domingo, 31 de maio de 2015
Renato se despede da presidência confiante no futuro partidário - Portal Vermelho
Renato se despede da presidência confiante no futuro partidário - Portal Vermelho
A 10ª Conferencia Nacional do PCdoB que teve início nesta sexta-feira (29), na capital paulista, com grande ato político com a presença da presidenta Dilma Rousseff, entre autoridades e lideranças políticas e sociais, abriu os trabalhos na manhã deste sábado (30) com um informe do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.
Renato se despede da presidência do PCdoB.
Para Renato Rabelo, destinada para culminar o processo de sucessão da presidência nacional do PCdoB, o encontro já foi além e “tem sido proveitoso para ouvir e unir” os comunistas em torno do papel partidário num período que exige do coletivo dirigente uma reflexão ideológica e orgânica.
Além disso, analisar ainda o papel da esquerda “e das forças revolucionárias na busca da alternativa ao capitalismo, que vive a mais grave e profunda crise sistêmica e estrutural de sua história”, contou.
Realidade geopolítica e o papel dos Brics
“A crise capitalista global com o seu prolongamento coloca em xeque a prosperidade das nações, sem solução para a dramática crise social e o aumento veloz da desigualdade”, aponta Renato, afirmando também que o capitalismo não deixa saída para uma nova fase de crescimento econômico.
Diante dessa realidade geopolítica, “os Brics se afirmam com o sentido de acelerar a transição nas relações de poder no mundo em direção à multipolarização, ocupando o lugar de protagonistas na luta por uma nova ordem global”.
O presidente fez considerações ainda sobre o papel crescente da China como potência mundial e destacou a recente visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao Brasil, fechando uma grande parceria com o país, ao assinar acordos para investimentos de 53 bilhões de dólares, sendo 35 acordos bilaterais, além da formação de fundos, investimentos na Petrobras e grandes planos de investimentos em infraestrutura, construção de ferrovia transcontinental, entre outras iniciativas de vulto, destacou.
“Penso que essa parceria entre o Brasil e a China tem um duplo sentido estratégico: atingir o sul do Continente, tendo o Brasil como parceiro especial numa complementaridade produtiva e mais, toda a América Latina, numa fase de grande carência de investimentos no país e no continente”.
Renato lembrou ainda que é preciso aprofundar e acelerar o processo de integração solidária da região, fato que tem o apoio do PCdoB, de acordo com a linha dos últimos Congressos, com o papel ativo de resistência à contraofensiva do imperialismo. Impulsionando, segundo ele, a unidade das forças populares e progressistas de solidariedade internacional.
Política brasileira
No Brasil, a situação que culminou no curso político atual teve origem no fim do primeiro governo da presidenta Dilma, que sofre hoje a escalada das forças conservadoras que já se manifestou no curso da própria sucessão presidencial de 2014, pelo fato de não aceitarem a quarta derrota consecutiva nas urnas.
“A esquerda sofreu danos provocados por intensa, prolongada e permanente campanha da grande mídia, de mais de uma década, concentrada seletivamente em criminalizar o PT, atingindo setores da base do governo e inclusive o PCdoB”.
Com isso, “passaram a impulsionar uma luta carregada de preconceitos, intolerância e obscurantismo trazendo à tona manifestações que não era vistas”, desde a véspera do golpe militar nos anos de 1960.
Diante dessa investida das forças conservadoras, revanchistas neoliberais e de ações extremadas,
ressaltou Renato, “é nossa convicção de que agora o ponto nuclear da nossa tática é precisamente defender a democracia, a Constituição, o Estado de direito. Este é o ponto de partida para a retomada da iniciativa política. Mas, para impulsionar a contraofensiva, a premissa para isso consiste em ampliar e somar forças políticas e sociais, e não o contrário”.
Frente ampla
O presidente comunista falou sobre a importância de articular uma frente ampla, com todas as forças possíveis interessadas na defesa da democracia, da economia nacional e da retomada do crescimento, como uma saída para enfrentar, isolar e derrotar a insistência golpista e o retrocesso sob domínio neoliberal.
“Nas atuais circunstâncias, as bandeiras dos que têm compromisso com a democracia, o Brasil e querem seguir avançando: defesa da democracia, da legalidade, do mandato legítimo e constitucional da presidenta Dilma Rousseff; defesa da Petrobras, da economia nacional e da engenharia nacional; retomada do crescimento econômico do país em estreira relação com as garantias dos direitos trabalhistas e o progresso social”, explicou.
Para Renato, o caminho para ampliar e acumular forças para a contraofensiva, através da frente ampla, se relaciona com uma agenda efetiva de reformas estruturais democráticas, por isso, “é necessária a edificação e o reforço de um bloco, ou frente progressista, política e social, dando-lhe assim maior consequência, com o fito de ampliar e congregar mais forças, para fazer frente à escalada da direita golpista e assim avançar para novo ciclo de mudanças estruturais”.
O presidente comunista destacou - como fez no discurso na presença da presidenta Dilma na noite anterior - que o PCdoB tem reafirmado persistentemente a confiança política na presidenta Dilma.
“Numa hora de perigo e gravidade, o governo merece apoio em suas iniciativas para a retomada do crescimento. Compreendemos que o grande desafio do segundo governo Dilma é realizar de forma exitosa a transição deste ciclo de grandes conquistas alcançadas até aqui, mas que chegou ao seu limite objetivo, a uma nova alternativa para cumprir um novo ciclo de maior prosperidade para a nação brasileira e os trabalhadores”.
Acredito que a presidenta tenha nitidez quanto à alternativa a seguir, pois ela persiste no esforço de traçar seus projetos e planos atuais como no caso do programa Brasil Pátria Educadora, nova fase do Programa de Concessões para investimentos na infraestrutura, Programa Nacional de Exportação e outros, para conformar a viabilidade de um projeto de desenvolvimento nacional, comprometendo maiores forças para sua realização em tempo hábil.
“Parece que ficou comprometido o entendimento de muitas parcelas da base de apoio do governo, sobre esse objetivo fim, ou seja, o projeto, o rumo a seguir. Isso, porque, a proposta de ajuste fiscal adquiriu a centralidade do debate, tornando-a como se fosse o próprio fim, ou a encarnação do novo projeto do governo”.
Linhas de construção partidária
Renato chamou a atenção para que em situações de crises mais agudas e de grandes ameaças e desorientação, “a questão central não é demarcar, diferenciar com o governo de que participamos, como sendo a salvação para fixar com nitidez nosso lugar político. A questão central é ser consequente e atuante no sentido do rumo e da ocupação de espaço do lado que defendemos para reunir forças a fim de sair do cerco e da defensiva. Impulsionar o governo e a aliança para retomada da iniciativa política. Assim, é que se torna nítido o papel protagonista do Partido”.
“A acumulação de forças que deve ter o sentido estratégico, visando o avanço ou a conquista para a hegemonia, está sempre em função do centro da tática, da sua aplicação na luta institucional em sinergia com a luta de massas e a luta de ideias. A nossa convergência na ação entre essas frentes básicas de trabalho se dá de acordo com a política traçada, a tática orientadora de cada fase”.
O PCdoB é um Partido permanente, não sendo um partido só para eleições, lugar comum da prática
dos partidos em nosso país. Assim também o Partido deve ter e contar com uma agenda própria, com as bandeiras do momento político, realizando movimentos, seminários, mobilizações políticas próprias. O PCdoB tem sua natureza e missão voltada para a emancipação da classe trabalhadora, ligado aos intelectuais progressistas e patrióticos, mais vai se caracterizando e influenciando mais amplamente por sua marca de ser um partido de mulheres – líderes respeitadas e influentes – e de parcela significativa de jovens que ocupam um plano de elevada atuação política. O PCdoB vai incorporando e se tornando uma força respeitada pela ação consequente em defesa dos direitos civis, hoje, parte importante da luta pelo avanço democrático, e o Partido que encarna a luta contra o preconceito, a intolerância e o obscurantismo.
A linha de construção partidária deve estar sempre atualizada e, agora, diante da singular crise política, considerando a orientação atual do PCdoB para seu enfrentamento e reversão, é que define o modo e o meio da acumulação de forças. A esquerda está sob pressão e relativamente dispersa.
Para o PCdoB é necessário fazer valer as premissas do Programa e do Estatuto, o fortalecimento das instancias de direção do Partido, aperfeiçoando o rico método leninista da sinergia entre a ideologia, a política, a organização e a ligação com o povo.
Temos a oportunidade de continuar esse debate essencial sobre a construção do Partido e alcançar êxitos nas medidas e ajustes necessários nos estados, e em todos os níveis de direção, no processo da conferência que se desenvolverá no segundo semestre deste ano. Os quadros melhor preparados, a organização fortalecida constituem o fator decisivo para a aplicação das decisões e tarefas aprovadas, senão a política por mais justa que seja, torna-se letra morta. Contamos com quadros mais forjados e com o partido mais experiente. Tem sido sempre diante dos maiores desafios que os comunistas revelam sua maior convicção e intrepidez.
Sucessão da presidência nacional do Partido
Renato ressaltou que o PCdoB sempre se manteve à altura das exigências que emergiram do novo contexto histórico mundial e brasileiro. “O Partido segue se fortalecendo, avança. E isso constitui uma conquista da quarta geração de comunistas brasileiros, uma vitória de nosso aguerrido e talentoso coletivo de quadros, militantes e filiados”.
Nas duas últimas décadas, “o PCdoB foi chamado a renovar seu pensamento político diante de um período histórico marcado, pela terceira grande crise mundial do capitalismo, iniciada em 2007-2008, e pela abertura, na história do Brasil, de um novo ciclo político, a partir de 2003, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República”, lembrou.
Renato concluiu afirmando a sua convicção que sua sucessora, Luciana Santos, pela sua história de militância, talento e capacidades, elevado compromisso com o Partido, conduzirá o Partido avante – conquistará novas vitórias, rumo ao Brasil soberano, democrático e socialista, que é a razão de ser da legenda comunista. Emocionado, Renato disse: “Eu me despeço, comovido, da presidência nacional do Partido convicto do dever cumprido”.
À parte da tarde deste sábado (30) é dedicada às intervenções dos delegados. No domingo (31), a programação da Conferência conta com a deliberação e aprovação do projeto de resolução política, seguido de uma breve reunião do Comitê Central que encerrerá a atividade, com a proclamação da transição do cargo da presidência e vice-presidência nacional do PCdoB.
Eliz Brandão, do Portal Vermelho
A 10ª Conferencia Nacional do PCdoB que teve início nesta sexta-feira (29), na capital paulista, com grande ato político com a presença da presidenta Dilma Rousseff, entre autoridades e lideranças políticas e sociais, abriu os trabalhos na manhã deste sábado (30) com um informe do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.
Para Renato Rabelo, destinada para culminar o processo de sucessão da presidência nacional do PCdoB, o encontro já foi além e “tem sido proveitoso para ouvir e unir” os comunistas em torno do papel partidário num período que exige do coletivo dirigente uma reflexão ideológica e orgânica.
Além disso, analisar ainda o papel da esquerda “e das forças revolucionárias na busca da alternativa ao capitalismo, que vive a mais grave e profunda crise sistêmica e estrutural de sua história”, contou.
Realidade geopolítica e o papel dos Brics
“A crise capitalista global com o seu prolongamento coloca em xeque a prosperidade das nações, sem solução para a dramática crise social e o aumento veloz da desigualdade”, aponta Renato, afirmando também que o capitalismo não deixa saída para uma nova fase de crescimento econômico.
Diante dessa realidade geopolítica, “os Brics se afirmam com o sentido de acelerar a transição nas relações de poder no mundo em direção à multipolarização, ocupando o lugar de protagonistas na luta por uma nova ordem global”.
O presidente fez considerações ainda sobre o papel crescente da China como potência mundial e destacou a recente visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, ao Brasil, fechando uma grande parceria com o país, ao assinar acordos para investimentos de 53 bilhões de dólares, sendo 35 acordos bilaterais, além da formação de fundos, investimentos na Petrobras e grandes planos de investimentos em infraestrutura, construção de ferrovia transcontinental, entre outras iniciativas de vulto, destacou.
“Penso que essa parceria entre o Brasil e a China tem um duplo sentido estratégico: atingir o sul do Continente, tendo o Brasil como parceiro especial numa complementaridade produtiva e mais, toda a América Latina, numa fase de grande carência de investimentos no país e no continente”.
Renato lembrou ainda que é preciso aprofundar e acelerar o processo de integração solidária da região, fato que tem o apoio do PCdoB, de acordo com a linha dos últimos Congressos, com o papel ativo de resistência à contraofensiva do imperialismo. Impulsionando, segundo ele, a unidade das forças populares e progressistas de solidariedade internacional.
Política brasileira
No Brasil, a situação que culminou no curso político atual teve origem no fim do primeiro governo da presidenta Dilma, que sofre hoje a escalada das forças conservadoras que já se manifestou no curso da própria sucessão presidencial de 2014, pelo fato de não aceitarem a quarta derrota consecutiva nas urnas.
“A esquerda sofreu danos provocados por intensa, prolongada e permanente campanha da grande mídia, de mais de uma década, concentrada seletivamente em criminalizar o PT, atingindo setores da base do governo e inclusive o PCdoB”.
Com isso, “passaram a impulsionar uma luta carregada de preconceitos, intolerância e obscurantismo trazendo à tona manifestações que não era vistas”, desde a véspera do golpe militar nos anos de 1960.
Diante dessa investida das forças conservadoras, revanchistas neoliberais e de ações extremadas,
ressaltou Renato, “é nossa convicção de que agora o ponto nuclear da nossa tática é precisamente defender a democracia, a Constituição, o Estado de direito. Este é o ponto de partida para a retomada da iniciativa política. Mas, para impulsionar a contraofensiva, a premissa para isso consiste em ampliar e somar forças políticas e sociais, e não o contrário”.
Frente ampla
O presidente comunista falou sobre a importância de articular uma frente ampla, com todas as forças possíveis interessadas na defesa da democracia, da economia nacional e da retomada do crescimento, como uma saída para enfrentar, isolar e derrotar a insistência golpista e o retrocesso sob domínio neoliberal.
“Nas atuais circunstâncias, as bandeiras dos que têm compromisso com a democracia, o Brasil e querem seguir avançando: defesa da democracia, da legalidade, do mandato legítimo e constitucional da presidenta Dilma Rousseff; defesa da Petrobras, da economia nacional e da engenharia nacional; retomada do crescimento econômico do país em estreira relação com as garantias dos direitos trabalhistas e o progresso social”, explicou.
Para Renato, o caminho para ampliar e acumular forças para a contraofensiva, através da frente ampla, se relaciona com uma agenda efetiva de reformas estruturais democráticas, por isso, “é necessária a edificação e o reforço de um bloco, ou frente progressista, política e social, dando-lhe assim maior consequência, com o fito de ampliar e congregar mais forças, para fazer frente à escalada da direita golpista e assim avançar para novo ciclo de mudanças estruturais”.
O presidente comunista destacou - como fez no discurso na presença da presidenta Dilma na noite anterior - que o PCdoB tem reafirmado persistentemente a confiança política na presidenta Dilma.
“Numa hora de perigo e gravidade, o governo merece apoio em suas iniciativas para a retomada do crescimento. Compreendemos que o grande desafio do segundo governo Dilma é realizar de forma exitosa a transição deste ciclo de grandes conquistas alcançadas até aqui, mas que chegou ao seu limite objetivo, a uma nova alternativa para cumprir um novo ciclo de maior prosperidade para a nação brasileira e os trabalhadores”.
Acredito que a presidenta tenha nitidez quanto à alternativa a seguir, pois ela persiste no esforço de traçar seus projetos e planos atuais como no caso do programa Brasil Pátria Educadora, nova fase do Programa de Concessões para investimentos na infraestrutura, Programa Nacional de Exportação e outros, para conformar a viabilidade de um projeto de desenvolvimento nacional, comprometendo maiores forças para sua realização em tempo hábil.
“Parece que ficou comprometido o entendimento de muitas parcelas da base de apoio do governo, sobre esse objetivo fim, ou seja, o projeto, o rumo a seguir. Isso, porque, a proposta de ajuste fiscal adquiriu a centralidade do debate, tornando-a como se fosse o próprio fim, ou a encarnação do novo projeto do governo”.
Linhas de construção partidária
Renato chamou a atenção para que em situações de crises mais agudas e de grandes ameaças e desorientação, “a questão central não é demarcar, diferenciar com o governo de que participamos, como sendo a salvação para fixar com nitidez nosso lugar político. A questão central é ser consequente e atuante no sentido do rumo e da ocupação de espaço do lado que defendemos para reunir forças a fim de sair do cerco e da defensiva. Impulsionar o governo e a aliança para retomada da iniciativa política. Assim, é que se torna nítido o papel protagonista do Partido”.
“A acumulação de forças que deve ter o sentido estratégico, visando o avanço ou a conquista para a hegemonia, está sempre em função do centro da tática, da sua aplicação na luta institucional em sinergia com a luta de massas e a luta de ideias. A nossa convergência na ação entre essas frentes básicas de trabalho se dá de acordo com a política traçada, a tática orientadora de cada fase”.
O PCdoB é um Partido permanente, não sendo um partido só para eleições, lugar comum da prática
dos partidos em nosso país. Assim também o Partido deve ter e contar com uma agenda própria, com as bandeiras do momento político, realizando movimentos, seminários, mobilizações políticas próprias. O PCdoB tem sua natureza e missão voltada para a emancipação da classe trabalhadora, ligado aos intelectuais progressistas e patrióticos, mais vai se caracterizando e influenciando mais amplamente por sua marca de ser um partido de mulheres – líderes respeitadas e influentes – e de parcela significativa de jovens que ocupam um plano de elevada atuação política. O PCdoB vai incorporando e se tornando uma força respeitada pela ação consequente em defesa dos direitos civis, hoje, parte importante da luta pelo avanço democrático, e o Partido que encarna a luta contra o preconceito, a intolerância e o obscurantismo.
A linha de construção partidária deve estar sempre atualizada e, agora, diante da singular crise política, considerando a orientação atual do PCdoB para seu enfrentamento e reversão, é que define o modo e o meio da acumulação de forças. A esquerda está sob pressão e relativamente dispersa.
Para o PCdoB é necessário fazer valer as premissas do Programa e do Estatuto, o fortalecimento das instancias de direção do Partido, aperfeiçoando o rico método leninista da sinergia entre a ideologia, a política, a organização e a ligação com o povo.
Temos a oportunidade de continuar esse debate essencial sobre a construção do Partido e alcançar êxitos nas medidas e ajustes necessários nos estados, e em todos os níveis de direção, no processo da conferência que se desenvolverá no segundo semestre deste ano. Os quadros melhor preparados, a organização fortalecida constituem o fator decisivo para a aplicação das decisões e tarefas aprovadas, senão a política por mais justa que seja, torna-se letra morta. Contamos com quadros mais forjados e com o partido mais experiente. Tem sido sempre diante dos maiores desafios que os comunistas revelam sua maior convicção e intrepidez.
Sucessão da presidência nacional do Partido
Renato ressaltou que o PCdoB sempre se manteve à altura das exigências que emergiram do novo contexto histórico mundial e brasileiro. “O Partido segue se fortalecendo, avança. E isso constitui uma conquista da quarta geração de comunistas brasileiros, uma vitória de nosso aguerrido e talentoso coletivo de quadros, militantes e filiados”.
Nas duas últimas décadas, “o PCdoB foi chamado a renovar seu pensamento político diante de um período histórico marcado, pela terceira grande crise mundial do capitalismo, iniciada em 2007-2008, e pela abertura, na história do Brasil, de um novo ciclo político, a partir de 2003, com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República”, lembrou.
Renato concluiu afirmando a sua convicção que sua sucessora, Luciana Santos, pela sua história de militância, talento e capacidades, elevado compromisso com o Partido, conduzirá o Partido avante – conquistará novas vitórias, rumo ao Brasil soberano, democrático e socialista, que é a razão de ser da legenda comunista. Emocionado, Renato disse: “Eu me despeço, comovido, da presidência nacional do Partido convicto do dever cumprido”.
À parte da tarde deste sábado (30) é dedicada às intervenções dos delegados. No domingo (31), a programação da Conferência conta com a deliberação e aprovação do projeto de resolução política, seguido de uma breve reunião do Comitê Central que encerrerá a atividade, com a proclamação da transição do cargo da presidência e vice-presidência nacional do PCdoB.
Eliz Brandão, do Portal Vermelho
Na reforma política evitou-se o pior - Editorial do Portal Vermelho
Na reforma política evitou-se o pior - Portal Vermelho
Nesta última semana, pontos nodais da reforma política foram votados pela Câmara dos Deputados. Qualquer análise que se faça sobre os seus resultados deve, obrigatoriamente, levar em conta diversos elementos. Em primeiro lugar, o fato de que o Congresso Nacional eleito em 2014 tem uma feição marcadamente conservadora e fisiológica.
Outro fator condicionante é a ofensiva da direita que, desde o fim das eleições em novembro de 2014, ataca sem tréguas a presidenta da República, o governo e a esquerda. Junte-se a isso a constante campanha midiática, a serviço das pautas da direita, e temos um cenário mais propício ao retrocesso do que ao avanço nas discussões em torno da reforma política.
E, de fato, foi grande a pressão para que se instituísse o modelo de voto distrital, puro ou misto, que iria oficializar a criação de currais eleitorais, cativos do poder econômico.
Tal medida, defendida em editoriais e nas tribunas da Câmara por notórios arautos do conservadorismo, reduziria em muito a pluralidade da representação popular. A restrição, no entanto, nos sonhos da direita, iria ser ainda maior. O voto distrital, puro ou misto, seria acompanhado de uma draconiana cláusula de barreira e da proibição de coligações nas eleições proporcionais, com o indisfarçável objetivo de reduzir o espectro partidário a no máximo quatro grandes legendas.
Diante deste quadro, a bancada comunista, orientada por seu atual presidente, Renato Rabelo, e pela futura presidenta, Luciana Santos, portou-se com sagacidade política.
Explorando habilmente as divisões do campo conservador, os comunistas encaminharam voto favorável ao chamado “distritão”, em face do compromisso assumido por PMDB, DEM e outros partidos de renunciarem às restrições antidemocráticas, da cláusula de barreira e da proibição das coligações.
Ao mesmo tempo, o PCdoB defendeu intransigentemente medidas centrais do projeto de reforma política apresentadas por OAB, CNBB, UNE, CTB, CUT e outras entidades, como o voto em lista preordenada e o financiamento eleitoral exclusivamente público.
Aliás, foi a bancada do PCdoB que apresentou uma emenda prevendo o financiamento eleitoral exclusivamente público e com doações para campanhas restritas às pessoas físicas, proposta que não foi aprovada, alcançando 164 votos.
Na votação sobre a lista preordenada, os comunistas, mesmo sem uma grande bancada, foram os responsáveis por 62% dos votos favoráveis (13 de 21).
A constitucionalização da doação empresarial nas campanhas acabou sendo viabilizada por um golpe regimental e por pressões de toda ordem do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e encontrou forte resistência da esquerda. Apesar da derrota, esta é uma batalha que não está de todo perdida. A impopular proposta precisa passar por outra votação na própria Câmara e ser também aprovada no Senado com quórum de 60% dos votos. Além disso, os vícios que macularam a condução da sessão que aprovou o financiamento empresarial, fizeram PCdoB, PT, PSOL, PPS, PSB e PROS recorrerem ao STF, buscando anular a decisão.
Ao final, a direita não conseguiu seu intento de restringir a democracia e as forças populares não conseguiram mudanças que mitigassem a influência do poder econômico nas eleições, o que mostra que temos muito terreno a conquistar na luta por uma reforma política democrática.
O sistema político-eleitoral brasileiro necessita ser democratizado, como parte de um processo mais amplo de aprofundamento da participação popular e garantia de avanços progressistas. Por enquanto não se acumulou forças para isto. Mas, na atual batalha, evitou-se o pior.
Nesta última semana, pontos nodais da reforma política foram votados pela Câmara dos Deputados. Qualquer análise que se faça sobre os seus resultados deve, obrigatoriamente, levar em conta diversos elementos. Em primeiro lugar, o fato de que o Congresso Nacional eleito em 2014 tem uma feição marcadamente conservadora e fisiológica.
Outro fator condicionante é a ofensiva da direita que, desde o fim das eleições em novembro de 2014, ataca sem tréguas a presidenta da República, o governo e a esquerda. Junte-se a isso a constante campanha midiática, a serviço das pautas da direita, e temos um cenário mais propício ao retrocesso do que ao avanço nas discussões em torno da reforma política.
E, de fato, foi grande a pressão para que se instituísse o modelo de voto distrital, puro ou misto, que iria oficializar a criação de currais eleitorais, cativos do poder econômico.
Tal medida, defendida em editoriais e nas tribunas da Câmara por notórios arautos do conservadorismo, reduziria em muito a pluralidade da representação popular. A restrição, no entanto, nos sonhos da direita, iria ser ainda maior. O voto distrital, puro ou misto, seria acompanhado de uma draconiana cláusula de barreira e da proibição de coligações nas eleições proporcionais, com o indisfarçável objetivo de reduzir o espectro partidário a no máximo quatro grandes legendas.
Diante deste quadro, a bancada comunista, orientada por seu atual presidente, Renato Rabelo, e pela futura presidenta, Luciana Santos, portou-se com sagacidade política.
Explorando habilmente as divisões do campo conservador, os comunistas encaminharam voto favorável ao chamado “distritão”, em face do compromisso assumido por PMDB, DEM e outros partidos de renunciarem às restrições antidemocráticas, da cláusula de barreira e da proibição das coligações.
Ao mesmo tempo, o PCdoB defendeu intransigentemente medidas centrais do projeto de reforma política apresentadas por OAB, CNBB, UNE, CTB, CUT e outras entidades, como o voto em lista preordenada e o financiamento eleitoral exclusivamente público.
Aliás, foi a bancada do PCdoB que apresentou uma emenda prevendo o financiamento eleitoral exclusivamente público e com doações para campanhas restritas às pessoas físicas, proposta que não foi aprovada, alcançando 164 votos.
Na votação sobre a lista preordenada, os comunistas, mesmo sem uma grande bancada, foram os responsáveis por 62% dos votos favoráveis (13 de 21).
A constitucionalização da doação empresarial nas campanhas acabou sendo viabilizada por um golpe regimental e por pressões de toda ordem do presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e encontrou forte resistência da esquerda. Apesar da derrota, esta é uma batalha que não está de todo perdida. A impopular proposta precisa passar por outra votação na própria Câmara e ser também aprovada no Senado com quórum de 60% dos votos. Além disso, os vícios que macularam a condução da sessão que aprovou o financiamento empresarial, fizeram PCdoB, PT, PSOL, PPS, PSB e PROS recorrerem ao STF, buscando anular a decisão.
Ao final, a direita não conseguiu seu intento de restringir a democracia e as forças populares não conseguiram mudanças que mitigassem a influência do poder econômico nas eleições, o que mostra que temos muito terreno a conquistar na luta por uma reforma política democrática.
O sistema político-eleitoral brasileiro necessita ser democratizado, como parte de um processo mais amplo de aprofundamento da participação popular e garantia de avanços progressistas. Por enquanto não se acumulou forças para isto. Mas, na atual batalha, evitou-se o pior.
PCdoB decide por unanimidade pela expulsão de prefeito em Minas - Portal Vermelho
PCdoB decide por unanimidade pela expulsão de prefeito em Minas - Portal Vermelho
Mariana Viel
Às vésperas da realização da 10ª Conferência Nacional do PCdoB, a ser realizada em São Paulo entre os dias 29 e 31 de maio, a direção do Comitê Estadual do Partido em Minas Gerais decidiu pela expulsão do membro da direção estadual e prefeito do município de Francisco Sá, Denilson da Silveira, mais conhecido como Denilsão, por descumprimento da disciplina partidária durante as eleições de 2014.
O Processo Disciplinar 01/2015 foi aberto em decorrência de denúncia feita pelo ex-vereador de Montes Claros, Lipa Xavier, designado pelo comitê estadual para acompanhar as eleições no Norte do estado. De acordo com a denúncia, o prefeito realizou campanha para candidato a deputado federal de outro partido, desobedecendo a orientação partidária estabelecida em Convenção Eleitoral à qual Denilsão participou. Além disso, para deputado estadual ele apoiou uma candidata do PSDB.
Em sua defesa, Denilsão reconheceu o apoio aos candidatos citados na denúncia, mas justificou que precisava adotar essa estratégia para garantir a governabilidade do município apoiando candidatos locais.
O relator do processo na Comissão de Controle, Fernando Máximo, em seu voto destacou a gravidade do ato praticado, sendo o prefeito um membro da direção estadual do Partido e participante de todos os fóruns e discussões que estabeleceram a tática eleitoral adotada para as eleições de 2014. Em reunião do Comitê Estadual do PCdoB após exposição e leitura do processo, foi decido por unanimidade a penalização de expulsão do prefeito Denilson da Silveira do Partido.
PCdoB em defesa dos princípios
Para o deputado federal Wadson Ribeiro, presidente do partido em Minas Gerais, a aprovação da expulsão é uma demonstração do cuidado do partido com seu projeto programático e ideológico. “Nesse momento em que o partido em Minas cresce, amplia o seu espaço institucional na Assembleia, no governo e se prepara com a entrada de novos quadros para o pleito eleitoral de 2016, medidas como essa mostram a responsabilidade com os princípios ideológicos que regem os 93 anos de história do PCdoB”, defende.
Em Minas, o PCdoB vive momento de franco crescimento, com a formação constante de novos quadros, tendo pela primeira vez na Assembleia Legislativa uma bancada com três deputados: Celinho do Sinttrocel, Ricardo Faria e Geraldo Pimenta. Também pela primeira vez o partido tem um secretário de estado na composição do governo do estado, representado pelo deputado Mário Henrique Caixa. O PCdoB também está à frente da Prefeitura de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, que desde de 2013 é administrada pelo ex-deputado estadual Carlin Moura.
Na Câmara Federal, a bancada do partido hoje conta com a atuação comprometida e combativa dos parlamentares mineiros Wadson Ribeiro e Jô Moraes.
Veja abaixo a nota pública sobre a decisão do Comitê Estadual do PCdoB Minas Gerais sobe o caos:
Nota Pública
A direção do Comitê Estadual do PCdoB de Minas Gerais, reunida no dia 16 de maio de 2016, aprovou por unanimidade o parecer da Comissão de Controle em relação ao Processo Disciplinar 001/2015, que pede a aplicação da sanção de expulsão do Partido, prevista pelo artigo 39, alínea “f” do Estatuto Partidário, ao senhor Denilson da Silveira, membro da direção estadual e prefeito do município de Francisco Sá, por descumprimento de disciplina partidária durante o pleito eleitoral de 2014.
Belo Horizonte, 16 de maio de 2015.
Comitê Estadual do PCdoB de Minas Gerais
Renato: PCdoB se concentrou em derrotar o financiamento empresarial - PCdoB. O Partido do socialismo.
Renato: PCdoB se concentrou em derrotar o financiamento empresarial - PCdoB. O Partido do socialismo.O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, emitiu nesta quarta-feira (27), nota em nome do Partido sobre os votos da bancada comunista na primeira sessão deliberativa sobre a Reforma Política da Câmara dos Deputados, na última terça feira (26).
Eder Bruno
Renato Rabelo
Leia abaixo a íntegra da nota:
A presidência do PCdoB parabeniza e enaltece a posição da bancada comunista na Câmara dos Deputados, que após detido debate junto à presidência do Partido, acerca da verdadeira prioridade fixada por poderosos grupos políticos na primeira fase de votação da Reforma Política, se empenhou de forma unitária em defender as posições e compromissos assumidos pelo PCdoB.
O PCdoB identificou que o principal objetivo desses grupos políticos era constitucionalizar o financiamento empresarial de campanhas. Diante disto, se concentrou na tarefa de derrotar essa proposta, fato que foi alcançado. Manteve-se, assim, fiel ao compromisso assumido perante ao povo e às forças progressistas na luta contra a corrupção, originada em grande medida através dessa prática de financiamento.
Também reafirmou a posição básica dos comunistas, votando no sistema proporcional de lista partidária.
Entretanto, além de tentar garantir a constitucionalidade do financiamento empresarial, outro objetivo perseguido por estes grupos tem sido instituir a cláusula de barreira e impedir alianças partidárias nas eleições ao parlamento. Medidas restritivas e nocivas ao princípio constitucional do pluralismo político e partidário.
Para combater essa ameaça de retrocesso, a Presidência do Partido e a Bancada firmaram um acordo pelo qual o PCdoB votaria a favor do Distritão, tendo como contrapartida impedir a aprovação das medidas restritivas e, com isso, defender a sobrevivência no Parlamento não apenas do PCdoB, mas de todos os partidos de matrizes ideológicas e que possuem profunda relação com a representação popular e não querem se transformar em sublegendas de partidos grandes.
São Paulo, 27 de maio de 2015
Renato Rabelo – Presidente Nacional do PCdoB
Dilma: Conto com a força e fibra do PCdoB para fazer o bom combate - Portal Vermelho
Dilma: Conto com a força e fibra do PCdoB para fazer o bom combate - Portal Vermelho
A presidenta Dilma Rousseff participou da abertura da 10ª Conferência Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), nesta sexta-feira (29), em São Paulo. Em seu discurso, Dilma disse que comparecer aos eventos do partido é sempre uma oportunidade de participar de um debate político qualificado e agradeceu a lealdade e confiança da militância comunista.
Por Dayane Santos, do Portal Vermelho
Tom Dib
"Em meio a esta militância eu sei que estou cercada de companheiros onde posso ouvir críticas e assumir compromissos", afirmou a presidenta, enfatizando que espera contar com o partido para “fazer o bom combate”.
“Comparecer a um evento do PCdoB é sempre uma oportunidade de participar de um debate político qualificado. É também um compromisso político com uma aliança histórica. Eu sei que estou cercada de companheiros de caminhada. O PCdoB é, sem dúvida, formado por homens e mulheres fortes, com fibra... Os verdadeiros parceiros ficam conosco em momentos de desafios e estamos vivendo momentos difíceis. Tenho certeza que posso contar com o PCdoB em todos os momentos, pois nas horas difíceis é que sabemos com quem contar", disse a presidenta.
Sobre as recentes medidas econômicas do governo para enfrentar a crise, Dilma salientou que o momento exige “reconstruir o equilíbrio fiscal”.
“Estamos tentando colocar a economia na rota do crescimento e é melhor que façamos logo porque a demora atua contra a população e contra o povo", enfatizou.
Retomada do crescimento
A presidenta fez questão de reafirmar que as medidas não vão afetar os investimentos dos programas sociais e de infraestrutura. Ela ressaltou que seu governo tem como prioridade a melhoria de vida das pessoas, diferentemente do que tínhamos no passado.
"Um país não faz ajustes interrompendo seus programas sociais ou de infraestrutura. Os ajustes que vamos fazer não tem o mesmo padrão dos realizados antes do governo Lula, não temos como voltar atrás, não fazemos ajuste gastando mais, mas não vamos interromper os programas sociais e de infraestrutura. Este é o desafio do governo e, por isso, é preciso rapidez na implantação dos ajustes para conquistar o reequilíbrio fiscal", defendeu a presidenta.
Reforma política e maioridade penal
Dilma também ressaltou que o país precisa de uma reforma política para fortalecer os partidos e defendeu o fim do financiamento empresarial de campanhas. “Temo que isso esteja sendo postergado. Temo que tenhamos extrema dificuldade de aprovar isso”, expressou.
Ao se posicionar contra a redução da maioridade penal, a presidenta advertiu que há um conservadorismo muito perigoso em curso no país. "Que se penalize o adulto e usa a criança como escuda para cometer crimes, mas resolver a questão da violência do menor com internação em prisões, não resolve", enfatizou Dilma.
A presidenta também afirmou que para dar o salto de qualidade na educação e na saúde exige-se que o governo faça grandes aportes. Ela lembrou que no caso da Educação, o pré-sal cumprirá um importante papel, mas salientou que mesmo com a destinação de 25% do fundo do pré-sal para a saúde, ainda não será suficiente. Neste momento, alguém da plateia gritou: "CPMF neles!". E ela respondeu: "Não sou eu quem está dizendo".
Renato Rabelo: Irmão de luta
Dilma resgatou a trajetória de lutas do PCdoB, que completou 93 anos em março. "Muitos partidos ficaram para trás ou ao invés de crescerem, encolheram. O PCdoB, sem abrir mão de seus ideais, da sua bandeira vermelha, dos seus compromissos e do socialismo, tornou-se um partido profundamente democrático. Se transformou sem abandonar suas crenças, sem renunciar as suas convicções. Quando penso numa explicação, me lembro de dois militantes: um é o João Amazonas e o outro é Renato Rabelo”, declarou a presidenta.
Segundo ela, é muito difícil que partidos políticos sobrevivam sem uma direção comprometida e destacou a liderança de Renato Rabelo, a quem chamou de “irmão de luta”.
“Homenageio uma pessoa que, de uma certa forma, eu vejo como um irmão de luta. Vivemos uma luta parecida. Em vários momentos eles [conservadores] falam de erros que teríamos cometido. Mas a gente deve ter muito orgulho. Orgulho de ter lutado no Brasil quando era muito difícil lutar. Eu alimento por ele [Renato] um grande respeito, por isso não poderia deixar de estar aqui prestando a minha homenagem”, afirmou Dilma.
“Espero, Renato, continuar a contar com a sua parceria. Espero continuar contando com seus conselhos sábios, úteis e muito límpidos. Espero que iniciemos uma nova etapa, não mais como presidente, mas como um grande conselheiro”, completou Dilma, referindo-se à transição na direção nacional do PCdoB, que deverá ser assumida pela deputada federal e vice-presidenta do partido, Luciana Santos.
“Estou aqui também porque acho que é um momento especial em que o PCdoB passará a ser presidido por uma mulher e do quilate e estatura da Luciana. Ela é especial e merece todo nosso respeito e a admiração. Luciana saberá honrar a história de luta desse partido. Saberá honrar a biografia de João Amazonas e a riqueza de caráter de Renato Rabelo”, finalizou a presidenta
Leia também:
Renato aponta os desafios do PCdoB na abertura da 10ª Conferência
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Premiê chinês inicia visita ao Brasil para reforçar parceria econômica - Portal Vermelho
Premiê chinês inicia visita ao Brasil para reforçar parceria econômica - Portal Vermelho
O premiê chinês, Li Keqiang, partiu neste domingo (17) de Pequim para sua visita oficial ao Brasil, Colômbia, Peru e Chile. Trata-se da primeira visita de Li Keqiang à América Latina desde que assumiu o cargo.
Reprodução
De acordo com o Ministério do Comércio, Li Keqiang vai discutir com os líderes dos quatro países latino-americanos sobre o aprofundamento da cooperação nas áreas industrial e tecnológica, desenvolvimento de infraestruturas, construção das zonas de livre comércio, formação de recursos humanos, e ajuda financeira.
A China e o Brasil estão empenhados no estabelecimento de novas relações comerciais. Com a redução do crescimento econômico da China e a queda dos preços das commodities no mercado internacional, o comércio sino-brasileiro em 2014 diminuiu em 7%. Foi a segunda redução do comércio bilateral desde 1999 (a primeira ocorreu 2012, de 3%).
Nos primeiros quatro meses de 2015, o comércio bilateral caiu 19% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Portanto, o comércio bilateral, focalizado nos produtos primários na última década, está enfrentando grandes desafios.
Durante a visita de Li Keqiang ao Brasil, os dois países vão assinar acordos para levantar a proibição da exportação da carne bovina brasileira à China. Mesmo assim, o comércio bilateral não deverá se recuperar em curto prazo. Quanto à expansão dos tipos de produtos exportados à China, o Brasil propôs aumentar a exportação de café, produtos agrícolas processados e serviços comerciais.
Por outro lado, a cooperação sino-brasileira no setor de investimento está evoluindo. Nas áreas de construção de infraestruturas e manufatura, a China e o Brasil têm condições de realizar o acoplamento financeiro e tecnológico.
As infraestruturas foram enfatizadas, particularmente os projetos de construção do Corredor Ferroviário Transoceânico. Além disso, a presidenta brasileira Dilma Rousseff expressou a vontade brasileira de convidar a China a participar da construção da ferrovia de alta velocidade no Brasil. Por isso, prevê-se que os investimentos da China no país terão um crescimento significativo. Segundo a imprensa brasileira, durante a visita de Li Keqiang, a China e o Brasil podem assinar 60 acordos de investimentos, no valor de cerca de 53 bilhões de dólares.
A posição e dedicação do Brasil na cooperação entre a China e a América Latina vai influenciar o ritmo do processo de colaboração. A visita de Li ainda oferecerá uma oportunidade de consulta para os dois países abordarem as questões de várias áreas para acolher a Cúpula do Brics a ser realizada em junho. Na questão do Banco Asiático de Investimentos , o Brasil não só quer ser um dos membros fundadores da instituição, mas também pretende promover a extensão da estratégia chinesa de “Um Cinturão e Uma Rota” para a América do Sul, a fim de realizar a atualização das infraestruturas do seu país e da região sul-americana.
Atualmente, as relações sino-brasileiras estão na fase de transformação e atualização. A transformação se focaliza nas áreas econômica e comercial, enquanto a atualização tem por foco cooperação multilateral dos dois países.
A visita do premiê Li Keqiang será importante para o futuro desenvolvimento das relações bilaterais. Por um lado, será estabelecido o “novo motor” das relações econômicas e comerciais sino-brasileiras para promover a sustentabilidade da cooperação comercial, e por outro lado, será reforçada a colaboração financeira nos setores multilaterais entre os dois países e enriquecida a cooperação na governança global das relações bilaterais.
Com Diário do Povo on line
Cartilha orientará chineses sobre direitos trabalhistas para prevenir trabalho escravo no Brasil - Portal Vermelho
Cartilha orientará chineses sobre direitos trabalhistas no Brasil - Portal Vermelho
Com o aumento do resgate de chineses trabalhando em situação análoga à escravidão no estado do Rio de Janeiro nos últimos anos, a superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego vai lançar uma cartilha sobre direitos trabalhistas em mandarim. O material está sendo feito em parceria com a Arquidiocese do Rio de Janeiro.
De acordo com a auditora fiscal do Ministério do Trabalho, Márcia Albernaz de Miranda, coordenadora de Combate ao Trabalho Escravo Urbano no Rio de Janeiro, a ideia é distribuir o material durante as operações de fiscalização.
“Para eles entenderem que as vítimas de trabalho escravo têm direito à conquista de um patamar de cidadania, ou seja, receber carteira de trabalho, seguro-desemprego, verbas rescisórias. Na prática, eles são catequizados com a ideia de que, se constatada que a mão de obra deles está sendo explorada no país sem documentos, eles serão deportados. É uma informação errada”.
Ainda não há previsão de quando o material ficará pronto. Segundo Márcia, está sendo feita uma revisão da cartilha disponível em português para depois ser traduzida para o mandarim. Ela lembra que os chineses são o maior número de migrantes no mundo e que eles se estabeleceram no Brasil há bastante tempo, mas só agora a fiscalização observou que há irregularidades. “Quando a gente vai e constata condições análogas à de escravo, a gente expede uma carteira de trabalho e regulariza”.
A exploração do trabalho de chineses no país começou a chamar a atenção em 2013, quando foi encontrado um rapaz que sofria agressões físicas e psicológicas em Parada de Lucas, na zona norte do Rio. Em agosto do ano passado, um adolescente chinês foi encontrado depois de fugir de uma pastelaria em Mangaratiba, na região metropolitana, onde trabalhava 14 horas por dia, sem folga semanal e sem receber salário. Ele andou 22 quilômetros até pedir socorro a policiais militares. Foi constatado que os outros funcionários chineses da pastelaria também tinham jornadas acima do permitido, mas recebiam salário. Já os empregados brasileiros tinham todos os direitos trabalhistas respeitados.
Este ano, três chineses foram resgatados de uma pastelaria em Copacabana em março, e, em abril, outra operação em seis locais na baixada fluminense e no Rio de Janeiro encontrou seis chineses e três brasileiros em situação precária de trabalho e alojamento. Na ocasião, foram encontrados dois chineses em estabelecimentos no centro e quatro em Nova Iguaçu, além de dois casos suspeitos em Belford Roxo, que fugiram.
Márcia diz que o fluxo migratório irregular de chineses é um problema mundial, mas, no Brasil, o problema está sendo enfrentado. “O Rio de Janeiro foi o estado que despontou nesse tipo de fiscalização, que é difícil, requer o uso de tradutor em mandarim, que não é muito fácil de contratar. No Brasil só é possível [verificar as irregularidades] porque o Estado brasileiro assumiu a postura do combate internacional, outros não assumiram, então o problema não aparece”.
Segundo dados do Registro Nacional de Estrangeiros, do Ministério da Justiça, existem atualmente 35.444 chineses com registro ativo permanente no Brasil e 1.867 temporários. Nos dados do Conselho Nacional de Imigração, a China não está entre os dez países que tem mais pedidos de autorizações para concessão de visto ou residência permanente no Brasil, nem entre os dez com mais pedidos por questões humanitárias.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o número de autorizações para trabalho temporário no país feito para chineses diminuiu. Foram 2.362 em 2011, 2.891 em 2012, 2.115 em 2013 e 1.348 em 2014, sendo que o Rio de Janeiro é o principal destino dos trabalhadores temporários estrangeiros.
Para autorizações de trabalho permanente, a China aparece em quarto lugar, atrás de Itália, Japão e Portugal. Em 2014, foram 276 autorizações para chineses. O pedido para trabalhar no Brasil deve ser feito pela internet, antes da viagem, e deve ser acompanhado também de um pedido de visto no consulado brasileiro no país de origem.
Fonte: Agência Brasil
Blogueiro britânico reflete sobre o complexo de vira lata brasileiro - Portal Vermelho
Blogueiro britânico diz que brasileiros exageram na rejeição ao Brasil - Portal Vermelho
Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi "de Londres", veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’.
BBC
Fiquei surpreso. Eu - como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil - adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)?
Tem uma expressão brasileira, frequentemente mencionada, que parece resumir essa questão: complexo de vira-lata. A frase tem origem na derrota desastrosa do Brasil nas mãos da seleção uruguaia no Maracanã, na final da Copa de 1950. Foi usada por Nelson Rodrigues para descrever “a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo”.
E, por todo lado, percebi o que gradualmente comecei a enxergar como o aspecto mais 'sofrido' deste país: a combinação do abandono de tudo brasileiro, e veneração, principalmente, de tudo americano. É um processo que parece estrangular a identidade brasileira.
Conheça o blogueiro Adam Smith e descubra por que ele ganhou o nome do pai da doutrina liberal!
Sei que é complicado generalizar e que minha estada no Brasil não me torna um especialista, mas isso pode ser visto nos shoppings, clones dos 'malls' dos Estados Unidos, com aquele microclima de consumismo frígido e lojas com nomes em inglês e onde mesmo liquidação vira 'sale'. Pode ser sentido na comida. Neste "país tropical" tão fértil e com tantos produtos maravilhosos, é mais fácil achar hot dog e hambúrguer do que tapioca nas ruas. Pode ser ouvido na música americana que toca nos carros, lojas e bares no berço do Samba e da Bossa Nova.
Pode ser visto também no estilo das pessoas na rua. Para mim, uma das coisas mais lindas do Brasil é a mistura das raças. Mas, em Sampa, vi brasileiras com cabelo loiro descolorido por toda a parte. Para mim (aliás, tenho orgulho de ser mulato e afro-britânico), dá pena ver o esforço das brasileiras em criar uma aparência caucasiana.
Acabei concluindo que, na metrópole financeira que é São Paulo, onde o status depende do tamanho da carteira e da versão de iPhone que se exibe, a importância do dinheiro é simplesmente mais uma, embora a mais perniciosa, importação americana. As duas irmãs chamadas Exclusividade e Desigualdade caminham de mãos dadas pelas ruas paulistanas. E o Brasil tem tantas outras formas de riqueza que parece não exaltar...
Um dos meus alunos de inglês, que trabalha em uma grande empresa brasileira, não parava de falar sobre a América do Norte. Idealizou os Estados Unidos e Canadá de tal forma que os olhos dele brilhavam cada vez que mencionava algo desses países. Sempre que eu falava de algo que curti no Brasil, ele retrucava depreciando o país e dando algum exemplo (subjetivo) de como a América do Norte era muito melhor.
O Brasil está passando por um período difícil e, para muitos brasileiros com quem falei sobre os problemas, a solução ideal seria ir embora, abandonar este país para viver um idealizado sonho americano. Acho esta solução deprimente. Não tenho remédio para os problemas do Brasil, obviamente, mas não consigo me desfazer da impressão de que, talvez, se os brasileiros tivessem um pouco mais orgulho da própria identidade, este país ficaria ainda mais incrível. Se há insatisfação, não faz mais sentido tentar melhorar o sistema?
Destaco aqui o que vejo como um uma segunda colonização do Brasil, a colonização cultural pelos Estados Unidos, ao lado do complexo de vira-latas porque, na minha opinião, além de andarem juntos, ao mesmo tempo em que existe um exagero na idealização dos americanos, existe um exagero na rejeição ao Brasil pelos próprios brasileiros. É preciso lutar contra o complexo de vira-latas. Uma divertida, porém inspiradora, lição veio de um vendedor em Ipanema. Quando pedi para ele botar um pouco mais de 'pinga' na caipirinha, ele respondeu: "Claro, (mermão) meu irmão. A miséria tá aqui não!" Viva a alma brasileira!
Fonte: BBC
PSOL expulsa deputado que violou programa e estatutos partidários - Portal Vermelho
PSOL expulsa deputado que violou programa e estatutos partidários - Portal Vermelho
O PSOL expulsou dos seus quadros o deputado federal Cabo Daciolo (RJ) pelas atitudes que o parlamentar vinha tomando no exercício do seu mandato. A expulsão ocorreu na noite de sábado (16), pelo Diretório Nacional do partido, que se reuniu em Brasília durante este fim de semana. Votaram pela expulsão do deputado Cabo Daciolo 54 integrantes do diretório. Apenas um integrante votou a favor da permanência dele nos quadros do partido.
Reprodução
A decisão do Diretório Nacional foi baseada em parecer da Comissão de Ética do partido, acionada pelo diretório do Rio de Janeiro, que propôs a expulsão do deputado argumentando que ele tinha tomado atitudes em desacordo com o estatuto e o programa partidário. De acordo com o PSOL, a notificação oficial ao deputado será feita ainda nesta semana.
As atitudes tomadas pelo deputado que levaram a expulsão dele, segundo o PSOL foram: a apresentação de proposta de emenda à Constituição (PEC 12/15) que propõe alterar o trecho da Constituição que afirma que “todo poder emana do povo” por “todo poder emana de Deus”, ferindo a concepção do PSOL na defesa do Estado laico, além da cobrança feita pelo deputado para que o partido se engajasse na defesa de policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, acusados pelo assassinato do ajudante de pedreiro Amarildo, morto em junho de 2013.
De acordo com o parecer da comissão de ética, a posição do deputado Cabo Daciolo de defender os policiais da UPP "vai na contramão do engajamento de militância do partido na campanha Cadê Amarildo? e na luta contra a criminalização dos moradores das periferias". Com a expulsão do Cabo Daciolo, a bancada do PSOL na Câmara passa dos atuais cinco para quatro deputados federais. O diretório decidiu que não irá à justiça reivindicar o mandato parlamentar de Daciolo.
Com Agência Brasilia
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Redução da maioridade amplia desigualdades sobre população negra - Portal Vermelho
Redução da maioridade amplia desigualdades sobre população negra - Portal Vermelho
Na data em que se celebra os 127 anos da abolição da escravatura no Brasil, dia 13 de maio, a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Nilma Lino, disse que a redução da maioridade penal ampliaria a desigualdade enfrentada pelos jovens negros na sociedade brasileira.
Reprodução
A redução da maioridade penal iria se somar a uma situação de desigualdade que já incide sobre a população negra, principalmente sobre os jovens negros, e, com isso, ao invés de construir e propagar mais justiça, na realidade vamos cometer injustiças sérias e não cuidar dos nossos jovens”, disse nesta quarta-feira (13) ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
Em 2013, os jovens negros foram 18,4% mais encarcerados e 30,5% mais vítimas de homicídios dos que os jovens brancos, segundo dados da 8ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Segundo a ministra, há uma representação negativa dos jovens negros na sociedade e eles enfrentam situações de desigualdade de acesso a cultura e ao lazer. “Temos uma representação negativa que recai sobre homens e mulheres negras e, principalmente, os jovens negros, que muitas vezes são considerados como sujeitos suspeitos até mesmo pela ação policial e isso é fruto do racismo que ainda temos na nossa sociedade. Superar isso é uma ação importante para que avancemos”, disse.
Nilma Lino defendeu que a discussão sobre a redução da maioridade penal não deve ser analisada levando em conta questões econômicas e sociais. “Essa não é uma questão exclusiva de segurança pública, mas temos que lidar com questões de ordem sócio-econômica, educacionais, sociais. Penso que não é boa a redução da maioridade penal e ela iria somar e acirrar ainda mais as desigualdades no nosso país”, avaliou.
A Caravana Pátria Educadora pela Igualdade Racial e Superação do Racismotambém foi tema do Bom Dia, Ministro. A iniciativa prevê uma série de debates e encontros com autoridades estaduais, municipais e representantes da sociedade civil para estabelecer parcerias para a promoção da igualdade racial. A caravana já passou pelo Pará e Maranhão. “Converso com governadores, prefeitos, movimentos sociais, núcleos de estudos afro-brasileiros e temos alguns avanços. No início do programa, tivemos adesões no Maranhão e no Pará.
Fonte: Agência Brasil
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Inácio Arruda representa PCdoB em ato do Partido Comunista da Ucrânia - Portal Vermelho
Inácio Arruda representa PCdoB em ato do Partido Comunista da Ucrânia - Portal Vermelho
O ex-senador e atual secretário estadual de Ciência e Tecnologia participou do ato político em que o Partido Comunista é uma das mais destacadas forças na defesa da democracia, do progresso social e econômico. “Mesmo assim, este partido está sendo ameaçado pelas forças mais conservadoras e retrógradas, que estão atualmente no governo da Ucrânia. Essas forças, a pretexto de derrubar o governo que supostamente traiu os compromissos com o povo ucraniano, se envolveram em várias denúncias. Após esse movimento, os fascistas e nazistas assumiram a direção do governo e isso tem sido uma ameaça muito grande, ameaça que se estende para toda aquela região”.
Segundo Inácio, o 1º de Maio foi transformado em ato político. “Praticamente o único ato realizado no país naquele dia foi o protagonizado pelo Partido Comunista, com a participação de vários partidos. Estive lá em nome do PCdoB, ação importante de solidariedade internacional, e essa movimentação se deu no momento em que o mundo comemora os 70 anos da derrota do nazifascismo. A 2ª Guerra Mundial se estabeleceu a partir da ação dos fascistas e nazistas, que colocaram a tese de que deveria dominar o mundo e para isso deflagraram uma guerra que ceifou milhões e milhões de vidas exatamente naquela região do mundo, onde as forças mais avançadas, dirigidas pelo Partido Comunista da União Soviética, junto com os comunistas da Ucrânia, abriram uma nova rede de progresso social, cientifico e tecnológico para o mundo”, afirma.
O membro do Comitê Central do PCdoB reforça que “foi exatamente aquela região que mais sofreu, quem mais perdeu vidas por todos os meios, com prisioneiros que foram para a câmara de gás, assassinatos massivos, terríveis crimes de guerra”. “Mesmo assim aquele povo resistiu e foi a bandeira vermelha a primeira a tremular no parlamento alemão, dando conta da vitória das forças aliadas durante a 2ª Guerra Mundial”.
Para Inácio, neste momento em quem o mundo comemora os 70 anos da derrota do nazifascismo, “as forças mais atrasadas e conservadoras chegam ao governo na Ucrânia colocando em risco a democracia e sobretudo a existência de um partido com tanta tradição e luta que é o Partido Comunista da Ucrânia”. “Se nós tivemos força de derrotá-los, eles que tinham um poderio bélico, militar e recursos gigantescos naquela época, nós também temos condições de resistir a essa nova investida que se materializa circunstancialmente na Ucrânia mas que avança em vários países, com uma onda que se movimenta no mundo inteiro, inclusive na America do Sul. No Brasil, acompanhamos reações odientas contra as forças progressistas no nosso país. Devemos ter um movimento em conjunto, coletivo com os camaradas ucranianos. A luta dos comunistas da Ucrânia tem tudo a ver com a que travamos no Brasil”, salientou.
De Fortaleza,
Carolina Campos
Representando o Partido Comunista do Brasil, Inácio Arruda, membro da Comissão Política Nacional, esteve em Kiev, capital da Ucrância, no último dia 1º de Maio, em manifestação pela defesa do Partido Comunista Ucraniano.
O ex-senador e atual secretário estadual de Ciência e Tecnologia participou do ato político em que o Partido Comunista é uma das mais destacadas forças na defesa da democracia, do progresso social e econômico. “Mesmo assim, este partido está sendo ameaçado pelas forças mais conservadoras e retrógradas, que estão atualmente no governo da Ucrânia. Essas forças, a pretexto de derrubar o governo que supostamente traiu os compromissos com o povo ucraniano, se envolveram em várias denúncias. Após esse movimento, os fascistas e nazistas assumiram a direção do governo e isso tem sido uma ameaça muito grande, ameaça que se estende para toda aquela região”.
Segundo Inácio, o 1º de Maio foi transformado em ato político. “Praticamente o único ato realizado no país naquele dia foi o protagonizado pelo Partido Comunista, com a participação de vários partidos. Estive lá em nome do PCdoB, ação importante de solidariedade internacional, e essa movimentação se deu no momento em que o mundo comemora os 70 anos da derrota do nazifascismo. A 2ª Guerra Mundial se estabeleceu a partir da ação dos fascistas e nazistas, que colocaram a tese de que deveria dominar o mundo e para isso deflagraram uma guerra que ceifou milhões e milhões de vidas exatamente naquela região do mundo, onde as forças mais avançadas, dirigidas pelo Partido Comunista da União Soviética, junto com os comunistas da Ucrânia, abriram uma nova rede de progresso social, cientifico e tecnológico para o mundo”, afirma.
O membro do Comitê Central do PCdoB reforça que “foi exatamente aquela região que mais sofreu, quem mais perdeu vidas por todos os meios, com prisioneiros que foram para a câmara de gás, assassinatos massivos, terríveis crimes de guerra”. “Mesmo assim aquele povo resistiu e foi a bandeira vermelha a primeira a tremular no parlamento alemão, dando conta da vitória das forças aliadas durante a 2ª Guerra Mundial”.
Para Inácio, neste momento em quem o mundo comemora os 70 anos da derrota do nazifascismo, “as forças mais atrasadas e conservadoras chegam ao governo na Ucrânia colocando em risco a democracia e sobretudo a existência de um partido com tanta tradição e luta que é o Partido Comunista da Ucrânia”. “Se nós tivemos força de derrotá-los, eles que tinham um poderio bélico, militar e recursos gigantescos naquela época, nós também temos condições de resistir a essa nova investida que se materializa circunstancialmente na Ucrânia mas que avança em vários países, com uma onda que se movimenta no mundo inteiro, inclusive na America do Sul. No Brasil, acompanhamos reações odientas contra as forças progressistas no nosso país. Devemos ter um movimento em conjunto, coletivo com os camaradas ucranianos. A luta dos comunistas da Ucrânia tem tudo a ver com a que travamos no Brasil”, salientou.
De Fortaleza,
Carolina Campos
sábado, 9 de maio de 2015
Dilma Rousseff: Jandira engrandece luta das mulheres
Por: Ana Luiza Bitencourt | Edição: Marciele Brum
Depois de ser agredida e ameaçada verbalmente em sessão na Câmara dos Deputados, a Líder da Bancada recebe apoio da presidenta da República, de ministros e de deputados.
Lula Marques/Divulgação

Líder do PCdoB foi agredida por Roberto Freire (foto) e Alberto Fraga
A quarta-feira (6) foi um dia de vergonha na Câmara dos Deputados. Alberto Fraga, deputado e presidente do DEM do Distrito Federal, atacou a trajetória de luta e de conquistas femininas durante votação das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, ao afirmar à deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) que “a mulher que participa da política como homem e fala como homem, também tem de apanhar como homem”.
A presidenta Dilma Rousseff manifestou apoio à líder do PCdoB na Câmara. "A política fica menor – com p minúsculo – quando é praticada com base no sexismo e no machismo. Minha solidariedade à deputada Jandira Feghali, ameaçada no plenário da Câmara, na noite de quarta-feira, por expor suas ideias. Jandira, você só engrandece a luta das mulheres na política brasileira. Avante, com força e fé".
Ministros, como a titular da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, também criticaram a violência. "Solidariedade total à Jandira. A violência contra a mulher não pode mais ter espaço em nossa sociedade", afirma Edinho Silva, ministro da Secretaria de Comunicação.
Representantes de diferentes legendas condenaram as agressões e manifestaram solidariedade à Jandira. A violência sofrida pela parlamentar é a mesma que atinge diariamente muitas brasileiras. A deputada Maria do Rosário (PT-RS), que também foi agredida na Câmara e, por isso, está movendo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro (PP-RJ), avalia o comportamento de Fraga. “Bate como machista, deve ser punido como machista. Não é possível que se incentive a violência de gênero em um país como Brasil, em que uma mulher morre a cada uma hora e meia, mais de 40% pelos próprios companheiros. Não é possível essa agressão de um deputado contra uma deputada, como não pode existir contra nenhuma outra mulher!”.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) gritou “machista!” no momento em que as palavras foram proferidas. Glauber Braga (PSB-RJ) também criticou o discurso de Fraga. “A ameaça de qualquer parlamentar não vai me intimidar em ações contra esse tipo de medida machista, violenta e retrógada. A fama dele no Distrito Federal de matador ou qualquer coisa não vai me intimidar”.
Além dos diversos deputados que deram apoio à Jandira, entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), lançaram nota de repúdio. “É inadmissível que a violência contra a mulher e o machismo sejam reproduzidos no espaço que deveria combatê-los. Isso só reafirma a necessidade imediata de uma Reforma Política Democrática que crie condições e amplie a participação política das mulheres”, dizem.
Depois de ser agredida e ameaçada verbalmente em sessão na Câmara dos Deputados, a Líder da Bancada recebe apoio da presidenta da República, de ministros e de deputados.
Lula Marques/Divulgação
Líder do PCdoB foi agredida por Roberto Freire (foto) e Alberto Fraga
A quarta-feira (6) foi um dia de vergonha na Câmara dos Deputados. Alberto Fraga, deputado e presidente do DEM do Distrito Federal, atacou a trajetória de luta e de conquistas femininas durante votação das Medidas Provisórias (MPs) 664 e 665, ao afirmar à deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) que “a mulher que participa da política como homem e fala como homem, também tem de apanhar como homem”.
A presidenta Dilma Rousseff manifestou apoio à líder do PCdoB na Câmara. "A política fica menor – com p minúsculo – quando é praticada com base no sexismo e no machismo. Minha solidariedade à deputada Jandira Feghali, ameaçada no plenário da Câmara, na noite de quarta-feira, por expor suas ideias. Jandira, você só engrandece a luta das mulheres na política brasileira. Avante, com força e fé".
Ministros, como a titular da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República, Eleonora Menicucci, também criticaram a violência. "Solidariedade total à Jandira. A violência contra a mulher não pode mais ter espaço em nossa sociedade", afirma Edinho Silva, ministro da Secretaria de Comunicação.
Representantes de diferentes legendas condenaram as agressões e manifestaram solidariedade à Jandira. A violência sofrida pela parlamentar é a mesma que atinge diariamente muitas brasileiras. A deputada Maria do Rosário (PT-RS), que também foi agredida na Câmara e, por isso, está movendo processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Jair Bolsonaro (PP-RJ), avalia o comportamento de Fraga. “Bate como machista, deve ser punido como machista. Não é possível que se incentive a violência de gênero em um país como Brasil, em que uma mulher morre a cada uma hora e meia, mais de 40% pelos próprios companheiros. Não é possível essa agressão de um deputado contra uma deputada, como não pode existir contra nenhuma outra mulher!”.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) gritou “machista!” no momento em que as palavras foram proferidas. Glauber Braga (PSB-RJ) também criticou o discurso de Fraga. “A ameaça de qualquer parlamentar não vai me intimidar em ações contra esse tipo de medida machista, violenta e retrógada. A fama dele no Distrito Federal de matador ou qualquer coisa não vai me intimidar”.
Além dos diversos deputados que deram apoio à Jandira, entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), lançaram nota de repúdio. “É inadmissível que a violência contra a mulher e o machismo sejam reproduzidos no espaço que deveria combatê-los. Isso só reafirma a necessidade imediata de uma Reforma Política Democrática que crie condições e amplie a participação política das mulheres”, dizem.
ABC de Ditadura - Por Jandira Feghali* - Líder do PCdoB na Câmara
ABC de Ditadura
Por Jandira Feghali*
As 25 mil vozes que entoaram em uníssono o coro “Fora, Beto Richa”, no domingo (3), não eram professores ou servidores da Educação paranaense. Tão pouco pessoas "infiltradas" com o objetivo de tumultuar a ordem pública. Numa mistura vultuosa de cores dos times Coritiba e Operário, o estádio Couto Pereira reverberou toda a insatisfação que domina atualmente a população do estado.
O desgoverno tucano no Paraná é um símbolo que espelha bem a incapacidade de seus líderes em auscultar os movimentos sociais. Na falta de diálogo com os sindicatos, Beto Richa e seu secretário de Segurança implementaram a “política do cassetete”, reprimindo com violência extrema a manifestação dos professores contra uma imoralidade: o confisco de suas previdências.
O Governo de Richa murou covardemente a Assembleia Legislativa do Paraná para que os parlamentares aprovassem, a qualquer custo, uma política que permitisse movimentar o fundo previdenciário superavitário de professores públicos, nublando o futuro destes profissionais por conta de dívidas bilionárias de sua gestão. Indignação mais que justa dos professores!
Bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, uso de cães ferozes e pancadaria foi a resposta de Richa aos manifestantes na Praça Cívica. A truculência da política militar com os professores, que gerou mais de 200 feridos, foi repudiada por toda a sociedade brasileira, junto da Anistia Internacional, entidade que é referência mundial em questão de Direitos Humanos.
É vergonhoso que o governador tucano se isole das demandas sociais e, em plena crise, tente usar da premissa que os professores fazem uso político ao tentarem resguardar seus direitos previdenciários. É travestir a realidade numa tentativa de justificar o injustificável.
A estratégia de Beto Richa não é única. Também tem sido a escolhida por diversos governos que são inábeis quanto às demandas de trabalhadores e movimentos sociais, como já ocorrido em São Paulo, no Governo Alckmin e no Rio de Janeiro, no Governo Sérgio Cabral. Ambos usaram da força policial para imprimir suas vontades políticas e reprimir as manifestações numa clara incapacidade de dialogar com o povo. Esse panorama só reforça a tese de que a relação Estado e sociedade precisa ser revista, principalmente acabando com a militarização das polícias, fruto de regimes autoritários. É preciso aprovar no Parlamento propostas que mudem esse conceito tão atrasado.
Nossa solidariedade aos milhões de professores que lutam por suas pautas em todo o país. Pautas que passam pela sua valorização enquanto profissional fundamental para qualquer país que almeje o desenvolvimento e cidadania plena. O Brasil percebeu novamente que o mantra entoado pelos líderes da oposição sobre “escutar as ruas” só se aplica aos outros. Na teoria, defendem as manifestações e pedem o diálogo. Na prática, seguem o ABC da violência de Estado, consolidada na Ditadura Militar.
* Médica, deputada federal (RJ) e líder do PCdoB na Câmara
Por Jandira Feghali*
As 25 mil vozes que entoaram em uníssono o coro “Fora, Beto Richa”, no domingo (3), não eram professores ou servidores da Educação paranaense. Tão pouco pessoas "infiltradas" com o objetivo de tumultuar a ordem pública. Numa mistura vultuosa de cores dos times Coritiba e Operário, o estádio Couto Pereira reverberou toda a insatisfação que domina atualmente a população do estado.
O desgoverno tucano no Paraná é um símbolo que espelha bem a incapacidade de seus líderes em auscultar os movimentos sociais. Na falta de diálogo com os sindicatos, Beto Richa e seu secretário de Segurança implementaram a “política do cassetete”, reprimindo com violência extrema a manifestação dos professores contra uma imoralidade: o confisco de suas previdências.
O Governo de Richa murou covardemente a Assembleia Legislativa do Paraná para que os parlamentares aprovassem, a qualquer custo, uma política que permitisse movimentar o fundo previdenciário superavitário de professores públicos, nublando o futuro destes profissionais por conta de dívidas bilionárias de sua gestão. Indignação mais que justa dos professores!
Bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta, uso de cães ferozes e pancadaria foi a resposta de Richa aos manifestantes na Praça Cívica. A truculência da política militar com os professores, que gerou mais de 200 feridos, foi repudiada por toda a sociedade brasileira, junto da Anistia Internacional, entidade que é referência mundial em questão de Direitos Humanos.
É vergonhoso que o governador tucano se isole das demandas sociais e, em plena crise, tente usar da premissa que os professores fazem uso político ao tentarem resguardar seus direitos previdenciários. É travestir a realidade numa tentativa de justificar o injustificável.
A estratégia de Beto Richa não é única. Também tem sido a escolhida por diversos governos que são inábeis quanto às demandas de trabalhadores e movimentos sociais, como já ocorrido em São Paulo, no Governo Alckmin e no Rio de Janeiro, no Governo Sérgio Cabral. Ambos usaram da força policial para imprimir suas vontades políticas e reprimir as manifestações numa clara incapacidade de dialogar com o povo. Esse panorama só reforça a tese de que a relação Estado e sociedade precisa ser revista, principalmente acabando com a militarização das polícias, fruto de regimes autoritários. É preciso aprovar no Parlamento propostas que mudem esse conceito tão atrasado.
Nossa solidariedade aos milhões de professores que lutam por suas pautas em todo o país. Pautas que passam pela sua valorização enquanto profissional fundamental para qualquer país que almeje o desenvolvimento e cidadania plena. O Brasil percebeu novamente que o mantra entoado pelos líderes da oposição sobre “escutar as ruas” só se aplica aos outros. Na teoria, defendem as manifestações e pedem o diálogo. Na prática, seguem o ABC da violência de Estado, consolidada na Ditadura Militar.
* Médica, deputada federal (RJ) e líder do PCdoB na Câmara
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Jandira acionará Justiça por apologia à violência de gênero - Portal Vermelho
Jandira acionará Justiça por apologia à violência de gênero - Portal Vermelho
“A violência contra a mulher não é o Brasil que a gente quer.” Com este refrão, parlamentares, encabeçados pela Bancada Feminina da Câmara, se solidarizaram com a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), após agressão do deputado Roberto Freire (PPS-PE) e ameaça do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) – que defendeu a violência contra a mulher.
“A violência contra a mulher não é o Brasil que a gente quer.” Com este refrão, parlamentares, encabeçados pela Bancada Feminina da Câmara, se solidarizaram com a líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali (RJ), após agressão do deputado Roberto Freire (PPS-PE) e ameaça do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) – que defendeu a violência contra a mulher.
“Parece que as noites na Câmara não têm como piorar nesta Legislatura. Fui agredida fisicamente pelo deputado Roberto Freire durante discussão das medidas provisórias 664 e 665. Pegou meu braço com força e o jogou para trás. O deputado Alberto Fraga, não satisfeito com a violência flagrada, disse que ‘quem fala como homem deve apanhar como homem’ na minha direção. Fazia menção a mim. É assustador o que está acontecendo nesta Casa. Em trinta anos de vida pública jamais passei por tal situação. Parece irônico a mulher que escreveu o texto em vigor da Lei Maria da Penha seja vítima de um crime como este”, afirma a parlamentar.
De acordo com Jandira, a atitude de Fraga terá repercussão judicial. “Meus advogados vão acionar judicialmente o senhor Fraga pela apologia inaceitável. Esta medida já está sendo encaminhada. Minha trajetória é reta, ética e coerente dentro da política desde quando me tornei uma pessoa pública, na década de 80. Não baixarei a cabeça para nenhum machista violento que acha correto destilar seu ódio. A Justiça cuidará disto. E ela, sim, pesará sua mão.”
Os ataques começaram depois que o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) exigiu punição aos manifestantes contrários à Medida Provisória 665/14, que jogaram cópias de notas de dólar sobre o Plenário durante a votação da matéria, nesta quarta-feira (6).
Fonte: Assessoria da Liderança do PCdoB na Câmara
De acordo com Jandira, a atitude de Fraga terá repercussão judicial. “Meus advogados vão acionar judicialmente o senhor Fraga pela apologia inaceitável. Esta medida já está sendo encaminhada. Minha trajetória é reta, ética e coerente dentro da política desde quando me tornei uma pessoa pública, na década de 80. Não baixarei a cabeça para nenhum machista violento que acha correto destilar seu ódio. A Justiça cuidará disto. E ela, sim, pesará sua mão.”
Os ataques começaram depois que o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) exigiu punição aos manifestantes contrários à Medida Provisória 665/14, que jogaram cópias de notas de dólar sobre o Plenário durante a votação da matéria, nesta quarta-feira (6).
Fonte: Assessoria da Liderança do PCdoB na Câmara
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