Vejam que belo trabalho escolar sobre o poema Carta a Stalingrado, de Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
02 de fevereiro de 1943, Dia de Stalingrado - A URSS vira o jogo contra os nazistas
Vejam que belo trabalho escolar sobre o poema Carta a Stalingrado, de Carlos Drummond de Andrade
Wagner Gomes e Juruna defendem a unicidade para fortalecer o sindicalismo - Portal CTB
Wagner Gomes e Juruna defendem a unicidade para fortalecer o sindicalismo
O debate sobre a unicidade versus pluralidade sindical, e as formas de custeio desta atividade fundamental para a defesa dos interesses dos trabalhadores, foi recolocado no Congresso Nacional, com a tramitação do Projeto de Emenda Constitucional 369, formulado no âmbito do Fórum Nacional do Trabalho e enviado ao parlamento em 2005 pelo então Ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini.
Por Wagner Gomes e Juruna*
Além dos aspectos políticos e jurídicos envolvidos, há também questões ideológicas - ou filosóficas, se preferir - que fundamentam as visões antagônicas. Elas dizem respeito ao papel do sindicato, sua natureza, e a natureza de suas relações com o Estado, com a categoria que representa, e com os patrões aos quais, em tese, se contrapõem.
Aqueles que defendem a pluralidade sindical, o fazem em nome de uma liberdade teórica, cara ao liberalismo burguês, que permitiria ao trabalhador “escolher” o sindicato de sua preferência, de acordo com sua própria orientação política e ideológica. Formalmente, um trabalhador católico se filiaria a um sindicato católico; um comunista, a um sindicato comunista; o eleitor de Lula seguiria um sindicato que o apoiasse, ao contrário de um eleitor do PSDB que preferiria um sindicato tucano. E assim por diante.
A questão do financiamento do sindicato e da central seguiria uma lógica semelhante, derivada da opção individual por uma entidade que prestasse os melhores serviços para o trabalhador. Isto é, o trabalhador ficaria livre para pagar o sindicato, como é livre para pagar mensalidades de um clube ou de uma academia de ginástica, subordinando sua decisão à qualidade dos serviços prestados em troca do dinheiro com o qual pagou pela mensalidade.
O ponto de vista ideológico, neste caso, diz respeito à opção individualista ou coletiva (classista) de encarar a organização sindical.
A opção individualista está ancorada, desde a época da Revolução Francesa (quando os sindicatos começaram a ser organizados), na ênfase de uma relação contratual, na qual patrão e empregado seriam atores movidos apenas por sua vontade individual soberana e pela defesa de interesses particulares.
Por Wagner Gomes e Juruna*
Além dos aspectos políticos e jurídicos envolvidos, há também questões ideológicas - ou filosóficas, se preferir - que fundamentam as visões antagônicas. Elas dizem respeito ao papel do sindicato, sua natureza, e a natureza de suas relações com o Estado, com a categoria que representa, e com os patrões aos quais, em tese, se contrapõem.
Aqueles que defendem a pluralidade sindical, o fazem em nome de uma liberdade teórica, cara ao liberalismo burguês, que permitiria ao trabalhador “escolher” o sindicato de sua preferência, de acordo com sua própria orientação política e ideológica. Formalmente, um trabalhador católico se filiaria a um sindicato católico; um comunista, a um sindicato comunista; o eleitor de Lula seguiria um sindicato que o apoiasse, ao contrário de um eleitor do PSDB que preferiria um sindicato tucano. E assim por diante.
A questão do financiamento do sindicato e da central seguiria uma lógica semelhante, derivada da opção individual por uma entidade que prestasse os melhores serviços para o trabalhador. Isto é, o trabalhador ficaria livre para pagar o sindicato, como é livre para pagar mensalidades de um clube ou de uma academia de ginástica, subordinando sua decisão à qualidade dos serviços prestados em troca do dinheiro com o qual pagou pela mensalidade.
O ponto de vista ideológico, neste caso, diz respeito à opção individualista ou coletiva (classista) de encarar a organização sindical.
A opção individualista está ancorada, desde a época da Revolução Francesa (quando os sindicatos começaram a ser organizados), na ênfase de uma relação contratual, na qual patrão e empregado seriam atores movidos apenas por sua vontade individual soberana e pela defesa de interesses particulares.
A ação sindical vista assim, deixa de ser um direito e transforma-se num serviço. E o trabalhador, nessa relação, perde a cidadania e veste a máscara do consumidor. Esta maneira de ver reduz a relação patrão-empregado ao confronto de duas vontades individuais, disfarçando, ou mesmo eliminando, a contradição de classe que permeia a troca entre patrão e empregado (em que o trabalhador vende sua força de trabalho pelo salário pago pelo patrão).
Desta forma, as relações sociais nos locais de trabalho, de compra e venda de mercadoria e mesmo de convivência entre as pessoas se reduz aos azares de relações pessoais.
A opção contrária, coletiva (classista), enfatiza, por sua vez, os interesses dos trabalhadores e o conflito fundamental entre o capital e a força de trabalho. Esta concepção considera os trabalhadores em seu conjunto. Neste sentido, a tradição operária aponta para a busca e para a construção da unidade de ação - e para a unicidade, e não pluralidade, sindical. A defesa e manutenção dos sindicatos é, nesta forma de ver, uma tarefa da classe trabalhadora em prol de seus interesses.
Desta forma, as relações sociais nos locais de trabalho, de compra e venda de mercadoria e mesmo de convivência entre as pessoas se reduz aos azares de relações pessoais.
A opção contrária, coletiva (classista), enfatiza, por sua vez, os interesses dos trabalhadores e o conflito fundamental entre o capital e a força de trabalho. Esta concepção considera os trabalhadores em seu conjunto. Neste sentido, a tradição operária aponta para a busca e para a construção da unidade de ação - e para a unicidade, e não pluralidade, sindical. A defesa e manutenção dos sindicatos é, nesta forma de ver, uma tarefa da classe trabalhadora em prol de seus interesses.
Feito este preâmbulo, consideramos agora a organização sindical brasileira.
Uma de suas bases é a universalização da representação – a organização sindical por categoria. Este modelo será quebrado se passar a prevalecer a ideia de que os sindicatos representam apenas seus filiados. Está em jogo, nesta questão, a sustentação dos sindicatos. A ideia de flexibilizar a contribuição sindical, subordinando-a ao princípio da adesão ou decisão pessoal é, na verdade, uma forma de rachar a unidade e fragmentar o movimento. Por isso a contribuição dos trabalhadores para o custeio dos sindicatos precisa ser universalizada.
Cabe ressaltar que o verdadeiro papel dos sindicatos vai além da defesa dos interesses imediatos dos trabalhadores (salários, condições de trabalho, duração da jornada de trabalho, etc benefícios que derivam de sua luta e se estendem ao conjunto da classe). Seu compromisso extrapola os sindicatos e trabalhadores filiados. Os sindicatos, sobretudo, servem para formar cidadãos e estabelecer a coesão dos trabalhadores em defesa de seus interesses. Servem para garantir a regulação da ação do capital, o estabelecimento de leis de proteção contra a ganância do lucro máximo e, no limite, o despertar dos trabalhadores para novas formas de sociabilidade que superem as limitações do grosseiro economicismo vigente na sociedade capitalista.
Estas contradições comparecem com força ao debate contemporâneo. A resistência contra o pluralismo sindical é antiga. Já no início da década de 1950 Evaristo de Moraes Filho alertava para os riscos do pluralismo, em seu clássico O problema do sindicato único no Brasil: “Com a pluralidade fomentaríamos a criação de pequenos sindicatóides oriundos de desavenças doutrinárias, ideológicas, políticas, confessionais, ou de interesses talvez desonestos de uma minoria de trabalhadores ou mesmo de parte do patronato”. O risco apontado por ele é inequívoco: a divisão, a fragmentação e o enfraquecimento da luta dos trabalhadores numa circunstância em que, convivendo com múltiplas representações sindicais, entrariam inevitavelmente em concorrência dentro da própria classe, dentro da mesma categoria profissional.
A luta dos trabalhadores brasileiros por sindicatos livres já é secular, mas foi apenas nas últimas décadas que ela se configurou em organizações autônomas e independentes da ação do Estado. Tem razão aqueles que acusam a legislação trabalhista e sindical de, no passado, submeter os trabalhadores e suas organizações ao controle do Estado. Desde a década de 1930 os sindicatos, para serem reconhecidos, eram obrigados a obter as famigeradas “cartas sindicais” atribuídas pelo Ministério do Trabalho e ficavam efetivamente submetidos a ele, quase como organismos da ação oficial entre os trabalhadores. O Ministério monitorava as eleições sindicais, impunha estatutos, estabelecia regras para a realização de assembleias e eleições, determinava a forma de empregar recursos financeiros dos sindicatos e assim por diante. Mas a estrutura criada por Getúlio Vargas, no ensejo de suas ambigüidades, apesar de autoritária, garantiu o sindicato único para categorias, condição essências para realização de grandes greves.
E este quadro de subordinação, mantido pela Constituição de 1946 e agravado durante a ditadura militar de 1964, com suas intervenções em sindicatos, deposições de diretorias, prisões e perseguições contra lideranças sindicais muitas das quais pagaram com a vida a ousadia de enfrentar o arbítrio, mudou radicalmente com a Constituição de 1988. A Constituição Cidadã, de 1988, que está em vigor, assegura a liberdade de organização sindical ou profissional e reconhece os sindicatos como representantes legítimos e soberanos dos trabalhadores. Ao assegurar a unicidade e indicar as formas de custeio da atividade sindical a Constituição criou condições para o fortalecimento da ação sindical. Um outro passo importante foi dado em 2007 com o reconhecimento, pelo governo federal, das centrais sindicais como legítimas representantes dos trabalhadores, o que assegurou o repasse de recursos para seu financiamento.
Não se pode confundir este reconhecimento, pelo Estado e pelo governo, das entidades sindicais e o respeito à sua autonomia, com a subordinação das entidades ao Estado e a criação de obstáculos para sua ação livre. Aliás, foram os próprios trabalhadores e dirigentes sindicais que encontraram a maneira avançada de assegurar a diversidade mantendo a unicidade. Ela se deu através das centrais sindicais que, filiadas a orientações políticas e ideológicas diversas, aceitam a filiação de sindicatos simpáticos a uma ou outra forma de pensar (eis aí a pluralidade, que se manifesta no âmbito das entidades gerais) mas garantem sua ação comum, unitária, no nível mais elevado da atuação compartilhada das centrais em torno de programas unitários decididos de comum acordo entre elas.
O debate sobre a reforma sindical não deve focar-se na falsa controvérsia da unicidade versus pluralidade. É fato que o movimento sindical fortaleceu-se sobremaneira no Brasil com a democratização, a ponto de, dos seus quadros ter surgido um presidente da República. Cresceu a sindicalização, o poder de negociação, as centrais foram reconhecidas, os sindicatos são figura fundamental no arcabouço institucional do país, fato que vai contra a corrente que empurrou, em diversas regiões do planeta e especialmente nas economias centrais, o sindicato para um papel secundário e coadjuvante no movimento político.
Como explicar tal movimento à luz dos que consideram que a unicidade sindical é o mal de todos os males do movimento sindical brasileiro? É simples, esta não é a contradição e o problema central do movimento dos trabalhadores. Devemos lutar para reforçar os sindicatos, ampliar sua representatividade, democratizá-los. Muito se fez nos últimos anos e devemos fazer mais, pela via do reforço da unidade de ação entre as centrais e de seu programa comum já rascunhado nas Marchas dos Trabalhadores e na CONCLAT de 2010.
Há questões fundamentais de reforma sindical que devem ser abordados, como o direito à representação sindical por local de trabalho e a superação dos obstáculos à livre ação sindical impostos especialmente pelo Ministério Público do Trabalho.
Podemos avançar para estabelecer critérios comuns dentre as centrais sindicais visando democratizar as entidades, garantir eleições livres e justas, para que o pluralismo político da sociedade possa se manifestar claramente no interior de cada sindicato.
Wagner Gomes é presidente da CTB.
João Carlos Gonçalves (Juruna) é secretário-geral da Força Sindical.
Uma de suas bases é a universalização da representação – a organização sindical por categoria. Este modelo será quebrado se passar a prevalecer a ideia de que os sindicatos representam apenas seus filiados. Está em jogo, nesta questão, a sustentação dos sindicatos. A ideia de flexibilizar a contribuição sindical, subordinando-a ao princípio da adesão ou decisão pessoal é, na verdade, uma forma de rachar a unidade e fragmentar o movimento. Por isso a contribuição dos trabalhadores para o custeio dos sindicatos precisa ser universalizada.
Cabe ressaltar que o verdadeiro papel dos sindicatos vai além da defesa dos interesses imediatos dos trabalhadores (salários, condições de trabalho, duração da jornada de trabalho, etc benefícios que derivam de sua luta e se estendem ao conjunto da classe). Seu compromisso extrapola os sindicatos e trabalhadores filiados. Os sindicatos, sobretudo, servem para formar cidadãos e estabelecer a coesão dos trabalhadores em defesa de seus interesses. Servem para garantir a regulação da ação do capital, o estabelecimento de leis de proteção contra a ganância do lucro máximo e, no limite, o despertar dos trabalhadores para novas formas de sociabilidade que superem as limitações do grosseiro economicismo vigente na sociedade capitalista.
Estas contradições comparecem com força ao debate contemporâneo. A resistência contra o pluralismo sindical é antiga. Já no início da década de 1950 Evaristo de Moraes Filho alertava para os riscos do pluralismo, em seu clássico O problema do sindicato único no Brasil: “Com a pluralidade fomentaríamos a criação de pequenos sindicatóides oriundos de desavenças doutrinárias, ideológicas, políticas, confessionais, ou de interesses talvez desonestos de uma minoria de trabalhadores ou mesmo de parte do patronato”. O risco apontado por ele é inequívoco: a divisão, a fragmentação e o enfraquecimento da luta dos trabalhadores numa circunstância em que, convivendo com múltiplas representações sindicais, entrariam inevitavelmente em concorrência dentro da própria classe, dentro da mesma categoria profissional.
A luta dos trabalhadores brasileiros por sindicatos livres já é secular, mas foi apenas nas últimas décadas que ela se configurou em organizações autônomas e independentes da ação do Estado. Tem razão aqueles que acusam a legislação trabalhista e sindical de, no passado, submeter os trabalhadores e suas organizações ao controle do Estado. Desde a década de 1930 os sindicatos, para serem reconhecidos, eram obrigados a obter as famigeradas “cartas sindicais” atribuídas pelo Ministério do Trabalho e ficavam efetivamente submetidos a ele, quase como organismos da ação oficial entre os trabalhadores. O Ministério monitorava as eleições sindicais, impunha estatutos, estabelecia regras para a realização de assembleias e eleições, determinava a forma de empregar recursos financeiros dos sindicatos e assim por diante. Mas a estrutura criada por Getúlio Vargas, no ensejo de suas ambigüidades, apesar de autoritária, garantiu o sindicato único para categorias, condição essências para realização de grandes greves.
E este quadro de subordinação, mantido pela Constituição de 1946 e agravado durante a ditadura militar de 1964, com suas intervenções em sindicatos, deposições de diretorias, prisões e perseguições contra lideranças sindicais muitas das quais pagaram com a vida a ousadia de enfrentar o arbítrio, mudou radicalmente com a Constituição de 1988. A Constituição Cidadã, de 1988, que está em vigor, assegura a liberdade de organização sindical ou profissional e reconhece os sindicatos como representantes legítimos e soberanos dos trabalhadores. Ao assegurar a unicidade e indicar as formas de custeio da atividade sindical a Constituição criou condições para o fortalecimento da ação sindical. Um outro passo importante foi dado em 2007 com o reconhecimento, pelo governo federal, das centrais sindicais como legítimas representantes dos trabalhadores, o que assegurou o repasse de recursos para seu financiamento.
Não se pode confundir este reconhecimento, pelo Estado e pelo governo, das entidades sindicais e o respeito à sua autonomia, com a subordinação das entidades ao Estado e a criação de obstáculos para sua ação livre. Aliás, foram os próprios trabalhadores e dirigentes sindicais que encontraram a maneira avançada de assegurar a diversidade mantendo a unicidade. Ela se deu através das centrais sindicais que, filiadas a orientações políticas e ideológicas diversas, aceitam a filiação de sindicatos simpáticos a uma ou outra forma de pensar (eis aí a pluralidade, que se manifesta no âmbito das entidades gerais) mas garantem sua ação comum, unitária, no nível mais elevado da atuação compartilhada das centrais em torno de programas unitários decididos de comum acordo entre elas.
O debate sobre a reforma sindical não deve focar-se na falsa controvérsia da unicidade versus pluralidade. É fato que o movimento sindical fortaleceu-se sobremaneira no Brasil com a democratização, a ponto de, dos seus quadros ter surgido um presidente da República. Cresceu a sindicalização, o poder de negociação, as centrais foram reconhecidas, os sindicatos são figura fundamental no arcabouço institucional do país, fato que vai contra a corrente que empurrou, em diversas regiões do planeta e especialmente nas economias centrais, o sindicato para um papel secundário e coadjuvante no movimento político.
Como explicar tal movimento à luz dos que consideram que a unicidade sindical é o mal de todos os males do movimento sindical brasileiro? É simples, esta não é a contradição e o problema central do movimento dos trabalhadores. Devemos lutar para reforçar os sindicatos, ampliar sua representatividade, democratizá-los. Muito se fez nos últimos anos e devemos fazer mais, pela via do reforço da unidade de ação entre as centrais e de seu programa comum já rascunhado nas Marchas dos Trabalhadores e na CONCLAT de 2010.
Há questões fundamentais de reforma sindical que devem ser abordados, como o direito à representação sindical por local de trabalho e a superação dos obstáculos à livre ação sindical impostos especialmente pelo Ministério Público do Trabalho.
Podemos avançar para estabelecer critérios comuns dentre as centrais sindicais visando democratizar as entidades, garantir eleições livres e justas, para que o pluralismo político da sociedade possa se manifestar claramente no interior de cada sindicato.
Wagner Gomes é presidente da CTB.
João Carlos Gonçalves (Juruna) é secretário-geral da Força Sindical.
Mais de 500 pessoas prestigiam a posse da nova diretoria da Fetaesc
Mais de 500 pessoas prestigiam a posse da nova diretoria da Fetaesc - Portal CTB
Agilidade e organização marcaram a solenidade de posse da nova diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina – FETAESC, nesta terça-feira (31). O evento contou a presença de várias autoridades municipais e estadual, além de dirigentes sindicais e familiares dos que tomaram posse, totalizando cerca de 500 pessoas. Esse evento marca a próxima gestão que o novo presidente da FETAESC, José Walter Dresch deseja realizar com sua equipe: Prontidão em ouvir a base, tomando decisões conforme as orientações das lideranças das 17 associações microrregionais, que congregam os 119 Sindicados dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais filiados.
Presenças
Entre as autoridades presentes na solenidade destacamos o secretário de estado da Agricultura e Pesca, João Rodrigues, que lembrou a importância das reivindicações da entidade e que elas lhe foram apresentadas antes mesmo de ele tomar posse, com a proposição da FETAESC de criação de uma diretoria específica para atender as demandas da agricultura familiar.
Prestigiaram o evento os deputados Reno Caramori (PMDB) representando a presidência da Assembleia Legislativa, Mauro de Nadal (PMDB), Maurício Eskudlark (PSDB) e Ângela Albino (PCdoB), já o deputado federal Pedro Uczai (PT), e Moacir Spelsa (PMDB) mandaram representantes.
Os delegados dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, Joel Paulo Perotto e Jurandi Gugel, respectivamente, compuseram a mesa juntamente com o secretário de políticas sociais da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Rogério Nunes, o vice-presidente da FAESC Nelton de Souza, os superintendentes do Senar, Gilmar Zanluchi, do Banco do Brasil, Reinaldo Yokoyama e da Caixa, Robert Kennedy da Costa.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná, Ademir Mueller, e do Rio Grande do Sul, Elton Weber, prestigiaram a posse, sendo que este último foi chamado à mesa representando as demais 26 federações filiadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, cujo presidente Alberto Brock, fez o ato de posse dos 24 membros da nova diretoria da FETAESC, para o mandato de 2012-2016.
A composição da direção da FETAESC passa a ser a seguinte, sendo a diretoria executiva:
Presidente: JOSÉ WALTER DRESCH
Vice-Presidente: LUIZ SARTOR
Secretário Geral: ACIR VEIGA
Tesoureiro: JOAÕZINHO ALTHOFF
Coordenadora estadual da mulher trabalhadora rural: AGNES SCHIPANSKI WEIVANKO
Coordenador estadual dos jovens trabalhadores rurais: ADRIANO GELSLEUCHTER
Os demais membros da diretoria efetiva são:
Coordenadora estadual dos trabalhadores e trabalhadoras rurais da terceira idade: ALICE ROVARIS DA SILVA
1ª SECRETÁRIA: MARLENE APARECIDA RIBEIRO FUCK
1º TESOUREIRO: CELSO FRANSCICO TESTOLIN
Membros da diretoria suplente:
HILÁRIO GOTTSELLIG
ANTONINHO ROVARIS
ADRIANO DA CUNHA
NELCI TEREZINHA ZEMBRUSKI
LEDINHO CURTARELLI
ANAIR BAMBINA BUSCHIROLLI
CONCEIÇÃO HERMÍNIA RICHARTZ
EDSON RICARDO RACHADEL
JOEL DA SILVEIRA MOURA
Membros do Conselho Fiscal:
ADRIANO SCHUROFF
ODETE CÂMARA
PEDRO BERLANDA
E os suplentes:
JOLANDIR DA CUNHA
LUIZ CARLOS DARTORA
MARIA REGINA FILIPPUS OTTO
Fonte: Fetaesc
Agilidade e organização marcaram a solenidade de posse da nova diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina – FETAESC, nesta terça-feira (31). O evento contou a presença de várias autoridades municipais e estadual, além de dirigentes sindicais e familiares dos que tomaram posse, totalizando cerca de 500 pessoas. Esse evento marca a próxima gestão que o novo presidente da FETAESC, José Walter Dresch deseja realizar com sua equipe: Prontidão em ouvir a base, tomando decisões conforme as orientações das lideranças das 17 associações microrregionais, que congregam os 119 Sindicados dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais filiados.
Presenças
Entre as autoridades presentes na solenidade destacamos o secretário de estado da Agricultura e Pesca, João Rodrigues, que lembrou a importância das reivindicações da entidade e que elas lhe foram apresentadas antes mesmo de ele tomar posse, com a proposição da FETAESC de criação de uma diretoria específica para atender as demandas da agricultura familiar.
Prestigiaram o evento os deputados Reno Caramori (PMDB) representando a presidência da Assembleia Legislativa, Mauro de Nadal (PMDB), Maurício Eskudlark (PSDB) e Ângela Albino (PCdoB), já o deputado federal Pedro Uczai (PT), e Moacir Spelsa (PMDB) mandaram representantes.
Os delegados dos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, Joel Paulo Perotto e Jurandi Gugel, respectivamente, compuseram a mesa juntamente com o secretário de políticas sociais da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Rogério Nunes, o vice-presidente da FAESC Nelton de Souza, os superintendentes do Senar, Gilmar Zanluchi, do Banco do Brasil, Reinaldo Yokoyama e da Caixa, Robert Kennedy da Costa.
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná, Ademir Mueller, e do Rio Grande do Sul, Elton Weber, prestigiaram a posse, sendo que este último foi chamado à mesa representando as demais 26 federações filiadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, cujo presidente Alberto Brock, fez o ato de posse dos 24 membros da nova diretoria da FETAESC, para o mandato de 2012-2016.
A composição da direção da FETAESC passa a ser a seguinte, sendo a diretoria executiva:
Presidente: JOSÉ WALTER DRESCH
Vice-Presidente: LUIZ SARTOR
Secretário Geral: ACIR VEIGA
Tesoureiro: JOAÕZINHO ALTHOFF
Coordenadora estadual da mulher trabalhadora rural: AGNES SCHIPANSKI WEIVANKO
Coordenador estadual dos jovens trabalhadores rurais: ADRIANO GELSLEUCHTER
Os demais membros da diretoria efetiva são:
Coordenadora estadual dos trabalhadores e trabalhadoras rurais da terceira idade: ALICE ROVARIS DA SILVA
1ª SECRETÁRIA: MARLENE APARECIDA RIBEIRO FUCK
1º TESOUREIRO: CELSO FRANSCICO TESTOLIN
Membros da diretoria suplente:
HILÁRIO GOTTSELLIG
ANTONINHO ROVARIS
ADRIANO DA CUNHA
NELCI TEREZINHA ZEMBRUSKI
LEDINHO CURTARELLI
ANAIR BAMBINA BUSCHIROLLI
CONCEIÇÃO HERMÍNIA RICHARTZ
EDSON RICARDO RACHADEL
JOEL DA SILVEIRA MOURA
Membros do Conselho Fiscal:
ADRIANO SCHUROFF
ODETE CÂMARA
PEDRO BERLANDA
E os suplentes:
JOLANDIR DA CUNHA
LUIZ CARLOS DARTORA
MARIA REGINA FILIPPUS OTTO
Fonte: Fetaesc
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Juventude da CTB debateu Crise do Capitalismo no Acampamento da Juventude do FST
A juventude trabalhadora da CTB proporcionou um belo debate, na tarde da quarta-feira (25), na tenda central do acampamento, no Parque da Harmonia, quando dezenas de militantes estiveram presentes no evento marcante do Fórum Social Temático.
Com a coordenação de Vitor Espinoza, da Executiva Nacional e Secretário de Juventude da CTB-RS, palestraram o economista e professor da UFRGS, Pedro Fonseca; o membro da executiva nacional da PIT-CNT uruguaia e Coordenador da Comissão de Jovens da Coordenadoria das Centrais Sindicais do CONESUL, Martín Pereyra; e o sociólogo e Secretário Nacional de Juventude Trabalhadora da CTB, Paulo Vinícius Silva.
O Professor Pedro Fonseca avaliou que o governo mantém uma política econômica ortodoxa, mas com políticas sociais, principalmente o Bolsa Família e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que este ano injetará 65 bilhões de reais na economia. Estas duas medidas, ao contrário de gerarem inflação, se mostraram os principais pilares de o Brasil resistir à crise, contrariando a previsões recorrentes de economistas liberais. Ele identificou como bases fundamentais para o Projeto Nacional de Desenvolvimento de esquerda para o Brasil: mais Igualdade Social, o combate às desigualdades; Democracia; e a Questão Nacional.
Martin Pereyra ressaltou o papel da luta unitária da juventude para enfrentar a realidade da crise do capitalismo, citando que as lutas nacionais na América do Sul são lutas de todos. É necessário para o dirigente sindical uruguaio combater o afastamento da juventude das questões políticas. Colocou a importância do espaço da Coordenação de Centrais do Cone Sul como espaço de articulação da juventude sindicalista.
Com base nas leis do Valor e da tendência à queda da taxa média de lucro em Marx, e do Desenvolvimento Desigual e Combinado e do imperialismo, em Lênin, Paulo Vinícius avaliou que desde os anos 70 terminou a “prosperidade” capitalista, inédita, e que só se iniciou em 1945, com o fim da II Guerra Mundial. Este fato único na História do Capitalismo decorreu da destruição de toda a Europa, de mais de 40 milhões de mortos. Segundo ele, a resposta capitalista às crises sempre passa pela guerra, com a destruição de imensas forças materiais, para tentar reverter momentaneamente a queda da taxa média de lucro, inevitável pela própria expropriação dos trabalhadores e o maciço investimento em capital fixo e inovações, que geram abundância mas não permite que se as possa consumir e assim retomar o ciclo de acumulação do capital. Destacou que o capitalismo tem crises em meio à abundância, que exatamente quando poderia haver dignidade para todos é que campeia a fome.
A crise se detém quando se destrói uma imensa quantidade de forças produtivas. E qual é a força mais produtiva? O homem e a mulher. Por isso, ao final das crises ocorrem guerras terríveis. Para ele, o capitalismo, amparado na anarquia na produção, na liberdade de mercado, é na verdade a ausência de qualquer direito, a exploração sem fronteiras.
“Tem uma economia aí que dá as cartas mas está fora do mundo real, com suas regras próprias e um potencial de desestabilização terrível. Essa é a realidade do neoliberalismo em crise nesse momento. Sua saída é emitir moeda, jogar bombas e atacar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. É o que sabem fazer. Mas o fazem também de modo muito sutil, na disputa das consciências. Mas existe um fenômeno nessa crise: as manifestações dos indignados de todo o mundo, a juventude que se levanta”, afirmou.
Lembrou que no relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 2009 sobre emprego para a juventude, apontava-se 19,9% de desemprego juvenil na Europa e que no Oriente Médio e norte da África não havia sequer a perspectiva da retomada dos empregos. Foi exatamente ali que explodiu a ‘primavera árabe’. Havia a esperança de a Europa se recuperar, o que não aconteceu e também houve revolta”, afirmou. “Os EUA são a maior das ditaduras, a ditadura do capital financeiro, das petrolíferas e da indústria militar, e usam a desculpa “democrática” para atacar países e governos que se opõem à sua política e que questionam os interesses desses, que são os setores dinâmicos - junto com a informação - da economia estadunidense.
Afirmou que há inimigos ocultos nessa batalha, entre os quais os que negam o desenvolvimento aos países pobre. “Há um direito inalienável dos povos da América do Sul que nunca nos foi dado, o direito ao desenvolvimento. Não somos os culpados pela catástrofe ambiental. É mentira. A catástrofe ambiental e a crise capitalista são obras da burguesia financeira, militarista e petrolífera. Eles é que são os culpados”, denunciou. “Não vai ser matando os chineses de fome, não vai ser o povo brasileiro sem emprego e direito ao desenvolvimento, à indústria, à tecnologia, a usar as riquezas do país para construir o seu futuro, que nós ajudaremos a humanidade a sair do impasse ambiental que ela enfrenta”.
E advertiu: “Estamos vivendo um momento de mudança, de declínio da Europa e dos Estados Unidos. E por outro lado já surgem polos geopolíticos: a civilização chinesa, a África do Sul e a América Latina se levantam. Nós hoje temos como lutar e sair desse processo ainda mais unidos. Os governos progressistas da América Latina podem nos dar uma perspectiva de um lugar digno no mundo. E nós não faremos isso sem energia. Não faremos isso tendo o Pré-Sal e a Amazônia sem ter forças armadas que possam defendê-las. Não faremos isso com a juventude desempregada, sem o massivo investimento em educação ou se aceitarmos que organizações financiadas pelo imperialismo venham aqui dizer como é que nós devemos desenvolver o país. É uma armadilha que visa a fazer o que houve na Líbia. E aí quando chegarem as tropas da OTAN, quem nos defenderá? Serão os teco-tecos que a gente tem? Quem defenderá o Pré-Sal diante da IV Frota?”, questionou.
“Temos um problema gravíssimo. Estamos sobre verdadeiras minas de ouro, declarou, referindo-se ao Pré-Sal e à Amazônia. E o imperialismo está à espreita e já mostrou do que é capaz para conquistar as riquezas alheias. São capazes de matar entre 450 mil a 1 milhão iraquianos para se apropriarem de seu petróleo. O que não serão capazes de fazer para se apropriar do Pré-Sal e da Amazônia brasileira?”, advertiu o dirigente da CTB. “É muito importante defender o meio ambiente, mas se a gente não puder defender a soberania do Brasil, eles, que destruíram todo seu meio ambiente por dinheiro, virão fazer o mesmo aqui. Muito ao contrário, nós preservamos mais do que o mundo inteiro, e eles não podem nos dar ordens nesse momento em que o país pode dar um salto de crescimento econômico”, assinalou.
“Outro inimigo oculto é o caráter venenoso das relações do nosso governo com o capital financeiro. É preciso que o povo entenda quanto custa isso. Não contribuiremos para a superação da crise do capitalismo pagando 47% do Orçamento da União para os especuladores da dívida pública. É preciso um novo pacto que reúna quem produz e quem trabalha, isolar o setor rentista, o principal responsável pela crise que a humanidade vive hoje”, encerrou Paulo Vinícius.
Participação da juventude é fundamental para o debate da CTB
| Guimar Vidor, Presidente da CTB-RS prestigiou o debate (Foto: Lílian Baptista) |
O debate foi prestigiado por importantes lideranças juvenis, como André Tokarski, Presidente da UJS, Ticiana Alvarez, Presidente da UJS-RS, Lúcia Stumpf, da UBM e dirigentes da UNE e da UBES, além de lideranças sindicais argentinas, reunindo cerca de 100 jovens.
André Tokarski pontuou que o muro que caiu há três anos foi o de Wall Street e que o capitalismo se mostra um sistema ultrapassado, e que "um outro mundo não é só possível, é necessário, e esse mundo é socialista, é a superação do capitalismo".
Também o Presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor prestigiou a atividade:
“ A CTB defende um novo projeto nacional de desenvolvimento com a valorização do trabalho, distribuição de renda e inclusão social. E observamos que a grande maioria da mão de obra em todos os setores da sociedade, é composta por jovens. Então, para a CTB é essencial que a juventude participe cada vez mais de forma ativa na organização da luta dos trabalhadores. Desta forma, estaremos cada vez mais inseridos na consciência das pessoas para as transformações sociais que queremos para a sociedade brasileira e mundial na construção da sociedade socialista. Por isso, temos orgulho de ver nossos jovens trabalhadores como lutadores sociais empenhados com vontade em construir uma nova sociedade aglutinadora e inclusiva, que é a sociedade socialista”, finalizou Guiomar Vidor.
Paulo Vinícius Silva, baseado na matéria do jornalista Emanuel Mattos – CTB-RS
André Tokarski pontuou que o muro que caiu há três anos foi o de Wall Street e que o capitalismo se mostra um sistema ultrapassado, e que "um outro mundo não é só possível, é necessário, e esse mundo é socialista, é a superação do capitalismo".
Também o Presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor prestigiou a atividade:
“ A CTB defende um novo projeto nacional de desenvolvimento com a valorização do trabalho, distribuição de renda e inclusão social. E observamos que a grande maioria da mão de obra em todos os setores da sociedade, é composta por jovens. Então, para a CTB é essencial que a juventude participe cada vez mais de forma ativa na organização da luta dos trabalhadores. Desta forma, estaremos cada vez mais inseridos na consciência das pessoas para as transformações sociais que queremos para a sociedade brasileira e mundial na construção da sociedade socialista. Por isso, temos orgulho de ver nossos jovens trabalhadores como lutadores sociais empenhados com vontade em construir uma nova sociedade aglutinadora e inclusiva, que é a sociedade socialista”, finalizou Guiomar Vidor.
Paulo Vinícius Silva, baseado na matéria do jornalista Emanuel Mattos – CTB-RS
Greve de fome em frente à TV Globo completa 48 horas e segue adiante por vítimas do Pinheirinho | Jornal Correio do Brasil
Greve de fome em frente à TV Globo completa 48 horas e segue adiante por vítimas do Pinheirinho | Jornal Correio do Brasil
O jornalista Pedro Rios Leão permanece algemado há 48 horas a um mobiliário urbano, em frente à sede da Rede Globo, no Jardim Botânico, Zona Sul da cidade, e pretende seguir em greve de fome contra a atuação da Polícia Militar paulista em Pinheirinho, no município de São José dos Campos, interior paulista. Sentindo-se “meio estranho e cansado”, o manifestante acredita que seu sacrifício é uma forma de alertar às autoridades para o “crime perpetrado contra uma comunidade pacífica, atualmente refém da PM do governo de São Paulo”.
– Minha maior arma é o constrangimento porque passa a TV Globo, que simboliza a mídia conservadora e maniqueísta que escondeu o massacre cometido pela polícia e por agentes da guarda municipal de São José dos Campos. Houve mortes em Pinheirinho e ninguém denunciou isso. Minha greve de fome tem o objetivo de denunciar os atos de barbárie cometidos contra uma população desarmada. Meu protesto é para que o governador Geraldo Alckmin seja preso. Que os desembargadores que assinaram a ordem para que a violência ocorresse sejam presos. Que o proprietário daquelas terras, o especulador Naji Nahas seja preso – protesta Leão.
Exposto às intempéries, como a chuva forte que caiu sobre o Rio de Janeiro no final da tarde desta terça-feira, Pedro Rios Leão não conta com qualquer abrigo “exceto o apoio de todos aqueles que estão aqui ao meu redor”, disse. Uma pequena multidão, com 26 pessoas, cercavam o jornalista no início da noite.
– Passou há pouco um carro da PM aqui do Rio e conversei longamente com o oficial responsável aqui pela área do Jardim Botânico. Ele assegurou que meu protesto é legítimo e não haverá, da parte dele, qualquer iniciativa no sentido de interrompê-lo – relatou.
Perguntado pelo Correio do Brasil até quando pretende seguir adiante com a greve de fome, Pedro Rios Leão disse que 48 horas ainda é pouco tempo para avaliar a extensão do movimento.
– Cresce à cada minuto o apoio de todos a este protesto. Tenho certeza que o vídeo divulgado na internet já chegou à Presidência da República e espero uma intervenção federal em Pinheirinho, para livrar os habitantes do jugo policial em que se encontram, como forma de atender a essa reivindicação mínima para o encerramento da greve de fome.
Embora a Rede Globo não tenha citado, em nenhum dos noticiários, o fato que ocorrem na porta da frente de sua sede nacional, jornalistas da emissora procuraram o colega para se solidarizarem com o protesto em curso. Pedro Rios Leão segue revoltado com o silêncio da mídia conservadora.
– O sistema político-econômico parece começar a enfraquecer e da mesmo forma o sistema midiático brasileiro começa a ser questionado cada vez com mais veemência. A Justiça não vai fazer nada, eu estou em frente a Globo porque é o último ponto de resistências deles, e o máximo que eles vão fazer é abafar o caso, mas não deixo isso acontecer porque estou aqui – afirmou.
Assista ao vídeo com a entrevista de Pedro Rios Leão:
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