SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador #PCdoB94Anos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #PCdoB94Anos. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de março de 2016

PCdoB, 94 anos - Um partido sempre pronto para a luta - Luciano Siqueira

 PCdoB, 94 anos - Um partido sempre pronto para a luta - Luciano Siqueira - portal Vermelho








Não terá sido fácil a trajetória do PCdoB, que completa, neste dia 25, noventa e quatro anos de existência ininterrupta.
No Brasil, a tradição é de partidos efêmeros, conjunturais. Uns surgem e desaparecem ao cabo de alguns anos. Outros reaparecem adiante com a mesma legenda, mas sem uma linha de continuidade com o passado.
O PCdoB tem sido capaz de sobreviver – embora cerca de dois terços de sua existência tenha se dado sob o constrangimento da proibição legal, da perseguição e do preconceito -, buscando permanentemente a compreensão da realidade brasileira e mundial à luz da teoria científica – o marxismo-leninismo -; determinado a lutar sob quaisquer circunstâncias, ligando-se aos trabalhadores e ao povo. Nacionalmente uno.
Amadureceu. Hoje – pode-se dizer -, segue sua trilha revolucionária teórica, política e culturalmente emancipado, vez que desenvolve pensamento próprio na abordagem da luta pelo socialismo nas condições reais do mundo e do Brasil.
Seu Programa Socialista, bússola teórica e política que ilumina as opções táticas conjunturais e a peleja cotidiana, guarda traços essenciais de originalidade e consonância com as peculiaridades da sociedade brasileira.
Assim, um Programa cientificamente lastreado e politicamente factível.
Aponta como rumo reformas estruturais de largo alcance que, uma vez alcançadas, mediante embates de grande de envergadura, resultarão em expressiva elevação das condições de vida material e espiritual do povo; que, vitorioso, adquirirá autoconfiança e descortino para vislumbrar o salto civilizatório de conteúdo socialista.
Neste instante de crise, conflito e instabilidade, o PCdoB não titubeia. Apresenta-se aguerrido, coerente e firme na defesa da democracia, contra o golpe, pela retomada do desenvolvimento.
A um só tempo, afirma posições avançadas e, com flexibilidade e amplitude, despido de preconceitos e sectarismos, estabelece alianças com variados segmentos sociais e partidários em função da luta comum.
O Partido Comunista do Brasil faz-se assim – como dizia João Amazonas – depositário da honra e da consciência da nação.

Leia mais sobre temas da atualidade: http://migre.me/kMGFD

sexta-feira, 25 de março de 2016

PCdoB, 94 anos: Ontem, hoje, na luta pela democracia, contra o golpe! - Luciana Santos - Presidenta do PCdoB - Portal Vermelho


PCdoB, 94 anos: Ontem, hoje, na luta pela democracia, contra o golpe
Neste 25 de março de 2016, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comemora 94 anos de sua fundação conclamando todas as correntes democráticas e progressistas a combaterem o golpe em curso no Brasil. Em um ambiente político adverso, a legenda comunista reafirma a defesa das causas democráticas, patrióticas e populares. Assim afirma a presidenta nacional do Partido, deputada Luciana Santos, em mensagem aos comunistas.

Foto: Dip A deputada federal (PCdoB-PE), Luciana Santos foi eleita presidenta do PCdoB em maio de 2015. Ao lado do ex-presidente nacional do Partido Renato Rabelo e do secretário nacional de Organização, Ricardo Alemão Abreu Leia a íntegra da mensagem abaixo:

PCdoB, 94 anos: Ontem, hoje, na luta pela democracia, contra o golpe!

A defesa das liberdades democráticas e dos direitos do povo é uma das principais marcas do Partido Comunista do Brasil. Ao completar 94 anos de existência, neste dia 25 de março de 2016, o PCdoB encontra-se, mais uma vez, na linha de frente da resistência e do combate a um golpe que ameaça alvejar a democracia brasileira.

O Brasil vive hoje dias que valem por anos, décadas. O país se encontra polarizado, crivado por uma acirrada luta política. As forças reacionárias da sociedade e do Estado e a grande mídia tentam aprovar na Câmara dos Deputados um impeachment fraudulento, sem nenhum fundamento jurídico, contra a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita.

Um golpe contra o povo e a democracia está em marcha. É preciso enfrentá-lo, e de batalha em batalha derrotá-lo. Apesar da adversidade, o PCdoB tem a convicção de que a união e a luta de amplos setores democráticos, a mobilização do povo, que crescem e se elevam, poderão sim vencer o golpismo e preservar a democracia conquistada à custa de muitas lutas e vidas.

A história de nossa República é toda ela marcada por esse confronto que hoje se trava no país: Democracia versus ditadura, Estado Democrático de Direito versus Estado de Exceção, respeito à soberania do povo versus imposição da vontade e dos interesses das elites.

O PCdoB, ontem e hoje, sempre esteve até as últimas consequências comprometido com a democracia, base para a soberania nacional e para a garantia dos direitos do povo e dos trabalhadores.

PCdoB sempre do lado da democracia

Nos primeiros anos de existência do Partido, durante a República Oligárquica, os comunistas advogaram a anistia e o voto secreto, extensivo às mulheres e aos analfabetos. Lembramos que naquele momento a grande maioria do nosso povo estava excluída do direito democrático de eleger os seus governantes.

Nos anos 1930 foram pioneiros em alertar a nação sobre os perigos representados pelo crescimento do fascismo. Por isso, participaram com destaque da constituição da Aliança Nacional Libertadora (ANL), frente antifascista que foi perseguida e banida pelo governo do presidente Getúlio Vargas.

Em novembro de 1937, um golpe de Estado instaurou a ditadura do Estado Novo. Os partidos políticos foram proibidos, o parlamento fechado e a imprensa censurada. Mesmo na clandestinidade, os comunistas continuaram lutando contra a fascistização do país. Foram força destacada no processo de mobilização popular que levou o Brasil a romper relações diplomáticas e declarar guerra às potências do Eixo nazi-fascista em 1942. Centenas de jovens comunistas se alistaram na Força Expedicionária (FEB) para combater nos campos da Itália.

A derrota da Alemanha hitlerista e de seus aliados – para a qual o Brasil deu sua contribuição – ajudou a acelerar o fim do Estado Novo. Os comunistas, as forças democráticas e patrióticas conquistaram a anistia e a convocação da Assembleia Constituinte que, acreditavam, conduziria o país no caminho da democracia.

O papel positivo desempenhado pelos comunistas nos sombrios anos do Estado Novo foi reconhecido por amplas parcelas do povo, especialmente os trabalhadores. O PC do Brasil obteve 10% dos votos para presidente da República na eleição de 1945, elegendo um senador e 14 deputados federais. Essa façanha foi obtida com apenas poucos dias de campanha.

Na Constituinte, foi a bancada que mais se empenhou em ampliar a democracia e defendeu com vigor a liberdade sindical e de greve. Novamente defendeu o voto dos analfabetos, que representava a maioria da população. Apresentou a emenda que garantia a liberdade religiosa, que beneficiou especialmente os cultos afro-brasileiros.

O início da Guerra Fria desencadeada pelo imperialismo acarretou mudanças na situação política. Aumentou a ofensiva conservadora contra o movimento democrático e popular. Começaram as provocações das forças reacionárias para isolar e golpear os comunistas. As manifestações públicas e greves eram reprimidas com violência insana. Sedes do partido eram invadidas e militantes presos.

Neste clima de caça às bruxas, em maio de 1947, o Tribunal Superior Eleitoral, por 3 votos contra 2, decidiu pela cassação do registro do PCB. Imediatamente suas sedes foram fechadas pela polícia. Alguns meses depois, em janeiro de 1948, o projeto de cassação dos mandatos foi aprovado na Câmara dos Deputados. A jovem democracia brasileira recebia os seus primeiros golpes.

Novamente na clandestinidade – tendo seus principais dirigentes ameaçados por mandados de prisão –, os comunistas mantiveram alto as bandeiras da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo, ameaçadas pelo governo autoritário e entreguista do general Dutra.

As correntes direitistas continuaram atuantes, constituindo-se um dos principais fatores de instabilidade política no Brasil. Inúmeras vezes, através de golpes de mão, elas buscaram interromper o processo democrático. Lembremos apenas da sórdida campanha que levou ao suicídio o presidente Getúlio Vargas (1954); as tentativas de impedir a posse e de derrubar o presidente Juscelino Kubitscheck (1956-1957); ou de impedir a posse de João Goulart e a imposição do parlamentarismo (1961). Por fim, o golpe militar de 31 de março de 1964 que implantou uma nefasta ditadura de 21 anos.


O regime militar perseguiu, exilou, prendeu, torturou e assassinou seus opositores. O arbítrio enfrentou obstinada resistência na qual o PC do Brasil jogou importante papel.

O Partido participou de todas as frentes de luta contra a ditadura militar: do parlamento, da mobilização do povo à luta armada na região do Araguaia. Esteve presente ao lado dos estudantes, dos operários e da intelectualidade progressista nas grandes campanhas pela liberdade. Levantou bem alto as bandeiras da anistia, da Constituinte e pelo fim das leis de exceção. Foi um ativo participante da Campanha pelas Diretas Já!, e contribuiu com todas as suas forças para a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, o que permitiu colocar um fim à ditadura e reconquistar a democracia que temos. Processo, em grande parte, concluído com a promulgação da Constituição cidadã de 1988.

Nos anos de obscurantismo ditatorial o PCdoB foi a organização política que mais heróis e mártires deu à causa da liberdade. Ainda hoje os corpos de mais de 60 militantes assassinados continuam desaparecidos.

Derrotar o golpe, preservar a democracia


Contudo, desde a reeleição da presidenta Dilma Rousseff, em outubro de 2014, o país vive grave crise política que agora chega ao seu estado crítico. A direita neoliberal não aceitou o resultado das urnas e desencadeou uma escalada reacionária e golpista para derrubar um governo legitimamente eleito.

O movimento golpista age em conluio com a grande mídia e setores do aparato jurídico-policial – a serviço da oposição conservadora e de interesses do imperialismo. Não se intimidam em colocar o país diante do perigo de grave conturbação social. Disseminam o ódio, a intolerância entre o povo e incentivam a violência sectária contra a esquerda. Sedes do PT e do PCdoB são alvos de atos criminosos de vandalismo. Movimentos sociais e entidades históricas como a União Nacional dos Estudantes (UNE), também, são agredidos.

A força motriz do atual golpismo é a “Operação Lava Jato”, comandada pelo juiz Sérgio Moro. São processos típicos de Estado de exceção, como os vazamentos seletivos de informações, desvirtuamento dos procedimentos da prisão provisória e da delação premiada. Chegou-se ao absurdo da ilegal condução coercitiva do ex-presidente Lula para prestar depoimento e das escutas ilegais evolvendo a atual presidenta Dilma e seu antecessor, tudo encoberto pelo falso manto do combate à corrupção.

Ainda que seja plenamente favorável a todas as iniciativas de combate aos desvios de dinheiro público, os comunistas do Brasil reafirmam que não se faz justiça afrontando o Estado Democrático de Direito, conquistado a duras penas pelo povo brasileiro. Tampouco solapando a soberania nacional e destruindo empresas essenciais ao projeto de desenvolvimento.

Que não haja dúvidas: além de mutilar a democracia, o golpe tem por objetivo acabar com as conquistas que o povo e a Nação obtiveram nos últimos 13 anos. A agenda política e econômica dos golpistas é um neoliberalismo selvagem de agressão aos direitos dos trabalhadores e à soberania do país.

Por isso, o PCdoB comemora mais um aniversário conclamando sua militância e todas as correntes democráticas e progressistas, mesmo aquelas que têm divergência com o governo, a combaterem decididamente o golpe em curso e a defenderem a democracia ameaçada.

Não vai ter golpe! Viva a democracia.

Recife, 24 de março de 2016
Deputada Federal Luciana Santos
Presidenta do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

A marca do PCdoB – a luta pela democracia real para todos - Por José Carlos Ruy - Protal Vermelho

A marca do PCdoB – a luta pela democracia real para todo

As marcas fortes da trajetória histórica do Partido Comunista do Brasil, que nesta sexta-feira (25) completa 94 anos, têm sido a defesa intransigente da democracia plena, do socialismo e da soberania nacional.

Por José Carlos Ruy

Arquivo O enfrentamento de condições adversas e do sentimento antidemocrático da classe dominante faz parte da história comunista São marcas distribuídas nos episódios da história republicana, desde 1922, e revelam a defesa daqueles objetivos.

Nessa trajetória de luta acumulou a experiência que o distingue, hoje, na luta contra o golpismo da direita, que agora aparece disfarçado de judicialismo – da mesma maneira, como no passado, o golpismo disfarçou-se de militarismo e mesmo policialismo.

O enfrentamento de condições adversas e do sentimento antidemocrático da classe dominante faz parte da história comunista.

O partido viveu na clandestinidade por mais da metade de sua existência. No período inicial – entre 1922 a 1945 – teve apenas alguns meses de atividade legal. Mesmo assim, organizou o povo e os trabalhadores em lutas memoráveis pelos direitos democráticos e sociais. Participou de eleições na década de 1920, através do Bloco Operário e, depois, Bloco Operário e Camponês (BOC). Na década seguinte inaugurou sua participação parlamentar, em julho de 1934, com a presença do estivador Álvaro Ventura na Câmara dos Deputados.

Aquele esforço institucional refletia o intenso trabalho dedicado pelos comunistas para organizar sindicatos e entidades populares em luta pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores e do povo.

O auge deste esforço, na década de 1930, foi a Aliança Nacional Libertadora que, em 1935, foi uma ampla frente de comunistas, progressistas e patriotas unidos por um programa democrático, antilatifundiário e nacionalista, elaborado para lutar contra a fascistização do Brasil.

O preço pago pela ousadia foi alto e a repressão praticamente liquidou o partido. Mas sobreviveram alguns grupos heroicos, no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e outros lugares, que mantiveram a chama acesa.

Foram sementes do progresso social, e puderam reorganizar o partido em 1943, na famosa Conferência da Mantiqueira que, na prática, o refundou. Persistia a defesa da democracia ampla para incluir o povo, os trabalhadores e a garantir a soberania nacional – política expressa na demanda de união nacional que orientou a ação partidária e a levou a uma marcante participação na Assembleia Nacional Constituinte, em 1946.

Nela, a palavra de ordem dos comunistas foi novamente a defesa da democracia mais ampla, que se opunha à democracia meramente formal dos conservadores.

O partido viveu aquele que foi, até então, seu período mais longo de legalidade (entre 1945 a 1947).

Embora pequena, sua bancada na Constituinte (um senador, Luís Carlos Prestes, e 14 deputados constituintes) teve atuação profícua e intensa, que despertou a oposição militante, e muitas vezes raivosa, da ampla maioria conservadora e de direita presente naquela assembleia.

Um exemplo do ambiente hostil que enfrentaram ocorreu em 23 de maio de 1946, data do primeiro aniversário da legalização do partido. Luís Carlos Prestes pronunciou um discurso na Constituinte, onde apresentou a política e as ideias do PCB. Enfrentou uma verdadeira enxurrada de apartes furiosos e preconceituosos – foram dezenas deles!

Aquele clima de intolerância ia além das palavras iradas pronunciadas na assembleia, traduzindo-se nas inúmeras ações da polícia e de grupos fascistas que ocorriam em todo o país. Houve ações policiais e da repressão contra sedes do PCB em estados tão diferentes como Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pará, etc.

No Rio de Janeiro, o chefe de polícia do Distrito Federal, o direitista Pereira Lira, proibiu o ato público marcado para o dia 23 de maio, no Largo da Carioca, em comemoração do aniversário da legalização do PCB.

Foi uma armadilha: a proibição foi divulgada apenas algumas horas antes do comício, e o Largo foi militarmente ocupado, para reprimir o ato, resultando em um massacre, com mortos, feridos e centenas de presos, episódio conhecido como Chacina do Largo da Carioca.

O PCB estava legalizado e tinha uma bancada parlamentar na Assembleia Constituinte. Isso não impediu a repressão truculenta, que atingia inclusive a residência de parlamentares comunistas (apesar de terem imunidades parlamentares!). Isso ocorreu por exemplo nos últimos dias de agosto de 1946, quando a polícia cercou o apartamento onde moravam Pedro Pomar e João Amazonas, com a pretensão de levá-los presos. Não conseguiram devido à corajosa reação de Amazonas, que peitou a polícia dizendo que só sairia morto.

A presença ativa do proletariado e do PCB foi o principal traço daquela conjuntura, e o que mais inquietava as classes dominantes e os chefes militares principalmente aqueles que, como Dutra e Góis Monteiro, tiveram claras simpatias pela Alemanha nazista e pela Itália fascista.

A classe dominante só admitia uma democracia que se esgotasse no ato do voto, e só aceitava uma democracia estritamente formal. Os banqueiros, industriais, latifundiários, representantes de grandes empresas multinacionais, principalmente norte-americanas, e a diplomacia dos EUA, estavam inquietos com o protagonismo operário e o prestígio alcançado pelo PCB.

Naquela conjuntura, a política comunista de união nacional procurava reunir as forças democráticas e progressistas para realizar as mudanças necessárias, particularmente para superar os chamados “restos feudais” na agricultura dominada pelo latifúndio, derrotar os aliados do imperialismo, e garantir a consolidação do modo de produção capitalista como etapa da luta pela transição ao socialismo.

A ação da direita era intensa no governo, na Constituinte, na imprensa de então (como na mídia hegemônica de hoje) que difundia mentiras contra os comunistas. Isso foi denunciado em 6 de maio de 1946 pela Comissão Executiva do PCB, em nota contra a marcha da reação. Ela dizia: “A situação exige a todos os comunistas o maior cuidado contra as provocações simultaneamente com a máxima firmeza, energia, persistência, coragem e audácia na luta em defesa da democracia e dos direitos fundamentais do cidadão”. E dizia, de certa forma flexibilizando a política de paz e tranquilidade: “O acatamento às decisões do governo não deve significar submissão passiva às ordens arbitrárias da polícia, contra as quais devemos protestar por todos os meios legais, de forma a esgotar todos os recursos antes de aceitá-las e contra elas fazendo uso de formas de luta cada vez mais altas e vigorosas”.

A repressão investia contra os comunistas usando a polícia e a mídia patronal. E representantes da direita na Constituinte e no próprio Judiciário.

Em consequência o período de ação legal do PCB durou pouco. Seu registro legal foi cassado em 7 de maio de 1947 e o mandato de seus parlamentares em janeiro de 1948. O partido voltou a ser posto na clandestinidade. Foi um golpe muito forte contra a democracia brasileira, e contra a organização partidária. Mas isso não impediu a continuidade da luta pela democracia ampla e efetiva, embora em condições muito mais difíceis, numa situação em que ser comunista era praticamente sinônimo de ser criminoso, com intensa perseguição policial.

Essa intensidade foi ampliada sob a ditadura militar de 1964, que intensificou os atentados contra a democracia e deixou solta a repressão fascista que prendeu, sequestrou, perseguiu e assassinou centenas de militantes pela democracia, pelo socialismo, pela pátria.

Com a crise final da ditadura, no início da década de 1980, o Partido voltou a atuar abertamente. Alcançou seu registro legal em 1985 e, neste período mais longo de legalidade em sua história, cresceu como nunca. Sua ação institucional é intensa, em todas as esferas de governo no país; sua ação social é marcante e envolve operários, sindicalistas, trabalhadores rurais, moradores, jovens, mulheres, negros, LGBT; na luta de ideias, organiza intelectuais, estudantes, professores.

Toda essa atividade traz a marca dos comunistas – o enfrentamento dos problemas concretos enfrentados pelo povo, pelos trabalhadores, pela nação.

Esse programa enfatiza, hoje – quando a luta contra o golpismo da direita precisa outra vez ser enfrentada –, a defesa da democracia e do protagonismo político do povo e dos trabalhadores. Enfatiza a luta incansável pela democracia, concreta e efetiva cujo esteio. E que se traduz no clamor que se espalha pelo país: não vai ter golpe!



Do Portal Vermelho

Coletivizando no Youtube