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segunda-feira, 28 de julho de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
17º Congresso da UJS - Carta de Brasilia – Amar e Mudar as Coisas
Eu
sou artista e operário(a), sou estudante, esportista, eu sou de
luta, sou Brasil, sou União da Juventude Socialista! Nos quatro
cantos do Brasil, em cada luta dessa gente a Juventude do Araguaia
sempre estará presente. (Hino da UJS)
Três
mil jovens viemos nos encontrar na cidade sonho que integrou o
Brasil, com o gênio de Lúcio Costa e de Niemeyer, o entusiasmo de
Juscelino e o heroísmo dos candangos/as que a construíram. Vivemos
o abraço, a amizade, o reencontro, para comemorar 30 anos da União
da Juventude Socialista, reafirmando seus compromissos de fundação:
lutar pela juventude, o Brasil, e o socialismo com a nossa cara.
É
hora de dar um passo adiante, depois de 12 anos de governos com Lula
e Dilma. Como previmos em 2012, ao lançar a Jornada de Lutas da
Juventude Brasileira, o ano de 2013 foi disputado nas ruas. Começamos
as marchas no primeiro semestre, com protestos estudantis e pacíficos
apoiados por organizações estudantis, dos trabalhadores/as,
feministas, pastorais, ecumênicas, o movimento negro, LGBTT, hip
hop, mais de 30 organizações.
Quando
explodiram as mobilizações a partir de junho, continuamos nas ruas,
e nossas bandeiras justas foram incorporadas pela multidão na defesa
da Educação. Daí veio o apoio de Dilma à luta pelo Pré-Sal para
a Educação, enfim aprovada. É uma lição, a base orçamentária
para a Reforma da Educação veio da articulação entre luta de
massas e tradução em vitórias institucionais, apesar do
conservadorismo desse congresso das elites. Esse é o caminho mais
efetivo da luta pelas reformas. Mas, para isso é imprescindível
derrotar a direita, o neoliberalismo e o passado nas eleições de
2014. Viveremos meses decisivos para o Brasil, agora.
É
clara a disputa da consciência da juventude. Precisamos reforçar e
politizar o protagonismo POLÍTICO da juventude, uma necessidade
objetiva de nossa geração, pois sem uma direção consequente o
movimento fracassa. O Brasil precisa de uma nova geração de
líderes, tem muita múmia da Arena e pouco jovem no Congresso
Nacional. Somos a escola da luta pelo socialismo no Brasil, pela
democracia e pelos direitos da juventude. Devemos nos apresentar à
nossa geração.
Por
isso a UJS é alvo dos ataques da revista líder em relações
espúrias e no pensamento raivoso de direita. A imprensa da Ditadura
disputa a consciência da juventude brasileira. É um escândalo. O
PIG quis sequestrar o protagonismo de uma geração de milhões de
jovens, mas não conseguiu. As mudanças tem de acelerar para atender
aos direitos negados a jovens sem escola ou trabalho,
encarcerados(as), vítimas da dependência química, mal pagos,
precarizados em seu trabalho, com famílias constituídas e sem
perspectiva de saída da pobreza.
As
razões das manifestações são um problema objetivo da realidade
brasileira, incorporar a juventude ao projeto nacional de
desenvolvimento, continuar a ascensão de dezenas de milhões de
pessoas que ingressam na classe trabalhadora. É decisivo retomar a
indústria, avançar na educação e na qualificação com uma forte
política de investimento no país. Isso não pode ser feito pelo
esquema da banca financeira instituído por FHC, 44% do orçamento de
2014 pago à política de taxa SELIC, câmbio e superávit primário.
São operações dos títulos da dívida pública que também
aumentam todos os juros no crédito! Essa herança maldita de FHC
impede o Brasil de crescer. A sangria arrisca a nossa juventude ficar
de fora. É preciso investir no povo, e não no cassino.
Mesmo
com taxas muito mais baixas (4,9%), o desemprego atinge com mais
dureza os jovens, e a baixa remuneração é tão comum quanto a
exploração e a negação de direitos. A pobreza, o tratamento do
Estado com a juventude é marcado por negar oportunidades, pela
exclusão e a violência que nega os direitos básicos à Vida, à
Democracia e ao Desenvolvimento da Juventude Brasileira. Milhões de
jovens precisam ter assegurados seus direitos sociais e condições
para o exercício da autonomia e emancipação.
Nos
últimos doze anos começamos a reverter esse quadro, criando
oportunidades educacionais para os mais pobres, com importantes
vitórias: baixa dos juros do FIES, PROUNI, REUNI, novas escolas
técnicas, PRONATEC, ampliação do número e da quantidade de bolsas
de pós-graduação, Ciências Sem Fronteiras e o Bolsa Família, que
garantiu a dezenas de milhões de crianças e adolescentes o apoio
fundamental para seguir na escola e serem vacinadas.
Mesmo
assim, os dados demonstram a urgência de salvar a juventude da
pobreza, da escravidão da dependência e da morte. Desde a
escravidão, jamais deixou de ter pena de morte para os negros e
negras pobres de nosso país. Se contarmos os assassinatos das
polícias por auto de resistência, eles superam todas as execuções
por pena de morte no mundo!
Desse
modo percebemos que o dinheiro que falta para atender as marchas de
2013 é o que sobra no bolso dos banqueiros. Por isso, temos de
desenvolver o Brasil: incorporar quase 70 milhões de pessoas entre
15 e 35 anos na economia.
Para
enfrentar o déficit de investimento na juventude temos de
desenvolver o Brasil, integrar nosso território, valorizar nosso
país latino-americano. Vivemos num mundo entre perigos e esperanças.
Muda o mapa mundi, avança a China, Cuba e Venezuela seguem firmes,
existe o BRICS, somos a sede da Copa do Mundo e das Olimpíadas. O
Brasil pode avançar ainda mais, é possível. Para fechar, queremos
sim, o Hexa.
Quem
torce contra o Brasil não tem o nosso apoio, nunca. Muito menos se é
contra a mobilidade urbana, a construção de estádios para que os
brasileiros se reúnam para celebrar o esporte e a cultura. Quem é
contra a construção de metrôs, VLT, obras de infraestrutura urbana
pensa o Brasil pequeno, e esconde seu interesse em querer que o país
pare. Isso é coisa de banqueiro. Queremos investimentos nas cidades,
em especial nas periferias.
Muitos
de nós já temos filhos, emprego, casa, responsabilidades de gente
adulta. Somos a juventude adolescente e a descobrir a maioridade,
somos estudantes universitários e trabalhadores, somos a juventude
que já tem suas próprias famílias, e famílias com as
características da nossa juventude, a convicção de que "qualquer
maneira de AMOR vale a pena", como diria Milton Nascimento.
Para que a maternidade não seja um obstáculo ao pleno
desenvolvimento das jovens mulheres, precisamos universalizar as
creches em todo Brasil.
É
preciso respeitar a juventude, deixá-la viva, dar-lhe o estudo e o
trabalho e a cultura que a incorpore como sujeito de plenos direitos
para construir um país ainda melhor. Nós cresceremos com o Brasil,
queremos que o país dê certo, como Renato Russo nos perguntamos: “o
que você vai ser quando você crescer?” É a pergunta de uma
geração, de mais de 50 milhões de pessoas.
A
luta é árdua. Além da imprensa golpista, a agiotagem nas finanças
chantageia o Brasil. E para blindar o esquema tem uma maioria
política claramente baseada na força da grana. Monopólios da
comunicação. Sistema financeiro. Maioria eleitoral conservadora
fruto do financiamento empresarial nas eleições. Essas são as
maiores ameaças ao Brasil. É essa turma que temos de derrotar nas
eleições de 2014!
Vivemos
o período de maior inclusão social desde Getúlio Vargas, quem em
1954 deu-se um tiro no peito, deixando em sua Carta Testamento, a
denúncia do imperialismo articulado com a imprensa golpista e de
setores conservadores que tem medo dos poderes do povo. Tem medo da
democracia. Retomar as Reformas de Base de João Goulart com o ímpeto
de desenvolvimento e com a solidariedade e a inclusão são o caminho
para aprofundar as mudanças e resgatar a juventude.
Só
há um caminho que ajude nesses grandiosos objetivos, e é com Dilma,
jovem secundarista, que lutou contra a Ditadura, presa política,
torturada, mãe, que na nossa opinião deve terminar o seu ciclo,
pelas grandes realizações e pelo compromisso com a maioria da Nação
que saberá reconhecer.
Precisamos
eleger representantes comprometidos(as), identificados(as),
defensores das bandeiras do Brasil e da Juventude. A UJS tem a grande
chance de se dirigir para os protagonistas das marchas de junho na
eleição de 2014, falar à juventude. Nossa geração está em plena
idade de estudar e trabalhar e isso é avançar para o Brasil
socialista.
A
juventude quer levar a alfabetização, a educação básica, seus
conhecimentos, o seu trabalho, quer a dignidade de ser reconhecida
como profissional, construir um Brasil melhor. Defendemos um novo e
massivo programa que una as ideias do Mais Médicos e do Projeto
Rondon, que conte com a parceria das prefeituras, do SUS, do MEC, mas
também do MTE, da Caixa Econômica e do Banco do Brasil e as Forças
Armadas numa inciativa comum que permita aos universitários e
universitárias das universidades públicas, bolsistas do PROUNI e do
FIES, iniciar um trabalho generoso, fixar por todo o país
profissionais jovens para ajudar a nossa Nação a se desenvolver.
Queremos ser chamados às grandes missões para fazer avançar a
Nação Brasileira. Prestes na Coluna, Dinah e Osvaldão no
Araguaia, podemos construir os sonhos que a ditadura calou e também
os nossos sonhos de hoje. Somos ponte da geração de 1968 e a luta
pelo desenvolvimento do Brasil.
Os(As)
adolescentes e jovens infratores nas FEBEM e no sistema carcerário,
precisam de uma chance, que a maioria jamais teve. Toda uma geração
sofre os impactos devastadores da dependência química, em especial
pelo crack vinculada à exclusão pela política de guerra às
drogas. Não podemos encher prisões de usuários, de dependentes
químicos, destruir a vida de uma pessoa porque consumiu maconha… A
guerra às drogas provou sua inutilidade, seu gravíssimo erro de não
apostar na recuperação das pessoas, estimular o mercado do tráfico
e o crime organizado, abandonar a juventude quando ela precisa de
mais apoio, por promover o extermínio pela estrutura judiciária e
de repressão do Estado. É preciso um outro modo para enfrentar o
tráfico e a dependência química das drogas legais e ilegais, e não
pode ser na porrada. PAREM O EXTERMÍNIO DA JUVENTUDE NEGRA E POBRE.
Queremos vida, oportunidade, uma ousada política de inclusão da
juventude mais vulnerável.
Precisamos
impedir a homofobia de seguir a negar não só o direito de se amar
livremente, mas empurrar gays, lésbicas, transsexuais, transgêneros
e travestis para a miséria, para o achincalhe público, para fora de
suas famílias, para a discriminação, a perseguição e mesmo a
morte violenta, e cruel. É preciso defender uma geração que sofre
imensamente por ter negado o seu direito de amar e de ser quem são.
AMAR E MUDAR AS COISAS NOS INTERESSA MAIS, já dizia Belchior.
É
preciso fazer a Reforma Agrária com assistência técnica, serviços
básicos e apoio do estado para evitar o esvaziamento do campo,
impulsionando a complementariedade de distintas formas de
propriedade, apoiar a fixação em todo o território nacional e a
continuidade do Minha Casa Minha Vida para atingir a juventude. E os
povos amazônidas tem direito ao desenvolvimento e o desafio de
defender nossa Amazônia e o próprio bioma.
Lutamos,
direito por direito, para construir um Brasil melhor. Unir
democracia, soberania plena, desenvolvimento econômico e social, o
fim da miséria, o fim do analfabetismo, a efetivação plena dos
direitos à educação, à saúde, ao trabalho, à cultura e ao
esporte. Valorizar o trabalho, que constrói a riqueza desse país,
junto com o conhecimento. E precisamos estar prontos a defender-nos
de qualquer poder usurpador e imperialista, defender o Pré-Sal e a
Amazônia.
Por
tudo isso precisamos derrotar a força da grana, a maioria
conservadora e a imprensa golpista. A UJS toma para si o desafio de
ser força determinante para o diálogo com a juventude para dobrar a
aposta no Brasil. Dobrar com Dilma e as Novas Reformas de Base e
integrar a juventude no novo projeto de desenvolvimento.
Há
poucos dias chegaremos a junho novamente. Toda uma geração que foi
às ruas no ano passado espera ter suas esperanças renovadas.
Setores conservadores, vocalizados principalmente pelos meios de
comunicação, querem instrumentalizar os anseios de avanços da
juventude. Entretanto, estes representam apenas o retrocesso. É
nosso dever estarmos mobilizados para apresentar um caminho de pautas
avançadas que sejam capazes de contribuir para a construção do
Brasil que sonhamos. Nos organizaremos em Comitês, Ocupações,
Brigadas e passeatas, com a marca aguerrida da militância da UJS, em
conjunto com os setores avançados, recolhendo meio milhão de
assinaturas para os projetos de lei de inciativa popular da
Democratização dos Meios de Comunicação e da Reforma Política
Democrática. Pois somente a partir dessas reformas, novas
perspectivas irão se apresentar para o povo brasileiro.
Toda
Noite tem aurora, raios, toda a escuridão. Moços(as), creiamos, Não
tarda a aurora da redenção. (Castro Alves)
17º Congresso da UJS - Resolução de Apoio à Reeleição da Presidenta Dilma
Em
2002 com a eleição do Presidente Lula se iniciou um novo ciclo na
politica brasileira. Pela primeira vez na história chegou ao poder
central de nosso país um operário apoiado por forças populares e democráticas. Este ciclo se consolidou com a reeleição de Lula e a
eleição de Dilma trazendo significativos avanços econômicos e
sociais para nosso país.
Em
meio a maior crise do sistema capitalista mundial o governo da
presidenta Dilma continuou gerando empregos, valorizando o salário e
manteve os investimentos massivos nas politicas sociais. Com grande
protagonismo da luta da UJS foi sancionado o Estatuto da Juventude e
aprovada a lei que destinou os royalties e o Fundo Social do Pré-Sal
para educação do petróleo para educação. Foi nesse período,
também, que foi lançando o maior programa de educação
profissionalizante da história do país , o PRONATEC, e o maior
programa de bolsas de ensino superior no exterior além de destravar
importantes investimentos nas áreas e infraestrutura urbana e energética e manter todas politicas exitosas dos governos Lula.
Este
ano é um ano crucial para a história do país. O povo vai as urnas
decidir entre o avanço ou retrocesso, entre o projeto que
desenvolveu o Brasil e ascendeu socialmente os mais pobres ou o
projeto que aprofundou as desigualdades socais e privatizou
estratégicos setores da economia Brasileira. A UJS está com Dilma
para impedir o retrocesso que esta elite entreguista quer voltar a
impor ao país e, principalmente, iniciar um novo ciclo de
crescimento econômico e social. Queremos que esse novo Brasil se
desvencilhe de vez das velhas oligarquias que tentam impedir os
avanços. No Maranhão e no Amapá seremos a juventude que irá
derrotar o Sarney, que há meio século coloca o povo maranhense em
um profundo atraso. Queremos um Novo Projeto Nacional de
Desenvolvimento com transformações estruturais na política, na
economia, na educação, na saúde, de delimitar o poder da ação da mídia e do capital financeiro. Acreditamos que só com Dilma isso
será possível
Os
setores conservadores vão “jogar pesado” para voltar ao poder
central deste país. A UJS, durante essa batalha eleitoral, será
peça fundamental na mobilização dos jovens para pautar mais
transformações com Dilma. Por isso, cada Núcleo da UJS deve ser
também um Comitê de campanha para que toda a nossa militância
esteja envolvida nesse processo também importante no nosso país.
Vamos
todos/as com Dilma avançar nas transformações do país!
segunda-feira, 26 de maio de 2014
UJS realiza seu maior congresso e escolhe Renan Macaxeira novo presidente - www.ujs.org.br
Uma das principais entidades da juventude brasileira reuniu três mil jovens em Brasília; a UJS recebeu a presidenta Dilma, decretando apoio, e firmou compromisso com uma nova agenda de desenvolvimento para a juventude
O 17° Congresso da União da Juventude Socialista (UJS) terminou neste domingo (25) em Brasília com a eleição da nova diretoria da entidade e a definição dos seus posicionamentos para o ano de 2014. Foi também o congresso de comemoração dos 30 anos da organização e o maior já realizado. Com a participação de três mil jovens de diversos estados brasileiros, o encontro elegeu o amazonense Renan Macaxeira como seu novo presidente. Além disso, foram aprovadas resoluções e diretrizes para a a mobilização da entidade nos próximos meses, que envolvem a realização da Copa do Mundo e as eleições.
O presidente eleito da UJS afirmou que o congresso mostrou uma militância “vibrante”, sintonizada com o tema “Amar e Mudar as Coisas”, para fazer um balanço dos últimos 12 anos de governo popular no Brasil, assim como consolidar as reivindicações para o próximo período: “Estamos nos atualizando com as demandas das novas gerações, a juventude está sempre em movimento e essa reflexão é muito importante. O nosso encontro fez bem em olhar além do processo somente conjuntural e apontar, na verdade, as grandes contradições e entraves para o desenvolvimento e a democracia”, destacou.
Natural de Manaus, com 27 anos e estudante de tecnologia mecânica na FATEC de São Paulo, Renan Macaxeira acredita que o momento do país nunca foi tão fértil para organizar e politizar a juventude:
“Primeiramente temos uma situação de bônus demográfico, com grande número de jovens na população brasileira, depois temos o episódio das manifestações de junho, que foi realizado pela juventude e foi muito positivo. Aqueles jovens que foram às ruas venceram, conseguiram a redução nas passagens do transporte público, conseguiram os royalties do petróleo para a educação, conseguiram que a reforma política entrasse na pauta do poder público. Ou seja, esses jovens estão constatando que vale a pena lutar, vale a pena ir para a rua”, declarou.
Um dos pontos altos do Congresso da UJS foi a presença da presidenta Dilma Rousseff, no último sábado. Ela recebeu o apoio da entidade para o processo eleitoral de 2014 e reforçou seu compromisso com as políticas públicas de juventude. A UJS acredita que as eleições serão um novo momento de enfrentamento de ideias, com a disputa dos votos de 40 milhões de jovens, sendo 11 desses eleitores pela primeira vez.
A luta pela educação continua sendo prioridade para a organização, que enxerga os avanços do último período, mas está ansiosa pela conquista de algumas vitórias como a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) com 10% do PIB investidos em educação pública. “Precisamos denunciar a contradição existente quando o país não aprova os 10% para a educação, mas cerca de 40% do orçamento nacional são destinados somente ao pagamento da dívida pública e de seus juros”, criticou Macaxeira.
Com a proximidade da Copa do Mundo, a UJS também reforçou a defesa ao evento e seu legado, combatendo o discurso de pessimismo promovido por alguns setores da sociedade. “Não tem contradição, eu quero Copa, Saúde e Educação”, foi o grito de ordem ouvido em divesos momentos do congresso. Outros assuntos que ganharam ainda mais força na pauta da entidade foram o combate ao racismo e ao genocídio da população negra, a reforma política, a democratização da mídia, o combate ao machismo e à homofobia. A luta contra os preconceitos foi reforçada por debates e também por diversos “beijaços” da diversidade sexual, promovidos ao longo do congresso como forma de protesto ao conservadorismo e à violência.
Entre os convidados presentes no encontro esteve também a deputada federal chilena Camila Vallejo, líder dos recentes movimentos de juventude de seu país, além de diversas delegações de jovens de muitos países da América Latina. O Congresso teve homenagens marcantes, como o ato em memória à Guerrilha do Araguaia e o ato que reuniu diversos ex-presidentes da entidade.
PERFIL
Renan Macaxeira começou sua militância no ensino médio, durante as eleições do ano de 2002, quando começou a se interessar pelas ideias do marxismo e da igualdade social. Já na faculdade, conheceu a UJS durante o processo de fundação do Centro Acadêmico de sua universidade, participando também da viagem promovida pela entidade ao Festival Mundial da Juventude na Venezuela, no ano de 2005. Foi diretor da UNE e reponsável pelas relações internacionais do movimento estudantil brasileiro. Dessa forma, morou quatro anos em Cuba e conheceu 28 países do mundo como representante da Organização Latino Americana e Caribenha dos Estudantes (OCLAE).
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