Polícia tenta intimidar ato da UJS pela investigação da Veja - Portal Vermelho
A polícia militar de São Paulo tentou, mas não conseguiu intimidar o ato que pediu a investigação sobre o envolvimento da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira
Promovido pela União da Juventude Socialista (UJS), com o apoio de diversas entidades, o protesto, realizado na tarde desta terça-feira (8), levou palavras de ordem e bandeiras à porta da revista.
Os jovens reivindicam que o dono do Grupo Abril, Victor Civita, e resposável pelo maior semanário, seja convocado à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), que acontece em Brasília, para explicar as relações criminosas daVeja com o bicheiro Cachoeira.
Intimidação
Mesmo sendo um protesto pacífico, mais de três viaturas da PM foram enviadas ao local. Após a manifestação, um policial oficilmente não identificado, mas que se apresentou como Sargento Renato, exigiu um documento com foto do responsável pela atividade.
Os manifestantes resistiram ao pedido — uma vez que a mesma solicitação já havia sido atendida por ordem de outros policiais na concentração para o ato – e foram ameçados.
Em meio à tensão, Pedro Matinez, estudante de direito da USP e da Juventude do PT, acabou deixando o número de seu RG com o suposto Sargento Renato. Logo após, os estudantes se retiraram da sede da Abril cantando: “Polícia pra ladrão! Pra estudante não!”.
Criminalização dos movimentos sociais
A ação da PM nesta terça-feira soma-se àquelas realizadas no Pinheirinho, na Cracolândia e na USP, entre muitos outros locais, e reforça o caráter repressor e agressivo da coorporação no país.
No sábado passado (5) foi a vez de mais de 10 mil manifestantes, presentes à Marcha da Maconha, receberem gás de pimenta, balas de borrachas e bombas de efeito moral enquanto caminhavam pacificamente pela zona sul do Rio de Janeiro.
Lutar não é crime! Crime é fazer grampos e gravações ilegais, armar licitações públicas, plantar falsas denúncias em meios de comunicação de massa. Isso tudo apenas para garantir os interesses de bicheiros, donos da mídia e empreiteiros. O pior é ver que estes sim a polícia protege. Ops, esqueci. Isso é um trabalho para a Justiça. Justiça???
Por Carla Santos,
De São Paulo
Veja mais:
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quinta-feira, 10 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Presidente do PCdoB defende veto parcial do Código Florestal - Portal Vermelho
Presidente do PCdoB defende veto parcial do Código Florestal - Portal Vermelho
“O texto do Senado era referência para nós. Ele foi construído sobre o texto original da Câmara e conquistou o apoio de uma maioria.”, ponderou o presidente do PCdoB.
O texto do Senado que Rabelo se refere havia sido construído com ampla maioria, a partir de um consenso, o mesmo consenso que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), agora ministro do Esporte, fez quando foi relator da matéria na Câmara.
“Vale lembrar que o Aldo Rebelo fez um grande esforço para que a gente pudesse ter um relatório que conseguisse grande apoio. Seu relatório teve esse apoio, inclusive do governo, sempre com a preocupação de considerar a continuidade da produção do pequeno produtor e a agricultura familiar, sem abrir mão da sustentabildiade”, explicou Rabelo, que anunciou no dia da votação, na quarta-feira (25), o posicionamento do Partido.
No entanto, Rabelo lembra que “não ficou muito clara a forma como foi feita a votação na Câmara”. ”O relator mal apresentou o projeto e ele já estava sendo votado. Por isso, não tivemos tempo hábil para avaliar na íntegra”, completou o presidente do PCdoB, lembrando que o Partido sempre procurou contemplar as necessidades do pequeno produtor e da agricultura familiar.
Para Renato Rabelo, o texto deve ser mais flexível com relação aos pequenos proprietários , que são a maioria. “Não se deve impedir a possibilidade de uma flexibilização em casos como esses . Manter uma posição rígida em relação a uma realidade que já existe pode criar um problema social grave, como levar o pequeno agricultor a enfrentar uma situação difícil e não ter condições de se manter, provocando sua migração para os grandes centros urbanos”, ponderou Rabelo.
"Veta Dilma"
O assunto ganhou destaque e vem gerando grandes discussões e até manifestações de diversos setores da sociedade como o “Veta, Dilma”, que vem ganhando adesões. Para o presidente da legenda comunista, é preciso equilibrar desenvolvimento com sustentabilidade, levando em conta as condições reais de quem produz no país.
“Agora, cabe a presidente Dilma avaliar e ponderar o que prejudica o desenvolvimento e a sustentabilidade. Se algo criará problemas de degradação ao meio ambiente é claro que a presidente tem toda a autoridade para interferência”, completou Renato Rabelo.
Piau recomendou em seu relatório a aprovação do parágrafo do texto que garante a recomposição de áreas de preservação permanente (APPs) a 15 metros em torno de rios com até 10 m e um “gatilho” aos pequenos produtores para limitar a recomposição das APPs à área de reserva legal.
A proposta aprovada na Câmara chegou ao Planalto na segunda-feira (7) e a presidente Dilma tem até o dia 25 para tomar uma decisão. A expectativa é que ela vete os pontos alterados na Câmara em relação ao texto aprovado no Senado, preferido pelo governo, e preencha as lacunas por meio de medida provisória.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chegou a defender o veto. Já a ministra da Articulação Política, Ideli Salvatti, sinalizou que a presidente deverá vetar parcialmente o texto aprovado na Câmara.
Deborah Moreira
Da redação do Vermelho S. Paulo
O presidente do PCdoB, Renato Rabelo, defendeu nesta quarta-feira (9) o veto a alguns pontos do Código Florestal, como a exclusão da definição sobre as faixas de áreas de preservação permanente (APPs) a serem recuperadas nas margens dos rios. Rabelo lembra que, antes das alterações propostas pelo relator, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que agradaram aos ruralistas, as diversas forças políticas, incluindo o PCdoB, tinham acordado um texto no Senado.
“O texto do Senado era referência para nós. Ele foi construído sobre o texto original da Câmara e conquistou o apoio de uma maioria.”, ponderou o presidente do PCdoB.
O texto do Senado que Rabelo se refere havia sido construído com ampla maioria, a partir de um consenso, o mesmo consenso que o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), agora ministro do Esporte, fez quando foi relator da matéria na Câmara.
“Vale lembrar que o Aldo Rebelo fez um grande esforço para que a gente pudesse ter um relatório que conseguisse grande apoio. Seu relatório teve esse apoio, inclusive do governo, sempre com a preocupação de considerar a continuidade da produção do pequeno produtor e a agricultura familiar, sem abrir mão da sustentabildiade”, explicou Rabelo, que anunciou no dia da votação, na quarta-feira (25), o posicionamento do Partido.
No entanto, Rabelo lembra que “não ficou muito clara a forma como foi feita a votação na Câmara”. ”O relator mal apresentou o projeto e ele já estava sendo votado. Por isso, não tivemos tempo hábil para avaliar na íntegra”, completou o presidente do PCdoB, lembrando que o Partido sempre procurou contemplar as necessidades do pequeno produtor e da agricultura familiar.
Para Renato Rabelo, o texto deve ser mais flexível com relação aos pequenos proprietários , que são a maioria. “Não se deve impedir a possibilidade de uma flexibilização em casos como esses . Manter uma posição rígida em relação a uma realidade que já existe pode criar um problema social grave, como levar o pequeno agricultor a enfrentar uma situação difícil e não ter condições de se manter, provocando sua migração para os grandes centros urbanos”, ponderou Rabelo.
"Veta Dilma"
O assunto ganhou destaque e vem gerando grandes discussões e até manifestações de diversos setores da sociedade como o “Veta, Dilma”, que vem ganhando adesões. Para o presidente da legenda comunista, é preciso equilibrar desenvolvimento com sustentabilidade, levando em conta as condições reais de quem produz no país.
“Agora, cabe a presidente Dilma avaliar e ponderar o que prejudica o desenvolvimento e a sustentabilidade. Se algo criará problemas de degradação ao meio ambiente é claro que a presidente tem toda a autoridade para interferência”, completou Renato Rabelo.
Piau recomendou em seu relatório a aprovação do parágrafo do texto que garante a recomposição de áreas de preservação permanente (APPs) a 15 metros em torno de rios com até 10 m e um “gatilho” aos pequenos produtores para limitar a recomposição das APPs à área de reserva legal.
A proposta aprovada na Câmara chegou ao Planalto na segunda-feira (7) e a presidente Dilma tem até o dia 25 para tomar uma decisão. A expectativa é que ela vete os pontos alterados na Câmara em relação ao texto aprovado no Senado, preferido pelo governo, e preencha as lacunas por meio de medida provisória.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, chegou a defender o veto. Já a ministra da Articulação Política, Ideli Salvatti, sinalizou que a presidente deverá vetar parcialmente o texto aprovado na Câmara.
Deborah Moreira
Da redação do Vermelho S. Paulo
terça-feira, 8 de maio de 2012
Reforma trabalhista reduz jornada e aumenta aposentadorias na Venezuela
Reforma trabalhista reduz jornada e aumenta aposentadorias na Venezuela
A Venezuela aprovou nas vésperas do Dia do Trabalhador (1º) uma ampla reforma trabalhista que deverá aumentar o valor das pensões e aposentadorias e reduzir a jornada semanal de trabalho no país. Promulgada pelo presidente Hugo Chávez, a nova Lei Orgânica do Trabalho depende agora apenas da chancela do Supremo Tribunal de Justiça para entrar em vigor.
A reforma foi formulada a partir de mais de 19 mil propostas, em sua grande maioria proveniente de sindicatos e outras organizações de trabalhadores. Entre as principais novidades da nova lei, conhecida como LOT, estão a volta da retroatividade da previdência social, que garantirá os benefícios com base no último salário, o pagamento de indenização dobrada em caso de demissões injustificadas, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim da terceirização no ambiente de trabalho.
Além disso, a LOT amplia os direitos de pais e mães a partir do nascimento de seus filhos. Caso aprovada, a lei estabelece a proibição nas demissões de mães e pais durante os dois anos posteriores ao nascimento da criança. Além disso, a licença-maternidade é estendida para seis meses e meio. Com a nova legislação, as empresas também têm de reconhecer os direitos dos casais que adotarem crianças.
Em sua última aparição pública antes de voltar à Cuba para seguir seu tratamento contra um câncer, o presidente Hugo Chávez celebrou a aprovação da nova legislação. É “uma lei para a história, uma lei libertadora, uma lei justa. Agora há que se lutar para que se cumpra”, afirmou o presidente, segundo a agência Reuters.
Segundo Nicolas Maduro, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, assim que o Supremo aprovar a nova lei, ela será publicada no diário oficial e passará a valer para empresas públicas e privadas.
O chanceler venezuelano comparou os novos direitos adquiridos pelos trabalhadores na Venezuela com o cenário de crise nos países ricos. “Nos Estados Unidos, os trabalhadores não têm segurança social, nem hospitais e escolas públicas e estão tomando suas casas (...) Os trabalhadores, as massas que estão despertando nos EUA e na Europa estão lutando por aquilo que, agora, o povo da Venezuela tem”, disse, de acordo com a Telesur.
Maduro disse ainda que está previsto a criação de um Conselho Superior de Trabalho para que esta nova realidade seja rapidamente introduzida na classe trabalhadora nos próximos três anos.
De acordo com os últimos números oficiais, a Venezuela tem mais de 12,3 milhões de pessoas empregadas. Destas, 58,7% tem emprego formal.
Fonte: Opera Mundi
A Venezuela aprovou nas vésperas do Dia do Trabalhador (1º) uma ampla reforma trabalhista que deverá aumentar o valor das pensões e aposentadorias e reduzir a jornada semanal de trabalho no país. Promulgada pelo presidente Hugo Chávez, a nova Lei Orgânica do Trabalho depende agora apenas da chancela do Supremo Tribunal de Justiça para entrar em vigor.
Além disso, a LOT amplia os direitos de pais e mães a partir do nascimento de seus filhos. Caso aprovada, a lei estabelece a proibição nas demissões de mães e pais durante os dois anos posteriores ao nascimento da criança. Além disso, a licença-maternidade é estendida para seis meses e meio. Com a nova legislação, as empresas também têm de reconhecer os direitos dos casais que adotarem crianças.
Em sua última aparição pública antes de voltar à Cuba para seguir seu tratamento contra um câncer, o presidente Hugo Chávez celebrou a aprovação da nova legislação. É “uma lei para a história, uma lei libertadora, uma lei justa. Agora há que se lutar para que se cumpra”, afirmou o presidente, segundo a agência Reuters.
Segundo Nicolas Maduro, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, assim que o Supremo aprovar a nova lei, ela será publicada no diário oficial e passará a valer para empresas públicas e privadas.
O chanceler venezuelano comparou os novos direitos adquiridos pelos trabalhadores na Venezuela com o cenário de crise nos países ricos. “Nos Estados Unidos, os trabalhadores não têm segurança social, nem hospitais e escolas públicas e estão tomando suas casas (...) Os trabalhadores, as massas que estão despertando nos EUA e na Europa estão lutando por aquilo que, agora, o povo da Venezuela tem”, disse, de acordo com a Telesur.
Maduro disse ainda que está previsto a criação de um Conselho Superior de Trabalho para que esta nova realidade seja rapidamente introduzida na classe trabalhadora nos próximos três anos.
De acordo com os últimos números oficiais, a Venezuela tem mais de 12,3 milhões de pessoas empregadas. Destas, 58,7% tem emprego formal.
Fonte: Opera Mundi
10/05 às 9h00 Debate sobre Bioética na UnB: DESCOLONIZAR A VIDA: PLURALISMO BIOÉTICO E AS FORMAS DA POLÍTICA
O Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Bioética – Prof. Volnei Garrafa, convida a comunidade acadêmica para participar do IV Ciclo de Conferências Internacionais de Bioética da UnB - 10/05/2012 que acontecerá no Auditório 03 da Faculdade de Ciências da Saúde a partir das 9:00 às 12:00 horas com a palestra da Professora Rita Segato - Pesquisadora 1A do CNPq e Docente credenciada do PPGBioética - FS/UnB Tema: “DESCOLONIZAR A VIDA: PLURALISMO BIOÉTICO E AS FORMAS DA POLÍTICA.”
Vanessa de Santana Sertão
Cátedra UNESCO de Bioética
Faculdade de Ciências da Saúde - UnB
(55) (61) 3107-1968/ 3107-1969
Vanessa de Santana Sertão
Cátedra UNESCO de Bioética
Faculdade de Ciências da Saúde - UnB
(55) (61) 3107-1968/ 3107-1969
Juventude da CTB tem agenda intensa até junho
Paulo Vinícius Silva
Estes dias tem sido por demais intensos para a juventude da CTB. Regressei depois de uma semana em Cuba, onde juntamente com Vítor Espinoza (FECOSUL e Coletivo de Juventude da CTB) e Nilvo (Comerciários de Caxias, participamos da II Conferência Internacional da Juventude da FSM e do Primeiro de Maio em Havana, na marcha de 800 mil pessoas na Plaza de la Revolución. A juventude da CTB foi reconduzida ao comitê internacional que tem o desafio de ampliar a sua articulação e método de trabalho para incorporar o potencial criador da imensa juventude que está nas bases da FSM.
Mal cheguei, parti para São Paulo a fim de participar do 23º Congresso Nacional da ANPG, que reuniu cerca de 300 pós-graduandos de 22 Estados e manteve o comando da associação sob direção feminina, com a eleição de Luana Bonone. No congresso foi anunciado pelo CNPQ e a CAPES o aumento das bolsas de pesquisa em 10%, rompendo a inércia de 4 anos de congelamentos em pleno ano de cortes e sem previsão orçamentária, o que ilustra o êxito da mobilização nacional #MinhaBolsaNaoAumentou, e que segue, pelos 40%. Fiz contatos com inúmeros pós graduandos que ocupam e ocuparão importantes lugares na pesquisa e na docência, jovens trabalhadores qualificados e de luta.
E além do retorno às aulas do Mestrado, estamos em meio à posse e primeira reunião do CONJUVE, a que a CTB foi reconduzida na recente eleição, em rodízio com a CGTB, que assumirá o primeiro ano. Muitas esperanças com a condução de Ângela Guimarães à Presidente do CONJUVE.
Os próximos momentos serão também intensos, com a realização do Encontro Sindical Nossa América no México, em maio, o Congresso da UJS e da Rio Mais 20 na cidade maravilhosa, em junho, e com a reunião da Juventude da FSM em Buenos Aires, nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho. E vamos que vamos!
domingo, 6 de maio de 2012
Vila Vudu; Jean-Luc Mélenchon: Discurso da praça Stalingrad “Agora se trata de derrotar Sarkozy”
4/5/2012, Vídeo (discurso transcrito e traduzido, 30’)
http://dai.ly/JjLFo2
Mélenchon: [Resistência, resistência!] Baixem as bandeiras, para que eu possa vê-los!
Caros amigos, caros camaradas. Mais uma vez, vocês respondem ao chamado das organizações da Frente de Esquerda. Quero lembrá-los, mais uma vez, nessa praça dos mártires de Stalingrado, que aqui nos reunimos no primeiro comício das eleições presidenciais, e também no último dos comícios daquela campanha.
Voltamos a essa praça hoje, porque é importante que todos vejam, em toda a França, que a força que constituímos não foi aglomeração de circunstância, mas um grande movimento, educado, politizado, que assume conscientemente uma via capaz de, de modo disciplinado, mostrar o que é direito de todos esperar de nossa revolução cidadã.
Dia 22 de abril, pelos votos que recebemos e por nosso trabalho paciente – e não só o meu trabalho, que não é o mais importante –, mas pelo trabalho de milhares e milhares de vocês, militantes, homens e mulheres, além dos outros, dos muitos de nós que, pela primeira vez na vida, envolvem-se numa batalha política. E se dedicaram a buscar cada um o seu vizinho, a sua vizinha, para explicar e tornar compreensível para eles as raízes da infelicidade que desgraça o mundo.
E cada um que, também na vida profissional, se dedicou a mostrar – desafiando a propaganda que repete, sem parar, sempre o mesmo discurso alucinado –, que o problema da França não é os imigrados. Porque o problema da França são os banqueiros!
E que trabalharam, com a paciência que é própria do povo, desde que se põe em movimento, e com a inteligência dos muitos, quando ela busca ir iluminando progressivamente as trevas do preconceito, o obscurantismo do egoísmo social.
Com nossos votos, constituímos juntos uma força imensa! Quatro milhões de votos reuniram-se em torno de nossa candidatura comum. ¾ , nada menos que três quartos, do avanço da esquerda vem de nós!
Hoje, seria absolutamente impossível pensar em qualquer tipo de vitória possível da esquerda, se vocês não tivessem feito, todos vocês, esse trabalho paciente e obstinado, ao longo do qual vocês, com muita razão, tantas vezes se impacientam.
À altura da metade da vida de mais de 150 mil habitantes, a Frente de Esquerda alcançou seu objetivo de passar à frente dessa força maléfica e obscura da Frente Nacional. Nas cidades populares, em Veau..., em .... , em Grigny, ... em toda a parte, estamos à frente, por milhares e milhares de votos populares, nas cidades, nas vilas distantes, estamos à frente. Nossa saudação especial aos habitantes de .............. onde vencemos com grande diferença de votos! Lá está como sempre esteve, a estrada pela qual andaremos!
Essa força aí está, e não é constituída em benefício de um homem ou de um partido, ela não é constituída para olhar o próprio umbigo, ou para meter-se em disputas de obscuras comparações de adjetivos ou batalhas de vírgulas, mas para pesar sobre a realidade, para tomar a história no momento em que ela vacila e fazê-la andar na direção que nós determinamos que ela vá, custe o que custar. E tem de ser assim, se quisermos afastar de nós a dupla catástrofe do fascismo que se organiza em toda a Europa e a catástrofe da mudança climática, a catástrofe ecológica que nos ameaça e contra a qual ninguém dos que mandam no mundo faz coisa alguma.
Somos todos coletivamente responsáveis por essa força. E agora, ataquemos o assunto principal, por difícil que seja.
A primeira responsabilidade que temos é responsabilidade ante nós mesmos, precisamente em relação à força que constituímos. Nós nos devemos, uns aos outros, o respeito, que é condição de nossa união. Se é verdade que a maioria de nós já decidiu sobre o voto essencialmente importante de domingo, também é verdade que muitos de nós ainda pensam, hesitam, e têm nobres razões para hesitar.
Nosso ponto de vista e o modo de falar uns aos outros não será a demonização, o por contra a parede, a estigmatização, mas o trabalho da razão e do convencimento. Só assim continuaremos a ser a grande força que somos. Não há outro chefe entre nós, que o dever que a consciência nos dita.
É indispensável essa reflexão aprofundada que nos aguarda nesse fim de semana, talvez com nossos filhos, se nos perguntarem, pedirem conselhos, se quiserem compreender o que faremos, dado que eles não votam. É a reflexão de cada um, cada uma, na cozinha de casa, na sala de casa, antes de votar e fazer sua profissão de fé, porque essa reflexão o levará a tomar partido, e, assim, transformará cada um, cada uma, de dentro para fora, quando escolhe o futuro que cada um propõe para todos. Preparar o próprio voto é ato de imensa significação humana, filosófica e política. É unir-se à comunidade humana, declarando que se partilha do interesse comum. Por isso é tão importante pensar bem o próprio voto.
Por isso lhes digo que a primeira reflexão é apelar ao senso comum. O voto é, antes de tudo, voto de ação, determinado a pesar sobre os acontecimentos. O voto não existe para manifestar alguma sensibilidade ou alguma inclinação pessoal.
É preciso que assim seja, porque eles tentarão nos desmobilizar.
Não duvidem, nem por um segundo: eles já compreenderam muito bem o que resultará da derrota que temos de impor a eles. Já compreenderam muito bem que o voto do povo nesse momento não é um cheque em branco, não é ato votivo, mas, ao contrário, é um élan, um impulso, um momento no qual a força se acumula para projetar-se, para lançar-se para o futuro. Peçam, exijam contas dos que têm obrigação de prestar contas, e apertem a garganta dos poderosos de hoje!
Vejam, meus amigos, como, às vezes, uma hesitação pode ter consequências importantes, não previstas. Pensem no colega de trabalho, no conhecido, na amiga, na conhecida da cidade, num familiar, um desses que foram atraídos pelo projeto que apresentamos, pelos meios que mobilizamos, pela poesia que pusemos em ação no nosso projeto, em todas essas belas coisas que fazem sonhar, não no sentido do delírio, mas sonhar no sentido de dar vontade de por-se em ação. Pensem em todos esses que, depois, no último momento, ouviram a voz insidiosa dos que nos caluniaram, tentaram nos diminuir: a voz do fantasma do voto ‘útil’ [vaias].
Sim, sim, respeitamos a escolha deles, respeitamos a decisão deles, compreendemos, sim, mas é preciso dizer: vejam bem, vocês, a consequência do que fizeram!
Se tivessem nos ouvido, se tivessem vindo nos ajudar, quando os convocamos, teriam posto Mme. Le Pen e os outros fascistas, atrás de nós. Sim, sim, vocês entendiam que estariam fazendo o melhor, votando ‘útil’, como supunham, para afastar de vez a Frente Nacional. Mas e agora? Estão vendo o que fizeram? Fizeram exatamente o contrário!
De certo modo, o que vocês fizeram foi instalar a Frente Nacional num pedestal confortável, e nos obrigaram a passar mais duas semanas sem ouvir uma palavra sobre salários, ou sobre educação, ou sobre saúde, ou sobre o lugar da França na grande batalha pelo destino humano ante a crise ecológica. Mais uma vez, passamos dias e dias sendo embrutecidos pelos ataques contra os imigrados! Que insuportável tolice fizeram, que não os levou a nada! Esses ataques nada fazem além de semear mais ódio, mais feridas.
Por isso lhes digo, caros camaradas, que ainda não avaliamos completamente a amplidão [daquele erro], porque, outra vez, o que tivemos foi a estupidez bestial da máquina infernal da Frente Nacional e suas máximas.
Alguém ainda poderia pensar que fosse só isso, mais uma vez, os feitos de uma seita doentia, que já conhecíamos. E era isso, mas era muito mais!
As mesmas palavras pervertidas foram repetidas pelo atual presidente! [vaias] Que validou o raciocínio mais imbecil que se ouviu! O presidente repetiu, por exemplo, que os imigrados seriam culpados do desequilíbrio das contas sociais. A verdade é o contrário! Vocês sabem que, de fato, eles dão 12 milhões de euros a mais, do que recebem! [Resistência! Resistência!]
Homens e mulheres, dentro de poucos dias, vocês serão chamados a eleger seus deputados. Digo-lhes que, outra vez também, é a mesma coisa. Pensem bem no que fazem. E que, dessa vez, tratem de ir na direção da insurreição de esquerda!
Aqui está a nova guarda da esquerda! Os jovens, os que marcham, os que lutam. Mais uma vez, todos os que sofrem e lutam na França têm todo o direito de estar representados na Assembleia Nacional. Ponhamos lá esse grupo forte, disciplinado, cabeças-duras como mulas, que jamais cedem!
Porque somos todos, vocês e eu, corresponsáveis pela força que constituímos juntos. Convoco, em nome de vocês, todos que nos escutam e confiam em nós: mostrem-se, apareçam nesse novo episódio da batalha, com responsabilidade. Ser responsável não é renunciar aos seus objetivos. Ser responsável, ao contrário, é tomar a peito a parte do futuro que depende de cada um.
Na França, não se faz coisa alguma na esquerda sem nós. E, conosco, tudo é possível.
Dirijo-me a vocês com as mesmas palavras, os mesmos objetivos inalterados, do primeiro dia. Não temos de pedir licença a ninguém para nos mobilizar para derrotar Sarkozy. Não precisamos da permissão de ninguém, de nenhum ator, de nenhum acordo do quadro da 5ª República, para alcançar nosso objetivo que, de qualquer modo, começa por arrancar a direita do poder.
Partisan da 6ª República, ninguém se poderá dizer partidário da partilha da riqueza, do salário mínimo de 1.700 euros, do planejamento ecológico-econômico, da saída da França da corte dos EUA e da OTAN, não poderemos fazer nada disso, se, primeiro, não arrancarmos Sarkozy do poder.
Ainda uma palavra, que devemos distribuir a todos os demais. Convoco todos a assumir a responsabilidade de cada um, caros camaradas, a assumir a responsabilidade de cada um, na história. Estamos escrevendo uma página da história da esquerda, reconstituindo, pela primeira vez depois de 30 anos, a outra esquerda, e presente, contando-se aos milhões os que aqui se reúnem.
Essas imagens que correm o mundo, de nossos comícios gigantes, de nossas bandeiras vermelhas, geraram mensagens de apoio de toda a Europa. E nos ajudam a pensar.
Decidimos derrotar Sarkozy e, para isso, votamos em Hollande. E, ouçam bem. Precisamos de uma grande, de uma ampla derrota de Sarkozy. Quanto maior for, mais forte o impulso que dela resultará.
Li o que disse o camarada Oskar Lafontaine, líder do partido “A Esquerda” alemão, que não hesitou em dizer que, se derrotarmos Sarkozy, provocaremos um terremoto na Europa inteira, do qual todos precisam muito.
Os operários e sindicatos alemães sabem que hoje 20% da população ativa vive no limite da linha da miséria. Sabem que os níveis de pleno emprego, como dizem, na Alemanha, só existem, porque já há lá uma legislação que Sarkozy tenta implantar aqui. Por essas leis, se o empregado recusa o emprego que lhe seja proposto, perde o direito a qualquer tipo de indenização e, portanto o empregado é condenado ao subemprego.
Em outubro, os alemães votarão. A esquerda alemã não conseguiu construir candidato à presidência, e observam muito atentamente o que estamos fazendo aqui. Estarei lá, naquela batalha, como, depois, estarei também na Grécia. Os companheiros gregos já disseram que precisam do que estamos aprendendo na França, para que a esquerda também lá vote em massa!
Os irlandeses também votarão, em maio, um referendo, para decidir se o Tratado Europeu deve aplicar-se lá, ou não.
Camaradas, companheiros, amigos, franceses, vocês estão sendo convocados para resgatar todos os povos de toda a Europa! Cumpriremos nosso dever!
Nossa autonomia duramente conquistada, por uma política inflexível que anuncia seus objetivos e não os abandona pelo caminho, brota do nosso programa, que tivemos a sorte de discutir e construir ao longo do tempo, instrumento de nossa autonomia.
Por tudo isso lhes digo que a Frente de Esquerda estará no poder dentro de dez anos. O que não significa que demore dez anos!
Não teremos de esperar dez anos, porque seremos convocados aos nossos postos de combate bem antes disso. Já recebemos a mensagem da Europa: e ela vem, se bem a compreendo, da pior direita europeia, ao futuro presidente da França, seja quem for, e esperemos que seja François Hollande, não Nicolas Sarkozy.
A mensagem vem do dito presidente da União Europeia e vem também do banqueiro do Banco Central Europeu: a política de austeridade é o centro de qualquer política aceitável na Europa. Significa que a batalha começará 2ª-feira, de manhã cedo.
Se tivermos derrotado Sarkozy, só haverá duas vias possíveis: capitular ou resistir. E para resistir, estamos prontos!
Camaradas, nossa força implica nosso dever. O dever político não pode ser moralmente partilhado. Não se pode entregar o trabalho a outro. Cabe a cada um, como adulto responsável, lúcido, consciente, fazendo política, não profecia, tomar seu título eleitoral e votar. Essa a tarefa, esse o dever moral de quem queira olhar-se no espelho e dizer: fiz o que tinha o dever de fazer.
Não somos essa espécie de animal vociferante, como os energúmenos reunidos como tropa de muares em torno de Mme. LePen, que, em 40 anos, serviram para rigorosamente nada, além de disseminar ódio entre o povo e fazer as pessoas detestarem o vizinho, o próximo.
E vejam só, essa nada! Quando chega o momento de decidir, o que ela decidiu? Nada. É cúmplice do sistema, que o faz durar, durar, durar, para nunca acabar! Quanto antes nos livremos disso, quanto antes poderemos responder às perguntas que se impõem aos nossos povos e ao nosso continente.
Domingo, quando usarmos nosso voto, saberemos que nos livramos de dois, pelo preço de um.
Domingo, então, temos esse dever. E imediatamente depois, começa a batalha pelas eleições legislativas.
Ainda não sei, porque ainda não tivemos tempo de decidir sobre isso, qual será minha participação pessoal nesse combate geral. O que sei é que é mais fácil para mim voltar ao meu velho posto de combate, que me foi confiado. Mas, dessa vez, como das outras vezes, irei aonde o dever mandar que eu vá.
Espero que outros da minha geração respondam ao meu apelo e comportem-se como devem, em relação à geração seguinte, como é nosso dever hoje.
Sejamos, amigos, camaradas, os guias que levem os demais pelas trilhas que haja, difíceis, se forem difíceis, sem nos dividir, sem perder o foco. As trilhas difíceis são perigosas, sim, mas são mais rápidas, porque são menos frequentadas.
Sejamos a luz que ilumina o caminho, mas, sobretudo, os que passam o bastão, a chama, a bandeira, nossa bela bandeira vermelha que se agita ao vento da nossa pátria comum.
É muito provável que eu participe da batalha legislativa, talvez em Paris, talvez em Marselha. O resultado não me ocupa nem preocupa. Cuido sempre mais do combate, que do resultado.
Falo a cada um de vocês. Nos reunimos, porque há um rito a cumprir. É importante que todos se vejam aí, e que outros muitos, nos lugares mais distantes, mais isolados, os vejam aí,como sardinhas em lata, para que se sintam muitos, apoiados, amparados pela solidariedade dos camaradas, essa nossa força de idades tão diferentes, das profissões mais variadas, com tantas e diversas esperanças, todos empenhados a dar o melhor de nós, à luta pelo bem comum, em todos os serviços, em todas as profissões, seja qual for o lugar que ocupamos na sociedade.
Todos, ajudem a França a virar essa página!
Se não o fizermos, a vergonha será enorme. Se torcermos o pescoço a esse horror chamado de “LePenização” da direita, conseguiremos demonstrar que, numa eleição, não vale a pena comportar-se como grande fascio.
O povo francês aspira a uma unidade de fraternidade e recusa-se a apontar o dedo acusador ao vizinho, por sua religião.
Espero que o que teremos de lutar aqui terá efeitos por toda a Europa. O “basta” que diremos aqui ecoará por toda a Europa. E fará andar avante o movimento de todos os povos europeus que lutam contra a miséria. Sei que virar a página não basta.
Também sinto, como vocês, que a história é lenta, é cruel, mas viraremos essa página, porque, assim, teremos cumprido a primeira etapa do que temos de fazer para começar a escrever a história, nós mesmos.
Viva a República! Viva a França! Viva a República Social!
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Campanha pela unicidade sindical terá continuidade nos estados
Campanha pela unicidade sindical terá continuidade nos estados
O secretário de Imprensa e Comunicação da CTB, Eduardo Navarro, avalia que a primeira etapa da campanha publicitária realizada pela Central, a respeito da unicidade sindical, cumpriu seu papel e pode ser analisada de forma positiva. Agora, para que o tema seja mantido em pauta, ele vê a necessidade de os estados entrarem com vigor na campanha.
“Cada sindicalista que concorda com a unicidade sindical deve ser um agente da campanha pela manutenção do Artigo 8º da CLT”, defende Navarro. Nesta entrevista, o dirigente também fala da importância da internet para o debate sobre a organização sindical no Brasil e critica a postura da CUT, que ao defender o fim da contribuição sindical acaba prestando um desserviço ao país.
Confira abaixo:
Portal CTB – Para aqueles que não estão habituados a essa linguagem específica do sindicalismo, qual o significado do termo “Unicidade Sindical”?
Eduardo Navarro - A Unicidade Sindical é o resultado da experiência de luta da Classe Trabalhadora. Desde os primórdios do capitalismo, com seu nível brutal de exploração, que os trabalhadores desenvolvem as mais diversas formas de luta de resistência, ora para reduzir a jornada de trabalho ou melhorar o salário, ora para combater o próprio capitalismo. Em todos estes momentos a luta exigiu a unidade entre todos os trabalhadores para enfrentar a violência do capital.
Deste ponto de vista, portanto, a unidade dos trabalhadores é histórica. Por outro lado, ao analisarmos a década de 1930, veremos que o Brasil se industrializou a passos rápidos. Nesse período o capital recebeu incentivos do Estado para acelerar e consolidar o capitalismo no país. Como contrapartida para os trabalhadores o governo de Getúlio Vargas consolida em lei todas as conquistas provenientes das greves ocorridas e consagradas em acordos coletivos. Assim foi com a jornada de trabalho, com o descanso semanal e as férias, dentre tantas outras. Inclusive a adoção da Carteira de Trabalho para o registro individual dos direitos.
Porém, a contrapartida mais importante está expressa no princípio jurídico “erga omnes” que repassa a todos os integrantes de uma mesma categoria profissional os mesmos direitos e benefícios conseguidos pelo acordo coletivo de trabalho, para todos independente da filiação ao sindicato. Para fechar o círculo em favor do trabalho fica garantido, assim, na Constituição, a existência de um único sindicato por base e uma contribuição sindical na ordem de um dia de trabalho ao ano.
Esse, portanto, é o significado da Unicidade Sindical que temos expressado em nossa campanha.
Que balanço é possível fazer sobre a campanha de mídia iniciada pela CTB no dia 1º de março? Que resultados ela trouxe?
O balanço é bem positivo. A campanha conseguiu abrir o debate sobre o assunto no meio do movimento sindical. Os sindicalistas já ouvem a mesma pregação sobre liberdade sindical há 30 anos, de forma limitada e parcial. Com essa campanha nós apresentamos ao público argumentos sobre o verdadeiro sentido da liberdade de lutar, mostrando a importância da unidade dos trabalhadores e os interesses que se escondem por traz de um discurso liberal.
A campanha da CTB englobou a exposição em espaços da mídia tradicional e também a utilização da internet, especialmente com a popularização de suas redes sociais. Qual a importância dessa nova mídia para um debate como o proposto pela CTB? Que público se buscou atingir?
Realmente, utilizamos os meios tradicionais como outdoor, busdoor e impressos, e reforçamos a campanha com a veiculação nos meios virtuais através das redes sociais e blogs progressistas porque temos certeza que o movimento sindical está cada vez mais sintonizado com essas novas ferramentas de comunicação.
A partir dessa experiência, como deve ocorrer a continuidade do debate sobre a unicidade sindical? Qual o papel de cada dirigente para que a campanha continue viva?
Podemos dizer que realizamos a primeira etapa da campanha publicitária. Agora é a vez das seções estaduais e dos sindicatos filiados tocarem a segunda etapa com a veiculação de materiais, realização de debates sobre o tema e, o mais importante, com o contato direto com os trabalhadores na porta de fábrica, nas lojas, nas agências para tirar as dúvidas de qual o melhor modelo de sindicalismo o país precisa. Cada sindicalista que concorda com a unicidade sindical deve ser um agente da campanha pela manutenção do Artigo 8º da CLT.
Após o início da campanha da CTB, a CUT parece ter sentido o golpe e resolveu agir de modo semelhante, a partir da bandeira do fim da contribuição sindical – algo que está longe de ser consenso entre os próprios cutistas. Como você tem acompanhado esse debate público entre as duas centrais?
Penso que a CUT apresenta uma campanha deslocada da realidade. O país passa por um momento delicado e de incertezas em que os trabalhadores podem perder muito, diria até que o Brasil pode perder uma grande oportunidade de crescer e se desenvolver, e a CUT traz para o debate, de forma intempestiva, aquilo que não é central para os trabalhadores. Penso que os sindicalistas que não concordam com a fragmentação dos sindicatos deveriam exigir outra postura daquela central.
Portal CTB
“Cada sindicalista que concorda com a unicidade sindical deve ser um agente da campanha pela manutenção do Artigo 8º da CLT”, defende Navarro. Nesta entrevista, o dirigente também fala da importância da internet para o debate sobre a organização sindical no Brasil e critica a postura da CUT, que ao defender o fim da contribuição sindical acaba prestando um desserviço ao país.
Confira abaixo:
Portal CTB – Para aqueles que não estão habituados a essa linguagem específica do sindicalismo, qual o significado do termo “Unicidade Sindical”?
Eduardo Navarro - A Unicidade Sindical é o resultado da experiência de luta da Classe Trabalhadora. Desde os primórdios do capitalismo, com seu nível brutal de exploração, que os trabalhadores desenvolvem as mais diversas formas de luta de resistência, ora para reduzir a jornada de trabalho ou melhorar o salário, ora para combater o próprio capitalismo. Em todos estes momentos a luta exigiu a unidade entre todos os trabalhadores para enfrentar a violência do capital.
Deste ponto de vista, portanto, a unidade dos trabalhadores é histórica. Por outro lado, ao analisarmos a década de 1930, veremos que o Brasil se industrializou a passos rápidos. Nesse período o capital recebeu incentivos do Estado para acelerar e consolidar o capitalismo no país. Como contrapartida para os trabalhadores o governo de Getúlio Vargas consolida em lei todas as conquistas provenientes das greves ocorridas e consagradas em acordos coletivos. Assim foi com a jornada de trabalho, com o descanso semanal e as férias, dentre tantas outras. Inclusive a adoção da Carteira de Trabalho para o registro individual dos direitos.
Porém, a contrapartida mais importante está expressa no princípio jurídico “erga omnes” que repassa a todos os integrantes de uma mesma categoria profissional os mesmos direitos e benefícios conseguidos pelo acordo coletivo de trabalho, para todos independente da filiação ao sindicato. Para fechar o círculo em favor do trabalho fica garantido, assim, na Constituição, a existência de um único sindicato por base e uma contribuição sindical na ordem de um dia de trabalho ao ano.
Esse, portanto, é o significado da Unicidade Sindical que temos expressado em nossa campanha.
O balanço é bem positivo. A campanha conseguiu abrir o debate sobre o assunto no meio do movimento sindical. Os sindicalistas já ouvem a mesma pregação sobre liberdade sindical há 30 anos, de forma limitada e parcial. Com essa campanha nós apresentamos ao público argumentos sobre o verdadeiro sentido da liberdade de lutar, mostrando a importância da unidade dos trabalhadores e os interesses que se escondem por traz de um discurso liberal.
A campanha da CTB englobou a exposição em espaços da mídia tradicional e também a utilização da internet, especialmente com a popularização de suas redes sociais. Qual a importância dessa nova mídia para um debate como o proposto pela CTB? Que público se buscou atingir?
Realmente, utilizamos os meios tradicionais como outdoor, busdoor e impressos, e reforçamos a campanha com a veiculação nos meios virtuais através das redes sociais e blogs progressistas porque temos certeza que o movimento sindical está cada vez mais sintonizado com essas novas ferramentas de comunicação.
A partir dessa experiência, como deve ocorrer a continuidade do debate sobre a unicidade sindical? Qual o papel de cada dirigente para que a campanha continue viva?
Podemos dizer que realizamos a primeira etapa da campanha publicitária. Agora é a vez das seções estaduais e dos sindicatos filiados tocarem a segunda etapa com a veiculação de materiais, realização de debates sobre o tema e, o mais importante, com o contato direto com os trabalhadores na porta de fábrica, nas lojas, nas agências para tirar as dúvidas de qual o melhor modelo de sindicalismo o país precisa. Cada sindicalista que concorda com a unicidade sindical deve ser um agente da campanha pela manutenção do Artigo 8º da CLT.
Após o início da campanha da CTB, a CUT parece ter sentido o golpe e resolveu agir de modo semelhante, a partir da bandeira do fim da contribuição sindical – algo que está longe de ser consenso entre os próprios cutistas. Como você tem acompanhado esse debate público entre as duas centrais?
Penso que a CUT apresenta uma campanha deslocada da realidade. O país passa por um momento delicado e de incertezas em que os trabalhadores podem perder muito, diria até que o Brasil pode perder uma grande oportunidade de crescer e se desenvolver, e a CUT traz para o debate, de forma intempestiva, aquilo que não é central para os trabalhadores. Penso que os sindicalistas que não concordam com a fragmentação dos sindicatos deveriam exigir outra postura daquela central.
Portal CTB
Chapa da CTB disputa eleições entre os dias 7 e 11 de Maio
Chapa 2 - d@s Associad@s disputa eleições da FUNCEF entre os dias 7 e 11 de Maio

A Chapa 2 - "D@s Associad@s" - apoiada pela CTB, está concorrendo no processo que elegerá o novo Conselho Deliberativo e Fiscal da Fundação dos Economiários Federais (Funcef). A eleição, uma oportunidade de mudança na Fundação, ocorre entre os dias 7 e 11 de maio.
A Funcef é o terceiro maior fundo de pensão do Brasil e um dos maiores da América Latina. Entidade tem o objetivo de administrar o plano de previdência complementar dos empregados da Caixa Econômica Federal e conta hoje com aproximadamente 115 mil participantes.
Os Sindicatos dos Bancários da Bahia, Sergipe, Maranhão, Feira de Santana, Itabuna, Florianópolis, Chapecó, Ilhéus, Barreiras, Camaçari, Espírito Santo, Bauru, Santos, Vitória da Conquista, Irecê, Juazeiro e Jequié, já declararam apoio à Chapa, que surgiu diante da indignação que repercute entre a maioria dos bancários, aliada a uma confiança que persiste numa transformação da atual crise de representatividade dos empregados da Caixa.
A Chapa 2 não concorda com a situação atual da Funcef e destaca graves problemas atuais relacionados com o Cadastro, a Tecnologia da Informação (TI), o atendimento aos associados, entre outros."A luta dos trabalhadores tem conquistado avanços importantes e a paridade na gestão é o maior deles, mas é preciso que seja garantida na prática", destaca nota da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (FEEB), umas das apoiadora da Chapa.
De acordo com Emanoel Souza de Jesus, presidente da FEEB, a Chapa 2 defende uma gestão autônoma, transparente e democrática. "Os candidatos se comprometem a lutar, entre outras coisas, por uma política de investimentos transparente, segura e rentável e pela transparência no processo de indicação dos representantes da fundação junto às empresas", afirmou.
A Chapa 2 representa diversos estados do país, por isso, os quatro candidatos são de locais diferentes. Concorrendo ao Conselho Deliberativo, Augusto Vasconcelos, vice-presidente do SBBA, que tem como suplente Dirceu Alves (SP). Quem concorre ao Conselho Fiscal é Paulo Roberto Carpenedo (RS), com Rita de Cássia Santos Lima (ES) como suplente.
Portal CTB com informações do SEEB
A Chapa 2 - "D@s Associad@s" - apoiada pela CTB, está concorrendo no processo que elegerá o novo Conselho Deliberativo e Fiscal da Fundação dos Economiários Federais (Funcef). A eleição, uma oportunidade de mudança na Fundação, ocorre entre os dias 7 e 11 de maio.
A Funcef é o terceiro maior fundo de pensão do Brasil e um dos maiores da América Latina. Entidade tem o objetivo de administrar o plano de previdência complementar dos empregados da Caixa Econômica Federal e conta hoje com aproximadamente 115 mil participantes.
Os Sindicatos dos Bancários da Bahia, Sergipe, Maranhão, Feira de Santana, Itabuna, Florianópolis, Chapecó, Ilhéus, Barreiras, Camaçari, Espírito Santo, Bauru, Santos, Vitória da Conquista, Irecê, Juazeiro e Jequié, já declararam apoio à Chapa, que surgiu diante da indignação que repercute entre a maioria dos bancários, aliada a uma confiança que persiste numa transformação da atual crise de representatividade dos empregados da Caixa.
A Chapa 2 não concorda com a situação atual da Funcef e destaca graves problemas atuais relacionados com o Cadastro, a Tecnologia da Informação (TI), o atendimento aos associados, entre outros."A luta dos trabalhadores tem conquistado avanços importantes e a paridade na gestão é o maior deles, mas é preciso que seja garantida na prática", destaca nota da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (FEEB), umas das apoiadora da Chapa.
De acordo com Emanoel Souza de Jesus, presidente da FEEB, a Chapa 2 defende uma gestão autônoma, transparente e democrática. "Os candidatos se comprometem a lutar, entre outras coisas, por uma política de investimentos transparente, segura e rentável e pela transparência no processo de indicação dos representantes da fundação junto às empresas", afirmou.
A Chapa 2 representa diversos estados do país, por isso, os quatro candidatos são de locais diferentes. Concorrendo ao Conselho Deliberativo, Augusto Vasconcelos, vice-presidente do SBBA, que tem como suplente Dirceu Alves (SP). Quem concorre ao Conselho Fiscal é Paulo Roberto Carpenedo (RS), com Rita de Cássia Santos Lima (ES) como suplente.
Portal CTB com informações do SEEB
CTB participa do lançamento da Marcha Patriótica na Colômbia
CTB participa do lançamento da Marcha Patriótica na Colômbia
Ocorreu nos dias 21, 22 e 23 de abril o lançamento do movimento político e social Marcha Patriótica, em Bogotá, capital da Colômbia. Esse movimento é composto por organizações sociais, políticas, dos movimentos populares, além de personalidades democráticas que no país lutam contra o regime oligárquico que se instaurou na Colômbia. Esse regime vem implantando o neoliberalismo há mais de 20 anos. E desde essa época vem espalhando o terror e a guerra ao povo colombiano.
Confira abaixo o relato de Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB, representante da Central na Marcha Patriótica:

Diante dessa realidade, os movimentos sociais e políticos da Colômbia se propuseram a fundar uma organização que tem como proposta ser um instrumento de coesão para a mobilização popular que aponte uma confluência de ideias a ações democráticas e patrióticas que transformem as estruturas da injusta ordem social e política que submete o país a condições indignas de vida.
O movimento político e social Marcha Patriótica, além de se propor a mudar a ordem política e social da Colômbia, se baseia nos princípios da amplitude, da unidade e de caráter nacional.
A independência formal da Espanha veio em 20 de julho de 1810, porém a Colômbia não festeja seu bicentenário como país livre. Ao contrário, o país está mergulhado em uma guerra onde militares do governo e paramilitares, ambos de direita, contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC, entre outras organizações de guerrilha. Mais recentemente, no governo de Álvaro Uribe e no atual Juan Manuel Santos, a situação da Colômbia tem piorado. Enquanto na maioria dos países da América Latina e Caribe se consolida um processo de mudança de governo no sentido das reformas democráticas e populares com vistas a um desenvolvimento econômico e social que reafirme a independência e a soberania popular, na Colômbia se constata o inverso.

A maré mudancista na América Latina e a necessidade de conquistar um governo democrático com participação popular influenciaram o surgimento da alternativa política e social da Marcha Patriótica na Colômbia. Dentre seus objetivos, se destacam a democracia e a participação popular em todas as áreas da vida política, social e econômica; os direitos de cidadania como atributos de uma democracia social real; fim das discriminações e paz. A luta pela paz é muito forte na Colômbia. Esse país foi o que mais assassinou sindicalistas na década passada, e ainda hoje existem quase oito mil presos políticos.
A criação da Marcha Patriótica foi consolidada na marcha realizada dia 23 de abril. Esse evento popular inundou as ruas de Bogotá com mais de 80 mil participantes de diversas organizações populares e políticas. O ato foi encerrado na Praça Simon Bolívar. Estiveram presentes 130 delegações internacionais, representando países de todos os continentes.
Ocorreu nos dias 21, 22 e 23 de abril o lançamento do movimento político e social Marcha Patriótica, em Bogotá, capital da Colômbia. Esse movimento é composto por organizações sociais, políticas, dos movimentos populares, além de personalidades democráticas que no país lutam contra o regime oligárquico que se instaurou na Colômbia. Esse regime vem implantando o neoliberalismo há mais de 20 anos. E desde essa época vem espalhando o terror e a guerra ao povo colombiano.
Confira abaixo o relato de Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB, representante da Central na Marcha Patriótica:
Diante dessa realidade, os movimentos sociais e políticos da Colômbia se propuseram a fundar uma organização que tem como proposta ser um instrumento de coesão para a mobilização popular que aponte uma confluência de ideias a ações democráticas e patrióticas que transformem as estruturas da injusta ordem social e política que submete o país a condições indignas de vida.
O movimento político e social Marcha Patriótica, além de se propor a mudar a ordem política e social da Colômbia, se baseia nos princípios da amplitude, da unidade e de caráter nacional.
A independência formal da Espanha veio em 20 de julho de 1810, porém a Colômbia não festeja seu bicentenário como país livre. Ao contrário, o país está mergulhado em uma guerra onde militares do governo e paramilitares, ambos de direita, contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC, entre outras organizações de guerrilha. Mais recentemente, no governo de Álvaro Uribe e no atual Juan Manuel Santos, a situação da Colômbia tem piorado. Enquanto na maioria dos países da América Latina e Caribe se consolida um processo de mudança de governo no sentido das reformas democráticas e populares com vistas a um desenvolvimento econômico e social que reafirme a independência e a soberania popular, na Colômbia se constata o inverso.
A maré mudancista na América Latina e a necessidade de conquistar um governo democrático com participação popular influenciaram o surgimento da alternativa política e social da Marcha Patriótica na Colômbia. Dentre seus objetivos, se destacam a democracia e a participação popular em todas as áreas da vida política, social e econômica; os direitos de cidadania como atributos de uma democracia social real; fim das discriminações e paz. A luta pela paz é muito forte na Colômbia. Esse país foi o que mais assassinou sindicalistas na década passada, e ainda hoje existem quase oito mil presos políticos.
A criação da Marcha Patriótica foi consolidada na marcha realizada dia 23 de abril. Esse evento popular inundou as ruas de Bogotá com mais de 80 mil participantes de diversas organizações populares e políticas. O ato foi encerrado na Praça Simon Bolívar. Estiveram presentes 130 delegações internacionais, representando países de todos os continentes.
Para CTB, cotas são positivas e devem ser ampliadas para o mercado de trabalho
Para CTB, cotas são positivas e devem ser ampliadas para o mercado de trabalho
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), através de sua Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, se manifesta favorável à política pública de reserva de vagas em universidades públicas com base no sistema de cotas raciais, ressaltando que a luta depois deve ser ampliada para o mercado de trabalho.
Foi aprovada por unanimidade na noite desta quinta-feira (26), no Supremo Tribunal Federal (STF), a constitucionalidade da reserva de vagas em universidades públicas com base nas cotas raciais, na Universidade de Brasília (UnB), que foi a primeira universidade federal a instituir esse sistema, em junho de 2004. Atos administrativos e normativos determinaram a reserva de cotas de 20% do total das vagas oferecidas pela instituição a candidatos negros (entre pretos e pardos).
As cotas raciais como uma ação afirmativa, que visa incluir os negros e afrodescendentes no ensino superior público, são de extrema importância como uma forma reparatória. "É importante inserir o cidadão em todos os aspectos da sociedade e a universidade é um dos elementos centrais dessa inclusão reparando anos de escravidão e exclusão", afirmou Valmira Luzia, secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB.
A dirigente ainda destaca que a política de ação afirmativa não será algo definitivo, mas sim emergencial. "A aplicação e efetivação das cotas raciais é algo emergencial que deve durar algumas décadas até que o Estado brasileiro tome medidas definitivas que iniba qualquer tipo de segregação racial", ressaltou.
Apoio da ONU
Seguindo a mesma linha de pensamento, a Organização das Nações Unidas (ONU) reafirmou também o seu apoio à política de cotas raciais nas universidades brasileiras. "O Sistema das Nações Unidas no Brasil reconhece a adoção de políticas que possibilitem a maior integração de grupos cujas oportunidades do exercício pleno de direitos têm sido historicamente restringidas, como as populações de afrodescendentes, indígenas, mulheres e pessoas com deficiências", afirmou em nota oficial.
Seguindo a mesma linha de pensamento, a Organização das Nações Unidas (ONU) reafirmou também o seu apoio à política de cotas raciais nas universidades brasileiras. "O Sistema das Nações Unidas no Brasil reconhece a adoção de políticas que possibilitem a maior integração de grupos cujas oportunidades do exercício pleno de direitos têm sido historicamente restringidas, como as populações de afrodescendentes, indígenas, mulheres e pessoas com deficiências", afirmou em nota oficial.
Sendo assim, a CTB reitera seu apoio às cotas raciais como forma de luta contra o racismo e desmitificarão do mito da falsa igualdade racial que ainda impera no país. Estando ciente também da necessidade de ampliação da luta para dentro do mercado de trabalho. "No mercado de trabalho os jovens negros encontram dificuldades de inserção sendo assim é importante que lutemos também dentro do espaço da classe trabalhadora contra o racismo. Para que os jovens após concluírem a universidade possam exercer suas funções profissionais alcançando ascensão social visando o progresso de todos", enfatizou a dirigente.
Portal CTB, com informações da Agência Brasil
Ao defender fim do imposto sindical, CUT contraria seus maiores filiados
Ao defender fim do imposto sindical, CUT contraria seus maiores filiados
A CUT, ao levantar, durante a festa do 1º de Maio, sua bandeira contra o imposto sindical, demonstrou mais uma vez que o tema está longe de agradar até mesmo suas principais entidades filiadas.
Segundo informação divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, dos 26 maiores sindicatos filiados à CUT, apenas seis aderiram à campanha. “Entidades de peso como o Sindicato dos Petroleiros e o dos Químicos preferiram ignorar a bandeira, carro-chefe do 1º de Maio”, diz o texto.
Enquanto a CUT defendia essa bandeira durante sua festa do Dia do Trabalhador, as demais centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal (CTB, FS, CGTB, UGT e NCST) defenderam de forma enfática a necessidade de os próprios trabalhadores sustentarem seus sindicatos.
“Procuramos discutir com a população que acompanhou a festa a importância de sindicatos bem estruturados, como forma de garantir mais avanços e evitar quaisquer retrocessos para a classe trabalhadora”, afirmou o presidente da CTB, Wagner Gomes. “Nossa unidade é pra valer. Estamos juntos em defesa de sindicatos fortes, respaldando aquilo que nossa base defende”, completou.
Portal CTB
A CUT, ao levantar, durante a festa do 1º de Maio, sua bandeira contra o imposto sindical, demonstrou mais uma vez que o tema está longe de agradar até mesmo suas principais entidades filiadas.
Segundo informação divulgada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, dos 26 maiores sindicatos filiados à CUT, apenas seis aderiram à campanha. “Entidades de peso como o Sindicato dos Petroleiros e o dos Químicos preferiram ignorar a bandeira, carro-chefe do 1º de Maio”, diz o texto.
Enquanto a CUT defendia essa bandeira durante sua festa do Dia do Trabalhador, as demais centrais sindicais reconhecidas pelo governo federal (CTB, FS, CGTB, UGT e NCST) defenderam de forma enfática a necessidade de os próprios trabalhadores sustentarem seus sindicatos.
Portal CTB
É hora de valorizar o Ministério do Trabalho - Wagner Gomes, Presidente da CTB
É hora de valorizar o Ministério do Trabalho
Depois de cinco meses sob um comando interino, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) finalmente tem um novo ministro. O deputado federal do PDT Brizola Neto foi empossado quinta-feira (3) pela presidente Dilma. O parlamentar conta com o respaldo das centrais sindicais e tem pela frente o desafio de revalorizar a pasta, que ultimamente amarga um progressivo esvaziamento.
São muitas as provas e sinais de perda de prestígio e poder do ministério criado em 1930 por meio de decreto (19.433) assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. Atribuições da pasta foram repassadas a outros ministérios, como é o caso do programa de qualificação profissional (Pronatec), transferido ao Ministério da Educação. Os planos setoriais de qualificação profissional não têm recebido recursos do Orçamento desde o segundo semestre do ano passado.
Como se isto não bastasse, o Programa Nacional de Microcrédito, coordenado pelo MTE, sequer é consultado sobre as medidas provisórias que versam sobre o tema. O ministério também ficou de fora do comitê gestor do Plano Brasil Maior e foi excluído inclusive da comissão que estuda a desoneração da folha de pagamentos, assim como dos debates sobre desindustrialização.
Outra evidência do desprezo a que a pasta é relegada pelo governo é o abandono do Conselho Nacional de Relações de Trabalho, criado em agosto de 2010 para a solução de conflitos e formação de consensos relacionados às negociações trabalhistas, emissão de carta sindical e democratização das eleições sindicais.
A Fundacentro, entidade de pesquisa científica e tecnológica com foco na saúde dos trabalhadores, também vive ao deus-dará. O ministério anda à míngua. É notória a escassez de técnicos e fiscais para monitorar as condições de trabalho, o respeito aos preceitos sociais da Constituição e da CLT, a proliferação dos abusos patronais e a vergonha do trabalho escravo em pleno século 21.
Esta situação, que no fundo reflete uma visão neoliberal e patronal sobre as relações de trabalho, é inaceitável para a classe trabalhadora e seus representantes no mundo sindical e político. A agenda para um novo projeto de desenvolvimento nacional pleiteado pela Conclat – fundado na valorização do trabalho, na democracia e na soberania – passa pelo fortalecimento e valorização do MTE.
A CTB confia que o ministro Brizola Neto não medirá esforços para reverter este quadro de depreciação da pasta que hoje dirige. É hora de revitalizar e valorizar o Ministério do Trabalho e, através dele, a classe trabalhadora que produz a riqueza nacional e constitui a esmagadora maioria da nossa sociedade.
Wagner Gomes é metroviário e presidente da CTB.
Depois de cinco meses sob um comando interino, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) finalmente tem um novo ministro. O deputado federal do PDT Brizola Neto foi empossado quinta-feira (3) pela presidente Dilma. O parlamentar conta com o respaldo das centrais sindicais e tem pela frente o desafio de revalorizar a pasta, que ultimamente amarga um progressivo esvaziamento.
São muitas as provas e sinais de perda de prestígio e poder do ministério criado em 1930 por meio de decreto (19.433) assinado pelo então presidente Getúlio Vargas. Atribuições da pasta foram repassadas a outros ministérios, como é o caso do programa de qualificação profissional (Pronatec), transferido ao Ministério da Educação. Os planos setoriais de qualificação profissional não têm recebido recursos do Orçamento desde o segundo semestre do ano passado.
Como se isto não bastasse, o Programa Nacional de Microcrédito, coordenado pelo MTE, sequer é consultado sobre as medidas provisórias que versam sobre o tema. O ministério também ficou de fora do comitê gestor do Plano Brasil Maior e foi excluído inclusive da comissão que estuda a desoneração da folha de pagamentos, assim como dos debates sobre desindustrialização.
Outra evidência do desprezo a que a pasta é relegada pelo governo é o abandono do Conselho Nacional de Relações de Trabalho, criado em agosto de 2010 para a solução de conflitos e formação de consensos relacionados às negociações trabalhistas, emissão de carta sindical e democratização das eleições sindicais.
A Fundacentro, entidade de pesquisa científica e tecnológica com foco na saúde dos trabalhadores, também vive ao deus-dará. O ministério anda à míngua. É notória a escassez de técnicos e fiscais para monitorar as condições de trabalho, o respeito aos preceitos sociais da Constituição e da CLT, a proliferação dos abusos patronais e a vergonha do trabalho escravo em pleno século 21.
Esta situação, que no fundo reflete uma visão neoliberal e patronal sobre as relações de trabalho, é inaceitável para a classe trabalhadora e seus representantes no mundo sindical e político. A agenda para um novo projeto de desenvolvimento nacional pleiteado pela Conclat – fundado na valorização do trabalho, na democracia e na soberania – passa pelo fortalecimento e valorização do MTE.
A CTB confia que o ministro Brizola Neto não medirá esforços para reverter este quadro de depreciação da pasta que hoje dirige. É hora de revitalizar e valorizar o Ministério do Trabalho e, através dele, a classe trabalhadora que produz a riqueza nacional e constitui a esmagadora maioria da nossa sociedade.
A mensagem do 1º de Maio: o mundo clama por mudanças - UMBERTO MARTINS
www.portalctb.org.br
Alguns acontecimentos que marcaram o 1º de Maio deste ano são emblemáticos das contradições e lutas que estão em curso no mundo hoje. Conforme lembrou o presidente da CTB, Wagner Gomes, durante ato unitário das centrais em São Paulo, a data é uma homenagem aos mártires de Chicago, assassinados nos EUA por liderar uma greve pela redução da jornada de trabalho a 8 horas diárias em 1886.
O imperialismo estadunidense nunca reconheceu a data, que tem um claro apelo classista, apesar dos esforços das classes dominantes para descaracterizá-la, diluindo no feriado o seu caráter revolucionário e anticapitalista. O atual chefe da Casa Branca, Barack Obama, escolheu precisamente o Dia Internacional do Trabalhador para realizar uma visita surpresa ao Afeganistão, um dos países mais pobres do mundo, invadido e ultrajado por tropas norte-americanas e da Otan.
A mensagem do presidente dos EUA no 1º de Maio foi a apologia de uma guerra suja e criminosa, cujo saldo é estimado em cerca de 40 mil civis mortos e 3 milhões de refugiados. A viagem clandestina do presidente suscitou uma onda de indignação entre os afegãos e uma série de atentados comandados pelos talibãs, que resultaram em pelo menos sete mortos e 17 feridos em Cabul no dia seguinte (2). Lá se vão mais de 10 anos de uma guerra, iniciada em outubro de 2001, cuja perspectiva mais do que provável, senão única, é a derrota do imperialismo, tal como aconteceu no Vietnã e no Iraque.
Obama disse que “o saldo da guerra tem sido bom para as duas nações”. O fato, emblemático, indica que a guerra é o desaguadouro natural das contradições inerentes à ordem mundial capitalista e imperialista, conforme já sugeria Lênin.
Nacionalização na Bolívia
Na Bolívia, o destaque do dia foi o anúncio da expropriação e nacionalização de mais uma multinacional. As ações da Rede Elétrica Espanhola na Transportadora de Eletricidade (TDE), privatizada em 1997, foram resgatadas pelo presidente Evo Morales. A empresa possui 2.772 quilômetros de linhas de transmissão de energia, o equivalente a 73% do total de linhas do país. 99,94% de seu capital estavam nas mãos da empresa espanhola, que adquiriu o controle em 2002, e 0,06% pertencia aos seus trabalhadores.
"Esta empresa antes era nossa e agora estamos nacionalizando", afirmou Morales, reiterando que o governo está apenas recuperando a posse de empresas estratégicas. As razões do gesto não diferem das que foram apresentadas por Cristina Kirchner, presidente da Argentina, para justificar a nacionalização da petrolífera YPF: falta de investimentos. Pressionadas pela crise do capitalismo europeu, as empresas espanholas remetem o grosso dos seus lucros para fora, numa sangria de mão única. Não dão a mínima para as necessidades de investimento e desenvolvimento dos países.
A atitude corajosa e soberana do presidente boliviano - vilipendiada pela mídia capitalista, que sacraliza a propriedade privada - ilustra o novo cenário político vivido por muitas nações da América Latina após a eleição de líderes revolucionários e progressistas, desde a vitória de Hugo Chávez na Venezuela, em 1998. Com amplo respaldo popular, as nações da região estão abrindo caminho para o desenvolvimento independente e integrado da região. Enfrentam a oposição velada ou ostensiva das potências europeias e dos EUA, falsos paladinos da democracia e dos direitos humanos, que não se cansam de estimular iniciativas golpistas como as verificadas na Venezuela (2002), Bolívia (2008), Paraguai (2008), Honduras (2009) e Equador (2010).
Europa
Na Europa, em recessão, o 1º de Maio foi um dia de protestos generalizados contra a política de arrocho fiscal e desmantelamento do chamado Estado de Bem Estar Social comandada pela já famosa troika, o FMI, o Banco Central Europeu e a cúpula da União Europeia. França, Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal e Grécia, entre outros, foram palcos de greves, passeatas e grandes manifestações. Na Alemanha, que vive uma situação um pouco mais confortável, registraram-se violentos confrontos entre os manifestantes e a polícia.
Hoje sob a batuta do FMI, o decadente capitalismo europeu está agonizando. A taxa média de desemprego na UE subiu a 10,9% em março. Na Espanha, é de 24,1%, chegando a 50% entre os jovens. Uma calamidade que se abate também sobre a Grécia, com 21,7% da população economicamente ativa desocupada em janeiro, cinco anos de recessão e retrocesso social sem precedentes. O euro se transformou numa camisa de força para os povos da região.
A crise que perturba a economia alimenta o descontentamento popular, contamina o ambiente político e conduz o sistema, e a moeda comum, a uma encruzilhada histórica. A provável derrota de Sarkozy no segundo turno das eleições presidenciais da França pode ser mais uma pedra no caminho do projeto neoliberal de União Europeia. O atual presidente é o parceiro número 1 de Ângela Merkel e seu opositor, François Hollande, informou que pretende renegociar o draconiano pacto fiscal europeu, que a chanceler alemã, em resposta, reiterou ser “inegociável”.
A Grécia terá eleições no próximo domingo (6) e as pesquisas sinalizam avanço do Partido Comunista e outras forças de oposição. Ewald Nowtny, conselheiro do BCE, mostrou que o sistema financeiro está com os nervos à flor da pele: “Vejo riscos, não tenho certeza de que seja eleita uma maioria que prossiga com o atual programa econômico”.
O pano de fundo desses acontecimentos é a crise do mundial do capitalismo, que completa cinco anos sem perspectivas de soluções à vista e converge com o esgotamento da ordem imperialista remanescente dos acordos de Bretton Woods. A mensagem do 1º de Maio é clara: o mundo rejeita o neoliberalismo e reclama mudanças.
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