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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Perspectivas para o Brasil e para Brasília sob a ótica do PCdoB - hoje, 19h00, W3 Sul


Perspectivas para o Brasil e para Brasília sob a ótica do PCdoB.
Palestra e debate com Messias de Souza, Administrador de Brasília.
Data: 24/09 – terça-feira - 19h00

Local: 505 Sul, Bloco C, Loja 45 – Avenida W3 Sul.

Na Paraíba, gerente transforma bar em escritório da Caixa Econômica Federal - SEEP-PB





Seg, 23 de Setembro de 2013 10:35



Entre um gole e outro, o gerente da Caixa Econômica Federal, da agência Cariri, na cidade de Monteiro, foi flagrado despachando em um bar localizado em um shopping da capital paraibana, na noite da última sexta-feira, 20.

O empregado da Caixa parecia muito à vontade a ponto de espalhar “seus” papéis pela mesa. Entre os documentos, contratos habitacionais, ficha de autógrafo de conta-corrente, contratos de cartão de crédito, cheque especial. Num clima de muita descontração, em meio a petiscos e bebidas diversas, o gerente fazia negócios como se dentro de uma agência bancária estivesse.

Como se não bastasse a pressão dos banqueiros, através de práticas antissindicais para cercear o legítimo direito de greve dos bancários, o movimento ainda sofre ataques isolados desses “heróicos” fura-greves que vão de encontro à decisão soberana da categoria profissional, além de colocar em risco a instituição financeira que deveriam preservar.

Os bancários repudiam essas atitudes isoladas, mesquinhas e egoístas que desrespeitam a categoria profissional que, em assembleia democrática, decretou a greve geral por tempo indeterminado, desde o dia 19, contra a falta de proposta séria dos banqueiros.

“Esse gesto reflete a lógica do individualismo reinante no sistema capitalista, principalmente no sistema financeiro, onde alguns buscam obter vantagens pessoais, mesmo sacrificando os colegas em luta por melhores condições de vida e de trabalho”, criticou Marcos Henriques, Sindicato dos Bancários da Paraíba e membro do Comando Nacional dos Bancários.

Marcos também chamou a atenção para o fato de o empregado da Caixa Econômica Federal colocar a instituição financeira em situação vexatória. “Com essa atitude antiética de espalhar documentos em uma mesa de bar, o gerente expõe dados dos clientes, o que se configura como quebra de sigilo bancários dos clientes, prática que contraria as normas do banco público”, concluiu.

Morte do poeta Pablo Neruda segue sendo uma incógnita - Agência Brasil


Morte do poeta Pablo Neruda segue sendo uma incógnita

Quarenta anos depois, a morte do poeta e Prêmio Nobel de Literatura chileno, Pablo Neruda, continua sendo um mistério. Conhecido por suas poesias de amor e sua militância no Partido Comunista, Neruda morreu no dia 23 de setembro de 1973 – duas semanas depois do golpe militar que derrubou o governo socialista de Salvador Allende.

O poeta estava internado na Clínica Santa Maria, em Santiago, a capital chilena, com câncer de próstata, quando o general Augusto Pinochet bombardeou o Palácio La Moneda, levando Allende a cometer suicídio e inaugurando 17 anos de ditadura. Em março passado, seu corpo foi exumado porque existe a suspeita de que a doença não matou Neruda – ele teria sido envenenado por ordem de Pinochet.

A denúncia, que levou à exumação do corpo do poeta e amigo de Allende, foi feita pelo motorista e secretário de Neruda, Manuel Araya. Segundo ele, Neruda foi envenenado no hospital, um dia antes de partir para o exílio no México. Ele contou que – apesar de ter sido diagnosticado com câncer de próstata – o poeta não estava à beira da morte. Como prova, disse que Neruda pesava 124 quilos na época e escreveu, até o último momento, seu livro de memórias Confesso Que Vivi.

“Neruda ainda tem muito a oferecer e continuamos a aprender com ele”, disse neste domingo (22) um dos sobrinhos do poeta, em cerimônia para marcar os 40 anos da morte do Prêmio Nobel de Literatura de 1971. Os resultados das investigações sobre as causas da morte – que estão sendo feitas nos Estados Unidos e na Espanha – devem ficar prontos no próximo mês.

Mas este não é o único caso que está sendo investigado. O ex-presidente Eduardo Frei Montalva (1964-1970) teria morrido em 1982 de uma infecção hospitalar na mesma Clínica Santa Maria onde Neruda foi internado. Mas há indicações de que ele teria sido envenenado.

“Os primeiros indícios de que a morte de meu pai era suspeita surgiram em 2000, quando eu era presidente e pude reformar o sistema judicial e reabrir vários processos, fechados na época da ditadura”, segundo disse o ex-presidente Eduardo Frei Tagle (1994-2000), filho do ex-presidente Eduardo Frei Montalva à Agência Brasil. “Começamos a desvendar um capítulo desconhecido, até pouco tempo, da ditadura de Pinochet. Além das execuções e torturas, o regime militar usava produtos químicos para liquidar a oposição.”

Fonte: Agência Brasil

Vídeo do Funeral de Pablo Neruda - A Internacional nas ruas do Chile em 1973




Dica do Danilo.

domingo, 22 de setembro de 2013

IVES GANDRA: "NÃO HÁ PROVAS CONTRA JOSÉ DIRCEU" - Brasil 247

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Todos contra o PL4330! Audiência pública ocorre nesta 4ª feira (18/09) em Brasília - Portal CTB



Na próxima quarta-feira (18), a CTB protagonizará junto com as demais centrais, entidades, parlamentares e membros da sociedade civil mais uma batalha contra a terceirização. Na data será realizada uma audiência pública para debater o Projeto de Lei 4330, que amplia esta prática precarizando as condições de trabalho.



A medida tem sido amplamente criticada pelas centrais sindicais, membros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), dos pesquisadores do mundo do trabalho, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e até da presidenta Dilma Rousseff, que declarou em entrevista às rádios Brasil Atual e ABC: “Não concordamos com processos que reduzem direitos dos trabalhadores”.

Proposto pelo deputado estadual Sandro Mabel (PMDB- GO), o projeto escancara a atividade nas empresas, permitindo inclusive a terceirização da atividade fim; a quarteirização, onde a empresa poderá repassar o serviço para o qual foi contratada para outra empresa; não prevê a responsabilidade solidária, não contempla a igualdade de direitos entre os trabalhadores e também não garante o acesso das informações para os sindicatos.

Segundo recente estudo do Dieese o terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada de três horas semanais a mais e ganha 27% menos que o assalariado contratado diretamente pela empresa.

Desde o início de sua tramitação em 2004, os trabalhadores estão demonstrando sua insatisfação com o PL4330, tanto que a sua votação no Congresso Nacional foi adiada, após manifestações de repúdio que ocorreram por todo o Brasil.

Em virtude disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), propôs durante reunião com os sindicalistas e parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) ligados aos trabalhadores a formação de uma Comissão Geral para debater o projeto.

A audiência pública ocorrerá na próxima quarta (18) às 10 horas, na Câmara dos Deputados em Brasília. A CTB, juntamente com as demais centrais sindicais, trabalhadores, deputados da CCJ, instituições de direito e o Ministério Público, participarão do debate.

Conheça as entidades que são contra o PL da terceirização:

Centrais Sindicais:
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Força Sindical
Intersindical
Central Sindical e Popular - CSP-Conlutas
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil - CGTB
União Geral dos Trabalhadores - UGT
Nova Central Sindical dos Trabalhadores - NTSC
Central dos Sindicatos Brasileiros - CSB

Ministros, presidentes e corregedores de todos os TRTs:
Carlos Alberto Araujo Drummond - 1ª Região (RJ)
Maria Doralice Novaes - 2ª Região (SP)
Deoclecia Amorelli Dias - 3ª Região (MG)
Maria Helena Mallmann - 4ª Região (RS)
Vânia Jacira Tanajura Chaves - 5ª Região (BA)
Ivanildo da Cunha Andrade - 6ª Região (PE
Maria Roseli Mendes Alencar - 7ª Região (CE)
Odete de Almeida Alves - 8ª Região (PA-AP)
Rosemarie Diedrichs Pimpão - 9ª Região (PR)
Elaine Machado Vasconcelos - 10ª Região (DF-TO)
David Alves de Mello Júnior - 11ª Região (AM-RR)
Gisele Pereira Alexandrino - 12ª Região (SC)
Carlos Coelho de Miranda Freire - 13ª Região (PB)
Ilson Alves Pequeno Junior - 14ª Região (RO-AC)
Flavio Allegretti de Campos Cooper - 15ª Região (Campinas)
Ilka Esdra Silva Araújo - 16ª Região (MA)
Marcello Maciel Mancilha - 17ª Região (ES)
Elza Cândida da Silveira - 18ª Região (GO)
Severino Rodrigues dos Santos - 19ª Região (AL)
Rita de Cássia Pinheiro de Oliveira - 20ª Região (SE)
José Rêgo Júnior - 21ª Região (RN)
Francisco Meton M’arques de Lima - 22ª Região (PI)
Tarcísio Régis Valente - 23ª Região (MT)
Francisco das Chagas Lima Filho - 24ª Região (MS)
Ana Maria Soares de Moraes - 1ª Região (RJ)
Anélia Li Chum - 2ª Região (SP)
Cleusa Regina Halfen - 4ª Região (RS)
Valtércio Ronaldo de Oliveira - 5ª Região (BA)
Virgínia Malta Canavarro - 6ª Região (PE)
Dirceu Buyz Pinto Junior - 9ª Região (PR)
Elaine Machado Vasconcelos - 10ª Região (DF-TO)
Carlos Coelho de Miranda Freire - 13ª Região (PB)
Ilson Alves Pequeno Junior - 14ª Região (RO-AC)
Eduardo Benedito de Oliveira Zanella - 15ª Região (Campinas)
Marcello Maciel Mancilha - 17ª Região (ES)
Rita de Cássia Pinheiro de Oliveira - 20ª Região (SE)
José Rêgo Júnior - 21ª Região (RN)
Tarcísio Régis Valente - 23ª Região (MT)
Francisco das Chagas Lima Filho - 24ª Região (MS)

19 dos 26 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST):
Antonio José de Barros Levenhagen;
João Oreste Dalazen; Emmanoel Pereira;
Lelio Bentes Corrêas;
Aloysio Silva Corrêa da Veiga;
Luiz Philippe Vieira de Mello Filho;
Alberto Luiz Bresciane de Fontan Pereira;
Maria de Assis Calsing;
Fernando Eizo Ono;
Marcio Eurico Vitral Amaro;
Walmir Oliveira da Costa;
Maurício Godinho Delgado;
Kátia Magalhães Arruda;
Augusto Cesar Leite de Carvalho;
José Roberto Freire Pimenta;
Delaílde Alves Miranda Arantes;
Hugo Carlos Sheurmann;
Alexandre de Souza Agra Belmonte
Claudio Mascarenhas Brandão

OAB

Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho - Anamatra

Fórum Nacional de Combate à Terceirização

Contee

Leia também:


Fórum Nacional de Combate à Terceirização discute agenda unitária contra PL 4330Pesquisadores do mundo do trabalho divulgam manifesto em repúdio ao PL 4330Adilson Araújo : “Somos maioria e estamos unidos contra o PL 4330”CTB conclama todos à luta contra PL 4330

Portal CTB

Delaíde Arantes - "Com PL da Terceirização podemos ter empresas sem nenhum contratado" - Portal CTB



O Projeto de Lei 4330, de 2004, de autoria do deputado federal Sandro Mabel (PMDB/GO), tem fomentado intensos protestos e mobilizações dentro e fora do movimento sindical. Estudiosos, pesquisadores, juízes, magistrados, ministros têm se posicionado firmemente contra a provação da medida, que pode prejudicar sobremaneira os trabalhadores e trabalhadoras, abrindo de forma imensurável as portas para a terceirização.



Preocupados com os impactos da medida, no dia 27 de agosto, 19 dos 26 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) assinaram um parecer condenando o PL e ressaltando seus prejuízos para a classe trabalhadora e para a sociedade, em geral.

Uma das assinaturas foi da ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, que falou ao Portal CTB sobre as consequências que o PL 4330 pode trazer caso seja aprovado. “Como está o projeto de lei da terceirização fere os princípios dos direitos trabalhistas garantidos pela Constituição Federal e pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Esse projeto precariza as condições de trabalho e deixa o trabalhador sem nenhuma proteção jurídica. Por isso, a maioria dos ministros do TST enviou ofício à Câmara dos Deputados contra esse projeto”, garante.

Delaíde, que foi doméstica antes de cursar ensino superior, com muito sacrifício, num tempo em que não havia o Programa Universidade Para Todos (ProUni), nem sistema cotas nos vestibulares, conseguiu bacharelar-se em Direito pelo Centro Universitário de Goiás e fez pós-graduação pela Universidade Federal de Goiás. Ministra do TST desde 2011, destacou-se muito na discussão da Proposta de Emenda à Constituição 72/2013, conhecida como a PEC das Domésticas.

Com a mesma coerência, a ministra atua na discussão sobre o PL 4330. “A maioria dos ministros do TST se posicionou contra esse projeto porque ele precariza as condições de trabalho no país. Ele deixa o trabalhador a 'Deus dará', porque cria todas as condições para a extinção das categorias”, define Delaíde.

De acordo com a ministra o PL vai contra também à Súmula 331, do próprio TST, que regula a terceirização, proibindo que isso ocorra nas atividades-fim. “Esse projeto amplia essa possibilidade e corremos o risco, de no futuro, termos empresas sem nenhum trabalhador contratado diretamente”, acentua.

Delaíde alerta que o projeto ataca também os preceitos da Organização Internacional do Trabalho e acredita na necessidade de mudanças nas leis trabalhistas, mas para ampliar os direitos e garantias para a classe trabalhadora. “Há vários projetos sobre terceirização no Congresso. Certamente existe a necessidade de modernização das leis sobre o trabalho, mas esse texto em discussão não contempla os direitos dos trabalhadores, pelo contrário fragiliza as relações de trabalho. Acaba com as categorias de trabalhadores e impossibilita a organização sindical”, reforça.

Ainda segundo a ministra o projeto prejudica a sociedade e dificulta o crescimento do mercado interno porque trabalhador terceirizado recebe salário quase 1/3 menor. “Ele generaliza a terceirização e institucionaliza cidadãos de segunda classe. Aumenta a insegurança quanto à manutenção do emprego, com grande rotatividade de mão de obra e crescimento dos acidentes de trabalho por causa das precárias condições”, argumenta. "Qualquer reforma trabalhista deve fortalecer o movimento sindical, não o contrário", defende.

Em razão de sua trajetória de vida, Delaíde Arantes é finalista do Prêmio Claudia, na categoria de Políticas Públicas, principalmente nos debates para a aprovação e implantação da PEC das Domésticas.

Por Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

Vila Telebrasília faz cadastramento para regularizar lotes - Portal Vermelho

Vila Telebrasília faz cadastramento para regularizar lotes - Portal Vermelho

O Administrador de Brasília, Messias de Souza, participou na Praça da Resistência, na Vila Telebrasília, neste sábado (14), com técnicos da Codahb para prestigiar o cadastramento de mais de cem moradores que irão entregar os documentos para regularização dos lotes.


Vila Telebrasília faz cadastramento para regularizar lotes
Messias: mais de 100 cadastrados
Participaram do grande evento, o diretor de regularização da Codahb, Luciano Sales, o presidente do Movimento Vila Telebrasília Nova Geração, Eudes Santos, o vice- presidente, Leandro Azevedo, o presidente da Associação de moradores da Vila Telebrasília, Antônio José Carvalho, funcionários da Administração Regional de Brasília e técnicos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

China: CTB no 9º Fórum Internacional de Globalização Econômica e o Movimento Sindical - Divanilton Pereira

Entre os dias 03 e 05 de setembro, a CTB participou em Beijing, China, da 9ª edição do Fórum Internacional da Globalização Econômica e os Sindicatos. Com o tema central “Oportunidades iguais e o desenvolvimento comum”, o evento contou com a presença de 150 sindicalistas entre delegados internacionais e convidados de 70 países.

Representei a CTB como secretário de Relações Internacionais, como parte da delegação brasileira composta por dirigentes  das centrais sindicais, ao lado de Paulo Vinícius, dirigente nacional, que integrou a delegação dos jovens trabalhadores da Federação Sindical Mundial (FSM).
 
A ACFTU é uma entidade com abrangência nacional fundada em 10 de maio de 1925. Ela agrega 31 federações provinciais, 10 sindicatos industriais nacionais e 1.324 milhões de sindicatos de base. Representa 169.94 milhões de trabalhadores, dentre os quais 36,4 são mulheres. Sua direção é composta por 267 membros. Estabelece relações internacionais com mais de 400 entidades sindicais envolvendo 130 países.
 
Este fórum foi constituído em 2004 a partir de quatro organizações sindicais, a ACFTU (China), ICATU (Árabe), OATUU (África) e a FSM. Desde então realiza esses encontros anuais na China promovendo o intercâmbio e a cooperação entre o movimento sindical internacional, particularmente dos efeitos da globalização sobre o mundo do trabalho.
 
Hoje, em sua nona edição, é unânime a opinião que sua consolidação atual se constituiu como um grande instrumento político, investigativo e cooperativo a serviço dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, buscando fortalecer a valorização do trabalho enquanto valor estratégico para o progresso civilizacional.
 
Sobre o programa
A ACFTU apresentou ao encontro um documento central no qual desenvolve as suas fundamentações e compreensões a cerca do tema da oportunidade e o desenvolvimento comum. Nele contextualiza o tema a partir da crise em curso e destaca a recuperação lenta, frágil e desequilibrada da economia global.
 
Reafirmam que as crises sempre geram oportunidades, defendem a paz, o desenvolvimento comum, a cooperação e os ganhos compartilhados como eixos para promover o desenvolvimento. Destacam a geração de emprego e o piso de proteção social como essenciais nesses processos.
 
De uma forma aberta mostra o modelo organizacional sindical chinês, sua independência, a sua relação com o Partido e o Estado. E conclui reforçando o papel do trabalho, dos direitos da classe trabalhadora para uma sociedade equilibrada, sustentável e harmoniosa.
 
Na abertura, Li Jianguo, membro do birô político do comitê central do PCCh, vice-presidente do comitê da Assembleia Popular Nacional e presidente da ACFTU, expor as idéias gerais contidas no principal documento do fórum. Defendeu o socialismo como único caminho que protege os interesses dos trabalhadores. Destacou a valorização ao conhecimento, o talento e a criatividade que se busca na sociedade chinesa, em particular a da classe trabalhadora.
 
Entre os pronunciamentos nessa abertura, Georgios Mavrikos representou a FSM e Juan Castillo o Encontro Sindical Nossa América (ESNA). O representante da Força Sindical Nilton da Silva (Neco) a voz brasileira.
 
Especialistas nacionais e internacionais participaram de dois painéis específicos do fórum: Os direitos dos trabalhadores “enviados” (aqueles contratados via agências privadas) e sua regulamentação. O que no Brasil poderíamos fazer um paralelo com a terceirização e seus desdobramentos. O outro foi a seguridade social e a recuperação econômica que pautou os convidados e a plenária.
 
Brics
Durante o evento, por iniciativa da ACFTU, reuniram-se os sindicalistas representantes dos países que integram os Brics (Brasil, Russia, Indía e China, Africa do Sul).
 
Nesse encontro concluiu-se por maior interação e para tal efetivar-se-á uma política de comunicação entre os membros. Do ponto de vista programático aprovou-se a necessidade de elaborar um documento que contenha os eixos estruturantes, na visão dos trabalhadores, e com ele disputarmos seu conteúdo perante os governos dos Brics.
 
Nessa direção sugeriu-se que as entidades sindicais do Brasil liderem esse processo e promovam um encontro internacional entre os países membros a fim de aprovar a nossa pauta. A referência é que o mesmo ocorra antes do encontro governamental previsto para março de 2014 em Fortaleza-CE, Brasil.
 
Encerramento
O fórum sobre globalização econômica e os sindicatos é um espaço internacional que se consolidou. Um êxito que há dez anos poucos acreditariam. O seu desenvolvimento intensificará o conhecimento e o intercâmbio entre as representações sindicais de todo o mundo.
Essas foram as conclusões dos expositores na momento final do fórum. Além da representação da China, Rússia, África do Sul, Índia e a Árabe, pronunciou-se a CTB (ver pronunciamento em anexo).
 
Como última atividade, visitamos uma empresa química, a Yankuang Lunan Chemicals co ltd (YCCC), com aproximadamente 4000 trabalhadores, todos sócios ao sindicato. Uma forte presença de técnicos jovens e mulheres.
 
Após a exposição do presidente do sindicato abriu-se a palavra às delegações internacionais e nesta oportunidade questões salariais, negociação coletiva, conflitos políticos e direitos sociais foram abordadas e respondidas pela entidade.
 
Na política disputam a gestão e os resultados da empresa, inserida dentro do rumo geral do país.
Transcrevo uma frase contida numa das faixas expostas dentro da empresa. Ela expressa em que contexto e em que modelo a valorização do trabalho se desenvolve. Num país que se caracteriza como na fase primária do socialismo, com as características chinesas:
 
“Amar o trabalho, valorizar o conhecimento, respeitar os talentos do povo e estimular a criatividade”.

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Divanilton Pereira é secretário das Relações Internacionais da CTB


 

 
Pronunciamento da CTB-FSM no ato de encerramento por Divanilton Pereira*

 
 
 
Primeiramente agradeço em nome da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), central sindical brasileira filiada a Federação Sindical Mundial (FSM), pelo convite para  participarmos deste importante evento. E neste momento de sua conclusão, parabenizamos
pelo êxito organizativo e programático alcançado pela 9ª edição desse fórum.

Neste ato de encerramento reforçamos nossa compreensão sobre qual contexto os debates realizados nestes dias estão inseridos. Pensamos que tanto o tema do fórum deste ano, quanto os pontos dele derivados (“compartilhar a oportunidade e promover juntos o desenvolvimento; trabalhadores enviados e os seus direitos; a linha básica da seguridade social e a recuperação econômica”) estão inseridos dentro de uma profundia crise capitalista e que as soluções praticadas pelos países centrais que buscam sua superação, pelo contrário, vem condicionando negativamente o desenvolvimento econômico e social no mundo – dos centrais aos periféricos – incluindo ai, portanto, os BRICS.

Interpretamos que o mundo vive uma nova transição em sua geopolítica, provocando uma nova divisão internacional do trabalho. Esse movimento entrelaçado está criando, com a atual correlação de forças, uma tendência política e econômica pela desvalorização do trabalho e pela regressão civilizacional. A classe trabalhadora dos países com predomínio do modo de produção capitalista é a mais afetada, sobretudo, a europeia.

Nesse ambiente de crise, as forças políticas que hegemonizam suas saídas não permitem que a pauta trabalhista e social seja aplicada com atos de boa vontade, até também porque, elas não as têm. Nesse quadro e respeitando as particularidades de cada país, a CTB e a FSM opinam que o sindicalismo classista deve retomar o seu protagonismo político assentado na mobilização e nas ações unitárias no mundo.

Nessa perspectiva conclamamos o sindicalismo classista a reforçarem o dia internacional de luta no próximo dia 03 de outubro, uma agenda promovida pela FSM que reivindica a valorização do trabalho e os direitos sociais do povo. Uma tática que privilegia a insubstituível ação política nessa incerta ambiência internacional.

Por fim, concluímos que para transformar o sonho de posicionar o trabalho no centro de uma sociedade, em realidade, requer mais do que nunca convicção política, disputa política e perspectiva socialista.

Viva a Federação Nacional dos Sindicatos da China!
Viva a República Popular da China!
Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!
Muito obrigado!

China vai alinhavando a Rota da Seda - Pepe Escobar - Tradução Vila Vudu


13/9/203, Pepe Escobar, Asia Times Online
http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MID-04-130913.html 
Enquanto o mundo parava, petrificado ante o risco de o governo Obama bombardear a Síria, o presidente Xi Jinping da China trabalhava, costurando a Rota da Seda.

É dito que muito se deve amar, aquele, famoso, de Deng Xiaoping: “mantenha-se discreto”, low profile. Mas no caso da segunda maior economia do mundo, low profile sempre implica grande impacto.

Foi o que aconteceu dia 7/9, em Astana, capital do Cazaquistão, quando o presidente Xi propôs oficialmente nada menos que uma Nova Rota da Seda, em coprodução com a Ásia Central.


O “cinturão econômico ao longo da Rota da Seda” que Xi apresentou oficialmente[1] é um mega projeto transeurasiano de integração, estimulado pelos chineses, do Pacífico ao Mar Báltico. Uma espécie de mega zona de livre comércio. O argumento de Xi parece impecável: na região demarcada vivem “quase 3 bilhões de pessoas e ali está o maior mercado do mundo, com potencial sem paralelos.”

Caso de “UAU!”, boquiaberto. Mas significaria que a China estaria tomando todos os “-stões” da Ásia Central? Não é assim tão simples.

Um salão de espelhos
Na viagem de Xi pela Rota da Seda, o destino final era Bishkek, capital do Quirguistão, para a 13ª Cúpula da Organização de Cooperação de Xangai [orig. Shanghai Cooperation Organization (SCO)]. Mas Xi viajou também, para que ninguém jamais esqueça tudo que se disputa no Novo Grande Jogo na Eurásia, para um encontro trilateral, à margem da reunião da Organização de Cooperação de Xangai: Xi da China, Putin russo e o novo presidente do Irã Hassan Rouhani.

É a primeira viagem internacional de Rouhani desde a posse, dia 4/9. Não é viagem épica, como a de Xi: só dois dias em Bishkek. Em encontro preliminar cara a cara com Xi, Rouhani até já começou a falar “chinês diplomático” – disse que espera que as negociações sobre o dossiê nuclear iraniano levem a uma situação de “ganha-ganha”. Xi apoiou enfaticamente o direito do Irã a um programa nuclear pacífico nos termos do Tratado de Não Proliferação; e Rouhani destacou que o relacionamento Irã-China “tem significação vital para a Ásia e para a sensível questão do Oriente Médio.”

O que leva à frente comum Irã-China-Rússia, em relação à Síria. Mesmo antes da reunião com Putin, Rouhani já concordara com o plano russo de quatro passos para a Síria; como Asia Times Online noticiou, o plano foi construído entre Damasco, Teerã e Moscou.[2] Por esse plano, Damasco une-se à Organização para Proibição de Armas Químicas; revela a localização dos arsenais químicos; dá acesso aos inspetores da Organização; e depois começa o longo processo de destruir as armas químicas.

No front nuclear, Teerã e Moscou permanecem abertas para negócios. A Rússia entregará ao Irã a operação da unidade 1 da usina nuclear de Bushehr em menos de duas semanas. E depois haverá mais “cooperação”.

Difícil avaliar a descomunal importância dessa triangulação. Ah! Quem dera ser uma mosca na parede daquela sala quirguiz, e ouvir o que dizem Xi-Putin-Rouhani. Teerã, Moscou e Pequim estão mais que nunca unidas para construir uma nova ordem internacional multipolar. Partilham a certeza de que uma vitória do eixo dos cães de guerra na Síria será prelúdio de futura guerra contra o Irã – e futuros incômodos para ambas, Rússia e China.

Somos o Deus Mercado 
Simultaneamente, oportunidades monstros de negócios – e estratégicas – correm pelo corredor eurasiano. O Cinturão Econômico da Rota da Seda de Xi, que leva a marca registrada do pragmatismo chinês, é assunto, todo ele, de livre comércio, conectividade e circulação de moeda (circulará, é claro, o Yuan chinês). Está pronta para operar, porque já não há problemas de fronteira entre a Rússia e a Ásia Central. E combina-se à perfeição com o impulso chinês para desenvolver seu faroeste, o Extremo Oeste, como Xinjiang. Avaliem só o apoio estratégico extra que daí advirá, para o desenvolvimento do extremo oeste da China.

Eis um exemplo. Numa Exposição China-Eurásia em Urumqi, capital de Xinjiang, no começo dessa semana, a China Telecom e duas empresas de telecom de Hong Kong assinaram vários negócios com os governos e com empresas do Cazaquistão, Tadjiquistão, Rússia e Mongólia. Poucos sabem, mas Urumqi é sede de mais de 230 empresas de Internet; quase metade delas são conectadas com países vizinhos. Xinjiang não é só chineses han que exploram uigures: é também nada menos que a base de comunicações para o corredor eurasiano – portal para banda larga e computação em nuvem.

Pequim também está investindo massivamente em novas estradas e pontos ao longo da Ponte Terrestre Eurasiana – outra denominação pela qual é conhecida a Nova Rota da Seda. Como Asia Times Online noticiou,[3] na Nova Rota da Seda trata-se, sempre, de estradas, ferrovias, fibras óticas e oleogasodutos – e, agora, do novo impulso, acrescentado pelos chineses, na direção de centros de logística, polos de manufatura e, inevitavelmente, de novos centros de urbanização.

Há muitas trocas, muitos gambitos a implementar no Oleogasodutostão, e muitos recursos minerais a explorar. E, crucialmente importante – considerando que a Rota da Seda original atravessava o Afeganistão – há também a perspectiva de que o Afeganistão renasça como ponte privilegiada a ligar a Ásia, Central, Oriental e Sul. E para nem falar de encurtar muito o acesso da China, por terra, à Europa e ao Oriente Médio.

Na China, nenhuma decisão tão ampla como essa é jamais “espontânea”, mas cuidou-se de construir uma bem visível campanha de Relações Públicas para suavizar o impacto. Em Astana, Xi disse: “minha terra natal, a província de Shaanxi, é o ponto de partida da antiga Rota da Seda”. Disse que se “emocionou” ao repassar a história da Rota da Seda naquela viagem.

Deixou-se ver admirando a paisagem da fabulosa praça Registan, em Samarcanda, ao lado do presidente uzbeque Islam Karimov e até se mostrou “poético”: disse a Karimov que “isso nos dá um sentimento especial. Estamos muito distantes, mas ao mesmo tempo tão próximos uns dos outros, na alma. É como viajar no tempo”. Ora, ora! O império dos
Timúridas afinal encontrou império à altura. Não que a China já não tenha feito o mesmo, tempos atrás. Durante a dinastia ocidental Han (de 206 aC a 24 dC), o império mandou um enviado especial, Zhang Qian, duas vezes, à Ásia Central, para abrir a China ao comércio global.

“Poético” ou sem poesia, Xi cumpria tarefa que lhe coube. Em momento algum, durante toda a viagem pela Rota da Seda, deixou qualquer dúvida de que ali estava uma prioridade da política exterior chinesa. A China, agora, já firmou parceiras estratégicas com todos os cinco “-stões” da Ásia Central.

O que isso tem a ver com o Oleogasodutostão
O mais conhecido de todos os pesadelos de vocês sobre o Oleogasodutostão chama-se Kashagan. Significativamente, dia 11/9, essa semana, a empresa North Caspian Operating Co, que manda em Kashagan – um dos maiores campos de petróleo descobertos nos últimos 40 anos, com reservas estimadas em 35 bilhões de barris – anunciou que, afinal, o primeiro petróleo já aparecia à vista.

Kashagan está localizada no norte do Mar Cáspio. Estive lá. Tecnicamente, a extração do petróleo e imensamente complexa. Com certeza também é, em Kashagan. A produção deveria ter começado em 2005. Foram gastos nada menos que US$46 bilhões, dinheiro de um consórcio que une a ENI italiana, a francesa Total, a Royal Dutch/Shell, a ExxonMobil e a ConocoPhillips. A regra entre elas foi briga ininterrupta. Há uma semana, Astana afinal aprovou a compra, pela CNPC da China, da parte que pertencia à ConocoPhillips: 8,4% das ações.

Com a chegada da China, aumenta o fluxo de dinheiro. Pequim está decidida a tornar-se ator considerável no mercado de energia do Cazaquistão. Em termos ideais, o campo de Kashagan estará produzindo 370 mil barris/dia em 2014, e 1,6 milhão, em 2016.

A estratégia da China no Cazaquistão gira basicamente em torno do petróleo. Mas a China também muito carece de gás natural. A Gazprom russa está apostando no insaciável apetite de Pequim por gás, para facilitar o projeto de exportar sobretudo para a Europa. Mas a concorrência é dura. E o Turcomenistão é elemento chave na equação chinesa.

A China já planeja expansões para o oleoduto Ásia Central-China – que os chineses construíram e pelo qual pagaram. As exportações devem começar em 2015. Nessa sua viagem pela Rota da Seda, Xi evidentemente passou pelo Turcomenistão, onde inaugurou nada menos que um dos maiores campos de gás do mundo, o gigante Galkynysh, que começou a produzir há apenas três meses. A maior parte do gás fluirá – e para onde seria? – para a China. A China está pagando a conta: $8 bilhões até aqui, e aumentando.

Agora, a economia do Turcomenistão virtualmente já depende das exportações de gás natural para a China (60% do PIB). A estratégia de Pequim é usar a alavancagem que tem no Turcomenistão, para arrancar melhores acordos da Gazprom, na venda de gás.

O Quirguistão também se encaixa na estratégia da China para o Oleogasodutostão.  Pequim financiará e operará o proposto gasoduto Quirguistão-China – que é segmento chave do quarto gasoduto Turcomenistão-China. Pequim também está construindo uma ferrovia para conectá-la ao Quirguistão e ao Uzbequistão.

Ante todo esse frenesi, temos de voltar ao adágio definitivo dos tempos atuais: enquanto os cães da guerra (Washington) ladram, a caravana (China) faz negócios.

Aquelas três forças do mal  
A Organização de Cooperação de Xangai está também envolvida em fazer avançar essa grande via de transporte que conecta o Leste, o Oeste e o Sul da Ásia e, afinal, o Pacífico ao Mar Báltico.

Mas o legado de Stálin sobrevive – na divisão demente que promoveu na Ásia Central. A China terá de queimar uma fortuna em transporte. Os trens chineses padecem para rodar em trilhos da era soviética. As vias aéreas são terríveis. Por exemplo, só há um voo, a cada dois dias, entre o Uzbequistão e o Quirguistão (voei nele: sempre lotado, os atrasos de praxe, extravio de bagagens...).

A Organização de Cooperação de Xangai foi fundada há 12 anos, quando o Uzbequistão uniu-se aos “Cinco de Xangai” originais: China, Rússia, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão. O Turcomenistão optou por seu esplêndido isolamento.

Originalmente, a ênfase era a segurança mútua. Mas hoje a Organização de Cooperação de Xangai cuida também de política e de economia. Mas persiste a obsessão com o que os chineses definem como “as três forças do mal”: o terrorismo, o separatismo e o extremismo. É a expressão em código para designar o Talibã e seus ramos, o Movimento Islamista do Uzbequistão [orig. Islamic Movement of Uzbekistan (IMU)] e os uigures em Xinjiang. A Organização de Cooperação de Xangai tenta também combater o tráfico de drogas e o contrabando de armas.

Mais uma vez no clássico estilo chinês, a Organização de Cooperação de Xangai é divulgada como organização que promove “confiança mútua, mútuos benefícios, igualdade, rotina de consultas, respeito pela diversidade entre as civilizações e busca do desenvolvimento comum”, em atmosfera de “sem alianças, sem confrontação e sem oposição a qualquer outra organização.”

Demorará muito para converter-se em alguma espécie de OTAN oriental. Mas está cada dia mais abrindo caminho rumo a se impor como contraponto para a OTAN – e, muito mais, como contraponto à Guerra ao Terror, capítulo Ásia Sul e Central, de Washington e às “revoluções coloridas”. A Organização de Cooperação de Xangai está discutindo ativamente suas opções regionais depois da retirada dos EUA do Afeganistão, em 2014. China e Rússia estarão profundamente envolvidas nisso. O mesmo vale para o Irã que permanece hoje como membro observador da Organização de Cooperação de Xangai.

Em princípio, o cinturão “Rota da Seda” de Xi ainda não fez soar sinos de alarme no Kremlin. Dizem os especialistas que as economias de Rússia e China são economias complementares – os “consideráveis recursos financeiros da China” complementariam “as tecnologias, a capacidade industrial e as relações históricas que os russos têm na região.”

Fica-se imaginando o que pensam disso tudo os adultos que vivem em quartos separados no tal cinturão chinês (supondo que saibam do que está acontecendo). A ex-secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton dava-se a arroubos poéticos sobre uma ‘nova rota da seda’ a ser promovida pelos EUA. É. Depois da viagem de Xi, a coisa já soa, mesmo, como uma das promessas de campanha de Barack Obama. 


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[2] Ver 11/9/2013, Pepe Escobar: “A Air Force da al-Qaeda permanece em prontidão”, Asia Times Online (port. em http://goo.gl/7mnEkh).
[3] 1/6/2013, Pepe Escobar, “Oleogasodutostão e a(s) Nova(s) Rota(s) da Seda”, Asia Times Online (port. em  http://redecastorphoto.blogspot.com.br/2013/06/pepe-escobar-oleogasodutostao-e-as.html).

Siria: voce sabia?

La familia Al Assad pertenece a la tolerante orientación alawí del Islam.

Las mujeres sirias tienen los mismos derechos que los hombres al estudio, salud y educación.


En Siria las mujeres no tienen la obligación de llevar el Burga. La Sharia (ley Islámica) es inconstitucional.


Siria es el único país árabe con una Constitución Laica y no tolera los movimientos extremistas islamistas.


Alrededor del 10% de la población siria pertenece a alguna de las muchas ramas cristianas presentes desde siempre en la vida política y social.


En otros países árabes la población cristiana no llega al 1% debido al hostigamiento sufrido.
c
Siria es el único país del Mediterráneo que sigue siendo propietario de su empresa petrolera, que no la ha querido privatizar.


Siria tiene una apertura hacia la sociedad y cultura occidental como ningún otro zpaís árabe. !


A lo largo de la historia 5 Papas fueron de origen sirio. La tolerancia religiosa es única en la zona.


Antes de la guerra civil Siria era el único país pacífico en la zona sin guerras ni conflictos internos.


Siria es el único país árabe que no tiene deudas con el Fondo Monetario Internacional.


Siria es el único país del mundo que ha admitido refugiados iraquíes sin ninguna discriminación social, política o religiosa.


Bashar Al Assad tiene una aprobación extremadamente popular.


Sabías qué Siria posee unas reservas de petróleo de 2.500 millones de barriles, cuya explotación está reservada a las empresas estatales.

Vladimir Putin - Carta Aberta - New York Times - Trad. Vila Vudu

De Putin aos norte-americanos: Carta Aberta
11/8/2013, Vladimir V. Putin, New York Times
http://www.nytimes.com/2013/09/12/opinion/putin-plea-for-caution-from-russia-on-syria.html?src=twr&_r=3&


Os recentes acontecimentos relacionados à Síria levam-me a dirigir-me diretamente ao povo norte-americano e aos seus líderes políticos. É importante que o faça, num momento em que não há suficiente comunicação entre nossas sociedades.

Nossas relações passaram por diferentes etapas. Enfrentamo-nos durante a Guerra Fria, mas também fomos aliados uma vez e juntos derrotamos juntos os nazistas. Criou-se então a Organização das Nações Unidas, para evitar voltasse a acontecer tal devastação.

Os fundadores das Nações Unidas perceberam que as decisões que afetam a guerra e a paz devem ser tomadas sempre por consenso e, com a anuência dos Estados Unidos, o direito de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança está consagrado na Carta das Nações Unidas. A profunda sabedoria que se condensa nesse dispositivo tem servido de base, há décadas, para a estabilidade das relações internacionais.

Ninguém deseja para a ONU o destino que teve a Liga das Nações, que entrou em colapso porque não tinha influência real. Mas é o que pode acontecer, se os países influentes ignorarem a ONU e decidirem por ação militar sem autorização do Conselho de Segurança.

O potencial ataque dos EUA contra a Síria, apesar da forte oposição de muitos países e dos principais líderes políticos e religiosos, incluindo o Papa, fará ainda mais vítimas inocentes e levará a uma escalada do conflito, que se espalhará para além das fronteiras da Síria. Esse tipo de ataque pode aumentar a violência e desencadear uma nova onda de terrorismo. Pode minar os esforços multilaterais para resolver a questão nuclear iraniana e o conflito entre israelenses e palestinos e desestabilizar ainda mais o Oriente Médio e Norte da África. Pode quebrar o equilíbrio do sistema da lei e da ordem internacional.

O que a Síria vive hoje não é batalha por democracia, mas conflito armado entre o estado e grupos opositores, em país multirreligioso. Na Síria há poucos defensores de alguma democracia. Mas, sim, há em muito maior número milícias da Qaeda e extremistas de todas as falanges, que combatem contra o estado. Os EUA classificaram como organizações terroristas a Frente Al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que lutam com a oposição, contra o estado sírio. Esse conflito externo, alimentado por armas que estrangeiros fornecem à oposição, é dos mais sangrentos do mundo.

Ali lutam mercenários vindos de países árabes e centenas de milicianos de países ocidentais, inclusive da Rússia, o que muito nos preocupa. E se voltarem para nossos países, com a experiência adquirida na Síria. Já se sabe que, depois de agirem na Líbia, muitos extremistas mudaram-se para o Mali. Tudo isso é ameaça contra todos nós.

Desde o início, a Rússia advogou a favor de diálogo pacífico que capacitasse os sírios a desenvolver um plano para seu próprio futuro. Não estamos protegendo o governo ou o estado sírio, mas a lei internacional. Precisamos usar o Conselho de Segurança da ONU e acreditamos que preservar a lei e a ordem no mundo complexo e turbulento em que vivemos é um dos poucos modos que há para impedir que as relações internacionais deslizem para o caos. A lei é a lei, e temos de segui-la, gostemos ou não.

Nos termos da lei internacional vigente, permite-se o uso da força só para autodefesa ou por decisão do Conselho de Segurança. Qualquer outra coisa é inaceitável nos termos da Carta da ONU e constitui ato de agressão.

Não há dúvidas de que foi usado gás venenoso na Síria. Mas tudo faz crer que não foi usado pelo Exército Sírio, mas por forças da oposição, para provocar uma intervenção conduzida pelos seus poderosos patrões estrangeiros, os quais, assim, estariam em aliança com os fundamentalistas. Relatos de que milícias preparam outro ataque – dessa vez contra Israel – não podem ser ignorados.

Causa alarme em todo o mundo que a intervenção em conflitos internos em países estrangeiros tenha-se convertido em ação corriqueira para os EUA. Isso atende aos interesses norte-americanos de longo prazo? Duvido. Milhões em todo o mundo cada vez mais passam a ver os EUA não como modelo de democracia, mas como nação que só se serve da força bruta e que depende de coalizões mal costuradas sob o slogan “ou estão conosco ou estão contra nós”.

Mas a violência já se provou inefetiva e sem sentido. O Afeganistão gira em falso e ninguém pode prever o que acontecerá depois da retirada das forças internacional. A Líbia está dividida em tribos e clãs. No Iraque, prossegue a guerra civil, com dúzias de mortos todos os dias. Nos EUA, já há quem trace uma analogia entre Iraque e Síria e já se pergunte por que seu próprio governo desejaria repetir erros recentes.

Não importa o quanto os ataques sejam focados, nem o quão sofisticado sejam as armas, as baixas civis são inevitáveis, inclusive idosos e crianças, os mesmos que os ataques visariam a proteger.

O mundo reage. Se ninguém mais puder confiar na lei internacional, nesse caso passa a ser indispensável encontrar outros meios para garantir a autossegurança. Por isso, um número crescente de países busca comprar armas de destruição em massa. É lógico: se se tem a bomba, ninguém toca em você. E resta a urgência para reforçar a não proliferação a qual, na realidade, está sendo erodida.

Temos de parar de usar a linguagem da força. Temos de retomar o caminho da discussão diplomática e política civilizada.

Nos últimos dias, emergiu uma nova oportunidade para evitar ação militar. EUA, Rússia e todos os membros da comunidade internacional devem aproveitar a disposição do governo sírio, que aceitou pôr seu arsenal químico sob controle internacional para depois ser destruído. A julgar pelas declarações do presidente Obama, os EUA veem aí uma alternativa à ação militar.

Acolho como bem-vindo o interesse do presidente em continuar o diálogo com a Rússia, sobre a Síria. Temos de trabalhar juntos para manter viva essa esperança, como concordamos fazer, em junho, na reunião do G-8 em Lough Erne na Irlanda do Norte. E trazer a discussão de volta na direção de mais negociações.

Se pudermos evitar o uso da força contra a Síria, melhorará a atmosfera nos assuntos internacionais e se fortalecerá a confiança mútua. Será sucesso partilhado, que abrirá as portas para a cooperação em outras questões críticas.

Minhas relações pessoais e de trabalho com o presidente Obama são marcadas por confiança crescente. Gosto disso.

Examinei atentamente a fala do presidente à nação, na 3ª-feira. E tenho de discordar da defesa do excepcionalismo norte-americano. O presidente disse que a política dos EUA é o que “faz diferentes os EUA, o que nos faz excepcionais.” É extremamente perigoso estimular as pessoas a que se vejam, elas mesmas, como diferentes, seja qual for a motivação.

Há países grandes e países pequenos, ricos e pobres, os que têm longas tradições democráticas e os que ainda têm de encontrar as próprias vias até a democracia. As respectivas políticas também diferem. Todos somos diferentes. Mas quando pedimos que Deus nos abençôe, ninguém pode esquecer que Deus nos criou, todos, iguais.

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sábado, 7 de setembro de 2013

Exercito Sirio defende cristaos de terrorista - Portal Vermelho

Exército sírio defende cristãos de terroristas

O Exército Árabe Sírio enviou nesta sexta-feira (6) reforços para a aldeia cristã de Ma'loula, a noroeste de Damasco, onde forças governamentais enfrentaram elementos terroristas, apoiados por estrangeiros, durante os últimos três dias.

Na quarta-feira (4), membros do grupo terrorista Frente Al-Nusra, vinculado à Al-Qaida, atacaram a aldeia situada a cerca de 70 quilômetros a noroeste de Damasco. Pouco depois, conseguiram entrar na região.

Depois de algumas horas de intensos enfrentamentos com as tropas sírias, os mercenários se viram obrigados a bater em retirada de Ma'loula.

Antes da chegada das tropas do Exército Sírio, mais de 100 pessoas se viram obrigadas a procurar refúgio em edifícios religiosos do povoado, já que os terroristas disparavam a esmo e à queima-roupa.

Cabe assinalar que Ma'loula está sob o controle do governo sírio e das forças de reserva enviadas a esta área zona, que tomaram posição nas cercanias do povoado.

Desde o início dos distúrbios na Síria, há mais de dois anos, os cristãos do país foram objeto de vários ataques perpetrados por grupos terroristas, porque são partidários do governo do presidente Bashar al-Assad.

O último relatório da Organização das Nações Unidas (ONU_ revela que mais de 100 mil sírios, entre eles civis e militares das forças de segurança, foram mortos, enquanto milhares foram deslocados de suas residências por causa da violência desatada a partir de março de 2011.

Foto: HispanTV

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Um mundo mais seguro para os banqueiros - Ellen Brown - Counterpunch - Vila Vudu

me do jogo da guerra norte-americana:
Um mundo mais seguro para os banqueiros
5/9/2013, Ellen Brown, Counterpunch
http://www.counterpunch.org/2013/09/05/making-the-world-safe-for-banksters/#.UihAra8_J8g.facebook



“Os membros da OMC foram induzidos a assinar o novo acordo; foram ameaçados de ver fechado seu acesso aos mercados globais, se recusassem. Todos assinaram, exceto o Brasil. O Brasil foi então ameaçado com um embargo. Mas a resistência valeu a pena: só o Brasil, de todas as nações ocidentais, sobreviveu e cresceu durante a crise 2007-2009.”[1]


Em artigo de agosto de 2013, intitulado “Larry Summers e o Memorando Secreto ‘Chute-direto-ao-gol’” [orig. “Larry Summers and the Secret ‘End-game’[2] Memo”[3]], Greg Palast apresentou provas de um plano secreto, do final dos anos 1990s, construído por funcionários de Wall Street e do Tesouro dos EUA, para abrir as atividades bancárias ao lucrativo negócio dos derivativos.

Para obter esse resultado, era indispensável afrouxar as regulações dos serviços bancários, não só nos EUA, mas globalmente. O veículo a ser usado era o Acordo de Serviços Financeiros [orig. Financial Services Agreement] da Organização Mundial do Comércio.

O ‘chute-direto-ao-gol’ exigia não só coagir os membros da OMC para que apoiassem, mas também assumir o controle nos países que se recusassem a fazê-lo. Alguns países permaneceram como fortalezas contra os avanços da OMC, entre os quais Iraque, Líbia, Irã e Síria.

Nesses países islâmicos, os bancos são predominantemente estatais; e a “usura” – auferir lucro do ‘uso’ do dinheiro – é vista como pecado, quando não como crime.[4] Cria-se assim oposição forte ao modelo ocidental, no qual intermediários privados podem auferir lucro do próprio dinheiro.

Bancos públicos também são ameaça à expansão do negócio de derivativos, porque governos que possam operar seus próprios bancos não precisam manipular taxas de juros nem ficam subordinados a agências privadas que construam tabelas de qualidade do crédito para empurrar as próprias operações.

A desregulação dos serviços bancários avançou conforme o plano, e o negócio dos derivativos sancionados e alimentados pelos governos converteu-se num esquema de pirâmide de mais de $700 trilhões. Altamente alavancado, completamente desregulado e perigosamente insustentável, desmoronou em 2008, quando o banco de investimentos Lehman Brothers faliu, arrastando com ele um grande segmento da economia global. Só escaparam os países que contavam com bancos públicos, externos à rede bancária privada internacional.

Nem todos esses países são países islâmicos. 40% dos bancos em todo o mundo são bancos públicos.[5] A maioria dos bancos públicos concentra-se nos países BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China – quatro países onde vive 40% da população do planeta. Safaram-se da catástrofe global na crise de crédito de 2008, mas todos fizeram, pelo menos, algum ‘arremedo’, ou deram algum sinal de que se adaptariam às regras bancárias do ocidente.

Mas não as nações islâmicas “bandidas” [rogue states], onde a usura permaneceu proibida pela lei islâmica. Para ‘libertar’ o mundo para a usura, para criar ‘usura segura’, esses estados islâmicos tiveram de ser silenciados por outros meios.

E afinal, dado que não sucumbiram à coerção econômica, todos entraram na alça de mira dos poderosos exércitos norte-americanos.

Aqui, alguns dados que apoiam essa tese.

O Memorando ‘Chute-direto-ao-gol’

Em seu artigo de 22/8, Greg Palast postou a fotografia de um memorando de 1997, de Timothy Geithner, então vice-secretário de Negócios Internacionais do secretário Robert Rubin, endereçado a Larry Summers, então vice-secretário do Tesouro dos EUA. No texto, Geithner referia-se ao “chute-direto-ao-gol nas negociações de serviços financeiros na OMC” e exigia que Summers entrasse em contato imediatamente com os presidentes dos bancos Goldman Sachs, Merrill Lynch, Bank of America, Citibank, e Chase Manhattan Bank, cujos telefones privados Geithner informava a Summers.

O jogo que estava sendo jogado era a desregulação dos bancos como meio para que pudessem continuar a jogatina no lucrativo novo campo dos derivativos. Para chegar lá, era preciso, para começar, pôr fim à Lei Glass-Steagall, de 1933, que impunha uma porta corta-fogo entre os bancos de investimento e os bancos de depósitos, e visava a proteger os fundos dos depositantes contra a especulação bancária. Mas o plano exigia mais do que apenas a desregulação dos bancos norte-americanos. Era preciso eliminar os controles regulatórios sobre os bancos também no plano global, de modo a impedir que o dinheiro voasse para países com legislação bancária mais protegida contra a especulação. O ‘chute-direto-ao-gol’ seria conseguir essa desregulação global mediante um obscuro adendo aos acordos de comércio internacional policiados pela OMC, o Acordo de Serviços Financeiros [ing. FSA]. Palast escreveu:


“Antes de os banqueiros começarem a jogatina, os acordos da OMC só tratavam do comércio de produtos – meu carro, pelas suas bananas. As novas regras que estavam sendo implantadas por Summers e os bancos forçariam todas as nações a aceitar o comércio de ativos “ruins”, tóxicos, como os derivativos financeiros.”


Antes de os banqueiros reescreverem os acordos FSA, cada nação controlava e enquadrava os bancos dentro das próprias fronteiras nacionais. As novas regras do jogo forçariam todas as nações a abrir seus mercados ao Citibank, JP Morgan e aos seus ‘produtos’ derivativos.

E todas as 156 nações reunidas na OMC teriam de pôr abaixo suas portas corta-fogo, da Lei Glass-Steagall, que dividiam bancos comerciais de depósitos e os bancos de investimentos que jogam com derivativos.

O serviço de converter os acordos FSA em aríete a serviço dos banqueiros foi dado a Geithner, que foi nomeado Embaixador dos EUA na OMC.

Os membros da OMC foram induzidos a assinar o novo acordo; foram ameaçados de ver fechado seu acesso aos mercados globais, se recusassem. Todos assinaram, exceto o Brasil. O Brasil foi então ameaçado com um embargo. Mas a resistência valeu a pena: só o Brasil, de todas as nações ocidentais, sobreviveu e cresceu durante a crise 2007-2009.[6] Quanto às demais:


Os novos acordos FSA abriram a caixa de Pandora do comércio mundial de derivativos. Dentre outras transações, foram legalizadas as seguintes: o banco Goldman Sachs (do qual o Secretário do Tesouro fora co-presidente) acertou uma troca secreta de euro-derivativos com a Grécia, que destruiu o país. O Equador, que desregulou e demoliu o próprio sistema bancário, explodiu em tumultos. A Argentina teve de vender suas empresas de petróleo (aos espanhóis) e o sistema de água (à Enron) enquanto professores argentinos tinham de recolher comida nas latas de lixo. Os banqueiros europeus que mergulharam de cabeça nas piscinas de derivativos, mas sem saber nadar, logo se afogaram e, agora, o continente está sendo fatiado e vendido, em pedaços pequenos, baratos, à Alemanha.


As fortalezas ‘contra’

Aquele foi o destino dos países na OMC, mas Palast não discutiu o destino dos países que não participavam da OMC, entre os quais Iraque, Síria, Líbano, Líbia, Somália, Sudão e Iraque. Esses sete países foram chamados pelo general (aposentado) Wesley Clark dos EUA, em entrevista em 2007 a Democracy Now,[7] de os novos “estados bandidos” que os EUA definiu como alvos, depois do 11/9/2001. O general disse que dez dias depois do 11/9, ouviu de um general que a decisão estava tomada, para guerra contra o Iraque. Em seguida, o mesmo general disse que o plano era ocupar os sete países em cinco anos: Iraque, Síria, Líbano, Líbia, Somália, Sudão e Irã.

O que esses países têm em comum? Além de serem países de religião islâmica, não são membros nem da OMC nem participam do Banco Internacional de Compensações [ing. BIS].[8] Assim, não são alcançados pelo longo braço regulatório do banco dos bancos centrais, na Suíça. Outros países adiante também incluídos como “estados bandidos”[9] e que não são membros do BIS são Coreia do Norte, Cuba e Afeganistão.

O corpo que hoje regula os bancos e chamado de Financial Stability Board (FSB) [aprox. Comitê de Estabilidade Financeira], e funciona no Banco de Compensações Internacional (BIS) na Suíça. Em 2009, os chefes de estado dos países do G20 acordaram que aceitavam as regras do FSB, ostensivamente para impedir uma segunda crise global dos bancos. Suas regulações não são apenas consultivas, são cogentes [têm de ser seguidas] e elas podem promover ou quebrar, não só bancos, mas nações inteiras. Foi o que ficou demonstrado em 1989, quando o Acordo Basel I aumentou a exigência de capital em meros 2%, de 6% para 8%. O resultado[10] foi que a mudança forçou redução drástica nos empréstimos feitos pelos maiores bancos japoneses, que eram então os maiores e mais poderosos distribuidores de crédito do mundo. Mas ficaram descapitalizados, em relação a outros bancos. A economia japonesa afundou com os seus bancos e ainda não se recuperou completamente.

Dentre outras regras para inverter o jogo impostas pelo FSB estão os acordos de Basel III e novas regras de bail-in.[11] Pelo acordo Basel III, impuseram-se exigências de capital a bancos comunitários, cooperativos e públicos, que impediram que continuassem a operar e facilitaram a venda a grandes bancos multinacionais.

As regras da operação de bail-in foram testadas pela primeira vez em Chipre e seguem a regulação imposta pelo FSB em 2011. Bancos ‘grandes demais para falir’ devem redigir “testamentos”[12] nos quais exponham o modo como evitarão a insolvência, no caso de não serem resgatados por dinheiro público. A solução criada pelo FSB é jamais oferecer o recurso de bail-in a depositantes de bancos comunitários, cooperativos e públicos – o que converte os depósitos de seus depositantes em estoque do próprio banco; na prática, o banco confisca os depósitos.

A alternativa dos bancos públicos

Países submetidos a um sistema bancário ‘de extração’ estão sendo forçados a fazer “ajustes estruturais” e curvar-se à “auteridade” sob o peso de dívidas impagáveis. Mas alguns países conseguiram escapar. No Oriente Médio, são os países que estão sendo atacados pelo exército dos EUA e aliados e parceiros, reunidos sob a designação de “países bandidos”. Os bancos estatais nesses países podem usar  o crédito do estado a favor do estado, alavancando fundos públicos para uso público, sem pagar o alto custo da intermediação bancária privada. Abundância de recursos públicos permite oferecer serviços públicos necessários à vida do povo naqueles países.

Como a Líbia e o Iraque já foram envolvidos na guerra, a Síria também oferece educação gratuita em todos os níveis, da escola primária à universidade[13] e assistência pública gratuita universal. Também subsidia a moradia (embora esse programa tenha sido comprometido em 2006, quando o país adotou um programa de ajuste estrutural do FMI e, hoje, pela presença de cerca de 2 milhões de refugiados iraquianos e palestinos). O Irã também oferece universidade subsidiada, quase gratuita[14] e assistência básica à saúde.[15]

Como a Líbia e o Iraque antes da invasão e ocupação, Síria e Irã também têm bancos centrais estatais[16] que emitem a moeda nacional e são controlados pelo estado. Se esses países conseguirão ou não manter a soberania financeira, frente à enorme pressão de que são alvo hoje, pressão econômica, política e militar, só o futuro dirá.

Quanto a Larry Summers, depois de deslizar pela porta giratória entre o governo dos EUA e o mundo privado e tornar-se presidente do Citigroup, foi o maior doador de campanha do então senador Barack Obama. Teve papel crucial na desregulação bancária que levou à crise atual, e levou milhões de cidadãos norte-americanos a perder o emprego e a casa.

Apesar disso, Summers é hoje o nome preferido do hoje presidente Obama para substituir Ben Bernanke na presidência do Federal Reserve. Por quê? Porque é homem que tem comprovada capacidade para manipular o sistema e tornar o mundo mais seguro para Wall Street. E, no mundo às avessas no qual os banqueiros reinam, esse parece ser o nome do jogo.

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[1] Dia 1/1/2007, o presidente Lula assumiu a presidência, para seu segundo mandato. Disse que “Não faltaram os que, do alto de seus preconceitos elitistas, tentaram desqualificar a opção popular como fruto da sedução que poderia exercer sobre ela o que chamavam de ‘distribuição de migalhas’. Os que assim pensam não conhecem e não entendem este país. Agora se trata de crescer com pressa, ousadia, coragem e criatividade”. Grande Lula! Grande Dilma! Viva o Brasil! [NTs]

[2] A expressão aplica-se a uma jogada para ‘resolver’ o jogo. No xadrez diz-se “fechamento”; no futebol se diria “decidir o jogo”. Geithner, em seu memorando, pensava em beisebol.  A solução aqui oferecida para a tradução, ‘pensa’ em futebol. Pode ser melhorada. Todas as correções e sugestões são bem vindas [NTs].

[3] http://www.gregpalast.com/larry-summers-and-the-secret-end-game-memo/

[4] Para ter ideia aproximada do que são as “finanças islâmicas” há alguma coisa razoavelmente aproveitável, em port., em http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG84190-8381-18,00-A+BRASILEIRA+DAS+FINANCAS+ISLAMICAS.html [NTs]

[5] http://cdi.mecon.gov.ar/biblio/doc/bid/sp/490.pdf

[6] Dia 1/1/2007, o presidente Lula assumiu a presidência, para seu segundo mandato. Disse que “Não faltaram os que, do alto de seus preconceitos elitistas, tentaram desqualificar a opção popular como fruto da sedução que poderia exercer sobre ela o que chamavam de ‘distribuição de migalhas’. Os que assim pensam não conhecem e não entendem este país. Agora se trata de crescer com pressa, ousadia, coragem e criatividade”. Grande Lula! Grande Dilma! Viva o Brasil! [NTs]

[7] Proof Libyan Invasion was Planned 10 Years in Advance - Occult Connection to March 19 Invasion

[8] http://www.bis.org/about/orggov.htm

[9] http://en.wikipedia.org/wiki/Rogue_state

[10] http://www.mailstar.net/basle.html

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Ministerio das relacoes exteriores de Cuba sobre agressao a Siria

Declaración del Ministerio de Relaciones Exteriores



Resultan alarmantes los recientes pronunciamientos del gobierno de Estados Unidos y varios de sus aliados de la OTAN que instan a una acción militar en Siria, ignorando los esfuerzos que realizan algunos Estados para alcanzar una solución política al conflicto que desangra a esa nación árabe.

Es necesario recordar que quienes más abogan hoy  por una acción militar contra Siria son los mismos que lanzaron cruentas guerras sin mandato del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas, bajo  la mentira deliberada de la existencia de armas de exterminio en masa o con el pretexto de la protección a civiles, que ocasionaron cuantiosas muertes de personas inocentes, incluidos niños, a las que  califican como “daños colaterales”.

Se llama a atacar a Siria, precisamente cuando su Gobierno ha autorizado la Misión de Investigación de Naciones Unidas sobre el presunto uso de armas químicas en ese país y esta ha iniciado sus labores en el terreno.

Cuba condena cualquier uso de armas químicas y otras de exterminio en masa y está firmemente comprometida con la Convención sobre la Prohibición del Desarrollo, la Producción, el Almacenamiento y el Empleo de Armas Químicas y sobre su Destrucción y con el estricto cumplimiento de sus disposiciones.

La información disponible sobre la crisis en Siria es fragmentada, imprecisa y objeto de frecuente manipulación.

Una agresión contra Siria provocaría gravísimas consecuencias para la ya convulsa región del Medio Oriente, constituiría una flagrante violación de los principios de la Carta de las Naciones Unidas y del Derecho Internacional y aumentaría los peligros para la paz y la seguridad internacionales.

Cuba reitera su convicción de que es necesario encontrar una solución política y expresa su enérgico rechazo a cualquier intento de socavar la independencia, la soberanía e integridad territorial de Siria, y la autodeterminación de su pueblo.

La Habana, 28 de agosto de 2013

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