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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Avança a organização da Juventude da CTB no Rio Grande do Sul

Avança a organização da Juventude da CTB no Rio Grande do Sul

Após a realização do Planejamento da CTB-RS, que debateu a organização da juventude trabalhadora no Estado, avança a organização do coletivo estadual, uma das prioridades do Coletivo Nacional da Juventude da CTB.

Por isso, Vítor Espinoza, do coletivo e da Executiva nacionais da CTB, convoca para o dia 25 de fevereiro (6ª) uma reunião do coletivo estadual de juventude da CTB-RS.

A reunião é aberta à juventude trabalhadora gaúcha, e debaterá a conjuntura estadual e nacional, com a palestra do Presidente Estadual da CTB, Guiomar Vidor. Ademais, o coletivo planejará suas atividades, comd estaque para um curso de formação próprio para a juventude trabalhadora e a preparação de um encontro estadual de jovens trabalhadores da CTB RS para este ano. Também se discutirão as políticas públicas para a juventude desempregada no estado, em especial a implementação de políticas de de qualificação profissional.

Serviço

Reunião do Coletivo da Juventude Trabalhadora do Rio Grande do Sul
Local: Federação dos Empregados no Comércio de Bens e Serviços – RS
Endereço: Rua dos Andradas, 943/701- Porto Alegre/RS
Data: Sexta-feira, 25/02/2011, de 9h00 às 17h00

Equipe econômica ganhou a cabeça de Dilma, diz Paulinho da Força - Portal Vermelho

Equipe econômica ganhou a cabeça de Dilma, diz Paulinho da Força - Portal Vermelho

A postura inflexível do governo nas negociações sobre o salário mínimo deixou sequelas na relação entre as centrais sindicais e a presidente Dilma Rousseff. Poucas lideranças explicitam mais esse descontentamento do que o presidente da Força Sindical e deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).

Por André Cintra

Em entrevista ao Vermelho, Paulinho lembra que, na disputa entre a então candidata e o tucano José Serra, o movimento sindical a apoiou em peso, mas depois foi ignorado. “Todos os presidentes das centrais e a grande maioria dos sindicatos foram para as ruas – quem apoiou o Serra era minoria. Só eu tomei quatro multas. Todos os presidentes das centrais foram multados”, afirma. “Depois da eleição, não recebemos nem sequer um telefonema da Dilma. Minha mãe diria que isso é ingratidão”.

Uma vez no Planalto, Dilma adotou, segundo Paulinho, a pauta da equipe econômica – o que se refletiu no tímido aumento do salário mínimo de R$ 510 para R$ 545. “A impressão que a gente tem hoje é que esse pessoal ganhou a Dilma provisoriamente. A luta das centrais agora é para ganhar a cabeça da Dilma – não é ir para o pau, romper com ela. Precisamos ganhar a Dilma para a nossa política, a que deu certo no governo Lula. Até para ajudar a Dilma, temos de bater duro nesse negócio, não aceitar esses rumos”.

As centrais inicialmente defendiam um salário mínimo de R$ 580, mas recuaram sua proposta para R$ 560. O governo Dilma não apenas retardou as negociações com os trabalhadores como também fez pressão no Congresso para aprovar R$ 545. “Somos os maiores aliados da Dilma. Vamos provar isso no dia em que ela precisar, e ela vai precisar”, afirma Paulinho. “Aí ela vai ver quem está realmente do lado dela – se são aqueles que votaram com o governo por pressão ou se são aqueles que irão às ruas para defender seu governo”.

Vermelho: O que, exatamente, as centrais negociaram com o Lula e a Dilma na campanha eleitoral?
Paulinho: Quando estávamos no segundo turno da eleição, o Serra começou com a campanha pelo salário mínimo de R$ 600, mais os 10% de reajuste para os aposentados. Toda a propaganda do Serra na televisão, até os anúncios de 15 segundos, era sobre isso. Até então, a gente vinha fazendo um discurso muito bravo contra o Serra, dizendo no 1º de Maio que ele não gostava de trabalhador e ia tirar direitos. Só que aquela proposta dele começou a mudar a eleição aqui. Como explicar para as bases que o candidato que nós vínhamos esculhambando tinha uma proposta dessas?

Em 13 de outubro, no comício de São Miguel Paulista (zona leste de São Paulo), as centrais conseguiram falar com o Lula e a Dilma, juntos, ao lado do palanque. O Lula, num primeiro momento, foi muito duro – nunca vou me esquecer das palavras dele: “Isso é demagogia eleitoral do Serra, e nós não podemos entrar. Vou me comprometer com vocês: assim que acabar a eleição, vamos chamar as centrais, manter a política (de valorização do salário mínimo) e dar um aumento real”.

Explicamos para o Lula que, por causa do PIB negativo de 2009, não haveria aumento real, e esse era o problema nosso. E o Lula disse, do lado da Dilma: “Vocês podem me cobrar isso aqui (no comício) que eu me comprometo”. Se você pegar o discurso das seis centrais, todas falaram da demagogia do Serra – que ele propunha apenas um aumento, mas não continuaria a política de valorização do mínimo. E dissemos ali que o Lula tinha essa garantia conosco de dar o aumento real de salário.

Vermelho: A Dilma concordou com tudo isso?
Paulinho: Para ser justo, a Dilma não chegou a falar, mas ouviu tudo, do lado do Lula. Se ela estava contra, no mínimo tinha de dizer que não concordava. A Dilma pode não ter falado nada porque precisava dos votos ou por conveniência. Faz parte do momento, da eleição. Mas ela concordou, senão ela falaria, pela liberdade que ela tem conosco e com o Lula.

Acabou a eleição, o Lula ficou se despedindo do povo, e a Dilma nunca mais falou conosco. Acho que ela tem uma dívida com as centrais. Todos os presidentes das centrais e a grande maioria dos sindicatos foram para as ruas – quem apoiou o Serra era minoria. Só eu tomei quatro multas. Todos os presidentes das centrais foram multados.

Vermelho: Já no primeiro turno, as centrais reclamaram da ausência da Dilma em eventos com sindicalistas. Vocês passaram por cima disso?
Paulinho: Numa campanha difícil, a gente até entende isso. Já fui candidato a vice-presidente, sei como são essas coisas. Fazia três estados e dez cidades por dia – imagine o candidato a presidente. É pior para quem vai ganhar, que tem de ter uma preocupação imensa de não deixar a imprensa te desconstruir. A Dilma não recebeu a pauta dos trabalhadores? Tudo bem, a gente entende, ela está com uma agenda corrida.

Depois disso, ela estava com os empresários e falou contra a redução da jornada para 40 horas semanais, defendeu a negociação direta, fez o jogo patronal. Houve dirigentes de centrais que não queriam aceitar e disseram para a gente brigar. Eu segurei: “É campanha eleitoral. A Dilma só está fazendo uma média com o empresariado”. Quando acabou a campanha, a gente viu que não era bem assim, não.

Vermelho: A Dilma se esqueceu das centrais?
Paulinho: O que nos desagradou é que, depois da eleição, não recebemos nem sequer um telefonema da Dilma. Minha mãe diria que isso é ingratidão. O mínimo que você faz quando alguém te ajuda é agradecer, e eu considero que nós a ajudamos muito. Fiz a campanha mais falando bem da Dilma e mal do Serra do que falando de mim, e eu era candidato. Aqui em São Paulo, quem mais bateu no Serra fui eu – mais do que o PT, mais do que todos eles.

Os presidentes de todas as centrais foram em várias reuniões, em várias fábricas, nas principais empresas de São Paulo, e a Dilma não nos dá uma ligação, um telefonema. Ela podia até ligar, dizer “obrigada” e desligar, para não deixar a gente falar mais coisa nenhuma. Nem isso.

Vermelho: Qual é a sua avaliação destas primeiras semanas de governo Dilma?
Paulinho: O governo Dilma começa mal, começa errado, com uma política que não deu certo com o Fernando Henrique, não deu certo em outras épocas e não vai dar certo de novo. A relação com as centrais começou muito mal também. A pessoa que ela tinha escolhido para falar com as centrais, o Gilberto Carvalho, estava em férias. Parece que foi uma coisa muito bem combinada – “deixa o Gilberto em férias mesmo, e vamos enquadrar esses caras”.

Existem os financistas, que gostam de ganhar dinheiro sem trabalhar, vivendo de renda, do sistema, do mercado – essas coisas que a sociedade não consegue ver. A impressão que a gente tem hoje é que esse pessoal ganhou a Dilma provisoriamente. A luta das centrais agora é para ganhar a cabeça da Dilma – não é ir para o pau, romper com ela. Precisamos ganhar a Dilma para a nossa política, a que deu certo no governo Lula. Até para ajudar a Dilma, temos de bater duro nesse negócio, não aceitar esses rumos.

Vermelho: O alvo é a equipe econômica?
Paulinho: O alvo é a equipe econômica e esse povo que fez a cabeça dela, como o Palocci, que se reúne de manhã e à noite com ela. Sabemos o que o Palocci fala para a Dilma, porque ele não é nosso – ele joga do outro lado. Esse povo quer que a Dilma enquadre as centrais. Eles não sabem que o movimento sindical não pode ser enquadrado. Vamos comprar a briga por investimento, por crescimento, por desenvolvimento – e, para fazer isso, tem de aumentar salário.

Vermelho: Como se dava essa negociação entre governo e centrais com o Lula?
Paulinho: O Lula tinha outra cabeça e decidia com a cabeça dele. No começo de 2009, achávamos que o Lula não ia, no meio da crise, aplicar o aumento de 12,5% do salário mínimo, que representava mais R$ 40 bilhões investidos diretamente na economia. Fomos lá e o Lula garantiu: “Vamos manter o aumento e vamos montar com vocês uma espécie de gabinete da crise. Esse comitê vai existir oficialmente, mas não vamos falar dele com a imprensa”.

Passamos a nos reunir semanalmente com o Lula, o Luiz Dulci e o Gilberto Carvalho para identificar setores que estavam em dificuldade. O Lula ia cumprindo tudo o que aquele comitê dizia. Se o Brasil foi o último a entrar na crise e o primeiro a sair, foi por causa do salário mínimo – que era de US$ 70 na época do Fernando Henrique e passou a mais ou menos US$ 290, US$ 295 com o Lula. Isso melhorou a vida de 49 milhões de brasileiros e ajudou o país a sair da crise.

Vermelho: O governo Dilma não mostrou disposição para negociar nada?
Paulinho: Eu achava que eles iam jogar duro, e negociação é assim. A gente fala R$ 580, eles dizem que não vão dar. Numa certa hora, chega-se a um acordo intermediário. Como eles não falaram, nós recuamos para R$ 560 e recuamos ainda mais ao aceitar o reajuste como antecipação do aumento de 2012. Mas nada. É isso o que a gente não entende. Se não somos inimigos, por que o governo foi tão duro com a gente?

Meu partido e eu apoiamos a Dilma, e ela sabe disso. Achei mesmo que o governo estava fazendo esse jogo e depois cederia um pouquinho. Mas não cedeu nada. E o governo ainda foi ao Congresso para enquadrar os deputados. Eu sei como é que foi. A pressão foi impressionante sobre os partidos da base. Será que vale a pena essa guerra conosco só por causa de R$ 15 a mais no salário mínimo? Depois a gente vê aqueles deputados do PT comemorando porque derrotaram os pobres. É impressionante.

Vermelho: Você, além de presidente da Força, é deputado por um partido da base aliada ao governo. Como fica a sua relação com a Dilma depois dessa pressão toda?
Paulinho: Na verdade, não sofri pressão, não. O Gilberto Carvalho veio me chamar e teve uma conversa muito respeitosa comigo. Ele sabia do tamanho da encrenca que o governo tinha montado no Congresso e veio me dar um recado: “Vamos ganhar, mas queremos olhar para frente, manter as negociações”. Na saída, a Dilma estava chegando, e o Gilberto queria que eu fosse cumprimentá-la. E eu disse: “Melhor não ser assim. Me deem outro elevador para eu não ter de me encontrar com ela”.

A Dilma tem de receber as centrais oficialmente, não em corredor. Somos os maiores aliados da Dilma. Vamos provar isso no dia em que ela precisar, e ela vai precisar, a vida vai mostrar isso. Aí ela vai ver quem está realmente do lado dela – se são aqueles que votaram com o governo por pressão ou se são aqueles que irão às ruas para defender seu governo.

CTB: Grécia assiste à nova greve geral contra política de ajustes do governo

Grécia assiste à nova greve geral contra política de ajustes do governo
Trabalhadores do setor público grego iniciaram hoje uma greve geral de 24 horas em protesto contra as medidas de austeridade implementadas pelo governo frente à crise financeira. A paralisação foi convocada pela Confederação dos Sindicatos de Funcionários Públicos (Adedy) e a União de Funcionários Civis, as maiores organizações sindicais do país, que somam 500 mil filiados.

Os trabalhadores manifestam seu descontentamento com a política de arrocho e cortes sociais impostos pelo Executivo grego ao longo de 2011 para reduzir o déficit público. Eles esperam que o governo reconsidere o plano anti-crise concebido como moeda de câmbio para conseguir ajuda da União Europeia e do FMI, no valor de 10 milhões de euros.

Manifestantes são atingidos por bombas de efeito moral em Atenas

Segundo os organizadores da Adedy, Atenas ficou praticamente toda paralisada nesta quarta-feira (23), já que o transporte urbano cessará seus serviços, com exceção do metro que funcionará parcialmente.

Muitas escolas estão fechadas e os hospitais reduziram o atendimento. Pequenas empresas e lojas também aderiram à greve.

Em maio o país recebeu uma ajuda financeira de 110 bilhões de euros (cerca de R$ 250 bilhões) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE).

Depois de receber esta ajuda, o governo do primeiro-ministro socialista George Papandreou iniciou o corte de gastos e aumento de impostos para reduzir suas dívidas.

Uma série de greves gerais ocorreram na Grécia em 2010 enquanto o governo do país iniciava a implantação do plano de austeridade que ainda vai durar vários anos.

Com informações da Agência Prensa Latina

CMS convoca plenária e aumenta tom de pressão sobre o governo

CMS convoca plenária e aumenta tom de pressão sobre o governo

A comissão Operativa da CMS se reuniu na última segunda-feira (16) para dar início aos preparativos da Plenária Nacional dos Movimentos Sociais, que acontece no dia 25 de fevereiro, em São Paulo.

A realização da Plenária, uma deliberação da primeira reunião de 2011 da CMS, ocorrida em 26 de janeiro, na sede da CTB (foto), tem como principal objetivo planejar as ações unitárias do ano.

Lúcia Stumpf, representante da União Brasileira de Mulher na CMS, falou ao Vermelho sobre o papel desta plenária e das mobilizações em pauta para 2011.

A CMS começa o ano bastante reforçada. Dezenas de entidades participaram . O movimento social demonstrou que está disposto a mobilizar e que tem condições de fazer grandes lutas no ano de 2011, "para pressionar por um rumo mais avançado e progressista desse governo que ainda não deixou claro o seu projeto", como afirma a representante da União Brasileira de Mulheres (UBM) na CMS, Lúcia Stumpf.

"O movimento social está tensionado e tem uma pauta extensa, a começar por essa plenária de fevereiro. Há disposição para fazer muita luta, para participar das conferências e para exigir um espaço mais qualificado de diálogo com o governo", avalia Lúcia, que participa das mobilizações em Brasília pelo aumento real do salário mínimo nesta quarta-feira (16), data em que o assunto é votado pelo Congresso Nacional.

A feminista explica que a plenária de 25 de fevereiro tem por objetivo pautar grandes mobilizações unificadas em 2011, como forma de apresentar as demandas e impor a presença dos movimentos sociais na pauta política nacional. "O governo Dilma tem composição heterogênea e até hoje não demonstrou convicção em realizar transformações ou em aplicar reformas estruturais importantes, que são frequentemente pautadas pelos movimentos sociais. O papel dos movimentos sociais diante deste governo terá que ser conquistado com luta, nas ruas. Precisamos conquistar o respeito e o lugar de interlocutor privilegiado a partir da pressão que construiremos no próximo período".

Além da plenária do dia 25 de fevereiro, a última reunião da CMS decidiu, também, solicitar uma audiência da presidente Dilma com os movimentos sociais e reafirmar as pautas contidas no Projeto Brasil, que é a plataforma dos movimentos sociais para o desenvolvimento do Brasil. O Projeto Brasil foi entregue à presidente Dilma ainda durante o período eleitoral e serve como norteador das ações unificadas da CMS.

Para Lúcia, a plenária nacional deve pautar "sensibilizar o povo" e dar um "choque de realidade" no governo Dilma: "ficou claro na reunião da CMS é preciso que os movimentos sociais dêem um choque de realidade no governo, demonstrando que nós existimos e que a pauta dos movimentos sociais está muito longe de ser superada. Afirmar, enfim, que nós não estamos satisfeitos. Precisamos sensibilizar o povo para sair às ruas junto com o movimento, para reivindicar, para conseguir ter o resultado esperado nas transformações efetivas, que é a construção das reformas democráticas e estruturais que a gente pretende implementar no Brasil", afirmou a dirigente.

Serviço:
Plenária Nacional da CMS
Data: 25 de fevereiro (sexta-feira)
Local: Auditório da Apeoesp (Praça da República, 282 - São Paulo, SP)

Com informações de Luana Bonone (Vermelho)

Lula Morais considera maldosa e mentirosa matéria de jornal de SP - PCdoB. O Partido do socialismo.

Lula Morais considera maldosa e mentirosa matéria de jornal de SP - PCdoB. O Partido do socialismo.
O deputado estadual Lula Morais (PCdoB), em pronunciamento nesta terça-feira (22/02) na Assembleia Legislativa do Ceará, afirmou que o jornal O Estado de S. Paulo fez matéria “maldosa e mentirosa” sobre o programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. Segundo ele, essa ação governamental não existe para gerar dividendos políticos para o PCdoB, como a matéria, escrita pelo jornalista Leandro Colon, afirma.
O parlamentar explicou que o Ministério tem, em vigência, 251 convênios com instituições públicas e apenas 36 com entidades privadas. Entre estes, o maior convênio se dá com o Governo do Ceará, repassando recursos para 184 municípios, e não se tem qualquer notícia de desvios.

“Causa estranheza o repórter Leandro Colon não colocar na matéria a íntegra da posição do Ministério dos Esportes”, frisou o parlamentar, avisando que todos os erros foram apontados em convênios que nem sequer estão em execução, porque as entidades conveniadas ainda não apresentaram a documentação necessária para o início dos programas.

Conforme Lula Morais, desde setembro de 2008 os convênios são celebrados, com a movimentação financeira acompanhada pelo Ministério dos Esportes. “O Programa Segundo Tempo é acompanhado por uma rede de professores universitários. O convênio é assinado e só há a liberação dos recursos se tiver a ordem do início”, explicou.

O deputado acentuou que a matéria se referiu a três convênios firmados em Brasília, Goiás e no Piauí, respectivamente, que não entraram em operação. Portanto, não poderia se falar em desvios de recursos ou de finalidade porque não houve ainda a liberação das verbas por parte do Ministério dos Esportes. “É uma notícia mentirosa e maldosa”, qualificou.

Em aparte, o deputado Roberto Mesquita (PV) disse que nada se pode falar do projeto, “que faz a inclusão de um milhão de crianças”. Para o parlamentar verde, as críticas surgiram contra o Ministério porque há interesses de determinadas elites em se beneficiar dos recursos que serão destinados à Copa e à Olimpíada por meio do Ministério dos Esportes.

O deputado Dedé Teixeira (PT) se solidarizou com Lula Morais e lembrou que, em 2003, quando se criou a Secretaria Nacional de Esportes, ninguém queria ocupar esse espaço. “O PCdoB o ocupou muito bem e o fato é que essa secretaria teve importância fundamental. O Segundo Tempo é um programa importante e desafiador”, ressaltou.


Áudio (Disponibilizado por uma semana)

Leia também as notas emitidas pelo Ministério do Esporte e pelo PCdoB sobre as denúncias

Da redação local

Renato Rabelo: “Estão plantando denúncias para atingir o PCdoB” - Portal Vermelho

Renato Rabelo: “Estão plantando denúncias para atingir o PCdoB” - Portal Vermelho

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, esteve em Brasília nesta quarta-feira (23) e, entre os assuntos que marcaram sua agenda na capital federal, esteve a série de reportagens publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, que acusa o PCdoB de se beneficiar financeiramente do programa Segundo Tempo, mantido pelo Ministério do Esporte, pasta comandada pelo comunista Orlando Silva.

Em entrevista ao Vermelho, Rabelo reafirma o conteúdo da nota emitida pelo PCdoB na segunda-feira (21), negando de forma veemente o suposto beneficiamento e acusa o jornal de travestir de notícia acusações sem fundamento que são plantadas propositalmente para atingir o partido e tentar criar um desentendimento entre os comunistas e o governo.


Ele ainda refuta a informação de que o partido está sendo "enquadrado" pelo governo por causa de um suposto "apetite" por cargos. "Quem conhece o PCdoB sabe que isso não é do nosso feitio", afirma o dirigente comunista. Rabelo também diz que a relação do PCdoB com o governo é excelente e não há qualquer tipo de pressão de nenhuma das partes.


Veja, abaixo, a íntegra da entrevista:


Vermelho: O Estadão parece que está numa cruzada particular contra o PCdoB. Todo dia publica supostas denúncias envolvendo o Ministério do Esporte e ataques ao Partido. Você saberia dizer qual a motivação do jornal para isso?
Renato Rabelo: Primeiro, o Estadão está dando uma dimensão muito grande a isso que eles chamam de denúncias contra o PCdoB. Antes se tentava sempre encontrar irregularidades no programa Segundo Tempo, isso é recorrente, mas agora eles vão além e tentam envolver o PCdoB em supostas irregularidades, acusando o partido de usar este programa do Ministério como instrumento para obter dividendos eleitorais e até como meio de financiamento partidário. Essa é uma acusação séria, a qual respondemos, inclusive apontando que se trata de uma acusação criminosa. Merece de nossa parte até mesmo medidas judiciais contra o jornal e quem sustenta esta calúnia e estamos estudante esta possibilidade. E é bom frisar que estas coisas não acontecem por acaso. Já vamos para o quarto dia de denúncias, sendo que a primeira delas ocupou a manchete principal do jornal na edição de domingo. Por que gastar tanta tinta e tanto esforço jornalístico em cima de denúncias absolutamente frágeis, sem nenhuma comprovação? A nossa conclusão é que tem gente grande interessada em nos atingir.


Vermelho: O grau de detalhes das reportagens --ainda que sejam manipuladas para dar um ar de gravidade às denúncias-- sugerem que há alguém que conhece bem o ministério e o partido passando informações ao jornal. O Partido sabe quem pode estar por trás disso?
Renato: Não, porque muitas questões que eles levantam são questões públicas e pessoas que eles chegam até elas e interrogam fazendo um trabalho do tipo policial. O ministério tem dado resposta a estes casos levantados, esclarecendo cada um deles. Mas o jornal insiste na tentativa de acusar a qualquer preço o partido. Chama atenção o fato de que ao se examinar todas as matérias publicadas se conclui que esta afirmação de que o PCdoB se beneficia dos recursos do Segundo Tempo é completamente arbitrária, feita para chegar a um obejtivo premeditado. Não há nada que sustente esta ilação.


Vermelho: O Partido avalia então que são acusações sem fundamento, já que não há nas reportagens nenhuma informação que justifique estas denúncias?

Renato: Exatamente. Não tem nada, nenhum fato, nenhuma evidência, nenhuma prova de que o partido se beneficie do programa ministerial como acusa o jornal. Então você veja a que nível que chega a manipulação no sentido de denegrir o partido. Fica evidente que se trata de uma matéria feita sob encomenda.


Vermelho: Os jornais alegam que a relação do PCdoB com o governo Dilma está estremecida. A jornalista Vera Rosa, do Estadão, chega a dizer que a presidente estaria usando as denúncias contra o Ministério "para enquadrar o PCdoB" e controlar o "apetite" do partido por cargos. Há alguma verdade nisso?
Renato: Eu estive conversando hoje com a jornalista Vera Rosa. Ela alega que estas afirmações partiram de fontes que ela não pode revelar mas que seriam fontes de dentro do próprio governo. Eu avalio que são mentiras. Primeiro porque nossa relação com o governo é a melhor possível. Em nenhum momento a presidente Dilma "enquadrou”o partido como afirma a matéria do Estadão. Ontem mesmo conversei com a presidente por telefone e ela sequer mencionou estas denúncias do jornal. Nem mencionou. Portanto não há nenhum enquadramento, isso é uma mentira. Além disso, conversando com o nosso ministro, Orlando Silva, ele disse também que da parte da Presidência não houve nenhuma iniciativa no sentido de orientar que o ministro devesse fazer isso ou aquilo, como é dito pelo jornal. Portanto, fica claro que tem alguém aí plantando notícias com o objetivo de nos incompatibilizar com o governo. Então você veja que tem fonte interessada em alimentar um desentendimento e atingir o Partido.


Vermelho: Seria uma fonte interessada em ocupar posições que hoje são ocupadas pelo partido?
Renato: Sim, podemos concluir desta maneira. Existe uma lógica que nos permite chegar a esta conclusão. Agora, a questão que se coloca sobre o suposto “apetite” do partido por cargos é de uma leviandade sem tamanho. Quem conhece minimamente o partido sabe que isso não é do feitio do PCdoB. Nós temos apresentado, nas instâncias onde tivemos responsabilidades de governo, um balanço de nossa atividade. Mostramos que nós contribuímos em todos os espaços para os quais fomos convidados a contribuir até agora. Como é o caso do Ministério do Esporte. Mostramos que nossa contribuição foi importante. O ministério, que antes nem existia, passou a ser um órgão destacado. O Ministro Orlando é uma figura importante no meio esportivo. Ajudamos a solidificar o papel do esporte como política social no país, a trazer para o Brasil eventos importantes como a Copa do Mundo e a Olimpíada. Portanto, é um ministério que alcançou grande dimensão. Nós achamos que isso é que é importante, participar onde achamos que podemos contribuir efetivamente. Agora temos clareza de que é o governo, é a presidente que vai julgar qual o papel que o PCdoB terá no governo. Então não tem nenhum sentido dizer que o PCdoB está correndo atrás de cargos. O que nos anima --e isso sempre ficou muito claro—é poder participar de um projeto coletivo de desenvolvimento do país.


Vermelho: O ministro Orlando Silva prometeu que será aberta uma sindicância para apurar as denúncias. Mas como você mesmo disse, as denúncias feitas até agora são todas frágeis, um amontoado de ilações e informações truncadas sem nenhum indício de desvio de recursos. O partido também acha que é preciso fazer uma sindicância?
Renato: Isso cabe ao Ministério, não cabe ao partido investigar questões como essa. Mas temos afirmado que em todas as questões que são levantadas o Ministério deve ter uma atitude sempre rigorosa e essa orientação sempre pautou a ação do Ministério. Mas repito: os jornais assacam contra o Ministério uma série de acusações que carecem de qualquer evidência. Muitas pessoas que leram as matérias vieram comentar comigo que as denúncias são absurdamente forçadas, coisa de encomenda. Acredito que a sindicância vai comprovar isso.


Da redação, Cláudio Gonzalez

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Conselho muda termos para se referir a pessoas com deficiência

Por Christina Machado

Brasília - O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência
alterou o regimento interno para mudar a nomenclatura de alguns de seus
termos. A resolução foi publicada no dia 22/2 no Diário Oficial da União.

De acordo com a resolução, o termo "pessoas portadoras de deficiência" será
substituído por "pessoas com deficiência". O nome da Secretaria Especial dos

Direitos Humanos da Presidência da República terá suprimido o termo
"especial", ficando então Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
República.

O secretário de Direitos Humanos será chamado de ministro-chefe da
Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A Coordenadoria
Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência será Secretaria
Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. A Política
Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência será Política
Nacional para Inclusão da Pessoa com Deficiência.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A luta pela valorização do trabalho sob novas circunstâncias



* Por Divanilton Pereira  
No momento em que se debate uma política que valoriza o salário mínimo no Brasil, penso ser oportuno resgatarmos alguns aspectos dos rumos que sustentam alguns projetos político-econômicos no Brasil e no mundo.

Nessa direção, ganham relevo os debates em torno da crise capitalista manifestada em setembro de 2008.  Nela os defensores do deus-mercado sofreram importante derrota ideológica enquanto projeto político. Marx e Keynes retomaram fôlego como elaboradores científicos do papel do estado na indução econômica.

Naquela ocasião, contraditoriamente, os críticos do fortalecimento dos Estados nacionais sobreviveram com vultosos recursos financeiros desses mesmos Estados. No modo de produção capitalista, mesmo que em última instância eles estejam aí para isso, desmascarou-se o discurso da autorregulação pelo mercado, até então apresentado como caminho único, como uma verdade absoluta.

Atualmente, a Europa e os Estados Unidos, apenas citando esses dois grandes centros, ainda sofrem fortemente seus efeitos – sobretudo a classe trabalhadora que luta para manter os antigos anéis do “bem-estar social” e impedir que sejam arrancados através de pacotes governamentais antitrabalho.

A saída da crise pelo governo brasileiro

As condições de enfrentamento a essa crise capitalista pelo Brasil foram gestadas ainda no segundo mandato do presidente Lula, em 2006. Esse período se caracterizou por uma definição mais nítida em seu projeto político.

Com uma nova composição em sua equipe econômica – com forte participação da então Ministra Dilma Rousseff –, o desenvolvimentismo-social ganhou maior convicção. Impulsionado pelas estatais, sobretudo a Petrobras e o nosso pólo público bancário, alavancado pelo BNDES, fortaleceu-se a indução pelo Estado brasileiro.

Essa diretriz teve conseqüência concreta com a elaboração de programas de crescimento (PACs), modelo até então elaborado mais recentemente nos anos 70.

Com o advento da crise em 2008, esses instrumentais e demais políticas públicas e sociais foram acionados com maior volume e velocidade – no que pese o tardio ajuste a menor na taxa de juros.

Esse conjunto propiciou a elevação do poder de compra do povo, sobretudo entre os trabalhadores que conseguiram uma política que valoriza o salário mínimo. O Brasil alcançou uma importante mobilidade social.

O salto nessa orientação fortaleceu o mercado interno enquanto demandas e ofertas próprias, sendo determinantes para a superação relativa daquela circunstância, e central para os atuais níveis de crescimento do nosso PIB.

O povo consagra mais uma vitória estratégica


Esse debate foi o diferencial entre os projetos programáticos que se apresentaram na disputa presidencial em 2010.

Nessa eleição, Dilma Rousseff – que se apresentou como gestora desse processo a partir de 2006, e reafirmando o investimento público como senha para o desenvolvimento com distribuição de renda – foi eleita como a primeira presidenta do Brasil. Uma grande vitória do povo brasileiro.

Naquele período não havia conjunturalmente uma variável política, econômica ou social que desabonasse o rumo implementado pelo governo Lula – o mesmo reafirmava a então candidata. Pelo contrário, essas variáveis continuam até hoje e até tecnicamente são avalistas para que essa direção desenvolvimentista possa “avançar, avançar e avançar”, palavras da candidata Dilma Rousseff.

A agenda política inaugural do governo Dilma

A transição ainda em curso dentro da estrutura de poder do governo central também passa pelo fortalecimento da autoridade política da presidenta Dilma Rousseff.  Seu estilo, seu método, seus caminhos, suas relações políticas, sobretudo com o movimento sindical, ainda estão por se desenvolver melhor. Herdar uma herança positiva e substituir uma liderança como a de Lula é uma tarefa desafiadora.

Nós da CTB compreendemos esse processo que conta com menos de dois meses de mandato. Mas não é no estilo gerencial que reside o aspecto central de nossas opiniões. Nosso foco são as sinalizações políticas apresentadas em sua primeira agenda.

A realização da consigna “avançar, avançar e avançar” não combina com o ajuste fiscal apresentado pelo novo governo. O "gasto público" foi o alvo das primeiras medidas – corte de R$ 50 bilhões no orçamento - condicionando negativamente a plataforma original da presidenta Dilma.

O investimento público foi e será imprescindível para que o país alcance um novo padrão de desenvolvimento nacional, que valorize o trabalho.

Essa medida na verdade é uma ponte com a agenda derrotada pelas forças políticas democráticas e populares através de Lula e Dilma. E é dentro do próprio governo que vozes e comandos influenciam suas primeiras medidas.

Um filme por nós já assistido e que tem em Antônio Palocci o protagonista maior da ortodoxia econômica, uma política com vínculos umbilicais com o parasitismo financeiro.

Infelizmente foi esse norte que determinou o novo valor para o salário mínimo no país, aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados, e que agora segue para o Senado Federal.

Valorizar o salário mínimo é distribuir renda

Setenta e cinco anos após o processo histórico que instituiu a lei do salário mínimo no Brasil, os trabalhadores e trabalhadoras, através de seus sindicatos e centrais sindicais, tiveram uma vitória histórica: transformaram um acordo conquistado durante o período Lula em lei agora no governo Dilma. Uma lei que potencializa a valorização real do salário mínimo. Mesmo que ainda por ser consolidado no Senado Federal, esse marco nós devemos comemorar.

No entanto, mesmo que fundamental e justo, a batalha para nós da CTB não se resume numa melhoria quantitativa para o salário mínimo deste ano.

A cifra é o debate aparente, pois nosso pleito de R$ 560,00 é por demais factível. A essência é que estamos enfrentando uma contrapressão dentro do próprio governo que insiste, através da grande mídia, em pautar a agenda governamental privilegiando o sistema financeiro, ainda incólume desde o governo Lula.

Apenas em 2010 a União pagou só com os juros da dívida pública interna R$ 172 bilhões. Continuaremos exigindo que o novo governo enfrente essa ciranda financeira e impulsione o investimento no setor produtivo.

Não admitimos que o novo governo, através da velha chantagem da ameaça inflacionária, ataque a valorização do trabalho, dentro dele o reajuste do salário mínimo com ganho real. Condenamos que se utilize dessa parte mais frágil da renda do trabalho como tática para enviar recados de subserviência ao “deus-mercado”.

A CTB, partícipe da elaboração de um novo projeto nacional de desenvolvimento na Conferência da Classe Trabalhadora brasileira, a CONCLAT, em 2010, não abdicará dessa plataforma.

Viva a unidade das centrais sindicais 

Nessa batalha ainda em curso, revela-se que a cada enfrentamento político em defesa das trabalhadoras e dos trabalhadores, a senha da vitória é a unidade de suas representações sindicais e sociais.

As centrais sindicais vêm acumulando importantes protagonismo políticos, fator que será decisivo para garantirmos uma agenda que valorize o trabalho durante o mandato da presidenta Dilma Rousseff.

oc_divaniltonpereira_thumbDivanilton Pereira é membro do Comitê Central do PCdoB e dirigente da CTB e da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Juventude da CTB se reúne no Rio Grande do Sul!

Lugo celebra lucidez de Fidel e diz que sua saúde é invejável - Portal Vermelho

Lugo celebra lucidez de Fidel e diz que sua saúde é invejável

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou que o líder cubano Fidel Castro tem uma saúde "invejável", ao mesmo tempo em que celebrou sua "lucidez" e "brilho" em declarações à televisão cubana divulgadas neste sábado.

"Chamou-me a atenção sua lucidez, seu brilho. Realmente está com uma saúde invejável e acho que isso nos dá a esperança de continuar com o apoio e a contribuição que deu a seu país e além das fronteiras de Cuba", ressaltou Lugo, que na sexta-feira se reuniu em Havana com Fidel Castro e seu irmão, o presidente Raúl Castro.

As declarações do presidente paraguaio foram feitas este sábado a uma equipe da televisão cubana durante sua breve visita ao Haiti, país ao qual chegou procedente de Cuba.

Lugo qualificou como "amistoso" e "agradável" o encontro que manteve na sexta-feira em Havana com os irmãos Castro, o qual só tinha sido divulgado brevemente pela imprensa da ilha, que publicou uma foto da reunião.

Sobre suas impressões sobre Fidel Castro, Lugo também ressaltou que o ex-presidente cubano está bem informado sobre temas mundiais como a globalização, a cooperação internacional e questões de energia e segurança alimentar.

De acordo com a informação da televisão cubana, a primeira coisa que fez o Chefe de Estado paraguaio ao chegar a Puerto Príncipe foi transmitir ao presidente haitiano, René Preval, "uma saudação de solidariedade" de Raúl Castro.

Lugo classificou sua viagem ao Haití como "uma gentileza" do governo cubano e se referiu à "grata surpresa" de encontrar dois médicos paraguaios dentro da brigada médica cubana que presta serviços neste país.

Sua visita de algumas horas ao Haití teve como objetivo oferecer apoio ao país caribenho, e dar alento às tropas humanitárias paraguaias que trabalham em Puerto Príncipe. Antes, Lugo esteve em Habana, em uma visita privada de três dias para ser tratado de uma tendinite nos pés.

Segundo fontes da Presidência do Paraguai, o mandatário fez exames no Centro de Investigación Médico Quirúrgico (CIMEQ) de La Habana. Fernando Lugo, de 60 anos, está em processo de recuperação de um câncer linfático que foi tratado no Brasil e no Paraguai.

Com agências

A conquista do socialismo depende da juventude atual - Portal Vermelho

A conquista do socialismo depende da juventude atual

Augusto César Petta *


Quando iniciei meus estudos universitários em Ciências Sociais, na PUC de Campinas, em 1966, havia quase dois anos que as classes dominantes tinham implantado a ditadura militar no Brasil. Já consciente do significado do golpe militar, passei a atuar no movimento universitário. O movimento estudantil cresceu significativamente, tornando-se a força política mais importante de resistência à ditadura. Esse crescimento intensificou-se em 1968, com inúmeras manifestações dentro das escolas e nas ruas. O AI-5, considerado o golpe dentro do golpe, quis fazer calar as vozes discordantes, com prisões, torturas e mortes, sobretudo na época do Governo Médici.

O movimento estudantil na época, considerando-se as principais tendências de esquerda que atuavam, tinha a perspectiva de conquista do socialismo. Acreditávamos que o grande entrave era a ditadura militar. Dessa forma, lutamos muito pelo fim do regime militar, entendendo que a queda desse regime, abriria grandes perspectivas para a conquista do socialismo em curto prazo. Foi muito importante a conquista da democracia na década de 80, mas não o suficiente para chegarmos à sociedade socialista. No final dos anos 80 e início dos anos 90, alguns acontecimentos desferiram um profundo golpe no coração dos que acreditavam que a conquista do socialismo estava próxima: a queda das experiências socialistas na União Soviética e nos países do leste europeu e a eleição de Collor como Presidente do Brasil. Diante desses fatos, muitos militantes sucumbiram e abandonaram a luta, com o pretexto da inviabilidade dos objetivos propostos.

Eu continuei entre aqueles que colocam o socialismo como grande objetivo estratégico, com a certeza de que os grandes problemas da humanidade não serão resolvidos no sistema capitalista, que contem, nas suas entranhas, a exploração. O fim da exploração significará o fim do capitalismo. Aprendemos que o tempo necessário para atingirmos esse objetivo estratégico é muito maior do que pensávamos, mas a sua viabilidade continua fortalecida. Na medida em que os trabalhadores e as trabalhadoras forem se conscientizando a respeito das causas profundas da fome, da miséria e de tantas outras mazelas, terão mais força para virarem o jogo. Muitas são as manifestações politizadas em vários países, destacando-se atualmente a grande mobilização do povo egípcio, que conseguiu derrubar o Presidente ditador.

No entanto, o socialismo só será viável, se contar com a participação dos jovens de hoje. São eles que poderão dar seqüência a essa luta. Ocorre que eles estão bombardeados pela mídia e pela necessidade premente de conseguir ou manter seus respectivos empregos. As idéias individualistas cresceram sob a influência nefasta do neoliberalismo, que por sua vez, contribuiu decisivamente para o crescimento do desemprego. As mudanças provocadas pelo Governo Lula abriram novas possibilidades à juventude, quer seja porque os postos de trabalho aumentaram, quer seja porque aumentou a possibilidade de que os jovens possam compreender melhor as características da sociedade na qual estão inseridos.

Hoje tenho cada vez mais a convicção da necessidade de desenvolvermos com muita força um processo de formação, que atinja os trabalhadores e as trabalhadoras, inclusive e com destaque, a juventude. Se os jovens entenderem o que é o capitalismo, as classes sociais nele inseridas, a importância do poder político, a história das lutas desenvolvidas pelos povos, as concepções que permeiam os movimentos sociais, e se dispuserem a entrar nessa luta, ao lado das classes dominadas (às quais eles, na sua maioria, pertencem), então poderemos acreditar que o socialismo chegará. E esse acreditar, não é algo idealista longe da realidade, mas é decorrência da própria maneira como o capitalismo se organizou, provocando o desenvolvimento da luta de classes, decorrente da brutal exploração a que os trabalhadores e as trabalhadoras estão submetidos.

* Professor, sociólogo, Coordenador Técnico do Centro de Estudos Sindicais (CES), membro da Comissão Sindical Nacional do PCdoB, ex- Presidente do SINPRO-Campinas e região, ex-Presidente da CONTEE.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Altamiro Borges: BBB é um grande desserviço, critica MPF

Altamiro Borges: BBB é um grande desserviço, critica MPF
Reproduzo entrevista concedida à jornalista Ana Cláudia Barros, publicada no Terra Magazine:

O Ministério Público Federal apoiou a nota divulgada na última quinta-feira (17) pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em que a entidade condenava o "baixo nível moral" dos reality shows. O subprocurador-geral da República, Aurélio Rios, que está respondendo interinamente pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), informou a Terra Magazine que "há várias iniciativas de procuradores da República em todos os Estados" em relação ao Big Brother Brasil, um dos principais alvos das críticas.

- Achamos que (a atração) é um grande desserviço e serve muito à deseducação. Não estimula a criação, o princípio de solidariedade, os valores éticos da pessoa e da família - afirma o procurador, que acha inapropriada a classificação indicativa do reality show.

- Na minha opinião, apenas a minha opinião, não deveria ser para 14, mas para 18 anos.

Na nota, a CNBB exortou "a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade". A entidade fez ainda um apelo ao Ministério Público, pedindo "uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva".

Em dezembro de 2010, a PDFC encaminhou à diretoria da Rede Globo de Televisão recomendação para que fossem respeitados, na 11ª edição Big Brother Brasil, os direitos constitucionais.

O documento, uma espécie de alerta, foi motivado por reclamações direcionadas a outras edições do reality show. Para se ter uma ideia, só BBB10 foi alvo de 400 denúncias, como homofobia, incitação à violência, apelo sexual, inadequação no horário de exibição e violação da dignidade da pessoa humana.

Na recomendação, a PFDC pedia que a TV Globo adotasse "medidas preventivas necessárias para evitar a veiculação de práticas de violações de direitos humanos, tais como tratamento desumano ou degradante, preconceito, racismo e homofobia".

De acordo com Rios, a emissora, que tinha prazo de 30 dias para responder à solicitação, ainda não se manifestou.

- Vamos pedir justificativa sobre porque não foi respondido e sobre porque não foi tomada nenhuma providência.

Confira a entrevista.

A CNBB fez um apelo ao Ministério Público, pedindo "uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva". A entidade vai responder ao pedido da CNBB?

Primeiro, concordamos inteiramente com a CNBB no sentido de que ao Ministério Público cabe o acompanhamento destes conteúdos programáticos, especialmente, dentro da ideia de que isso fere direitos humanos, sobretudo, das crianças e dos adolescentes. A PFDC está de acordo com o conteúdo da nota. Nós temos, sim, este papel de fiscalizar, como estamos fazendo. Mandamos uma recomendação específica para a Rede Globo.

Esta recomendação foi aquela encaminhada em dezembro passado, na qual a procuradoria pedia para que fossem respeitados na 11ª edição Big Brother Brasil os direitos constitucionais. A emissora tinha prazo de 30 dias para resonder. A recomendação foi respondida?

A emissora não respondeu e estamos reiterando o ofício, pedindo, inclusive, providências a respeito disso. O primeiro deles é que fosse observada a autorregulamentação dirigida às próprias emissoras, especialmente, em relação a esse reality show chamado Big Brother Brasil. Achamos que é um grande desserviço e serve muito à deseducação. Não estimula a criação, o princípio de solidariedade, os valores éticos da pessoa e da família.

Na edição anterior do Big Brother, foram mais de 400 denúncias contra a atração. O Ministério Público pretende tomar alguma providência em relação à edição atual?

Na verdade, já estamos tomando várias providências. Há várias iniciativas de procuradores da República em todos os Estados. O que nós, na PFDC, estamos fazendo é centralizando as informações, de modo que possamos ter uma atuação mais integrada. Obviamente, não só em relação à emissora TV Globo, como em relação a todas as outras, porque os reality shows, infelizmente, se disseminaram nas emissoras de canal aberto. Isso tem sido uma preocupação de todos os procuradores da República que atuam na defesa dos direitos humanos, especialmente, na defesa da criança e do adolescente.

Como o Ministério Público interpretou o fato de a TV Globo não ter respondido à recomendação?

Na nossa opinião, o prazo já foi vencido. Vamos pedir justificativa sobre porque não foi respondido e sobre porque não foi tomada nenhuma providência. No caso de uma recomendação, não há uma penalidade, mas eu entrei com um mandado de segurança para que as crianças e adolescentes do Acre, de Rondônia, do Amapá, do Amazonas pudessem também ter respeitada sua faixa etária. Especialmente no horário de verão, programas que são próprios para a transmissão às 22h estavam passando às 19h nesses Estados. Um horário em que, muitas vezes, os pais não estão em casa e não têm como desligar a televisão.

Este mandado de segurança foi deferido por unanimidade pelos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Então, já há uma ordem em relação ao Ministério da Justiça para que seja obedecida a classificação indicativa, independentemente do fuso horário, porque programas como esse Big Brother não são indicados para menores de 14 anos.

O MPF tem fiscalizado a atual edição do BBB? Observaram se há ou não a ocorrência dos mesmo problemas verificados nas edições anteriores?

Qualitativamente, não mudou nada. Estamos confirmando uma dificuldade de entendimento em relação às emissoras, especialmente, as de canal aberto. Isso terá alguma consequência. Temos um grupo específico que tem trabalhado com a questão da classificação indicativa. Há também uma preocupação com os conteúdos programáticos, o que não significa censura prévia, qualquer intervenção dentro do meio, mas apenas uma forma de ressalvar os direitos das crianças e dos adolescentes e das famílias, dos pais que estão realmente atormentados com sua falta de defesa com relação a esse baixíssimo nível no conteúdo apresentado.

Tanto não estamos com nenhum viés de censura prévia que achamos que esses programas deveriam passar, mas depois da meia-noite, e não na hora que passam e sem respeitar o fuso horário. Obviamente, o melhor dos mundos seria as próprias emissoras fizessem as correções de conteúdo. São realmente programas de baixíssimo nível e sem nenhum conteúdo pedagógico.
Compreendo que, dentro da liberdade de expressão, não é tudo que achamos necessário, moralmente aceitável que deva ser divulgado pela televisão. Compreendo que até coisas que nos pareçam asquerosas ou inaceitáveis possam passar, mas isso em horários bastante restritos. Acho que o grau de apelação é incompatível com a classificação indicativa. Achamos que, inclusive, essa classificação deveria aumentar de escala.

Qual deveria, na opinião do senhor, ser a classificação indicativa do BBB?

Na minha opinião, apenas a minha opinião, não deveria ser para 14 anos, mas para 18 anos. Vamos lutar para que haja, por parte das emissoras, mudança de conteúdo. Se não houver mudança, vamos lutar para que a classificação indicativa seja realmente destinada apenas a maiores de 18 anos e, em qualquer situação, que seja respeitado o fuso horário quando houver uma classificação indicativa.

ZÉ RAMALHO & JORGE MAUTNER

Lágrimas Negras - Jorge Mautner e Nelson Câmara Parte 12

Jorge Mautner: a lucidez de um mutante brasileiro - Portal Vermelho

Jorge Mautner: a lucidez de um mutante brasileiro - Portal Vermelho

Com coração de menino, o poeta da Bandeira do Meu Partido completa setenta anos de idade.

Por José Carlos Ruy

É inacreditável que Jorge Mautner, com seu espírito de menino, tenha completado sete décadas de existência! Fértil, provocativa, provocadora, a vida de Mautner tem sido um furacão de criatividade na música e na literatura. Ilustre mistura de judaísmo (do pai), catolicismo (da mãe) e do candomblé (da babá, que era ialorixá), filho de refugiados do nazismo que se conheceram no Brasil, Mautner é uma espécie de exemplar da mistura cultural e étnica fundida no cadinho humano que é o Brasil e a frase que melhor define sua postura talvez seja aquela onde ele diz: “ou o mundo se brasilifica ou vira nazista!”

Ele nasceu em 17 de janeiro de 1941. Desde a infância foi empurrado para os livros e para a música – nascia, naquele garoto que crescia em São Paulo essa mistura de pensador e músico que deixaria, no futuro, uma marca notável na cultura brasileira.

Escreveu seu primeiro livro, “Deus da chuva e da morte”, quando tinha 15 anos, que compõe a trilogia ”Mitologia do Kaos”; nele está a marca da ousadia experimental daquele adolescente inquieto. Desde então (o livro foi publicado em 1962) publicou 13 livros (o último é O filho do holocausto – memórias (1941-1958). Na música, até agora são também 13 discos. Em 1962, filiou-se ao Partido Comunista e passou a militar na área cultural. Preso em 1964, exilou-se nos EUA em 1966. Na década seguinte, aproxima-se – ainda no exílio – de Caetano Veloso e Gilberto Gil. No Brasil, conhece Nelson Jacobina, com que iniciaria uma parceria que atravessaria as décadas seguintes.

Algumas de suas canções se tornaram clássicas, como O vampiro e Maracatu atômico. Entre elas se destaca A bandeira de meu partido que se transformou num hino informal dos comunistas brasileiros.


Canções

A Bandeira do Meu Partido

A bandeira do meu partido
é vermelha de um sonho antigo
cor da hora que se levanta
levanta agora, levanta aurora!

Leva a esperança, minha bandeira
tú és criança a vida inteira
toda vermelha, sem uma listra
minha bandeira que é socialista!

Estandarte puro, da nova era
que todo mundo espera, espera
coração lindo, no céu flutuando
te amo sorrindo, te amo cantando!

Mas a bandeira do meu Partido
vem entrelaçada com outra bandeira
a mais bela, a primeira
verde-amarela, a bandeira brasileira






Maracatu Atômico

Atrás do arranha-céu tem o céu, tem o céu
E depois tem outro céu sem estrelas
Em cima do guarda-chuva tem a chuva, tem a chuva
Que tem gotas tão lindas que até dá vontade de comê-las

No meio da couve-flor tem a flor, tem a flor
Que além de ser uma flor tem sabor
Dentro do porta-luva tem a luva, tem a luva
Que alguém de unhas negras e tão afiadas se esqueceu de por

No fundo do pára-raio tem o raio, tem o raio
Que caiu da nuvem negra do temporal
Todo quadro-negro é todo negro, é todo negro
E eu escrevo o seu nome nele só pra demonstra o meu apego

O bico do beija-flor beija a flor, beija a flor
E toda a fauna aflora grita de amor
Quem segura o porta-estandarte tem arte, tem arte
E aqui passa com raça eletrônico maracatu atômico


Vampiro

Eu uso óculos escuros pras minhas lágrimas esconder
E quando você vem para o meu lado, ai, as lágrimas começam a correr
E eu sinto aquela coisa no meu peito
Eu sinto aquela grande confusão
Eu sei que eu sou um vampiro que nunca vai ter paz no coração
Às vezes eu fico pensando porque é que eu faço as coisas assim
E a noite de verão ela vai passando, com aquele seu cheiro louco de jasmim
E eu fico embriagado de você
Eu fico embriagado de paixão
No meu corpo o sangue não corre, não, corre fogo e lava de vulcão
Eu fiz uma canação cantando todo o amor que eu sinto por você
Você ficava escutando impassível e eu cantando do teu lado a morrer
E ainda teve a cara de pau
De dizer naquele tom tão educado
"Oh! pero que letra más hermosa, que habla de un corazón apasionado"
Por isso é que eu sou um vampiro e com meu cavalo negro eu apronto
E vou sugando o sangue dos meninos e das meninas que eu encontro
Por isso é bom não se aproximar
Muito perto dos meus olhos
Senão eu te dou uma mordida que deixa na sua carne aquela ferida
Na minha boca eu sinto a saliva que já secou
De tanto esperar aquele beijo, ai, aquele beijo que nunca chegou
Você é uma loucura em minha vida
Você é uma navalha para os meus olhos


Manjar de Reis

Tu és manjar de reis
Dos mais finos canapés
Mas agora é minha vez
De te fazer mil cafunés
Tu és manjar de reis
Dos mais finos canapés
Mas agora é minha vez
De te fazer mil cafunés
Quero a tua nudez
Da cabeça aos pés
Quero que sem timidez
Tu chupes picolés
Quero que tu me dês
Tudo que tu és
Quero que tu me dês
Tudo que tu és


Coisa assassina

(Com Gilberto Gil)
Se tá tudo dominado pelo amor
Então vai tudo bem, agora
Se tá tudo dominado, quer dizer, drogado
Então vai tudo pro além
Antes da hora, antes da hora

Maldita seja essa coisa assassina
Que se vende em quase toda esquina
E que passa por crença, ideologia, cultura, esporte
E no entanto é só doença, monotonia da loucura, e morte
Monotonia da loucura e morte


Homem Bomba

Lá vem o homem bomba
Que não tem medo algum
Porque daqui a pouco
Vai virar egun

Lá vem o homem bomba
Que não tem medo algum
Porque daqui a pouco
Vai virar egun

Mas até lá, mata um, mata dois
Mata mais de um milhão
Não vai deixar sobrar nenhum
Mas eu sou contra essa ideologia da agonia
Sou a favor do investimento
Pra acabar com a pobreza
Sou pelo estudo e o trabalho em harmonia
O amor e o cristo redentor
Poesia na democracia

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