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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vídeo: Fidel Castro vai votar nas eleições cubanas que contam com altíssimo comparecimento - Telesur, Portal Vermelho e Juventud Rebelde

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Fidel aparece para votar e defende as atuais mudanças na ilha - Portal Vermelho e Juventud Rebelde


Faltavam apenas alguns minutos para as 17 horas deste domingo (3), quando palmas e gritos de alegria das pessoas reunidas nos arredores do Colégio Eleitoral número 1, em Plaza da Revolução, Havana, indicaram a chegada do eleitor número 28. O líder cubano Fidel Castro, com andar pausado e cuidadoso, mas com sorriso e bom humor característicos, subiu a rampa de acesso à zona de votação, já com sua cédula em mãos, para votar nas eleições gerais.


Fidel conversou por mais de uma hora com admiradores e jornalistas cubanos, neste que é seu primeiro contato com o povo em alguns meses. Desde 2006 que o líder comunista não participava pessoalmente de eleições no país. Ele registrava o voto através de representantes. Depois de um período mais ausente de eventos, em 2012 participou de vários atos públicos, incluindo um encontro com o Papa Bento XVI. Suas fotos mais recentes são de janeiro de 2013, quando se reuniu com a presidente argentina Cristina Kirchner e o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Logo ao chegar na sessão de votação, Fidel conversou com os mesários e as crianças que atuam como fiscais simbólicos do pleito. Em seguida, perguntou aos mesários se podia afastar-se para dialogar com a imprensa e ressurgiu então um Fidel conversador e midiático. Ninguém poderia esperar, contudo, que, apesar do avançado da hora ou do clima frio, ele passaria uma hora e meia conversando com os jornalistas e transeuntes que se reuniram na saída do colégio eleitoral.

Com uma memória prodigiosa, ao rememorar fatos e datas, um Fidel conversador e curioso – entrevistado por vezes, entrevistador por outras – falou da economia cubana e da mundial, da política nacional e internacional, da história passada e recente da América Latina, dos desafios atuais de Cuba, do papel da imprensa, da necessidade de evitar guerras e até de agricultura.

Fidel brincou até quando lhe perguntaram sobre as eleições, assegurando que não poderia revelar, "para não violar a lei, em quem votei". Mas ressaltou o papel que as mulheres vêm assumindo na política cubana. "E assim deve ser", completou. O ex-presidente procurou informações sobre a disputa, quis saber quantos haviam votado, quantos ainda deveriam fazê-lo. "Aqui as eleições não são como nos Estados Unidos, onde apenas uma minoria vota. Não podemos deixar que isso aconteça nunca, porque aqui o povo é que manda", disse.

Respondendo a uma pergunta de uma repórter sobre as atuais mudanças em Cuba, Fidel enfatizou que "a maior transformação de todas foi a própria Revolução. Mas, claro, nada é perfeito, muitas coisas sabemos hoje que não sabíamos então, e é necessário trabalhar para continuar aperfeiçoando o país. É um dever atualizar o modelo socialista cubano, modernizá-lo, mas sem cometer erros", disse.

"Agora tenho um pouco mais de tempo para ler, ver televisão, refletir. Aproveito muito para estudar, pensar nesses problemas, pois as pessoas, com suas preocupações diárias, que são tantas, às vezes não pensam nelas", disse Fidel, depois de falar sobre a crise, as altas taxas de desemprego e as guerras, um tema dos quais dedica muito tempo de estudo e reflexão.

"Cada vez estou mais convencido de que, como demonstra a história, pelos egoismos e ambições, por esse instinto natural e selvagem dos homens, são quase inevitáveis as guerras", expressou. "Mas as guerras são muito distintas quando se fazem por uma causa justa, pela liberdade, pela solidariedade, e nós estivemos dispostos a correr esses riscos", afirmou.

"Só um homem na história se fez famoso por levar adiante grandes campanhas militares, mas para libertar povos. Esse homem foi Bolívar", assegurou, para em seguida, completar que "Bolívar, mas também Martí e Chávez, são pessoas muito importantes para a América Latina".

Questionado sobre seu amigo, que se recupera em Cuba após cirurgia, disse que tem notícias dele todos os dias. "Está muito melhor, recuperando-se. Tem sido uma luta forte, mas tem melhorado. Temos que curá-lo. Chávez é muito importante para seu país e para a América Latina."

O tema derivou para a recente cúpula da Celac, que, segundo Fidel, "foi um passo muito importante para a unidade, do qual Chávez foi um dos maiores artífices".

O líder falou também sobre o avanço tecnológico e a importância de estar bem informado. "Por isso é tão importante o papel de vocês", disse, dirigindo-se aos jornalistas. "E que cada vez estudem mais para informar melhor e não digo isso como uma crítica, pois respeito muito o trabalho da mídia, mas porque estou convencido que os jornalistas são uma fortaleza para o país e para a Revolução."

Apesar da idade, Fidel continua assombrando os repórteres, por sua capacidade de compreender a realidade e falar sobre as mudanças atuais em Cuba e relacioná-las com coisas como a produção de alimentos, por sua capacidade de recordar detalhes tão incríveis como onde se compravam os primeiros búfalos que chegaram ao país ou simplesmente ao mostrar-se interessado na tiragem diária de cada periódico, mostrando com exemplos que realmente os lê cotidianamente.

Ao ser questionado por um repórter se gostaria de mandar uma mensagem ao povo de Cuba, Fidel olhou diretamente para o jornalista e, após pensar um instante, disse: "Este é um povo valente. Não temos que provar isso. Cinquenta anos de bloqueio e não puderam nos derrotar. O povo é tudo, sem o povo não somos nada, sem o povo não haveria revolução".

Com Juventud Rebelde

Papai-Noel-ização de Martin Luther King, Jr. - David Strota - Coletivo de Tradutores Vila Vudu


1/2/2013, David Sirota, In These Times
http://inthesetimes.com/article/14524/santa_clausifying_martin_luther_king_jr/


Quando militares dos EUA tuitam citações de MLK como se apoiasse a guerra, você pode ter certeza de que as coisas vão mal, muito mal – para os militares dos EUA.

Todos os anos, entre o Dia de MLK e o início do Mês da História dos Negros, o esforço para distorcer e falsificar o legado e a vida de King parece intensificar-se. Às vezes, veem-se conservadores a mentir[1] que, se King vivesse hoje, já estaria filiado ao Partido Republicano Neoconfederado. Noutros anos, é enganação por omissão – ouvem-se reproduções do discurso de 1963 “Eu tenho um sonho”... mas não se ouve uma linha sequer de qualquer de seus muitos discursos contra a guerra e a miséria.

Cornel West, professor de Princeton, chama a esse processo a “Papai-Noel-ização”[2] do Dr. King. E se você já ouviu ou leu alguma vez qualquer fragmento do Discurso de 1967 na Igreja de Riverside[3], entenderá o quanto a expressão é adequada.

Entenderá também por que, dessa vez, em 2013, a mais grotesca tentativa para Papai-Noel-izar a vida de Martin Luther King é repugnante, mas, de certo modo, também muito estimulante.

Em 2013, os Marines dos EUA comemoraram o Dia de Martin Luther King (terceira 2ª-feira de janeiro) tuitando aquela frase famosa de King “Homem que não abrace alguma causa pela qual se disponha a morrer, também não está preparado para viver.” Foi tentativa nada sutil de usar o nome e a memória de King, apresentando-o como se algum dia tivesse apoiado alguma guerra.

Glenn Greenwald do Guardian foi o primeiro a observar:[4] o Comando das Forças Aéreas de Ataque Global dos EUA [orig. US Air Force's Global Strike Command] postou semana passada um ensaio online[5] no qual afirma que o Dr. King, se vivo fosse, estaria saudando nossos soldados “que trabalham para que as mais poderosas armas que há no arsenal dos EUA continuem a servir como fundamento e pilar central confiável de nossa defesa nacional.” E para os Marines, a “Força Aérea, assegurando nosso compromisso com nossa equipe de Ataque Global (...) é tributo adequado que prestamos ao Dr. King.”

Simultaneamente, os Marines comemoraram o Dia de MLK tuitando a conhecida frase de King, numa tentativa nada sutil para pintar o Dr. King como apoiador de guerras.

Aconteceu depois de um artigo de 2011, postado na página Internet do Departamento de Defesa, sob o título: “Dr. King compreenderia as nossas atuais guerras, diz advogado do Pentágono”.[6]

Nesse contexto, é preciso voltar à excepcional importância do Discurso na Igreja Riverside – exatamente o discurso e o pensamento que o processo de Papai-Noel-ização tanto trabalha para apagar da história.

Naquela fala, o mais famoso e empenhado pregador norte-americano pela não violência lastimava que “Uma nação que continua, ano após ano, a gastar mais dinheiro com militares e armamentos, do que com programas de promoção social, já se aproxima perigosamente de um estado de morte espiritual.”

Dizia também que o militarismo não ajuda a proteger os EUA; denunciava “o grande incentivador e distribuidor de violência e dor em todo o mundo hoje: o governo dos EUA, meu próprio governo.” E insistia que “nada, exceto um trágico desejo de morte, nos impede de reordenar nossas prioridades, de modo a que trabalhemos mais em busca da paz, do que em busca da guerra.”

Comparando o revisionismo histórico do Pentágono e as verdadeiras palavras de King, Greenwald observa: “Os militares dos EUA dizem agora, publicamente, que o homem que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964, e crítico feroz do imperialismo norte-americano, seria admirador de arsenais nucleares, de programas de assassinatos em massa, do emprego clandestino de técnicas de violência em vários países do mundo, inclusive em países com os quais os EUA não estão em guerra. Anotar aqui esse tipo de propaganda pró-guerra já é comprovar o quanto há nela, de repugnante.”

Greenwald está absolutamente certo: a propaganda do Pentágono é repugnante. Mas é muito estimulante constatar que esse tipo de propaganda expõe, muito visível, um sistema político no qual a extensão das mentiras mostra a extensão do desespero.

Nesse caso específico, a facilidade com que o Pentágono mente sobre o que MKL disse e foi, é prova de alucinado desespero, de quem tenta, já arrastado pelo pânico, alterar as tendências da opinião pública. O Pentágono já dá sinais de saber que, segundo todas as pesquisas, mais e mais norte-americanos começam a redescobrir as perguntas que King propôs sobre gastos do governo norte-americano para manter exércitos assassinos e contra a opção pelo militarismo, sobre todas as prioridades sociais.

Quando a propaganda do Pentágono já tenta descaradamente Papai-Noel-izar Martin Luther King, fazer com que todos esqueçamos quem foi ele e por que lutou e morreu, o que se vê é que, afinal, temos, cada dia mais, de honrar a sua luta e o seu legado.

A propaganda do Pentágono é vergonhosa e imperdoável, sim. Mas é estimulante sinal, também, de que nos aproximamos, sim, hoje, mais do que nunca, de realizarmos o sonho de Martin Luther King.

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[1] http://inthesetimes.com/ittlist/entry/14515/tn_senator_proposes_to_cut_state_diversity_programs_in_the_name_of_mlk/


[2] http://rollingout.com/entertainment/stop-the-santa-claus-ification-of-martin-luther-king-pleads-dr-cornel-west/


[3] http://www.commondreams.org/views04/0115-13.htm


[4] http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2013/jan/22/martin-luther-king-military-weapons


[5] http://www.afgsc.af.mil/news/story.asp?id=123333051

[6] http://www.defense.gov/News/NewsArticle.aspx?ID=62448

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Discurso de Lula em Havana na Conferência do Equilíbrio do Milênio - tradução eo espanhol


Al Assad denuncia que Israel busca desestabilizar a Siria — teleSUR

Al Assad denuncia que Israel busca desestabilizar a Siria — teleSUR
Al Assad se reunió este domingo con el secretario del Consejo Superior iraní de seguridad, Said Jalili. (Foto: Sana)
El presidente sirio, Bashar Al Assad, destacó este domingo que el reciente ataque israelí contra instalaciones militares cercanas de Damasco (capital) evidencia la cooperación de Tel Aviv con potencias extranjeras para desestabilizar el territorio sirio.
En una reunión con el secretario del Consejo Superior iraní de Seguridad Nacional, Said Jalili, expresó que la agresión de Israel “muestra el verdadero papel de Israel, que coopera con fuerzas extranjeras enemigas y elementos sobre el territorio sirio para desestabilizar y debilitar Siria”.
De acuerdo con la agencia de noticias Sana, Al Assad sostuvo que su Gobierno, con la conciencia del pueblo y la fuerza del Ejército, es capaz de hacer frente a los desafíos actuales y enfrentar cualquier ataque contra la nación árabe.
Entre tanto, Jalili manifestó su confianza en la prudencia del Ejecutivo sirio para responder a la “brutal agresión que apunta contra el papel protagónico de Siria en el foco de la resistencia”. Asimismo, reiteró su compromiso con Siria para contrarrestar las conspiraciones dirigidas a desestabilizar su seguridad.
El alto funcionario iraní también respaldó el plan de solución política presentada por Bashar Al Assad para resolver la crisis por la que atraviesa Siria desde marzo de 2011 y las medidas adoptadas para poner en práctica las etapas de ese plan.
Destacó que Teherán brindará cualquier ayuda que contribuya a la consecución de un diálogo nacional, porque a su juicio, es la única vía para sacar a Damasco de la crisis.
El pasado miércoles el Gobierno sirio denunció un ataque aéreo perpetrado por fuerzas armadas israelíes contra un centro de investigación científica en la localidad de Jamraya (cerca a Damasco) en el que dos personas murieron y otras cinco resultaron heridas.
A través de un comunicado detalló que “aviones de combate israelíes violaron nuestro espacio aéreo en la madrugada y llevaron a cabo un ataque directo contra un centro de investigación científica, cuyo trabajo está dirigido a elevar nuestro nivel de resistencia y autodefensa”.
Los aviones extranjeros sobrevolaron el territorio sirio por debajo del nivel del radar y regresaron de la misma manera hasta el espacio aéreo israelí.
Desde marzo de 2011 Bashar Al Assad ha reiterado que Siria es víctima de un plan extranjero de desestabilización y ha mostrado pruebas de células pertenecientes a grupos extremistas que han intentado sembrar el caos a través de asesinatos masivos y disturbios.
teleSUR-Sana-Rt/sa-MM

Salud de Chávez va en franca y constante recuperación — teleSUR

Salud de Chávez va en franca y constante recuperación — teleSUR
"Les mandó un abrazo a todo el pueblo de Venezuela y un agradecimiento por tanto amor", dijo Cabello sobre Chávez. (Foto: Archivo)
El presidente venezolano Hugo Chávez, quien desde el pasado diciembre se encuentra en Cuba cumpliendo un tratamiento médico por la reincidencia de una lesión maligna, va "avanzando paulatinamente en constante recuperación", anunció este domingo el presidente de la Asamblea Nacional del país suramericano, Diosdado Cabello.

A su llegada de la nación antillana, donde estuvo desde el jueves pasado, la máxima autoridad del Parlamento venezolano sostuvo que Chávez continúa "en franca recuperación cumpliendo el tratamiento médico y con alegría".

También dijo que el jefe de Estado "les mandó un abrazo a todo el pueblo de Venezuela y un agradecimiento por tanto amor, por tanto cariño, por tanto corazón con el presidente Chávez".

Durante un acto oficial celebrando los 218 años del natalicio del "Gran Mariscal de Ayacucho", Antonio José de Sucre, Cabello señaló que durante su estadía en la isla se le informó al Presidente sobre temas militares.

Del mismo modo, señaló que el mandatario "dio instrucciones sobre algunas decisiones que hay que tomar en el Partido (Socialista Unido de Venezuela, PSUV) y en el Gobierno” y dijo que Chávez firmó varios puntos de cuenta, los cuales se darán a conocer cabalmente mientras transcurra la semana.

Por su parte, el vicepresidente del Ejecutivo, Nicolás Maduro, que también hizo presencia en el acto, señaló que el jefe de Estado aprobó el proceso de fortalecimiento de Petróleos de Venezuela, Pdvsa.

Antes de las declaraciones de Cabello, el ministro venezolano de Defensa, el almirante en Jefe, Diego Molero, expresó tras una misa realizada en las instalaciones de la Academia Militar del Ejército en Fuerte Tiuna en Caracas (capital) que “en este momento (Chávez) se encuentra en el mejor momento del postoperatorio".

Cabello y Molero regresaron esta madrugada desde Cuba, país al que viajaron el pasado jueves, para reunirse con el Jefe de Estado. Durante su estadía en al isla, el segundo al mando del Ejecutivo nacional dio la noticia de que Chávez inició una nueva fase de tratamiento tras cerrar el ciclo postoperatorio.

Para este martes, el Presidente de la Asamblea instó a "estar atentos" a la sesión parlamentaria que según él “todo indica que va a estar muy buena” y afirmó que en la misma se desmentirá a partidos de oposición que “hablan contra la corrupción y están podridos por dentro”.

Sobre esa sesión ordinaria, ya el vicepresidente Ejecutivo había señalado que se presentarán pruebas de corrupción dentro de la derecha venezolana, puntualmente del  partido Primero Justicia (PJ) al cual pertenece el excandidato presidencial, Enrique Capriles Radonski.
teleSUR/ lp/KMM

Venezuela ha cumplido Metas del Milenio para disminuir la pobreza — teleSUR

Venezuela ha cumplido Metas del Milenio para disminuir la pobreza — teleSUR
Venezuela superó el hambre como problema y alcanzó la meta del Milenio de lucha contra la pobreza. (Foto: Archivo)
El Estado venezolano ha cumplido con las Metas del Milenio de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) para disminuir la pobreza y ha eliminado el hambre como un problema de acuerdo a los estándares internacionales, destacó el presidente del Instituto Nacional de Estadística (INE) del país suramericano, Elías Eljuri.
"Se considera que Venezuela ha eliminado el problema del hambre de acuerdo a los indicadores internacionales (...) En la pobreza cumplimos con la Meta del Milenio, porque en el año 90 (este indicador) estaba en 24 por ciento y había que reducirla a la mitad, y ya desde 2006 cumplimos (con este compromiso)", explicó.
Recordó que recientemente la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) reconoció el avance del Estado venezolano en garantizar la alimentación de su pueblo.
“Venezuela está cumpliendo con la Meta del Mileno en la seguridad alimentaria”, garantizó el titular de la FAO en Venezuela, Marcelo Resenda de Souza, el pasado mes de enero.
Eljuri explicó que recientes estudios revelan la mejora en la calidad de vida de la población venezolana, en todos los sentidos, pero en especial en el acceso a la alimentación.
La investigación revela que en los estratos 1, 2 y 3, donde se agrupa a la población con mayores recursos económicos, que está conformado por más de 8 millones de personas, un 94,8 por ciento come tres veces al día, e incluso más.
El estrato 4, que abarca a la población que vive en barrios consolidados y que representa casi 50 por ciento de la población venezolana, también hace tres comidas diarias el 94,9 por ciento de la población.
Igualmente en el estrato 5, donde los estudios sociales ubican a la población de menores ingresos económicos y que viven en barrios no consolidados, un 97,3 por ciento comen tres veces al día.
"En Venezuela se está comiendo más y mejor", expresó al destacar el avance que han registrado las políticas sociales sobre las condiciones de vida de la población.
Recordó que la inversión social del gobierno se ha sostenido y aumentado entre 1999 y 2012 a pesar de las caídas que registró la economía, entre 2001 y 2002 producto del golpe de Estado y sabotaje petrolero, y entre 2009 y 2010 con la crisis financiera mundial.
Asimismo recalcó que Venezuela mantiene la mejor distribución de los ingresos entre todos los países de América Latina, que es el continente más desigual en el mundo.
Recuperación del ingreso del trabajador y la familia venezolana
Eljuri resaltó además que esta inversión social ha permitido recuperar el ingreso tanto del trabajador como de la familia venezolana así como la generación de puestos de trabajo y el crecimiento de la economía.
Comentó que durante 2012 la inflación anualizada cerró en 20,1 por ciento mientras que el salario mínimo se incrementó en 32,3 por ciento, es decir, 12,2 puntos porcentuales por encima.
Además entre 1999 y 2012 se han creado más de cuatro millones de empleos en el país, lo que ha permitido absorber el aumento de la población en edad de trabajar y disminuir el desempleo.
"Solamente el sector formal (trabajadores que laboran en empresas mayores de 5 empleados y profesionales por cuenta propia) ha crecido en 3 millones 463 mil empleo", indicó.
Destacó que el ingreso mínimo legal de un trabajador venezolano es de 3.050 bolívares (unos 709 dólares), lo cual supera el costo de la Canasta Básica Alimentaria, y de igual manera, si tomamos en cuenta que en promedio en cada familia laboran al menos dos personas, el ingreso mínimo familiar supera los 6 mil bolívares por mes (mil 400 dólares aproximadamente).
teleSUR-AVN/MM

Paraguay decreta tres días de luto nacional por muerte de Lino Oviedo — teleSUR

Paraguay decreta tres días de luto nacional por muerte de Lino Oviedo — teleSUR:

Oviedo fue acusado y posteriormente absuelto de ser el autor intelectual de la masacre conocida como "Marzo Paraguayo". (Foto: Efe)
El Gobierno de Paraguay decretó este domingo tres días de duelo nacional por la muerte del exgeneral y candidado a la presidencia del país Lino Oviedo, quien murió la víspera tras estrellarse el helicóptero donde viajaba junto a su custodio y el piloto de la aeronave.
Además de la declaratoria de luto, el Ejecutivo presidido por Francisco Franco, suspendió todas las actividades, incluyendo una reunión del Consejo de Ministros convocada para el lunes, y prometió investigar todos los detalles del siniestro.
En declaraciones a la prensa, el ministro de Interior paraguayo, Carmelo Caballero, anunció que se consultará a expertos extranjeros y que el "gobierno no va a escatimar recursos" para esclarecer los hechos, ocurridos en la madrugada en una zona rural del departamento de Concepción, al norte de Asunción, la capital del país.
Carlos Fugarazo, presidente de la Dirección Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), dijo en rueda de prensa, acompañado del titular de la cartera de Interior, que no se descarta ninguna hipótesis sobre la muerte de Oviedo y agregó que ya se puso en marcha la investigación.
"Mañana se iniciarán los contacto con expertos en accidentes aéreos y más aún, especialistas en helicópteros Robinson 44" que era la máquina en la que viajaba Oviedo con un escolta y el piloto.
En rueda de prensa en la residencia presidencial en Asunción, el presidente de la Dirección Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), Carlos Fugarazo, que acompañó a Caballero, no descartó ninguna hipótesis y dijo que ya se puso en marcha el plan de investigación.
La corresponsal de teleSUR en el país suramericano Amanda Huerta informó vía telefónica que los
restos mortales de Oviedo serán velados en la sede del partido que presidía, Unace, a partir de las 10H00 hora local paraguaya (13H00 GMT).
“Están en muy mal estado los tres cuerpos. Están alrededor de 100 metros del lugar donde se estrello el helicóptero donde iba a bordo”, reportó Huerta, quien recordó que Oviedo “apoyó el golpe Parlamentario que sacó del poder al presidente Fernando Lugo”.
“También habría participado dentro de la Fuerza de Seguridad Nacional en la época más dura de la dictadura stronista (...) se le ha acusado de ser quien ordenaba hacer los vuelos de la muerte donde lanzaban los cuerpos de los hoy màs de 500 desaparecidos y que casulmente hoy se recuerdan 24 años de la caída de la dictadura”, destacó la periodista.
El helicóptero Robinson 44 en el que viajaba Oviedo desapareció cerca de las 22H00 locales (01H00 GMT) tras haber despegado de Concepción (este), donde el candidato presidencial realizó un mitin político.
La mañana de este domingo una comitiva especial de militares y policías se trasladó a la zona del accidente, donde ubicaron la aeronave y tres cuerpos calcinados. La primera hipótesis que manejan las autoridades es que el siniestro ocurrió debido a razones climáticas.
El fallecimiento de Lino Oviedo fue confirmado a medios paraguayos por el exsenador Víctor Galeano Perrone. Oviedo era el candidato de consenso del Unace para las elecciones generales del 21 de abril de 2013. Fue legitimado en una lista única junto al candidato a vicepresidente Alberto Soljancic, en las primarias de esta agrupación celebradas en diciembre.
Lino Oviedo era un militar retirado de 69 años que tuvo activa participación en el golpe de Estado del 3 de febrero de 1989 que derrocó al entonces dictador Alfredo Stroessner.
En 1999 fue acusado de instigar el asesinato del vicepresidente José María Argaña y de ser uno de los ideólogos de la masacre que ocurrió durante las masivas protestas populares que se registraron en marzo de ese año (Marzo Paraguayo) y que derivaron en la renuncia del presidente Raúl Cubas.
Oviedo ya se había presentado como candidato en dos ocasiones. La última fue en 2008, cuando Fernando Lugo ganó la presidencia.
El presidente venezolano, Hugo Chávez, denunció en 2012 a Lino Oviendo por exigir dinero a senadores paraguayos para aprobar la entrada de Venezuela al Mercado Común del Sur (Mercosur).
teleSUR-Efe-Afp/MM

Ciclo pós-operatório de Chávez terminou, diz Maduro - Portal Vermelho

Ciclo pós-operatório de Chávez terminou, diz Maduro - Portal Vermelho

O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira (1º) que o ciclo pós-operatório de Hugo Chávez "terminou", depois de uma nova cirurgia para combater o câncer realizada em dezembro em Cuba. Segundo ele, o presidente está em "uma nova fase de tratamentos".


Nicolás Maduro Nicoçás Maduro
"Felizmente, o ciclo pós-operatório terminou e o presidente entrou em uma nova fase de tratamentos para a sua doença, recuperando-se gradualmente, ganhando força", disse Maduro durante um ato transmitido pela rede estatal VTV.

Na terça, o ministro da Ciência e Tecnologia, Jorge Arreaza, genro de Chávez, havia informado que o presidente estava "cada dia melhor" e "mais incorporado as suas funções". No último relatório oficial sobre a saúde do presidente, apresentado no sábado passado, o governo indicou que Chávez havia superado a insuficiência respiratória causada após a cirurgia de 11 de dezembro, embora tenha dito que ainda persistia "algum nível de insuficiência respiratória que está sendo devidamente tratada".

"O que nunca falta ao presidente é o ânimo, a vontade vital de estar entre nós, uma vontade de viver gigantesca", afirmou Maduro nesta sexta, acrescentando que Chávez está "orgulhoso" de contar com o apoio do povo venezuelano durante a sua recuperação.

Fonte: Opera Mundi

Noticias de Prensa Latina - Masiva asistencia de cubanos a las urnas pese a persistente lluvia

Noticias de Prensa Latina - Masiva asistencia de cubanos a las urnas pese a persistente lluvia

Masiva asistencia de cubanos a las urnas pese a persistente lluviaLa Habana, 3 feb (PL) Bajo una lluvia fría y pertinaz los cubanos salieron temprano a ejercer el voto en los comicios generales que definirán la composición de la Asamblea Nacional del Poder Popular (Parlamento).

La masiva asistencia a las urnas fue constatada por la Comisión Electoral Nacional, según la cual, a dos horas de la apertura de los centros de votación ha sufragado sin contratiempos el 29 por ciento de los 800 millones 600 mil electores convocados en todo el país.

Prensa Latina constató la apertura de varios colegios electorales, donde a las 07:00 hora local (12:00 GMT) se hicieron largas filas de vecinos que querían ser los primeros en sufragar.

A una hora de la apertura de las urnas, en el colegio electoral número 3 de la circunscripción 107 del céntrico municipio del Vedado, ya habían votado 59 electores, de los 189 que conforman el padrón, dijo a Prensa Latina la presidenta de la mesa electoral, Eleonora Pérez.

"El proceso marcha bien, sin contratiempos. Aquí siempre terminamos al mediodía, porque nuestros electores vienen a votar temprano", afirmó.

Explicó que el elector solo necesita su carné de identidad, como elemento comprobatorio, y luego queda a solas ante dos boletas, una blanca y otra verde, en las que aparecerán los nombres de los candidatos a delegados a la Asamblea Provincial y los diputados al Parlamento, respectivamente.

Las urnas de su colegio, que radica en el garaje del edificio 1303 de la calle 35 en Nuevo Vedado, estaban custodiadas por pioneros (niños de la enseñanza primaria y media), como es habitual en las elecciones de la isla caribeña.

"Desde horas tempranas vemos a los niños con sus uniformes en las calles, aquí no hay armas, ni preocupaciones por el robo de votos, ni acusaciones de corrupción electoral", dijo por su parte Elisa Morales, quien en cada jornada electoral se levanta de madrugada para ser la primera de su barrio en votar.

A las 18:00 hora local (23:00 GMT) de la tarde cerrarán los colegios electorales y ante la mirada de cualquier persona interesada, la Mesa Electoral comenzará el escrutinio público.

Primero se contarán las boletas emitidas para la selección de los diputados al Parlamento y luego comenzará la correspondiente a los delegados a las Asambleas Provinciales del Poder Popular.

Los 29 mil 957 colegios electorales, en todo el país, fueron acondicionados con banderas, escudos, urnas, cubículos de votación e iluminación, y está activado el sistema de comunicaciones, para garantizar el ejercicio de ese derecho constitucional, informó la Comisión Electoral Nacional.

Este organismo también aprobó para la ocasión la constitución -en terminales de transporte, hospitales y unidades militares- de alrededor de 200 colegios especiales en distintas localidades del territorio nacional, donde podrán inscribirse y votar, excepcionalmente, personas que por diferentes causas no puedan hacerlo en sus lugares de residencia.

Todos los centros de votación permanecerán abiertos durante 11 horas, a partir de las siete de mañana, para elegir a 612 candidatos al Parlamento y mil 269 delegados a las asambleas provinciales del Poder Popular, por un período de cinco años.

jvj/yea

Agnelo anuncia convocação imediata de 1688 professores concursados - Cidades DF - Correio Braziliense

Governo anuncia convocação imediata de 1688 professores concursados - Cidades DF - Correio Braziliense
Os novos convocados devem ficar à disposição já no início do ano letivo de 2013, em 14/2

Almiro Marcos
Publicação: 02/02/2013 15:23 Atualização:

O Governo do Distrito Federal anunciou hoje a convocação de 1.688 professores efetivos que estavam disponíveis no banco de concursados. Eles vão ficar à disposição já no início do ano letivo de 2013, em 14/2, quando quase 500 mil alunos começarão as aulas nas 652 unidades da rede pública.

Os profissionais são de 29 especialidades consideradas as mais carentes em educadores na capital federal. O principal reforço será para áreas como língua portuguesa, matemática e inglês. "Os professores serão direcionados para escolas de cidades que mais precisam, como Ceilândia, São Sebastião e Santa Maria", explicou o governador Agnelo Queiroz, que fez o anúncio no início da tarde, no Palácio do Buriti.

Ele acrescentou que as negociações para o chamamento foram feitas diretamente com a direção do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro). "Tratava-se de uma reivindicação antiga e estamos substituindo temporários por servidores efetivos", acrescentou. Os nomeados foram aprovados no concurso realizado em setembro de 2010. No fim do ano passado, a validade da seleção foi prorrogada por mais dois anos, valendo até 2014.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Stalingrado e Chaplin - Portal Vermelho

Stalingrado e Chaplin - Portal Vermelho

A Batalha de Stalingrado terminou, numa derrota definitiva aplicada pelas tropas soviéticas, em 2 de fevereiro de 1943, na antiga União Soviética.


Fala a wikipédia: A batalha foi o ponto de virada na segunda guerra mundial, marcando o limite da expansão alemã no território soviético e é considerada a maior e mais sangrenta batalha de toda a História, causando a morte e ferimentos em cerca de dois milhões de soldados e civis de russos. Em 1941 as tropas de elite de Hitler invadiram a União Soviética.

E nesse ano, em 1941, correu o mundo o filme de Carlitos, O Grande Ditador. Nele, no final, Chaplin deixa a comédia de lado e fala um discurso de esperança, com o poder da arte, que nos comove até hoje (Urariano Mota).


O último discurso

Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, índios... negros... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para a sua desgraça. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode atender todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e matanças. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, insensíveis e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

Os aviões e o rádio nos aproximaram muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca morrerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure a oportunidade de trabalho, que dê futuro à juventude e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, te levanta! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue a tua cabeça, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue a cabeça, Hannah! Ergue a cabeça!




Da redação do Vermelho

A lição popular que a Venezuela segue dando - Portal Vermelho

A lição popular que a Venezuela segue dando - Portal Vermelho

Indubitavelmente, no atual marco político e independente latino-americano, a Venezuela de Hugo Chávez reacendeu a chama bolivariana no continente, no caminho da unidade pela qual tanto lutou Simón Bolívar. Em meio a um cerco midiático, segue dando exemplo de como se manter erguida contra a hegemonia injusta e opressora. O educador e analista político nicaraguense, Ricardo Zúniga, da Rede Universitária de Pesquisadores sobre a América Latina, fala sobre a importante repercussão para o mundo.



Chávez foi eleito legitimamente pelo povo em outubro passado, mas não compareceu à cerimônia de posse, pois permanece em Cuba, onde se recupera de procedimentos cirúrgicos relacionados a um câncer. Mais uma vez, a guerra midiática se acirrou e uma foto plantada pelo jornal El País, na qual um paciente é registrado entubado, serviu de motivos para mais alardes sobre a saúde do presidente.

Mesmo com as manobras orquestradas pela oposição, a Suprema Corte decidiu que, por direito, Chávez poderia ter sua posse adiada. E assim está sendo.

Adital: A Venezuela sempre protagonizou o que se pode chamar de guerra midiática com relação a vários assuntos envolvendo o presidente Hugo Chávez. Mas parece que com os episódios atuais isso ficou mais acirrado e evidente. O que estaria por trás de todo esse cerco midiático?
Ricardo Zúniga: O processo bolivariano da Venezuela, liderado por Hugo Chávez, desde seu início, teve uma forte repercussão na grande mídia nacional e internacional. As razões são múltiplas: o fato de o projeto político da Venezuela ser portador de uma nova alternativa para as maiorias empobrecidas da Venezuela e ter manifestado fortemente interesse pela integração e unidade dos povos latino-americanos em continuidade com os ideais de Bolívar. Depois do fracassado golpe de estado de abril 2002, a grande mídia que representa e defende os interesses do capital, sustenta mais fortemente uma posição política coincidente com o chamado ‘Consenso de Washington’, que nunca foi consensuado com os governos nem com os povos da América Latina. Esta clara contradição política explica a parcialidade e negatividade com que são apresentadas as notícias sobre o processo bolivariano.

São bem conhecidas as incidências do golpe de abril 2002, o sequestro do presidente e retenção na base militar de Orchila, as pressões para que renunciasse, a apresentação na mídia de uma falsa carta de renúncia, as manobras das grandes corporações midiáticas para respaldar o golpe. No entanto, as forças populares unidas ao setor das forças armadas leais ao legítimo governo liberavam ao presidente e revertiam o golpe. A mídia pretendeu ignorar os fatos e se limitou a transmitir música para entreter e distrair. Desta forma, se negaram a informar, em quanto foi possível, sobre o admirável retorno de Chávez ao Palácio de Miraflores na madrugada do 13 de abril.

Durante o tratamento do câncer e convalescência do presidente Chávez, a partir de sua primeira cirurgia em junho de 2011, frequentemente a grande mídia projetou a ideia de que o presidente estaria afetado por um mal irreversível que provocaria sua morte, em termos de horas ou poucos dias. Ainda que fosse real que na primeira etapa de sua enfermidade (junho 2011 a fevereiro 2011) a informação oferecida foi sucinta, a partir de sua cirurgia do 11 de dezembro 2011, os comunicados oficias informaram de forma frequente sobre o estado geral do presidente. Falavam da lenta recuperação do paciente, também de suas complicações. Mas não entravam em detalhes. Os comunicados não tinham porque satisfazer a curiosidade mórbida de quem procurou mostrar o cadáver a qualquer custo. Mas o que alguns meios corporativos parecem procurar são detalhes e imagens humilhantes para o presidente; isto parece se confirmar com a foto publicada no jornal El País, no dia 23 de janeiro, em sua edição impressa e no sítio web, de um homem entubado e em aparente estado terminal, afirmando ser Hugo Chávez e comentando se tratar da realidade que o governo venezuelano quer ocultar. Pela observação de internautas experientes se comprovou que a foto, já tinha sido publicada no You Tube em 2008, e correspondia a uma pessoa parecida a Chávez. O El País, uma vez denunciada a manobra, se viu obrigado a retirar de seu sítio web e pedir desculpas.

A publicação do jornal El País é simbólica, está refletindo uma total falta de ética e de respeito aos leitores e a expectativa dos proprietários do grupo midiático Prisa e dos que desejam terminar com o processo bolivariano. Apostam que a morte de Chávez seria um golpe irrecuperável para o mesmo. Ante a ausência da imagem que confirme sua expectativa de apresentar o moribundo, fabricaram irresponsavelmente essa vulgar falsificação.

O que está por trás deste cerco midiático, é que ante a debilidade de partidos e organizações da oposição na Venezuela, e em vários países da América Latina, como Equador, Bolívia, Nicarágua, a grande mídia Pró Consenso de Washington se constitui em partido de oposição, e não procura informar sobre o que acontece, mas destruir ao inimigo, atacar aos governos de signo popular. Neste sentido são muito eloquentes reiterados depoimentos do presidente Rafael Correa de Equador.

Em síntese, trata-se de uma guerra aberta aos governos e movimentos populares e sociais que representam a construção de caminhos viáveis alternativos ao sistema de dominação neoliberal, sustentado pelos grupos capitalistas especuladores que se articulam em torno as grandes potências da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e seus aliados. Assim como os setores dessa aliança têm impulsionado guerras de destruição do Iraque, Líbia, de modo semelhante lançam a guerra midiática contra o governo da Venezuela e todos os avanços da Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América [Alba], ao considera-lhe um mau exemplo. O mais grave é que esta guerra não parece ter limites éticos, enquanto a mídia do grande capital faz este trabalho, noutra frente, grupos da chamada inteligência planejam ações como o assassinato de líderes políticos como o presidente Rafael Correa

Adital: Por outro lado, esta mídia corporativa provocou uma resposta por parte dos governos e de suas populações, que também se remodelou e se fortaleceu. Pode comentar sobre isso?
RZ: Devemos acrescentar, que pelo fato de mentir e manobrar aberta e frequentemente alguns meios corporativos estão perdendo influência e credibilidade, é o caso da própria Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina e México.

No México, a grande mídia se envolveu diretamente na fabricação da candidatura de Enrique Peña Nieto. Conseguiram ganhar nas eleições presidenciais de 2011, mas tiveram que usar de procedimentos ilegais, como compra de votos, e a resposta tem gerado o fortalecimento do movimento juvenil #132 que sustenta com forte adesão dos jovens universitários e outros setores populares à ilegitimidade do novo governo.

Outro fator decisivo a favor das causas populares é o crescimento de sítios, boletins de notícias e blogs que defendem a alteridade, outro mundo possível e vão conquistando influência, audiência e credibilidade. Neste sentido o posicionamento da Adital é representativo e alentador. O fato de ter mais de 2, 5 milhões de acesos mensais é um logro muito significativo.

Em resumo, ante a fraqueza política dos partidos que representam o grande capital, a mídia corporativa assume cada vez com maior clareza uma função de oposição partidária, que defende abertamente os interesses de seus proprietários, tentando apresentá-los como os interesses de toda a nação.

Na Venezuela o processo bolivariano está conseguindo construir redes de comunicação alternativa, e conquistando gradativamente audiência. É significativo que o programa dominical "Aló, Presidente” (diálogo do presidente, equipes de governo com o povo organizado) alcançou altíssimos níveis de audiência, superando aos domingos a programação mais assistida da TV Comercial. Estes avanços foram possíveis porque Chávez e a direção política do país não temeram enfrentar as corporações midiáticas, e coerentemente se vem criando tanto a nível federal, como estadual uma rede de estações de TV e rádios comunitárias e populares, que estão informando sobre a vida do povo e suas organizações. Completando os esforços das redes nacionais, se desenvolve no âmbito continental a TeleSUL, produto da uma aliança dos países da Alba, mais a Argentina e Uruguai.

Mas ainda a grande mídia continua sendo hegemônica em audiência geral, porém há crescimento claro da informação sobre os logros da revolução.

Adital: Na conjuntura política latino-americana, o que significa mais uma vitória de Hugo Chávez em eleições presidenciais na Venezuela?
RZ: Em meio de uma confrontação de projetos de nação e de modelos de integração latino-americana a vitória de Chávez significa a continuidade do projeto bolivariano, que tem como uma expressão característica a consolidação de uma comunidade de nações na Alba, baseada na solidariedade, complementaridade e intercâmbio justo. Também implica um forte respaldo a processos de integração mais abrangentes: Celac, Unasul, e Mercosul, como espaços de afirmação da unidade e protagonismos latino-americanos.

Uma das contribuições mais importantes da Alba é que representa uma alternativa viável de integração latino-americana pensada simultaneamente em função dos projetos nacionais com a priorização das necessidades básicas das maiorias, e da autodeterminação da América Latina numa perspectiva realmente popular, solidária, anti-neoliberal, anti-imperialista e pós-capitalista. Ainda vivendo no metabolismo do capital, porém a perspectiva é ir construindo caminhos pós-capitalistas, no fortalecimento das economias comunitárias, da autossuficiência alimentaria, cuidado com o equilíbrio ecológico, da garantia do abastecimento energético aos países da America Latina.

Um aspecto marcante da cooperação exercida na Alba é que permite que pequenos povos empobrecidos de America Central e Caribe tenham acesso a creditos para seu desenvolvimento nacional, sem passar pelas condicionantes do FMI e do Banco Mundial. Isto introduz uma diferença fundamental no continente.

Um elemento importantíssimo da continuidade da vitória chavista é o firme apoio ao povo cubano com projetos estratégicos para garantir e fortalecer o funcionamento sustentável da economia cubana.

Na presente cojuntura da enfermidade de Chávez, a direção política está trabalhando pelo fortalecimento de uma equipe do governo unido e fiel à inspiração do líder, na construção e defesa coletiva da revolução bolivariana. Ante uma previsível presença diminuída do presidente no território e, inclusive, ante uma ausência definitiva, se está dando um salto de qualidade com um funcionamento mais coletivo da direção e ênfase na participação popular a todos os níveis.

Adital: Há muitas manifestações populares e de solidariedade pela saúde do presidente venezuelano, que desde dezembro está em Cuba. O fato de não estar presente em sua posse acirrou os ânimos da oposição. Como o senhor vê a força da oposição neste momento?
RZ: Efetivamente as manifestações populares em solidariedade com o presidente Chávez e a revolução bolivariana têm sido impressionantes, em diversas partes do mundo, inclusive em alguns países muçulmanos. Na América Latina, do México ao Chile e Argentina, assembleias de pessoas de boa vontade sentem Chávez como alguém próprio, e reconhecem sua grande contribuição à transformação da Venezuela e à integração e unidade latino-americana.

Ante a impossibilidade do presidente reeleito, de tomar posse na data indicada pela constituição, grupos de oposição pretenderam interpretar a ausência do ritual da posse, como um rompimento da ordem constitucional, o que resulta falso, já que a própria Constituição Nacional prevê em situações de força maior, por eventos ‘sobrevindos’ que o presidente pode tomar posse posteriormente ante a Corte Suprema de Justiça.

A oposição também divulgou que havia enfrentamentos no interior da equipe superior de governo, especialmente entre o vice-presidente [Nicolás] Maduro, e o presidente da Assembleia Legislativa. Na realidade, a equipe do governo está trabalhando de maneira harmoniosa, cumprindo cada um suas próprias funções legalmente estabelecidas.

O problema é político, não jurídico. Chávez e seu partido triunfaram nas eleições por uma inquestionável maioria. O fato de não comparecer à cerimônia de posse, não invalida a vontade popular. A Corte Suprema da Justiça tem considerado que o presidente reeleito exerce seu mandato com a equipe de governo que ele confirmou, no marco legal, depois de ser releito. Também estabeleceu que o ritual da posse pudesse se efetuar posteriormente, quando tenha condições apropriadas de saúde.

A oposição na Venezuela mostrou uma força considerável nas recentes eleições de 7 outubro nas que seu candidato presidencial, Enrique Capriles, contou com mais do 44% dos votos. Mas na presente cojuntura tem certo enfraquecimento. Já nas eleições para governadores (16/12/12), o PSUV, o partido de Chávez, se impôs em 20 dos 23 estados que conformam a federação. Além disso, por defender um projeto neocolonial, que beneficia as grandes corporações transnacionais, na medida em que se aprofunde num debate político sério e criterioso, e aumente a consciência política dos empobrecidos, é previsível uma maior fortaleza do chavismo.

Por outra parte, neste momento, a oposição está dividida enquanto à estratégia a seguir. Uma parte pretende desconhecer a legitimidade do atual governo, já o grupo de Capriles, numa atitude mais lúcida, aceita o veredito da Corte de Justiça. Eles estão conscientes que, em caso de uma desaparição física do presidente, se houvesse que convocar novas eleições em curto prazo, seguramente o triunfo seria novamente do chavismo. Finalmente também estão ativos os setores extremistas e criminosos. Órgãos de inteligência venezuelana denunciaram ter descoberto planos para assassinar ao vice-presidente Maduro e ao presidente do poder legislativo Diosdado Cabello.

A debilidade estratégica da oposição é que dificilmente pode apresentar um projeto credível, que supere a proposta bolivariana que vem mostrando consistência, consequência e ganhando crescente credibilidade por mais de 12 anos, e por outra parte, sua dependência das orientações e ajuda da política externa dos Estados Unidos.

Adital: Populista para uns e popular para outros. Em que pontos o governo e presidente Hugo Chávez se diferencia de outros líderes da América Latina? Até que ponto pode-se dizer que ele redesenhou um novo olhar voltado para os países latino-americanos, sobretudo partindo dos países ditos desenvolvidos, considerados grandes potências econômicas e políticas?
RZ: Penso que o conjunto das políticas sociais implementadas na Venezuela são autenticamente populares. Tem sido estratégicas e duradouras, em modo algum são ações oportunistas visando eleições. São ações tendentes a erradicar a miséria, a atingir um desenvolvimento econômico sustentável. Trata-se de pagar a histórica dívida social acumulada em décadas por uma estrutura econômico-social, que manteve na miséria a mais da metade da população, em meio de um mar de riquezas acumuladas por classes dominantes parasitárias e "vende-pátria”.

O projeto bolivariano trabalha coerentemente contra a desigualdade, a pobreza, a marginalidade social, não apenas na Venezuela. Essa luta é visível nos países da Alba e em outros países empobrecidos em nossa América, basta assinalar a exemplar ajuda que a Venezuela, em conjunto com Cuba, oferece ao povo haitiano. Muito maior em termos proporcionais à dos países do G-8, com métodos coerentes e visando à restituição a esse povo dos recursos naturais historicamente saqueados e empobrecidos por dívidas injustas. Mas principalmente visando a restituição de sua dignidade.

Com certeza o processo bolivariano tem contribuído substantivamente para criar nos povos latino-americanos um novo olhar, que supera as visões coloniais e neocoloniais, para instaurar uma atitude de povos que resgatam desde sua história, sua dignidade para construir um projeto próprio que atenda às necessidades e interesses de suas grandes maiorias. É muito difícil falar em diferença de Chávez com outros líderes latino-americanos. Mas posso apontar uma: Chávez e sua equipe próxima têm uma profunda vocação bolivariana o que significa, entre outras coisas, uma atitude de profunda disponibilidade a partilhar os grandes recursos naturais da Venezuela e de saber pensar em função da grande pátria latino-americana.

Fonte: Adital

(entrevista com título original "Chavismo, guerra midiática e a lição popular que a Venezuela segue dando", publicada em duas partes, foi compilada e editada por redação Vermelho)

Decisão do STJ afasta temor de anistia aos proprietários rurais - Portal Vermelho

Decisão do STJ afasta temor de anistia aos proprietários rurais - Portal Vermelho

O entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afasta qualquer temor de que o novo Código Florestal pudesse anistiar proprietários rurais que desmataram áreas de preservação permamente, reserva legal ou áreas de uso restrito É a avaliação do procurador chefe nacional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e integrante da Advocacia-Geral da União (AGU), Henrique Varejão de Andrade.



"A decisão do STJ não contradiz a lógica que foi concebida pelos diversos setores que construíram o novo Código Florestal", disse. Segundo Varejão, está lógica prevê que as autuações aplicadas até 2008, quando foi publicado o decreto anterior à atual legislação, podem ser convertidas em serviços de melhoria de proteção e conservação ambiental.

A Segunda Turma do STJ, em julgamento do ano passado, decidiu que multas aplicadas a proprietários rurais que desrespeitaram o Código Florestal de 1965 não são automaticamente anuladas com a nova lei, de 2012. Os ministros entenderam que a multa aplicada não é anistiada, e sim revertida em outras obrigações administrativas que precisam ser cumpridas pelo proprietário. Entre elas, a inscrição do imóvel no Cadastro Ambiental Rural (CAR), a assinatura de termo de compromisso e a abertura de procedimento administrativo no programa de regularização ambiental.

"O MMA [Ministério do Meio Ambiente] deve publicar uma portaria criando o cadastro ambiental rural que vai ter informações sobre o que é e como estão as APPs [áreas de preservação permanente], reservas legais e áreas de uso restrito. Todas as situações de irregularidade vão ficar claras. O Executivo federal e estatual precisa criar programas de recuperação", disse Varejão.

Com esta regra, segundo ele, os prorpietários que assinarem termos em que se comprometem a recuperar áreas podem ter o valor da multa substituído. "Enquanto eles estiverem cumprindo a obrigação, o auto da multa vai ser suspenso, e quando concluir a recuperação, o valor será extinto. Com isto, fica claro que o temor da anistia é infundado", disse

Gilman Viana, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a decisão do STJ, baseada em um processo de um produtor do Paraná que pedia anulação de uma multa, deve ainda ser considerada em um posicionamento nacional da Justiça. "A Procuradoria-Geral da República apresentou ação no STF [Supremo Tribunal Federal] defendendo que as multas não podem ser negociáveis, mas o pedido ainda não foi acolhido", disse.

Para Viana, o cenário não mudou com a decisão do STJ, mas deixou uma interrogação. "A CNA entende que o texto do novo código ainda precisa avançar. É mais avançado que o código antigo, mas depois de aplicar regras vamos ter que examinar e aplicar novas exigências", concluiu.

Fonte: Agência Brasil

"CIA tem acesso ao material do Google", revela Assange - Portal Vermelho

"CIA tem acesso ao material do Google", revela Assange - Portal Vermelho

A Internet está se transformando no maior instrumento de vigilância já criado e a liberdade que ela representa estaria seriamente ameaçada. A avaliação é de Julian Assange, criador do Wikileaks e que, há sete meses, vive na embaixada do Equador em Londres. Para ele, a web redefiniu as relações de poder no mundo, se transformou no “sistema nervoso central hoje das sociedades” e chega a ser mais determinante que armas. O problema é que esse poder está agora se virando contra as populações.



O australiano recebeu a reportagem do Estado para uma entrevista sobre seu livro “Cypherpunks, Liberdade e o Futuro da Internet”, que está sendo lançado no Brasil nesta semana pela Boitempo Editorial.

Segundo ele, ao colocar informações em redes sociais, internautas pelo mundo estão fazendo um trabalho de graça para a CIA. “Hoje, o Google sabe mais sobre você que sua mãe”, disse. “Esse é o maior roubo da história”.

Durante a entrevista, Assange defendeu seu anfitrião, o presidente equatoriano Rafael Correa, diante de sua ação contra jornais no Equador.

Sobre o futuro do Wikileaks, Assange já prometeu que, em 2013, um milhão de novos documentos serão publicados. Ao Estado, ele garantiu: “haverá muita coisa sobre o Brasil””. Confira abaixo alguns trechos:

O Estado de S. Paulo: A Internet é o símbolo da emancipação para muitos e foi apresentada como a maior revolução já feita. Mas agora o sr. traz a ideia de que há uma contra-ofensiva a isso tudo. O sr. considera que a Internet está em uma encruzilhada ?
Julian Assange: Diferentes tecnologias produzem mais poder para estruturas existentes ou indivíduos e isso tem sido a história do desenvolvimento tecnológico, ao ponto que podemos ver a história da civilização humana como a história do desenvolvimento de diferentes armas de diferentes tipos. Por exemplo, quando rifles, que podiam ser obtidos por pequenos grupos, eram as armas dominantes em seu dia, ou navios de guerra ou bombas atômicas. E isso define a relação de poder entre diferentes grupos de pessoas pelo mundo. Desde 1945, a relação entre as superpotências dominantes tem sido definida por quem tem acesso às armas atômicas. Mas o que ocorre agora é que Internet é tão significativa que está começando a redefinir as relações de força que antes eram definidas pelos diferentes sistemas de armas que um país tinha. Isso porque todas as sociedades que tem qualquer desenvolvimento tecnológico, que são as sociedades influentes, se fundiram totalmente com a Internet. Portanto, não há uma separação entre o que nós pensamos normalmente que é uma sociedade, indivíduos, burocracia, estados e internet.

A internet é o alicerce da sociedade, suas artérias, os nervos e está conectando os estados por cima das fronteiras. A Internet é um centro, se não for o centro, da nossa sociedade. Ela está envolvida na forma que uma sociedade se comunica consigo mesmo, como se comunica entre elas. Não é só simplesmente um sistema de armas ou fonte energia. Não é certo pensar como se fosse o sangue da sociedade. É o sistema nervoso central da socidade. Portanto, se há um problema na Internet, há um problema com o sistema nervoso da sociedade. Agora, víamos antes a internet como uma força liberatadora, que garantia às pessoas que não tinham informação com informação e, mais importante ainda, com conhecimento. Conhecimento é poder. Outras coisas tambem são poder. Mas ela deu muito poder a pessoas que antes não tinham poder. E não apenas mudou a relação entre os que tem poder e aquelas que não tem, dando conhecimento àqueles que não tinham conhecimento. Mas também fez todo o sistema funcionar de forma mais inteligente. Todos passaram a poder tomar decisões mais inteligentes e puderam passar a cooperar de forma mais inteligente. Agindo contrário a essa força está a vigilância em massa criada por parte do estado.

O Estado de S. Paulo: De que forma estaria ocorrendo essa vigilância em massa?
JA: As sociedades se fundiram com a internet, diante do fato de que comunicações entre os indivíduos ocorrem pela Internet, os sistemas de telefone estão na Internet, bancos e transações usam a Internet. Estamos colocando nossos pensamentos mais íntimos na Internet, detalhes de comunicações e mesmo entre marido e muher, nossa posição geográfica. Enfim, tudo está sendo exposto na Internet. Isso signifca que grupos que estão envolvidos em vigilância em massa tem conseguido realizar uma transferencia em massa de conhecimento em sua direção. Os grupos que já tinham muito conhecimento agora tem mais. Esse é o maior roubo que de fato já ocorreu na história. Essa transferência de conhecido, de todas as comunicações interceptadas para agências nacionais de segurança e seus amigos corporativos. A tecnologia está sendo desenvolvida para essa vigilância em massa está sendo vendida por empresas de países, como a França, que vendeu um sistema de vigilância para o regime de Kadafi. Na África do Sul, há um sistema desenhado para gravar de forma permanente todas as ligações que entram e saem do país e as estocam por apenas US$ 10 milhões por ano. Está ficando muito barato. A população mundial dobra a cada 20 anos. O custo de vigilância está caindo pela metade a cada 18 meses.

O Estado de S. Paulo: Mas, justamente o sr. citou Kadafi. Muito acreditam que a Primavera Árabe só ocorreu graças à Internet. Não teria sido esse o caso?
JA: Há uma série de histórias tradicionais de um longo trabalho de ativistas, de sindicatos e até de clubes de futebol que tiveram um papel importante na Tunísia e no Egito, os Ultras. O que é realmente novo? Bom, algumas coisas: o ativismo pan-arábico é algo novo e potenciado pela web. Diferentes ativistas em diferentes países se conectaram entre si pela web, trocando dicas, identificando quem era bem e quem era mau. O movimento dos Ultras vieram da Itália para os clubes da Tunísia e Egito. Como? Pela Internet. E então há o Wikileaks, jogando muita informação e essa informação então foi atacada pelo regime na Tunísia e depois pelo Egito. Mas também sendo disseminada pelo Egito e Tunisia. Mais importante ainda, essa informação foi disseminada para fora desses países, a tal ponto que ficou difícil para os Estados Unidos e Europa defenderem seus tradicionais aliados.

O Estado de S. Paulo: O sr. aponta para o poder de redes como Facebook e Google. Confesso que não tenho certeza que Mark Zuckerberg (criador do Facebook) pensou nisso tudo quando estava criando o site. Como é que se tornaram tão poderosos e como é que são, como o sr. diz, usados contra civis?
JA: Google, essencialmente, sabe o que você estava pensando. E sabe também (o que vc pensou) no passado. Porque quando você tem algum pensando sobre algo, quer saber algum detalhe, você busca no Google. Sites que tem Google Adds, que na verdade são todos os sites, registram sua visita. Portanto, Google sabe todos os sites que você visitou, tudo o que você buscou, se você usou gmail ou email. Então ele te conhece melhor que você mesmo. Um exemplo: você sabe o que você buscou há dois dias, há três meses? Não. Mas o Google sabe. Google conhece você melhor que sua mãe. Claro, mas alguém pode dizer: Google só quer vender publicidade. Portanto, quem se importa que eles estejam fazendo isso. Mas, na realidade, todas as agências de inteligência americana e de aplicação da lei tem acesso ao material do Google. Eles acessaram isso em nosso caso.

O Estado de S. Paulo: Como fizeram isso?
JA: Eles usaram instrumentos como cartas da agência de segurança nacional e mandados para buscar os dados de email das pessoas envolvidas em nossa organização. Isso saiu do Google, da conta do Twitter, onde pessoas entraram para acompanhar a nossa conta. No caso do Facebook, é algo impressionante. As pessoas simplesmente estão fazendo bilhões de centenas de horas de trabalho gratuíto para a CIA. Colocando na rede todos seus amigos, suas relações com eles, seus parentes, relatando o que estão fazendo, dizendo que vi aquela pessoa naquela festa, aquela pessoa naquela loja. É um incrível instrumento de controle. Países como a Islândia tem uma penetração do Facebbok de 88%. Mesmo que você não esteja no Facebook, você pode ter certeza que teu irmão está e está relatando sobre você, ou sua namorada está relatando sobre você. Não há como escapar. Agora, quando uma organização como Facebook diz que as pessoas querem fazer isso…

O Estado de S. Paulo: Claro, essa é justamente a minha questão: como o sr. explica que pessoas de diferentes culturas e religiões estão dispostas a revelar suas vidas diante da web?
JA: Claro, sobre o que é que você está paranoico. Você pode dizer: bom, estou fazendo isso de forma voluntária e é mais importante estabelecer conexões sociais que se preocupar com um aparato de um estado totalitário. O problema é que isso não é verdade. As pessoas dizem que querem compartilhar algo apenas com meus amigos e amigos de meus amigos, mas não com meus amigos e com a CIA. É uma decepção o que está ocorrendo. As pessoas estão sendo enganadas em desenvolver essa atividade.

Fonte: O Estado de S. Paulo

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Manuela assume nesta segunda liderança do PCdoB na Câmara   - Portal Vermelho

Manuela assume nesta segunda liderança do PCdoB na Câmara   - Portal Vermelho

A deputada Manuela D' Ávila (PCdoB-RS) assume, às 17 horas desta segunda-feira (4), o cargo de líder da bancada do PCdoB na Câmara. Ela cumpre o mandato deste ano em substituição à eputada Luciana Santos (PE). Manuela foi escolhida por colegas do Partido em reunião no dia 19 de dezembro.


“Me sinto muito honrada com a escolha de meu nome pelos deputados de meu partido, como líder da bancada em 2013”, disse a deputada, adiantando as lutas e desafios que terá à frente da bancada, entre eles o de votar matérias de interesse dos comunista como o Marco Civil da Internet e uma proposta de reforma política avançada, entre outras.

“Nossa posição é clara na defesa de uma reforma que amplie a participação, a democracia e a transparência. Não aceitamos uma reforma excludente ou redutora”, afirma Manuela.

Eleita pela primeira vez em 2006, a deputada está em seu segundo mandato. Na Câmara dos Deputados, ela já ocupou cargos estratégicos como o de vice-líder do governo Dilma Rousseff no Congresso e a Presidência da Comissão de Direitos Humanos.

Da Redação em Brasília

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