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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Missa de 2 anos do falecimento de Seu Louro, meu pai


Meu pai, Seu Louro, José Freire, goleiro, massagista, árbitro - toda a vida foi um entusiasta do futebol - faleceu no dia 16 de dezembro de 2010. Não deixou uma dívida, só um amor de vida inteira, desajeitado e perene, forte e vigilante, que sempre nos amparou e move até hoje.

Celebraremos a sua vida e a nossa imensa saudade nesse domingo, 16, às 19h00 em uma missa na Paróquia do Verbo Divino, na L2 (609 Norte).

José Freire da Silva - Seu Louro - 1939 - 2010 - Galeria de imagens

Silêncio na Vila Olímpica Elzir Cabral* - Paulo Vinícius



FHC é convidado a dar explicações sobre a Lista de Furnas




O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), conseguiu aprovar hoje (12), na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, requerimento em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é convidado a dar explicações sobre a chamada "Lista de Furnas", esquema criado por tucanos em Minas Gerais para financiar campanhas políticas com "caixa dois" às custas da empresa estatal.

“O depoimento de FHC é fundamental, já que ele tem expertise na área e deve explicar como se deu o envolvimento dele e de seus auxiliares com o esquema”, disse o líder. A justificativa envolve o esclarecimento de "informações contraditórias sobre documento relativo a doações a agentes políticos que teriam sido levadas a efeito por Furnas”.

Na mesma sessão da comissão foi aprovado convite para que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, também preste depoimento. O requerimento a respeito de Gurgel é de autoria do presidente do colegiado, senador Fernando Collor (PTB-AL). O objetivo é obter de Gurgel explicações sobre como se dá a relação entre o MPF e os órgãos de inteligência do Estado.

O líder Jilmar Tatto também defendeu hoje a instalação imediata da CPI da Privataria, cujas assinaturas já foram coletadas pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). O líder vai tratar deste tema hoje, com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), de quem depende a decisão de instalar a CPI.

O pedido de abertura da CPI baseia-se no livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr. A obra, resultado de 12 anos de investigação sobre o processo de privatizações das empresas estatais no Brasil, destaca documentos que apresentam indícios e evidências de irregularidades nas privatizações que ocorreram durante a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, além de amigos e parentes de seu companheiro de partido, José Serra.

Os documentos procuram demonstrar que estes políticos e pessoas ligadas a eles realizaram, entre 1993 e 2003,movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro através de offshores - empresas de fachada que operam em Paraísos Fiscais - no Caribe.

Equipe PT na Câmara

Nicolás Maduro anuncia que proceso posoperatorio de Chávez será "complej...

Ministerio de Turismo y Deporte firmó acuerdo de cooperación con Brasil - Presidencia del Uruguay

Ministerio de Turismo y Deporte firmó acuerdo de cooperación con Brasil - Presidencia del Uruguay
Copa del Mundo y Olimpíadas




Ministerio de Turismo y Deporte firmó acuerdo de cooperación con Brasil

El ministro de Deporte de Brasil, Aldo Rebelo, dialogó con el Presidente, José Mujica, en la Torre Ejecutiva. En la ocasión, la ministra de Turismo y Deporte, Liliam Kechichián, firmó un acuerdo con el ministro brasileño, con el objetivo de afianzar un programa de cooperación deportiva para la preparación de los deportistas de ambos países, frente a la Copa del Mundo de 2014 y a las Olimpíadas de 2016 en Brasil.

Liliam Kechichián firmó el martes 11 en la sala de conferencias de la Torre Ejecutiva junto al ministro de Deporte de Brasil, Aldo Rebelo, el inicio de un programa de cooperación entre Brasil y Uruguay que tiene como principal objetivo la preparación de los deportistas de ambos países para la Copa del Mundo de 2014 y lasOlimpíadas de Río de Janeiro de 2016. El evento actualiza un acuerdo elaborado en 2005, que propicia el apoyo técnico cooperativo en diversas actividades deportivas, atendiendo las necesidades de cada país.


El programa implica el intercambio de apoyo técnico en las modalidades deportivas excluidas. Uruguay recibirá asesoramiento en áreas de fútbol femenino, el volleyball y la natación, y brindará apoyo a Brasil en modalidades como el rugby, el ciclismo y el hockey.

El ministro brasilero, Aldo Rebelo, destacó la importancia del acuerdo como vehículo para lograr la “valorización del fútbol sudamericano como patrimonio deportivo, social y cultural”, en un “momento de inflexión” que atraviesa actualmente esta modalidad deportiva.

Por su parte, Kechichián reafirmó la necesidad del acuerdo como instancia de “profundización de los lazos de integración entre los dos países” y resaltó que el mismo facilita “el acceso de atletas uruguayos a centros de alto rendimiento en Brasil”.

Además, la ministra hizo pública la propuesta brasilera de realizar un programa de voluntariado, a través del cual jóvenes uruguayos podrán “registrarse como voluntarios para acompañar ese proceso de tanta riqueza que es participar de un mundial o de una olimpíada”, y agradeció a la prensa la difusión de esta iniciativa.

Concurrieron también al evento el embajador de Brasil en Uruguay, Carlos de Souza-Gomes, y el director nacional de deporte Ernesto Irurueta.


FHC e Gurgel vão depor. Lista de Furnas na pauta | Conversa Afiada

FHC e Gurgel vão depor. Lista de Furnas na pauta | Conversa Afiada

BASE GOVERNISTA CONSEGUE APROVAR CONVITES PARA OUVIR ROBERTO GURGEL E FHC

BRENO COSTA
DE BRASÍLIA

Numa manobra articulada com o senador Fernando Collor (PTB-AL), a base do governo conseguiu aprovar convites para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, prestem depoimentos à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência. Por se tratar de convites, eles não são obrigados a comparecerem.

Já o requerimento relativo a Fernando Henrique Cardoso, de autoria de Tatto, tem conotação explicitamente política. A justificativa envolve o esclarecimento de “informações contraditórias sobre documento relativo a doações a agentes políticos que teriam sido levadas a efeito por Furnas”. Trata-se da chamada Lista de Furnas, que veio à tona durante o escândalo do mensalão e que trazia supostas doações ilegais de Furnas a diversos políticos do PSDB.

Ao mesmo tempo, a comissão derrubou três requerimentos da oposição, que pedia a convocação dos ministros Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e de Rosemary Noronha, a ex-chefe de gabinete do escritório regional da Presidência da República em São Paulo, para prestar esclarecimentos sobre as investigações da Operação Porto Seguro.

A comissão não é convocada com regularidade. Esta foi apenas sua terceira reunião em 2012. É composta por apenas seis integrantes, quatro deles da base do governo.

Os requerimentos para os convites a Gurgel e FHC não estavam previstos na pauta da comissão, e foram incluídas durante a sessão, após acerto entre o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), e Collor, que preside a comissão.

O convite a Gurgel, proposto por Fernando Collor, que protagonizou discursos duros contra Gurgel na CPI do Cachoeira, tem como justificativa ouvi-lo sobre as relações entre o Ministério Público e órgãos de inteligência.

Flávio Dino defende união das oposições em 2014 no Maranhão  - Portal Vermelho

Flávio Dino defende união das oposições em 2014 no Maranhão  - Portal Vermelho



Presidente estadual do PCdoB e uma das principais lideranças de oposição no Maranhão, o presidente da Embratur, Flávio Dino, em entrevista ao jornalista Américo Azevedo Neto, na TV Guará, canal 23, analisou temas importantes da política maranhense e enfatizou a importância da união das oposições no Maranhão em nome de uma nova maneira de governar.



Ele definiu o ideal de mudança que tem norteado a oposição no estado: "Novo no conteúdo, invertendo as prioridades".Ele definiu o ideal de mudança que tem norteado a oposição no estado: "Temos que olhar para o passado criticamente. Mas, sobretudo, olhar para o futuro com esperança. Novo no conteúdo, invertendo as prioridades". Flávio Dino afirmou que ainda não está em campanha para as eleições de 2014, apesar de ter apoiado diversas candidaturas em todo o Maranhão nas eleições de 2012.

“É essa a ideia da aliança: a busca por perspectivas diferentes, de melhoria para o Maranhão. Procuramos uma aliança que expresse esses anseios espalhados pelas diferentes regiões do Maranhão – e todas elas clamam por mudança da realidade em que vivem,” destacou.

Conhecer os problemas por que passam os maranhenses e saber as potencialidades de cada região do estado é uma das saídas apontadas por Flávio Dino para reverter o quadro de atraso social e econômico que se instalou no estado.

"Acreditar no nosso povo, investir na produção do nosso estado. Fazer com q os 12 bilhões do nosso estado seja aplicado devidamente. Acabar com o patrimonialismo, fazendo com que o público não se confunda mais com o privado. Essa é a nova perspectiva," afirmou.

Sobre os possíveis adversários nas eleições de 2014, Flávio Dino preferiu discutir as condições de seu grupo político de oposição. Questionado sobre quem seria o melhor nome para a disputa, Flávio respondeu: “Este é um assunto interno ao grupo Sarney. Respeitaremos quem quer que seja o adversário, mas neste momento me preocupo mais com a união do campo da oposição.”

Planos para o Maranhão

Analisando diversos números que demonstram o descaso do governo do estado com a população maranhense, Flávio Dino lamentou que o quadro social do estado permaneça inalterado desde as eleições de 2010, quando concorreu ao governo do estado e apresentou um Plano de Governo baseado na melhoria dos índices estaduais.

Ao destacar os últimos números divulgados a respeito do desenvolvimento da educação básica, do Ensino Médio, do saneamento básico e do desenvolvimento social, Flávio Dino afirmou que não se tratam de apenas números, mas de uma realidade que precisa ser revertida.

“Esses números não são números frios. Eles nos indignam porque retratam uma realidade que precisa ser mudada e muito me entristece que essa realidade permaneça a mesma. Gostaria que houvesse uma melhora do nosso quadro social,” refletiu.

Trabalho na Embratur

Flávio Dino deu destaque ainda ao trabalho realizado em mais de um ano à frente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) e às parcerias feitas com o governo do estado e a prefeitura de São Luís para divulgar o estado em feiras internacionais. Entre as principais formas de divulgação, esteve a participação do Maranhão em uma das maiores feiras mundiais do turismo, Top Resa, em Paris.

“O bom político sabe distinguir a luta política do exercício administrativo. Não podemos favorecer ou deixar de atender nossos companheiros ou adversários políticos. É importante frisar que fizemos um bom trabalho ao lado dos ministros do Turismo Gastão Vieira e Pedro Novaes, que, apesar de estarem em lados diferentes da política, bons trabalhos com a Embratur,” destacou.

A falta de projetos apresentados pelo governo do estado e pela prefeitura de São Luís foi apontada como entraves para que a Embratur possa ajudar ainda mais o Maranhão. “Foi aberto um edital para voos charter (fretados), que são importantes para o desenvolvimento do turismo internacional, mas o Maranhão não participou. Vários outros estados do Nordeste foram beneficiados,” lembrou Flávio

Dino.

Fonte: Vermelho do Maranhão



Em debate, CTB e o CES analisam crise econômica mundial - Portal Vermelho

Em debate, CTB e o CES analisam crise econômica mundial - Portal Vermelho

Foi iniciado nesta terça-feira (11), em São Paulo, o Seminário “O processo de integração Latino-Americano e os Trabalhadores”, organizado pela Secretaria de Relações Internacionais da CTB e pelo Centro Nacional de Estudos Sindicais e do Trabalho (CES), a partir de uma análise do atual cenário internacional, marcado pela maior crise econômica já vista desde a chamada Grande Depressão, de 1929.



O primeiro painel teve como tema “As potências emergentes, os blocos econômicos e o cenário de crise mundial”. Para tratar desse tema, foram convidados o secretário de Relações Internacionais do PCdoB, Ricardo Abreu (o Alemão), e o primeiro vice-presidente do PSB, Roberto Amaral.

Para o dirigente comunista, o seminário ocorre em um momento de grave crise internacional, que tem acelerado o processo de desenvolvimento desigual entre as nações. Para ele, esse cenário “exige uma nova ordem mundial”. Nesse sentido, Alemão crê que a América Latina deve lutar a partir de uma nova perspectiva, sem a hegemonia dos Estados Unidos. “O movimento sindical precisa saber o que está se passando e qual rumo tomar”, ponderou.

Alemão disse também que a atual crise não tem uma saída progressista palpável e que o atual quadro compromete a soberania das nações mais fracas. Além disso, ele aponta um retrocesso democrático e social das conquistas dos trabalhadores. “É uma época de regressão”, denunciou, para em seguida se posicionar sobre a integração latino-americana: “É um processo que não pode ser comparado à União Europeia e que deve assegurar soberania nacional, combater assimetrias e ser marcado pela cooperação, além de defender os interesses dos trabalhadores”, afirmou.

Contraponto

A palestra de Roberto Amaral foi marcada por um grande contraponto em relação ao título do seminário. O professor deixou claro, em mais de um momento, que não crê, em suas análises, na possibilidade de uma real integração latino-americana, mas sim em um processo que englobe apenas as nações da América do Sul.

“Não consigo vislumbrar essa possiblidade, pois os países do Caribe, por exemplo, estão diretamente ligados ao domínio dos Estados Unidos”, argumentou, logo após citar o fato de que a América do Sul e a África são os principais parceiros comerciais do Brasil na atualidade. “Se observarmos nossos vizinhos, temos grandes possibilidades políticas, geopolíticas e até mesmo mais familiaridade com sua língua, fatores que nos permite ter um projeto específico para a América do Sul”.



Independentemente dessa posição, Amaral entende que os movimentos sociais em geral precisam discutir com mais intensidade esse tema. “O grande desafio é trazer a sociedade para esse debate. Os trabalhadores e os estudantes precisam participar dessa discussão, pois o governo fica isolado, enquanto somente a mídia de direita aborda esse tema”, defendeu.

Ao falar sobre a fase atual do capitalismo, a crítica do dirigente do PSB também foi direcionada à esquerda brasileira, de modo geral. “Qual a denúncia que estamos fazendo? Que alternativa estamos oferecendo para combatê-la?”, questionou. Ainda sobre o cenário atual, Amaral afirmou que não está entre os analistas que veem os Estados Unidos iniciarem um período de decadência, apesar da dimensão da crise financeira. “Não misturo a análise realista com meus sonhos”, disse.

Segundo dia

O seminário terá continuidade nesta quarta-feira (12), com mais dois painéis. Confira abaixo sua programação e palestrantes:

10h30: Conferência - O atual processo de integração da América Latina: os desafios para a América do Sul
Palestrante: Samuel Pinheiro Guimarães, embaixador e ex-ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos.
Coordenação: Gilda Almeida

11h30 - Debate
12h30 – Almoço
14h – Painel: A integração sob a ótica dos trabalhadores

Palestrantes:

Juan Castillo, coordenador do Encontro Sindical Nossa América (ESNA).
Maria Silvia Portella de Castro, socióloga, especialista em movimento sindical latino-americano.
Coordenação: João Batista Lemos

15h30 – Intervalo (café)
15h45 – Debate com os participantes
18h – Encerramento do seminário

Fonte: Portal CTB

40 anos do massacre da Comissão Nacional de Organização do PCdoB - Portal Vermelho

40 anos do massacre da Comissão Nacional de Organização do PCdoB - Portal Vermelho



Entre o final de abril e início de maio de 1972, os militantes do PCdoB foram alertados de que a guerra popular havia começado e era preciso cuidar mais e melhor da segurança partidária, pois certamente a repressão se voltaria então para a eliminação da organização que promovia a guerrilha na região do Araguaia. De fato, a onda repressiva atingiu em cheio as fileiras do PCdoB.

Por Augusto Bounicore*



Em junho todo o setor secundarista do Rio de Janeiro caiu nas mãos da polícia. A maioria era composta de militantes da União da Juventude Patriótica (UJP), um dos seleiros de recrutamento para a luta armada. Em agosto foi preso Ronald Rocha, membro do Comitê Central e diretor da UNE. Quedas começaram a acontecer em vários outros estados. Em 16 de outubro foi preso e barbaramente torturado o veterano dirigente comunista José Duarte, principal dirigente do Partido na Bahia. Eram apenas os primeiros sinais do que ainda estava por vir.

O principal objetivo da ditadura, naquele momento, era destruir qualquer contato entre os que lutavam no campo e a estrutura do Partido nas cidades. Precisava isolar completamente a guerrilha. Assim, a destruição da Comissão Nacional de Organização do PCdoB, comandada por Carlos Danielli, passou a ser uma questão de honra para a repressão. Os guerrilheiros já haviam imposto uma derrota humilhante às Forças Armadas durante a primeira campanha militar, entre abril e junho de 1972.

Primeiro capítulo – Lincoln Cordeiro Oest

A chance de colocar as mãos nessa comissão surgiu a partir de uma série de prisões ocorridas no Espírito Santo em final de novembro daquele mesmo ano. No dia 30 caiu Foedes dos Santos, secretário político do Comitê Regional capixaba. Sob torturas, ele revelou o “ponto” onde se encontraria com o dirigente Lincoln Cordeiro Oest: na Rua Cupertino, bairro do Méier no Rio de Janeiro às 19 horas do dia 20 de dezembro. Os órgãos de repressão haviam pegado o fio da meada. Não se tem detalhes da prisão de Lincoln. A única coisa sabida é que foi preso juntamente com João Muniz de Araújo, militante e motorista responsável por conduzi-lo aos pontos.

A imprensa brasileira, devidamente instruída pelos órgãos de repressão, construiu uma vergonhosa farsa sobre as condições de sua prisão e morte. Lincoln teria revelado um encontro que teria com o seu camarada Luiz Guilhardini. Afirmava o texto policial: “Na hora marcada, Lincoln foi deixado sozinho, mas vigiado à distância. Uma vez livre, o terrorista tentou a fuga, penetrando em um pequeno bosque a fim de sair em uma rua paralela à Garcia Redondo. Os agentes abriram fogo, atingindo-o com vários disparos. Gustavo (Luiz Guilhardini), que vinha se aproximando, tratou de fugir, conseguindo seu objetivo, apesar da perseguição. Prestados os socorros a Lincoln, este não resistiu e acabou morrendo”. Um relatório policial diz que seu corpo foi encontrado num terreno baldio com vários “ferimentos perfuro-contusos, produzidos por projetos de armas de fogo”. O laudo afirma que levou cerca de nove tiros. Nove tiros para conter um fugitivo desarmado?

Como de praxe, os militares jamais se preocuparam em dar uma versão minimamente coerente e unificada sobre os assassinatos cometidos durante a ditadura. O relatório do Ministério da Marinha, por exemplo, diz que Lincoln “foi morto em intenso tiroteio com agentes de segurança, após escapar ao cerco à Rua Itapemirim, RJ”. Intenso tiroteio que não deixou nenhum policial ferido.

Contradizendo isso, existem relatos seguros de que Lincoln foi bastante torturado e morreu agonizando nos cárceres da ditadura. Por fim, deixamos a palavra ao general Oswaldo Pereira Gomes – relator do caso na Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos: “todas as provas anexadas ao caso levam a crer que não houve tiroteio e Lincoln foi levado ao local que foi morto, sendo ali fuzilado”. O que não diz é que: se foi fuzilado, só pode ter sido depois de barbaramente seviciado num quartel do Rio de Janeiro. Lincoln morreu aos 65 anos de idade.

Seja como for, Lincoln não falou nada para seus algozes que permitisse atingir a direção do PCdoB. Contudo, o motorista de Lincoln sabia do encontro que ele teria com dois outros importantes dirigentes, Carlos Danielli e Luiz Guilhardini, e, sob tortura, abriu os pontos. Para poder completar a caçada, a informação da morte de Lincoln Oest deveria ser mantida em completo sigilo até a missão de extermínio estar terminada.

Segundo capítulo – Carlos Danielli

Em 28 de dezembro, Carlos Danielli, num carro conduzido por César Telles, seguiu para o ponto marcado com Lincoln Oest. O encontro seria na Rua Loefgreen, bairro de Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Por segurança, pediu para que o motorista circulasse pelo local. Nada lhe pareceu anormal. A visão do camarada do Rio de Janeiro que sempre conduzia Lincoln, o tranquilizou. Então, desceu do carro e se dirigiu ao local programado. Ali mesmo foi preso, embora não existam testemunhos do ato de prisão.

Vinte minutos depois, César e sua esposa Maria Amélia voltaram para apanhá-lo e foram imediatamente presos. Seguiram todos para o DOI-CODI e no caminho os policiais comunicaram eufóricos ao comando da operação: “pegamos um peixe grande!”. Carlos e César entraram no quartel em meio a socos e coronhadas. Alguns dias depois, a presa política Criméia de Almeida conseguiu ver Danielli. Ele estava inchado e inerte, quase morto.

Durante três dias, ele foi muito torturado pelas equipes comandadas pelo então major Carlos Alberto Brilhante Ustra, pelo capitão Dalmo Lúcio Muniz Cirillo e o "Capitão Ubirajara", codinome do Delegado de Polícia Aparecido Laerte Calandra. Mesmo muito machucado, respondia provocativamente a seus inquisidores: "É disso que vocês querem saber? Pois é comigo mesmo, só que eu não vou dizer". Nas últimas horas do seu suplício, escreveu com o próprio sangue nas paredes da sua cela: “Este sangue será vingado”. No dia 31 de dezembro de 1972 o dirigente revolucionário deixava de respirar, sem dar nenhuma informação a seus algozes. Segundo o jornalista Osvaldo Bertolino, um dos próximos pontos de Danielli, logo no dia 30, seria com João Amazonas, o principal dirigente do PCdoB.

Mancomunada com a ditadura militar, a Folha da Tarde (mas não só ela) publicou um artigo dizendo: “Carlos Nicolau Danielli foi preso e revelou à polícia que teria um encontro com um companheiro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que ambos dirigiam. Ele foi levado ao local e lá tentou avisar os companheiros, iniciando-se um tiroteio, que culminou com a morte de Carlos e fuga de seus companheiros. No aparelho montado por Carlos, foram encontrados materiais subversivos, como livros, uniformes roubados da Polícia Militar, produtos químicos para confecção de explosivos, metralhadoras e equipamentos de impressão do jornal comunista A Classe Operária. Nesse aparelho também funcionava a ABN ou Agência Brasileira de Notícias, que passava, para o exterior, informações falsas do Brasil, como entrevistas com supostos guerrilheiros da selva amazônica, feitas por repórteres imaginários. Antes de ser preso, Carlos dedicava-se ao aliciamento de jovens para o PCdoB”.

O Globo também caprichou na versão da morte do líder comunista: “Na véspera do Ano Novo, Danielli foi conduzido em diligência à Avenida Engenheiro Armando Arruda Pereira nas proximidades da Rua Cedros, onde ele se encontraria com seus companheiros da direção do Partido. Na hora marcada, surgiu um Volks branco, chapa CN 1006, que passou vagarosamente e estacionou uns 10 metros adiante. Danielli deixou a viatura policial e correu em direção ao fusca, numa tentativa de fuga. Os ocupantes do Volks abriram fogo contra o carro dos agentes. No tiroteio que se seguiu, Danielli foi atingido por alguns disparos. Seus companheiros de subversão, ao vê-lo caído, fugiram do local.

Recolhido pelos agentes, Danielli morreu quando era levado para o hospital”. Ainda segundo o jornal: “sua principal função era aliciar elementos jovens – geralmente estudantes de escolas médias e superiores – que eram encaminhados às áreas de treinamento de técnicas de guerrilhas no interior do país (...). No Comitê Central do Partido, ele, como jornalista, orientava o Setor de Imprensa”. Carlos Danielli tinha 43 anos ao ser assassinado e seu corpo foi enterrado como indigente no Cemitério Municipal Dom Bosco, localizado no bairro do Perus, em São Paulo.

Terceiro capítulo – Luiz Guilhardini

Como nos casos anteriores, a ditadura montou uma grotesca farsa para encobrir as verdadeiras condições do assassinato de Luiz Guilhardini. Vejamos o que escreveu O Dia: “Os agentes chegaram então ao ‘aparelho’, este localizado na Rua Guararema, 62, em Turiaçu, que era chefiada por Luiz Guilhardini, o ‘Gustavo’, que se evadira anteriormente. Preso, afinal, apontou outra célula, situada na Rua Guapimirim, chefiada por Lincoln Bicalho Roque, o ‘Mário’ e prontificou-se a entrar no aparelho para facilitar a sua prisão. Quando o carro trafegava por Vila Valqueire, ‘Gustavo’ pediu para reduzir a velocidade, pois estava próximo do aparelho. Ao pedir para parar o carro e descer, agrediu o motorista e saltou, saindo correndo pela calçada. O carro desgovernou-se e chocou-se com o meio-fio da calçada. Os agentes usaram as armas. O terrorista morreu” (O Dia, 06-01-1973). Do Auto de Exame cadavérico consta que ele teria sido atingido por seis projéteis de arma de fogo. Morreu aos 53 anos de idade.

Na verdade, no dia 4 de janeiro, a casa onde morava com sua família foi invadida por 13 homens armados. Segundo a sua esposa, Orandina, ali mesmo começaram as torturas. Ela, Luiz e o filho de apenas 8 anos foram encapuzados e levados para o DOI-CODI. Até a criança foi submetida a interrogatório e escutou os gritos do pai sendo torturado. Num dos interrogatórios, Orandina ouviu de um dos policiais que a interrogavam: "Seu homem bancou o durão e foi pro inferno e você também está a caminho para lhe fazer companhia”. Ela ainda ficaria presa por três longos meses. Durante este período Guilhardini foi enterrado como indigente. Entre 1980 e 1981 seus restos mortais foram levados para uma vala clandestina localizada no cemitério de Ricardo Albuquerque.

Em entrevista recente Dynéas Aguiar nos disse o que Amazonas lhe teria contado sobre a queda dos dois revolucionários que então atuavam no Rio de Janeiro: “Guilhardini separou-se de Lincoln Oest próximo ao local do encontro que teria com o camarada do Espírito Santo e ficou de voltar para irem juntos ao aparelho do Partido. Como, na volta, não o encontrou, logo imaginou que algo de errado tinha ocorrido. Tomou um ônibus que passava na frente da casa e conseguiu ver que ela já havia sido ocupada pela polícia. Saiu rapidamente das proximidades e logo que pôde informou a direção do Partido.

O camarada João Amazonas recomendou-lhe que saísse imediatamente do Rio de Janeiro. Guilhardini respondeu que não havia perigo, pois ninguém sabia onde ele residia com sua família. Contudo, o motorista preso juntamente com Lincoln deu uma pista importante para encontrá-lo. Ele sabia que Guilhardini, sendo loiro e de olhos azuis, tinha um filho adotivo negro que estudava numa escola em determinada região. A polícia investigou e descobriu a escola e o garoto. Então, ficou esperando que ele fosse buscado, seguiu-os e descobriu a casa de Guilhardini. Ali ele, a mulher e o filho foram presos”.

Só a partir de 5 de janeiro – um dia depois do assassinato de Guilhardini – as mortes dos três revolucionários puderam ser finalmente (e falsamente) noticiadas pela imprensa. Quase todos os jornais repetiram – com as mesmas palavras – a versão policial: prisão, tentativa de fuga, tiroteio e morte de um terrorista perigoso.

Quarto capítulo – Lincoln Bicalho Roque

A última cena dessa operação de extermínio ocorreria alguns meses depois. A vítima dessa vez seria o líder juvenil Lincoln Bicalho Roque. Assim O Globo – novamente O Globo – noticiou sua morte: “Os órgãos de segurança informaram que num tiroteio com agentes policiais morreu o terrorista Lincoln Bicalho Roque (Mário) chefe da célula ‘Frente Estudantil’ do PCdoB, responsável pela execução de programa de agitação na área universitária do Rio (...). Ele foi encontrado em companhia de um militante não identificado, mas reagiu à prisão e, na tentativa de fugir, trocou tiros com agentes. Mário morreu no local e seu companheiro fugiu, mesmo ferido”. O corpo, segundo a polícia, foi encontrado no Campo de São Cristóvão, no Rio. Além dos sinais das torturas, tinha as marcas de 15 tiros. A mesma história se repete à exaustão. Mortes, ocasionadas pelas violentas torturas sofridas nos cárceres, encobertas com versões de fantasiosos tiroteios.

O desaparecimento de Lincoln foi constatado pelos amigos em 13 de março, quando começou a furar a todos os pontos marcados. Posteriormente sua prisão foi confirmada por um dos seus companheiros presos. O jovem militante comunista João Luis Quental, preso em 6 de março, depois de muito torturado e sob ameaças de morte, foi obrigado a conduzir os policiais até onde teria o encontro com Lincoln. Era uma Praça em São João do Meriti. Esperaram ali por algum tempo até que Lincoln chegou. Mas, sentindo que algo estava errado, passou reto pelo local. Os policiais o identificaram e saíram em sua perseguição. Quental ainda viu quando seu amigo (e dirigente) foi preso, sem esboçar resistência. Somente nove dias depois desta prisão é que foi anunciada sua morte. Isso dá para deduzir o martírio que ele passou naquele período em que esteve desaparecido.
Delzir Mathias, preso alguns anos depois, afirma que ouviu seus torturadores afirmarem que a sua resistência lembrava a de Lincoln e, por isso, eles iriam passar um filme mostrando em que estado ele havia ficado. Como nos casos anteriores, Lincoln Bicalho não forneceu nenhuma informação à repressão. Ninguém caiu depois de sua prisão. Morreu aos 27 anos.

Naqueles anos a grande imprensa, servilmente, reproduzia integralmente as versões transmitidas pelos órgãos de repressão. A maioria das vezes como se fosse material produzido pela própria redação. Os dirigentes e militantes do PCdoB eram acoimados de terroristas, mesmo sabendo que eles jamais utilizaram – e, pelo contrário, eram bastante críticos – essa forma de ação. Por isso mesmo não participavam de assaltos ou atentados. Defendiam a luta armada, mas através da guerra popular prolongada que buscasse envolver as massas urbanas e rurais. Justamente por razões de segurança, os militantes comunistas também não andavam nem compareciam aos pontos portando armas. Jamais reagiriam com tiros a uma abordagem policial.

Os títulos das matérias publicadas na época são emblemáticos dessa capitulação moral diante da ditadura. Vejamos alguns: “Desmantelada agência terrorista de difamação”, Folha da Tarde de 5 de janeiro; “Prisões eliminam focos terroristas”, Folha de S.Paulo de 5 de janeiro; "Terrorista reage à prisão e é morto a tiros na rua", O Globo de 22 de março; “Exército anuncia morte de terrorista”, O Estado de São Paulo de 22 de março. Esses são apenas alguns poucos exemplos.

Conclusão

No final de março de 1973, o jornal A Classe Operária publicou um comunicado no qual afirmava: “O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil inclina suas bandeiras de combate em homenagem aos camaradas assassinados pela reação. Carlos Danielli, Lincoln Oest, Luiz Guilhardini – membros do Comitê Central – e Lincoln Bicalho Roque, candidato a membro do Comitê Central, cumpriram com honra o seu dever de revolucionários. Deram suas vidas heroicamente em defesa da causa do proletariado e do povo. Foram batalhadores incansáveis em prol dos direitos e da emancipação dos explorados e oprimidos. São exemplos de dedicação ao Partido da classe operária, de militância resoluta para fortalecê-lo em todos os sentidos. Seus nomes jamais serão esquecidos”.

Esses assassinatos – e este era o seu objetivo – ocasionaram certa desorganização partidária. Mas, o principal efeito foi impossibilitar qualquer contato e reforço à guerrilha que se desenvolvia no sul do Pará. Mesmo o processo de divulgação mais ampla da sua existência foi prejudicado. As prisões e torturas de comunistas aumentaram. No início de 1973, por exemplo, caiu o Comitê Regional de São Paulo. A mesma coisa aconteceu no Ceará e Bahia, entre outros estados.

Pedro Pomar foi convocado para assumir o lugar de Carlos Danielli à frente da Secretaria Nacional de Organização. A partir de então se adotaria uma política de segurança ainda mais rígida, visando a preservar o Partido – e sua direção central – de novos ataques da repressão. A diretiva para os militantes passou a ser “fingir-se de morto”. Linha organizativa que durou, aproximadamente, até 1978.

Contudo, nem tudo foi espinho. O início da Guerrilha do Araguaia e os assassinatos dos dirigentes comunistas levaram que a maioria da direção da Ação Popular Marxista-Leninista resolvesse apressar os passos de sua integração ao PCdoB. A nota dessa organização, publicada em março, é bastante clara nesse sentido: “A sanha terrorista desencadeada pela ditadura Médici contra o PC do Brasil e o sangue derramado por quatro dos seus destacados dirigentes tornam mais imbatível a nossa firme convicção de que a todos os marxista-leninistas do Brasil cabe buscar fortalecer, prontamente, o PC do Brasil. Conduzir a Ação Popular a este objetivo tornou-se, para nós, mais justo e urgente”. Dois meses depois, em maio, saía o documento Incorporemo-nos ao PC do Brasil. Assim, centenas de quadros jovens vieram honrosamente preencher os lugares deixados pelos que tombaram nas cidades e nas selvas do Araguaia defendendo a liberdade e o socialismo.

Breves notas biográficas

Lincoln Cordeiro Oest nasceu no Rio de Janeiro em 1907. Ingressou no Partido Comunista do Brasil na década de 1930. Participou ativamente da Aliança Nacional Libertadora (ANL) em 1935. Elegeu-se deputado estadual pelo Rio de Janeiro na legenda do Partido Comunista do Brasil (PCB) no ano de 1946. Teve seu mandato cassado com os demais membros da bancada em janeiro de 1948. Esteve à frente do processo de reorganização do PC do Brasil e elegeu-se membro do Comitê Central e da sua Comissão Executiva na Conferência Extraordinária de fevereiro de 1962. Após o golpe militar de 1964 entrou na clandestinidade. Passou a dirigir o Partido em São Paulo, mas em agosto de 1968 ficou preso por 18 dias, sendo bastante torturado. No Comitê Central compunha a Comissão de Organização e dava assistência a vários estados, como o Espírito Santo.

Luiz Guilhardini nasceu em 1920 na cidade portuária de Santos. Era operário naval e ingressou no Partido Comunista do Brasil em 1945. Mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1953, tornou-se membro do Comitê Metropolitano e do Comitê Regional dos Marítimos, importante base operária do PCB. Em 1962 ficou com o PC Brasileiro e, após o golpe militar, ao lado de José Maria Cavalcante, comandou o processo de integração do Comitê Regional dos Marítimos ao PC do Brasil. Na 6ª Conferência elegeu-se membro titular do Comitê Central e logo passou a compor a Comissão Executiva e a Comissão de Organização.

Carlos Nicolau Danielli nasceu em 1929 na cidade de Niterói. Era filho de militantes comunistas. Muito jovem passou a trabalhar nos estaleiros de construção naval de São Gonçalo. Ingressou na União da Juventude Comunista (UJC) em 1946 e, em seguida, no PC do Brasil (PCB). Foi preso em 1949 transportando documento do partido e novamente em 1956. No IV Congresso (1954) elegeu-se membro do Comitê Central. Foi um dos líderes do processo de reorganização do PC do Brasil em 1962, reelegendo-se para o Comitê Central – e compor a Comissão Executiva na qual passou a responder pelo trabalho de organização e a publicação do jornal A Classe Operária.

Lincoln Bicalho Roque nasceu na cidade de São José do Calçado no Espírito Santo em 1945. Estudou sociologia na antiga Universidade do Brasil (atual UFRJ). Era uma das principais lideranças estudantis do PC Brasileiro. Depois de formado, em 1967, tornou-se professor do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, mas foi compulsoriamente aposentado aos 23 anos de idade. Em 1966 participou da dissidência que deu origem ao PCBR. Experiência curta, pois logo passou a integrar o PC do Brasil e a compor sua direção regional na Guanabara. Em 1970 tornou-se secretário político da União da Juventude Patriótica (UJP), entidade juvenil de massas ligada ao PCdoB. Era candidato a membro do Comitê Central.

Bibliografia

BERTOLINO, Osvaldo. Testamento de luta – A vida de Carlos Danielli. São Paulo: Anita Garibaldi, 2002.
COMISSÃO DE familiares de mortos e desaparecidos políticos. Dossiê Ditadura – Mortos e desaparecidos políticos no Brasil (1964-1985). São Paulo: Imprensa Oficial e IEVE, 2009.
MIRANDA, Nilmário e TIBÚRCIO, Carlos. Dos filhos deste solo – mortos e desaparecidos políticos durante a ditadura militar: a responsabilidade do Estado. São Paulo: Boitempo e Fundação Perseu Abramo, 1999.
MOMESSO, Luiz. Um maquinista da história. São Paulo: Oito de Março, 1988.

* Augusto Buonicore é historiador, secretário-geral da Fundação Maurício Grabois. E autor dos livros Marxismo, história e revolução burguesa: encontros e desencontros e Meu verbo é lutar: a vida e o pensamento de João Amazonas, ambos pela Editora Anita Garibaldi.

Fonte: Fundação Maurício Grabois

MADURO A LA OPOSICIÓN: “¡BASTA YA DE ODIO. RESPETEN AL COMANDANTE Y EL DOLOR DE UN PUEBLO!” (+VIDEO)



MADURO A LA OPOSICIÓN: “¡BASTA YA DE ODIO. RESPETEN AL COMANDANTE Y EL DOLOR DE UN PUEBLO!” (+VIDEO)



Pidió multiplicar “las expresiones de cariño y alegría del pueblo para minimizar el odio desatado hasta que desaparezca y desaparezca plenamente (...) Llamamos a la serenidad, la acción y la oración".

"Con sinceridad le hablamos a aquellos adversarios opositores, a los enemigos de la Patria, pero sobre todo a los que son venezolanos, a los que nacieron aquí, que destilan su odio y veneno todos los días. ¡Basta ya, cese el veneno, cese el odio contra el Comandante, por favor, basta ya, respeten al presidente Chávez, respeten la tristeza y el dolor de un pueblo digno, que se ha hecho libre bajo el mando y la batuta de este gran hombre".

Así lo dijo el vicepresidente ejecutivo de la República, Nicolás Maduro Moros, en la misma cadena nacional de radio y televisión, transmitida este martes en la noche desde el Palacio de Miraflores, en la que informó que, después de seis horas de operación "compleja" en La Habana, el presidente Hugo Chávez está en su habitación, bajo el tratamiento del equipo de médicos y expertos de todas partes del mundo, por iniciar la fase postoperatoria, que "durará varios días".

Continuó en su llamado: "a los patriotas, revolucionarios, antimperialistas, socialistas, comunistas, a los obreros, a las mujeres de la Patria, a los militares que están en los cuarteles y unidades militares, a todos los llamamos, para que frente al odio de ellos (los adversarios) saquemos nuestra bandera de Bolívar, nuestra bandera de Chávez, de amor, nuestra bandera tricolor de las ocho estrellas de Angostura".

"Que nuestro combate, nuestra acción, nuestra oración no permita que se inocule en nuestra alma su odio, porque los enemigos de nuestra patria sueñan con el día de la violencia general. Todos los días se meten con la vida del Comandante Chávez".

Pidió multiplicar "las expresiones de cariño y alegría del pueblo para minimizar el odio desatado hasta que desaparezca y desaparezca plenamente”.
Respecto a la cita electoral del venidero 16 de diciembre, Maduro dijo, en nombre del Gobierno bolivariano: “nosotros convocamos a todos los venezolanos a elegir gobernadores para que la vida de la República siga adelante fortaleciéndose en lo político, en lo económico, en lo social. Esta Patria de Bolívar, de Chávez que se puso de pie y se está constituyendo con los designios de una Constitución pensada y convocada por él".

"Convocamos a todos los venezolanos de bien a compartir el amor por la paz, por nuestro país, por los más altos valores".

"En estas horas que vienen vamos a estar muy atentos y le pedimos a Dios, a José Gregorio Hernández, a los espíritus de buenas energías que den sus bendiciones para que cada día que pase lo veamos cada día aún más recuperado y tengamos la felicidad más temprano que tarde de verlo aquí en esta casa, en la casa del pueblo que usted preside y va a seguir presidiendo. Llamamos a nuestro pueblo a la serenidad, la acción y la oración", concluyó el Vicepresidente de la nación.

CHAVEZ SALIÓ BIEN DE LA OPERACIÓN Y ESTÁ TRANQUILO EN SU HABITACIÓN



CHAVEZ SALIÓ BIEN DE LA OPERACIÓN Y ESTÁ TRANQUILO EN SU HABITACIÓN



En cadena nacional el vicepresidente de la República, Nicolás Maduro, informó que, después de seis horas, concluyó intervención y presidente Chávez se prepara para etapa postoperatoria de varios días.

En cadena nacional de radio y televisión transmitida este martes desde el Palacio de Miraflores, en Caracas, pasadas las nueve de la noche, el vicepresidente ejecutivo de la República, Nicolás Maduro Moros, informó que, luego de seis horas, concluyó la intervención quirúrgica correctiva de la lesión que reincidió en el mismo lugar de la antigualesión" y "podemos decir que el Comandante ya se encuentra en su habitación iniciando los tratamientos especiales que el equipo de médicos y expertos de distintas partes del mundo han anunciado para la etapa postoperatoria, que durará varios días".

El Vicepresidente anunció que el Gobierno bolivariano informará diariamente sobre la evolución del Presidente. Añadió que la operación fue "compleja" y refirió que los médicos "han estado en comunicación permanente con nosotros" y, a la vez, el Gobierno ha estado en contacto con los familiares de Chávez en Cuba y en su natal Barinas.

En la alocución también agradeció "todo el amor, el más puro amor, el más grande amor que la gente de bien de esta tierra venezolana ha dedicado con su oración para que esta operación culminara correctamente y de manera exitosa".

Maduro reconoció que "hemos vivido momentos de preocupación, de acompañamiento, de oración con nuestro Comandante presidente Hugo Chávez". Expresó que "desde la alta montaña de Bolivia nuestros pueblos indígenas han activado toda su fuerza espiritual para acompañarnos en esta batalla por la vida de nuestro Comandante, que también es su Comandante".

Hizo un "llamado amoroso" para que se mantengan activadas las fuerzas espirituales, en vigilia permanente. A los líderes, movimientos sociales y amigos del mundo y de esta América del Sur sagrada, Maduro les pidió: "mantengamos una oración sincera, un sentimiento sincero". "Como decía el compañero Diosdado Cabello, no piensen que la tristeza es debilidad, la tristeza es fuerza, el dolor compartido de un pueblo genera más dignidad y conciencia de la hora que estamos viviendo", advirtió visiblemente conmovido.

Informó además que en Cuba acompañan al Jefe de Estado bolivariano "sus hijas, hijo, nietas y nietos. Del alto mando político están Diosdado Cabello, Cilia Flores, Jorge Arreaza y Rafael Ramírez, quienes están a su lado como hijos en vigilia". También, dijo, "le hemos transmitido esta información a su hermano Adán Chávez que está en Barinas (...) Queremos a través de esta cadena expresar nuestra solidaridad a los familiares de Chávez, que son nuestra familia también".

Llamó también a que la oración impida que el odio de los enemigos de la Patria no sea inoculado: "minimicemos el odio y ese veneno hasta que desaparezca, hasta que lo neutralicemos plenamente".

"Este momento espiritual de la Patria nos debe servir para unirnos en el amor, para unirnos en los grandes valores de la Patria, para unirnos, y lo digo con el corazón, en Chávez. Comandante, aquí lo esperamos sus hijos, usted tiene que regresar, aquí lo esperamos nosotros sus hijos, que hemos jurado ser leales a usted aún más allá de esta vida, y si hubiera otra vida seríamos leales y seríamos sus soldados por siempre", juró nuevamente Maduro con gran emoción.

Luego dijo a Chávez: "aquí estamos cada quien haciendo lo suyo, trabajando".

Culminada la cadena nacional, Nicolás Maduro se fue hasta la Plaza Bolívar y dijo a los cientos de congregados en vigilia y unidos en oración cristiana: "podemos decir que el Comandante Chávez ha superado el primer obstáculo (…) Aquí le esperamos en esta cuna de la libertad de América".

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

LEA Y ESCUCHE EL SENTIDO DISCURSO DE MADURO DESPUÉS DE SU DESIGNACIÓN POR CHÁVEZ (+VIDEO)



LEA Y ESCUCHE EL SENTIDO DISCURSO DE MADURO DESPUÉS DE SU DESIGNACIÓN POR CHÁVEZ (+VIDEO)




El vicepresidente ejecutivo de la República e integrante de la directiva nacional del Partido Socialista Unido de Venezuela (Psuv), Nicolás Maduro Moros, estuvo este lunes en la tarde en una actividad política de campaña en Mariches, estado Miranda. Durante su intervención Maduro pronunció un muy emotivo discurso en apoyo al presidente Hugo Chávez, el primero después que el líder de la Revolución anunciara que debe ser nuevamente operado en La Habana.

Narró que él y el equipo más cercano de trabajo ha vivido momentos muy duros desde que por vez primera, en junio de 2011, le fuera diagnosticado a Chávez la presencia de células cancerígenas en la zona pélvica de su organismo. "A Elías y a mí nos tocó vivir horas muy difíciles desde que se inició todo este proceso aquel 11 de junio de 2011, no tocó acompañar al comandante Hugo Chávez, allí siempre en las buenas y en las malas, en las circunstancias duras que nos tocó vivir", señaló.

Dijo "gracias a Chávez eternamente por habernos traído a Bolívar vivo, por habernos traído a Zamora vivo, por resucitar la conciencia de nuestro pueblo”. Confesó que cuando el sábado pasado “Chávez dijo que él tenía la fortuna de sentirse acompañado a nosotros se nos metió un sentimiento aquí (en el corazón) porque así es Chávez tiene a un pueblo, nos tiene a nosotros, y nos tendrá por siempre en esta batalla, de victoria en victoria, con nuestra lealtad, hasta más allá de esta vida vamos a ser leales a Hugo Chávez".

El Vicepresidente fue enfático en la necesidad de lealtad, unidad y firmeza. Aclaró que "aquí en cada elección se juega la Patria", por lo que llamó al pueblo mirandino a cumplir el próximo 16 de diciembre el compromiso de triunfo adquirido con el Presidente, en medio de esta adversidad.

"La oración diaria llega, porque ésta es tierra bendita, ésta es tierra de Dios", dijo al pueblo creyente.

Maduro agregó que "las circunstancias críticas son pruebas que nos pone la vida, que nos pone Dios para ver si podemos enfrentarlas o no y nosotros hoy decimos que la prueba que nos ponga la vida la vamos a superar y esta circunstancia que estamos viviendo la vamos a superar también, con coraje, con amor, con la oración".

"Chávez ha sido para nosotros un padre. Nos ha formado en la rectitud, en la lucha, en el trabajo, la resistencia, el antimperialismo militante, en las banderas de (Simón) Bolívar y en las ideas de una sociedad socialista, una sociedad en la que podamos con el trabajo de todos, levantar a esta patria", añadió.

"No nos desmayemos, no nos confiemos. Estamos frente a un ejército de dragones de Komodo, que botan la baba del veneno, te van persiguiendo, te tocan y te envenenan (…) Chávez es nuestro orgullo, eso somos y estos niños van a crecer con la educación de esta época histórica y los valores positivos", manifestó Maduro.

También aseguró que "el acompañamiento a Chávez va mas allá de nuestras fronteras, apenas el Presidente habló recibió la llamada de compañeros del mundo, primero fue el presidente Correa que al escuchar hablar a Chávez prendió los motores de su avión, se quería venir a Venezuela de manera inmediata. Esta mañana nos llamó y no dijo: mañana aterrizo en La Habana. Dejó todo lo que tenía que hacer para ver a Chávez".

Dijo que Chávez es la marca de Venezuela en el mundo. "¿Cuándo acá en Venezuela? Sólo con Bolívar se escuchó por primera vez de algo que se llamaba Venezuela. Y ahora, cuando uno va a cualquier lugar del mundo en algún otro idioma le dicen a uno "¿de dónde es?", de Venezuela, y le dicen a uno "Chávez".

Paulo Moreira Leite: marchadeiras do retrocesso | Conversa Afiada

PML: marchadeiras do retrocesso | Conversa Afiada


Paulo Moreira Leite

Em 1964, havia as marchadeiras do golpe militar. Eram aquelas senhoras que, de terço da mão, foram às ruas para denunciar a corrupção e a subversão, acreditando que iriam salvar a democracia.

Só ajudaram a instalar uma ditadura militar que o país até hoje não esqueceu.

Em 2012, temos uma marcha do retrocesso. Não há um golpe de Estado à vista.

Mas temos homens e mulheres em campanha para que o Supremo passe por cima do artigo 55 da Constituição e casse o mandato de três parlamentares condenados pelo mensalão.

Este número deve chegar a quatro em janeiro do ano que vem, quando José Genoíno deve assumir uma vaga como suplente.

A lei diz que, para cassar o mandato de um parlamentar, é preciso que a medida seja aprovada no Câmara ou no Senado, por maioria absoluta, em votação secreta, após ampla defesa.

Em vez de procurar votos no Congresso, como é obrigado a fazer todo cidadão interessado em mudanças de seu interesse, as novas marchadeiras querem uma cassação na marra.

Assim: o STF manda e o Congresso cumpre – mesmo que a Constituição diga outra coisa.

A desculpa é que estão preocupados com o decoro. Acham feio pensar que um deputado condenado a cumprir pena em regime fechado conserve suas prerrogativas de parlamentar. Concordo que é estranho. Muita gente acha que proibir a pena de morte é estranho. Mas está lá na Constituição. Muita gente acha que os índios e os negros não deveriam ter suas terras nem seus quilombos. Mas está lá.

Falta de decoro, que é sinônimo de falta de vergonha, de honradez, é defender que se desrespeite a Constituição.

Mas marchadeiros e marchadeiras são assim. Foram à rua em 64 para combater a corrupção e a subversão e jogaram o país numa ditadura que só iria encerrar-se com a nova Constituição, em 1988, aquela mesma que se ameaça agora.

Não custa lembrar que o debate sobre cassação de mandatos tem poucas consequências práticas. Mesmo que a Câmara, cumprindo uma prerrogativa que a Constituição lhe oferece, resolva preservar seus mandatos, eles sequer poderão voltar às urnas em 2014. Já estarão enquadrados na Lei do Ficha Limpa. O que se discute, acima de tudo, é um direito.

É isso que se pode atingir.

Em 1988, 407 parlamentares votaram a favor do artigo 55, que define quem tem poderes para cassar mandato de senadores e deputados. Deixaram lá, por escrito, explicitamente, para ninguém ter duvida. A Câmara, no caso de Deputados. O Senado, no caso de senadores. Não há mas, porém, todavia.

E isso e pontdo.

É como bomba atômica. O Brasil assumiu o compromisso constitucional de não desenvolver energia nuclear com fins militares. Está lá e não se discute.

Por que se considera vergonhoso que a Câmara queira definir o destino de seus membros?

Porque está em jogo um princípio: apenas representantes eleitos pelo povo podem cassar o mandato de um representante eleito. Foi essa a grande lição de um país que saía de uma ditadura, iniciada com a promessa de que iria salvar a demoracia.

É uma regra coerente com a noção de soberania popular, de que todos os poderes emanam do povo “que o exerce através de representantes eleitos.”( Está lá, justamente no artigo 1).

Como recorda o deputado Marco Maia, em artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo, o artigo 55 nasceu numa votação ampla e plural. Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, votaram a favor.

Aécio Neves, apontado por FHC como candidato para 2014, também. Delfim Netto, que ainda exibia a coroa de tzar do milagre brasileiro da ditadura, também.

Isso quer dizer que havia um consenso político a respeito. Por que?

Não se discutia o motivo das cassações passadas. A imensa maioria dos casos envolvia perseguição política notória, contra adversários que a ditadura queria excluir da vida pública. Mas havia corruptos de verdade entre aqueles que perdiam o mandato. Teve um governador do Paraná que foi afastado depois que foi gravado fazendo um pedido de propina. A fita com a gravação chegou ao Planalto e ele foi degolado.

Os constituintes se encarregaram de definir um ritual democrático para garantir o cumprimento da lei em qualquer caso.Não se queria uma democracia à paraguaia, onde as regras são vagas e pouco claras, permitindo atos arbitrários, como a deposição de um presidente que só teve duas horas para defender-se.

Ao contrário do que ocorre numa ditadura, quando o governo improvisa soluções ao sabor das conveniências e a Constituição é um enfeite para fazer discurso na ONU, numa democracia existem regras, que devem ser cumpridas por todos.

Isso permitiu que, em 1992, o Senado tivesse cassado os direitos políticos de Fernando Collor que, em 1994, julgado pelo Supremo, Collor foi absolvido por falta de provas válidas. Era contraditório? Claro que era.

Mas era o que precisava ser feito, em nome da separação entre poderes. Coubera ao Congresso fazer o julgamento político de Collor. Ao Supremo, coube o julgamento criminal.

No mais prolongado período de liberdades de nossa história moderna, o Brasil aprendeu que a única forma de livrar-se de uma lei errada é apresentar um projeto de mudança constitucional, reunir votos e ir à luta no Congresso.

Vários artigos da carta de 1988 foram reformados, emendados e até extintos de lá para cá. Quem acha que o artigo 55 está errado, pode seguir o exemplo e tentar modificá-lo. Vamos lembrar quantas mudanças foram feitas nos últimos anos. Mudou-se o caráter de empresa nacional, permitiu-se a reeleição para mandatos executivos e muitas outras coisas mais, não é mesmo?

O caminho democrático é este.

Quem quiser cassar mandato dos deputados, só precisa reunir uma maioria de votos, no Congresso. Se conseguir, leva. Se não conseguir, paciência.

Dom Pedro Casaldáliga sofre ameaças de morte - Portal Vermelho

Dom Pedro Casaldáliga sofre ameaças de morte - Portal Vermelho

O bispo Pedro Casaldáliga, 84, foi forçado a deixar sua casa em São Félix do Araguaia (MT) e ir a mais de mil quilômetros de distância por indicação da Polícia Federal. A causa foi a intensificação nos últimos dias das ameaças de morte que ele recebeu devido ao seu trabalho durante mais de 40 anos em defesa dos direitos dos índios Xavante.


A produtora Minoria Absoluta, que trabalha em uma minissérie sobre o religioso, foi uma das denunciantes. O fato do governo federal decidir tomar as terras dos fazendeiros para devolver aos índios, legítimos proprietários, agravou o conflito.

A produtora assinalou que a equipe de filmagem teve que modificar o seu plano de trabalho. Concretamente e por recomendação do governo brasileiro, a equipe teve que atravessar a floresta e fazer uma rota de 48 horas de duração para evitar a zona de conflito.

Casaldáliga se tornou o objetivo dos chamados “invasores” que fraudulentamente se apropriaram das terras em Marâiwatsédé dos Xavantes. O bispo, que sofre de Parkinson, trabalha há anos em favor dos indígenas e dos seus direitos fundamentais na Prelazia de São Félix e se tornou, em nível internacional, o rosto visível da causa.

Os proprietários de terra e os colonos que ocuparam fraudulentamente e com violências as terras serão despejados em breve pela ordem ministerial que, há 20 anos, espera pelo seu cumprimento.

Conforme informou em um texto a Associação Araguaia com Casaldáliga, o bispo teve que pegar um avião escoltado pela polícia e atualmente se encontra na casa de um amigo que teve sua identidade e localização ocultas por razões de segurança.

“Sentimo-nos plenamente identificados com a defesa que desde sempre o bispo Pedro e a Prelazia de São Félix sempre fizeram da causa indígena”, diz o comunicado da associação, que exige que a comunidade internacional vele pela segurança de Casaldáliga e pelos direitos dos índios Xavante.

Através do Twitter também circulou o comunicado de apoio do Conselho Indigenista Missionário – órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –, assinado por associações e entidades ligadas à luta indígena e aos direitos humanos.

Fonte: Brasil de Fato

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Chávez chega a Cuba: "Até a vitória, sempre", diz a seu povo - Portal Vermelho

Chávez chega a Cuba: "Até a vitória, sempre", diz a seu povo - Portal Vermelho

O presidente de Cuba, Raúl Castro, recebeu nesta segunda-feira (10) o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que chegou a Havana para se submeter a uma cirurgia. Diagnosticado com câncer, Chávez fará nova intervenção cirúrgica para a retirada de um tumor na região pélvica. "Até a vitória, sempre. Que viva a pátria!", expressou Chávez de forma efusiva, antes de embarcar.



Chávez acena antes de embarcar na Venezuela com destino a Cuba / Foto: AVN"Parto para Havana cheio de otimismo", disse o presidente a toda sua equipe presidencial. Ele acrescentou que "somos guerreiros da vida, cheios de luz e fé em Cristo, em Deus e em nós mesmos para seguir batalhando e vencendo".

A Assembleia Nacional da Venezuela autorizou a saída do mandatário depois de receber a solicitação do presidente, a qual foi debatida pelo Legislativo em sessão extraordinária.

Nesta segunda-feira, a rede social Twitter se somou ao grande coro de vozes que tem demonstrado apoio internacional ao presidente Chávez, depois de uma convocação lançada com esse propósito pelas autoridades venezuelanas. O ministro da Comunicação e Informação, Ernesto Vilhegas, convocou o tuitaço mundial para o meio-dia desta segunda, sob a hashtag #ElMundoEstaConChavez (O Mundo Está com Chávez).

Chávez, em cadeia nacional de rádio e televisão, informou sobre o aparecimento de algumas células malignas na área das operações anteriores, o que exige uma nova intervenção cirúrgica.

Ainda não há detalhes sobre a cirurgia, nem sobre o período em que ele ficará em Cuba. Antes de deixar a Venezuela, o presidente pediu que a população se prepare para sua ausência. No entanto, disse estar confiante de que superará a doença.

No sábado (8) Chávez anunciou, em cadeia nacional de televisão, que fará mais uma cirurgia, na mesma região em que já foi operado, a área pélvica. No discurso, ele indicou que pode se ver obrigado a abandonar a Presidência da República da Venezuela. Mas apelou para que apoiem o atual vice-presidente, Nicolás Maduro, que considera a pessoa ideal para o cargo.

Reeleito, Chávez tem a posse marcada para o próximo dia 10. Se ele tiver que abandonar o cargo, mesmo após assumi-lo, novas eleições presidenciais terão que ser convocadas. Maduro só pode ser presidente se vencer nas urnas.

Ex-condutor de metrô e líder sindical, Maduro desempenha dupla função no governo – a de vice-presidente, indicado por Chávez, e a de ministro das Relações Exteriores da Venezuela. Ele acompanha o presidente há seis anos.

Com agências



PC chileno celebra 100 anos em ato com 70 mil pessoas - Portal Vermelho

PC chileno celebra 100 anos em ato com 70 mil pessoas - Portal Vermelho

Cerca de 70 mil pessoas participaram, na noite deste domingo (10), de um ato de celebração dos 100 anos do Partido Comunista do Chile, que foi realizado no Estádio Nacional, onde se apresentaram vários artistas, incluindo o cubano Silvio Rodríguez.
O evento contou também com a presença de representantes de outros partidos políticos, uma oportunidade que foi usada pelo secretário-geral da PC, o deputado Guillermo Teillier, para fazer um apelo à unidade da oposição, para enfrentar junta as próximas eleições presidenciais e legislativas de 2013.

Durante seu discurso aos participantes, Teillier criticou o governo do presidente Sebastián Piñera, a direita e seus projetos, como a Lei da Pesca, que favorecem apenas os ricos, fato pelo qual exigiu mudanças na economia, que incluam uma maior presença "do Estado e uma reforma tributária. "

Ele também disse que seu partido exige "uma educação público gratuito", e também apoiou a possibilidade de descriminalização do uso da maconha.

"Convocamos a unidade e a luta: de outra forma não se cumprirão essas exigências", disse o secretário geral do PC. Ele também reivindicou a do PC na ampla derrota da direita nas recentes eleições municipais, em que seu partido aumentou o número de prefeitos e vereadores.

"Esta vitória deve persistir nas próximas eleições presidenciais e parlamentares, para o que precisamos, e é a nossa demanda, contar com um programa que nos represente a todos nós, especialmente ao mundo social", concluiu Teillier.

O espetáculo foi aberto pelo cantor cubano Silvio Rodriguez, que passou cerca de uma hora no palco, e em seguida, apresentaram-se artistas nacionais de renome, como Inti Illimani, Illapu, Sol e Lluvia e Manuel García.

"O povo unido jamais será vencido", gritava a multidão, que formava uma ampla gama de fãs jovens e antigos, que recebeu com fervor o cantor e seus cinco acompanhantes. Silvio deu início ao show com "Carta a Violeta Parra", cujos acordes fizeram brotar uma multidão de exclamações, aplausos, bandeiras de Cuba e do Chile, das Juventude Comunista e do povo mapuche, entre outros.

"Hoje enfim estou aqui porque conheci uma pessoa que se chamava Victor Jara. Estou aqui porque eu conheci uma pessoa chamada Gladys Marin. Estou aqui porque eu conheci uma pessoa chamada Isabel Parra. Por isso que eu estou aqui" , disse o cantor cubano.

Depois de fazer uma homenagem merecida a Violeta Parra, Silvio presenteou os participantes com Cita com Angeles, Santiago de Chile, Historia de la silla, Mujeres e Escaramujo.

Por sua parte, a platéia cheia de euforia gritava frases: "Um Chile novo é possível", "O povo unido jamais será vencido", "Viva Silvio", "Vivam Cuba e o Chile."

O presidente do Partido Comunista do Chile, Guillermo Teillier agradeceu a apresentação do trovador cubano e recordou como, apesar de suas músicas estarem proibidas no país durante a ditadura, elas floresceram como rosas vermelhas de resistência e encorajamento para continuar lutando.

"Esse gesto, tão comovente sua parte Silvio, corresponde à solidariedade entre nossos povos, temos a certeza de que vai durar por muito tempo. O Chile segue te admirando e te querendo bem", disse Teillier.

A primeira viagem de Sílvio ao Chile foi em 1972, durante o governo de Salvador Allende, que decide cometeu suicídio em 11 de setembro de 1973.

Durante a ditadura, os militares censuraram seus discos, e só depois de 1990, com a queda de Augusto Pinochet, o artista cubano pode retornar ao Chile. Depois visitou o país em outras oportunidades.

Dentro das figuras do PC, destacaram-se a presidenta da Central Unitária de Trabalhadores (CUT), Barbara Figueroa, assim como os jovens líderes, Camila Vallejo e Camilo Ballesteros, que lideraram o movimento estudantil e agora são cartas do partido que podem ser apresentadas nas eleições parlamentares.

Também foi divulgada uma mensagem enviada pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, que atualmente atua nas Nações Unidas, mas as pesquisas a indicam como a figura principal da oposição e provável candidata a retornar à Presidência.

"Eu estou contente que o PC possa comemorar este aniversário em um Chile capaz de superar muitos obstáculos para construir uma convivência livre e democrática", disse o presidente em sua mensagem.

"Apesar das limitações do sistema eleitoral binominal, que é urgente reformar, o PC chegou a uma representação parlamentar legítima, como parte de uma acordo amplo das forças democráticas, que também deu frutos na recente eleição municipal", disse Bachelet.

O PCdoB também partricipou da celebração chilena, enviando representantes ao evento.

Com agências



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