no vão central do Terminal Central de Ônibus. A atividade contará com apresentações culturais - música, teatro, dança – bem como panfletagens e microfone aberto às entidades dos movimentos de mulheres do município. No decorrer do mês as Ubmistas catarinenses farão ações semelhantes nas cidades de Chapecó, Itajaí, Criciúma, Blumenau, dentre outras. Estão previstas atividades como palestras, debates, oficinas, cafés com mulheres e homens de diferentes categorias profissionais e associações comunitárias.

Na capital paulista, a UBM-SP se integra ao ato público com passeata que reunirá cerca de 80 entidades, as quais estão ligadas aos movimentos sociais de mulheres. No dia 08, às Ubmistas de São de Paulo estarão concentradas às 14hs na Praça da Sé e de lá sairão em passeata.

Como já ocorre há vários anos, em Curitiba, a UBM-PR participa da tradicional passeata com caminhada da Praça Santos Andrade à Rua das Flores (Boca Maldita). No próximo dia 08, o movimento feminista local leva para as ruas três temas de destaque: Educação, Cultura e Diversidade; Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos: contra a mercantilização do corpo da mulher e Soberania Alimentar: contra o uso de agrotóxicos. O evento contará com a participação das mulheres do MST, unindo mulheres do campo e da cidade.
A UBM participará ainda de atividades na Unibrasil, no dia 08, às 19h, com homenagem à pedagoga Ubmista Maria Isabel Corrêa, militante de movimento de mulheres e ambiental desde o final da década de 70. Ativista da entidade desde 2003, Isabel atualmente faz parte da coordenação da UBM e do conselho de direção da UBM-nacional. Junto à luta do movimento, ela traz outra paixão: a música. Suas canções trazem mensagens de luta pela biodiversidade e pelos direitos sociais, em especial das mulheres. Também será homenageada pela mesma universidade a Iyálorixá Dalzira Maria Aparecida (Iyá Gunã). Militante histórica do movimento negro, Dalzira - que cursou Relações Internacionais na Unibrasil e é mestranda pela UTFPR - tem uma larga trajetória no movimento de mulheres.

Ainda do Paraná, o núcleo da UBM em Ponta Grossa estará integrada às ações da Unegro. No dia 10 de março, às 14hs, as entidades participam de atividade alusiva ao dia de luta das mulheres na Comunidade quilombola Sutil.  Em Foz do Iguaçu, a UBM participa do lançamento de diversos cartazes e outdoors que serão afixados em toda a cidade tendo como principal reivindicação o fim da violência contra mulheres e meninas. Por fim, nos dias 08 e 09, a coordenadora nacional da UBM, Elza Maria Campos, proferirá a palestra “Desafios Para o Século XXI e a Luta das Mulheres” no 2º Encontro das Mulheres da Construção e do Mobiliário do Estado do Paraná, que ocorrerá na Colônia de Férias da Fetraconspar em Itapoá (SC).

As mulheres e o projeto nacional de desenvolvimento - Para a coordenadora geral da UBM, Elza Campos, as atividades das coordenações estaduais neste mês são de extrema importância para os diferentes movimentos feministas e de mulheres, pois servem para dar visibilidade a uma série de problemas enfrentados cotidianamente pelas  mulheres de vários segmentos. Por outro lado, é um momento de fortalecimento da UBM, que, articulada em todo país, amplia a sua representatividade em prol dos direitos das mulheres.

"Este 8 de março tem um significado muito especial. Além de marcar os 80 anos da conquista do voto feminino, traz também a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento com a participação das mulheres. A UBM se consolida nas atividades de massa com os movimentos sociais para procurar romper com a subrrepresentação nos espaços de poder. Por isso, lança o seu Manifesto “Mais Poder Político para as Mulheres”, entendendo que a nossa luta exigirá - do movimento emancipacionista que a UBM defende-, a materialização cotidiana do compromisso firmado historicamente de criar condições, no presente, para garantir as conquistas almejadas, na luta pela libertação das mulheres e do povo contra toda discriminação e por igualdade de direitos”, expõe Elza Campos.

Manifesto - No manifesto “8 de Março: Dia Internacional da Mulher - Mais Poder Político para as Mulheres!”, a entidade reafirma a importância da presença feminina na política brasileira. “As mulheres devem ser vereadoras, deputadas estaduais, deputadas federais, senadoras. Em 2012, mulheres com compromisso e coragem enfrentarão as eleições. E, para avançar a democracia, é necessário que muitas destas bravas e corajosas mulheres sejam eleitas. No Brasil, as mulheres se voltam para o século XXI, com a certeza de que temos que chegar muito mais longe, superando a subrepresentação política e nos mobilizando no centro das atividades partidárias, comunitárias, sindicais”, escrevem as Ubmistas.

Ainda no documento, reforçam a luta pela garantia da reforma política, com financiamento público de campanha, garantia de coligações proporcionais e lista fechada com alternância de gênero e cumprimento da lei de 30% das cotas para candidaturas femininas, bem como a reforma da mídia, como meio de enfrentar a criminalização dos movimentos sociais e a banalização da imagem da mulher real.

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 h, a aprovação do PL 4857/2011 - que garante igualdade salarial e de condições de trabalho entre homens e mulheres -, o fortalecimento do SUS com garantia de ampliação da rede de atendimento e respeito ao corpo e à diversidade das mulheres e, ainda, a garantia de redes de equipamentos sociais (creches, lavanderias, restaurantes populares, centros de convivência) também fazem parte das reivindicações  da  UBM  que  estão registradas no manifesto.

Aborto e Lei Maria da Penha – O Dia Internacional da Mulher deste ano também é uma data para reafirmar a luta em favor da legalização do aborto como forma de fazer cumprir a agenda dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres como um direito humano. Assim como a defesa intransigente da aplicação da Lei Maria da Penha nos atos de violência contra mulheres e meninas, com a instalação de delegacias especializadas, juizados especiais, centros de referência e casas abrigo. A cobrança da UBM é para a imediata aplicação e ampliação de políticas nessas áreas.

Por fim, as Ubmistas querem que as várias instâncias do poder público assumam a responsabilidade sobre a implementação das políticas para as mulheres. Além disso, exigem a criação de mecanismos para fazer avançar a pauta de gênero, visando o cumprimento de todos os compromissos do Governo Dilma para com as mulheres. Para tanto, reivindicam a criação de secretarias de mulheres nos estados e municípios brasileiros como forma de incentivar e garantir a elaboração, execução e monitoramento dos Planos de Políticas para as Mulheres, a proteção de meninas e mulheres da exploração sexual comercial que faz vítimas cada vez mais jovens em nosso país e o fim de todo tipo de desigualdades e discriminações em relação às mulheres negras, indígenas, jovens, idosas, lésbicas, trabalhadoras rurais, trabalhadoras domésticas, com deficiência e soropositivas.
Clique aqui e leia a íntegra do Manifesto da UBM

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