terça-feira, 26 de março de 2019
DIEESE: Reforma da Previdência: Quem ganha? Quem perde? Calcule. a sua aposentadoria
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Oficina de conjuntura CTB-CGTB-ADJC articula ações unitárias contra a Reforma da Previdência e em defesa da classe trabalhadora - Paulo Vinícius Silva
O Economista Clóvis Scherer, do DIEESE (Depto Intersindical de Estudos Estatísticos e Sócio Econômicos) fez um balanço da economia em paralelo com o impacto da Deforma Trabalhista de Temer, demonstrando como a a agenda recessiva em favor do capital financeiro rentista - banqueiros e grandes especuladores - impede a economia de crescer, gerar empregos, o que explica o pífio desempenho econômico e a persistência do desemprego como principal drama nacional.
O Secretário da ADJC, o advogado Paulo Guimarães fez o balanço de uma profunda alteração do direito, contrária às causas dos trabalhadores(as). A unificação conservadora, o impacto da Lei da Terceirização Ilimitada, da Deforma Trabalhista e de diversas decisões de tribunais superiores apontam para um cenário de dificuldades e a necessidade de luta unificada da classe trabalhadora e para além dos sindicatos, com a necessária relação com os operadores do Direito que estejam ao lado da Classe Trabalhadora. Sua apresentação foi complementada pelos advogados Guilherme da Hora e Oliver Oliveira, que reconstituíram os episódios recentes da História que levaram à ampliação dos coletivos advogados, e à ADJC, assim como a crescente mobilização dos advogados(as) trabalhistas e em defesa da Justiça do Trabalho.
Dirigentes sindicais dos urbanitários(as), bancários(as), auxiliares de educação privada, economistas, agentes comunitários de saúde e professores(as) refletiram sobre as possibilidades de trabalho unitário diante desta situação. O Economista Flausino Antunes, Presidente da CGTB, destacou a centralidade da batalha da Reforma da Previdência neste semestre e a importância de desmistificar a mentira do déficit da previdência através de posições claras e debates públicos. O Presidente da CTB-DF, o agente de saúde Aldemir Domício destacou a importância de unificar todas as centrais sindicais em iniciativas conjuntas contra a destruição da Previdência. Santa Alves, Secretária da Igualdade Racial da CTB-DF, ponderou que as ações unitárias devem atingir as grandes pautas do semestre, a exemplo do 08 de Março, em que se propõe exista uma ala na Marcha do Dia Internacional da Mulher, representando as mulheres trabalhadoras. Paulo Vinícius, Secretário de Relações de Trabalho da CTB Nacional, propôs uma agenda de debates e o empenho redobrado na construção de um Primeiro de Maio Unificado. Jairo Mendonça, Dirigente do da CTB no SINPRO-DF, deu o informe do Seminário Jurídico Nacional da CTB e ponderou sobre a necessidade de articular o jurídico e o político na situação atual. Rosângela Rosa e Victor Frota, urbanitários e anfitriões da oficina, compartilharam as experiências de relacionamento do sindicato com o Congresso e reforçaram a importância da pressão sobre os parlamentares nesta luta.
Ao final das falas, os presentes firmaram um convênio de colaboração entre as três entidades, e iniciam um conjunto de ações unitárias em favor da Previdência, pela denúncia e revogação da Deforma Trabalhista e em defesa da democracia e do movimento sindical e social. Um compromisso da CGTB e da CTB do DF é o o fortalecimento do Fórum das Centrais no DF e a construção de um grande debate sobre a Previdência Social e a Classe Trabalhadora em fevereiro em Brasília e a elaboração de uma proposta de nota unificada em defesa da Previdência e da Seguridade Social. Costituiu-se na ocasião um grupo de trabalho composto por Paulo Vinícius Silva, Flausino Antunes e Oliver Oliveira, para elaborar os materiais e a agenda comum do movimento.
domingo, 17 de maio de 2009
O jovem comerciário: trabalho e estudo
| www.dieese.org.br | ||
| Maio de 2009 | ||
| Boletim: Trabalho no Comércio Ano 1 - nº 3 O jovem comerciário: trabalho e estudo No terceiro número do Boletim Trabalho no Comércio, o DIEESE, com base em dados do Sistema Pesquisa de Emprego e Desemprego - PED, mostrou que em 2008 cerca de um quarto (25%) dos ocupados no setor do comércio tinham entre 16 e 24 anos de idade. A análise dos resultados da pesquisa feita em cinco regiões metropolitanas e no DF apontou as seguintes proporções de jovens dentro do universo dos ocupados no comércio: Belo Horizonte, 27,3%; Distrito Federal, 26,4%; São Paulo, 26,2%; Porto Alegre 25,2% e, mesmo que em proporção menor, em Salvador (22,6%) e Recife (19,1%). A renda do jovem comerciário, como mostra o Boletim, é importante na composição da renda de suas famílias, pois a juventude comerciária é responsável por, em média, entre 28,5%, em Belo Horizonte e 34,6%, em Porto Alegre, da renda familiar. Esta participação é maior nas famílias com menor nível de rendimento, caso em o peso chegou a corresponder 78,4% do total de uma renda familiar situada em R$ 356, no Recife. No DF foi observada situação muito semelhante, com contribuições de jovens do comércio aos ganhos familiares chegando a 76,7%. Os dados da pesquisa indicaram que o jovem comerciário ocupava, na maioria dos casos, a posição de filho nos domicílios em que morava, com mais de 60% dos casos. Contudo, chamou a atenção o fato de que uma parcela considerável já era chefe de domicílio: 13,0% no Distrito Federal, 12,7% em Porto Alegre, 12,9% em Recife e 11,1% em São Paulo. Apesar do forte peso da remuneração dos jovens comerciários na composição da renda familiar, os dados da PED indicaram que estes trabalhadores mantiveram patamares baixos de salários em 2008, variando entre R$ 429 (Recife) e R$ 653 (São Paulo). Esse rendimento correspondeu a menos do que 70% daquele auferido pelos trabalhadores adultos do comércio, com mais de 25 anos de idade. A análise revelou ainda que uma grande proporção de jovens ocupados no comércio não estudava em 2008. Segundo os dados da PED, mais de 70% da juventude comerciária estava longe das escolas em todas as regiões analisadas. Este distanciamento pode ser explicado, em parte, pela elevada jornada de trabalho dos jovens comerciários. A jornada média semanal dos jovens que não estudavam em 2008 variou de 44, em Belo Horizonte a 48 horas, em Recife. Click aqui para acessar o trabalho na íntegra Este link ficará disponível temporariamente. Outras informações podem ser obtidas no site do DIEESE. | ||
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