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terça-feira, 11 de setembro de 2012

No Segundo Turno da UnB, com Ivan Camargoe Sônia Báo, Somos UnB - Votem 86 - Paulo Vinícius Santos da Silva*

A eleição da reitoria da UnB foi por demais adjetiva. Urge substantivá-la, retomar projetos, e esperanças. Por isso é importante uma liderança que una a UnB. Infelizmente a candidata da situação pouco contribuiu para o debate de conteúdo. Não é à toa. Representa projetos pela metade, propostas não cumpridas e requentadas– como a estatuinte. Com esse passivo privilegiou mistificações para impedir a análise do seu atual mandato e de sua candidatura, de situação.

O situacionismo agressivo moveu duros ataques, abertos e velados, a acadêmicos ilustres, personalidades da ciência, ou mesmo a servidores e estudantes, como se isso fosse razoável entre colegas de universidade. Carimbaram-se clandestinamente (:-0) cartazes, para com esse deplorável ato mudar o foco do debate da eleição de Reitor. Queriam discutir qualquer coisa, exceto o descalabro administrativo, a baixa auto-estima, a queda dos indicadores.

Pretendem, ademais, o monopólio da esquerda, de sua narrativa, como se ser de esquerda fosse calar ante a incapacidade de gestão, o aparelhismo e as truculências vistas no primeiro turno. Mas, se não falam por toda a esquerda, bem poderiam assumir a sua parte na atual administração.

Por isso, o compromisso de Ivan Camargo com a paridade e as seis horas, fecha um ciclo na eleição para a UnB, pois tira o último véu que era usado para esconder o debate de conteúdo na eleição de reitor. A UnB decide hoje e amanhã se quer continuar como está ou quer mudança.

A UnB tem opção à situação atual, que já conhecemos. É possível retomar o caminho da excelência e da pacificação interna. Mas, como a candidatura mais agressiva da gestão que nos trouxe a esse patamar poderia unir a UnB, ou oferecer mais do que já fez até agora?

Não podemos aceitar impassíveis a decadência física da universidade, a falta de coesão interna, a incapacidade de gestão, os retrocessos da autonomia financeira. Não é aceitável a queda sucessiva nos indicadores da UnB. O que foi feito com a maior oportunidade de expansão que a UnB teve, o REUNI? Aprovamos essa maneira de conduzir a nossa Universidade? Esse é o debate.Não há mistificação ou fuga que impeça a comunidade de mudar isso.

Ivan Camargo foi ex-decano do Professor Lauro Mohry, e merecem ambos muitíssimo respeito. Venceu no 1º turno, com maioria de estudantes e professores. A eleição paritária angariou apoios. Ivan, apesar da pouca experiência política, demonstra uma capacidade cara a um reitor: estabelecer compromissos, construir pontes. Assim agiu ao assumir o empoderamento dos servidores(as), ao valorizar a prata da casa e declarar que não mudará a paridade em seu mandato.

Não é à toa que Volnei Garrafa e Bermúdez apoiam Ivan e Sônia – 86, que fazem pontes. A candidata da situação, ao contrário, ataca, até com o que não são ataques, como ilustrou o segundo debate. Ela lançou sobre Ivan a pecha de partidarismo por ele ter o apoio de comunistas, como o professor Volnei Garrafa. A verdade é que adorei a carta, pois faz desmoronar o discurso que negava a Ivan apoios na esquerda –se tem até dos comunistas! -, ou interlocução política. Na verdade, a chapa tem pluralidade, articulação e é boa de serviço.

Por tudo isso, votarei em Ivan e Sônia Báo – 86, afinal:
  • Firmam o compromisso de exercer a paridade e dela não retroceder.
  • Apoiam a jornada de seis horas para os servidores e seu empoderamento na gestão;
  • Sua excelência acadêmica aponta para a retomada da posição da UnB;
  • Tem os melhores nomes e a melhor política de gestão para recuperar a autonomia e a capacidade de financiamento público da UnB;
  • Desde a campanha, mostram uma relação para republicana com a universidade. Em vez de de ataques, ações anônimas e agressivas, focam em propostas.

Esse é o debate, e eu quero mudar. Pode-se fazer melhor e com democracia, sem maniqueísmos que negam a própria universidade. A UnB é maior que isso. A UnB somos nós. 

* Estudante do Mestrado da UnB - ICS - CEPPAC

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Volnei Garrafa: 8 RAZÕES QUE ME LEVARAM A OPTAR PELO APOIO PESSOAL AO CANDIDATO Prof. IVAN CAMARGO


Volnei Garrafa dá lição de elegância e de política em sua declaração de voto em Ivan Camargo e Sônia Báo. Com ela, o professor firma uma série de compromissos públicos, e agrega à candidatura um conjunto de debates até então pouco visíveis ante agendas midiaticamente construídas para secundarizar os temas mais importantes de uma eleição para Reitor. Acompanhem:

OITO RAZÕES QUE ME LEVARAM A OPTAR PELO APOIO PESSOAL AO CANDIDATO Prof. IVAN CAMARGO

Embora tenha estimulado ao COLETIVO VIVER UnB - CHAPA 89 a se definir pela liberação do voto de seus componentes para o segundo turno da consulta eleitoral para escolha do futuro reitor da Universidade de Brasília, tomei a decisão de definir meu apoio pessoal ao PROF. IVAN CAMARGO, pelas oito razões abaixo elencadas:

1.      Currículo acadêmico e administrativo do candidato;

2.      Compromisso REALMENTE sincero de não partidarizar a UnB, objetivando seu crescimento científico de modo independente e absolutamente institucional, de acordo com o que propusemos nos quatro eixos do Programa da Chapa VIVER UnB;

3.      Vida pessoal e pública historicamente limpa e irrepreensível;

4.      Compromisso com a democracia permanente e com a participação da comunidade universitária na gestão futura da UnB;

5.      Trajetória acadêmica comprometida com a inovação e melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem e da pesquisa científica;

6.      Elegância pessoal materializada pelo fato de durante todo processo eleitoral não ter sido mentor ou de ter manifesto qualquer ofensa, maquinação ou perversidade contra os colegas adversários, aos quais jamais tratou como inimigos;

7.      Preocupação com o futuro da Instituição, que precisa urgentemente retomar seu caminho histórico de crescimento qualitativo e administrativamente organizado, pois dados públicos recentes mostram que a UnB despencou em menos de dez anos da 1ª. para a 5ª. colocação entre as universidades federais do país, ultrapassada pela UFMG, UFRJ, UFRGS e UFPR, locais onde o Projeto REUNI, entre vários outros exemplo, foi acompanhado de crescimento verdadeiramente sustentável, equilibrado e orgânico.

8.      Sua personalidade pacífica - embora firme - além da disponibilidade pública e preparo pessoal, que o habilitam à construção de um diálogo frutífero e efetivamente apaziguador no âmbito da UnB, tão necessário com vistas a um futuro mais feliz e tranquilo para nossa Instituição.

VOLNEI GARRAFA
Professor Titular – Faculdade de Ciências da Saúde

Mudança na UnB: Ivan Camargo, reitorável de oposição, o mais votado no 1º turno, esclarece compromisso com a paridade e a jornada de 6 horas na UnB

Em entrevista concedida ao seu comitê de campanha, Ivan Camargo fala sobre os assuntos dos quais sofreu forte acusação durante o processo eleitoral. Entenda questões como o seu posicionamento frente à paridade e a realidade sobre os serviços que prestou no serviço público além da Universidade de Brasília.

1 – Como o senhor avalia a sua participação no segundo turno da consulta?

Ivan Camargo - De maneira super positiva. Desde o início da nossa campanha uma das palavras chave da nossa proposta era união e conseguimos isso no segundo turno. Com o apoio incondicional da Professora Denise Bomtempo e do Professor Noraí Rocco (Chapa 84), do Professor Volnei Garrafa e do Professor Bermudez (Chapa 89), da Professora Maria Luiza Ortiz (Chapa 81) conseguimos demonstrar que esse movimento foi bem sucedido. Vamos usar essa união para a gestão nos próximos 4 anos, pois a nossa intenção é ser reitor de todos, de toda a comunidade universitária. Acreditamos que essa participação deverá consolidar a nossa vitória também no segundo turno.

2 – Ainda é uma dúvida para muitos como o senhor enxerga a paridade. O senhor é contrário a esse sistema?

Ivan Camargo - Considero que a discussão sobre a paridade na escolha de reitor e vice na UnB já foi superada pela decisão do Conselho Universitário (CONSUNI) a este respeito. Assumimos integralmente esse fato sem qualquer dor ou pesar ao nos inscrevermos para participar do processo. Não serei eu, enquanto reitor, que mudarei esse sistema. É importante dizer que a Professora Sônia, candidata a vice-reitora em nossa Chapa, participa de um processo paritário de escolha pela segunda vez. Isso, portanto, não nos assusta e nem traz qualquer sentimento negativo. Afinal, essa é a decisão democraticamente estabelecida pela comunidade acadêmica da UnB. Ao longo da nossa campanha confirmamos que qualquer administração da universidade, para ser bem sucedida, tem que contar com a participação de todos os segmentos. Isso assegura a governança da Instituição. Mas, queremos fazer mais: vamos fazer, de fato, e não apenas no discurso, como fez a última administração. Vamos ter em nossa administração, por exemplo, os estudantes como protagonistas da definição das estratégias da assistência estudantil. Temos um quadro de servidores técnicos-administrativos super capaz, muito qualificado e profundamente conhecedor dos problemas da UnB. Não há razão para termos professores em muitas funções da administração. Estas funções serão muito melhor exercidas por funcionários experientes e qualificados do nosso quadro. Para nós, a paridade será um exercício do dia a dia e, em hipótese alguma, vamos preferir chamar gente de fora para fazer o que nosso pessoal pode e sabe fazer melhor.

3- Professor, é verdade que na época em que o senhor foi decano os alunos tiveram que pagar taxas para colar grau?

Ivan Camargo - A Universidade de Brasília não cobra taxa, e não cobraremos! À época em que era Decano de Graduação da UnB todas as cerimônias de formatura eram feitas individualmente, por cada um dos estudantes. Essas formaturas eram caríssimas e, portanto, segregatórias: os alunos carentes não podiam participar. Para viabilizar a formatura, a universidade firmou um convênio com a Associação de ex-alunos da UnB que havia sido criada na gestão do Prof. Cristovam Buarque. Isso porque o MPU e o TCU deixaram muito claro que não poderíamos gastar dinheiro público para essa cerimônia. A associação passou a recolher uma contribuição dos formandos, que dava direito à primeira anuidade de filiação a essa entidade, e era voluntária! Quem não quisesse ou pudesse teria seu diploma de qualquer forma. Com essa estratégia, conseguimos que todos os estudantes participassem da cerimônia de entrega de diploma. Às vezes perdemos a dimensão da importância deste rito de passagem, que é importantíssimo para os alunos e principalmente para as famílias. Quando fui vice-diretor da FT tive essa certeza, pois ao entregar o diploma para um estudante que estava colando grau em separado, vi seu pai chorar de emoção em meu gabinete. Isso me fez ver o quanto deveríamos valorizar essa cerimônia.

4 – Qual a sua posição sobre a flexibilização da jornada de trabalho dos servidores técnicos-administrativos?

Ivan Camargo - Vamos implementar a flexibilização para todos, acreditamos que trará maior qualidade aos serviços prestados e trará vantagens para os técnicos- administrativos. Implementaremos de acordo com o que foi aprovado no Conselho de administração (CAD). Nós sempre respeitamos e respeitaremos as decisões dos Conselhos superiores.



5 – Qual a sua posição sobre o afastamento dos servidores (técnicos e docentes) para ocuparem cargos no serviço público?
Ivan Camargo - Muito se fala sobre a Universidade ligada às demandas da sociedade. Isso se faz de diversas maneiras. Uma delas é exatamente quando a sociedade chama um de nós para ajudar a resolver seus problemas. Neste caso, temos que atender o chamado e dar a contribuição esperada. Isso representa, de um lado, o reconhecimento da sociedade à competência técnico-científica da Universidade. Do outro lado, nos dá a oportunidade de trazer para dentro da própria Universidade, as demandas da sociedade. Nos mais de trinta anos que tenho na UnB, desde que ingressei como estudante e depois como professor, em duas oportunidades fui chamado, por governos de posições políticas diferentes, a contribuir com meu conhecimento e experiência à solução de questões importantes para o país. Como servidor público, sou servidor do Estado brasileiro, servidor do País e não deste ou daquele governo. Atendi o chamado e dei minha contribuição a estes governos e ao país. Não parei de dar aulas nem de orientar e continuei sendo homenageado pelos estudantes mesmo durante o tempo em que estive ligado a outros órgãos da administração pública. Essa experiência fez com que minhas aulas fossem mais completas, passando minha vivência para os meus estudantes. Ganha a sociedade e ganha a Universidade. Essa é uma das funções da Universidade e é também por esta razão que o Estado investe tanto recurso nela. Em todo o mundo desenvolvido é assim. Mas eles só chamam os melhores!

6 – Como será a transição do HUB para a EBSERH?

Ivan Camargo - A contratação da Empresa foi aprovada pelo Conselho Universitário com o apoio de muitos de nós, inclusive da Professora Sonia Báo. Agora, estamos no momento de discussão do contrato que regerá sua atuação no HUB. A minha maior atenção enquanto reitor será garantir que o HUB continue sendo o espaço de ensino, pesquisa e extensão ligado aos cursos da saúde da UnB. A atuação dos professores e estudantes deve ser garantida, e com plenas condições de funcionamento. Terei uma atuação especial nessa transição com os servidores técnico-administrativos, para que não haja perda de direitos nesse processo. É bom que fique claro que o servidor não será obrigado a optar pela cessão para a EBSERH, e se não o fizer, a UnB deve acompanhar caso a caso a sua realocação no trabalho.

7 – O senhor tem falado que a universidade se encontra dividida. Em que sentido isso está acontecendo?

Ivan Camargo - A Universidade de Brasília viveu uma grande crise e a eleição do Prof. José Geraldo emergiu como uma resposta da comunidade, cheia de esperança e expectativa de superação da crise. Entretanto, a gestão que se sucedeu, ao invés de agregar todas as forças que poderiam ajudar a UnB a sair da crise, fez a opção de administrar a universidade de forma partida, apenas com e para o seu grupo de apoio. Talvez o exemplo mais claro e lamentável disso tenha sido o convite e a efetiva participação de pessoas estranhas à comunidade acadêmica da UnB na sua administração, incluindo a Administração Superior da Universidade. Isso representa um imenso desprestígio ao nosso quadro de funcionários. Temos gente muito competente e experiente nos nossos quadros funcionais, mas a atual reitoria preferiu trabalhar apenas com seu grupo, em detrimento da própria Instituição. A consequência imediata foi a excessiva centralização que causou o engessamento e progressivo distanciamento da Administração Superior dos interesses e anseios da comunidade, frustrando a todos. O resultado final do processo se expressa nas 10 chapas concorrentes ao primeiro turno da eleição para a reitoria. Quatro dessas chapas saíram da própria Administração Superior! Agora a palavra de ordem é UNIR!! Unir toda a UnB. A crise já é o passado. Vamos mirar o futuro e recuperar a posição de primeira entre as melhores universidades do País! A excelência acadêmica é a melhor resposta que podemos dar ao imenso volume de recursos investido em nós.

8 – As pessoas têm dito que a sua candidatura significará o retorno de pessoas que participaram da crise de 2008 para a administração da UnB. Como o senhor se posiciona sobre isso?

Ivan Camargo - Não participei da gestão da crise, mas sim da Gestão do Prof. Lauro Morhy. Temos dito que somos oposição à atual administração e isso significa que, caso assumamos a reitoria, faremos uma renovação, mas não teremos caça às bruxas. Toda escolha da equipe será feita baseada no mérito, representatividade e legalidade. Priorizaremos a grande massa crítica, técnica e capaz que temos, contaremos inclusive com os novos quadros de técnicos e docentes. Até o momento só temos dois cargos preenchidos: reitor e vice-reitora.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Chapa 89, Viver a UnB responde à Associação e assume compromissos com os estudantes da Pós-Graduação


A Chapa 89, Viver a UnB, respondeu a carta que a Associação dos Pós Graduandos da Universidade dirigiu aos candidatos a reitoráveis. Acompanhe os compromissos que Volnei e Bermúdez assumem com os estudantes de pós graduação.

A eleição ocorre hoje (22) e amanhã (23), participe e contribua para ampliar o peso dos estudantes na eleição paritária!
Vote 89, com Viver a UnB!

1 – Pela implementação de uma política de assistência estudantil. Inclusive para estudantes estrangeiros; construção de novos prédios na colina para atender demanda de estudantes de fora e antecipação da seleção para moradia para janeiro; realizar atividades que divulguem como funcionam editais de fomento.

R = A asssitência estudantil que fará parte da nossa gestão visa a garantir tanto as condições mínimas de sustentabilidade como estimular uma atuação responsável dos estudantes na vida acadêmica. É nosso dever evitar ao máximo a repetência e a evasão escolar. Os estudantes serão sujeitos estratégicos em nossa gestão, aí incluídos os estudantes estrangeiros. Nossa relação com os Centros Acadêmicos, com o DCE e a APG será de respeito mútuo, confiança e transparência, construindo de modo crítico o futuro da UnB. Acataremos a sugestão dos estudantes para a criação de um Decanato de Atenção à Vida Estudantil para operacionalizar esta assistência estudantil no contexto da política universitária.

2 – Sede da APG – Há 1 ano estamos buscando ter de volta a nossa sala sem sucesso.
R = A Chapa 89 compromete-se em buscar uma sala para servir de sede à APG.

3 – Apoio na campanha pelo reajuste de 40% das bolsas de pesquisa.

R = Apoiaremos a campanha pelo reajuste dos valores das bolsas de pesquisa.
4 – Por uma política de segurança com maior iluminação, reforçar a guarda comunitária com cursos para preparar para agir em toda a universidade sem contrariar autonomia universitária.  Colocar como discussão a necessidade da desmilitarização da polícia e  

5 – Não às catracas. Somos contrários a medidas de restrição à livre entrada da Universidade.
R =  Construir uma agenda integrada entre a comunidade acadêmica e os governos federal e distrital, a fim de protegermos as pessoas e nosso patrimônio. Neste sentido, é necessário: o aprimoramento e ampliação da iluminação pública da UnB, através de convênios com a Companhia Energética de Brasília (CEB), visando progressiva substituição de velhos equipamentos por outros à base de energia solar; o monitoramento das câmeras de vigilância em áreas de maior risco de atos violentes (assaltos, furtos outros); rondas preventivas conduzidas por vigilantes da UnB em parceria com os guardas civis; e a criação de sistemas informatizados para identificação de visitantes nas diferentes unidades e setores da UnB (estacionamentos, etc.); rondas preventivas regulares e articuladas, internamente pelos vigilantes da UnB e externamente, ao redor dos campi, pela Polícia Militar do DF; promoveremos uma cultura institucional de paz e não-violência, em iniciativas de educação permanente junto aos diversos públicos da UnB. Defendemos a instalação de cancelas para os veículos, exclusivamente nos estacionamentos, que é demanda de segmentos da comunidade universitária, como medida de segurança. 
Somos contra as catracas como forma de controlar a livre circulação nos “Campi”.

6 – Pela regulamentação dos cursos lato sensu, não à privatização das universidades por meio de cursos pagos e em defesa de uma especialização a serviço dos anseios do povo brasileiro.
R = Todo ensino superior brasileiro tem regulamentação federal, inclusive o cursos “lato sensu”. Os cursos de especialização devem ser financiados com recursos públicos, à semelhança de outras modalidades de ensino superior.

7 – Assegurar representação estudantil em todos os colegiados de pós-graduação e 12 – Participação estudantil na decisão do orçamento da universidade.
R =  A representação estudantil deve se assegurar  em todos os colegiados, inclusive naquela que decidem sobre orçamento e a gestão financeira.

8 – Calendário para realizar a estatuinte.
R = Os problemas da UnB não residem em seu estatuto. Residem em normas internas defasadas e incompletas que devem ser revistas e complementadas.

9 – Defesa da autonomia universitária.  Queremos uma universidade pública, gratuita e de qualidadecomprometida com a inclusão social e que reforce a produção do conhecimento para atender à soberania nacional e interesses do povo.
R = Temos plena consciência dos atuais limites da aplicabilidade do artigo 207 da Constituição Federal que assegura às IES a autonomia administrativa, financeira e patrimonial – além das liberdades da dimensão didático científica. Julgamos ser nosso dever buscar ampliar a nossa autonomia universitária enfrentando adequadamente os limites impostos pelos ambientes externos, ampliando nossa base de financiamento, e internos, promovendo uma gestão universitária para assegurar à UnB as bases materiais e os processos administrativos necessários para realizar nosso potencial e missão universitária.

10 – Mais concursos com vagas efetivas em todas as áreas visando a redução de professores substitutos e voluntários.
R = Buscaremos mais vagas para o quadro docente efetivo da UnB juntos ao MEC assegurando os concursos correspondentes efetivo e transparentes.

11 – Acesso livre ao ensino público superior. Definição de critérios que
facilitem o acesso dos estudantes do ensino médio público na universidade pública.
R = Somos favoráveis ao sistema de cotas para estudantes oriundos do ensino médio público.

Eleições p/ Reitor UnB, 22 e 23/08, Vote 89, Viver a unB, com Volnei e Bermúdez

Porque apoio a Chapa 89, com Volnei e Bermúdez para a UnB - Paulo Vinícius*


Propostas da Chapa 89, Viver UnB para os estudantes



























Os melhores momentos do segundo debate

assista o video
Mais uma vez a Chapa 89 - Viver UnB saiu vitoriosa do segundo e último debate promovido pela COC entre os reitoráveis à UnB. Credibilidade, objetividade e segurança nas exposições deram o tom de respeito, tranquilidade, transparência e compromisso dos candidatos, Volnei Garrafa e Luis Afonso Bermúdez. Além disso, fomos a única equipe de apoiadores que participou do evento do início ao fim, assegurando confiança e coesão do grupo que está unido desde setembro de 2011 elaborando os eixos da campanha. Assista o vídeo. Veja as fotos, e tire suas conclusões.



Estudantes da UnB  explicam apoio à Chapa 89, Viver UnB, com Volnei e Bermúdez

assista o video
Volnei e Bermudez foram pegos de surpresa com o presentinho multimídia elaborado por nossos estudantes apoiadores do Darcy Ribeiro, Ceilândia, Gama e Planaltina. Confira no vídeo o testemunho de quem tem participado ativamente da construção dos eixos da campanha e suas ações estratégicas... Veja a galeria de fotos.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

#89ViverUnB - Bermúdez fala sobre proposta de gestão universitária




Neste vídeo, Luís Bermudez, certamente o mais experiente administrador da UnB quando comparado aos candidatos das outras chapas, explica como se dará a gestão universitária quando ele e Volnei assumirem a Reitoria e Vice-Reitoria da UnB

Saiba onde votar para Reitor da UnB de acordo com sua matrícula



http://www.viverunb.com.br/blog/


COC divulga lista dos locais de votação da consulta acadêmica

Dominique Lima
Da Secretaria de Comunicação da UnB
A Comissão Organizadora da Consulta para a reitoria (COC) divulgou nessa sexta-feira,17, as listas com os locais de votação para o pleito que será realizado na próxima semana, entre os dias 22 e 23. Os documentos trazem informações sobre a seção eleitoral designada para cada matrícula. Para encontrar sua matrícula e saber sua seção eleitoral, basta digitar o númerono campo “localizar” no arquivo. Veja aqui os locais das seçõesEncontre aqui o local de votação de acordo com a matrícula.
Em caso de dúvida ou se a matrícula não estiver na lista, é possível procurar a COC para que o problema seja solucionado. Neste caso, será necessário enviar uma cópia da identidade com nome, matrícula e declaração de situação normal na instituição para a secretaria da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB). Essa medida, entretanto, não é obrigatória. Os eleitores que não estiverem na lista de alguma seção poderão votar nas sedes da ADUnB, do Diretório Central de Estudantes (DCE) e do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) no formato de voto em separado.
Representante do DCE na Comissão, André Ribeiro explicou que cada seção terá urnas separadas para os diferentes segmentos da comunidade acadêmica. O número de eleitores por seção varia de cerca de 800 a até cinco mil. Segundo Ribeiro, a divisão das seções levou em conta a facilidade de deslocamento entre os votantes, o maior controle da COC e a quantidade de recursos para a contratação de mesários.
Fonte: Secom-UnB

sábado, 4 de agosto de 2012

Café com ideias de Volnei Garrafa - Consulta para a Reitoria da UnB

http://consultaparareitoria.tumblr.com/post/28667672276/cafe-com-ideias-de-volnei-garrafa



Ana Lúcia Moura e Dominique Lima
Da Secretaria de Comunicação da UnB

De blazer xadrez sobre a camisa que traz o nome da chapa que comanda na disputa para reitor e o tradicional chapéu branco, Volnei Garrafa apresentou os quatro eixos de seu programa de campanha aos professores, alunos e funcionários que participaram de café da manhã com o candidato. O encontro, nesta sexta-feira, 3 de agosto, reuniu quase 300 pessoas na Faculdade de Ciências da Saúde. Ocupado por mesas enfeitadas, o corredor da unidade acadêmica que dá acesso à lanchonete ficou lotado.

“Um bom reitor para a UnB hoje tem de ter três requisitos: ser um acadêmico respeitado, ter experiência de gestão e ter experiência sindical. Nós temos tudo isso”, disse, ao abrir seu discurso, sobre um banquinho de madeira improvisado pelos apoiadores da chapa minutos antes.

Ao lado do vice na chapa, professor Luis Afonso Bermudez, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico, Volnei detalhou três de suas principais propostas. A primeira é descentralizar administrativamente e financeiramente os campi. “Na Universidade de Paris, temos Paris I, Paris II, Paris III, um total de 12. Minha ideia é fazer o mesmo com a UnB. O campus Darcy Ribeiro, será UnB 1, o de Planaltina UnB 2, o de Ceilândia UnB 3 e o do Gama UnB 4”, explicou,

Outra proposta, continuou, é desmembrar o Decanato de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP). “Quando o DPP foi criado existiam 15 ou 20 programas de pós-graduação. Hoje são 150. Precisamos de uma estrutura com atividades voltadas exclusivamente para este fim”, disse à plateia, formada, principalmente, por professores, alunos e técnicos da Faculdade de Ciências da Saúde, mas com presença de docentes e estudantes de unidades como o Instituto de Ciências Biológicas e UnB Ceilândia.

A ideia de Volnei é criar o Decanato de Pós-Graduação e o Decanato de Pesquisa e Inovação. O candidato também destacou a intenção de criar o Decanato de Atenção ao Estudante. “Precisamos de um lugar onde os alunos possam ser ouvidos”, afirmou, arrancando aplausos dos alunos presentes no café da manhã, entre eles Rafael Arantes, da Faculdade de Ciências da Saúde, que manifestou no microfone seu apoio à chapa. Atualmente, a UnB tem o Decanato de Assuntos Comunitários.

Professores também ocuparam o palanque improvisado para declarar apoio ao candidato, que estava acompanhado da esposa, Haydee Poubel, professora aposentada do Instituto de Ciências Exatas, e seu vice. “O Volnei e o Bermudez representam a possibilidade de mudança que a UnB precisa neste momento”, disse Lilian Marly de Paula, diretora da Faculdade de Ciências da Saúde e ex-aluna de Volnei. “Meu apoio é a expressão de um posicionamento pessoal. Falo aqui não como diretora, mas como professora”.

O discurso foi seguido pelo da professora Olgamir Amância, secretária da Mulher do Distrito Federal e docente da Faculdade UnB Planaltina. “Os professores que compõem a chapa têm um trabalho social avançado na universidade e compromissado com a realidade do Distrito Federal. O professor Bermúdez, com sua experiência na área da tecnologia, é o melhor parceiro para o professor Volnei. Juntos, eles fortalecerão o diálogo com outros espaços de informação, entre instituições no Brasil e no exterior”, elogiu. Olgamir Amância também destacou o que espera da chapa. “Essa gestão privilegiará a pesquisa, e, tenho certeza, fará o necessário para articular recursos junto a órgãos de fomento”.

Também manifestaram apoio aos candidatos o professor Antônio Brasil, diretor da Faculdade de Tecnologia, Francisco de Assis Rocha Neves, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, outro ex-aluno de Volnei, e Rogério Marzola, servidor técnico do Instituto de Química.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Primeiro debate entre candidatos a Reitor será no dia 07 de agosto na Faculdade de Tecnogia da UnB

Consulta eleitoral para reitor - http://consultaparareitoria.tumblr.com/

 COC estabelece normas para primeiro debate dos candidatos
Débora Cronemberger

Da Secretaria de Comunicação da UnB


A Comissão Organizadora de Consulta (COC) estabeleceu, em reunião nessa quarta-feira, 1, as regras para o primeiro debate entre os candidatos a reitor. O debate será realizado no dia 7, no auditório da Faculdade de Tecnologia. Cada candidato terá três minutos para apresentação de suas propostas. A ordem da apresentação será definida por sorteio. O debate também disponibilizará tempo para perguntas entre candidatos e da platéia para os candidatos. Veja aqui a íntegra das normas para o debate.


Durante a reunião, os membros da COC discutiram a liminar, concedida na noite de quarta-feira, 31, pelo juiz Antonio Cláudio Macedo da Silva, da 8ª Vara Federal, que determinou que a consulta acadêmica deste ano seja formal e tenha peso de 70% nos votos dos docentes. A liminar atendeu a pedido da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB).


Antonio José dos Santos, representante do Sintfub na comissão, acrescentou: “A liminar é contra o presidente do Conselho Universitário, o reitor da Universidade. Enquanto a comissão não for orientada formalmente, continuaremos fazendo nosso trabalho baseados na paridade”, garantiu. “Para a comissão, nada mudou. Vamos continuar nossos trabalhos normalmente até que haja uma comunicação formal de como devemos proceder”, endossou André Sousa, representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) na comissão. Alessandro Borges de Sousa, representante da ADUnB na comissão, concordou: “Continuamos a fazer nosso trabalho. Não é papel da COC deliberar sobre essa questão”.


Na reunião, a COC definiu os locais das seções de votação. A lista será divulgada até a próxima semana. “Vamos encaminhar ao CPD os locais de votação para que sejam produzidas as listas de votantes de cada seção”, disse Alessandro Borges de Sousa Oliveira, representante da ADUnB na comissão.


A comissão também discutiu casos de abuso na afixação de propaganda pelo campus. “Alguns candidatos abusam um pouco dos locais, inclusive tem gente afixando cartazes em parede. A comissão decidiu que esse tipo de conduta não vai mais ser tolerada”, disse André Sousa. Segundo ele, condutas como essa estão sujeitas a punições que vão de advertência pública, suspensão da presença do candidato em debate e até impugnação da chapa. “Não precisa necessariamente ser um problema recorrente para receber uma punição mais rigorosa. Vamos analisar caso a caso”, destacou.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

ADUnB entra na Justiça para mudar consulta para reitor e decisão do Consuni

Emília Silberstein/UnB Agência




Regras para escolha do reitor foram decididas pelo Consuni em 1º de junho

Candidatos acusam sindicato de golpe e agressão à autonomia interna e pedem respeito à instância máxima da universidade. ADUnB diz que conselho desrespeitou a lei

Débora Cronenberger - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Faltando um mês para o primeiro turno da consulta acadêmica sobre o próximo reitor, a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) entrou com um pedido de mandado de segurança judicial que pode mudar radicalmente as regras da sucessão deste ano. A ADUnB quer que a consulta seja formal, tenha efeito vinculante e que o voto dos docentes tenha peso de 70% na apuração. A iniciativa busca anular a decisão do Conselho Universitário (Consuni), instância máxima da Universidade, a respeito do formato da consulta acadêmica de 2012.

No dia 1º de junho, o Consuni – onde docentes, estudantes e técnico-administrativos estão representados –, decidiu, por 58 votos contra 23 e duas abstenções, adotar na consulta acadêmica deste ano o mesmo modelo de 2008. Ou seja: consulta informal baseada na paridade, em que os três segmentos da Universidade têm o mesmo peso de votos. (saiba mais aqui).

A ação da ADUnB na Justiça (veja aqui a íntegra) causou forte repercussão negativa na comunidade universitária, inclusive entre os candidatos a reitor. Nove entre dez candidatos classificaram a medida como uma tentativa de golpe e uma agressão contra a autonomia e o processo democrático da Universidade. Alunos e servidores técnicos também se manifestaram contra a mudança das regras decididas no Consuni. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) divulgou nota criticando duramente o teor da ação judicial. O Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) também se manifestou a favor da paridade, em assembleia conjunta dos três segmentos, convocada para discutir a greve.

Emília Silberstein/UnB Agência

Regras para escolha do reitor foram decididas pelo Consuni em 1º de junho

Ainda não houve decisão da Justiça sobre o mandado de segurança. Na noite dessa terça-feira, 24, o site da Justiça Federal informou que o juiz Antônio Cláudio Macêdo da Silva, da 8ª Vara Federal, decidiu notificar o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, para solicitar informações antes de julgar pela concessão ou não da liminar. Após ser notificado, o que ainda não ocorreu, o reitor terá o prazo de 10 dias para apresentar informações à Justiça. A ADUnB alega, na defesa pela consulta formal e pelo peso de 70% dos votos para os docentes, que essa determinação está prevista pelo inciso III do artigo 16 da lei 5.540/1968, atualizada pela lei 9192/1995: "Em caso de consulta prévia à comunidade universitária, nos termos estabelecidos pelo colegiado máximo da instituição, prevalecerão a votação uninominal e o peso de setenta por cento para a manifestação do pessoal docente em relação ao das demais categorias".

Segundo o advogado que representa a ADUnB, Rafael Rodrigues de Oliveira, do escritório Rodrigues Pinheiro Advocacia, a consulta informal, conforme decidido pelo Consuni, confronta o artigo 172 do Regimento Geral da UnB, que trata da escolha de nomes para reitor e vice-reitor. O Regimento, que foi publicado no Diário Oficial da União em 25 de abril de 2001, diz no inciso 1º do artigo 172 que "o Colegiado que organiza o processo de escolha para Reitor e Vice-Reitor, composto na forma da legislação em vigor, deve realizar a consulta prévia à Comunidade Universitária para subsidiar sua votação". Para o advogado da ADUnB, nesse ponto o Regimento trata da obrigatoriedade da consulta acadêmica, "o que traz a formalidade do processo", segundo ele. "A consulta, portanto, deve ter caráter vinculante", acrescentou, avaliando que o Consuni não teria amparo do Regimento da UnB para decidir por uma consulta informal.

AUTONOMIA - A análise é rechaçada pelo procurador da UnB, Paulo Gustavo Medeiros Carvalho, que vê uma "impossibilidade jurídica" no pedido da ADUnB. "O mandado de segurança é para proteger direito líquido e certo, e não é o que acontece nesse caso. A legislação em vigor oferece duas possibilidades para a consulta acadêmica, e a universidade tem autonomia para deliberar o formato que quiser. Não acredito que a Justiça vá interferir em uma questão que cabe à universidade resolver", avaliou. A lei 9.192, de 1995, que altera a lei 5.540 de 1968, diz que o reitor e o vice-reitor serão nomeados pelo Presidente da República e escolhidos entre professores "cujos nomes figurem em listas tríplices organizadas pelo respectivo colegiado máximo".

Essa é a mesma lei que prevê que, em caso de consulta prévia à comunidade, prevalecerão a votação uninominal e o peso de setenta por cento para a manifestação do pessoal docente em relação às demais categorias. "A lei diz que pode haver consulta prévia. Não é obrigatória. Se não houver a consulta, prevalece a votação do órgão máximo da universidade. É esse o caso da consulta informal prevista para este ano na UnB. Prevalece a decisão do Consuni, órgão máximo da UnB", diz o procurador. Paulo também descarta a possibilidade de confronto entre a decisão do Consuni e o Regimento da UnB. "A obrigatoriedade da consulta não a torna necessariamente formal. O artigo 172 diz que a consulta prévia subsidia a votação no Consuni, e isso está de acordo com o modelo decidido para este ano", afirmou.

Em 2011, o Ministério da Educação divulgou a Nota Técnica 437, que diz: "importante salientar ainda que a realização por associações dos quadros que compõem a universidade ou entidade equivalente de consultas informais à comunidade universitária com a configuração dos votos de cada categoria da forma que for estabelecida, inclusive votação paritária, não contraria qualquer norma posta". A nota destaca ainda que "a consulta prévia não vincula juridicamente o colegiado para elaboração da lista".

A diferença entre consulta formal e informal é que na formal, o resultado da consulta acadêmica vincula necessariamente a inclusão, na lista tríplice a ser encaminhada pelo Consuni à Presidência da República, dos três candidatos mais votados na universidade. Na consulta informal, de posse do resultado da consulta, o Consuni se reúne e tem a palavra final sobre a lista tríplice, com a liberdade de incluir ou não na lista os candidatos mais votados pela comunidade acadêmica. "O que buscamos é trazer um caráter vinculante dessa consulta, ou seja, que os mais votados estejam necessariamente na lista tríplice", disse o advogado da ADUnB.

O pedido de mandado de segurança da ADUnB é em desfavor do reitor José Geraldo de Sousa Junior, por ele ser o presidente do Consuni, segundo o advogado da ADUnB. "O Consuni, que estabeleceu as regras da consulta que questionamos, não tem personalidade jurídica e não pode ser parte na ação", explica. Segundo ele, se o pedido for deferido pela Justiça, as datas da consulta não vão mudar. "O que muda é que, no momento da apuração, os votos dos docentes terão peso de 70%", afirma Rafael Rodrigues de Oliveira.

GOLPE - Dos 10 candidatos a reitor, apenas a professora Ana Valente, da chapa "Uma reitoria valente para honrar a UnB", defendeu a ação da ADUnB. "A ADUnB está sendo coerente. Ela já tinha feito plebiscito sobre a paridade e mais de 80% dos professores votaram pelo respeito à lei", disse, referindo-se ao plebiscito realizado pelos docentes em abril deste ano. "Sou absolutamente favorável à nota da ADUnB. A universidade, como instituição de ensino, não pode desrespeitar a lei", acrescentou.

Os outros candidatos, porém, foram contundentes em avaliações muito distintas das feitas pela professora. "A ADUnB está dando um golpe e espero que ele seja rechaçado", acusou o vice-reitor João Batista de Sousa, candidato a reitor pela chapa "UnB: Excelente e Solidária". "A ADUnB está fazendo isso porque está considerando que seu candidato ganhará com este modelo de 70% para o voto dos docentes. Estou confiante de que o modelo paritário prevalecerá, entretanto a ação em si traz um prejuízo para o processo. É uma questão surpreendente, tumultua, e é ruim para a universidade. Não consigo entender porque fazer esse retrocesso em uma universidade inovadora como a UnB", ressaltou.

Ivan Camargo, candidato pela chapa "UnB somos nós", pediu respeito ao Consuni. "Não quero entrar no mérito da discussão da ADUnB, ela tem de ser independente para tomar as iniciativas que considerar necessárias. Mas, como candidato a reitor, acho fundamental respeitar as decisões do Consuni. Segundo o princípio democrático, um assunto deve ser discutido o quanto for necessário, mas quando a decisão é tomada, tem de seguir a decisão. A meu modo de ver, o formato da eleição já está definido."

Volnei Garrafa criticou a medida não apenas enquanto candidato a reitor pela chapa "Viver UnB", mas também na condição de um dos fundadores da ADUnB. "Fui presidente da associação em 1980 e só tenho a lamentar essa iniciativa. Espero que a justiça não acolha essa solicitação. Com essa medida, a ADUnB traz para o presente uma discussão que está superada. Acho que não vai dar em nada, mas isso cria confusão e apreensão desnecessárias. Temos de produzir paz na UnB", defendeu Volnei.

Ele avaliou como "uma postura surpreendente e contraditória" o fato de a ADUnB acionar a Justiça mesmo participando, com três representantes – dois titulares e um suplente –, da Comissão Organizadora da Consulta (COC), que coordena o processo de sucessão na UnB.

A COC foi constituída no início de julho após decisão conjunta do presidente da ADUnB, Rafael Morgado, e dos coordenadores-gerais do Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub), Antonio Guedes, e do Diretório Central de Estudantes (DCE), Octávio Torres. As entidades representativas dos três segmentos acadêmicos se comprometeram a coordenar, por meio da COC, o processo de sucessão na UnB nos moldes da consulta realizada em 2008 – de forma paritária, ou seja, com o mesmo peso eleitoral para cada um dos segmentos.

CONSULTA ÀS BASES - Paulo César Marques, candidato a reitor pela chapa "UnB+50", também estranhou o questionamento da ADUnB devido à sua participação na COC e avaliou que a direção da ADUnB deveria ter consultado as bases antes de acionar a justiça. "Não concordo com essa ação. Somos professores sindicalizados e não fomos consultados. A ADUnB encaminhou plebiscito que se manifestou contra a paridade, mesmo assim participou do processo após a decisão do Consuni, integrando a COC, junto com os outros segmentos acadêmicos. Com essa iniciativa, a ADUnB nega o princípio histórico da associação, que é a autonomia da universidade, e a paridade foi uma decisão autônoma da universidade".

Assim como Paulo César, Márcia Abrahão, candidata pela chapa "O amanhã fazemos juntos", criticou a ausência de consulta prévia aos professores sindicalizados a respeito da ação judicial. "É inadmissível o sindicato propor o descumprimento da decisão do Consuni e entrar na Justiça contra uma decisão do órgão máximo da Universidade", ressaltou Márcia. Sadi dal Rosso, candidato pela chapa "Construindo a unidade", também argumentou que o pedido de mandado de segurança viola a autonomia da Universidade. "Tudo indica que não vão conseguir absolutamente nada, pois acredito que não vai ter um juiz que vai se pronunciar para intervir na autonomia interna da universidade", destacou.

Gustavo Lins Ribeiro, candidato pela chapa "Inova UnB", defende que seja respeitada a deliberação do Consuni. "Não tem mais o que ser decidido sobre esse assunto. Se essa foi a posição do Consuni, é a posição a ser obedecida", frisou. Denise Bomtempo, candidata pela chapa "Inovação e sustentabilidade", acredita que a ação da ADUnB será inócua. "Na verdade, essa é uma consulta pública não-vinculativa. Minha opinião é que a medida da ADUnB não vai impactar o processo. A comunidade acadêmica quer escolher suas preferências. É uma consulta paritária para auscultar a comunidade acadêmica. Todos os segmentos participam dentro da paridade", destacou.

Maria Luisa Ortiz, candidata pela chapa "Gira UnB para uma nova gestão", endossou a defesa da paridade. "Estou de acordo com a forma que votamos em 2008. Inclusive fiz um seminário sobre paridade e participei de uma eleição de paridade, então eu não poderia ser incoerente. Os técnicos-administrativos e estudantes têm direito a ter a mesma proporção dos docentes. Sou de acordo com o que foi acordado no Consuni", ressaltou.

COMISSÃO – Entre os representantes da COC, a avaliação foi unânime no sentido de que a ação da ADUnB não muda nada nos trabalhos que têm sido feitos até agora pela comissão. "Nós continuamos nossas reuniões normalmente. Não tenho posição pessoal sobre esse assunto. Vamos aguardar o resultado dessa ação para ver se isso vai afetar nosso trabalho em algum momento", afirmou o professor Ricardo Pezzuol Jacobi, um dos representantes da ADUnB na COC. "A COC não vai paralisar os trabalhos por causa disso. Não sou da diretoria da ADUnB, que tem suas iniciativas, mas acho que essa ação judicial não influencia a COC", acrescentou Paulo Celso dos Reis Gomes, também representante da ADUnB na comissão.

André Sousa Justiniano Ribeiro, representante do DCE na COC, concorda que a ação não impactará os trabalhos da comissão. "Se houver alguma decisão judicial, vamos cumprir, claro, mas acho muito difícil uma decisão alcançar uma consulta informal. A consulta foi estabelecida para seguir a regra da paridade e tudo segue como combinado. Como estudante, faço coro com o que o DCE lançou sobre o assunto", disse. Segundo ele, a ação da ADUnB não vai entrar na pauta da COC. Frederico Cristiano Gonçalves Mourão, representante do Sintfub na COC, avaliou que a ADUnB age "na contramão da comunidade acadêmica". "Existe uma decisão do Consuni, que conta com a participação de todos os segmentos da universidade, sobre o formato da escolha para reitor este ano", afirmou.

RACHA – A iniciativa da ADUnB causou espanto e indignação não só entre os candidatos, mas também nas entidades representativas dos outros dois segmentos acadêmicos. "A gente estranha essa postura, que é lamentável. Como é que decidem isso depois da inscrição das chapas e depois de terem indicado representantes para a COC, que é baseada na paridade?", questiona Mauro Mendes, da coordenação-geral do Sintfub. "Isso é muito ruim para a instituição. A própria ADUnB concordou com a paridade em 2008, que foi o modelo aprovado pelo Consuni para a sucessão em 2012", acrescenta.

"A gente não esperava uma medida dessas por parte da ADUnB. Entendemos que o processo no Consuni foi construído durante todo o semestre. Todos puderam se expressar. Se alguém quisesse um resultado diferente no Consuni, que buscasse convencer os integrantes do Conselho com argumentos, e não por uma interferência judicial numa questão interna da universidade. Essa é uma postura de quem não sabe perder", critica Octávio Torres, da coordenação geral do DCE, que divulgou uma nota na segunda-feira, 23, repudiando a medida.

A nota do DCE explica que as consultas acadêmicas para escolha de reitor podem ser formais ou informais: "Os resultados devem ser levados ao conhecimento do Conselho Universitário, que é o órgão responsável por encaminhar à Presidência da República uma lista tríplice com nomes de possíveis reitores(as). A escolha final cabe ao chefe do Executivo, podendo escolher qualquer um dos três nomes indicados por este Conselho. Embora o estatuto da nossa universidade libere o Consuni de compor uma lista tríplice sem quaisquer escrutínios, é tradicional em nossa universidade que o Conselho ouça a comunidade acadêmica, através de consultas", diz a nota.

LUTA HISTÓRICA – O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, citado no mandado de segurança solicitado pela ADUnB, diz que não acredita que o pedido de mudança nas regras da consulta seja acolhido pela Justiça. "Não vejo como essa medida possa prosperar, tendo em vista que o procedimento decidido pelo Conselho Universitário reproduz a escolha de 2008 e de outras 37 universidades federais. Esse procedimento segue tanto o que prevê a lei quanto o que orienta o MEC sobre o procedimento de formação da lista", afirma o reitor. Seu argumento é semelhante ao usado por Octávio Torres, do DCE: "Segundo o MEC, não há norma legal em contrariedade com consultas paritárias, tanto é que várias universidades fazem a consulta dessa forma", disse o líder estudantil.

Para o reitor, a ação judicial da ADUnB "indica uma postura resistente ao modelo atual de legitimação de escolha de dirigentes". "De certa forma, fragiliza a luta histórica da autonomia da universidade, ao judicializar uma questão que sempre esteve na base dessa luta histórica pela autodeterminação."

ADUNB – O professor Rafael Morgado, presidente da ADUnB, rebateu várias críticas dirigidas à ação judicial. "Não precisamos consultar as bases porque isso já havia ocorrido com o plebiscito que a ADUnB realizou sobre a paridade, quando 82% dos professores se mostraram favoráveis à aplicação da lei, que prevê o peso de 70% para o voto dos docentes, 15% para estudantes e 15% para técnico-administrativos. O resultado do plebiscito legitima a ação judicial", afirmou. Segundo ele, desde o plebiscito a ADUnB vinha discutindo a possibilidade de acionar a Justiça. O pedido do mandado de segurança foi feito à Justiça no dia 20, mesmo dia da homologação das candidaturas na UnB. "Não fizemos isso antes porque toda ação judicial tem o seu tempo correto. Assim que tivemos todos os documentos, demos entrada ao pedido do mandado de segurança", conta.

Rafael afirma que não há incoerência na postura da ADUnB pelo fato de haver professores participando dos trabalhos da COC, instalada sob o critério da paridade na consulta acadêmica. "A direção da ADUnB não está na COC. A COC tem representação de docentes que foram indicados pela direção da ADUnB. Os docentes têm representação na COC, e não a ADUnB". Ele garante que o objetivo da associação não é inviabilizar ou atrasar os prazos previstos para a consulta acadêmica. "Nossa luta é pela formalidade. A consulta vai acontecer naturalmente, a questão em discussão é o formato", ressalta.

Eurípedes da Cunha Dias, tesoureira da ADUnB, contesta o argumento levantado por representantes de estudantes e técnicos e candidatos a reitor de que a ação judicial traz prejuízo à autonomia da universidade. "Esse é um argumento precário, parcial. Há muitas outras questões que definem a autonomia da universidade, como a gestão de seus recursos, do pessoal, as normas de progressão, entre outras", disse, acrescentando que a ADUnB defende uma questão pontual, que não contraria a luta histórica da associação pela autodeterminação da UnB.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

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A Universidade de Brasília (UnB) é parte de nós. Sua presença marca nossa vida profissional e pessoal, seja como professores, servidores técnico-administrativos ou estudantes, ainda que sua importância em muito nos ultrapasse. A UnB tem história,e nossas trajetórias profissionais são parte desta vocação maior, a serviço do desenvolvimento do Distrito Federal, do Centro Oeste e do Brasil.

E é por termos em mente esta referência grandiosa que não podemos nos omitir ante a atual perda de sua excelência e prestígio. Assumimos um compromisso para que a UnB possa superar a crônica crise que tem vivido nos últimos anos, dolorosamente exposta diante de todos. Manifestamos a inconformidade com o presente, a nossa certeza de que é possível fazer mais e melhor, e a esperança da mudança. É preciso unir todos e todas que partilham o mesmo compromisso de Viver a UnB.

Por isso, essa Carta programa é um manifesto de compromissos, esperanças e projetos viáveis para mudar a realidade atual. Apresenta valores, princípios, eixos e ações estratégicas referentes ao ensino, à pesquisa, à extensão, à gestão universitária e ao nosso compromisso público para o quadriênio 2012-2016.

Neste período de transição, temos o dever de resgatar a autoestima da instituição e seu papel histórico, para desta forma fortalecer sua autonomia, democracia, transparência e inovação. É preciso BEM VIVER a UnB, com condições institucionais, de qualidade e de convívio no trabalho, de segurança pessoal e profissional, procurando rearticular todo nosso potencial social, acadêmico, cultural, econômico e político para que ela
possa encontrar-se consigo mesma e olhar para o futuro.

Acreditamos que uma nova administração deve atender aos legítimos anseios da comunidade universitária,  fortalecendo seu papel acadêmico, definindo sua relação com o Distrito Federal e com a região  Centro-Oeste e o Brasil, estabelecendo uma relação republicana e de mão-dupla com a sociedade e se reposicionando em face do futuro. Com a união de um amplo coletivo plural, escolhemos Volnei Garrafa e Luis Afonso Bermúdez como portavozes dessas ideias e como nossos candidatos a Reitor e Vice-Reitor
da UnB.

Volnei e Bermúdez possuem larga experiência e capacidade de Carta Programa - Viver UnB - Chapa 89 - 2
ouvir a comunidade que anseia por retomar seu protagonismo diante de uma bela História que nos pertence.

É preciso ter a ousadia de somar esforços e ideias pelo bem da UnB, sem sectarismos e divisões. Volnei e Bermúdez combinam ideais de dedicação de vida inteira à Universidade, de integridade e excelência acadêmica e de gestão que, reunidos num projeto político audaz e generoso, abrirão um novo horizonte para a nossa Instituição.

Como Darcy Ribeiro, queremos a UnB capaz de “ter o inteiro domínio do saber humano” para “pensar o
Brasil como problema”. Para isso, cumpre-nos aproveitar a eleição para Reitor e Vice-Reitor para repensar
a própria UnB, estruturando novos caminhos para superar sua ‘crise de projeto’.

O Brasil de hoje coloca ao nosso alcance uma larga avenida de oportunidades. Aproveitá-las exige que a UnB retome seu lugar de inquietude e vanguarda na produção do conhecimento. Deve ser capaz de pensar o país em suas múltiplas dimensões, aportando uma contribuição singular e indissociável da excelência acadêmica. Para isso, apresentamos medidas concretas para unir a comunidade universitária, aproveitar seus
grandes talentos, beneficiar-se da sua posição geopolítica privilegiada no Brasil e de sua grande legitimidade social. A partir dessas bases, é possível implantar um novo rumo que supere os gargalos político-institucionais que enfraquecem sua gestão financeira, de pessoal e de infraestrutura, com reflexos negativos em todos os
âmbitos da vida da UnB.

Nossos valores são claros eestão na raiz de nossa instituição,  sendo necessário resgatá-los:
1 – Democracia, pluralidade e diálogo. Ética e respeito à diversidade como pedra angular da missão universitária;
2 – Transparência e relacionamento republicano com a comunidade e a sociedade, com omundo do trabalho e com o Estado; 

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A partir desses valores, identificamos quatro EIXOS e suas AÇÕES estratégicas, referencias concretas para tornar possível uma gestão universitária contemporânea verdadeiramente comprometida com a sociedade que a mantém e que é sua razão de existir.

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EIXO 2 - Uma UnB que funcione!
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