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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Não ao golpe! Viva a democracia! Pelo desenvolvimento do Brasil! - Paulo Vinícius Silva

Estamos em tempos de confusão e acirrada, polarizada luta de classes.

Há interesses externos que anseiam por se apoderar do Pré-Sal. E temos brasileiros que trabalham diuturnamente para entregá-lo, pasmem.

Muito de furor ético por aí esconde indisfarçável elitismo e hipocrisia de nostálgicos da condição de elite da colônia, uma turma cujos ancestrais mentais ou genealógicos  remontam àquelas pessoas que ladearam D. João VI, mas não apenas; também latifundiários, beneficiários da escravidão, uma parcela parasitária da sociedade brasileira e que acumulou privilégios de toda a sorte, e é de um patético sabujismo face aos Estados Unidos. Essa subserviência à metrópole de parte dos 20% sempre dominou a política, a economia brasileiras. Explica-se: os 20% cabem na sociedade com os de fora, são agentes do imperialismo. É espantosa a fidelidade com que este setor sempre elogia Metrópole, o o Escravismo. Acham que há cidadãos de primeira e segunda categoria e, realmente são contra a mudança do Brasil, se isso é em favor das maiorias.

E esses 20% estão nostálgicos de seu suposto papel. Mas o Brasil mudou. Seu povo está de pé. Tem profissão, avançou na escolarização, no consumo, nos direitos, tem casa,o Brasil floresceu.

Mas falta disputar as opiniões da maioria do povo, mais uma vez, para retomar a ofensiva. É preciso tornar claro para a Nação a encruzilhada em que o país está. Por isso, o diálogo, a unidade, e a construção de uma frente ampla (democrática, patriótica e popular) são indispensáveis.

A oposição quer paralisar o Brasil e vê-lo prostrando diante da crise econômica. O governo tem lutado para impedir a crise e seus impactos, mas é sabotado por todos os lados. A elite subalterna do imperialismo impede o país de funcionar e promove um descarado ataque ao Pré Sal, com vistas a tirar do Brasil os 30% de reserva de mercado brasileira e a causar gravíssimo dano de imagem à Petrobrás e a TODAS as empreiteiras brasileiras que se notabilizaram por serem competitivas no mercado mundial e prodigiosas em engenharia. Há um claríssimo propósito de causar a paralisia e mesmo a falência e a criminalização de empresas com centenas de milhares de trabalhadores.

E eles dizem, sem pudor, que retirarão os direitos dos trabalhadores com a terceirização e que colocarão os adolescentes pobres de 16 e 17 nas penitenciárias do 4º país em número de presos no mundo. E querem tirar a reserva do Brasil sobre 30% dos itens da construção do pré-sal. Essa é a agenda da direita: golpe, perda de direitos, entrega do Pré-Sal, e da Petrobrás.

Jamais se viu isso na História do Brasil.  Estão se cometendo ilegalidades. Causa imensa preocupação a nova teoria jurídica para a qual não é necessário provas (Domínio do Fato) e primeiro deve-se prender o sujeito meses e meses para ele "confessar". Isso mostra inaceitável desprezo ao Estado de Direito e, na prática, parte do judiciário age como um agente econômico e politico partidário que atinge duramente a economia brasileira, em especial porque tem atuado em sintonia com imensos grupos de comunicação.  Dano de imagem, processo e prisão destroem qualquer empresa. A pergunta é: quem perde, quem ganha?

250 mil trabalhadores perderam empregos. O Brasil se fragiliza, e há uma clara ingerência que sabota a governabilidade da Presidenta com o objetivo de  a derrubar. Há forças desestabilizadoras da democracia que cercam Dilma.

Os barões da mídia, a direita raivosa e neoliberal, os religiosos caça-níqueis, os especuladores e amigos dos EUA e uma franja do serviço público das carreiras de Estado, partidarizada e atuante, e que demonstra ter a pretensão de se tornar um intelectual orgânico desse "agregado infeliz de sangue e cal" (A. dos Anjos) . Concuros feitos exatamente havidos durante Dilma e Lula.

A justiça midiática surge como um aprofundamento da ideologia do SALVADOR DA PÁTRIA, dando-lhe toda a aura de brilho das carreiras de estado do judiciário e uma ideia de país e de economia. Segundo temos ouvido, seria necessário refundar a república. E há uma forte convicção que quer não apenas punir, mas deseja impedir o Estado de contratar com as empreiteiras que exploram o Pré-Sal e a Petrobrás.

Ora, isso não é papel de juiz.

Quando vemos o TCU ameaçar o mandato da Presidenta Dilma, dado pelo povo, quando vemos a imprensa brasileira, não resta dúvida:


Isso é um golpe!

É preciso unir-nos em defesa da democracia, do Brasil e dos direitos do povo! Denunciemos! O povo precisa entender o que está em jogo!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Programa do Jô Soares explica corretamente prejuízos da terceirização

O posicionamento de Jô Soares sobre temas centrais da conjuntura tem despertado admiração e ódio. Afinal, num programa da Globo, por sua ação, respiram-se ares progressistas, a despeito da emissora. Admiro-o pela correção ao tratar dos temas, a qualidade jornalística, e diria até a elegância com que o fês. Mas há que louvar a coragem de o fazer. Jô poderia simplesmente passar ao largo, mas não. Ele assume posições firmes em defesa do voto popular e da democracia, ele abre seu programa para que diga a verdade sobre a Terceirização e o risco de seu aprofundamento.

Atua jornalisticamente, resgatando uma dignidade às vezes esquecida na profissão. Um jornalista de primeira, guindou seu programa da madrugada a assunto de todos, e é vítima da imbecilidade e da intolerância, do ódio da direita, que quer ameaçá-lo e calá-lo, e a todo jornalista que ouse se desvencilhar do roteiro do próprio PIG, pois ele se fez - acho que até sem querer - voz dissonante da imprensa golpista. Uma posição admirável, dizer não.

Por isso aquilo pixado na pista- simbolicamente - era a todo jornalista, toda pessoa que pensa diferente desse ódio golpista. Foi escrito um desejo de morte na calçada do Jô que é em verdade um cale-se para cada um de nós. Não são os aplausos que jornalistas do sistema recebem, quando se os pagam para mentir, prostituir sua consciência para o patrão, para pedir golpe, tudo isso pode e dá IBOPE. Mas abrir espaço para o contraditório, jamais! E quem o faz, ameaça-se para calar-lhe a voz.

Jô sai de soslaio, em vez de toma partido, reserva-se o direito de opinar como lhe aprouver, e o faz muito bem.

Isso mostra a justeza do mérito da posição do Jô Soares, que não é de apoio a governo, mas de diálogo, de respeito à democracia, e mostra o descontrole de uma oposição elitista sem projeto e cheia de rancor.

E tem nos brindado essas situações, vejam o Coletivizando compartilhando um vídeo das Meninas do Jô. Botou pra moer.

Viva, Jô Soares, viva!

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Luis Nassif: O TCU e a arte de encontrar pêlo em ovo - Portal Vermelho



Luis Nassif: O TCU e a arte de encontrar pêlo em ovo - Portal Vermelho

Dois aspectos da atualidade brasileira mereceriam, no futuro, uma análise mais acurada de historiadores ou cientistas sociais. Um, o curto circuito que tomou conta do sistema de informações do país com a deturpação reiterada de notícias e versões. O segundo, o processo de engessamento gradativo que toma conta da administração pública quando o presidente não consegue delinear um projeto de governo.

Por Luis Nassif, em seu blog

Todos os órgãos de controle se sentem no direito de tirar sua casquinha, independentemente da legitimidade ou não dos pleitos, seja a Câmara, o Ministério Público ou o Tribunal de Contas da União.

Cria-se um pandemônio em que os temas relevantes são nublados pelos factóides, as críticas necessárias soterradas por uma avalanche de factóides sem justificativa.

É o que aconteceu com a acusação do TCU de que o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) praticou “pedaladas” fiscais com o Bolsa Família.

Por “pedaladas fiscais” entende-se efetuar operações de crédito que promoveriam endividamento, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O MDS tem um contrato de prestação de serviço com a Caixa Econômica Federal (CEF), do mesmíssimo molde de políticas anteriores de transferência de renda, como a Bolsa Escola.

Os pagamentos estão disponíveis a partir do 10o dia antes do final do mês. Nem todos sacam no primeiro dia. A média é de 70%. O MDS, então, deposita 70% do valor total, ou R$ 2,2 bilhões, e o restante nos dias seguintes.

Como é um fluxo irregular, há dias em que a conta fica com o saldo positivo, e dias em que fica com saldo negativo. Nos dias de saldo positivo, a CEF remunera o saldo pagando ao Tesouro. Nos dias de saldo negativo, cobra juros, que são quitados em seguida.

No ano passado, a remuneração dos valores depositados rendeu R$ 20 milhões para a União. Entre 2012 e 2014, R$ 75,8 milhões.

Em 2013 e 2014 o número de dias em que a conta ficou negativa foi muito inferior aos dias em que ficou positiva – portanto recebendo juros que revertiam para o Tesouro.

Em 2014 foram 185 dias com saldo positivo contra 56 com saldo negativo; em 2013, 232 a 11.

Em 2014, a União recebeu R$ 32,6 milhões de juros da CEF e pagou R$ 12,5 milhões. Ou seja, teve um saldo positivo de R$ 20 milhões. Nos últimos três anos, foram R$ 89,5 milhões recebidos contra R$ 13,6 milhões pagos.

Mais: não se criou um endividamento sequer, que é sempre o alvo da LRF.

Esse tipo de contrato vigora desde 2001, firmado com órgãos dos mais variados, da Casa Civil, ao Ministério da Educação, da Saúde ao Desenvolvimento Agrário, Previdência. E baseia-se em um contrato inicial firmado em 2001 entre a CEF e a Secretaria de Estado e Assistência Social, vinculada ao Ministério da Previdência e Assistência Social.

Em outros anos, o TCU auditou todas as cláusulas do contrato e aprovou. O que mudou então? Mudou o entendimento, a jurisprudência? Esse veto resultou em alguma orientação nova, alguma sugestão de aprimoramento?

Nada. Apenas faz parte dessa atoarda infernal que tomou conta do país por conta da perda de confiança nas notícias e da falta de confiança nas políticas públicas

Tucanos vão ao TCU pressionar por reprovação das contas de Dilma - Portal Vermelho

Tucanos vão ao TCU pressionar por reprovação das contas de Dilma - Portal Vermelho

O candidato derrotado e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, e outros líderes da oposição foram nesta terça-feira (16) até o Tribunal de Contas da União (TCU) para pressionar pela reprovação das contas do governo da presidenta Dilma Rousseff.



A esperança de Aécio e líderes da oposição é de que o TCU reprove as contas para tentar emplcar um pedido de impeachmentA esperança de Aécio e líderes da oposição é de que o TCU reprove as contas para tentar emplcar um pedido de impeachment
O motivo da pressão contra o TCU para reprovar as contas da presidenta é para tentar justificar um pedido de impeachment contra Dilma. A tese que os tucanos desesperadamente se agarram está baseada no parecer encomendado ao jurista Miguel Reale, o terceiro solicitado pelos tucanos sobre o tema a especialistas.

Bravateiro, Aécio disse que, independentemente do resultado do julgamento do TCU, previsto para esta quarta-feira (17), o Congresso vai analisar o documento. Claro que vai. Todo parecer do TCU sobre as contas do governo federal é apreciado pelo Congresso. Aécio, num tom de que estava dizendo uma grande novidade e impondo pressão sobre o governo, disse que os parlamentares têm o poder de manter a recomendação do TCU ou modificá-la. “O relatório será discutido independente da votação”, disse ele reproduzindo o que está previsto na Constituição.

O governo federal já desmontou a tese dos tucanos ressaltando que não houve crime de responsabilidade. O que os tucanos e a grande mídia chamam de “pedaladas fiscais” – ao dizer que o governo fez empréstimos junto aos bancos oficiais por conta de atrasos no repasse de pagamentos de programas sociais aos bancos Caixa Econômica e Banco do Brasil – acontece desde 2001, portanto durante o governo FHC. Se desde de 2001 as contas do governo foram aprovadas, quais seriam os motivos para reprova-las agora?

Aécio esteve com o relator da matéria, ministro Augusto Nardes, e também com o presidente do TCU, ministro Augusto Cedraz. O relator poderá aprovar com ressalvas ou suspender a análise dos temas específicos até que o TCU decida sobre eles.
 


Do Portal Vermelho, com informações de agências

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Paulo Fonteles, mártir da luta pela terra e das liberdades - Portal Vermelho


Paulo Fonteles, mártir da luta pela terra e das liberdades - Portal Vermelho
Paulo Fonteles Filho *

A vida de combates de Paulo Fonteles atravessou três décadas de profunda identidade com questões concernentes aos temas mais urgentes da nação brasileira como a democracia, as liberdades políticas, a reforma agrária e a independência nacional.

A trajetória daquele que seria uma das mais contundentes vozes da luta contra o latifúndio e em defesa das liberdades púbicas teve inicio quando o Brasil estava encarcerado pela quartelada de 31 de Março de 1964, que submeteu o país aos terríveis anos da Ditadura Militar, marcada pelas torturas e assassinatos, além da submissão aos interesses externos, notadamente estadunidenses.

Eram tempos da rebelião juvenil francesa e da primavera de Praga, de mudanças tecnológicas e da incerteza da guerra fria, da resistência no Vietnã contra os ianques, da estreia na Broadway do musical "Hair", do lançamento do "Álbum Branco" dos Beatles, do acirramento da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos e também do assassinato de Martin Luther King e do engendramento do Apartheid na África do Sul.

As mulheres historicamente proibidas de atuar na vida pública queimaram sutiãs e a juventude passou a ter, na sociedade e na cultura, uma presença social autônoma.

No Brasil de 68, Chico Buarque estreia "Roda-Viva" e logo os artistas da peça sofrem atentado patrocinado pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC), Caetano Veloso e Gilberto Gil lançam o manifesto onde apresentam a "Tropicália", do contundente discurso do jornalista Márcio Moreira Alves contra a ditadura, estopim para o AI-5. É por essa época que o General Costa e Silva promove torpe censura contra o cinema e o teatro e é criado o Conselho Superior de Censura.

O jovem Paulo Fonteles, oitavo filho do marítimo Benedito Lima e de Cordolina Fonteles - uma dona-de-casa que se tornou símbolo da luta conta a impunidade depois de seu assassinato, em 1987 - tomou parte nas manifestações que eclodiram pelo país quando do assassinato do estudante paraense Edson Luís, morto pela repressão política no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. Naqueles dias a juventude brasileira ganhou pessoa e postura.

Militando na Ação Popular (AP) e disposto a radicalizar, muda-se com a mulher, também militante politica Hecilda Veiga para Brasília.

Estudante do curso de História da UNB e professor de cursinho tem no codinome de "Peixoto" o batismo para se tornar um dos importantes dirigentes de juventude universitária da Ação Popular que o levou, junto com a esposa, grávida, em outubro de 1971 a conhecer toda selvageria e barbárie da repressão política quando fora preso e severamente torturado.

O Relatório da Comissão Nacional da Verdade expôs - no 5 º Capítulo, que trata das Instituições e locais Associados a Graves Violações de Direitos Humanos - seu contundente depoimento, tornado público poucos anos depois do calvário nas masmorras da repressão política:

"(...) Em 1978, Paulo Fonteles denunciou o PIC como centro de tortura:Estudante da Universidade de Brasília, fui preso no dia 6 de outubro de 1971. [...] O PIC é o inferno. Nele, conheci logo a “salinha”, sala de estar dos sargentos, onde eram promovidas as torturas a todos que eram presos no PIC.

Sem que me fizessem uma só pergunta, “só para arrepiar”, na gíria dos torturadores, experimentei na carne toda a selvageria do aparelho de repressão montado desde 1964. Inicialmente um brutal espancamento, murros, “telefones”, tapas, chutes no estômago, cacetadas nos joelhos e nos cotovelos, pisões nos rins. Depois, apesar de meu esforço para resistir, tiraram-me as roupas, deixando-me completamente nu, amarraram-me no pau de arara, e passaram a me aplicar choques elétricos, com descargas de 140 volts, na cabeça, nos órgãos genitais, na língua. Depois de muito tempo é que começaram as perguntas. Como eu não lhes respondia, a “sessão” durou até alta madrugada, quando, já bastante machucado, fui arrastado e atirado dentro de uma cela. Entre outros, participaram dessa primeira sessão o delegado Deusdeth, da PF, o sargento Ribeiro, o sargento Vasconcelos, o sargento Arthur, cabo Torrezan, cabo Jamiro, soldado Ismael, soldado Almir, todos esses do Exército. O dia 7, quinta-feira, ainda não amanhecera, quando o sargento Vasconcelos, elemento bestial, despudorado homossexual que se aprazia em ofender as companheiras presas, veio dizer que o da noite “fora só um aperitivo”. Que agora era que o pau ia cantar mesmo. Cedo, um destacado elemento da tortura do PIC, o cabo Martins, foi me buscar na cela, colocou-me um capuz negro e levou-me para a “salinha”. Durante quase três dias seguidos, quase sem interrupções, fui submetido às mais diversas formas de violências físicas que se possa conceber. Nu, pendurado pelos pulsos e tornozelos no pau de arara (uma barra de ferro, sobre dois cavaletes, onde o preso fica dependurado, assim como se fosse um porco que vai ao mercado), recebendo espancamentos generalizados, choques elétricos, afogamentos.78 (...)" .

Seus relatos daquele período, pela força da sua poesia, revelam a permanente luta pela vida na forma da denúncia da bestialidade dos torturadores que alcunhava como "cães que cavalgam soltos". Ali, no famigerado Pelotão de Investigações Criminais (PIC) e depois na Barão de Mesquita, no Rio de Janeiro, um dos maiores centros de tortura do país onde os bárbaros foram adestrados por víboras que insistiam em afirmar que os métodos da Gestapo estavam ultrapassados e que era necessário reinventar a Santa Inquisição. Naquelas duras condições, ao saberem da resistência armada da Guerrilha do Araguaia, no Sul do Pará, tanto Paulo quanto Hecilda ingressam nas fileiras do Partido Comunista do Brasil.

Ao concluir a pena de quase dois anos no Presídio São José, em Belém, é enquadrado pelo 477, terrível instituto criado pelo coronel Jarbas Passarinho, então Ministro da Educação, que proibia estudantes indiciados pela famigerada Lei de Segurança Nacional (LSN) de retornarem aos estudos. Paulo e Hecilda, com filhos – um nascido e o outro gerado no cárcere – vão morar e trabalhar na Ilha do Mosqueiro, nas fazendas dos irmãos de Paulo. Ao cumprirem uma pena de três anos retornam a Universidade e, concomitantemente, para a luta popular.

Paulo Fonteles, formado em Direito pela UFPA segue - a convite do poeta Rui Barata- para o seu primeiro teste na defesa dos camponeses: relaxar as prisões efetuadas pelos órgãos de segurança aos envolvidos na luta da Fazenda Capaz, cujo proprietário era o então ex-coronel da força aérea dos EUA, John Davis, morto pelos posseiros depois de promover, por longo tempo, a grilagem de terras, expulsão e assassinatos contra trabalhadores rurais. Aquele convite marcaria profundamente sua opção e militância.

É por esse tempo que, junto com outros companheiros, como Iza e Humberto Cunha, Hecilda Veiga, Paulo Roberto Ferreira, Jaime Teixeira, João Marques, Egidio Salles Filho, Rui Barata, Armando Zurita, Rafael Lima, Januário Guedes, Luís Maklouf de Carvalho e tantos outros organizam a Sociedade Paraense de Direitos Humanos e lança, naquele período, o Jornal "Resistência", verdadeiro ícone da imprensa de combate à ditadura militar.

É uma pena que na historiografia brasileira, quando tratam da imprensa alternativa, o "Resistência" não tenha tido até hoje o reconhecimento merecido, seja pela ousadia da linha editorial e formato, diferente de tudo que havia na época na imprensa paraense.

Paulo Fonteles é eleito o primeiro presidente da SPDDH e nesse ambiente, em 1978, se coloca à disposição da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para advogar para os camponeses do Sul do Pará. Frei Ivo me disse quando o conheci, há alguns anos em Belém, que na época a CPT havia convidado vários advogados para a tarefa e apenas o advogado comunista havia topado o desafio, contando com a ajuda, sempre generosa do amigo, também advogado Egidio Salles Filho no sentido de resolver intrincados processos onde tudo conspirava contra o interesse camponês e a favor da grilagem e ocupação capitalista na Amazônia paraense.

Todo esse ambiente do final da década de setenta fora de muita luta e no mesmo momento em que os operários paralisavam no ABC paulista, que revelou para a cena brasileira o metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva, os camponeses dos sertões paraenses ocupavam 250 mil hectares de terras no Baixo-Araguaia, numa verdadeira guerra de guerrilhas contra o poderio dos latifundiários, desafiando o próprio regime dos generais.

Esse momento foi de militarização da política fundiária, com o engendramento do Grupo Executivo Araguaia-Tocantins (GETAT) que, criado para assegurar o controle e execução que dos vultosos e alienígenas projetos para a Amazônia - no sentido de explorar suas indescritíveis riquezas como forma de anexar a região no mercado capitalista internacional, através da madeira, da pecuária extensiva e da extração mineral – e conter a ocupação das terras por milhares de trabalhadores rurais naquela explosiva fronteira do Brasil no final dos anos de 1970.

Enfrentando de frente o poder dos coronéis e das oligarquias instaladas na região - como a Volkswagen, a Manah, o Bradesco e a Nixdorf - Paulo Fonteles logo é reconhecido pelos homens e mulheres simples do campo e por eles é carinhosamente chamado de ‘advogado-do-mato’. E nesse momento que seu nome começa a figurar nas tenebrosas listas de marcados para morrer.

Sua atuação, como advogado da oposição sindical nas contendas contra o pelego Bertoldo Siqueira, na luta para retomar para as mãos dos lavradores o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Conceição do Araguaia vai destilar o ódio em famigerados, como o Major Curió e o Ministro Jarbas Passarinho. Muitos dos instrumentos e quadros da repressão atuaram para derrotar a oposição e até a Rádio Nacional de Brasília fazia campanha para os caudatários do militarismo.

Nesse contencioso é morto Raimundo Ferreira Lima, o "Gringo". O assassinato do candidato à presidência da oposição sindical vai inaugurar uma atuação mais violenta, momento em que se estabelece o conluio entre o regime e os grandes proprietários de terras, reforçando e ampliando a força da pistolagem. Com a morte do “Gringo” – vai ser o primeiro de uma lista que contava com João Canuto, Belchior e Expedito Ribeiro de Souza, além de Paulo Fonteles. Todos, sem exceção, foram mortos pelo latifúndio nos anos que iriam se seguir - a Ditadura Militar perde o controle férreo que exercia na região desde o fim da guerrilha.

É também neste período que procura sistematizar os acontecimentos dos combates da Guerrilha do Araguaia e certamente foi seu primeiro pesquisador. Pelos sertões conhece gente como o "Velho Doza", antigo militante das Ligas Camponesas onde fora citado como exemplo de combatividade e inteligência no livro de memórias de Gregório Bezerra, publicado em 1947.

Cumpre importante papel de advogado de familiares de mortos e desaparecidos que, em histórica caravana percorrem a região por mais de dez dias em fins de 1980.

Tal caravana é um marco da luta dos direitos humanos no Brasil e dessa atividade escreve um conjunto de artigos para a "Tribuna da Luta Operária" onde afirmava que no Araguaia a luta fora de massas, tomando a posição contrária de que nas matas da Amazônia, a mais contundente oposição ao regime militar teria sido um "foco" que, na linguagem política é o mesmo que atuar sem o povo, como uma espécie de seita. Compreendeu, como poucos que a luta é um problema científico do ponto de vista de entender as necessidades populares.

Em 1982 é eleito Deputado Estadual sob a consigna de "Terra, Trabalho e Independência Nacional" e no curso de sua atuação parlamentar é constantemente ameaçado e por diversas vezes denuncia da tribuna da Assembleia Legislativa do Pará as macabras listas de marcados para morrer onde figurava.Em 1985, um Coronel do Exército e latifundiário, Eddie Castor da Nóbrega anuncia num dos principais jornais paraenses que iria atentar contra a vida do então Deputado. Fonteles no mesmo jornal responde que "se um coronel tem a ousadia de ameaçar de morte um Deputado abertamente, o que este senhor não faz com os trabalhadores rurais de sua fazenda", concluiu.

Um dos aspectos de sua passagem pelo parlamento fora a denúncia contra a ditadura militar e a necessidade histórica de passarmos para um regime democrático, onde as liberdades políticas pudessem estar asseguradas no altar da vida pública brasileira.

Denunciava, também, o entreguismo do governo militar com sua subserviência aos poderosos internacionais e os projetos do imperialismo para a Amazônia. Atuava com um pé no Plenário e outro nas ruas e nos grotões, aliado não apenas dos camponeses, mas também da juventude e dos trabalhadores urbanos.

Em 1986 é candidato à Deputado Federal Constituinte, porém não conseguiu êxito eleitoral.Fora do parlamento cria o Centro de Apoio ao Trabalhador Rural e Urbano (CEATRU) e apoia, como advogado, a luta contra os pelegos no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil que baniu o interesse patronal do seio do sindicato e da categoria.

Em 11 de Junho de 1987 todas as ameaças se confirmam e no final da manhã daquele dia é assassinado a mando da União Democrática Ruralista (UDRna região metropolitana de Belém. A ação que atentou contra a vida de Paulo Fonteles ocorreu no mesmo momento em que se votava, no âmbito da constituinte, o Capítulo da Terra.

O latifúndio, sob a liderança de Ronaldo Caiado, orquestrou através de um consórcio empresarial, o primeiro da modalidade segundo o jornalista Lúcio Flávio Pinto, cuja responsabilidade do hediondo crime ficou imputada ao fazendeiro mineiro Fábio Vieira Lopes que, enfim, executou-o contratando os serviços de James Vita Lopes, antigo membro da OBAN e do SNI, além de ter trabalhado no Palácio Bandeirantes, como assessor no governo de Paulo Maluf, em São Paulo.

Até hoje os mandantes do assassinato de Paulo Fonteles não foram levados a julgamento e, como centenas de casos da pistolagem perpetradas pelo latifúndio seu crime permanece impune o que revela o caráter do judiciário paraense e brasileiro.

Mais do que nunca, diante do recrudescimento de forças obscurantistas – que pregam o retorno dos militares ao poder - as forças vivas da sociedade paraense e brasileira devem travar o combate contra a impunidade e criar ambiente propício, mesmo com o recalcitrante judiciário local, para punir os históricos crimes do latifúndio e passar a ofensiva na luta contra os violentos que tudo resolvem na intimidação e na liquidação física de lideranças camponesas e seus apoiadores. Uma das importantes saídas para a impunidade é a federalização dos crimes praticados pelos poderosos do campo.

O advogado comunista Paulo Fonteles era um homem de partido e suas ideias continuam atuais porque a luta pela reforma agrária, pelos direitos do povo e pelo socialismo são absolutamente atuais, desta quadra histórica, deste momento brasileiro que, mais do que nunca é preciso exemplos para reforçar o caráter das mudanças para o desenvolvimento, com valorização do mundo do trabalho e combate a impunidade, fundamental para o futuro de progresso social da nação brasileira.

Sua vida de combates continua inspirando até os nossos dias a luta histórica dos trabalhadores no sentido de sua emancipação social.

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* Pesquisador da Guerrilha do Araguaia

Taxar os mais ricos, sim - Portal Vermelho

Taxar os mais ricos, sim - Portal Vermelho
Jandira Feghali *

O ajuste fiscal entra em novo cenário, desta vez com a votação do Projeto de Lei 863/2015. Ao contrário da MPs 664 e 665, agora os cortes são de isenções e de outras concessões que já beneficiam algumas empresas. Na prática, o projeto elevará as alíquotas sobre as receitas de empresas industriais e de serviços beneficiadas.
A discussão dentro do sistema tributário brasileiro precisa ir além. Seu modelo hoje se apoia na arrecadação de impostos indiretos, principalmente naqueles sobre bens e serviços. O impacto no bolso do cidadão chega a ser de 54%, de acordo com cálculos recentes da Receita Federal. O trabalhador, e não poderia ser diferente, é um dos mais atingidos por essa longa lista de tributos.

É urgente a revisão desse sistema regressivo. É preciso apontar grande parte da arrecadação para os mais ricos. Instituir um sistema progressivo, onde quem tem mais paga mais. Este é o mote do Projeto de Lei Complementar 10/15, de minha autoria, e que cria a contribuição social sobre grandes fortunas no Brasil.

A proposta estabelece nove faixas de contribuição, com alíquotas diferenciadas. A tributação seria para pessoas com patrimônio declarado superior a R$ 4 milhões, cerca de 50 mil brasileiros. Ao menos R$ 10 bilhões – em valores de 2011, de acordo com a pesquisa do IPEA à época, hoje um valor maior se corrigido — viriam de apenas 997 brasileiros com patrimônio superior a R$ 150 milhões. Ou seja, menos de mil brasileiros! O destino destes recursos, segundo minha proposta, seria a Saúde.

Apesar da grita de parte da Grande Mídia e dos mais ricos, este assunto não é novo no noticiário político. Há mais de duas décadas que o Parlamento se vê na eminência de regulamentar o artigo 153 da Constituição, sobre o imposto de grandes fortunas (IGF). Dos oito tributos exigidos na Constituinte, apenas este não saiu do papel. Mas por que será que é tão difícil encarar esse assunto com coragem e ousadia aqui no país?

Pelo simples fato de que os mais ricos não admitem contribuir de forma compatível ao patrimônio. No final das contas, contribuem muito pouco ao Estado. É a máxima da acumulação do capital, sem compromisso público.

O imposto sobre grandes fortunas não é um bicho de sete cabeças, pois vários países ou o adotam ou já adotaram. Também não é um remédio para todos os males. A função principal é tributar a riqueza e reorganizar nossa carga tributária, tornando-a mais progressiva e retirando o peso bolso do trabalhador. Mesmo contra os editoriais jornalísticos e a elite, é preciso promover um debate franco e deixar a democracia do voto decidir. Pelo bem comum e o desenvolvimento da nação.






* Foi Deputada Estadual, está no quinto mandato de Deputada Federal, Secretária de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói e Secretária Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Relatou a Lei Maria da Penha e atualmente lider do PCdoB na câmara dos deputados

Américo: IFHC recebeu mais da Camargo Corrêa do que Instituto Lula - Portal Vermelho

Américo: IFHC recebeu mais da Camargo Corrêa do que Instituto Lula - Portal Vermelho

O secretário de Comunicação do PT, José Américo, comentou nesta quinta-feira (11) a decisão da CPI da Petrobras de convocar o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, para depor.



José Américo é secretário de Comunicação do PTJosé Américo é secretário de Comunicação do PT
"Minha sugestão para ele é que pergunte para o pessoal do PSDB por que o Instituto Fernando Henrique recebeu três vezes mais da empresa do que o Instituto Lula. O Paulo Okamotto tem todas as condições de mostrar que os institutos ligados a ex-presidentes recebem contribuições, o do FHC recebeu e o do Lula recebeu também", disse Américo, que está em Salvador para o 5º Congresso do PT, que inicia nesta quinta (11).

A convocação acontece um dia depois de os jornais terem publicado que a empreiteira Camargo Corrêa, investigada na Lava Jato, doou R$ 3 milhões à entidade.

A Camargo Corrêa foi uma das 12 empresas brasileiras e estrangeiras que doaram R$ 7 milhões ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para a criação do instituto que leva seu nome. O dinheiro foi arrecadado pessoalmente por FHC num jantar no Palácio da Alvorada em novembro de 2002, quando ele ainda exercia o cargo de presidente da República.

Em nota, o Instituto Lula apontou "má fé e preconceito por parte da imprensa" ao divulgar as reportagens. "O que existe é mais uma tentativa de escandalizar as atividades legais e legítimas do ex-presidente", diz trecho do texto. Mais cedo, a página de Lula no Facebook publicou que "depois de boicotar e não informar sobre as atividades internacionais do ex-presidente e do Instituto Lula na cooperação de políticas públicas para o combate à fome e à pobreza, parte da imprensa brasileira erra ou mente sobre fatos simples".
 


Fonte: Brasil 247

    Além da Sabesp, iFHC pode ter recebido patrocínio da Cemig - Portal Vermelho

    Além da Sabesp, iFHC pode ter recebido patrocínio da Cemig - Portal Vermelho

    O Instituto Lula na mira de acusações por ter recebido patrocínio da Camargo Corrêa, empreiteira investigada de participar de esquema de corrupção na Petrobras, revela a contrapartida do descaso com investimentos já realizados à Fundação iFHC, de Fernando Henrique Cardoso.

    Por Patricia Faermann, no Jornal GGN



    A ONG de Fernando Henrique Cardoso recebeu R$ 500 mil da Sabesp, pela Lei Rouanet em 2006, e angariou R$ 700 mil, em 2012, quando a Cemig foi única a doar o valor.A ONG de Fernando Henrique Cardoso recebeu R$ 500 mil da Sabesp, pela Lei Rouanet em 2006, e angariou R$ 700 mil, em 2012, quando a Cemig foi única a doar o valor.
    Estampado nas chamadas dos jornais desta semana, o Instituto Lula recebeu três pagamentos de R$ 1 milhão cada, registrados como "contribuições e doações". Associação sem fins lucrativos, o Instituto presta contas a seus associados e conselheiros fiscais, e é mantido por meio de contribuições de empresas.

    Em resposta à divulgação dos veículos, a Fundação respondeu que "não há rigorosamente nenhuma novidade no noticiário referente à contratação de palestras, por meio da LILS, e de contribuições ao Instituto Lula por parte da empresa Camargo Corrêa – que já havia prestado tal informação ao jornal Folha de S. Paulo no dia 22 de março de 2013". "O que existe é mais uma tentativa de escandalizar as atividades legais e legítimas do ex-presidente", completou a nota.

    Por outro lado, a Fundação Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), que não torna público seu balanço financeiro, foi inaugurada com um caixa de cerca de R$ 10 milhões, conquistados a partir de doações de banqueiros e empreiteiros, e não recebeu a mesma repercussão, como lembrou Eduardo Guimarães no Blog da Cidadania.

    Em 2006, a ONG de FHC captou por meio da Lei Rouanet, de incentivo a cultura, R$ 2 milhões de diversos doadores. Entre eles estava a companhia estadual Sabesp, que injetou R$ 500 mil, durante o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, conforme reportou a Folha, no ano seguinte:



    Em dados mais recentes, a lista referente aos recursos apoiados pelo mecanismo de Renúncia Fiscal, no exercício de 2012, da Lei Rouanet, mostra que o iFHC teve a autorização de receber mais de R$ 6 milhões de doações de empresas, e teve registrada a captação efetiva de R$ 700 mil.



    Curiosamente, no mesmo ano, a lista de empresas incentivadoras revela que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) foi a única a injetar R$ 700 mil em patrocínio em favor de programas, projetos e ações culturais aprovados pelo Ministério da Cultura. Como a Sabesp, a Cemig é uma empresa do governo estadual. Em 2012, o tucano Antônio Anastasia era o governador de Minas Gerais. Entretanto, não é possível afirmar o vínculo direto do doador ao projeto que recebeu o investimento nos dados de transparência da Lei Rouanet.



    Além do próprio iFHC, a mesma empreiteira citada nos patrocínios à Fundação de Lula, a Camargo Corrêa, construiu em 1995 aeroporto que, como divulgou a IstoÉ quatro anos depois, era usado principalmente pela família do ex-presidente.



    O iFHC deve submeter seu balanço à Promotoria de Fundações do Ministério Público, que tampouco divulga os dados de contribuições recebidas por Fernando Henrique Cardoso. No seu site, a Fundação apenas menciona que "conta com o apoio de empresas e pessoas que compartilham dos seus valores e acreditam na sua missão".

    A rigor, nenhum dos dois institutos cometeu qualquer irregularidade. A comparação serve apenas para salientar a cobertura seletiva da velha mídia. É possível avaliar o teor das manchetes se o Instituto Lula tivesse recebido patrocínio de estatais controladas pelo PT.

    ***
    Confira a lista completa de incentivadores da Lei Rouanet, em 2012, e projetos incluídos:

    Arquivos
    Rouanet Incentivadores 2012Rouanet Recursos apoiados 2012
     


    Rui: Congresso do PT vai desencadear reação vigorosa da militância - Portal Vermelho

    Rui: Congresso do PT vai desencadear reação vigorosa da militância - Portal Vermelho

    A assessoria de imprensa do PT encaminhou ao Portal Vermelho e demais veículos de imprensa o discurso que o presidente da legenda, Rui Falcão, fará na abertura do 5º Congresso Nacional que inicia nesta quinta-feira (11) e vai até o sábado (13). Para Rui, o congresso vai motivar a militância do partido a desencadear uma "reação vigorosa" contra os que tentam "destruir" o partido.



    Rui Falcão é o presidente nacional do PTRui Falcão é o presidente nacional do PT
    “Condenam-nos não por nossos erros, que certamente ocorrem numa organização que reúne milhares de filiados. Perseguem-nos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades”, afirma.

    Ele afirma que o inconformismo da oposição e aliados se dá pela vitória das forças progressistas pela quarta vez consecutiva. “Primeiro com um operário, rompendo um preconceito ideológico secular; em seguida, com uma mulher, que jogou sua vida contra a ditadura para devolver a democracia ao Brasil. Maus perdedores no jogo democrático, querem fazer do PT bode expiatório da corrupção nacional e de dificuldades passageiras da economia, em um contexto adverso de crise mundial prolongada”, afirma.

    Segundo o presidente do PT, a retomada da iniciativa política deve “desencadear uma reação vigorosa em todo o território nacional, mobilizando a militância contra os que tentam nos destruir”.

    “Não dá para ficarmos passivos, de cabeça baixa, enquanto nossos inimigos, valendo-se de grandes recursos midiáticos, transformam o boato em notícia, a suspeita em denúncia, a calúnia em verdade", rechaça.

    Sobre a reforma política, Rui Falcão voltou a defender o fim do financiamento empresarial de campanha.

    “De imediato, é preciso barrar a constitucionalização do financiamento empresarial, aprovado em primeira votação na Câmara dos Deputados após um vergonhoso golpe regimental e uma violação da Constituição contestada até por setores da grande mídia”, disse.

    Ele completa: “Recebemos contribuições de empresas, dentro da lei, todas através de transações bancárias e declaradas à Justiça Eleitoral. Fizemos campanhas caras, tão caras quanto as de outros partidos que outros nos criticam, tentando nos sujar com a lama de sua própria hipocrisia. Mas um partido diferente, como o PT sempre foi e é, não podia continuar acomodado a esta situação. Até porque o financiamento empresarial foi a porta de entrada no partido para muitos desvios da política tradicional que sempre condenamos”.

    O congresso inicia nesta quinta (11) e vai até o sábado (13). A presidenta Dilma Rousseff virá direto de Bruxelas, na Bélgica, onde participou da II Cúpula dos Estados Latinos Americanos (Celec) e União Europeia, para participar da abertura.

    O evento deverá ter a participação de mais de 800 delegados, além de convidados brasileiros e estrangeiros.




    Do Portal Vermelho, Dayane Santos

    Quando é um playboy que esfaqueia  - Portal Vermelho

    Quando é um playboy que esfaqueia  - Portal Vermelho

    Quando é um playboy que esfaqueia 

      

    Um personagem tem 28 anos, é alto, forte, e conta oito passagens pela polícia por lesão corporal, invasão de domicilio e constrangimento ilegal, sendo conhecido por seu temperamento violento. No último sábado (6), na Gávea (RJ), portando um saca-rolha, ele perfurou três vezes o peito de Ana Carolina Romeiro, 21 anos, que está desde então em uma UTI, lutando pela vida. O noivo da moça, Gabriel Silva, que tentou defendê-la do ataque, teve a orelha decepada pelo agressor, e também está internado. 


    A delegada responsável pelo caso disse que o acusado, que confessou o crime mas alega apenas ter se defendido, “precisa responder por isso, não importa a sua classe social”.

    Uns e outros

    Outro personagem tem 16 anos, é baixo, franzino e com 15 passagens por roubo, furto e uso de drogas. No dia 21 de maio ele foi apreendido, acusado de ter assassinado a facadas, dois dias antes, o médico Jaime Gold, de 57 anos, na Lagoa, Rio de Janeiro. O menor negou o crime. Disse que estava em casa, na favela de Manguinhos, quando aconteceu o assassinato. O delegado responsável declarou, no momento da prisão: “duas coisas me chamaram a atenção nesse caso. A frieza do adolescente infrator e a forma covarde, sem nenhum sentimento pelo outro ser humano (como ele agiu) ”. No dia 02 de junho, outro menor se apresentou à polícia, confessou a participação no crime e inocentou o primeiro menor de qualquer culpa. Abaixo, na foto da esquerda vemos a polícia conduzindo o morador de Manguinhos. Na foto da direita vemos a mesma polícia conduzindo José Phillippe Ribeiro de Castro (o do saca-rolha). Segundo o jornal O Globo, ele é de uma família “que é dona de uma usina de açúcar e faz negócios no ramo da pecuária e no mercado financeiro”. O escritório de advocacia “Bergher & Mattos”, está defendendo Phillippe e já anunciou que irá “recorrer à justiça para tentar libertá-lo logo”.




    Uns e outros – a sentença nas redes sociais

    A tragédia que vitimou o médico Jaime Gold teve ampla repercussão midiática. Seu caso foi usado como argumento para defender a redução da maioridade penal. Quando o primeiro menor acusado do crime foi preso, inundou-se a rede com fartos exemplos de ódio e intolerância, suficientes para nausear o estômago de um tiranossauro. Um internauta postou no facebook: “Este menor foi apreendido. Deveria ter sido morto”. O hashtag deste cidadão é #balaneles. Ele mesmo comenta, sobre os menores infratores: “essas sementes do mal precisam ser eliminadas”. Uma cidadã afirma, também no facebook, que os pais são os culpados: “Os pais que querem transar, que se protejam para não colocarem esses vermes entre nós”. Os autores destas declarações são cristãos. Ficaram indignados com a parada gay e o “desrespeito” à imagem do “Salvador”. O “Salvador” em questão teria ensinado aos seus seguidores o amor ao próximo e, segundo reza a lenda, tinha tanta repugnância pela violência que, se agredido, o fiel deveria oferecer a outra face. Mas afinal, esta orientação só valeria para pessoas como o playboy da Gávea que, pelo perfil, deve ter participado das marchas contra a corrupção, em defesa da meritocracia e, se bobear, antes de dormir, reza pedindo sempre a benção de Deus e, portanto, merece a misericórdia divina, afinal, quem mora em Manguinhos, já está acostumado com o inferno.
     
     


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    Ofensiva conservadora: O pai-nosso e a agressão aos estudantes  - Portal Vermelho

    Ofensiva conservadora: O pai-nosso e a agressão aos estudantes  - Portal Vermelho

    Na quarta-feira, 10 de junho, a Câmara dos deputados presenciou momentos patéticos e dramáticos, ambos retratos fiéis do atual cenário político.

    Parlamentares da denominada bancada evangélica interromperam a votação da reforma política, paralisaram os trabalhos na marra, tudo para exibir o habitual proselitismo raivoso contra os gays, as feministas e a esquerda. Rezaram, inclusive, o pai-nosso, buscando instrumentalizar o sentimento religioso da maioria do povo brasileiro, mas na verdade traindo a Constituição laica da República Federativa do Brasil, Constituição esta que eles, quando assumiram o mandato, juraram respeitar. 

    Tudo aconteceu sob o olhar benevolente, para não dizer cúmplice, do presidente da casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

    Enquanto isso, na reunião da comissão especial que analisa a PEC da redução da maioridade penal para 16 anos, estudantes, que se manifestavam pacificamente contra a proposta, foram atacados por seguranças e deputados fascistas, inclusive com gás de pimenta.

    Os dois acontecimentos revelam a verdadeira face de conhecidos oportunistas que usam a fé como moeda eleitoral e fazem, na verdade, um discurso religioso hipócrita, que quase nada tem de genuíno, e que serve apenas para manipular e enganar incautos.

    Não são religiosos, pois existem religiosos dos mais diversos matizes ideológicos. São, isso sim, militantes políticos direitistas a serviço de uma prédica reacionária cada vez mais histérica e agressiva.

    E a reação, durante toda a história das lutas sociais, brandiu sempre um porrete na mão quando tem que lidar com as reivindicações populares.

    Foi assim no período das privatizações, durante os anos 1990, quando o patrimônio público era entregue a preço de banana, em negociatas nunca investigadas.

    O povo, por todo o país, fazia grandes manifestações contra a privataria, a corrupção e por melhores condições de vida. A repressão era dura. Centenas de pessoas saiam feridas e milhares iam presas.

    No entanto, na época, três eram as diferenças fundamentais. Quando a direita estava no poder, convocações de manifestações populares jamais saiam na mídia. A contagem da polícia era sempre para menos. Duzentos mil manifestantes eram reduzidos na estatística dos jornais e da polícia para 20 mil, e até dois mil. E por fim, a repressão era invariavelmente escondida ou minimizada.

    Para a direita, o tempo não passa, e a repressão aos estudantes nesta última quarta-feira (10) é uma prova viva disso.

    A velha truculência de novo entrou em ação. A velha mídia de novo escondeu as chocantes cenas dos jovens sendo agredidos.

    A direita pode interromper os trabalhos legislativos e pisotear a Constituição laica, os estudantes não podem sequer se manifestar.

    E isto acontece com a direita fora do poder central e voltar ao poder é tudo que ela deseja para inaugurar uma nova idade das trevas para os brasileiros.

    Mas o exemplo dos militantes da UNE, da UBES e da UJS, que não se intimidaram ante o arreganho dos gorilas, há de frutificar. 

    O fascismo é uma besta-fera que avança quando sente o cheiro do medo e recua ante a luta do povo. 

    A luta do povo é a única força capaz de salvar e fortalecer a democracia.

    Com o adiamento da votação da redução da maioridade penal conquistada na tarde do dia 10 de junho, os estudantes recordaram a todos esta antiga e valiosa verdade.
     

    quinta-feira, 11 de junho de 2015

    Carina Vitral: É uma honra representar os estudantes do Brasil - Portal Vermelho

    Carina Vitral: É uma honra representar os estudantes do Brasil - Portal Vermelho

    Durante o 54º Congresso da União Nacional dos Estudantes, em Goiânia, os jovens escolheram a nova presidenta do movimento, que sucede Virgínia Barros.

    Veja também: “Desafio da UNE é enfrentar retrocessos com unidade”, diz presidenta 



    Congresso da UNE elege Carina Vitral presidenta da entidade - Portal Vermelho

    Congresso da UNE elege Carina Vitral presidenta da entidade - PCdoB. O Partido do socialismo.



    O 54º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) que teve início na última quarta-feira (3) em Goiânia, se encerrou neste domingo (7), com a eleição da nova direção da entidade para o biênio 2015-2016. Da chapa Abre Alas, a paulista Carina Vitral, de 26 anos, estudante de Economia da PUC-SP, recebeu 2367 votos, do total de 4071, referentes a 58,4% dos votos dos delegados, e é a nova presidenta da UNE.
     
     Carina Vitral é eleita presidenta da UNE.
    Depois de cinco dias de intenso debate, o maior encontro do movimento estudantil brasileiro, com quase 6.500 delegados credenciados, oriundos de todos os estados do Brasil, elegeu a militante da União da Juventude Socialista (UJS), Carina Vitral.

    A estudante que recentemente presidiu a União Estadual dos Estudantes (UEE-SP) é a mais jovem integrante da direção nacional do PCdoB (Comitê Central).

    Em entrevista ao Portal Vermelho publicada no dia 26 de maio deste ano, Carina que nasceu em Santos-SP, falou sobre o orgulho de ser comunista e contou sua trajetória de luta à frente do movimento estudantil (leia aqui).

    O maior congresso dos últimos tempos
    Em um processo eleitoral que teve a participação recorde de delegados representando 98% das instituições de ensino superior no Brasil, a plenária final do 54º Congresso da UNE também deliberou sobre o projeto da entidade para os próximos dois anos e aprovou moções de apoio.

    Este Congresso foi o maior da UNE desde a reforma eleitoral da entidade realizada em 2007, quando a escolha dos delegados acontece por universidade, e não mais por curso, como era anteriormente. Ou seja, os delegados são os eleitos para representar os estudantes de sua universidade no Congresso. Ao todo, cerca de dois milhões de universitários participaram da eleição dos delegados em todo o país.

    O 53º Congresso da UNE (2013) também elegeu uma mulher, Virgínia Barros, a Vic, como presidenta da entidade. Na história da entidade, é a primeira vez, em 77 anos, que a presidência da entidade será ocupada sucessivamente por mulheres. Nesta edição, a vice-presidenta da entidade também é uma mulher, Moara Saboia, de 25 anos, estudante de Engenharia Civil da UFMG.



    Eliz Brandão, do Portal Vermelho

    Vídeo -Jovens estudantes são agredidos, mas não recuam e impedem votação sobre maioridade penal - Portal Vermelho - #OrgulhodaUNE #OrgulhodaUBES #OrgulhodaUJS #Fascistasnaopassarao

    Com estudantes agredidos, Comissão adia votação sobre maioridade penal - Portal Vermelho

    Ao som de "Não, não à redução" e "fascistas não passarão", os movimentos sociais presentes, nesta quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados, impedem votação do relatório do PEC 171, que prevê a redução da idade penal. Dentre os movimentos que participaram estava a União da Juventude Socialista (UJS), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).



      
    Em post no seu perfil na rede socialFacebook, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) denunciou que "os seguranças da Casa Legislativa usaram spray de pimenta e truculência para afastar os movimentos sociais presentes na sessão".


    A reportagem doVermelho recebeu a denúncia de que, durante a manifestação pacífica, uma jovem que estava presente foi socada pelo deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), o mesmo que agrediu a deputada Jandira Feghali em outra sessão na Câmara dos Deputados.

    O deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP), as presidentas da UNE e Ubes, Carina Vitral e Barbara Melo, já estão acionando os órgãos competentes para denunciar a agressão.

    "É este o Congresso mais conservador que elegemos desde 1964", declarou em entrevista à TV Vermelho, Ângela Guimarães, presidenta do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), ao denunciar os impactos do avanço do conservadorismo no Congresso Nacional e o ataque aos direitos da juventude, caso a PEC 171 seja aprovada.

    Truculência

    "A resposta da Polícia Legislativa foi usar gás de pimenta contra todos os manifestantes. Alguns jovens foram levados ao departamento médico", indicou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

    "Chamaram os jovens de vagabundos", denunciou Carina Vitral, presidenta da UNE, ao repudiar as agressões. A dirigente estudantil avisou: "a juventude está unida contra o PEC 171".

    A sessão da comissão especial que analisa a redução da maioridade penal (PEC 171/93) recebeu nesta tarde um pedido de vista coletivo que adiou a votação da proposta para a próxima quarta-feira, 17.




    Do Portal Vermelho, Joanne Mota
    Com informações das agências

    quarta-feira, 3 de junho de 2015

    Coalizão da Reforma Política Democrática e Eleições Limpas pede pressão sobre deputados a favor do poder do dinheiro nas eleições






    Brasília (DF), 03 de junho de 2015.
     
     
    Comunicado Urgente da Coalizão aos companheiros (as),
     
    Na semana passada tivemos o início da votação da Reforma Política na Câmara dos Deputados. Derrotamos o “distritão” e o financiamento empresarial das eleições  na votação de segunda-feira. Todavia, numa manobra do presidente da Câmara, Deputado Eduardo Cunha, ilegalmente fez nova votação e “legalizaram”, em primeiro turno a constitucionalização da corrupção, com a intenção de colocar na Carta Magna, o financiamento de Empresas em Campanhas Eleitorais. Mas a luta não terminou.
     
    Muitos deputados votaram pela permanência do poder econômico nas eleições. É sobre eles que propomos incidir no seu estado para que apoiem a proposta de iniciativa popular contra o financiamento de empresas nas campanhas eleitorais. Segue anexa a relação dos deputados que votaram contra a sociedade civil.
     
    O segundo turno da votação da Reforma Política na Câmara recomeça no dia 16/06/2015. Por isso é urgente que iniciemos imediatamente a pressão nominal sobre eles: divulgando seus nomes nos aeroportos no retorno deles ao Estado; divulgando nossas mensagens pelas redes sociais (estamos produzindo memes para cada estado brasileiro); produzindo outdoors, quem puder; fazendo cartazes em atividades públicas para constrangê-los.
     
    64 deputados, integrantes de diversos partidos políticos, ajuizaram um mandato de segurança no Supremo Tribunal Federal, com pedido de liminar contra esta manobra do presidente da Câmara.
     
    Além disso, ressaltamos a importância de continuar a coleta de assinaturas, visto que os temas de nossa iniciativa popular serão ainda analisados, seja na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal. Somente a mobilização da população e de suas organizações será capaz de viabilizar a aprovação de uma Reforma Política Democrática. Coragem!
     
    Um abraço,
     
    Executiva da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas
    OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)
    CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil)
    Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura)
    CTB Nacional (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
    CUT Brasil (Central Única dos Trabalhadores)
    MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral)
    Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político
    UNE (União Nacional dos Estudantes)

    Coletivizando no Youtube