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quinta-feira, 24 de março de 2011

Secundarista: teu nome é povo na rua - Portal Vermelho

Este artigo foi publicado em 07 de fevereiro de 2008, no Vermelho


Secundarista: teu nome é povo na rua - Portal Vermelho - Paulo Vinícius *

Desde 2002, com a vitória de Lula, os movimentos sociais se defrontam com difíceis questões. Pela correlação de forças e a composição heterogênea do governo, pelo peso relativo dos partidos de esquerda na sociedade brasileira, e também pelas dificuldades

Ademais, a “defensiva” vai mudando à medida que os povos encontram caminhos. Deste modo, são questões complexas por serem de tempos de transição. Uma delas, central, é encontrar a linguagem, as bandeiras, a unidade e o tom que permitam fazer o povo tomar um papel mais ativo na batalha de idéias que se desenrola diariamente.


Observamos neste segundo mandato uma evolução da tática da direita conservadora. O jogo é bruto, e percebemos a série de experimentos tentativa-e-erro, articulados, visando a impedir o êxito do governo, defender teses derrotadas nas urnas e nas ruas, abrir caminho para o retrocesso. É uma luta prolongada, cuja definição – espera-se – só terá desenlace em 2010. O 16 de Agosto de 2005 quando, em Brasília, estudantes, na maioria secundaristas, e o movimento comunitário em conjunto com outras organizações do movimento social neutralizaram uma escalada de cunho claramente golpista ilustra muito bem como é importante a mobilização popular, como faz a balança pesar.


Por isto, encontrar o tom, as bandeiras, as formas que permitam levar as multidões a ocupar o centro da cena política pode apoiar avanços como as reformas tão necessárias para blindar as conquistas obtidas nos últimos 5 anos, quanto para palmilhar o caminho da vitória do povo brasileiro em 2010. Minha opinião é que isto não é um “problema de gestão”, não será apenas através dos espaços institucionais que solucionaremos tal dilema, vide inclusive eventos como a perda de 40 bilhões para a Saúde com o fim da CPMF. A justa articulação das formas de luta, com a ação nos espaços político-institucionais, a luta de idéias e de ampla mobilização social, este é o tripé que pode nos fazer chegar mais adiante. E, no tripé, a mobilização popular é a arte.


Deste modo, revisitar as experiências de ascenso de massas no nosso país, refletir sobre nossa ação militante é muito importante. Ao preparar o 14o. Congresso da UJS, assim como a estruturação da Central de Trabalhadores e Trabalhadores Brasileiros neste semestre, temos a oportunidade de refletir com a juventude e os trabalhadores sobre estas questões, grande parte do nó górdio da mudança: que formas, que bandeiras podem expressar na prática para amplos contingentes a mudança em cada área; como unir amplos setores em mobilizações que combatam a direita e seus propósitos desestabilizadores, que pressionem e ofereçam ao governo a possibilidade de ações mais ousadas; como dizer não quando se colocarem propostas contrárias ao interesse do povo; como neste processo plasmar o elemento consciente, preparando milhares de lutadores(as) para as batalhas que, acerbas e ácidas, só tendem a aumentar seu potencial corrosivo.


Por isto este artigo artigo fala tanto de quem mais põe juventude na rua, o movimento secundarista.


Sobre a panfletagem


Se existem duas coisas que fiz durante toda a minha militância na UJS, uma foi distribuir panfleto e a outra foi “passar em sala” de aula. Militante não entrega papel; panfleta. E a panfletagem deve ser um acontecimento. É simples: tem um lugar por onde todos passam e um grupo de militantes fica no ponto exato falando para a moçada em cerca de um minuto, tempo cada vez menor quão mais perto do horário de trabalho ou do começo da aula. Aquele sono de quem acordou cinco e meia da matina – ou antes, quando o assunto é fábrica e garagem – ou então aquele sol rachando ao meio-dia. Panfletar é para quem acorda cedo e almoça rapidinho. Se a pessoa te reconhece a recepção é uma; a depender do que diga, será outra. É o convite à leitura da nossa opinião, na maioria das vezes que nós mesmos escrevemos. E poucas coisas combinam tão bem quanto uma palavra justa e um(a) estudante que tem o respeito e a amizade dos(as) colegas. Quando estes jovens se juntam seu poder é imenso e, dentre essa moçada da luta, destaca-se a galera da UJS, este pessoal que ganha congresso e faz passeata, os(as) jovens socialistas.


Que três ou quatro frases dirá o(a) jovem socialista como introdução à entrega do panfleto, no local de trabalho ou em frente à faculdade? O que dirá, dirá repetidas vezes? Quantas frases terá esse bordão? Será em hip hop, terá rimas, será em cordel? Haverá máscaras e performances? Todas estas e muitas outras perguntas são feitas por aqueles que ao panfletar inauguram sua atividade militante. Muitas vezes a pessoa jamais pensou em estar naque papel, então fala pela primeira vez em público e percebe o valor e o peso de sua voz.


Passar em sala de aula


Em sala de aula, quando o(a) professor(a) der a palavra, haverá só três minutos para a mensagem. Serão equipes que percorrerão pavilhões e blocos, identificando as turmas certas neste mapa político da escola e da universidade. Como guerrilheiros da palavra inverterão os papéis e por instantes ficarão no lugar do professor, informando algo importante, legal, útil. O que dizer em cada sala? Como, olhos nos olhos, deixar uma mensagem, motivar, provocar uma reflexão e – por que não? - um sorriso. Que tom usar ao partilhar uma indignação, um protesto, que devem calar fundo no coração dos nossos colegas? E depois, o mapa de salas, para quantos falamos, será que nossa mensagem foi aceita?


Esta é a escola do(a) militante estudantil. Ter a oportunidade de falar a uma sala repleta, liderar uma boa panfletagem que em uma hora atinge milhares de pessoas, estar com uma bandeira no alto significam muito. São gestos muito importantes de nossa história, vitórias que custaram muito sofrimento e heroísmo. E são um contato insubstituível com a juventude, o momento mais fácil de pedir-lhe atenção para a luta, quando nos dirigimos ao povo com nossa voz, gesto e olhar, com nossos argumentos e idéias.


E é a hora de pôr a prova a nossa mensagem. A atenção e adesão que ela recebe definem se ela é importante mesmo, ou se é só viagem nossa e não estamos errando em alguma coisa. É o termômetro da justeza de nossas idéias e do reconhecimento de nossa ação perante a parcela mais aberta à nossa mensagem, nossos colegas, que a depender do que e como digamos poderá vir a lutar ao nosso lado ou ficará só olhando.


São atos de entrega, de exposição pessoal e rebeldia ante a dispersão e a apatia. Nunca passamos em sala ou panfletamos em vão, mas sempre em função de algo especial. Passar em sala de aula e panfletar são artes, são a principal arma quando é necessária a mobilização da juventude. E que ato de rebeldia é olhar nos olhos dos estudantes e fazê-los (e até o professor) concluir que a aula mais importante é nas ruas, a passeata.


As passeatas do Fora Collor


E quanto a passeata legal, ninguém ganhou do Fora Collor, que até deu uma ajudinha, bastava olhar a figura bizarra para entender que não dava pra agüentar aquela histrionice. Mas o fato mais importante é que o movimento secundarista teve a capacidade de renovar formas e métodos de luta sem perder o centro, e valeu-se de uma palavra de ordem ajustada para mobilizar a parcela mais combativa da juventude – nas escolas – para escrever um novo e inédito capítulo na História do Brasil. À época o movimento estudantil vivia um período de refluxo, no começo, ninguém apostava naqueles adolescentes. Mas à medida que as praças foram enchendo foi ficando impossível ignorar aquele clamor.


É claro que sempre há aquela galerinha do contra. Esse pessoal nos “ajudou” muito, diga-se de passagem. Enquanto ficaram na janela reclamando, fomos construindo um movimento de massas. E tem gente muito sofisticada que tem na palma da mão a fórmula para tudo. Geralmente a fórmula é tão doida que ficam sozinhos, reclamando do povo que, por não ser besta, tem mais o que fazer que ficar ouvindo playboyzinho radical. Mas a militância secundarista não tem tempo pra isso. Seu sobrenome é luta, e sem medo de errar afirmo que nesta hora que o país atravessa os(as) secundaristas têm muito a fazer como a principal força em mobilização de massas na juventude brasileira.


O mito pseudo-esquerdista de que o Fora Collor foi algo patrocinado pelas elites sempre foi a expressão da freqüente e espúria coalizão entre a “ultra”-”esquerda” livresca e a direita temerosa de povo na rua. Sua crítica pseudo-esquerdista (bota pseudo nisso) era de que estávamos fazendo demasiadas concessões “na forma”, na amplitude, na universalidade da nossa mensagem.


Bobagem completa. Estávamos certíssimos, a História o provou. Em um momento de total defensiva do campo progressista – foi logo depois da Queda do Leste – os estudantes secundaristas e universitários brasileiros mobilizaram milhões de jovens desde a 5a. série, muitas vezes, até a universidade. Seu destemor contagiou o Brasil inteiro, carregou baterias e esperanças e afirmou o movimento estudantil, o protagonismo da juventude. O Fora Collor foi protagonismo do povo, da juventude e dos estudantes, a prova que após a volta da democracia era possível interferir nos rumos do Brasil e a rejeição da agenda collorida, depois implantada por FHC, o neoliberalismo.


O Fora Collor inovou na forma e ousou fazer de manifestações políticas algo legal. Tinham a trilha sonora que todos ouvíamos, dialogavam com nossas angústias, mas também com nossa vontade de curtir, pular, a rebeldia do nosso jeito. Então tinha sim muito axé, Legião Urbana, as palavras de ordem tinham ritmos variados e engraçados e a gente “tirava onda” com quase tudo, fazia gestos coletivos, verdadeiras coreografias, conversava muito com a galera da passeata, que participava bastante. Eram lugares de encontro de galeras de várias escolas, e, claro, sempre se paquerou bastante, ou seja, a passeata era um movimento da nossa época, com a nossa cara pintada e com uma linguagem adaptada, com potencialidades e limites, mas era sobretudo um espaço aberto ao povo.


Desde essa época passei a achar a coisa mais linda do mundo a multidão no meio da rua e também aprendi que o movimento também tem sua tecnologia, que estes adolescentes e jovens unidos podem inventar danações que deixam os poderosos de cabelo em pé.


O movimento é também um conjunto de técnicas que a gente inventa


Tenho muito orgulho de ter redesenhado com aquelas multidões os mapas e caminhos da mobilização estudantil em Fortaleza. O nosso era mais ou menos assim: saíamos do Liceu do Ceará, pegávamos a contramão na Liberato Barroso e juntávamos toda a galera na frente do Rio Branco. De lá, passávamos na Guilherme Rocha, parando o Oliveira Paiva, pegávamos a São Paulo e passávamos em frente ao CR (Comitê Regional), depois corredor da Imperador, onde de uma vez só parávamos Rui Barbosa, Fênix Caixeiral, Sistema, Anglo, Positivo e, finalmente, encontrávamos na praça Clóvis Bevilácqua as duas outras marchas que vinham do Justiniano de Serpa e outra lá do Adauto Bezerra. De lá para a Praça José de Alencar e/ou do Ferreira.


Era a descoberta de que podíamos inventar aquelas coisas, que dava certo, e o PCdoB sempre ali, apoiando, dando um toque, torcendo por nós, para que desse certo. Ana Lúcia, Rubens, Rodrigues, Patinhas, Chico Lopes, Inácio, a gente sentia que aquele pessoal tava do nosso lado mesmo e eu nunca esqueci, no dia do Fora Collor mesmo, quando ele caiu, o Rubens, já um senhor de idade em cima da mesa na sede do Comitê Regional do partido cantando a Internacional e com a bandeira do Partido e um monte de gente – a maioria estudantes - comemorando tão felizes!


Multidões descobriram pela primeira vez a força do movimento estudantil e afluíram para nossas reuniões, que multiplicaram por dez o número de participantes. E se é verdade que tínhamos sido capazes de chamá-los, nem sempre éramos capazes de mantê-los ativos, e assim eu aprendia esse descompasso entre a influência política e a estruturação orgânica. Ou seja, entre a nossa capacidade de falar de modo que o povo entenda, propor formas que estimulem a sua participação e a identidade com o movimento e, por fim, que tal sensação de pertencimento, efêmera naquele evento, pudesse se tornar um compromisso mais permanente, que a pessoa compreendesse mais para entrar na luta.


Rompemos ali com vários preconceitos que engessavam o movimento estudantil em uma fôrma quadrada, ignorando uma noção básica da nossa concepção de movimento, que é ele ser de todos os estudantes, porque do contrário estaremos dando as costas para muita gente que pode ajudar na luta.


O movimento pode e deve ser divertido e nem sempre as pessoas se encantam pelas mesmas coisas, ou pelos mesmos argumentos. É absolutamente legítimo participar do movimento porque é legal, por se reconhecer naquela turma de luta, por tantas razões válidas por tirar aquela pessoa da letargia, da não-participação, do ceticismo. A estranheza deve haver quando o movimento, feito de gente tão jovem, seja chato. E chatice não é profundidade e nem politização, do mesmo modo que ser legal não é ser primário, raso, despolitizado. Muito ao contrário, a juventude é generosa, vibrante, se emociona com o que é belo e justo, compreende com rapidez e é ávida pelo conhecimento. Traduzir não é rebaixar, mas inovar na forma preservando o conteúdo, instilando emoção, beleza e razão. Por isto é tão importante que cada um de nossos militantes se empodere das suas responsabilidades em seu lugar e posto, pois precisamos de sua criatividade. Sem ela não haverá as respostas desta época.


Traduzir as bandeiras e atualizar as formas de mobilização


Desde lá, muita água passou debaixo do moinho. Só para citar um dado, já faz dez anos(!) que tenho um e-mail (e nem foi o primeiro), algo que não existia em 1992. O movimento hip hop tem uma grande força, impensável para a época, e as formas de mobilização e registro dos fatos se popularizaram enormemente. Esta moçada é chamada a um grande desafio, incorporando as lições do passado, mantendo a irreverência e o conteúdo, inovando na forma e preparando uma nova vereda de possibilidades na luta de massas. O que não muda é que quando milhares de estudantes e trabalhadores tomam as ruas, impõem respeito. E estas multidões juvenis estão na escola, na universidade e no trabalho todos os dias e devemos falar para eles.


A hora é de revisitar estas criações do povo, da juventude. Reencontrar a forma e lutar para que prevaleça o conteúdo correto em novas mobilizações de massas que apontem o caminho da mudança, expressando de maneira clara objetivos que são de todos e que por isto podem levar à praça pública.


Mas encontrar a tradução para os anseios do povo não é fácil. Quando Lênin encontrou a consigna Pão, Terra e Paz, em 1917 em plena Rússia Tzarista, tais palavras interpretaram as mais profundas necessidades do povo, e isto foi o estopim de uma mobilização que mudou o planeta. Quando apontam-se seis reformas elas não estão prontas, carecem de tradução para encontrar guarida no coração do povo. Como traduzi-las na juventude? Nesta hora, o que o Brasil mais necessita é dessa energia dos estudantes secundaristas, que abraçaram desde o começo o projeto da UJS, levaram adiante a Campanha do ''Se Liga 16'', fizeram o ''Fora Collor'' e não vacilaram em enfrentar a direita golpista nas ruas de Brasília em 16 de agosto de 2005. Se é verdade que sozinhos não poderão tudo, não menos verdade é que estarão na linha de frente das decisivas mobilizações que defenderão e aprofundarão o novo tempo.

EstudanteNet - Portal oficial UNE e UBES

EstudanteNet - Portal oficial UNE e UBES: 21 de março de 2011
UNE convoca "guerrilha virtual" em defesa dos 10% do PIB para a Educação

A União Nacional dos Estudantes (UNE) organiza na próxima quinta-feira (24) uma “campanha virtual” em defesa do investimento de 10% do PIB para o financiamento da educação

Com a chamada #EducacaoTemQueSer10 a União Nacional dos Estudantes (UNE) convoca para essa semana série de manifestações em todo o Brasil que irão ocorrer entre os dias 21 e 25 de março. A tradicional jornada nacional de lutas da entidade, que acontece anualmente, desta vez traz na pauta de reivindicação a defesa incondicional dos 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação. Em cada estado haverá a incorporação de pautas regionais aos protestos, como a melhoria do transporte público local e maiores investimentos em educação nos estados.

Com objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre a importância de mais investimentos para a educação, estudantes convocam uma “guerrilha virtual”. As principais armas dos estudantes serão as redes sociais, a exemplo do twitter, orkut, facebook e tantas outras hoje disponíveis na web.

A idéia é que toda juventude brasileira envie mensagens para as caixas de correio e “perfis” dos parlamentares defendendo 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-sal sejam investidos na educação.

Para o presidente da UNE, Augusto Chagas, o Brasil vive momento único de oportunidades em diversas áreas e precisa se convencer de que é “necessário e urgente priorizar a educação em todas as suas etapas”. Chagas convoca: “Por isso, vamos às ruas nessa jornada para tornar público o debate deste Plano Nacional de Educação que é tão decisivo. Precisamos, ainda, criar um ambiente de mobilização na web que contamine diversos setores da sociedade para a nossa luta”.

#EducacaoTemQueSer10
Para participar basta publicar mensagens de apoio a campanha seguidas da tag #EducacaoTemQueSer10. As mensagens podem ser enviadas a veículos de imprensa, parlamentares e diversos atores dos movimentos sociais, fazendo com que cada um deles receba diversas ao longo do dia. É muito importante que, além de retwitar, postar a mensagem novamente, dando o volume necessário de citações.

Da Redação


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Jornada: Mais de três mi estudantes l protestam em Sao Paulo

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22 de março de 2011
Mais de 3 mil tomam as ruas de São Paulo na jornada nacional de lutas

Concentração para a jornada nacional de lutas das entidades estudantis foi no MASP; estudantes protestaram contra aumento nas passagens, pela aprovação do Fundo Estadual do Pré-sal e por mais investimentos na educação

Dando continuidade às diversas atividades que ocorrem em todo país durante a jornada nacional de lutas, os estudantes da capital paulista tomaram nesta terça-feira (22) uma das principais vias da cidade, a avenida Paulista, em uma grande marcha que terminou na Assembléia Legislativa (Alesp).

A passeata saiu do Museu de Arte de São Paulo e, durante o trajeto pela avenida Brigadeiro, os mais de 3 mil jovens protestaram contra o aumento da tarifa no transporte público em São Paulo. A valor foi reajustado para R$ 3 no início do ano.

“É totalmente inviável para a população ter que arcar com um aumento como esse. Por isso, continuaremos nas ruas para denunciar esse abuso da prefeitura”, disse o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Tarcísio Boaventura.

Os estudantes também pediram mais atenção e investimentos para a área educacional, reivindicando que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sejam investidos na educação em todos os seus níveis.

“O governo já sinalizou que pretende aumentar os investimentos de 5% para 7% do PIB. Mas nós achamos que ainda é muito pouco. Nossa luta pelos 10% só começou. Vamos tomar várias capitais do pais a partir de hoje e, na quinta-feira, realizaremos um grande ato em Brasília onde queremos nos encontrar com a presidente Dilma para apresentar nossa documento de reivindicações e discutir o Plano Nacional de Educação”, disse o presidente da UNE, Augusto Chagas.

Para o presidente da UBES, Yann Evanovick, os estudantes saem mais uma vez às ruas porque é necessário e urgente garantir a melhoria das condições da educação no Brasil. “Por isso, vamos disputar esse Plano Nacional de Educação apresentando nossas emendas por meio de parlamentares comprometidos com nossas reivindicações. Senão, só daqui a dez anos", afirmou.

PEC do Pré-sal
Outra pauta da jornada de lutas desta terça em São Paulo foi sobre tramitação da Proposta Emenda Constitucional (PEC) do Pré-sal municipal, que cria o Fundo Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social. O Fundo gerenciará os recursos provenientes do Pré-Sal para o estado de São Paulo e já destina 50% para Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia.

A PEC é iniciativa dos deputados Pedro Bigardi (PCdoB) e Simão Pedro (PT), que, juntos ao presidente da Alesp, Barros Munhoz (PSDB), e ao líder do PSDB na Casa, Celso Giglio, receberam uma comissão dos estudantes para debater o andamento da proposta.

“O momento é histórico porque é a primeira vez que o movimento estudantil é recebido pelo presidente da Alesp e, com muita mobilização, podemos aprovar essa PEC e mudar a cara da educação no Estado. Todos se mostraram favoráveis à aprovação e, apesar de apontarem dificuldades pelo fato da disputa política na Casa ser muito grande, os deputados disseram que irão conversar com outros parlamentares para apresentar a proposta”, explicou o presidente da UEE-SP, Carlos Siqueira.

ANPG presente
De acordo com a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, a entidade se soma a essas lutas e também apresenta suas bandeiras específicas, tendo como central sua campanha pelo aumento no valor das bolsas de mestrado e doutorado que estão há três anos sem reajustes. “Investir na pós-graduação brasileira é também propiciar professores mais qualificados para o ensino básico, além de possibilitar um contato desde da infância com a pesquisa, e através de equipamentos como museus, bibliotecas e planetários. Enfim, é investir em qualidade de ensino e desenvolvimento da pesquisa nacional, ambos tão necessários para nossa soberania”, finalizou.

Quarta-feira 23/03 – Passeata Rio de Janeiro – 12h – Alerj
A jornada nacional de lutas da UNE organiza uma grande passeata no Rio de Janeiro embalada pelos protestos contra a visita do presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Os estudantes vão se concentrar dia 23/03 (quarta) na Assembléia Legislativa (Alerj), às 12h, e de lá partem para a Câmara Municipal. O objetivo é pressionar o voto dos parlamentares a favor do projeto de lei que estará tramitando no dia e garantirá a meia passagem no transporte público aos alunos do ProUni e beneficiados por programas de cotas e reserva de vagas.

Quinta-feira, 24/03 – Grande marcha em Brasília – 10h – Biblioteca Nacional
Cerca de 10 mil estudantes tomarão Brasília colorindo a Esplanada dos Ministérios com a irreverência característica do movimento estudantil. A concentração será às 10h, em frente à Biblioteca Nacional. A marcha, que terá o reforço de uma bateria de samba, seguirá para o Congresso Nacional. Lá, os estudantes esperam ser recebidos por Dilma Rousseff. A audiência já foi solicitada e o objetivo será dialogar com a nova presidente a pauta de reivindicações, principalmente, a respeito de dois temas: o veto do presidente Lula ao projeto de lei que destina 50% do fundo social do Pré-sal para a educação e os recentes cortes no orçamento que podem atingir o financiamento das universidades.

Rafael Minoro


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Jornada: Mais de três mi estudantes l protestam em Sao Paulo

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22 de março de 2011
Mais de 3 mil tomam as ruas de São Paulo na jornada nacional de lutas

Concentração para a jornada nacional de lutas das entidades estudantis foi no MASP; estudantes protestaram contra aumento nas passagens, pela aprovação do Fundo Estadual do Pré-sal e por mais investimentos na educação

Dando continuidade às diversas atividades que ocorrem em todo país durante a jornada nacional de lutas, os estudantes da capital paulista tomaram nesta terça-feira (22) uma das principais vias da cidade, a avenida Paulista, em uma grande marcha que terminou na Assembléia Legislativa (Alesp).

A passeata saiu do Museu de Arte de São Paulo e, durante o trajeto pela avenida Brigadeiro, os mais de 3 mil jovens protestaram contra o aumento da tarifa no transporte público em São Paulo. A valor foi reajustado para R$ 3 no início do ano.

“É totalmente inviável para a população ter que arcar com um aumento como esse. Por isso, continuaremos nas ruas para denunciar esse abuso da prefeitura”, disse o presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Tarcísio Boaventura.

Os estudantes também pediram mais atenção e investimentos para a área educacional, reivindicando que 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sejam investidos na educação em todos os seus níveis.

“O governo já sinalizou que pretende aumentar os investimentos de 5% para 7% do PIB. Mas nós achamos que ainda é muito pouco. Nossa luta pelos 10% só começou. Vamos tomar várias capitais do pais a partir de hoje e, na quinta-feira, realizaremos um grande ato em Brasília onde queremos nos encontrar com a presidente Dilma para apresentar nossa documento de reivindicações e discutir o Plano Nacional de Educação”, disse o presidente da UNE, Augusto Chagas.

Para o presidente da UBES, Yann Evanovick, os estudantes saem mais uma vez às ruas porque é necessário e urgente garantir a melhoria das condições da educação no Brasil. “Por isso, vamos disputar esse Plano Nacional de Educação apresentando nossas emendas por meio de parlamentares comprometidos com nossas reivindicações. Senão, só daqui a dez anos", afirmou.

PEC do Pré-sal
Outra pauta da jornada de lutas desta terça em São Paulo foi sobre tramitação da Proposta Emenda Constitucional (PEC) do Pré-sal municipal, que cria o Fundo Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social. O Fundo gerenciará os recursos provenientes do Pré-Sal para o estado de São Paulo e já destina 50% para Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia.

A PEC é iniciativa dos deputados Pedro Bigardi (PCdoB) e Simão Pedro (PT), que, juntos ao presidente da Alesp, Barros Munhoz (PSDB), e ao líder do PSDB na Casa, Celso Giglio, receberam uma comissão dos estudantes para debater o andamento da proposta.

“O momento é histórico porque é a primeira vez que o movimento estudantil é recebido pelo presidente da Alesp e, com muita mobilização, podemos aprovar essa PEC e mudar a cara da educação no Estado. Todos se mostraram favoráveis à aprovação e, apesar de apontarem dificuldades pelo fato da disputa política na Casa ser muito grande, os deputados disseram que irão conversar com outros parlamentares para apresentar a proposta”, explicou o presidente da UEE-SP, Carlos Siqueira.

ANPG presente
De acordo com a presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, a entidade se soma a essas lutas e também apresenta suas bandeiras específicas, tendo como central sua campanha pelo aumento no valor das bolsas de mestrado e doutorado que estão há três anos sem reajustes. “Investir na pós-graduação brasileira é também propiciar professores mais qualificados para o ensino básico, além de possibilitar um contato desde da infância com a pesquisa, e através de equipamentos como museus, bibliotecas e planetários. Enfim, é investir em qualidade de ensino e desenvolvimento da pesquisa nacional, ambos tão necessários para nossa soberania”, finalizou.

Quarta-feira 23/03 – Passeata Rio de Janeiro – 12h – Alerj
A jornada nacional de lutas da UNE organiza uma grande passeata no Rio de Janeiro embalada pelos protestos contra a visita do presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Os estudantes vão se concentrar dia 23/03 (quarta) na Assembléia Legislativa (Alerj), às 12h, e de lá partem para a Câmara Municipal. O objetivo é pressionar o voto dos parlamentares a favor do projeto de lei que estará tramitando no dia e garantirá a meia passagem no transporte público aos alunos do ProUni e beneficiados por programas de cotas e reserva de vagas.

Quinta-feira, 24/03 – Grande marcha em Brasília – 10h – Biblioteca Nacional
Cerca de 10 mil estudantes tomarão Brasília colorindo a Esplanada dos Ministérios com a irreverência característica do movimento estudantil. A concentração será às 10h, em frente à Biblioteca Nacional. A marcha, que terá o reforço de uma bateria de samba, seguirá para o Congresso Nacional. Lá, os estudantes esperam ser recebidos por Dilma Rousseff. A audiência já foi solicitada e o objetivo será dialogar com a nova presidente a pauta de reivindicações, principalmente, a respeito de dois temas: o veto do presidente Lula ao projeto de lei que destina 50% do fundo social do Pré-sal para a educação e os recentes cortes no orçamento que podem atingir o financiamento das universidades.

Rafael Minoro


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quarta-feira, 23 de março de 2011

Sobre a demissão do Primeiro Ministro

Jerônimo de Sousa, Presidente do Partido Comunista Português

Sobre o pedido de demissão do Primeiro Ministro Sócrates

Jerónimo de Sousa: PCP vai votar contra medidas da "desgraça social" - Política - PUBLICO.PT

Jerónimo de Sousa: PCP vai votar contra medidas da "desgraça social" - Política - PUBLICO.PT:
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, anunciou no Funchal que o partido vai votar contra o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) da “desgraça social” do Governo de José Sócrates.
Ao intervir no jantar/comício dos 90 anos do PCP, Jerónimo de Sousa lembrou que as medidas de austeridade são apresentadas pelo Governo como sendo “do interesse nacional e que são medidas para salvar o país do FMI”.

“Talvez seja altura de dizer que com amigos destes a salvar o país, parem, parem de salvar o país, parem de enterrar o nosso povo”, referiu.

“José Sócrates diz que se vai embora e que o Governo se demite se o PEC não for aprovado. Vem outra vez com a chantagem a armar-se em vítima, quando a vítima é o nosso povo que sofre as consequências da política que nos desgoverna”, acrescentou.

“Este Partido Comunista Português votará contra este PEC da desgraça social, vá Sócrates ou não embora, nós dizemos que o nosso único compromisso é com o povo, é com os trabalhadores e não é com Sócrates ficando ou indo embora”, anunciou.

Jerónimo de Sousa referiu ainda que o PCP não teme eleições antecipadas porque “o povo não pode ficar nas mãos desta sistemática chantagem, há outras soluções há outras políticas”, defendeu.

O jantar/comício do PCP reuniu mais de um milhar de pessoas.

granma.cu - Os sapatos me apertam

granma.cu - Os sapatos me apertam: "Reflexões de Fidel"

Reflexões de Fidel
Os sapatos me apertam

ENQUANTO os reatores sinistrados despejam fumaça radiativa no Japão, e aviões de monstruosa aparência e submarinos nucleares lançam mortíferas cargas teleguiadas sobre a Líbia, um país norte-africano do Terceiro Mundo com apenas seis milhões de habitantes, Barack Obama contava aos chilenos uma fábula parecida com as que eu escutava quando tinha quatro anos: "Os sapatos me apertam, as meias fazem calor; e o beijinho que me deste levo no coração".

Alguns de seus ouvintes ficaram pasmos naquele "Centro Cultural" em Santiago do Chile.

Quando o presidente mirou ansioso o público depois de mencionar a pérfida Cuba, esperando uma explosão de aplausos, houve um silêncio glacial. Às suas costas – Ah! Feliz coincidência! – entre as demais bandeiras latino-americanas, estava exatamente a de Cuba.

Se por um segundo desse uma volta sobre seu ombro direito, teria visto, como uma sombra, o símbolo da Revolução na Ilha rebelde que seu poderoso país quis, mas não pôde, destruir.

Qualquer pessoa seria, sem dúvida, extraordinariamente otimista se espera que os povos de Nossa América aplaudam o 50º aniversário da invasão mercenária pela baía dos Porcos, 50 anos de cruel bloqueio econômico de um país irmão, 50 anos de ameaças e atentados terroristas que custaram milhares de vidas, 50 anos de projetos de assassinato dos líderes do histórico processo.

Senti-me aludido em suas palavras.

Prestei, efetivamente, meus serviços à Revolução durante muito tempo, mas nunca eludi riscos nem violei princípios constitucionais, ideológicos ou éticos; lamento não ter tido mais saúde para seguir servindo-a.

Renunciei sem vacilação a todos os meus cargos estatais e políticos, inclusive ao de Primeiro Secretário do Partido, quando adoeci e nunca tentei exercê-los depois da Proclamação de 31 de julho de 2006, nem quando recuperei parcialmente minha saúde mais de um ano depois, embora todos continuassem intitulando-me afetuosamente dessa forma.

Mas sigo e seguirei sendo como prometi: um soldado das ideias, enquanto possa pensar e respirar.

Quando perguntaram a Obama sobre o golpe de Estado contra o heróico presidente Salvador Allende, promovido como outros muitos pelos Estados Unidos, e a misteriosa morte de Eduardo Frei Montalva, assassinado por agentes da DINA, uma criação do governo norte-americano, perdeu sua presença de espírito e começou a tartamudear.

Foi certeiro, sem dúvida, o comentário da televisão do Chile ao final de seu discurso, quando expressou que Obama já não tinha nada que oferecer ao hemisfério.

De minha parte, não quero dar a impressão de que experimento ódio a sua pessoa, e muito menos ao povo dos Estados Unidos, a cujos muitos de seus filhos reconheço o aporte à cultura e à ciência.

Obama tem agora pela frente uma viagem a El Salvador, nesta terça-feira. Ali terá que inventar bastante, porque nessa nação centro-americana irmã, as armas e os treinadores que recebeu dos governos de seu país, derramaram muito sangue.

Desejo-lhe boa viagem e um pouco mais de sensatez.


Fidel Castro Ruz
21 de março de 2011
21h32

Arrocho fiscal pode provocar queda do governo português - Portal Vermelho

Arrocho fiscal pode provocar queda do governo português

A situação de Portugal merece lugar de destaque na edição online dos dois maiores jornais de economia do mundo, o Financial Times e o Wall Street Journal. Os dois veículos da mídia corporativa analisam a crise portuguesa a partir do víes que lhes interessa, afirmando que a entrada da ajuda externa "é inevitável".

O primeiro diz que Portugal enfrenta uma crise política que poderá ter como consequência a queda do governo, tornando inevitável a "ajuda externa".

Leia também:

O diário britânico acrescenta também que as novas "medidas de austeridade" serão, quase de certeza, recusadas pelo Parlamento, deixando ao primeiro-ministro José Sócrates uma única alternativa: demitir-se do cargo. Uma aposta que a direita europeia tem feito ultimamente, seguindo o mesmo roteiro que seguiu nos casos da Grécia e da Irlanda.

O Wall Street Journal também vê do mesmo modo a situação econômica do país. O jornal opina que a "ajuda financeira" da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional está cada vez mais próxima. Com tal "ajuda", Portugal verá sua política econômica nas mãos do FMI e do fundo de emergência da União Europeia.

A chamada "ajuda econômica" não é outra coisa senão dinheiro que será canalizado diretamente para os bolsos dos credores, uma ação que o Brasil já viveu na década de 1980 e que paralisou o crescimento do país por cerca de 20 anos

A agência Reuters destaca o debate de quarta-feira (23), no Parlamento, sobre a discussão e votação do pacote de maldades que pretende aliviar a dívida com o suor dos trabalhadores. A agência de notícias também aposta como "iminente" o colapso do governo.

José Sócrates prometeu deixar o cargo caso a oposição vote contra o pacote. O oposicionista Partido Social Democrata se recusa a apoiar o governo e começou a falar sobre eleições.

Os custos de captação de Portugal, ou seja, os juros pagos para emitir títulos da dívida, aumentaram nos últimos meses com a crise da dívida do país. Os juros pagos pelos títulos de 10 anos foram de 7,8% no início deste mês, o que é considerado insustentável pela equipe econômica do país.

Governo arrogante e indiferente

O secretário-geral do Partido Comunista Português acusou o governo de mostrar "arrogância e indiferença" em relação aos portugueses e às suas instituições, reiterando que o partido vai votar contra o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).

"A luta deve continuar e acentuar-se até derrotar esta política", disse Jerónimo de Sousa à agência Lusa durante a manifestação realizada pela CGTP-IN em Lisboa.

José Sócrates tem tido "uma posição de subserviência em relação" às "grandes potências da União Europeia", afirmou o líder comunista.

"O povo português não aceita assistir passivamente a este afundamento do país, às injustiças que aumentam cada vez mais e que seriam profundamente agravadas caso este PEC fosse aprovado", disse.

O PCP tem o seu próprio projeto de resolução contra o pacote de maldades do governo, conhecido como quarta versão do Programa de Estabilidade e Crescimento.

Segundo Jerónimo, o projeto de resolução dos comunistas “tem um conteúdo não só de combate mas de proposta”. O objetivo é não só a recusa do programa proposto pelo Governo mas demonstrar no Parlamento que “havia possibilidades de um outro PEC se o Governo quisesse”, argumentou.

“Fala-se muito em crise política, e naturalmente que é uma questão que não é pequena, mas o que vamos debater na Assembleia da República é saber quem está contra ou a favor do congelamento das pensões e das aposentadorias, contra ou a favor do aumento dos impostos, contra ou a favor de um novo ataque à legislação laboral, contra ou a favor do financiamento do Serviço Nacional de Saúde”, defendeu.

Em uma coletiva de imprensa, o PCP anunciou que apresentará um Projeto de Resolução que rejeita o PEC para 2013. Na apresentação, o deputado Bernardino Soares afirmou que a alternativa que se coloca ao país, não é entre este PEC e o FMI, é entre "as políticas de desastre nacional que nos conduziram à atual situação e uma ruptura e uma mudança na vida política nacional".

Veja o vídeo com a apresentação do projeto:


Com agências

terça-feira, 22 de março de 2011

Rapper Mano Ox é o novo presidente da Nação Hip Hop Brasil - Portal Vermelho


Rapper Mano Ox é o novo presidente da Nação Hip Hop Brasil

Em reunião da direção nacional da Nação Hip Hop Brasil, realizada no sábado (19), na capital paulista, o rapper gaúcho Mano Ox foi eleito o novo presidente da entidade. Aliado G permanece na direção, agora como presidente de honra da entidade. Além de outras modificações na diretoria, a reunião aprovou intensa participação nos encontros municipais e estaduais preparatórios a 2º Conferência Nacional de Juventude, prevista para este ano.

divulgação
manooxi

Oxi foi eleito presidente

A constituição de uma agenda política com a presidente Dilma Rousseff também foi pauta do encontro nacional da entidade. Entre outras deliberações, a reunião aprovou a criação de um blog institucional da Nação Hip Hop Brasil, com atualização permanentemente.

Um dos pontos mais altos do encontro foi a filiação à Nação Hip Hop do rapper, jornalista e cientista social Big Richard, que é também repórter do programa Para Todos da TV Brasil.

A reunião ainda valorizou a história de Aliado G, forte guerreiro que atua na Nação desde a sua fundação. Como presidente de honra, Aliado G exercerá a função de relações públicas e internacionais, dando sequência a papéis já desempenhados durante sua gestão.

Mano Ox, cultura e ativismo

Mano Ox é do Rio Grande do Sul (RS) e tem 34 anos. É líder de um dos grupos de forte expressão da região sul do país, DNA MC's. É ativista social do movimento hip hop e do movimento negro.

Durante oito anos foi produtor e editor do programa Hip Hop Sul, exibido pela TV Educativa do RS. Também coordenou o programa “Atitude Sul', pela rádio Teresópolis FM, na zona sul de Porto Alegre.

Assina a direção geral do jornal impresso O Salve, o primeiro direcionado ao movimento hip hop no estado Foi o idealizador da Associação Cultural Militantes da Sul em 2005. Ganhou o prêmio da Unesco Direitos Humanos na categoria "protagonismo juvenil e promoção dos direitos humanos", em 2006.

Foi membro da direção nacional, estadual e municipal da União da Juventude Socialista e (UJS) e durante os últimos cinco anos presidiu a Nação Hip Hop Brasil no RS. E 2008 foi candidato a vereador pelo PCdoB de Porto Alegre, obtendo a marca histórica de 2.128 votos, sendo o primeiro rapper do hip hop a escrever este feito.

Vereador suplente, atua como assessor parlamentar do deputado estadual Raul Carrion, do PCdoB.

Em 2010 foi um dos contemplados do Prêmio Preto Ghõez, o maior reconhecimento do governo federal ao movimento hip hop brasileiro. No último 19 de março assumiu a presidência nacional da Nação Hip Hop Brasil.

Leia mais:
-Um gaúcho a frente da direção nacional da Nação Hip Hop Brasil
-Debate sobre uso abuso do álcool reúne movimento Hip Hop

Fundação Maurício Grabois - O tesouro da teoria e do debate

A Fundação Maurício Grabois é de fato uma arca do tesouro da teoria e do debate contemporâneo.

O primor e a riqueza de seu conteúdo são justas homenagens, à altura a esse militante comunista de caráter inquebrantável que foi Maurício Grabois. Um dos deputados federais eleirtos pelo Partido Comunista do Brasil, Grabois foi Secretário de Organização, Líder do Partido na Câmara dos Deputados, Editor do Jornal A Classe Operária, defensor do Partido contra o revisionismo que quase o liquidou e reorganizador do Partido Comunista do Brasil, Guerrilheiro do Araguaia e mártir da luta pela democracia.

Maurício Grabois e o Barão de Itararé - Fonte Blog do Miro

TEXTOS DE MAURÍCIO GRABOIS:
Duas concepções, duas orientações políticas” 22/04/60
Quem falsifica? Quem deturpa?” 27/05/1960
“Uma defesa falsa de uma linha oportunista” 03/06/1960
 “Uma defesa falsa de uma linha oportunista” Conclusão 10/06/1960





E, por fim, mais um tesouro, os exemplares  anteriores da Revista Princípios digitalizados.

Reforma Política: Pluralismo e Democracia - Fundação Maurício Grabois

Comitê Central propõe reforçar identidade comunista - PCdoB. O Partido do socialismo.

Brasil, terça-feira, 22 de março de 2011
Partido Vivo

Caetano: PCdoB cresce entre petroleiros e UJS tem que jogar papel - Portal Vermelho

Caetano: PCdoB cresce entre petroleiros e UJS tem que jogar papel - Portal Vermelho

Caetano: PCdoB cresce entre petroleiros e UJS tem que jogar papel

O PCdoB vive uma fase de expansão entre os petroleiros. Esta é a constatação do coordenador da fração dos comunistas petroleiros, Aldemir Caetano. Em reunião para formação do núcleo do petróleo do partido na última quinta-feira (17), Caetano falou sobre a atuação dos comunistas na Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sobre formação política aos novos militantes, com destaque para o papel da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da União da Juventude Socialista (UJS).

Arquivo PCdoB

Ao lado de Caetano (ao microfone), no lado esquerdo da foto, George Araújo, ex-militante da UJS e Diretor de Base do Sindipetro PR/SC.

Para Caetano, o crescimento do número de militantes do PCdoB que atuam na base da FUP é constante. Para ele, esta boa notícia demanda um cuidado especial com a formação política dos novos filiados. O dirigente explica que, diferente de outras categorias, a questão central não é renovação – que vem ocorrendo de forma tranquila devido ao crescimento da militância comunista entre os petroleiros – e sim a política de formação de quadros, tanto para garantir a transição dos quadros mais experiente para as novas tarefas quanto para estimular a formação política dos recém-filiados.

Compreensão de partido

Segundo Caetano, esta formação não deve ser apenas sindical, mas também político-ideológica, partidária, para “aprofundar a compreensão de partido dos nossos militantes”. A preocupação é justificada, pois o PCdoB tem conquistado um crescimento vertiginoso da sua presença na FUP. Há dois congressos, os militantes comunistas ocupavam cinco cargos na direção desta federação, composta por 15 titulares e 15 suplentes no total. No último congresso, este número subiu para 7 e a perspectiva é que no próximo congresso – em julho deste ano – o partido conquiste 9 ou 10 vagas na direção da entidade.

Esta composição deve balancear a permanência de quadros mais experientes com uma importante renovação. Caetano insiste que “a entrada de novas pessoas no partido tem que ser planejada”. Além das próprias estruturas partidárias, Caetano acredita que a União da Juventude Socialista (UJS) deve ser um instrumento de organização de jovens trabalhadores: “a UJS tem que estar preocupada em dar formação política e orientar a sua juventude para que, quando for procurar o mercado de trabalho, uma das alternativas seja a Petrobrás e as estatais como um todo. Isso tem que ser um trabalho articulado entre a CTB, a UJS, as secretarias de organização e as secretarias de massa do PCdoB. É uma forma de dar continuidade ao trabalho feito pela UJS nas universidades, nas escolas. É preciso dar consequência a esta política, a este trabalho”, defendeu o comunista.

De São Paulo, Luana Bonone

PCdoB fortalece organização na Petrobrás com núcleo do petróleo - PCdoB. O Partido do socialismo.

PCdoB fortalece organização na Petrobrás com núcleo do petróleo - PCdoB. O Partido do socialismo.
Nesta quinta-feira (17), petroleiros e militantes comunistas que participam de estruturas de gestão da Petrobrás realizaram uma reunião para gestar a formação do núcleo do petróleo, composto por militantes que atuam no sistema Petrobrás, seja como petroleiros ou como gestores.
Arquivo PCdoB

O núcleo do petróleo será ligado à fração químico-energética nacional do PCdoB

As novas estruturas de organização do PCdoB, definidas no seu 12º Congresso, têm o objetivo organizar melhor o partido para debater questões centrais ao Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento, envolvendo todos os níveis de direção e as bases do partido nas discussões. A partir deste princípio, o partido discute a formação do núcleo do petróleo, que reunirá militantes que atuam na Petrobrás.

O novo núcleo será ligado à fração químico-energética nacional do PCdoB, uma estrutura “guarda-chuva” composta, ainda, pelo núcleo químico, pelo núcleo dos papeleiros, pelo dos vidreiros e o dos borracheiros. “Um dos grandes objetivos dessas novas instâncias é moldar a estrutura organizacional partidária de uma forma regular, sistêmica e estável”, defende o coordenador da fração químico-energética, Divanilton Pereira.

Divanilton Pereira coordena o esforço de aprimorar a organização partidária para o debate da questão energética.

Opinião partidária

O papel do núcleo do petróleo será debater em âmbito partidário as questões que envolvem as disputas em torno do setor. Para tal, gestores da Petrobrás e petroleiros se reunirão em um mesmo espaço. A nova estrutura não representa nenhuma ameaça de extinção da virtuosa fração dos petroleiros, que tem ação concentrada no movimento sindical, com atuação na Federação Única dos Petroleirtos (FUP). Trata-se, o núcleo, de uma nova instância, que deve se articular com as que já existem.

Segundo Divanilton, o núcleo servirá para fortalecer o debate político-partidário entre os diversos militantes que exercem diferentes funções na estrutura da estatal. O objetivo final, explica o dirigente, é aumentar a influência do PCdoB no setor e organizar o partido.

Nunca antes na história do país

Divanilton demonstra orgulho ao expressar que o PCdoB foi “o primeiro partido que produziu uma elaboração sobre a questão energética brasileira”. Ele explica que esta elaboração foi construída a partir do debate de alguns dirigentes do partido e especialistas. “A Comissão Política Nacional do PCdoB realizou uma reunião exclusiva para discutir isso e o Comitê Central mergulhou no tema e produziu uma elaboração sobre a questão energética brasileira”, conta o coordenador da fração.

Cerca de 20 pessoas no total participaram do debate para a formação do núcleo do petróleo.

Ele explica que há ainda opiniões diferentes sobre algumas questões relacionadas ao novo marco regulatório para o petróleo, questão apresentada a partir da descoberta do petróleo na camada pré-sal. Entretanto, para ele essas diferenças de opinião fazem parte do processo de construção das opiniões unitárias e maduras do PCdoB.

O ano do crescimento

O mais importante para o dirigente, entretanto, é ressaltar que 2011 será “o ano do crescimento e da organicidade estável” para os comunistas que atuam no sistema Petrobrás. “Elegemos o ano de 2011 como o ano para o crescimento e para a vida orgânica partidária”, conclui Divanilton.

De São Paulo, Luana Bonone

segunda-feira, 21 de março de 2011

Reflexão de Fidel Castro: A aliança igualitária - Portal Vermelho

Reflexão de Fidel Castro: A aliança igualitária - Portal Vermelho

Ao anoitecer do sábado (19), depois de farto banquete, os líderes da Otan ordenaram o ataque contra a Líbia. Desde então, nada poderia ocorrer sem que os Estados Unidos reclamassem seu papel irrenunciável de chefe máximo. Desde o posto de comando dessa instituição na Europa, um oficial superior proclamou que se iniciava a “Odisseia do Amanhecer”.

Por Fidel Castro Ruz

A opinião pública mundial estava comovida com a tragédia do Japão. O número de vítimas do terremoto, do tsumani, do acidente nuclear, não parou de crescer. São dezenas de milhares de pessoas mortas, desaparecidas e irradiadas. Também crescerá consideravelmente a resistência ao uso da energia nuclear.

O mundo está sofrendo as consequências das mudanças climáticas; a escassez e o preço dos alimentos, os gastos militares e o desperdício dos recursos naturais e humanos crescem. Uma guerra era o mais inoportuno que poderia ocorrer nestes momentos.

O giro de Obama pela América Latina passou para segundo plano. No Brasil, se tornaram evidentes as contradições de interesses entre os Estados Unidos e esse país irmão. Não se pode esquecer que o Rio de Janeiro competiu com Chicago pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Obama quis cortejar o gigante sul-americano. Falou da “extraordinária ascensão do Brasil” que tem chamado a atenção internacional e elogiou sua economia como uma das que crescem mais rapidamente no mundo, mas não se comprometeu nem um pouco em apoiar o Brasil como membro permanente do privilegiado Conselho de Segurança.

A presidente brasileira não vacilou em expressar sua inconformidade com as medidas protecionistas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil, por meio de tarifas e subsídios, que têm constituído um forte obstáculo à economia desse país.

O escritor argentino Atilio Boron afirma que para Obama:

“…o que (…) mais interessa em sua qualidade de administrador do império é avançar para o controle da Amazônia. O requisito principal desse projeto é entorpecer, já que não pode deter, a crescente coordenação e integração política e econômica em curso na região e que foi tão importante para fazer naufragar a Alca em 2005 e frustrar a conspiração secessionista e golpista na Bolívia (2008) e no Equador (2010). Também deve tratar de semear a discórdia entre os governos mais radicais da região (Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador) e os governos ‘progressistas’ – principalmente Brasil, Argentina e Uruguai…”

“Para os mais ousados estrategistas estadunidenses, a região amazônica, assim como a Antártida, é uma área de livre acesso, onde não se reconhecem soberanias nacionais…”

Amanhã, Obama viajará ao Chile. Chegará precedido de uma entrevista que concedeu ao diário El Mercurio, publicada ontem, domingo (20), na qual confessa que o “Discurso para as Américas” – assim o qualifica – se fundamenta em uma “aliança igualitária” com a América Latina, que quase nos deixa sem fôlego ao relembrar “A Aliança para o Progresso” que precedeu a expansão mercenária de Playa Girón.

Obama confessa textualmente:

“Nossa visão para o hemisfério (…) se baseia no conceito de aliança igualitária que tenho perseguido desde que assumi a Presidência dos Estados Unidos.

“Também terei como foco áreas específicas nas quais podemos trabalhar juntos, como o crescimento econômico, a energia, a segurança cidadã e os direitos humanos”.

"Essa visão", pontuou, tem por objetivo "melhorar a segurança comum, expandir oportunidades econômicas, assegurar um futuro energético limpo e apoiar os valores democráticos que compartilhamos”.

(...) “promover um hemisfério seguro, estável e próspero, no qual os Estados Unidos e nossos aliados compartilhem responsabilidades em assuntos chave, tanto em nível regional como global.”

Tudo como se pode apreciar maravilhosamente belo, digno de se enterrar como os segredos de Reagan, para publicar em 200 anos. O problema é que, como informa a agência DPA, segundo sondagem realizada pelo diário La Tercera, “em 2006, 43% da população chilena rechaçava as centrais nucleares”.

“Dois anos depois do rechaço, subiu para 52% e em 2010 chegou a 74%”. Hoje, depois do que aconteceu no Japão, alcança “86% dos chilenos…”

Faltaria fazer somente uma pergunta a Obama. Levando em conta que um de seus ilustres antecessores, Richard Nixon, promoveu um golpe de Estado e a morte heroica de Salvador Allende, as torturas e o assassinato de milhares de pessoas, o senhor Obama pedirá desculpas ao povo do Chile?

Fidel Castro Ruz
20 de março de 2011
20h14

Fonte: CubaDebate
Tradução de Fabíola Perez

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