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segunda-feira, 26 de março de 2012

Caravana UNE Brasil Mais 10 discute o Brasil que a juventude quer

Caravana UNE Brasil Mais 10 discute o Brasil que a juventude quer
Onde você estará daqui a dez anos? Como será a estrutura social brasileira e quais serão as oportunidades de desenvolvimento para a juventude? Quais serão os avanços e desafios da educação pública e da sustentabilidade ambiental? Essas serão algumas das questões que serão levadas aos diversos estados pela Caravana UNE Brasil +10, promovida pela União Nacional dos Estudantes (UNE), entre 28 de março e 15 de maio. O movimento estudantil espera atingir 50 mil estudantes de todo país.

CaravanaUneBrasil10
É a sexta edição da Caravana da UNE, co-realizada pelo Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA), da entidade. Serão visitados no total 24 universidades, em 12 estados (Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo).

Imaginando o Brasil possível em 2022, quando se completam 200 anos da Independência Nacional e 100 anos da Semana de Arte Moderna, a UNE leva uma maratona de atividades com grandes pensadores, cientistas, artistas, políticos e militantes do movimento social para debater e construir, junto aos estudantes, idéias e soluções para a próxima década. Entre eles o cientista Miguel Nicolelis, o escritor Fernando Moraes, o cineasta Silvio Tendler e o físico Ênio Candotti. As discussões vão girar em torno de quatro eixos: educação, desenvolvimento, justiça social e justiça ambiental.

Entre os objetivos da Caravana está a produção de um diagnóstico participativo, junto a jovens de diferentes estados e realidades, que possa contribuir no debate e formulação de políticas públicas, ações do movimento social ou do terceiro setor para o desenvolvimento do Brasil nos próximos dez anos. O resultado servirá de base para o Projeto “UNE Brasil Cidades 2012”, uma plataforma de reivindicações do movimento estudantil brasileiro a ser entregue para os candidatos a prefeito nas eleições do segundo semestre.

Acompanhe a Caravana:

28/03 – Brasília (DF): UNB
29/03 –Brasília (DF): UCB
03/04 – Porto Alegre (RS) UFRGS / PUC-RS
10/04 – Curitiba (PR): UFPR / PUC-PR
13/04 – Manaus (AM): UFAM / UNINORTE
16/04 – Belém (PA): UNAMA
17/04 – Belém (PA): UFPA
19/04 – Fortaleza (CE): Faculdades Integradas do Ceará (FIC)
20 /04 – Fortaleza (CE): UFC
23/04 - Natal (RN): UNP
24/04 – Natal (RN): UFRN
26/04 – Recife (PE): UNICAP
27/04 – Recife (PE): UFPE
03/05 – Belo Horizonte (MG): UFMG / PUC-MINAS
07/05 – Salvador (BA): Centro Universitário Jorge Amado (FJA)
08 /05 – Salvador (BA): UFBA
11/05 – Rio de Janeiro (RJ): UFRJ
12/05 – Rio de Janeiro (RJ): Universidade Castelo Branco (UCB)
15 /05 – São Paulo (SP): UNIP / USP

Atividades

Em cada uma das universidades, logo pela manhã, acontece um cortejo cultural, formado por atores e músicos, passando pelos corredores e convidando para o “Aulão Brasil+10”, uma grande aula referência, ministrada por personalidades brasileiras convidadas, sobre o tema Brasil+10. Depois, a mobilização estudantil estará voltada para as questões locais da universidade. A equipe da UNE fará reuniões com as entidades estudantis e representantes das instituições para debater as questões educacionais concretas enfrentadas em cada uma delas.

No final da tarde, o Cuca da UNE realizará uma reunião envolvendo estudantes e artistas locais. Ainda durante à tarde, acontecerá nas universidades privadas o Encontro do Prouni, que tem como objetivo analisar os resultados do programa de bolsas do Ministério da Educação, levantando seus problemas e virtudes, sistematizando-os na busca de aprimoramentos através das opiniões dos jovens beneficiados.

UNE 75 Anos

No próximo dia 11 de agosto, a UNE completa 75 anos de lutas e protagonismo nos principais episódios da vida do Brasil. Sendo, simultaneamente, o mais antigo e mais renovado movimento social do país, a entidade foi fundada em 1937, em meio à luta dos estudantes contra o nazi-fascismo no Brasil. O movimento estudantil marcou presença combatendo a ditadura do Estado Novo, na luta pelo desenvolvimento com a campanha “O Petróleo é Nosso” e nos turbulentos anos 60 e 70, quando a UNE e os estudantes foram perseguidos, torturados e mortos pela ditadura militar. Além disso, a UNE teve participação histórica em outros episódios como na campanha “Diretas Já”, na ação dos “cara-pintadas” durante a campanha “Fora Collor” e na resistência às privatizações e ao neoliberalismo que marcaram a era do presidente FHC.

Histórico das Caravanas da UNE

Em 1962, pela primeira vez em sua história, a UNE pôs o pé na estrada com a realização da UNE-Volante, mobilizada na rede da legalidade, movimento vitorioso que garantiu a posse do presidente João Goulart. Em 1963, reforçando as conquistas dessa experiência, foi realizada a segunda edição da UNE-Volante, congregando jovens artistas e universitários em busca de conhecer e integrar o Brasil. No entanto, essas experiências foram interrompidas pela ditadura.

Em 2004, a UNE conseguiu retomar os projetos das caravanas. Uma equipe de atores, produtores, documentaristas, artistas e estudantes embarcaram a bordo de um ônibus para mais um jornada, desta vez, chamada de Caravana UNE pelo Brasil, percorrendo 25 cidades brasileiras, sendo 18 capitais, passando por 31 instituições de ensino, nas cinco regiões do país. Ainda em 2004, foi realizada a Caravana Universitária de Cultura e Arte Paschoal Carlos Magno, o nome foi uma homenagem ao poeta e romancista criador do Teatro dos Estudantes.
No segundo semestre de 2008, a UNE apostou na diversificação dos temas das caravanas em um projeto ousado, a Caravana Saúde, Educação e Cultura. Em parceria com o Ministério da Saúde, o projeto passou pelos 26 estados, mais o Distrito Federal, a bordo de um ônibus.

Cuca

O Circuito Universitário de Cultura e Arte da UNE (Cuca) é um projeto de continuidade das iniciativas culturais da entidade dentro das universidades brasileiras. Trata-se de uma rede com núcleos em 15 estados brasileiros (São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Brasília, Amazonas, Piauí, Bahia, Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Maranhão, Roraima, Rio Grande do Norte e Pernambuco), que promove ações em diversas linguagens como audiovisual,artes plásticas, literatura, teatro e música.

Fonte: UNE

Sindicato é melhor com unicidade sindical

Sindicato é melhor com unicidade sindical

Sindicato é melhor com unicidade sindical


A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) defende o sindicalismo classista, apoia o fortalecimento das entidades de classe dos trabalhadores e contribui para a luta em defesa do desenvolvimento com valorização do trabalho.
A CTB defende a manutenção do Artigo 8º da Constituição Federal, que, entre outros pontos importantes, garante a unicidade e a contribuição sindical.
A unicidade é uma proteção legal e um freio para a fragmentação dos sindicatos, pois garante um único sindicato por ramo de atividade na mesma base territorial. A contribuição sindical é uma fonte indispensável para a sobrevivência da maioria dos sindicatos brasileiros.
Sindicato forte não pode ser dividido e precisa ter preservadas suas fontes de custeio. Essa é a posição da grande maioria do movimento sindical brasileiro, que compartilha com a CTB a defesa da unicidade e da contribuição sindical.
A unicidade é uma opção coletiva, o pluralismo é individualista
Com o pluralismo, a ação sindical deixa de ser um direito, duramente conquistado, e transforma-se num serviço. E o trabalhador, nessa relação, perde a cidadania e veste a máscara de consumidor. Esta maneira de ver reduz a relação patrão-empregado ao confronto de duas vontades individuais, disfarçando a contradição de classe que permeia a troca entre patrão e empregado (em que o trabalhador vende sua força de trabalho em troca do salário).
A opção coletiva (classista) enfatiza, por sua vez, os interesses da classe trabalhadora e o conflito fundamental entre o capital e a força de trabalho. Esta concepção considera os trabalhadores em seu conjunto. Nesse sentido, a tradição operária aponta para a construção da unidade de ação – e para a unicidade sindical, e não pluralidade.
A defesa e manutenção dos sindicatos é, assim, uma tarefa da classe trabalhadora em prol de seus interesses.
Quem deve sustentar os sindicatos
Existem exemplos de que os sindicatos podem ser sustentados pelos trabalhadores, pelos empresários ou pelos governos. Em nossa opinião, os sindicatos devem ser sustentados pelos trabalhadores, pois só assim poderá manter sua independência, necessária para encaminhar suas lutas.
Na sociedade atual existe o dízimo para a igreja, a contribuição para o time de futebol, entre tantas outras. Contribuir com o seu sindicato é a mais nobre de todas elas, porque permite que o equivalente a um dia de trabalho se reverta em 365 dias de luta por ano.
O fim da contribuição sindical pode significar um aumento no valor das contribuições, pois cada sindicato poderá cobrar livremente o que quiser. Por tudo isso, somos a favor da manutenção da atual contribuição sindical.

Em Porto Algre, centrais se mobilizam para o Grito de Alerta em favor do emprego

Em Porto Algre, centrais se mobilizam para o Grito de Alerta em favor do emprego
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Até a penúltima semana de março desse ano, 140 mil empregos deixaram de ser criados no país. Entre os anos de 2007 ea 2011 foram fechados em torno de 770 mil postos de trabalho. Culpa da desindustrialização que o Brasil tem enfrentado. Essa é uma das principais razões que uniu trabalhadores e empregados no movimento denominado “Grito de Alerta - Mobilização contra a desindustrialização e em defesa da produção e do emprego”.
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Na entrevista que reuniu dirigentes sindicais e representantes do patronato, nesta sexta-feira (23), depois da quinta reunião preparatória para a caminhada conjunta que será realizada segunda-feira (26), em Porto Alegre, o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, justificou o engajamento das centrais sindicais no movimento.
“Para nós, essa união se justifica. Estamos debatendo a defesa do projeto nacional de desenvolvimento que tenha como principal objetivo valorizar a produção nacional e a geração de empregos em nosso país. Não estamos fazendo um movimento contra as exportações, até porque vivemos em um mundo globalizado, que tem relações comerciais. Nós queremos é que se estabeleçam regras claras e que se dê uma igualdade de condições no processo de importação e de exportação.”
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Segundo o presidente da CTB-RS “o movimento coloca algumas premissas, que são questões nacionais, particularmente da política macroeconômica. É a redução mais drástica da taxa de juros, a diminuição do “spread” bancário, o controle mais efetivo do câmbio, que hoje tem uma sobrevalorização e isso é muito ruim para a exportação brasileira. Na verdade, hoje nós estamos exportando os empregos do Brasil em vez de exportarmos mercadorias. E também nós precisamos de um investimento cada vez maior em nosso parque industrial e tecnológico. E também é preciso maior qualificação profissional, tanto no nível técnico como científico. São questões extremamente importantes e que hoje são necessidades prementes para o desenvolvimento que defendemos para o Brasil como nação, em busca de uma média de crescimento em torno de 5% a 6% ao ano. Para isso, precisamos de mão de obra qualificada para tocar esse país adiante”, advertiu.
E aproveitou para criticar o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “O ministro fez uma série de raciocínios que comprovam que o Brasil está em ritmo de desindustrialização, mas no final disse que o país não está vivendo um processo de desindustrialização. Ora, é só verificar os números que o próprio governo divulgou. A indústria de transformação no Brasil, em meados da década de 80 representava 27% do PIB. Em 2011, passou a representar 16% e no final desse ano deverá ser de 15%. Isso é ou não é desindustrialização? O processo de desindustrialização está claro.”
“Todas essas questões constam no documento que será entregue às autoridades, além do incentivo que precisa ser dado para a produção. Então, essa unidade de empresários e trabalhadores é justificável porque nós queremos é o bem do Brasil como nação para atender os interesses da empresa nacional e do povo trabalhador do nosso país. Como a adesão aumenta a cada dia, teremos cerca de 10 mil trabalhadores, empresários, estudantes e pessoas da sociedade civil que estão compreendendo a magnitude desse movimento. É muito importante que o governo ouça o grito de alerta que terá início em Porto Alegre nesta segunda-feira”, finalizou Guiomar Vidor.
Emanuel Mattos – CTB-RS (Foto: Wesley Santos)

Grito de Alerta: Centrais abrem calendário de mobilizações contra desindustrialização

Grito de Alerta: Centrais abrem calendário de mobilizações contra desindustrialização

grito_alertaUma marcha entre o Largo Glênio Peres e a Praça da Matriz, em Porto Alegre, na tarde da próxima segunda-feira (26), vai abrir oficialmente o calendário nacional de atividades contra a desindustrialização, construído pelo Fórum das Centrais Sindicais através do Pacto pelo Desenvolvimento com geração de emprego e renda.
O ato, que prevê a participação de milhares de pessoas, é fruto do movimento intitulado “Grito de Alerta em Defesa da Produção e do Emprego”, que além das centrais reúne entidades representantes da indústria.
A mobilização acontece em mais três estados, Santa Catarina (28 de março), Paraná (3 de abril) e São Paulo (4 de abril), antes de um grande ato em Brasília, no dia 10 de maio.
Concorrência desleal
Desde o início do ano representantes das centrais sindicais e entidades empresariais, lideradas pela Abimaq, têm feito uma série de reuniões para organizar a mobilização e a pauta de reivindicações. A proposta é fazer uma grande mobilização para mostrar ao governo e à sociedade os efeitos negativos da falta de competitividade imposta à indústria brasileira no próprio mercado interno.
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No Paraná, dirigentes definem atividades
Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, a partir do momento em que trabalhadores e empresários estiverem nas ruas, haverá um cenário muito claro diante de toda a sociedade. “De um lado teremos o setor produtivo; do outro estarão os especuladores. Para que lado o governo irá?”, questionou o dirigente. “O governo e a sociedade precisam se dar conta do que está acontecendo”, afirmou Gomes.
Empresários e sindicalistas estão preocupados com a perda de participação da indústria no PIB brasileiro no ano passado e o crescimento das importações de produtos acabados ao passo que as commodities ganham peso na balança comercial.
Em Porto Alegre, uma comissão de empresários e líderes sindicais tem audiências marcadas na Assembleia Legislativa e no Palácio Piratini na mesma tarde de segunda-feira, para tentar conquistar o apoio das autoridades locais.
Confira o calendário de atividades:
Dia 26/03 - Porto Alegre  - Largo Glênio Peres

Dia 28/03 - Santa Catarina - Florianópolis - Praça Tancredo Neves

Dia 03/04 - Paraná - Curitiba - em frente à fabrica da Bosh

Dia 04/04 - São Paulo - Assembleia Legislativa - Av. Pedro Álvares Cabral, 201. São Paulo - SP

Dia 10/05 - Ato Nacional em Brasília
Portal CTB

Telefônica ganha R$ 3 bi do BNDES e demite 1,5 mil - Mauro Santayana

Telefônica ganha R$ 3 bi do BNDES e demite 1,5 mil
AddThis Social Bookmark Button A desfaçatez das empresas espanholas no Brasil não tem limites. Ajudados por decisões do setor público, no mínimo incompreensíveis, os acionistas controladores da Telefônica auferem, aqui , lucros espantosos.

Cem por cento desses lucros sobre o investimento estrangeiro, mais juros sobre esse capital, são repatriados via remessa de lucros . A empresa está, agora, procurando, com esse dinheiro, comprar as poucas ações ainda em mãos de brasileiros (cerca de 20%), para atingir a totalidade do controle acionário.

A Telefônica obteve empréstimo, junto ao BNDES, de 3 bilhões de reais no ano passado, destinado à “expansão de infra-estrutura”. Ora, se ela tem dinheiro para comprar mais ações por que o empréstimo? Por que não usar o lucro a fim de cumprir suas obrigações de expansão da rede? Ou seus controladores, na realidade, vão usar o dinheiro do BNDES para comprar mais ações? Esses investimentos para expandir a infra-estrutura deveriam ter saído dos lucros que envia ao exterior. A empresa nada investe de seus ganhos, que escoam para fora do país, comprometendo nosso balanço de pagamentos.

Em contradição com esse pretenso movimento de “expansão da infra-estrutura”, e apesar desse gigantesco empréstimo público, a Telefônica está demitindo, no Brasil, segundo informa a imprensa, mil e quinhentos empregados.

Sabe-se que, por agora, na área técnica, ela já demitiu setenta dos funcionários mais antigos, mediante Plano de Demissão “voluntária”.

Mas, em seu cabide de empregos, no Conselho de Administração, pendura-se Iñaki Undargarin, genro do Rei da Espanha – que está sendo processado por corrupção naquele país.

A ambição de lucro e de benefícios por parte do setor público, no entanto, não tem limites. Os meios de comunicação informam que a Telefônica do Brasil está pleiteando, agora, junto à Anatel, a retirada de duas casas e de seu edifício sede – localizados no centro de São Paulo – da “ lista de bens reversíveis “, isto é, que devem, por força do contrato, retornar à posse da União quando acabar a concessão, e que fazem parte do patrimônio de todos os brasileiros.

Essa exclusão possibilitaria a venda dos imóveis, que, embora valendo milhões, são pálida migalha do que foi saqueado e entregue, a preço de banana, na farra do boi das privatizações dos anos noventa – realizada no governo FHC, pelo PSDB de São Paulo.

Maior do que a cara de pau da empresa em pedir a liberação dos imóveis para alienar o patrimônio e levar o dinheiro para a Europa- onde está devendo mais de 50 bilhões de euros (140 bilhões de reais) – será o escândalo que se vai armar se a Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, atender a esse pedido.

O Congresso, os cidadãos, o Judiciário, precisam agir e impedir a agência de considerar com leviandade o caso. Pelo que se comenta, o Ministério Público já pensa determinar pesquisa cartorial, em todo o território nacional, que estabeleça a verdade em relação ao rol das propriedades das antigas estatais. Aceitar a possibilidade da exclusão dessas propriedades da Lista de Bens Reversíveis seria escandaloso crime de Lesa Pátria, sobretudo no momento em que a Vivo – cada vez mais “viva” – está demitindo centenas de trabalhadores.

Quando se esquartejou a Telebrás, uma das maiores empresas de telefonia do mundo, que concorria, por meio do CPQD, de forma direta, à época, com os grandes grupos de telecomunicações internacionais no desenvolvimento de tecnologia de ponta, como o cartão indutivo, as Centrais Trópico R, ou o BiNA, alegou-se que a entrega desse patrimônio estratégico nacional às empresas estrangeiras proporcionaria os capitais e a tecnologia necessários à universalização das telecomunicações no Brasil.

Nada disso ocorreu. Não houve praticamente investimentos em telefonia fixa, e o filé da telefonia celular foi entregue de mão beijada aos estrangeiros. Com acesso ao dinheiro do BNDES e aos benefícios concedidos às empresas estrangeiras depois da privatização – entre eles um brutal aumento das tarifas – técnicos e empresas nacionais já teriam alcançado, com folga, esse objetivo.

Os espanhóis não possuem tecnologia na área de telecomunicações e não desenvolvem nova tecnologia. A prova disso é que a maioria dos equipamentos usados aqui pela Telefônica são importados da China.

As empresas estrangeiras que atuam neste momento, no Brasil, na área de telecomunicações, não conseguem competir por seus próprios meios. O BNDES, sob controle do Ministério do Planejamento, e alimentado com dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador e parcela dos impostos de todos os brasileiros, tem que parar de ficar tratando a pão-de-ló as empresas estrangeiras. É urgente investir na recuperação institucional da Telebrás – que precisa voltar a trabalhar no varejo.

A ficar assim, daqui a pouco o Brasil estará trabalhando apenas para conseguir dólares para continuar garantindo – via remessa de lucros – a sobrevivência e o statu-quo, ou seja, a manutenção dessas elites desumanizadas neoliberais que estão submetendo seus povos à miséria – e colocaram seus países em crise, e neles, parte do povo é levada, por elas, a exacerbado ânimo colonialista.



Mauro Santayana é jornalista. Texto originalmente publicado em seu blog.

A mão invisível do mercado contra o sindicalismo- Nivaldo Santana

A mão invisível do mercado contra o sindicalismo- Nivaldo Santana


Ironia do destino, editoriais da imprensa conservadora se dizem comprometidos com a modernização do sindicalismo brasileiro. Para esses escribas a serviço dos grandes interesses, o Brasil precisa enterrar a "Era Vargas" para, só assim, carimbar o passaporte para a modernidade
Por Nivaldo Santana
"Era Vargas", para os apologistas do neoliberalismo, é tudo que cheira a Estado, é sinônimo de atraso. A recorrente falácia dos defensores do Estado mínimo é a de que o todo-poderoso mercado deve ser o xerife das relações econômicas e sociais. Inclusive no sindicalismo.
O fracassado consenso neoliberal  tem um programa único: privatizar estatais, abrir o mercado nacional, liberar o fluxo cambial, de mercadorias e de serviços, desregulamentar a legislação protetora dos direitos trabalhistas e previdenciários, acabar com a distinção entre empresa nacional e estrangeira, etc.
Na esfera do sindicalismo, as ideias neoliberais, para vingar,  precisam vestir de cordeiro o lobo da divisão. Nessa toada, o discurso pomposo, "combativo", afirma que a mão pesada do estado não pode legislar sobre a organização sindical. Tal tarefa, tagarelam os candidatos a modernistas, deve ser realizada pela mão invisível do mercado.
A CUT, maior central sindical brasileira, defende uma concepção liberal e partidarizada de organização sindical. A isso eles denominam de "sindicalismo orgânico". Mas, afinal, o que é sindicalismo orgânico? O que é  a "verdadeira" liberdade e autonomia sindical segundo essa visão?
Os cutistas consideram a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho uma das maravilhas do mundo. Fazem oposição à unicidade sindical consagrada no artigo 8º da Constituição Federal. Para vigorar no Brasil, essa Convenção, que abre as portas para o pluralismo e paralelismo sindical, precisa ser seguida de uma emenda constitucional (alteração do citado artigo 8º).
A posição da CUT, é sempre bom lembrar, encontra guarida nas teses da Confederação Sindical Internacional (CSI), organização na qual também participam a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores. A palavra-de-ordem "proletários de todos o mundo, uni-vos!", não soa bem aos ouvidos da CSI.
Na hipótese de prevalência do pluralismo sindical no Brasil, os sindicatos deixariam de representar o conjunto de suas categorias e passariam a ter vínculos "orgânicos" apenas com os associados. Abre-se, assim, uma imensa avenida para a transformação dos sindicatos em instrumentos de partidos políticos, de organizações religiosas ou até mesmo patronais.
Nessa aventada circunstância, cada trabalhador é "livre" para optar pelo sindicato que melhor lhe aprouver. A sacrossanta liberdade individual do trabalhador, nos marcos do capitalismo, não passa de um discurso enganador com invólucro progressista.
Nas relações de produção capitalistas, onde vigora o trabalho assalariado, o trabalhador é "livre" para escolher em qual empresa trabalha. Pleiteia-se a mesma "liberdade" para definir em qual sindicato ele se filia. Mas não podemos esquecer: o patrão também é livre para dar um pé na bunda no trabalhador que contrarie suas opiniões.
Continuemos. Com o pluralismo e o paralelismo sindical, uma providência preliminar se torna necessária: o fim da contribuição compulsória para todos os trabalhadores. Esse tipo de contribuição sindical consagra o príncipio de categoria e vai na contramão do chamado sindicalismo exclusivo de sindicalizados, aquele que representa única e exclusivamente os associados.
A constituição de sindicatos com essa concepção reclama também outras mudanças estruturais nas relações de trabalho. Uma delas: o poder normativo da Justiça do Trabalho, que nos dissídios coletivos estabelece condições gerais para toda a categoria, perde a sua eficácia. Há a necessidade de se construir outros mecanismos de arbitragem que levem em conta a nova realidade de múltiplos sindicatos representando os mesmos setores e ramos de trabalhadores.
Os ideólogos da CUT sempre defenderam o fim do poder normativo da Justiça do Trabalho (preferem árbitros privados do que um ente estatal para dirimir conflitos), o fim da contribuição sindical (o trabalhador tem que ser livre para contribuir) e o fim da unicidade sindical (liberdade para se filiar ao sindicato que melhor lhe convier). É liberdade demais no capitalismo...
A própria legislação que reconheceu formalmente as centrais sindicais, estabelece como mecanismo de aferição da representatividade sindical não o conjunto da categoria, mas o número de trabalhadores sindicalizados vinculados à cada central. Embriorinariamente, portanto, já se vislumbrava a possibilidade de alterar profundamento o modelo sindical vigente no país.
O movimento sindical brasileiro conseguiu notáveis avanços desde a realização, há trinta anos, da primeira Conclat (agosto de 1981). Na atualidade, conseguiu dois feitos históricos: aprovar, em uma nova Conclat, uma "Agenda da Classe Trabalhadora" consensual (1º de junho de 2010) e realizar muitas e vitoriosas mobilizações unitárias.
Seria um indesejável retrocesso romper com essa unidade e colocar na agenda sindical questões que certamente dividirão de cabo a rabo o sindicalismo nacional. Eleger como prioridade o fim da contribuição sindical e da unicidade sindical é jogar água no moinho dos adversários dos trabalhadores.
O Brasil vive um período sem paralelo na sua história republicana. A terceira vitória consecutiva das forças progressistas, com a eleição de Dilma Rousseff, teve no movimento sindical unificado um ator de primeira grandeza. Para o sindicalismo continuar a ser  protagonista, as centrais precisam apostar na luta e na unidade. Este é o maior desafio para o aprofundamento do projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho.
Nivaldo Santana é vice-presidente da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

sexta-feira, 23 de março de 2012

Venezuela: a opção golpista da oposição - Portal Vermelho

Venezuela: a opção golpista da oposição - Portal Vermelho


Faltando menos de sete meses para as eleições presidenciais do dia 7 de outubro, o palco político venezuelano está marcado pelo impressionante e crescente apoio das grandes maiorias populares ao presidente Hugo Chávez.
Os resultados de todas as pesquisas realizadas nos últimos seis meses outorgam ao atual mandatário e candidato à reeleição uma cômoda vantagem nessas eleições, que deve crescer ou pelo menos manter-se na medida em que a população menos favorecida, que é a maioria, adquira mais consciência das vantagens de um projeto político concebido para melhorar suas condições de vida.


Leia também:

Pesquisa dá a Chávez vantagem superior a 30 pontos sobre Capriles

Em fevereiro passado, as organizaçõoes políticas opositoras elegeram em eleições internas como candidato único para enfrentar Chávez a Henrique Capriles Radonski, um genuíno representante de poderosos grupos econômicos nacionais estreitamente vinculados a multinacionais estrangeiras.

A eleição de Capriles Radonski evidencia que a oligarquia venezuelana decidiu tomar diretamente em suas mãos a direção da campanha eleitoral para voltar ao governo, deixando de lado intermediários tradicionais que compartilharam a condução do Estado durante décadas, como os partidos Ação Democrática e Copei, segundo critério de numerosos analistas.

Ainda que a campanha eleitoral só comece oficialmente em agosto, desde muito cedo a oposição começou a promover seu candidato, mas, sobretudo, a realizar ações dirigidas a criar intranquilidade e temor na população, como parte de uma muito orquestada estratégia de instabilidade na qual os meios de difusão privados desempenham um papel de primeira ordem.

Ocasionalmente aparece, de maneira pública, a mão de Washington - que não esconde sua aversão ao governo de Chávez - intermediada por especialistas da subversão como Róger Noriega, entre outros.

Novo golpe?

Mas frente à certeza de uma quase inevitável reeleição do governante atual, alguns analistas caraquenhos começaram a considerar outros caminhos que a oposição pode seguir. Afirma-se, por exemplo, que a oligarquia venezuelana, conivente com os Estados Unidos, desenvolve uma estratégia golpista para voltar ao governo.

Esta é a tese exposta em um artigo publicado em 15 de março pelo jornal caraquenho Vea, na coluna Un grano de maíz (Um Grão de Milho), do jornalista Toby Valderrama, com o título Estranha Campanha.

"Os gringos e seus agentes nacionais estão desenvolvendo uma estranha campanha eleitoral. Se um observador analisa os passos que dão, não teria dúvidas em concluir que a campanha não procura votos, pelo contrário, se trata de uma estratégia golpista", diz o artigo em seu primeiro parágrafo.

O autor apoia essa tese descrevendo cinco componentes da estratégia opositora nessa direção, começando pelas ações dirigidas a criar "a imagem de um Chávez tirânico que ameaça a paz dos países do norte e faz alianças com o narcoterrorismo internacional".

"O mesmo fizeram com Saddam e Kadaffi, e agora estão fazendo com a Síria. Precisam justificativa para conseguir apoio na opinião pública gringa e europeia para o golpe. A inteligência israelense é muito ativa nessa tarefa", escreve.

De acordo com Valderrama, o segundo exposto é que "magnificam a doença do Comandante, tirando o presidente da contenda política, 'se continuasse seria um mártir', constroem o célebre 'vazio de poder', agora devido à doença".

"Por isso as declarações de médicos e jornalistas prognosticando desfechos. Desta maneira preparam a justificativa do golpe, que já não seria contra Chávez".

No terceiro componente, o artigo expõe que "dada a suposta situação de vazio, midiaticamente criada, inventam que uns generais bolivarianos darão um golpe para resguardar seus interesses".

Isto se une ao exposto por Valderrama mais adiante, no quinto componente, no qual destaca a estratégia opositora de ataque aos altos comandos e oficiais superiores das Forças Armadas, em uma tentativa de "enfraquecê-las, plantar dúvidas, abrir caminho e acalmar a vergonha da traição".

Destaca no artigo a descrição de outra linha de ação opositora dentro dessa estratégia, dirigida ao setor petroleiro, a mais importante indústria do país e fonte da maior parte dos ingressos da Venezuela. "O candidato gringo, Capriles, e o resto da oposição, concentram sua campanha contra a Pdvsa (a empresa estatal Petróleos de Venezuela, S.A,) e de seu presidente. Surge uma pergunta: por que esse empenho contra a petroleira, se estão em campanha eleitoral, se ali não estão os votos", diz o artigo.

"A resposta - explica - é singela: tratam de desmoralizar os trabalhadores petroleiros, isolá-los de seus líderes, de garantir-lhes uma estabilidade enganosa, porque desativar os petroleiros é uma peça fundamental do golpe".

E agrega depois: "Os gringos analisaram que a descomunal agressão contra a pátria, a sabotagem petroleira (2002-2003), a paralisação total do país, falhou devido à resistência heroica dos trabalhadores petroleiros, seus líderes, o povo e os militares. Usam a confusão eleitoral para fazer seu trabalho de sapa".

"Os passos estão claros, estamos submersos em uma batalha dirigida por escritórios de inteligência europeus, gringos e israelenses. Tratam de enforcar o exemplo da Revolução Bolivariana", conclui o autor do artigo.

Nesse sentido, chama a enfrentar a agressão: "O primeiro - diz - é unidade ao redor do Comandante, as palavras de ordem "Com Chávez tudo, sem Chávez nada!" e "Com Chávez resteados!" (incondicionalmente, gíria popular venezuelana) devem guiar as mobilizações, e cada mobilização deve ser um alerta ao gringo e também uma ação formadora e informadora".

Fonte: Prensa Latina

Caravana da UNE discute o Brasil que queremos - Portal Vermelho

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Onde você estará daqui a dez anos? Como será a estrutura social brasileira e quais serão as oportunidades de desenvolvimento para a juventude? Quais serão os avanços e desafios da educação pública e da sustentabilidade ambiental? Essas serão algumas das questões que serão levadas aos diversos estados pela Caravana UNE Brasil +10, promovida pela União Nacional dos Estudantes (UNE), entre 28 de março e 15 de maio. O movimento estudantil espera atingir 50 mil estudantes de todo país.



É a sexta edição da Caravana da UNE, co-realizada pelo Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA), da entidade. Serão visitados no total 24 universidades, em 12 estados (Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo).

Imaginando o Brasil possível em 2022, quando se completam 200 anos da Independência Nacional e 100 anos da Semana de Arte Moderna, a UNE leva uma maratona de atividades com grandes pensadores, cientistas, artistas, políticos e militantes do movimento social para debater e construir, junto aos estudantes, idéias e soluções para a próxima década. Entre eles o cientista Miguel Nicolelis, o escritor Fernando Moraes, o cineasta Silvio Tendler e o físico Ênio Candotti. As discussões vão girar em torno de quatro eixos: educação, desenvolvimento, justiça social e justiça ambiental.

Entre os objetivos da Caravana está a produção de um diagnóstico participativo, junto a jovens de diferentes estados e realidades, que possa contribuir no debate e formulação de políticas públicas, ações do movimento social ou do terceiro setor para o desenvolvimento do Brasil nos próximos dez anos. O resultado servirá de base para o Projeto “UNE Brasil Cidades 2012”, uma plataforma de reivindicações do movimento estudantil brasileiro a ser entregue para os candidatos a prefeito nas eleições do segundo semestre.

Acompanhe a Caravana:

28/03 – Brasília (DF): UNB
29/03 –Brasília (DF): UCB
03/04 – Porto Alegre (RS) UFRGS / PUC-RS
10/04 – Curitiba (PR): UFPR / PUC-PR
13/04 – Manaus (AM): UFAM / UNINORTE
16/04 – Belém (PA): UNAMA
17/04 – Belém (PA): UFPA
19/04 – Fortaleza (CE): Faculdades Integradas do Ceará (FIC)
20 /04 – Fortaleza (CE): UFC
23/04 - Natal (RN): UNP
24/04 – Natal (RN): UFRN
26/04 – Recife (PE): UNICAP
27/04 – Recife (PE): UFPE
03/05 – Belo Horizonte (MG): UFMG / PUC-MINAS
07/05 – Salvador (BA): Centro Universitário Jorge Amado (FJA)
08 /05 – Salvador (BA): UFBA
11/05 – Rio de Janeiro (RJ): UFRJ
12/05 – Rio de Janeiro (RJ): Universidade Castelo Branco (UCB)
15 /05 – São Paulo (SP): UNIP / USP

Atividades

Em cada uma das universidades, logo pela manhã, acontece um cortejo cultural, formado por atores e músicos, passando pelos corredores e convidando para o “Aulão Brasil+10”, uma grande aula referência, ministrada por personalidades brasileiras convidadas, sobre o tema Brasil+10. Depois, a mobilização estudantil estará voltada para as questões locais da universidade. A equipe da UNE fará reuniões com as entidades estudantis e representantes das instituições para debater as questões educacionais concretas enfrentadas em cada uma delas.

No final da tarde, o Cuca da UNE realizará uma reunião envolvendo estudantes e artistas locais. Ainda durante à tarde, acontecerá nas universidades privadas o Encontro do Prouni, que tem como objetivo analisar os resultados do programa de bolsas do Ministério da Educação, levantando seus problemas e virtudes, sistematizando-os na busca de aprimoramentos através das opiniões dos jovens beneficiados.

UNE 75 Anos

No próximo dia 11 de agosto, a UNE completa 75 anos de lutas e protagonismo nos principais episódios da vida do Brasil. Sendo, simultaneamente, o mais antigo e mais renovado movimento social do país, a entidade foi fundada em 1937, em meio à luta dos estudantes contra o nazi-fascismo no Brasil. O movimento estudantil marcou presença combatendo a ditadura do Estado Novo, na luta pelo desenvolvimento com a campanha “O Petróleo é Nosso” e nos turbulentos anos 60 e 70, quando a UNE e os estudantes foram perseguidos, torturados e mortos pela ditadura militar. Além disso, a UNE teve participação histórica em outros episódios como na campanha “Diretas Já”, na ação dos “cara-pintadas” durante a campanha “Fora Collor” e na resistência às privatizações e ao neoliberalismo que marcaram a era do presidente FHC.

Histórico das Caravanas da UNE
Em 1962, pela primeira vez em sua história, a UNE pôs o pé na estrada com a realização da UNE-Volante, mobilizada na rede da legalidade, movimento vitorioso que garantiu a posse do presidente João Goulart. Em 1963, reforçando as conquistas dessa experiência, foi realizada a segunda edição da UNE-Volante, congregando jovens artistas e universitários em busca de conhecer e integrar o Brasil. No entanto, essas experiências foram interrompidas pela ditadura.

Em 2004, a UNE conseguiu retomar os projetos das caravanas. Uma equipe de atores, produtores, documentaristas, artistas e estudantes embarcaram a bordo de um ônibus para mais um jornada, desta vez, chamada de Caravana UNE pelo Brasil, percorrendo 25 cidades brasileiras, sendo 18 capitais, passando por 31 instituições de ensino, nas cinco regiões do país. Ainda em 2004, foi realizada a Caravana Universitária de Cultura e Arte Paschoal Carlos Magno, o nome foi uma homenagem ao poeta e romancista criador do Teatro dos Estudantes.

No segundo semestre de 2008, a UNE apostou na diversificação dos temas das caravanas em um projeto ousado, a Caravana Saúde, Educação e Cultura. Em parceria com o Ministério da Saúde, o projeto passou pelos 26 estados, mais o Distrito Federal, a bordo de um ônibus.

Cuca

O Circuito Universitário de Cultura e Arte da UNE (Cuca) é um projeto de continuidade das iniciativas culturais da entidade dentro das universidades brasileiras. Trata-se de uma rede com núcleos em 15 estados brasileiros (São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Brasília, Amazonas, Piauí, Bahia, Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Maranhão, Roraima, Rio Grande do Norte e Pernambuco), que promove ações em diversas linguagens como audiovisual,artes plásticas, literatura, teatro e música.

Fonte: UNE

terça-feira, 20 de março de 2012

Movimento e parlamentares entregam amanhã na Nunciatura Apostólica documento pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos

GRUPO PARLAMENTAR BRASIL CUBA

A Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Cuba, Senadora Vanessa Grazziotin, convida os Senadores e Deputados que integram o referido Grupo a participarem do ato de entrega na Nunciatura Apostólica do documento pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos. O ato, que é coordenado pelo Comitê pela Libertação dos Cinco Cubanos no Distrito Federal em conjunto com entidades da sociedade civil, será realizado amanhã, quarta-feira, 21/03, às 9 horas.

Local: Nunciatura Apostólica
Endereço: SES - Av. das Nações, 801, lote 1
Contato com Ismael: 9696-5195

Paulinho Pedra Azul - Cantar

Para Andrea Oliveira, Viviane Rodrigues, Gorete Leandro, Ana Lúcia, Abel Rodrigues Avelar, Flávio Arruda, Gilvan Paiva, Paulo Renato, Iulix Matos, Rubão, Paulo Rogério Gomes de Souza, Cristiane Duarte Siebra, Sílvia Karla Montenegro da Cunha, Maria Pereira, Silvinho, Meire Costa, Marcelão,Marquinhos,  Nágyla Drummond, Renata Aline, Neidinha...

"Pibinho" é o ponto fraco de Dilma - Altamiro Borges

"Pibinho" é o ponto fraco de Dilma 
Altamiro Borges


oc_altamiro_borgesO anúncio de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 2,7% no ano passado parece ter animado a moribunda oposição demotucana e a mídia mais partidarizada. Em sua coluna na Folha de ontem (12), o presidenciável Aécio Neves aposta que o “crescimento pífio” afetará a imagem da presidenta Dilma Rousseff. Na mesma toada, “calunistas” dos jornalões e da televisão festejam a queda do PIB.

Para o senador mineiro, que usa o espaço na Folha como palanque eleitoral, como já criticou a própria ombudsman do jornal, o anúncio serve de recado ao governo e à sociedade “de que não é mais possível vender fantasias”. Minimizando os impactos da grave crise capitalista mundial, o neoliberal tupiniquim debita todo o peso da retração do PIB nas costas do atual governo.

A herança maldita de FHC
No maior cinismo, Aécio Neves ataca o governo Dilma e tenta apagar a “herança maldita” de FHC, quando os tucanos afundaram o Brasil, causaram as mais altas taxas de desemprego da sua história e colocaram o país duas vezes de joelhos diante do Fundo Monetário Internacional (FMI). Sem qualquer moral ou credibilidade, o tucano dá “lições” sobre economia. Pura bravata!

Num dos trechos, Aécio Neves tem a pachorra de defender a indústria brasileira. Mas não foram os tucanos que promoveram a abertura criminosa da economia, levando milhares de empresas à falência? Não foi FHC quem sobrevalorizou o real, inundando o país de capitais voláteis? Não foi o PSDB que “revisou” a Constituição, retirando as poucas medidas de proteção à economia nativa?

O receituário neoliberal de Aécio Neves
O trecho mais interessante do artigo, porém, é quando o senador “esquece o retrovisor e olha para o futuro”. Aí ressurgem os velhos e destrutivos dogmas neoliberais do tucanato. Para superar a atual retração da economia, Aécio Neves propõe as famosas reformas “tributária, previdenciária e das relações trabalhistas, cuja postergação mina a competitividade da economia brasileira”.

Ou seja, o tucano do bafômetro propõe cortar impostos dos ricaços, penalizar ainda mais os aposentados e pensionistas e retirar direitos trabalhistas. Em síntese, ele defende jogar o ônus da crise capitalista nas costas dos trabalhadores. Além da manutenção do tripé macroeconômico neoliberal (juros altos, aperto fiscal e libertinagem cambial), ele ainda quer mais sangue da sociedade.

“A rainha está nua”
A empolgação de Aécio Neves com a queda do PIB também aparece nos editoriais e nos comentários de alguns “calunistas”. O artigo mais grotesco, novamente, ficou por conta do historiador tucano Marco Antonio Villa, que é mais realista do que o rei e já virou motivo de chacota no próprio ninho oposicionista. Em artigo no Estadão, ele simplesmente decretou o fim do atual governo.

“O rei está nu. Na verdade, é a rainha que está nua. Ninguém, em sã consciência, pode dizer que o governo Dilma Rousseff vai bem. A divulgação da taxa de crescimento do país no ano passado - 2,7% - foi uma espécie de pá de cal... A presidente esgotou a troca de figurinos. Como uma atriz que tem de representar vários papéis, não tem mais o que vestir de novo”, esbraveja.

“Será que o encanto terminou?”
Para ele, a queda no PIB é o ponto fraco do governo e deve ser explorado pela oposição. “A economia não está mais sustentando o presidencialismo de transação. Dá sinais de esgotamento. E a rainha foi, desesperada, em busca dos conselhos do rei. Será que o encanto terminou?”. Na mesma toada, embora menos patética, outros “calunistas” apostam no fim do encanto do atual governo.

Tirando as maluquices do patético historiador, fica evidente que está será a nova trincheira da oposição e da sua mídia. Cabe ao governo superar os atuais gargalos da economia, agindo com mais ousadia e determinação. Do contrário, ele ficará cada vez mais vulnerável e abrirá novas brechas para os saudosos dos dogmas neoliberais. A exemplo das viúvas da ditadura militar, eles nunca desaparecem!

Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Dilma reconhece desindustrialização e promete combatê-la - Wagner Gomes

Dilma reconhece desindustrialização e promete combatê-la
Wagner Gomes


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A CTB considera positivo o saldo da reunião entre representantes das seis maiores centrais sindicais e a presidenta Dilma Rousseff, ocorrida em Brasília na última quarta-feira, 15. Foram cerca de três horas de conversa. O controvertido processo de desindustrialização da economia nacional, associado à guerra cambial, acabou centralizando os debates.

A presidenta revelou preocupação com o tema. Disse que o governo está tomando as providências cabíveis para evitar a valorização excessiva do real e prometeu todo apoio à Emenda 72, que estabelece a uniformização da cobrança de ICMS em todos os Estados nas operações interestaduais com base em mercadorias provenientes do exterior a fim de coibir estímulos fiscais às importações.

Ela ressalvou que o problema não é simples e as medidas no sentido de solucioná-lo despertam contradições e conflitos entre diferentes setores e ramos da economia (agricultura, comércio e indústria, por exemplo, não comungam os mesmos interesses em relação ao comércio exterior), bem como em regiões e unidades da Federação. Por esta razão, entende que o remédio deve ser administrado em doses homeopáticas.

De acordo com a presidenta quem especular com o câmbio na esperança de lucrar com a valorização do real vai acabar perdendo dinheiro, pois o governo está atento e pretende tomar todas as medidas necessárias para manter o valor do real em nível que não comprometam ainda mais a competitividade da indústria brasileira. “Se for preciso”, assegurou, “eu edito uma Medida Provisória por dia para garantir que não tenha desvalorização”.
A audiência ajuda a oxigenar as relações entre o Palácio do Planalto e as centrais sindicais, que não mediram esforços em apoio a Dilma nas eleições presidenciais de 2010. Mas isto não significa o fim das divergências, que hoje se concentram principalmente na orientação macroeconômica conservadora. O governo não dá sinais de que pretende mudá-la.

É possível perceber os reflexos da desindustrialização no mercado de trabalho na redução de 1,2% do nível de emprego no setor de manufaturados registrado pelo IBGE desde agosto do ano passado. A principal causa do fenômeno é a valorização do real em relação ao dólar, estimulada pelo que a nossa presidenta chamou de tsunami monetário decorrente das políticas monetárias frouxas dos países ricos (EUA, Europa e Japão), traduzidas em taxas de juros baixíssimas, expansão do crédito e emissão trilionária de moedas. Isto redunda numa superoferta de dólares no mundo, especialmente nas chamadas economias emergentes. 

Mas os efeitos do tsunami monetário, em nosso caso, são fortemente ampliados pela política econômica, a começar pelos juros altos, que atraem investimentos especulativos de diferentes modalidades, incluindo os que são classificados como investimentos diretos, supostamente produtivos. O governo tenta contornar o problema recorrendo a medidas como o aumento do IOF, cujo alcance têm se revelado limitado.

Além da taxa de juros, que é a maior do mundo, a política de câmbio flutuante, herança do neoliberalismo tucano que a equipe econômica parece considerar intocável, facilita a especulação e, a seu modo, também contribui para a valorização do real e a desindustrialização. A China e outros países se protegem melhor controlando o câmbio e a circulação de capitais estrangeiros.

A CTB não vai abrir mão da luta por mudanças na política econômica, que compreende ainda uma redução substancial do superávit primário e maior taxação e restrição das remessas de lucros ao exterior pelas multinacionais. Sem iniciativas nesta direção o Brasil não vai abrir caminho para um novo projeto nacional de desenvolvimento fundado na soberania, democracia e valorização do trabalho.

As centrais devem se reunir com a equipe econômica do governo provavelmente em abril para discutir algumas bandeiras específicas do movimento sindical, entre elas o fim do fator previdenciário, a Convenção 158 da OIT e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

Wagner Gomes é presidente da CTB

PCdoB de Goiânia deixa secretarias do governo municipal

O PCdoB lança nota à imprensa anunciando a decisão de entregar as secretarias que ocupa no Governo Municipal, em razão do lançamento de candidatura própria à Prefeitura de Goiânia. Segue nota abaixo.

PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL -PCdoB
          Em audiência na tarde desta quarta-feira, 14 de março de 2012, com o Prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), em razão do seu projeto de lançar candidatura própria à Prefeitura de Goiânia, decidiu entregar as secretarias que ocupa no governo municipal.
           Durante o período em que participamos da administração municipal, temos consciência que contribuímos para o êxito do governo e com o melhor para o povo de Goiânia.

Fábio Tokarski, Presidente Estadual do PCdoB - Goiás

e
Isaura Lemos, Presidente Municipal do PCdoB - Goiânia

Federação Sindical Mundial divulga cartaz para a 2ª Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora

FSM divulga cartaz para a 2ª Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora
A Federação Sindical Mundial (FSM) divulgou nesta semana o cartaz para a 2ª Conferência Internacional da Juventude Trabalhadora, evento que será realizado em Cuba entre os dias 29 e 30 de abril.

A arte desenvolvida para a Conferência traz como palavras de ordem um “Basta ao desemprego!” e um “Não à escravidão capitalista!”, além de exigir trabalho estável e digno para todos os jovens do mundo.

A primeira edição do evento ocorreu em 2009, em Lima, Peru, e contou com a presença de 32 organizações de 25 países, reunindo mais de 250 jovens sindicalistas da América, África, Europa, Oriente Médio e Ásia.

Àquela época, o tema da crise capitalista já assumiu lugar central no debate. Na 2ª Conferência, com o agravamento da crise, ganha destaque o temário “Desemprego e a saída para o problema”, com seus impactos para a educação, a saúde, a superexploração e a precarização do trabalho juvenil, para as dificuldades de a juventude constituir família e em diversos âmbitos da vida social. Diante desses problemas, a FSM, entidade à qual a CTB é filiada, questiona sobre as soluções efetivas para o desemprego e suas consequências.

Mobilização

A oportunidade de realizar pela segunda vez a Conferência Internacional da Juventude Sindicalista na América Latina conta com o atrativo de possibilitar à juventude trabalhadora visitar Cuba. Além disso, os delegados presentes ao evento poderão participar do Primeiro de Maio em Cuba, feriado nacional que reúne mais de um milhão de participantes.

A CTB, que está na comissão internacional eleita no 1º Encontro e na vice-presidência da FSM, organizará sua delegação através das Secretarias de Relações Internacionais e Juventude. O limite de participantes é de três jovens por sindicato e, para maiores detalhes, é necessário preencher o formulário abaixo e enviá-lo por e-mail aos endereços juventude@portalctb.org.br e internacionalctb@gmail.com .

Cada delegado(a) deverá custear sua passagem aérea (orçar pelas companhias aéreas) e a hospedagem terá custos reduzidos para os participantes no período do evento, com estadia prevista de 28 de abril a 2 de maio. Importante: quem não tiver passaporte e vacina com certificado internacional de febre amarela deve providenciá-los o mais rapidamente possível.

Portal CTB

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