Apesar da convicção deste blog quanto ao combate que dá ao que considera um dos maiores problemas contemporâneos, o imperialismo da mídia que se abate sobre a humanidade e que tem como subprodutos injustiça, discriminação, racismo e até cumplicidade com o crime organizado, para os justos sempre sobra uma pontinha de dúvida quanto a maus juízos.
Por Eduardo Guimarães, em seu blog
Nesse aspecto, entrevista que Janio de Freitas – decano do colunismo político brasileiro e colaborador da Folha de São Paulo – deu na segunda-feira ao programa Roda Viva serviu para me dirimir qualquer dúvida quanto ao que tem sido feito nesta página.
Não foi um “petralha” ou um “mensaleiro” que disse tudo o que será comentado a seguir, mas um dos jornalistas mais celebrados e respeitados do país sobretudo por sua isenção, a qual, segundo relatou no programa, fez com que fosse perdendo leitores ao longo de cada governo pelo qual o país passou após a redemocratização.
Segundo Janio, ele foi perdendo leitores simpatizantes do governo Sarney, do governo Collor, do governo Itamar, do governo FHC, do governo Lula e, agora, do governo Dilma. Instado a comentar cada um desses governos e eleger o “mais nefasto”, sobraram críticas para todos, de Sarney a Dilma. Mas o ponto alto do programa foram suas críticas à imprensa.
Janio elegeu o governo Collor como o mais nefasto, criticou Lula por ter mudado de discurso sobre a política econômica de FHC, que, segundo o colunista, o petista adotou em seu governo, mas foi para o ex-presidente tucano que a crítica foi arrasadora simplesmente porque fez o que nunca pensei que veria na televisão aberta brasileira: disse que a mídia é tucana.
Além de ter dito que a compra de votos para a reeleição de FHC – e não o “mensalão petista” – é que foi o maior escândalo do pós-redemocratização, lembrou a relação promíscua e antijornalística que envolveu o jornal para o qual escreve e o resto da grande mídia (leia-se Globo, Estadão, Veja etc.) e o governo federal tucano: disse, textualmente, que esses veículos serviram de “suporte político” a FHC.
Todavia, a parte mais surpreendente da entrevista ocorreu ao seu final. Segundo anunciou o programa Roda Viva ao começar, Janio falaria de imprensa e, sobretudo, do julgamento do mensalão.
Os entrevistadores, após uma gracinha do blogueiro da Globo Ricardo Noblat instando Janio a falar sobre isenção da imprensa ainda no início do programa, devido às bombas que o entrevistado soltou tentaram “cozinhá-lo” durante o resto do programa sem tocar no assunto julgamento do mensalão, até porque previram o que sobreviria.
Ocorre que, entre os entrevistadores, estava outro jornalista decente e corajoso, Mario Magalhães, que foi ombudsman da Folha por um único ano, tendo deixado o cargo bem antes do previsto porque o jornal tentou coibir as críticas dele quanto ao seu partidarismo político pró PSDB e por seu antipetismo escancarado.
Em sua coluna de “despedida” do cargo de ombudsman da Folha, Magalhães escreveu o seguinte:
“A Folha condicionou minha permanência ao fim da circulação das críticas diárias na internet; não concordei; diante do impasse, deixo o posto”
Nas críticas diárias, o então ombudsman apontava, dia após dia, a parcialidade e a distorção dos fatos na cobertura política do jornal, além de seu partidarismo exacerbado pró-PSDB e anti-PT. A Folha, então, argumentou que seus inimigos políticos estavam “se aproveitando” do que seu ombudsman escrevia… Acredite quem quiser.
Após os petardos desferidos por Janio, que calaram Noblat, e como ninguém tocasse no assunto que o programa prometera submeter ao entrevistado, o desempenho da mídia quanto ao julgamento do mensalão, Magalhães fez o que devia: pediu a opinião do colunista da Folha sobre o assunto.
A resposta de Janio produziu, entre os entrevistadores, uma reação inacreditável. Todos pareceram em verdadeiro estado de pânico e o apresentador encerrou rapidamente o programa. Hoje, na folha, não saiu a coluna de Janio e matéria do jornal sobre sua entrevista ao Roda Viva diz apenas que ele fez “críticas a imprensa”, sem especificar nada.
Abaixo, transcrevo a pergunta de Magalhães e a resposta de Janio. Ao fim do post, o vídeo com a íntegra do programa.
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Mario Magalhães – Janio, você tem sido um solitário crítico contundente das grandes publicações sobre a cobertura jornalística do julgamento do mensalão. Se você pudesse sintetizar quais são os maiores problemas do jornalismo na cobertura do julgamento… Janio de Freitas – Eu não sou das pessoas que acham que jornal não pode ter uma posição política definida. Jornal é uma empresa privada. Tem direito de escolher a linha que queira. Não há nenhum impedimento para que um jornal assuma uma determinada posição em face de alguma coisa. Pode, inclusive, fazer isso jornalisticamente.
Agora, o que eu não aceito é que haja todo um discurso da neutralidade, da imparcialidade, mas não a prática. Porque nós estamos cansados de saber que um pequeno título (…), isso induz o leitor a uma ideia negativa a respeito do governo, uma ideia pessimista a respeito do futuro… Nós sabemos que a influência subliminar do jornalismo, é gigantesca.
Quando não é subliminar, é explicitada – agora, por exemplo, na pressão imensa que foi feita às vésperas do início do julgamento em favor da condenação –, isso retira, aos jornais, toda a autoridade moral para fazer uma avaliação justa, correta, realmente imparcial, do que está acontecendo no mensalão ou aconteceria em qualquer outra coisa.
Essa é a minha crítica. Não foi o comportamento que antecedeu o início do julgamento, foi um comportamento de “parti pris” [posição assumida preconcebidamente] mesmo, de tomada de posição, sem admitir que “estamos tomando tal posição” pela condenação de fulano, beltrano, sicrano. É aquela coisa, sabe, enviesada… Isso é inadmissível.
Assista, abaixo, à íntegra do programa Roda Viva com Janio de Freitas
Homenagem a Messias de Souza - Portal Vermelho O administrador de Brasília, Messias de Souza, será homenageado hoje, 7, dia de seu aniversário, pelo Partido Comunista do Brasil - Distrito Federal (PCdoB-DF) durante festa, à noite.
Hoje, 19 horas
O evento ocorrerá na AABB - Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Lotes 16/17. O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, agendou sua presença. O presidente do PCdoB-DF, Augusto Madeira, falará em nome dos comunistas, ressaltando a competência e inovação de Messias na administração de Brasília.
"Messias estabeleceu a prática de, não só receber a população na sede da Administração e fornecer serviços, a exemplo do curso para síndicos e zeladores de Capital, como também está levando a Administração para as quadras, entrando em contato direto com os moradores para conhecer e buscar solução para os problemas", destaca Madeira.
A animação ficará por conta do grupo Coisa Nossa. Serão servidos salgados e refrigerantes. As bebidas alcoólicas serão a parte.
Compareça!
A campanha Inácio 65 segue em ritmo intenso, em todos os bairros da capital cearense. Por volta das 6 horas da manhã desta segunda-feira (6), o candidato a vice-prefeito de Fortaleza pelo PCdoB, Chico Lopes, iniciou sua primeira atividade do dia. Ele distribuiu panfletos e conversou com eleitores em Messejana sobre as propostas defendidas por ele e Inácio.
A forte relação de Chico Lopes com a população da cidade, sua experiência, e o amplo conhecimento dos problemas que afetam a capital dão ao deputado comunista um papel destacado nas eleições municipais.
Nas proximidades do Hospital do Coração, o Chico Lopes, conhecido por falar a língua do povo, recebeu o apoio de muitos cidadãos que fizeram questão de cumprimentá-lo e de declarar confiança na vitória do PCdoB.
“O diálogo com o cidadão, acordando cedo, indo a todos os bairros de Fortaleza, olhando no olho da pessoa, discutindo o que precisa melhorar na cidade e apresentando nossas propostas, é o grande diferencial da nossa campanha”, afirmou Chico Lopes.
“A receptividade das pessoas à nossa candidatura, ao lado do Inácio, é muito grande, e nos anima muito nesta data em que a campanha eleitoral completa um mês. Foram dias de muita movimentação, indo aonde o povo está: nas ruas, nas praças, nas feiras, nos terminais de ônibus, nos corredores do comércio, desde o centro até os bairros mais distantes”, acrescentou Chico Lopes.
“O saldo é muito positivo. O apoio das pessoas, as sugestões que recebemos do que os cidadãos veem que precisa melhorar na cidade, a boa receptividade às nossas propostas nos dão muita confiança pra continuar na luta pra mudar Fortaleza”.
“Aí é um político de responsa!”, cumprimentou o entregador Carlos Alberto, dirigindo-se a Chico Lopes, sem perder a hora da entrega feita de bicicleta. Já Teresinha Mendes, trabalhadora da área de asseio e conservação, fez questão de abraçar Chico Lopes. “É uma pessoa que chega perto da gente, não é como aqueles políticos que passam é longe. Toda vida eu votei nele. E vou votar de novo, agora nele e no Inácio”, afirmou.
A atividade de campanha em Messejana contou com a presença do deputado estadual Lula Morais e de Josenias, candidato a vereador pelo PCdoB, entre militantes, ativistas e outras lideranças, como o sindicalista Luciano Simplício.
Vídeo mostra verdadeira relação entre mensalão e CPI do Cachoeira
O vídeo "Cronologia do mensalão" tem se espalhado com extrema rapidez na rede. O conteúdo revela detalhes sobre a participação da revista Veja na condução das crises políticas mais relevantes que alastraram o Brasil nos últimos dez anos.
Durante uma cronologia que parte de 2002 e vai até 2012, diversos personagens conhecidos pela população brasileira são destacados. A diferença é que agora eles aparecem de maneira contextualizada, com os devidos adendos sobre quem são e o que verdadeiramente representam, sem quaisquer camuflagens impostas por editoriais tendenciosos.
O internauta terá a chance de perceber, por exemplo, que Carlinhos Cachoeira, um dos maiores criminosos do Brasil e razão primordial da abertura de uma CPI que hoje leva o seu nome, já surgia flertando com os donos do poder central desde 2002 em gravações comprometedoras e bastante reveladoras.
Apoiadores da candidatura de Volnei e Bermudez lotam evento na FS
Apesar da greve, cerca de 350 pessoas, entre servidores, professores e estudantes da UnB compareceram ao ‘Café com Idéias’ realizado neste sábado, dia 3/8, no pátio da Faculdade de Ciências da Saúde para manifestar seu apoio à candidatura de Volnei Garrafa e Luís Bermudez, como reitor e vice-reitor da UnB.
Um café de manhã reforçado foi servido aos presentes, que ouviram discursos de Volnei e Bermudez, além de manifestações de apoio de professores, líderes estudantis e líderes sindicais.
Em seu discurso, Volnei falou aos presentes sobre os quatro eixos de sua campanha, construídos ao longo dos últimos sete meses com a ajuda de vários professores e servidores da UnB.
A convivialidade
O primeiro eixo foi assim definido por Volnei:
“O primeiro eixo é o UnBem Viver, o bem viver na universidade. Precisamos resgatar aquele carinho que todos nós que chegamos aqui há anos tinhamos pela UnB, de acordar de manhã e ir com prazer para nosso local de trabalho. Hoje isto não está assim, porque a UnB está muito desorganizada , as coisas não andam, não temos espaço de lazer, o restaurante universitario vive com problemas, fechado, e assim por diante. Entao precisamos resgatar a segurança , enfim, a alegria de viver nesta casa que é nossa casa”. A eficiência administrativa
Em seguida, o candidato a reitor pela chapa Viver UnB manifestou seu firme desejo de construir uma “UnB que funcione”, destacando a competência administrativa de seu vice-reitor.
“O segundo eixo de nossa proposta é “a UnB que funcione”. A UnB hoje não funciona , vocês sabem disso , os papéis não andam e não é má vontade, é um problema de gestão. Nós vamos ganhar esta eleição e, já no primeiro dia, vamos comecar com um choque de gestão. Nós vamos mudar o jeito administrativo desta UnB. É preciso mudar o que está ruim e conservar o que anda bem. Desde 1985, quando Cristovam Buarque ganhou a eleição, o vice reitor cuidava do conselho de ensino e pesquisa e da área acadêmica. Nós vamos mudar isso aí. O professor Bermudez, no meu entender e no entendimento da maioria das pessoas que aqui estão, é o melhor e mais competente gestor que temos na UnB , um homem de visão ampla, de futuro. O professor Bermudez, como vice reitor, vai assumir toda a coordenacao gerencial e administrativa desta universidade, com toda nossa confiança e com a nossa parceria”.
O compromisso com a cidade e o país
Volnei declarou que será um reitor atuante e que, por ser um professor de carreira, cuidará da parte acadêmica da instituição, e que sairá do seu gabinete para buscar recursos para a UnB onde quer que eles estejam. O candidato a reitor pela Chapa Viver UnB prosseguiu seu discurso explicando aos presentes o terceiro eixo de seu programa.
“Uma de nossas propostas em nosso terceiro eixo que é o da Universidade sem fronteiras. Nós não queremos mais fronteiras. Nós temos compromisso com a cidade de Brasilia, com o entorno, com o Centro-Oeste e o país. Então, queremos quebrar estas fronteiras artificiais, do Campus Darcy Ribeiro, do Centro Oeste e do Brasil . Nós queremos uma UnB que volte a nos orgulhar, que volte a ser a quarta universidade do país, e não a 13ª como ela é hoje”.
A construção de cidadania
Volnei finalizou seu discurso detalhando o quarto eixo de sua campanha, que tem a ver com a construção de saberes e de cidadania.
“O nosso quarto eixo é o eixo historico. Quando o professor Cristovam Buarque foi reitor, entre 1985 e 1989, quem levou a UnB para Novo Gama, Ceilândia , Céu Azul, Paranoá e Pedregal fui eu, como decano de extensão . Na época, criamos o Forum Nacional de Pro reitores de Extensão de universidades públicas e eu fui o primeiro presidente. Então, temos experiencia com a extensão sim. O quarto eixo é a Universidade construindo saber e cidadania. Nós vamos dar autonomia administrativa e financeira para nossos campi na Ceilandia, no Gama e Planaltina e vamos abrir outros campi” .
Volnei destacou que sua Chapa é suprapartidária.
“Temos segurança que não somos uma chapa que é partidarizada , é uma chapa pluralista, tem gente de oito ou nove partidos diferentes em nossa chapa. Uma jornalista do Correio Braziliense perguntou-me há poucos dias: “Professor, qual é o seu partido?” E eu respondi: “Olha, o candidato a reitor da UnB não tem partido. O Volnei Garrafa tem partido como cidadão lá fora , aqui dentro eu sou institucional [Aplausos] . Então esta chapa é uma chapa institucional”.
E finalizou:
“Queremos fazer um compromisso com os servidores. Queremos resgatar aquele amor pela UnB e precisamos dos servidores antigos, e dos novos, naturalmente. Os antigos têm a memória desta instituição. Estamos conversando com um por um dos antigos. Nós vamos administrar com generosidade. Se companheiros de outras chapas forem competentes, vão trabalhar conosco na gestão. Nós não temos medo de gestão compartilhada. Nós queremos uma universidade de paz, de tranquilidade e de respeito”.
Ana Lúcia Moura e Dominique Lima Da Secretaria de Comunicação da UnB
De blazer xadrez sobre a camisa que traz o nome da chapa que comanda na disputa para reitor e o tradicional chapéu branco, Volnei Garrafa apresentou os quatro eixos de seu programa de campanha aos professores, alunos e funcionários que participaram de café da manhã com o candidato. O encontro, nesta sexta-feira, 3 de agosto, reuniu quase 300 pessoas na Faculdade de Ciências da Saúde. Ocupado por mesas enfeitadas, o corredor da unidade acadêmica que dá acesso à lanchonete ficou lotado.
“Um bom reitor para a UnB hoje tem de ter três requisitos: ser um acadêmico respeitado, ter experiência de gestão e ter experiência sindical. Nós temos tudo isso”, disse, ao abrir seu discurso, sobre um banquinho de madeira improvisado pelos apoiadores da chapa minutos antes.
Ao lado do vice na chapa, professor Luis Afonso Bermudez, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico, Volnei detalhou três de suas principais propostas. A primeira é descentralizar administrativamente e financeiramente os campi. “Na Universidade de Paris, temos Paris I, Paris II, Paris III, um total de 12. Minha ideia é fazer o mesmo com a UnB. O campus Darcy Ribeiro, será UnB 1, o de Planaltina UnB 2, o de Ceilândia UnB 3 e o do Gama UnB 4”, explicou,
Outra proposta, continuou, é desmembrar o Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP). “Quando o DPP foi criado existiam 15 ou 20 programas de pós-graduação. Hoje são 150. Precisamos de uma estrutura com atividades voltadas exclusivamente para este fim”, disse à plateia, formada, principalmente, por professores, alunos e técnicos da Faculdade de Ciências da Saúde, mas com presença de docentes e estudantes de unidades como o Instituto de Ciências Biológicas e UnB Ceilândia.
A ideia de Volnei é criar o Decanato de Pós-Graduação e o Decanato de Pesquisa e Inovação. O candidato também destacou a intenção de criar o Decanato de Atenção ao Estudante. “Precisamos de um lugar onde os alunos possam ser ouvidos”, afirmou, arrancando aplausos dos alunos presentes no café da manhã, entre eles Rafael Arantes, da Faculdade de Ciências da Saúde, que manifestou no microfone seu apoio à chapa. Atualmente, a UnB tem o Decanato de Assuntos Comunitários.
Professores também ocuparam o palanque improvisado para declarar apoio ao candidato, que estava acompanhado da esposa, Haydee Poubel, professora aposentada do Instituto de Ciências Exatas, e seu vice. “O Volnei e o Bermudez representam a possibilidade de mudança que a UnB precisa neste momento”, disse Lilian Marly de Paula, diretora da Faculdade de Ciências da Saúde e ex-aluna de Volnei. “Meu apoio é a expressão de um posicionamento pessoal. Falo aqui não como diretora, mas como professora”.
O discurso foi seguido pelo da professora Olgamir Amância, secretária da Mulher do Distrito Federal e docente da Faculdade UnB Planaltina. “Os professores que compõem a chapa têm um trabalho social avançado na universidade e compromissado com a realidade do Distrito Federal. O professor Bermúdez, com sua experiência na área da tecnologia, é o melhor parceiro para o professor Volnei. Juntos, eles fortalecerão o diálogo com outros espaços de informação, entre instituições no Brasil e no exterior”, elogiu. Olgamir Amância também destacou o que espera da chapa. “Essa gestão privilegiará a pesquisa, e, tenho certeza, fará o necessário para articular recursos junto a órgãos de fomento”.
Também manifestaram apoio aos candidatos o professor Antônio Brasil, diretor da Faculdade de Tecnologia, Francisco de Assis Rocha Neves, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, outro ex-aluno de Volnei, e Rogério Marzola, servidor técnico do Instituto de Química.
Os professores da rede estadual da Bahia aprovaram nesta sexta-feira (3) o fim da greve que já durava 115 dias. Os docentes decidiram voltar às salas de aula a partir de segunda (6) para não prejudicar os estudantes no segundo semestre, após o governo federal aceitar alguns pontos impostos pela categoria para normalizar as atividades.
"A greve foi suspensa, mas continuaremos com um calendário de luta e as negociações em torno do reajuste continuam", declarou ao Vermelho Marilene Betros, vice-coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB).
O governo propôs reajuste de 7% em novembro deste ano e 7% em março de 2013 para os professores licenciados de carreira de Magistério que realizem o curso de atualização. No entanto, os trabalhadores reivindicam que a proposta deva valer para todos e que as correções sejam feitas neste ano, mesmo que parcelado.
Já na segunda o Comando de Greve se reunirá, às 18h, na sede da entidade, para acertar uma agenda de mobilizações.
Os professores se comprometeram a repor as aulas perdidas durante a greve, mas, para isso, aguardam o pagamento imediatamento do salário cortado dos grevistas. Além disso, a categoria diz que vai retomar o movimento grevista caso o governo não cumpra com os pontos que se comprometeu em um documento acertado entre as duas partes para dar fim à greve.
"É preciso readmitir os professores demitidos durante a greve, retirar os processos judiciais, devolver as contribuições sindicais e reabrir a mesa de negociação. Não vamos deixar parar o movimento ", pontuou Marilene.
Al-Assad: "Não posso fugir ao desafio que a Síria enfrenta"
Em entrevista concedida pelo presidente da Síria ao jornalista Jürgen Todenhöfer, da emissora de televisão alemã ARD, Bashar al-Assad afirma que não pode deixar o governo do país apenas pela ilação de que fazendo assim determinaria o fim do conflito instalado na nação.
Para Al-Assad, somente eleições e a escolha livre do povo sírio, com ele concorrendo ou não ao cargo de presidente, é que podem decidir o destino do conflito. O presidente sírio também afirma que a agressão é externa e que o seu governo fez tudo o que o ex-enviado especial da ONU para a Síria, Kofi Annan, recomendou. A entrevista apresentada no programa Weltspiegel foi veículada em 8 de julho deste ano e tem quase 19 minutos de duração. A tradução segue abaixo do vídeo e foi feita pelo coletivo de tradutores Vila Vudu.
Jürgen Todenhöfer: Sr. Presidente, membros da oposição e políticos ocidentais têm dito que o senhor é o principal obstáculo à paz na Síria. O senhor estaria disposto a renunciar à presidência, sendo essa condição para a paz e para pôr fim ao banho de sangue?
Presidente Bashar al-Assad: Não posso fugir ao desafio que a Síria enfrenta hoje. Hoje a Síria enfrenta um desafio à própria nação. O presidente não pode fugir. Por outro lado, ninguém pode permanecer na presidência sem apoio popular. A resposta à sua pergunta não pode vir de mim. Tem de vir do povo sírio, essa resposta tem de ser resposta pública, que venha em eleições. Eu posso decidir concorrer ou não concorrer a eleições, mas não posso decidir ficar na presidência ou deixá-la. Essa é decisão que cabe ao povo sírio, em eleições.
O senhor ainda tem maioria de apoio popular na Síria?
Se eu não tivesse apoio popular, não poderia permanecer na posição onde estou. EUA estão contra mim, o ocidente está contra mim, muitos poderes e países regionais estão contra mim. Se o povo estivesse contra mim, já não estaria na posição em que estou. A resposta é sim, claro que tenho apoio popular. Porcentagens não sei, nem interessam. Mas não há dúvida de que, para permanecer na presidência da Síria, na situação que a Síria enfrenta hoje, sim, é claro que tenho apoio popular.
Assisti a algumas demonstrações pacíficas, mesmo em Homs. Não é legítimo que as pessoas exijam mais liberdade, mais democracia, menos poder nas mãos de uma família que governa o país, menos poder para os serviços secretos?
Para responder corretamente, temos de corrigir essa pergunta. Na Síria não há “família que governa o país”. Temos Estado na Síria, temos instituições, talvez não instituições ideais, mas temos Estado e não há “família que governa o país”. Temos Estado na Síria. Isso, quanto à pergunta. Agora, posso responder à primeira parte de sua pergunta: é claro que aqueles manifestantes têm direito legítimo de se manifestar. Mas não é verdade que os manifestantes só peçam ‘liberdade’. A maioria dos manifestantes legítimos pedem reformas, maior participação no poder e no governo. Essas reivindicações são legítimas, evidentemente, em qualquer lugar do mundo. Mas a maioria do povo sírio não está nas manifestações. Mas, sim, claro, as manifestações são legítimas.
A pergunta que todos estão fazendo no ocidente e em seu país é quem matou os milhares de vítimas civis inocentes que morreram nesse conflito? A oposição culpa o senhor.
Para saber quem matou, é preciso saber antes quem foi morto. Não há como descobrir o criminoso sem saber quem é a vítima. A vasta maioria dos mortos são apoiadores do governo. Como seria possível ser assassino e vítima, ao mesmo tempo? A maioria das vítimas eram apoiadores do governo; e outra grande parte das demais vítimas é gente inocente que estão sendo assassinados por vários diferentes grupos na Síria.
O senhor concorda que muitos, ou, pelo menos, uma certa porcentagem desses civis vítimas, foram mortos pelos serviços de segurança do seu governo? O senhor teria essa porcentagem?
Não, claro que não. O que temos é um Comitê que está investigando essas mortes. Até aqui, sobre os crimes investigados, os nomes que já temos, as vítimas foram assassinadas por gangues, diferentes tipos de gangues, da Al-Qaida, grupos extremistas, criminosos e grupos de criminosos procurados pela polícia há anos.
O senhor está dizendo que os rebeldes, que o senhor chama de terroristas, mataram mais civis que as forças de segurança?
Não. Estou dizendo que mataram mais agentes das forças de segurança e soldados, que civis que apoiam o governo.
Mas falando exclusivamente de civis. Os rebeldes mataram mais civis que as forças de segurança, ou as forças de segurança mataram mais civis?
Como eu disse, as vítimas que há nas forças de segurança e no exército são em número muito maior que o número de vítimas que há entre civis.
O senhor diz que há investigações sobre membros das forças de segurança que podem ter matado civis inocentes. E desses, alguém foi punido? Sim. Vários estão presos e vários estão sendo julgados por outros crimes.
Quem cometeu o massacre de Houla, onde mais de 100 pessoas foram brutalmente assassinadas, entre elas muitas crianças?
Gangues de criminosos de fora da cidade, não da cidade, que atacaram a cidade e as forças da lei daquela cidade. E mataram muitas famílias, como você diz, e muitas crianças e mulheres, e, de fato, as duas famílias que foram assassinadas eram apoiadoras do governo. Não eram da oposição.
Ouvi, de moradores de Houla, sobreviventes das famílias que foram atacadas e mortas, que os atacantes usavam uniformes militares do exército sírio. Por que usavam uniformes militares?
É prática que já se observou muitas vezes. O Comitê de investigação sabe que isso acontece: eles produzem vídeos e distribuem vídeos, vídeos falsos, onde aparecem homens fardados com nosso uniforme militar. Esses, ao que se sabe, assassinaram aquelas famílias.
O senhor está dizendo que é estratégia dos rebeldes?
Sim, é. Fazem isso sempre, desde o início. E não só em Houla, mas em vários pontos.
Quem são esses rebeldes, que o senhor chama de terroristas?
São uma mistura, um amálgama de Al-Qaida, outros extremistas, não necessariamente ligados à Al-Qaida, além de criminosos que a Polícia procura há muito tempo (traficantes e contrabandistas de drogas vindas da Europa e que transitam pela Síria, além de outros, muitos dos quais condenados e foragidos da Polícia. É uma mistura de coisas diferentes.
Quantos seriam esses que lutam contra o governo?
Não sei lhe dizer. Calculam-se em milhares.
Quantos? 20, 30?
Não posso lhe dar números, porque não há números precisos.
O senhor diria que todos esses rebeldes são terroristas?
Depende do ato que pratiquem. Se atacam e queimam e destroem, sim, fazem terrorismo em termos definidos na lei. Mas há muita gente implicada nos atos e que não são criminosos, por diferentes razões. Às vezes, a razão é o dinheiro (porque são pagos); às vezes, porque são ameaçados; às vezes movidos por algumas ideias ou ilusões delirantes. Nem todos são terroristas. Essa é a razão pela qual muitos foram absolvidos, quando aceitaram entregar as armas.
O governo sírio encontrou homens da Al-Qaida, entre esses já foram presos?
Sim, sim. Dezenas deles. [JT: De que países?] Acho que quase todos vinham da Líbia e da Tunísia.O senhor chegou a ter contato com esses prisioneiros? Com algum deles?
Sim.
Com intérprete?
É claro.
Qual é o papel dos EUA, nesse conflito?
São parte do conflito. Oferecem o guarda-chuva e o apoio político àquelas gangues, para romper a ordem, desestabilizar Síria.
O que o senhor está dizendo é que os EUA garantem o apoio político aos rebeldes, que o senhor chama de terroristas matam civis. É isso?Exatamente isso.
Nesse caso, o senhor está acusando o governo dos EUA de ser, pelo menos, parcialmente responsável também pelo assassinato de civis na Síria. É isso? É exatamente isso. Se você assegura qualquer tipo de apoio a terroristas, você é cúmplice. Se você garante aos terroristas armamento, dinheiro e apoio político (apoio na ONU, qualquer tipo de apoio), a implicação é que você é cúmplice dos terroristas.
O senhor sabe que os políticos ocidentais veem a mesma situação de modo diferente do seu...Sei.
...e que estão discutindo hoje uma intervenção militar na Síria. Como seu governo reagiria? O senhor retaliaria, contra países ocidentais?
Não se trata de retaliação. Trata-se de defender nosso país. É nosso dever e é nosso objetivo. Em nenhum caso se cogita de retaliar contra alguém, seja quem for.
E a Síria está preparada para um ataque desse tipo?
Bem... [semi-sorriso] Preparados ou não preparados, teremos de defender nosso país. Mas, sim, estaremos preparados.
Se, para o senhor, os EUA são parte do problema, por que não negocia com eles? Por que não convida Mrs. Hillary Clinton para que venha a Damasco? Por que o senhor não dá o primeiro passo? A Síria nunca fechou suas portas a país algum, nem a nenhum funcionário de nenhum governo que deseje ajudar a resolver o problema pelo qual estamos passando na Síria, desde, é claro, que sejam sérios e honestos. Mas [os EUA] fecharam todas as portas. Seja como for, não há problema conosco: no instante em que decidirem negociar, estamos preparados para ajudar.
O senhor estaria preparado para dialogar com Mrs. Hillary Clinton? Para andar com ela pelas ruas de Damasco, para mostrar-lhe a hospitalidade síria e atual situação nas ruas da cidade? Já lhe disse que não fechamos portas, nunca fechamos porta alguma, nem aos EUA nem a qualquer outro país. Não falo especificamente de Mrs. Clinton ou de qualquer outro funcionário do governo dos EUA. Sempre negociamos. E já andamos pelas ruas de Damasco com outros funcionários, como você lembrou. E, sim, claro, podemos fazer novamente, claro.
Passemos, por favor para a situação interna na Síria. As negociações com grupos da oposição é opção realista? Ou o senhor entende que esse conflito terá de ser objeto de disputa armada até o final, por amarga que seja a luta? Verdade é que em qualquer caso, o diálogo é necessariamente a primeira opção estratégica. O diálogo é indispensável. No mínimo, para confirmar que nada será possível fazer pela via pacífica. Mas, mesmo com diálogo, se o diálogo não funciona ou se você é atacado por terroristas, você é obrigado a combater o terrorismo. Você não decidir que só vai dialogar, que não vai responder nem vai defender-se, enquanto terroristas continuam matando seu povo e armando exércitos inimigos.
E o senhor não poderia dialogar com os que não são terroristas?
Dialogamos no verão passado. E repetimos nosso convite, alguns deles aceitaram, conversamos e a oposição apresentou candidatos às eleições, concorreram e hoje têm representantes eleitos no Parlamento. Semana passada apresentaram portfólios ao governo.
Mas só tiveram 2% dos votos nas eleições...
Isso, perdoe, não é nossa culpa [risos]. Não poderíamos ter dado a eles também os votos. Não criamos o governo.
O senhor estaria disposto a conversar também com a oposição em [Hexa?]?
Dissemos que conversaríamos com qualquer um.
O senhor aceitaria negociar com os rebeldes, se depuserem armas?
Sim, e já conversamos. Os que depuseram armas foram julgados, vários foram absolvidos e, hoje, vivem vidas normais, sem problema algum.
O senhor estaria disposto a negociar com qualquer um, desde que deponham armas.
Claro. As conversas começaram antes de eles terem deposto armas. Fizemos todo o possível, até alcançar um bom resultado.
E quanto ao plano de Kofi Annan? Fracassou?
Não. Kofi Annan continua fazendo, até aqui, um trabalho difícil, sim, mas bom trabalho. Está encontrando muitos obstáculos, mas não deve falhar. É excelente plano.
Qual é o principal obstáculo?
O principal obstáculo é que muitos países não desejam que o plano de Kofi Annan dê certo e funcione. Por isso dão apoio político e continuam a fornecer armas e dinheiro aos terroristas que operam dentro da Síria. Querem que o plano fracasse.
Quem envia armas para seu país? Qual é o país que envia armas?
Ainda não encontramos provas concretas, mas há muitas indicações, indícios, que apontam, posso dizer-lhe, principalmente, para Arábia Saudita e Catar, quanto ao fornecimento de armas contrabandeadas para a Síria. Quanto ao apoio logístico, os indícios apontam para a Turquia
E os EUA?
Pelo que sabemos até aqui, eles têm garantido apoio político.
Equipamento de comunicação?
Há alguma informação sobre isso, exatamente. Mas não comentei esse aspecto, porque ainda não temos informação concreta, completa, que confirme isso e que eu pudesse mostrar-lhe.
E sobre a ideia de Kofi Annan, de um governo de unidade, constituído por grupos de oposição, inclusive o Partido Baath. Você está falando do plano da Conferência de Genebra. Sim. Já temos esse governo na Síria. Já há membros do partido Baath no Parlamento e participando do atual governo. Mas é preciso critérios: como se define “oposição”? Podem ser dezenas de milhares, centenas de milhares ou milhões de partidos de ‘oposição’. Todos terão de participar necessariamente do governo? Conforme o número... e se não se define o que seja ‘oposição’, que ‘oposição’ seria essa, criada por força de lei? Não há democracia que opere assim. A democracia exige critérios e exige mecanismos. Para mim, o mecanismo tem de ser as eleições. Você representa uma posição, concorre em eleições, obtém votos, ganha lugar no Parlamento, pode participar legitimamente do governo. Mas, se você ‘se chama’ ‘oposição’, mas não tem votos, não consegue representação no Parlamento, você representa o quê? Você mesmo? Que sentido há nisso? Tivemos eleições parlamentares na Síria, há dois meses.
Por exemplo, a oposição [ininteligível] que participou das eleições... O senhor aceitaria que participasse de um governo de transição, interim, digamos, temporário... Se aceitarem nossas leis, nossas regras, se não cometerem atos criminosos, se não facilitarem as vias para que a Otan ou qualquer outra potência externa ataque a Síria, sim, por que não? Eles também têm direito de participar de eleições, se atenderem às condições que os demais partidos também atendem. Não vejo por que a oposição teria de ser banida do país.
Um homem como Ghalioun, o presidente do Conselho Nacional Sírio...
Não é questão que se possa resolver em geral, para todos. Não é questão de nomes. É questão de princípios para todos. Os dossiês policiais terão de ser examinados. Se não se encontrar indício de que tenham cometido crime, nada os obriga a viver fora da Síria, nada os impedirá de concorrer às eleições. Aplica-se a todos.
Senhor presidente, quando o senhor pensa no que aconteceu aos líderes de Egito e Líbia. Quando o senhor pensa nas imagens que todos viram pela televisão... O senhor não teme por sua família?
Estamos falando de coisas diferentes, de situações diferentes. O que aconteceu a El-Kadafi foi selvageria. Não importa o que tenha feito, não importa quem tenha sido. Com Mubarak a situação foi diferente. Mubarak foi julgado. Qualquer cidadão que tenha assistido ao julgamento pela televisão pode ter pensado: queria eu, estar naquela posição, vivendo como ele está vivendo. Para entender o que há a temer, é preciso diferençar essas duas histórias. É tudo completamente diferente. Não há qualquer semelhança entre o que houve no Egito e o que está havendo na Síria. O contexto histórico é completamente diferente, o tecido social é diferente, e nossa política sempre foi diferente. Se não se podem comparar esses destinos, não há o que temer. Talvez, no máximo, alguma emoção de piedade, ou de lástima por algum destino pessoal mais trágico.
O senhor enfrenta uma oposição dura, seu país enfrenta uma luta dura, há rebeldes e o senhor sabe o que esses rebeldes fazem e são capazes de fazer. Repito, então minha pergunta: o senhor não teme pela sua família? Nada importa mais, na vida de um homem, que viver conforme suas convicções. Claro que pode haver discordâncias, pode haver quem discorde de você, opiniões diferem. Mas se você trabalha para proteger o povo, por que temer? Há centenas de vítimas. Imagine se houver milhares, dezenas de milhares de vítimas? Esse, sim, é o problema a resolver.
Para terminar, qual é sua proposta para o final desse conflito? Volto à pergunta inicial: o senhor entende que tenha de lutar essa luta até o fim? Temos de chegar a uma solução, que tem dois eixos. Em primeiro lugar, não podemos aceitar o terrorismo. Esse é um eixo. Temos de combater o terrorismo. Quanto a isso não há discussão. A realidade na Síria é que há alguém matando civis, matando inocentes, matando mulheres, matando crianças, matando seus soldados, matando policiais, matando todos. Temos de combater os terroristas, se não aceitam dialogar. O outro eixo é construir um diálogo político com componentes diferentes, para, simultaneamente, poder promover reformas. Em todo esse processo, o povo resolverá quem serão seus representantes
Não há meio para que as reformas venham um pouco mais depressa.
Esse é um critério muito subjetivo. Parecerão mais lentas para uns, rápidas demais para outros. Você acha que a reforma é rápida, eu acho que é lenta... É critério muito subjetivo. Reformas são coisas que se faz o mais depressa possível, sem pagar preço caro demais em cada etapa, porque sempre há efeitos colaterais, que não podem ser tão severos a ponto de inutilizar a reforma. Isso não depende de mim, nem do governo, nem do Estado e é processo que tem de ser encaminhado conforme o ditem as circunstâncias objetivas na Síria.
E como, senhor presidente, o senhor espera ver seu país dentro de dois anos?
Tenho de ver a Síria, em dois anos, mais próspera. Mais prosperidade implica melhores condições econômicas e melhores condições em geral, em todos os campos. Para tudo isso, é indispensável construir, imediatamente, o que a Síria menos tem hoje e do que mais precisa: segurança. Sem segurança, não há como sonhar com prosperidade.
Muito obrigado, senhor presidente, por essa entrevista.
O governo da Rússia qualificou nesta quinta-feira (2) de "unilateral e desequilibrado" o projeto de resolução sobre a Síria proposto por países árabes na Assembleia Geral da ONU e acrescentou que o mesmo dá força aos grupos armados para que intensifiquem suas ações bélicas.
"O documento em sua formulação atual está longe de contribuir à estabilidade na Síria e ao fim da violência, por isso que será recusado pela Rússia", destaca a Chancelaria.
Como já ocorreu antes, desta vez foi proposta uma resolução que coloca toda a responsabilidade dos acontecimentos na Síria nas costas do governo, deixando de lado as demandas da comunidade internacional aos bandos terroristas e mercenários que lutam pela derrubada do governo de Bashar al-Assad.
"Dessa forma, indica, promove-se a linha dos grupos armados que é livrar uma luta sem quartel contra as autoridades de Damasco, as quais denunciam os atos de terror cometidos por essas formações, em muitas ocasiões integradas por mercenários", destaca o documento.
"Além disso, o projeto de resolução que será submetido a votação na sexta critica o plano do enviado especial para a Síria da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que renunciou hoje ao cargo, apesar do apoio ao projeto dado pelo Conselho de Segurança (CS)", aponta.
O Ministério de Relações Exteriores denuncia, ainda assim, que o documento proposto por várias nações árabes determina que Annan trabalhasse em prol de uma transição política na Síria, o que que não era sua função.
"A Rússia está disposta, junto a outros sócios estrangeiros, a tabalhar pelo fim da crise na Síria baseada no plano de Annan, da declaração final da conferência de Genebra de 30 de junho e as resoluções 2042 e 2043 do CS da ONU, afirma a Chancelaria.
COC estabelece normas para primeiro debate dos candidatos Débora Cronemberger
Da Secretaria de Comunicação da UnB
A Comissão Organizadora de Consulta (COC) estabeleceu, em reunião nessa quarta-feira, 1, as regras para o primeiro debate entre os candidatos a reitor. O debate será realizado no dia 7, no auditório da Faculdade de Tecnologia. Cada candidato terá três minutos para apresentação de suas propostas. A ordem da apresentação será definida por sorteio. O debate também disponibilizará tempo para perguntas entre candidatos e da platéia para os candidatos. Veja aqui a íntegra das normas para o debate.
Durante a reunião, os membros da COC discutiram a liminar, concedida na noite de quarta-feira, 31, pelo juiz Antonio Cláudio Macedo da Silva, da 8ª Vara Federal, que determinou que a consulta acadêmica deste ano seja formal e tenha peso de 70% nos votos dos docentes. A liminar atendeu a pedido da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB).
Antonio José dos Santos, representante do Sintfub na comissão, acrescentou: “A liminar é contra o presidente do Conselho Universitário, o reitor da Universidade. Enquanto a comissão não for orientada formalmente, continuaremos fazendo nosso trabalho baseados na paridade”, garantiu. “Para a comissão, nada mudou. Vamos continuar nossos trabalhos normalmente até que haja uma comunicação formal de como devemos proceder”, endossou André Sousa, representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) na comissão. Alessandro Borges de Sousa, representante da ADUnB na comissão, concordou: “Continuamos a fazer nosso trabalho. Não é papel da COC deliberar sobre essa questão”.
Na reunião, a COC definiu os locais das seções de votação. A lista será divulgada até a próxima semana. “Vamos encaminhar ao CPD os locais de votação para que sejam produzidas as listas de votantes de cada seção”, disse Alessandro Borges de Sousa Oliveira, representante da ADUnB na comissão.
A comissão também discutiu casos de abuso na afixação de propaganda pelo campus. “Alguns candidatos abusam um pouco dos locais, inclusive tem gente afixando cartazes em parede. A comissão decidiu que esse tipo de conduta não vai mais ser tolerada”, disse André Sousa. Segundo ele, condutas como essa estão sujeitas a punições que vão de advertência pública, suspensão da presença do candidato em debate e até impugnação da chapa. “Não precisa necessariamente ser um problema recorrente para receber uma punição mais rigorosa. Vamos analisar caso a caso”, destacou.
O Aniversário de Messias de Souza, meu amigo, grande advogado e Prefeito de Brasília será nessa terça-feira, dia 07 de agosto na AABB (Setor de Clubes Sul, Trecho 02, lote 17/17).
Será uma bela ocasião para rever muita gente querida e do bem e celebrar a bonita história desse alagoano firme e de voz tranquila, doutor, isso sim, em unir as pessoas pelas grandes causas. Aquele jovem advogado alagoano veio para Brasília ajudar João Amazonas a legalizar o PCdoB.
Quem diria então - como tantos de nós -, que ele fincaria raízes e sonhos tão duradouros que se espalhariam com tanto cuidado e carinho por cada canto de nossa cidade! Vamos comemorar e dar um abraço no Messias!!
(Tô com altos convites, é só me informar que eu disponibilizo!)
A inclusão da Venezuela no Mercosul constitui, do ponto de vista geopolítico, a maior derrota diplomática estadunidense desde a derrota da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), opinou nesta o cientista político argentino Atilio Borón
Tal como apontado há poucos dias pelo ex-alto representante do Mercosul, Samuel Pinheiro Guimarães, daqui para frente "será bem mais difícil e custoso orquestrar um golpe de Estado contra um (Hugo) Chávez protegido institucionalmente pela normativa mercosuliana", sublinhou Borón.
Em um extenso artigo divulgado nesta quarta-feira (01/08) no diário Página 12, o Diretor do Programa Latino-americano de Educação a Distância em Ciências Sociais advertiu que agora também será bem mais complicado para os Estados Unidos buscar se apropriar da riqueza venezuelana de hidrocarbonetos.
Por outro lado, acrescentou, a incorporação da República Bolivariana ao Mercosul torna mais atraente para o resto dos países sul-americanos integrar-se o quanto antes a um rico espaço econômico que se estende da Terra do Fogo até o Mar do Caribe.
Também afirmou que no futuro será bem mais difícil rearmar o esquema de "livre comércio" eliminado com a derrota da ALCA, indicou.
Borón salientou que a entrada da Venezuela no mecanismo sul-americano de integração reforça o país tanto quantitativa como qualitativamente, ao agregar um novo sócio com um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em 397 bilhões de dólares.
O Mercosul ampliado se converte na quinta economia do mundo, só superado pelos Estados Unidos, China, Índia e Japão e claramente acima da locomotora europeia, a Alemanha, destaca o analista.
Na ordem qualitativa, avalia, a incorporação venezuelana ao bloco significa integrar um país que, segundo o último anuário da OPEP, dispõe das maiores reservas certificadas de petróleo do mundo.
Por outro lado, e desde o ponto de vista da complementação econômica de suas partes, o Mercosul desponta como um espaço econômico bem mais harmônico e equilibrado que a União Europeia, cuja fragilidade energética constitui seu incurável tornozelo de Aquiles, enfatizou Borón.
A deputada estadual Isaura Lemos (PCdoB), candidata à Prefeitura de Goiânia (GO), foi a primeira a utilizar as redes sociais para divulgar sua candidatura. Todas as suas ações estão postadas em sua página do Facebook. Na fan page da candidata, as pessoas são convidadas a participar dos eventos da campanha. Todo o material produzido, como fotos, notícias, vídeos, entre outros, estão à disposição dos internautas.
A rede social é o contato mais democrático que as pessoas podem ter com o candidato, diz Isaura.
A rede social é o contato mais democrático que as pessoas podem ter com o candidato. Todos podem comentar as publicações, interagindo com a campanha. Um exemplo de interação é solicitar o avatar (imagem que nos reproduzem nas redes sociais) de Isaura Lemos para que o usuário ajude a divulgar a campanha através de sua foto do perfil. O usuário das redes sociais também não precisa ir atrás das notícias. Elas chegam por meio do seu mural.
“As redes sociais são um canal permanente de interatividade com o cidadão. Essa interatividade entre o eleitor e o candidato é imediata”, afirma Isaura Lemos. A candidata à Prefeitura de Goiânia acrescenta que elas devem ser usadas como um instrumento de comunicação e debate de ideias.
Isaura Lemos está presente também no Twitter (http://www.twitter.com/_isaura65), onde faz postagens em tempo real sobre as atividades da campanha, e no Flickr (http://www.flickr.com/isauralemos), onde disponibiliza álbuns de fotos dos eventos.
Desde o dia cinco de julho, os candidatos às eleições municipais de outubro estão autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a fazer campanha na internet. Pela resolução do TSE, poderão ser usados sites dos candidatos, do partido ou da coligação com o endereço eletrônico registrado no tribunal. A resolução veda a veiculação de qualquer propaganda paga nesses portais. Também está aberta a propaganda nas ferramentas das redes sociais desde que geridas pelo candidato, partido ou coligação.
Da redação de Brasília
Com informações da Diário da Manhã