“Uma coalizão anti dólar será o primeiro passo para criar-se uma coalizão antiguerra capaz de deter a agressão norte-americana.”
Já faz algum tempo que tanto a Ucrânia como a resposta russa às sanções (que puseram em movimento o grande eixo eurasiano, aproximando China e Rússia e acelerando o negócio “Santo Graal” de gás entre os dois países) deixaram as manchetes. Mas ainda não se entendeu por que a imprensa-empresa ucraniana largou a cobertura da Ucrânia como se fosse batata quente, sobretudo porque a guerra civil prossegue no Donbass ucraniano e continua a fazer dúzias de mortos dos dois lados.
O mais provável é que o público tenha-se cansado de ouvir metáforas sobre jogos de xadrez ou de damas entre Putin e Obama, e tenha sido despachado para ler a propaganda que cerca as metáforas ‘analíticas’ e os eventos mortais da 3ª guerra do Iraque, como há tantas décadas.
Mas é provável que ‘sair do foco’ seja exatamente o que mais deseja a elite política russa. De fato – como noticia Valentin Mândrăşescu, editor de Voice of Russia –, enquanto a grande máquina norte-americana de distrair a atenção popular foca-se em outros temas, a Rússia já se prepara para os passos seguintes.
Assim se chega a um conselheiro de Putin, Sergey Glazyev – o homem que, no início de março, foi o primeiro a sugerir que a Rússia se livrasse dos títulos dos EUA e abandonasse o sistema do dólar, como retaliação contra as sanções – estratégia que funcionou naquele momento, porque, apesar de o Kremlin ter conservado integralmente o controle sobre a Crimeia, as sanções ocidentais pararam como por passe de mágica. (E não só isso como, também, como acaba de informar o banco central da Rússia, o superávit do país em conta corrente de 2014 pode alcançar $35 bilhões, bem superior aos $33 bilhões de 2013, e distantíssimo dos inventados “mais de $200 bilhões” de capitais que fugiriam da Rússia e sobre os quais muito falava recentemente Mario Draghi).
Glazyev foi também quem empurrou o Kremlin a aproximar-se da China e forçou que os russos assinassem o acordo de gás com Pequim (mesmo que não tenha sido assinado nos termos que mais interessariam à Rússia naquele momento).
É esse o Glazyev que publicou artigo na revista russa Argumenty Nedeli,[1] no qual delineou um plano para “minar a força econômica dos EUA” e, assim, forçar os EUA a pôr fim à guerra civil na Ucrânia. Glazyev entende que o único meio para impedir que os EUA iniciem uma nova guerra fria é pôr abaixo o sistema do dólar.
Como Voice of Russia resume o artigo publicado em Argumenty Nedeli,[2] o conselheiro econômico de Putin e homem que concebeu a União Econômica Eurasiana argumenta que Washington está tentando provocar uma intervenção militar da Rússia na Ucrânia, usando a Junta de Kiev como isca. Se desse certo, o plano daria a Washington várias importantes vantagens.
Primeiro, permitiria que os EUA introduzissem novas sanções contra a Rússia, riscando as posições russas em papéis do Tesouro dos EUA. Mais importante: uma nova onda de sanções criará uma situação na qual empresas russas não terão como honrar os juros de suas dívidas com bancos europeus.
Nas palavras de Glazyev, a chamada “terceira fase” de sanções contra a Rússia terá custo tremendo para a União Europeia. O total da perda estimada será superior a 1 trilhão de euros. Essas perdas ferirão gravemente a economia europeia, convertendo os EUA em único “paraíso seguro” do planeta. Sanções fortes contra a Rússia também deslocarão dos mercados europeus de energia a empresa russa Gazprom, o que deixará aqueles mercados abertos à entrada do gás natural liquefeito – muito mais caro – que os EUA têm para vender.
Co-optar os países europeus para uma nova corrida armamentista e de operação militar contra a Rússia fará aumentar também a influência política dos EUA na Europa, e ajudará os EUA a forçar a União Europeia a engolir a versão norte-americana do Tratado TTIP [Transatlantic Trade and Investment Partnership] – acordo comercial que, basicamente, converterá a União Europeia em grande colônia econômica dos EUA.
Glazyev entende que iniciar uma nova guerra na Europa trará só benefícios para os EUA e só problemas para a União Europeia. Em inúmeras vezes, Washington já usou guerras globais e regionais como ferramentas para favorecer a economia norte-americana; agora, a Casa Branca tenta usar a guerra civil na Ucrânia como pretexto para repetir o velho truque.
Glazyev: “Só nos resta atacar a máquina de imprimir dinheiro do FED”
O conjunto de contramedidas que Glazyev propõe toma por alvo, especificamente, o coração que bombeia ‘energia’ para a máquina de guerra dos EUA: as impressoras que imprimem dinheiro no FED.
O conselheiro de Putin propõe que se crie uma “ampla aliança antidólar” de países que desejem e possam extrair o dólar de seu comércio internacional. Membros da aliança também têm de abandonar instrumentos de reservas denominados em dólares.
Glazyev aconselha tratar os instrumentos denominados em dólares como papeis-lixo[3] e que os reguladores devem exigir colateralização total desses papeis. Uma coalizão antidólar será o primeiro passo para a criação de uma coalizão antiguerra capaz de deter a agressão norte-americana.
Não surpreendentemente, Sergey Glazyev entende que o papel principal para que se crie essa coalizão política deve caber à comunidade empresarial e de negócios da Europa, porque as tentativas dos EUA para iniciar grande guerra na Europa e guerra fria contra a Rússia ameaçam, em primeiro lugar, o big business europeu.
A julgar pelos recentes esforços para deter as sanções contra a Rússia empreendidos por líderes empresariais alemães, franceses, italianos e austríacos, o conselheiro de Putin está correto em sua avaliação. Washington não parece ter previsto que a guerra pela Ucrânia pode, em pouco tempo, converter-se em guerra pela independência da Europa – que pode interessar-se por livrar-se do do mínimo pelos EUA – e guerra contra o dólar.
[1] http://argumenti.ru/toptheme/n441/344574?fb_action_ids=767921596586455&fb_action_types=og.recommends
[2] http://voiceofrussia.com/2014_06_18/Putins-aide-proposes-anti-dollar-alliance-to-force-US-to-end-Ukraines-civil-war-8030/
[3] Orig. Junk Bond – Expressão coloquial que designa papeis de alto risco ou não recomendados para investimento. São instrumentos de renda fixa que recebem grau “BB” ou inferior da agência de avaliação de risco Standard & Poor's, ou “Ba”, da Moody's. Junk bonds são chamados assim por causa do mais alto grau de risco de não serem pagos em relação aos papeis com boa avaliação para investimento [de http://www.investopedia.com/terms/j/junkbond.asp].
domingo, 3 de agosto de 2014
Professor Pablo Villaça expõe dados de Lula e Dilma e prova que Brasil melhorou
Hoje,
um ex-aluno e leitor veio dizer, no Twitter, que "não consegue confiar
no governo federal" e que este "não fez nada em quatro anos que
inspirasse confiança". Pedi que fosse mais específico em suas críticas,
já que é impossível esclarecer o que quer que seja quando alguém se
entrega a generalizações. A resposta dele? "As jornadas de junho
comprovam" e pronto.
Suspiro.
Pra piorar, mesmo não apresentando um único argumento que sustentasse sua posição, ele imediatamente disse que eu defendia "cegamente" o governo. É o tipo de retórica mais canalha que existe: você ataca, ataca, ataca (mesmo sem argumentos); quando o outro defende, ELE é o "radical", o "cego".
Sabem qual é o problema desses coxinhas? Eles não podem dizer o que querem de verdade: "O governo pensa mais nos pobres do que em mim!", então precisam ficar inventando desculpa. "Podia estar melhor", "O 'mercado' não quer Dilma", blablabla. Não sabem o que foi viver no Brasil na era FHC. Não sabem o que era o desemprego que levava gente com curso superior a fazer prova pra gari. Não sabem o que era ter o país vivendo um apagão. Não sabem o que é ter que escolher entre almoço e jantar - com sorte. O que é um moleque de 9 anos ter que trabalhar pra ajudar em casa. Nao sabem o que era estudar numa universidade federal sucateada e sob ameaça constante de privatização. Não sabem o que era viver de um salário mínimo que não dava pra comprar UMA cesta básica (hoje compra mais de duas). Então ficam no "blablajornadasdejunhoblablamensalãofoiopiorcasodecorrupçãodahistóriablabla".
Sejam honestos, porra! Digam: "PENSO SÓ EM MIM".
Não falem de corrupção pra atacar um governo que fez o que FHC e o PSDB não fizeram e não fazem: permitiu investigação. É MUITO FÁCIL bancar o honesto quando se mantém a imprensa amordaçada. Foi só sair de MG que os podres de Aécio começaram a surgir. Aliás, surgir FORA de Minas, porque aqui os principais jornais continuam calados.
Estou cansado de ter que rebater retórica vazia. Como seria bom ter uma oposição que pensasse, que permitisse debate de igual pra igual. Em vez disso, tenho que passar raiva ouvindo gente falar de "mensalão" e perguntando "quando PT vai devolver dinheiro público". QUE DINHEIRO PÚBLICO? MESMO aceitando que mensalão foi compra de votos (e não foi; foi caixa 2), não houve dinheiro público envolvido. Dinheiro público foram os 100 BILHÕES que a privataria custou ao nosso patrimônio. Mas isso esses idiotas preferem ignorar.
Chega uma hora em que isso começa a cansar.
Ok, eu oferecerei alguns argumentos, mesmo que ele não tenha conseguido:
PIB em bilhões de reais
2002 - 1.477
2013 -4.837
Fonte IPEA
Falências requeridas
2002 -19.891
2013 - 1.758
Fonte IPEA
Inflação
2002 - 12,53%
2013 - 5,91%
Fonte IPEA
Desemprego % mês dezembro
2002 - 10,5
2013 - 4,3
Fonte IPEA
Juros SELIC
2002-24,9%
2013-11%
Fonte IPEA
Divida pública % do PIB
2002-60,4%
2013-33,8%
Fonte ANDIFES
Salário mínimo em reais
2002- 364,84
2014-724,00
Fonte IPEA
Taxa de pobreza %
2002-34%
2012-15%
Fonte IPEA
IDH
2000-0,669
2005-0,699
2012-0,730
Fonte Estadão
Reservas cambiais em bilhões
2002-38
2013-375
Fonte IPEA Banco mundial
Gastos públicos saúde
2002-28bi
2013-106bi
Fonte orçamento federal
Gastos públicos educação
2002-17bi
2013-94bi
Fonte orçamento federal
Risco Brasil
2002-1.446
2013-224
Fonte IPEA
Economia mundial
2002-14a economia mundial
2013-6a economia mundial.
E mais: como lembrou um leitor, entre 1994 e 2002, houve apenas 48 operações da Polícia Federal; entre 2003 e 2012, houve 1.273 operações, com mais de 15 MIL presos. Em 2003, a Justiça Federal tinha 100 varas pelo país; em 2010, já tinha 513.
Às vezes, penso que Lula e Dilma não deveriam ter dado independência à PF e à Procuradoria-geral. Parece que o pessoal preferia antes, quando nada era investigado e ninguém era punido.
Mas nem seria necessário citar todos esses dados. Como lembrou outro leitor, só por ter reduzido a miséria no Brasil PELA METADE este governo já foi revolucionário e mereceria todos os aplausos do mundo.
Em vez disso, porém, sou obrigado a escutar retórica vazia, sem base e calcada no preconceito e no mais intenso elitismo.
E - VEJAM QUE BELEZA - AINDA ME PREJUDICO PROFISSIONALMENTE, perdendo leitores.
"Eu gostaria mais do Pablo se ele falasse só de Cinema".
E eu seria mais feliz se pudesse fazê-lo. Mas sou cidadão em primeiro lugar. E me recuso a ficar calado e contribuir, por inação, para que o país retroceda nas mãos daqueles que por décadas só se preocuparam em encher os próprios bolsos e em ignorar as necessidades de uma população que merece muito mais do que só uma refeição miserável ao dia.
-----------------------------------------------
UPDATE: Para os que estão dizendo que a responsabilidade de tudo de bom no país foi de FHC, dois links: http://www4.cinemaemcena.com.br/diariodebordo/?p=3782 e http://www4.cinemaemcena.com.br/diariodebordo/?p=3849.
Suspiro.
Pra piorar, mesmo não apresentando um único argumento que sustentasse sua posição, ele imediatamente disse que eu defendia "cegamente" o governo. É o tipo de retórica mais canalha que existe: você ataca, ataca, ataca (mesmo sem argumentos); quando o outro defende, ELE é o "radical", o "cego".
Sabem qual é o problema desses coxinhas? Eles não podem dizer o que querem de verdade: "O governo pensa mais nos pobres do que em mim!", então precisam ficar inventando desculpa. "Podia estar melhor", "O 'mercado' não quer Dilma", blablabla. Não sabem o que foi viver no Brasil na era FHC. Não sabem o que era o desemprego que levava gente com curso superior a fazer prova pra gari. Não sabem o que era ter o país vivendo um apagão. Não sabem o que é ter que escolher entre almoço e jantar - com sorte. O que é um moleque de 9 anos ter que trabalhar pra ajudar em casa. Nao sabem o que era estudar numa universidade federal sucateada e sob ameaça constante de privatização. Não sabem o que era viver de um salário mínimo que não dava pra comprar UMA cesta básica (hoje compra mais de duas). Então ficam no "blablajornadasdejunhoblablamensalãofoiopiorcasodecorrupçãodahistóriablabla".
Sejam honestos, porra! Digam: "PENSO SÓ EM MIM".
Não falem de corrupção pra atacar um governo que fez o que FHC e o PSDB não fizeram e não fazem: permitiu investigação. É MUITO FÁCIL bancar o honesto quando se mantém a imprensa amordaçada. Foi só sair de MG que os podres de Aécio começaram a surgir. Aliás, surgir FORA de Minas, porque aqui os principais jornais continuam calados.
Estou cansado de ter que rebater retórica vazia. Como seria bom ter uma oposição que pensasse, que permitisse debate de igual pra igual. Em vez disso, tenho que passar raiva ouvindo gente falar de "mensalão" e perguntando "quando PT vai devolver dinheiro público". QUE DINHEIRO PÚBLICO? MESMO aceitando que mensalão foi compra de votos (e não foi; foi caixa 2), não houve dinheiro público envolvido. Dinheiro público foram os 100 BILHÕES que a privataria custou ao nosso patrimônio. Mas isso esses idiotas preferem ignorar.
Chega uma hora em que isso começa a cansar.
Ok, eu oferecerei alguns argumentos, mesmo que ele não tenha conseguido:
PIB em bilhões de reais
2002 - 1.477
2013 -4.837
Fonte IPEA
Falências requeridas
2002 -19.891
2013 - 1.758
Fonte IPEA
Inflação
2002 - 12,53%
2013 - 5,91%
Fonte IPEA
Desemprego % mês dezembro
2002 - 10,5
2013 - 4,3
Fonte IPEA
Juros SELIC
2002-24,9%
2013-11%
Fonte IPEA
Divida pública % do PIB
2002-60,4%
2013-33,8%
Fonte ANDIFES
Salário mínimo em reais
2002- 364,84
2014-724,00
Fonte IPEA
Taxa de pobreza %
2002-34%
2012-15%
Fonte IPEA
IDH
2000-0,669
2005-0,699
2012-0,730
Fonte Estadão
Reservas cambiais em bilhões
2002-38
2013-375
Fonte IPEA Banco mundial
Gastos públicos saúde
2002-28bi
2013-106bi
Fonte orçamento federal
Gastos públicos educação
2002-17bi
2013-94bi
Fonte orçamento federal
Risco Brasil
2002-1.446
2013-224
Fonte IPEA
Economia mundial
2002-14a economia mundial
2013-6a economia mundial.
E mais: como lembrou um leitor, entre 1994 e 2002, houve apenas 48 operações da Polícia Federal; entre 2003 e 2012, houve 1.273 operações, com mais de 15 MIL presos. Em 2003, a Justiça Federal tinha 100 varas pelo país; em 2010, já tinha 513.
Às vezes, penso que Lula e Dilma não deveriam ter dado independência à PF e à Procuradoria-geral. Parece que o pessoal preferia antes, quando nada era investigado e ninguém era punido.
Mas nem seria necessário citar todos esses dados. Como lembrou outro leitor, só por ter reduzido a miséria no Brasil PELA METADE este governo já foi revolucionário e mereceria todos os aplausos do mundo.
Em vez disso, porém, sou obrigado a escutar retórica vazia, sem base e calcada no preconceito e no mais intenso elitismo.
E - VEJAM QUE BELEZA - AINDA ME PREJUDICO PROFISSIONALMENTE, perdendo leitores.
"Eu gostaria mais do Pablo se ele falasse só de Cinema".
E eu seria mais feliz se pudesse fazê-lo. Mas sou cidadão em primeiro lugar. E me recuso a ficar calado e contribuir, por inação, para que o país retroceda nas mãos daqueles que por décadas só se preocuparam em encher os próprios bolsos e em ignorar as necessidades de uma população que merece muito mais do que só uma refeição miserável ao dia.
-----------------------------------------------
UPDATE: Para os que estão dizendo que a responsabilidade de tudo de bom no país foi de FHC, dois links: http://www4.cinemaemcena.com.br/diariodebordo/?p=3782 e http://www4.cinemaemcena.com.br/diariodebordo/?p=3849.
Mude o Maranhão para melhor, dizem eleitores para Flávio Dino - Portal Vermelho
Mude o Maranhão para melhor, dizem eleitores para Flávio Dino - Portal Vermelho
Nas 14 cidades
Em Viana neste sábado (2), os eleitores frisara que é hora de um
novo momento para o estado. O mesmo ocorreu na sexta (1º), em visita à
cidade de Olinda Nova. "Precisamos mudar, ver uma cara nova no governo.
Espero que Flávio faça uma boa gestão, que melhore a vida das pessoas",
disse o vendedor Charles dos Santos, ao encontrar o candidato da
Coligação Todos Pelo Maranhão logo na entrada da cidade.
Em Matinha, o comerciante Genival Pinheiro disse que sempre optou na
oposição. "Em 2010 votei em Jackson Lago e agora vou votar em Flávio
Dino por representar a mudança do nosso Estado", explicou. A professora
Arimocele Penha também tem esperança em um Maranhão melhor. "Espero que o
Flávio tire o nosso Estado do atraso", disse, justificando a sua opção
de voto.
Futuro melhor
Em Penalva, uma multidão saiu às portas para ver os candidatos da
Coligação "Todos pelo Maranhão". Na cidade, a comitiva também foi
recebida com festa. Da porta de casa, Andreia Cristina acompanhou a
chegada com os dois filhos e desejou um futuro melhor aos pequenos.
"Desejo um Maranhão melhor para eles, um Maranhão desenvolvido, com
oportunidade", disse.
Ao lado dela, a dona de casa Maria de Lurdes disse que chegou a hora de o
Estado mudar: "Vou votar nele porque é gente boa e vai fazer muita
coisa boa pelo Maranhão", acredita.
Compromisso com o Maranhão
Durante discursos após a atividade em cada cidade que visitou, Flávio
Dino falou de seu compromisso com os maranhenses. Candidato ficha limpa,
ele defende que chegou a hora de virar a página do passado para
construir uma nova história. "Estamos deixando a semente plantada para
que o fruto seja a mudança do nosso Estado. Nosso Estado tem orçamento
de mais de R$ 14 bilhões, precisa apenas de um governo honesto, que
cuide das pessoas", destacou.
O candidato ao Senado pelo Maranhão, Roberto Rocha, também falou de seu
compromisso com a população. "Deixamos nosso abraço forte na certeza de
que em outubro teremos o encontro com a democracia e a esperança de um
Maranhão melhor", destacou.
Visita
Em Penalva, Flávio Dino, acompanhado de Roberto Rocha, visitou o
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Ele ouviu relatos das
dificuldades da população da região, como falta de abastecimento de
água, alto índice de consumo de drogas, insegurança e falta de
oportunidade. Um dos presentes narrou a experiência de centenas de
jovens da cidade, que deixam a família em busca de emprego em outros
Estados. O presidente do Sindicato, Amarildo Silveira, disse que este é o
momento de escrever uma nova página na história do Maranhão e de
Penalva.
Dúvidas sobre doações online
O site de doações online da Coligação Todos Pelo Maranhão, do
candidato Flávio Dino, está em funcionamento
(http://financiamentopopular.flaviodino65.com.br/) desde a última
quarta-feira (30/07). Tire suas dúvidas sobre as doações pela internet:
A doação online é permitida pela lei?
Sim. As doações pela internet estão autorizadas desde a campanha de 2010.
Onde eu faço a doação?
Por meio do site criado para este objetivo, como determina a lei: http://financiamentopopular.flaviodino65.com.br/
Como eu posso fazer a doação?
Por meio de cartão de crédito (Visa ou Mastercard) ou débito (Visa Electron).
De que documentos eu preciso para fazer a doação?
RG e CPF.
Quanto eu posso doar?
Qualquer quantia, desde que não ultrapasse 10% dos rendimentos brutos do
ano anterior. Ou seja, 10% do que você ganhou em todo o ano passado.
Que documento eu recebo após a doação?
Um recibo eleitoral. Esse documento será encaminhado em até 30 dias para
o eleitor que fizer a doação à campanha de Flávio Dino. Esse recibo tem
o aval da Justiça Eleitoral.
Em que conta cai o dinheiro?
Como determina a lei, a Coligação Todos Pelo Maranhão criou uma conta específica para receber as doações.
O site precisa ser hospedado no Brasil?
Sim, é uma exigência da legislação eleitoral. O site da campanha de
Flávio Dino atende essa exigência e usa o sistema tecnológico da Amazon
no Brasil, reconhecido e seguindo rigorosamente a lei brasileira.
O sistema é seguro?
Sim. Ele atende os requisitos mais sofisticados de segurança para transações online
O sistema de doação online já foi testado antes?
Sim. Ele vem sendo usado desde as eleições de 2010. E já é comum também em diversos países
Fonte: Assessoria PCdoB/MA
Nas 14 cidades
que visitou neste fim de semana, o candidato Flávio Dino foi recebido
com um apelo comum: é preciso mudar a política para mudar e melhorar o
Maranhão. Ele esteve em caminhadas e carreatas na Baixada Maranhense.
Divulgação
Flavio Dino durante campanha eleitoral.
Flavio Dino durante campanha eleitoral.
Em Viana neste sábado (2), os eleitores frisara que é hora de um
novo momento para o estado. O mesmo ocorreu na sexta (1º), em visita à
cidade de Olinda Nova. "Precisamos mudar, ver uma cara nova no governo.
Espero que Flávio faça uma boa gestão, que melhore a vida das pessoas",
disse o vendedor Charles dos Santos, ao encontrar o candidato da
Coligação Todos Pelo Maranhão logo na entrada da cidade.
Em Matinha, o comerciante Genival Pinheiro disse que sempre optou na
oposição. "Em 2010 votei em Jackson Lago e agora vou votar em Flávio
Dino por representar a mudança do nosso Estado", explicou. A professora
Arimocele Penha também tem esperança em um Maranhão melhor. "Espero que o
Flávio tire o nosso Estado do atraso", disse, justificando a sua opção
de voto.
Futuro melhor
Em Penalva, uma multidão saiu às portas para ver os candidatos da
Coligação "Todos pelo Maranhão". Na cidade, a comitiva também foi
recebida com festa. Da porta de casa, Andreia Cristina acompanhou a
chegada com os dois filhos e desejou um futuro melhor aos pequenos.
"Desejo um Maranhão melhor para eles, um Maranhão desenvolvido, com
oportunidade", disse.
Ao lado dela, a dona de casa Maria de Lurdes disse que chegou a hora de o
Estado mudar: "Vou votar nele porque é gente boa e vai fazer muita
coisa boa pelo Maranhão", acredita.
Compromisso com o Maranhão
Durante discursos após a atividade em cada cidade que visitou, Flávio
Dino falou de seu compromisso com os maranhenses. Candidato ficha limpa,
ele defende que chegou a hora de virar a página do passado para
construir uma nova história. "Estamos deixando a semente plantada para
que o fruto seja a mudança do nosso Estado. Nosso Estado tem orçamento
de mais de R$ 14 bilhões, precisa apenas de um governo honesto, que
cuide das pessoas", destacou.
O candidato ao Senado pelo Maranhão, Roberto Rocha, também falou de seu
compromisso com a população. "Deixamos nosso abraço forte na certeza de
que em outubro teremos o encontro com a democracia e a esperança de um
Maranhão melhor", destacou.
Visita
Em Penalva, Flávio Dino, acompanhado de Roberto Rocha, visitou o
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. Ele ouviu relatos das
dificuldades da população da região, como falta de abastecimento de
água, alto índice de consumo de drogas, insegurança e falta de
oportunidade. Um dos presentes narrou a experiência de centenas de
jovens da cidade, que deixam a família em busca de emprego em outros
Estados. O presidente do Sindicato, Amarildo Silveira, disse que este é o
momento de escrever uma nova página na história do Maranhão e de
Penalva.
Dúvidas sobre doações online
O site de doações online da Coligação Todos Pelo Maranhão, do
candidato Flávio Dino, está em funcionamento
(http://financiamentopopular.flaviodino65.com.br/) desde a última
quarta-feira (30/07). Tire suas dúvidas sobre as doações pela internet:
A doação online é permitida pela lei?
Sim. As doações pela internet estão autorizadas desde a campanha de 2010.
Onde eu faço a doação?
Por meio do site criado para este objetivo, como determina a lei: http://financiamentopopular.flaviodino65.com.br/
Como eu posso fazer a doação?
Por meio de cartão de crédito (Visa ou Mastercard) ou débito (Visa Electron).
De que documentos eu preciso para fazer a doação?
RG e CPF.
Quanto eu posso doar?
Qualquer quantia, desde que não ultrapasse 10% dos rendimentos brutos do
ano anterior. Ou seja, 10% do que você ganhou em todo o ano passado.
Que documento eu recebo após a doação?
Um recibo eleitoral. Esse documento será encaminhado em até 30 dias para
o eleitor que fizer a doação à campanha de Flávio Dino. Esse recibo tem
o aval da Justiça Eleitoral.
Em que conta cai o dinheiro?
Como determina a lei, a Coligação Todos Pelo Maranhão criou uma conta específica para receber as doações.
O site precisa ser hospedado no Brasil?
Sim, é uma exigência da legislação eleitoral. O site da campanha de
Flávio Dino atende essa exigência e usa o sistema tecnológico da Amazon
no Brasil, reconhecido e seguindo rigorosamente a lei brasileira.
O sistema é seguro?
Sim. Ele atende os requisitos mais sofisticados de segurança para transações online
O sistema de doação online já foi testado antes?
Sim. Ele vem sendo usado desde as eleições de 2010. E já é comum também em diversos países
Fonte: Assessoria PCdoB/MA
Minha Casa, Minha Vida reduz o déficit habitacional e beneficia 6 mi - Portal Vermelho
Minha Casa, Minha Vida reduz o déficit habitacional e beneficia 6 mi - Portal Vermelho
Durante muitos

Os governos Lula e Dilma investiram R$ 199 bilhões no programa
Entre 1983 e 2004, a média de financiamentos feitos com dinheiro
da poupança foi de 57 mil unidades por ano, menos de 4% da formação de
novos domicílios no período.
Isso mudou com o Minha Casa Minha Vida. Lançado em meio a forte crise
internacional, em 2009, o programa foi uma decisão política de enfrentar
a situação com incentivo ao mercado interno e inclusão social,
transformando-se no maior programa habitacional da história e
beneficiando 6 milhões de brasileiros.
Os governos Lula e Dilma investiram R$ 199 bilhões em 1,56 milhões de
moradias espalhadas em 5.288 municípios. Outras 1,7 milhão de unidades
estão em construção. Na terceira etapa do programa, a meta é construir
outras 3 milhões de moradias.
Do total de moradias, o Minha Casa, Minha Vida chegou onde nenhum
programa habitacional havia chegado. Em novembro de 2013, agricultores e
trabalhadores rurais que moravam em casas de taipa, de madeira ou de
alvenaria muito precárias foram beneficiados com 100 mil casas.
Mas além dos benefícios diretos, o programa também promoveu - e continua
a promover - conquistas indiretas. As obras do programa movimentam toda
a economia brasileira, principalmente na construção civil, gerando
empregos para milhões de trabalhadores.
Programa beneficia famílias com renda menor
Antes do Minha Casa, Minha Vida, o Brasil viveu mais de 20 anos sem uma
política efetiva de habitação. Em oito anos de governo FHC, os
empréstimos habitacionais chegaram a R$ 1,7 bilhão. Nos quatro anos
seguintes de governo Lula, saltaram para R$ 4,5 bilhões.
Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
apontou que entre 2007 e 2012 houve redução de 6,27% no déficit
habitacional no Brasil. Essa queda ocorreu ao mesmo tempo em que houve
aumento de 12,6% no total de domicílios, de 55,918 milhões para 62,996
milhões. Assim, em termos relativos, o déficit caiu de 10% do total de
domicílios para 8,53%.
No governo Dilma as conquistas foram ampliadas. Cruzando os dados com o
desempenho do programa entre 2009 e 2012, constata-se que houve recuo
mais rápido do déficit habitacional nas faixas de renda onde o ritmo de
entregas foi mais forte.
No corte por faixa de renda, o déficit nas famílias com renda mensal
entre três e cinco salários mínimos, o recuo foi de 21%, para 610 mil de
unidades, entre 2009 e 2012. Ou seja, o Minha Casa, Minha Vida
beneficia principalmente os mais pobres.
No mesmo período, nas famílias com renda de até três salários mínimos a
diminuição do déficit ficou em 5% (para 3,8 milhões de unidades), abaixo
do recuo total de 8,1%.
Avançar mais
Para o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Celso
Pinheiro, é preciso avançar mais. “A moradia é o resgate da dignidade
das pessoas. O Minha Casa, Minha Vida é, sem dúvida, uma iniciativa
importante, assim como os demais programas sociais que tem reflexo em
todo o desenvolvimento do país. Mas é preciso dar continuidade com
planejamento e ampliação do programa, pois ainda é um número muito
pequeno perante ao total”, disse ele.
A presidenta Dilma já reafirmou que vai manter o programa. “Vamos
garantir a continuidade do Minha Casa, Minha Vida, um programa que foi
executado com absoluta prioridade, que eu tenho a honra de ter
participado do nascimento. Além de capacidade de realização e a decisão
cada vez mais fortalecida na clareza da nossa vontade política de
construir o Minha Casa Minha Vida 3”, disse a presidenta Dilma.
Nessa direção, a perspectiva para os próximos anos é que o déficit
habitacional caia de forma mais acentuada entre as famílias com renda de
até três mínimos com ajuda das entregas das unidades já contratadas
pelo Minha Casa.
Do Portal Vermelho, Dayane Santos
Com agências
Durante muitos
anos a casa própria era o maior sonho de consumo. Quantos milhares de
brasileiros nos anos 80 e 90 compravam e pagavam o carnê do baú na
esperança de ganhar a tão sonhada casa. Isso porque se dependesse da
renda familiar e do acesso ao crédito imobiliário, a moradia própria era
realização de poucos privilegiados e sortudos brasileiros.
Os governos Lula e Dilma investiram R$ 199 bilhões no programa
Entre 1983 e 2004, a média de financiamentos feitos com dinheiro
da poupança foi de 57 mil unidades por ano, menos de 4% da formação de
novos domicílios no período.
Isso mudou com o Minha Casa Minha Vida. Lançado em meio a forte crise
internacional, em 2009, o programa foi uma decisão política de enfrentar
a situação com incentivo ao mercado interno e inclusão social,
transformando-se no maior programa habitacional da história e
beneficiando 6 milhões de brasileiros.
Os governos Lula e Dilma investiram R$ 199 bilhões em 1,56 milhões de
moradias espalhadas em 5.288 municípios. Outras 1,7 milhão de unidades
estão em construção. Na terceira etapa do programa, a meta é construir
outras 3 milhões de moradias.
Do total de moradias, o Minha Casa, Minha Vida chegou onde nenhum
programa habitacional havia chegado. Em novembro de 2013, agricultores e
trabalhadores rurais que moravam em casas de taipa, de madeira ou de
alvenaria muito precárias foram beneficiados com 100 mil casas.
Mas além dos benefícios diretos, o programa também promoveu - e continua
a promover - conquistas indiretas. As obras do programa movimentam toda
a economia brasileira, principalmente na construção civil, gerando
empregos para milhões de trabalhadores.
Programa beneficia famílias com renda menor
| Conjunto habitacional em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro |
política efetiva de habitação. Em oito anos de governo FHC, os
empréstimos habitacionais chegaram a R$ 1,7 bilhão. Nos quatro anos
seguintes de governo Lula, saltaram para R$ 4,5 bilhões.
Levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
apontou que entre 2007 e 2012 houve redução de 6,27% no déficit
habitacional no Brasil. Essa queda ocorreu ao mesmo tempo em que houve
aumento de 12,6% no total de domicílios, de 55,918 milhões para 62,996
milhões. Assim, em termos relativos, o déficit caiu de 10% do total de
domicílios para 8,53%.
No governo Dilma as conquistas foram ampliadas. Cruzando os dados com o
desempenho do programa entre 2009 e 2012, constata-se que houve recuo
mais rápido do déficit habitacional nas faixas de renda onde o ritmo de
entregas foi mais forte.
No corte por faixa de renda, o déficit nas famílias com renda mensal
entre três e cinco salários mínimos, o recuo foi de 21%, para 610 mil de
unidades, entre 2009 e 2012. Ou seja, o Minha Casa, Minha Vida
beneficia principalmente os mais pobres.
No mesmo período, nas famílias com renda de até três salários mínimos a
diminuição do déficit ficou em 5% (para 3,8 milhões de unidades), abaixo
do recuo total de 8,1%.
Avançar mais
Para o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Celso
Pinheiro, é preciso avançar mais. “A moradia é o resgate da dignidade
das pessoas. O Minha Casa, Minha Vida é, sem dúvida, uma iniciativa
importante, assim como os demais programas sociais que tem reflexo em
todo o desenvolvimento do país. Mas é preciso dar continuidade com
planejamento e ampliação do programa, pois ainda é um número muito
pequeno perante ao total”, disse ele.
A presidenta Dilma já reafirmou que vai manter o programa. “Vamos
garantir a continuidade do Minha Casa, Minha Vida, um programa que foi
executado com absoluta prioridade, que eu tenho a honra de ter
participado do nascimento. Além de capacidade de realização e a decisão
cada vez mais fortalecida na clareza da nossa vontade política de
construir o Minha Casa Minha Vida 3”, disse a presidenta Dilma.
Nessa direção, a perspectiva para os próximos anos é que o déficit
habitacional caia de forma mais acentuada entre as famílias com renda de
até três mínimos com ajuda das entregas das unidades já contratadas
pelo Minha Casa.
Do Portal Vermelho, Dayane Santos
Com agências
As chances do Hamás 1/8/2014, Nathan Thrall, London Review of Books, vol. 36, n. 16. 21/8/2014, p. 10 - - Coletivo Vila Vudu
A guerra em curso em Gaza não foi guerra que Israel ou o Hamás tenham buscado. Mas os dois lados sabiam com certeza absoluta que um novo confronto viria. O cessar-fogo de 21/11/2012, que pôs fim a oito dias de fogo, foguetes de Gaza contra Israel e bombardeio aéreo de Israel contra Gaza, jamais foi implementado. Aquele acordo estipulava que todas as facções palestinas em Gaza suspenderiam as hostilidades contra Israel e que Israel suspenderia todos os ataques contra Gaza por terra, mar e ar – inclusive o ‘alvejamento de indivíduos’ (assassinatos, quase sempre por mísseis disparados de drones manobrados à distância) –, e que o cerco de Gaza acabaria, dado que Israel aceitou, por aquele acordo de 2012, “abrir as passagens e facilitar o deslocamento de pessoas e transferência de produtos, pondo fim a qualquer medida que restrinja a livre movimentação de residentes e ao alvejamento de residentes em áreas de fronteira.”
Uma cláusula adicional registrava que “outras questões que venham a exigir discussão serão discutidas” – que parece fazer referência ao envolvimento, acordado privadamente com Egito e EUA, para ajudarem a pôr fim ao contrabando de armas para Gaza, embora o Hamás sempre tenha negado essa interpretação para essa cláusula.
Durante os três meses depois daquele cessar-fogo, o Shin Bet só registrou um ataque: dois morteiros disparados de Gaza, em dezembro de 2012. Os funcionários israelenses ficaram impressionados. Mas convenceram-se rapidamente de que a calma na fronteira de Gaza seria, em primeiro lugar, efeito da contenção pelos israelenses e de os palestinos terem entendido qual seria o interesse deles. Israel, por isso, não viu motivo forte para aplicar a parte que lhe cabia aplicar daquele acordo. Nos três meses seguintes, depois do cessar-fogo, as forças israelenses atacaram Gaza com regularidade, atacaram agricultores palestinos e os que recolhiam lixo em áreas próximas à fronteira, e atiraram contra barcos de pesca, impedindo os pescadores de terem acessos à maioria dos pesqueiros no mar de Gaza.
A abertura do cerco de Gaza jamais aconteceu. As passagens foram mantidas permanentemente fechadas. As chamas ‘áreas de transição’ [orig. buffer zones] – terras agricultáveis nas quais que os agricultores gazenses não poderiam pisar sob risco de serem mortos a tiros – foram reinstituídas. As importações caíram, as exportações foram bloqueadas e poucos gazenses obtiveram autorização para entrar em Israel e na Cisjordânia.
Israel comprometera-se a manter negociações indiretas com o Hamás sobre a implementação do acordo de cessar-fogo, mas sempre adiou as reuniões, primeiro porque queria ver se o Hamás manteria sua parte do acordo; depois, porque Netanyahu não podia fazer qualquer concessão ao Hamás nas semanas antes das eleições de janeiro de 2013; depois, porque uma nova coalizão israelense estava sendo formada e precisava de tempo para implantar-se. As conversações jamais aconteceram. Para o Hamás, a conclusão foi clara: ainda que algum acordo fosse negociado por EUA e Egito, nem assim Israel cumpriria qualquer acordo.
Mas o Hamás continuou a manter o cessar-fogo, para grande satisfação de Israel. Implantou uma nova força policial encarregada de prender palestinos que tentassem lançar foguetes. Em 2013, houve ainda menos foguetes lançados de Gaza, que em qualquer ano desde 2003, logo depois que os primeiros rojões primitivos começaram a ser lançados para o outro lado da fronteira. O Hamás precisava de tempo para reconstituir seu arsenal, fortificar suas defesas e preparar-se para a batalha seguinte, quando usaria suas forças armadas para tentar pôr fim ao cerco de Gaza. Mas o Hamás também contava com que o Egito se abriria para Gaza, pondo fim ao período durante o qual Egito e Israel se dedicaram a escapar, os dois lados, à responsabilidade pelo território e seus habitantes reduzidos à miséria, o que tornaria menos decisivamente importante conseguir que Israel aliviasse o cerco.
Em julho de 2013, o golpe no Cairo, que levou ao poder o general Sisi, acabou com as esperanças do Hamás. O regime militar de Sisi culpou o deposto presidente Morsi, da Fraternidade Muçulmana, e o Hamás, braço palestino do mesmo grupo, por todas as desgraças do Egito. As duas organizações foram banidas do Egito. Morsi foi formalmente acusado de conspirar com o Hamás para desestabilizar o Egito. O líder da Fraternidade Muçulmana e centenas de apoiadores de Morsi foram condenados à morte. Os militares egípcios usaram retórica cada vez mais ameaçadora contra o Hamás, que passou a temer que o Egito, Israel e a Autoridade Palestina liderada pelo Fatah se aproveitariam da fraqueza de Gaza para lançar campanha militar coordenada contra a Faixa. Os líderes do Hamás foram proibidos de deixar a Faixa, proibidos de viajar. O número de gazenses autorizados a entrar no Egito foi reduzido a uma mínima fração do que fora antes do golpe. Quase todos os túneis pelos quais chegavam bens do Egito para Gaza foram fechados. O Hamás usava impostos cobrados sobre esses bens para pagar os salários dos mais de 40 mil funcionários públicos em Gaza.
Irã e Síria, ex-aliados e primeiros apoiadores do Hamás, não ajudariam dessa vez, a menos que o Hamás deixasse de apoiar a Fraternidade Muçulmana e passasse a apoiar o governo do alawita Bashar al-Assad, na guerra cada dia mais sectária na Síria contra o que se convertera em oposição predominantemente sunita. Os aliados que restavam ao Hamás tinham seus próprios problemas: a Turquia, preocupada com os tumultos internos; o Qatar pressionado pelos vizinhos, para reduzir seu apoio à Fraternidade, que as demais monarquias do Golfo veem como principal ameaça contra elas. A Arábia Saudita declarou a Fraternidade “organização terrorista”; outros estados do Golfo continuavam a reprimir os Irmãos. Na Cisjordânia, o Hamás não podia hastear uma bandeira, fazer um discurso ou uma reunião, sem o risco de ter seus membros presos por Israel ou pelas forças de segurança da Autoridade Palestina.
Com a pressão aumentando e sem aliado forte ao qual recorrer, a queda de Gaza foi rápida. Embora Israel tenha ‘respondido’ ao fechamento dos túneis pelo Egito e à licença para que pedestres cruzassem a fronteira, com pequeno aumento na oferta de bens e no número de licenças para sair da Faixa, nada mudara na política fundamental dos israelenses. Os racionamentos de eletricidade foram ampliados, os blecautes diários já estavam durante de 12 a 18 horas. Os necessitados de tratamento em hospitais egípcios pagavam propinas de até $3000 para cruzar a fronteira, vez ou outra, quando era ocasionalmente aberta por um dia. Os racionamentos de combustíveis faziam com que se formassem filas de vários quarteirões nos postos, e brigas em torno das bombas. O lixo continuava empilhado nas ruas porque o governo não tinha meios para comprar combustível para os caminhões de coleta. Em dezembro, as usinas de tratamento de esgoto e água foram fechadas e o esgoto passou a escorrer pelas ruas. A crise se agravou: mais de 90% do aquífero de Gaza foi contaminado.
Quando se tornou evidente que os tumultos no Egito não resultariam em derrubada de Sisi e volta da Fraternidade ao poder, o Hamás só viu quatro saídas possíveis. A primeira seria reaproximar-se do Irã, ao preço inaceitável de trair a Fraternidade na Síria e enfraquecer o apoio ao Hamás entre os próprios palestinos e a maioria dos muçulmanos sunitas em todo o mundo. A segunda seria criar novos impostos em Gaza, mas nenhum novo imposto compensaria a perda da renda dos túneis; e qualquer novo imposto contribuiria a favor da oposição ao Hamás. A terceira seria lançar foguetes contra Israel, na esperança de que um novo cessar-fogo trouxesse alguma melhoria nas condições em Gaza. Essa possibilidade horrorizou os funcionários dos EUA: minaria a cordata liderança palestina em Ramallah e poria fim às conversações de paz que John Kerry lançou no mesmo mês do golpe do general Sisi. Mas o Hamás sentiu-se vulnerável demais, especialmente por causa do papel potencial de Sisi em qualquer novo conflito entre Gaza e Israel, para adotar essa terceira possibilidade. Quanto às conversações de paz, não cabia dúvida alguma de que também fracassariam.
A opção final, que o Hamás acabou por escolher, foi entregar qualquer responsabilidade pelo governo de Gaza a prepostos do Fatah, da liderança em Ramallah, apesar de eles terem sido derrotados nas eleições de 2006.
O Hamás pagou preço alto, aceitando quase todas as demandas do Fatah. O novo governo da Autoridade Palestina não incluiu nenhum membro do Hamás ou aliado do Hamás, e todas as principais figuras do governo da Autoridade Palestina permaneceram em seus postos. O Hamás concordou com que a Autoridade Palestina deslocasse de volta para Gaza vários milhares de seus guardas de segurança; que pusesse seus guardas nas fronteiras e postos de passagem, sem posição recíproca para o Hamás no aparelho de segurança na Cisjordânia. Mais importante, o governo anunciou que aceitava as três condições impostas pelos EUA e aliados em troca de uma ajuda ocidental longamente esperada: não violência, cumprimento de acordos passados e o reconhecimento de Israel. Embora o acordo estipulasse que o governo da Autoridade Palestina se absteria de fazer política, Abbas anunciou que manteria seu programa político. O Hamás praticamente nem protestou.
O acordo foi assinado dia 23 de abril, depois que as conversas de paz de Kerry fracassaram; se as conversações tivessem feito algum progresso, os EUA teriam feito o máximo que pudessem para impedir que o acordo fosse assinado. Mas o governo Obama estava desapontado com as posições que Israel assumiu durante as conversações e declarou Israel culpada por parte do fracasso. A frustação ajudou a empurrar os EUA a reconhecer o novo governo palestino, apesar das objeções de Israel. Mas isso era o mais longe até onde iriam os EUA. Por trás das cortinas, os EUA pressionavam Abbas para que evitasse qualquer verdadeira reconciliação entre Hamás e Fatah. O Hamás buscou reativar o conselho legislativo palestino deixado esquecido há muito tempo, para que fiscalizasse o novo governo. Mas a assembleia tem maioria de membros do Hamás, e os EUA alertaram Abbas de que suspenderiam qualquer apoio financeiro e político ao novo governo, caso a assembleia voltasse a reunir-se.
O acordo de reconciliação foi impopular dentro do Hamás. Dos movimentos de base ao segundo escalão da liderança, todos entendiam que o acordo geraria problemas terríveis.
Moussa Abu Marzouk, alto dirigente do gabinete político, passou semanas em Gaza em reuniões com quadros do Hamás, ouvindo suas preocupações e tentando convencê-los da sabedoria do acordo. Os militantes temiam que o pessoal de segurança do Fatah tentasse vingar as mortes resultantes da luta entre Hamás e Fatah em 2006 e 2007, e iniciassem nova guerra civil. Comandantes do Hamás queriam garantias de que a Autoridade Palestina não estenderia sua colaboração com Israel e contra o Hamás, da Cisjordânia para dentro da Faixa de Gaza. Funcionários públicos, milhares dos quais não são membros do Hamás, temiam ser despedidos, dispensados ou ficar sem salários. Outros diziam que o Hamás cedera tudo, sem qualquer garantia de que o Fatah cumpriria o que prometera. Um dos argumentos que os líderes do Hamás apresentavam para ter assinado o acordo foi que o acordo permitiria que o movimento se focasse na sua própria missão original: a resistência militar contra Israel.
Tão logo o governo foi formado, todos os medos dos ativistas do Hamás começaram a confirmar-se. Os termos do acordo não apenas eram desfavoráveis: eles tampouco foram postos em prática. A condição mais básica do acordo – que o governo pagaria os funcionários públicos que fazem Gaza funcionar e que seria aberta a passagem com o Egito – ficaram no papel. Ao longo de anos, os gazenses ouviram dizer e repetir que todos os seus sofrimentos eram culpa do governo do Hamás. Já não havia governo do Hamás, e as condições de vida na Faixa de Gaza haviam piorado muito.
*****
Dia 12 de junho, dez dias depois de formado o novo governo, um evento inesperado mudou radicalmente o destino do Hamás. Três estudantes israelenses foram sequestrados e mortos quando voltavam da escola religiosa na Cisjordânia. Quando os cadáveres foram encontrados, um grupo de judeus israelenses capturaram um palestino de 16 anos perto de sua casa em Jerusalém Leste, jogaram-lhe gasolina sobre o corpo e o queimaram vivo. Irromperam protestos entre os palestinos em Jerusalém, Negev e Galileia, e a Cisjordânia permaneceu relativamente calma. Israel culpou o Hamás pelo assassinato dos estudantes que saíam da escola religiosa, apesar de vários funcionários da segurança de Israel terem declarado que acreditavam que os criminosos tivessem agido por conta própria, sem ordens superiores.
Na caçada aos suspeitos pelo assassinato, Israel fez sua maior campanha na Cisjordânia contra o Hamás desde a Segunda Intifada: fechou escritórios do Hamás e prendeu centenas de membros de todos os níveis. O Hamás negou responsabilidade pelas capturas e disse que as acusações de Israel eram pretexto para iniciar uma ofensiva contra o grupo. Dentre os presos estavam mais de 50 dos 1.027 prisioneiros que haviam sido libertados em 2011, na troca pelo soldado israelense Gilad Shalit, capturado em combate pelo Hamás. O Hamás viu essas prisões como mais uma violação do acordo Shalit, que especifica as condições sob as quais os prisioneiros libertados poderiam voltar a ser presos, e contém outros dispositivos que Israel jamais cumpriu, sobre melhoria de condições dos demais prisioneiros palestinos e direitos a receber visitas.
A liderança palestina em Ramallah trabalhou em íntima coordenação com Israel para prender militantes, e raramente resultou tão desprestigiada entre seus próprios eleitores, muitos dos quais creem que sequestrar israelenses é o único meio efetivo para obter a liberdade de prisioneiros que a ampla maioria do país vê como heróis nacionais. Em inúmeras cidades da Cisjordânia, os moradores protestaram contra a colaboração entre a segurança da Autoridade Palestina e Israel. Um ex-ministro de Assuntos Religiosos, muito próximo de Abbas, foi com seus guarda-costas à Mesquita al-Aqsa; pessoas que lá rezavam os atacaram e todos tiveram de ser hospitalizados. O emissário que Abbas enviou para visita de condolências à família do adolescente palestino assassinado foi expulso da casa.
Com os protestos espalhando-se por Israel e Jerusalém, militante em Gaza, de grupos não ligados ao Hamás, começaram a lançar foguetes e morteiros em movimento de solidariedade. Sentindo a vulnerabilidade de Israel e a fragilidade da liderança em Ramallah, líderes do Hamás ordenaram que os protestos fossem ampliados até converterem-se numa terceira intifada. Quando o fogo dos foguetes aumentou, viram-se arrastados para um novo dilema: não podiam ser vistos proibindo os ataques e, ao mesmo tempo, conclamando para um levante em massa. A retaliação de Israel culminou no bombardeio de 6 de julho, que matou vários militantes do Hamás, o maior número de baixas que o grupo sofreu em vários meses. Dia seguinte, o Hamás começou a chamar para si toda a responsabilidade pelos foguetes. E Israel então anunciou a “Operação Linha Protetora”.
Para o Hamás, a escolha não foi tanto entre paz e guerra, quanto entre morrer por estrangulamento lento e uma guerra que tinha uma chance, embora pequena, de afrouxar o nó. O Hamás vê-se numa batalha pela própria sobrevivência. Seu futuro em Gaza depende do desenlace. Como Israel, o Hamás definiu limites bem definidos, objetivos com os quais simpatiza grande parte da comunidade internacional.
O principal objetivo é conseguir que Israel honre os três acordos passados: o acordo da troca do prisioneiro Shalit, inclusive com a libertação dos antigos prisioneiros soltos e agora novamente presos; o acordo do cessar-fogo de novembro de 2012, que determina o fim do cerco da Faixa de Gaza; e o acordo de reconciliação de abril de 2014, que permite que o governo palestino pague salários em Gaza, mantenha funcionários seus nas fronteiras, receba o material de construção desesperadamente necessário e reabra a passagem de pedestres entre Gaza e o Egito.
Não são objetivos irrealistas e há crescentes sinais de que o Hamás tem boa chance de obter pelo menos alguns desses objetivos. Obama e Kerry disseram que acreditam que o cessar-fogo deva basear-se no acordo de novembro de 2012. Os EUA também mudaram sua posição sobre o pagamento de salários em Gaza, e propuseram, num rascunho de acordo apresentado a Israel dia 25/7, que os fundos sejam transferidos para os funcionários em Gaza. Durante a guerra, Israel decidiu que poderia resolver seu problema de Gaza com a ajuda do novo governo de Ramallah que, antes, Israel havia formalmente boicotado. O ministro da Defesa de Israel disse que esperava que um cessar-fogo serviria para implantar forças de segurança do novo governo de Ramallah nas passagens de fronteira em Gaza. Netanyahu também já começou a baixar o tom de voz sobre Abbas.
Perto do fim da terceira semana de combates, Israel e os EUA discretamente fingiram que não viram que o governo palestino pagou todos os funcionários que trabalham em Gaza, pela primeira vez. Funcionários israelenses em todo o espectro político já começam a admitir privadamente que sua política anterior para Gaza foi errada. Todas as partes envolvidas em mediar um cessar-fogo já cogitam arranjos pós-guerra que efetivamente fortalecerão o novo governo palestino e seu papel em Gaza – e, por extensão, fortalecerão Gaza em si.
Muito mais difícil será conseguir a libertação dos ex-prisioneiros agora reaprisionados. Mas se a guerra prossegue, e uma incursão por terra torna-se mais provável, as chances de o Hamás capturar um soldado israelense aumentam. O Hamás já tentou pelo menos quatro vezes capturar um soldado israelense até agora e pode ter tido sucesso em duas delas (já há hoje, 1/8/2014, pelo menos um soldado israelense capturado em combate – embora os jornalistas brasileiros só falem em “soldado sequestrado”, como se tivesse sido sequestrado no supermercado. Não. Foi capturado em combate[1] [NTs]). Israel nega que a primeira tenha sido bem sucedida e, no momento em que redijo esse artigo, Israel ainda procura pelo segundo soldado não localizado. Poucas coisas desmoralizariam mais completamente o governo de Ramallah que um novo acordo de troca de prisioneiros com o Hamás, mesmo que em escala menor que o acordo Shalit.
Quando o Hamás anunciou que capturara um soldado israelense dia 20/7, multidões acorreram para as ruas de Gaza, Jerusalém e na Cisjordânia, soltando fogos de artifício e distribuindo doces e balas pelas ruas, com renovada esperança de voltar a ver amigos e parentes presos nas prisões israelenses.
Manifestações de palestinos em solidariedade com Gaza espalharam-se. Já se viam mais bandeiras do Hamás que do Fatah em recente protesto em Nablus. A liderança em Ramallah, embora não muito convincentemente, adotou parte da retórica do Hamás, usando com frequência a palavra “resistência” e elogiando a luta do Hamás. Tem havido confrontos em pontos da Cisjordânia e em Jerusalém Leste quase todas as noites. Dia 24 de julho, na noite de Laylat al-Qadr, dia santificado para os muçulmanos, o ponto de controle de Qalandiya, no norte de Jerusalém, foi cenário da maior manifestação popular em toda a Cisjordânia desde a Segunda Intifada.
O Hamás sabe que não pode derrotar militarmente Israel, mas a guerra de Gaza guarda a possibilidade de uma recompensa distante, mas não menos importante: agitar a Cisjordânia, minar a liderança de Ramallah e todo o programa de negociação perpétua e perpétua concessão e perpétua dependência dos EUA, que o governo de Ramallah encarna.
Para muitos palestinos, o Hamás demonstrou, mais uma vez, a efetividade comparativa da militância.
Os túneis, que foram fator decisivo para os sucessos do Hamás na atual guerra são motivo dos ataques dos israelenses contra Gaza desde bem antes da retirada de Israel em 2005. O Hamás destaca sempre uma série de ataques baseados nos túneis, inclusive a explosão de dezembro de 2004, no subsolo de um posto do exército de Israel no sul de Gaza, que ajudou a precipitar a retirada israelense.
Desde que os combates em Gaza recomeçaram, esse verão, Israel não anunciou sequer uma única nova colônia e já manifestou disposição para fazer algumas concessões em demandas palestinas – conquistas que o governo de Ramallah nunca sequer se aproximou de alcançar apesar dos muitos anos de negociações. O resultado da luta ajudará a determinar o caminho futuro do movimento nacional palestino.
O real obstáculo que impede um levante na Cisjordânia jamais foi, como o Hamás tem dito, a colaboração de Abbas com Israel. Obstáculo real é a fragmentação social e política, e a ideia que se vai implantando entre os palestinos, sem encontrar qualquer oposição, de que a libertação nacional deva ser o segundo objetivo, superado de longe, em importância, por projetos apolíticos e tecnocráticos de construção do estado e de desenvolvimento econômico. Esses são os maiores obstáculos que o Hamás enfrenta.
Se a guerra mais recente conseguiu instilar algum orgulho nas multidões palestinas, que dizem que já se acostumaram a sentir vergonha do modo como seus líderes rastejam aos pés de norte-americanos e israelenses, a vitória do Hamás não foi pequena.
Mas o Hamás também arriscou muito. Pode perder tudo, no caso de Israel reavaliar a posição, mantida há muito tempo, de que o Hamás pode ser deixado com a tarefa de policiar Gaza, estratégia que tem mantido o Hamás suficientemente forte em Gaza para exercer algo bem perto de monopólio do uso da força. Ironia das semanas recentes de combate em campo é que a demonstração de poder do Hamás está pondo em risco a própria posição deles, em Gaza. Israel pode decidir que o Hamás está forte demais e é ameaça grande demais.
O Hamás conseguiu deter (no sentido de ter tornado extremamente lenta) a incursão dos israelenses por terra e infligiu dúzias de baixas aos soldados de Israel, muito mais do que os israelenses previam. Duas semanas depois de iniciada a ação dos ‘coturnos em solo’, o exército de Israel ainda não avançou além da primeira linha de território urbano densamente povoado.
Graças à vasta rede subterrânea de tuneis que levam não só para dentro de Israel, mas espalha-se também sob Gaza, se Israel decidir entrar nas áreas centrais das cidades, o número de baixas certamente aumentará. Durante a Operação Chumbo Derretido em 2008-09, Israel entrou muito mais fundo dentro de Gaza e perdeu só dez soldados, quatro deles em fogo amigo; em 2014, só até agora, o exército de Israel já perdeu mais de 60 soldados. As baixas de militantes do Hamás parecem ser suportáveis.
Pela primeira vez em décadas, Israel defende-se contra um exército que conseguiu entrar fundo nas fronteiras de 1967 – usando tuneis e em incursões navais. Os foguetes produzidos pelo Hamás já alcançam agora todas as grandes cidades de Israel, inclusive Haifa, e o Hamás já tem drones armados com foguetes. O Hamás conseguiu manter fechado o principal aeroporto de Israel durante dois dias. Israelenses que vivem perto de Gaza já abandonaram suas casas e temem retornar, porque o exército de Israel diz que é possível que ainda haja túneis não localizados. Os foguetes de Gaza obrigam os israelenses a dormir nos abrigos, noite após noite – o que mostra que o exército de Israel não está conseguindo neutralizar a ação do Hamás. Estima-se que a guerra já custou a Israel bilhões de dólares.
Os maiores custos, claro, ficaram sobre os civis gazenses, que são a maioria dos mais de 1.600 mortos até o momento do cessar-fogo anunciado e imediatamente quebrado, dia 1º de agosto. A guerra matou famílias inteiras, devastou bairros inteiros, destruiu residências, cortou a eletricidade e quase todo o acesso à água. Gaza precisará de anos para se recuperar, se algum dia recuperar-se.
E tudo sugere que, em pouco tempo, o Hamás estará novamente pronto para outra luta. Assim, teve todos os incentivos para tentar alcançar seus objetivos centrais, principalmente o de pôr fim ao cerco de Gaza. Os mediadores estão tentando ajudar o povo de Gaza sem dar a impressão de que reconhecem uma vitória do Hamás e registram a derrota de Israel.
Do ponto de vista de Israel e do Egito, o que está em jogo é o que essa já bem visível – ou claramente possível – vitória do Hamás diz sobre o futuro da Fraternidade Muçulmana na região. O que está em jogo para os aliados da Fraternidade, Qatar e Turquia, é o que pode significar uma derrota. O simbolismo do conflito, que todos perceberam com clareza, ajudou a prolongá-lo.
A solução óbvia é deixar o novo governo palestino voltar a Gaza e reconstruí-la. Israel poderá dizer que enfraquece o Hamás ao fortalecer seus inimigos. O Hamás pode dizer que conseguiu reconhecimento para o novo governo e alívio considerável no bloqueio. É solução, claro, que Israel, EUA, Egito e a Autoridade Palestina poderiam ter facilmente organizado nas semanas e meses de ‘conversações’ que tiveram antes de a guerra começar, antes de haver tantos mortos.
*****
[1] http://www.jpost.com/
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Crime (Israel) e Castigo (Rússia)30/7/2014, Pepe Escobar, Asia Times Online - Vila Vudu
Crime
(Israel) e Castigo (Rússia)30/7/2014, Pepe Escobar,
Asia Times Online
http://www.atimes.com/atimes/ Middle_East/MID-02-300714.html
“O horrível, dos Dois Minutos de Ódio, não era que se fosse obrigado a agir como todos os outros, mas que era impossível negar-se a participar. Um frenesi odioso de medo e vingancismo, um desejo de matar, torturar, esmagar cabeças com uma marreta parecia percorrer todo o grupo como uma corrente elétrica, convertendo cada um, mesmo contra a própria vontade, em lunático que berra ameaças e faz caretas horrendas” (George Orwell, 1984).
Quer dizer então que Obama, Merkel, Cameron, Hollande e o premiê italiano Matteo Renzi – “Os 5 Fabulosos” – reuniram-se lá numa videoconferência para darem-se mutuamente coragem e “aumentar a pressão”, e ‘exigir’ um cessar-fogo em Gaza. Horas depois, Benjamin "Bibi" Netanyahu de Israel distribuiu sua resposta, em palavras claras: nada jamais o afastará da ideia de que, dessa vez, sim, o mundo conhecerá a versão dele de uma Solução Final para Gaza.[1] Com ou sem “pressão”. Assim sendo, o que restou aos 5 Fabulosos, depois que Bibi chutou tão sem-cerimônias o traseiro ocidental coletivo deles? Pois foi quando resolveram deixar Gaza de lado e... sancionar a Rússia – outra vez. Não lhes parece estratégica brilhantíssima, para quem tanto precisava tentar salvar a cara? Aquela espetacular não entidade, Tony Blinken, que reforça o orçamento trabalhando como vice-conselheiro de segurança nacional de Barack Obama, teve a gentileza de explicar à imprensa-empresa ocidental, que o pessoal-lá, aquela gangue sem leis do Eurolixo, está, afinal “decidido a agir”. Não, não, não contra Israel, por causa de Gaza; contra a Rússia, por causa da Ucrânia. Que adorável simetria orwelliana: os Dois Minutos de Ódio prorrogados de Israel contra os gazenses convertem-se em Dois Minutos de Ódio prorrogados do “Ocidente” contra a Rússia, perfeita reprodução dos Dois Minutos de Ódio prorrogados de Kiev contra os ucranianos do leste. Nem Hollywood teria concebido trama semelhante: Israel safa-se da cadeia, apesar do assassinato premeditado em massa de civis... E a Rússia é enquadrada por causa de assassinato de passageiros de um avião civil, caso que tem todas as características de ter sido obra dos vassalos em Kiev dos “parceiros” ocidentais da Rússia. Em outro artigo[2] já discuti como sanções, sanções, sanções é a única “política” do governo Obama para a Rússia. Além das próximas sanções que virão sem demora da União Europeia, vêm aí também – e o que mais seria – mais sanções dos EUA. Afinal, Washington está tão “preocupada” porque Moscou pode, mais dia menos dia, invadir a Ucrânia, o que seria resposta caída dos céus para aqueles rezadores lá de “In God We Trust” como no papel-dinheiro. Em que pé ficamos agora Acompanhemos os fatos. Washington disse, desde o primeiro instante, que o MH17 fora derrubado por míssil do presidente russo Vladimir Putin. Juraram que teriam provas. Tipo “A gente tem certeza. Confiem na gente.” A história comprova, pelo menos, há 60 anos, que não se deve confiar neles. Não havia provas. Nenhuma prova jamais apareceu. Só diz-que-disse. Moscou, pela voz do ministro da Defesa, exibiu provas sólidas. E recomendou que se fizesse investigação internacional independente não enviesada. Washington ignorou tudo: as provas e a recomendação. A Marinha dos EUA, com seus radares de altíssima tecnologia e última geração, estavam há semanas no Mar Negro. Como os russos, tinham rastreamento completo de cada partícula que sobrevoasse a Ucrânia. A Agência de Segurança Nacional dos EUA não faz outra coisa, além de reunir inteligência naquela área; a Agência Nacional de Inteligência/Geoespacial só faz registrar tudo que se passe no reino da imagem; a Agência de Inteligência da Defesa acrescenta ‘inteligência humana’, Humint; e mais a CIA; e o Diretor de Inteligência Nacional, que tudo vê/tudo sabe. Como é possível que esse aparato de três trilhões de dólares para Dominação de Pleno Espectro não tivesse visto nada?! Como é possível que não tenham uma única prova, uma, que seja, conclusiva, a apresentar? A única ‘prova’ risível que se viu até agora, mostra uma salada de letrinhas de siglas de agências de inteligência dos EUA, que consomem o horário de expediente inteiro a ler blogs e tuitar. O chefe do Departamento de Estado em Kiev tuitou imagens de satélite, o New York Times papagueou o tuíto e assim “provou” que a Rússia estaria bombardeando a Ucrânia do seu lado da fronteira. Até que apareceram proverbiais “altos funcionários” dos EUA, que tiveram de admitir, tensíssimos, ao vivo, que não, não havia prova alguma do “míssil de Putin”. Se houvesse, a OTAN estava preparada para disparar saquinhos de hambúrgueres sobre a Praça Vermelha. Considerada a riqueza de informação já divulgada, a mais forte probabilidade sobre o que causou a tragédia do MH17 é um míssil R-60M ar-ar, disparado de um jato ucraniano Su-25 – não de um BUK (há também a possibilidade de que tenha havido dois ataques ao avião: primeiro o míssil R-60M, em seguida um BUK). O R-60M é muito rápido, com distância ideal de ataque de até 5 quilômetros. Essa, precisamente, é a distância em que estava, do MH17, o Su-25 que os russos detectaram (como se viu nas imagens que divulgaram). Os serviços secretos da Ucrânia, SBU, por sua vez, confiscaram todas as gravações da torre de controle de Kiev em conversas com o MH17. Essas gravações com certeza explicariam por que o MH17 sobrevoava zona de guerra (a empresa Malaysian Airlines revelou que foram forçados). Pode-se apostar bom dinheiro em que aquelas gravações estão sendo “tratadas”. E há também as caixas pretas, que não serão decodificadas nem pelos malaios nem pelos holandeses, mas pelos britânicos – que trabalham a serviço de Washington. Como o blogueiro The Saker resumiu a opinião de altos especialistas russos: “os britânicos deixarão que a Agência de Segurança Nacional dos EUA falsifique os dados e a falsificação será coordenada com o SBU em Kiev, e eles distribuirão só as gravações que ‘confirmem’ integralmente a ‘autenticidade’ das gravações que a ASN-EUA falsificou no Reino Unido”.[3] Para tornar a coisa mais palatável, e apagar suspeitas de complô anglo-norte-americano, os holandeses anunciarão o ‘laudo’. Assim, vocês já ficam avisados. Na OTAN, as cabeças não param. As milícias de Kiev farão “exercícios conjuntos” com a Organização do Tratado do Atlântico Norte, OTAN, na Ucrânia, daqui a pouco mais de um mês, dia 1º de setembro. Alerta vermelho, porque é exatamente quando o presidente da Ucrânia Petro Poroshenko disse que a limpeza étnica em câmara lenta no Donbass estará concluída. Quanto ao aspecto R2P (“responsabilidade de proteger”), é bem pouco provável. É verdade que, sim, Moscou sempre pode declarar que, a menos que pare a limpeza étnica em câmara lenta no Donbass, eles reconhecerão as Repúblicas Populares, de Donetsk e Luhansk. Nesse caso, Moscou estaria repetindo Abkhazia e Ossetia Sul: responsabilidade de proteger apoiada em musculatura militar. Nos termos da lei internacional – que Washington, por falar dela, nunca respeita – não é a mesma coisa que “invadir” a Ucrânia. Uma Samantha Power, sejamos francos, que dá medo, embaixadora dos EUA na ONU, entrará obviamente em surto – mas será só dose do próprio remédio que ela tanto recomenda aos outros. Seria de fato comparável ao que os EUA estão fazendo para ajudar os jihadistas salafistas na Síria; melhor ainda: o mesmo que os EUA fizeram no Kosovo. $50 bilhões de dólares de abutres
E agora, além das sanções, Moscou também enfrenta tentativa de assalto massivo de $50 bilhões. A Corte Internacional de Arbitragem em Haia descobriu que o processo que o Kremlin moveu contra a petroleira Yukos[4] e seu principal acionista, Mikhail Khodorkovsky, há uma década, teve motivação política. Moscou não pode apelar – mas seguirá todas as vias legais para tentar “cancelar ou revogar” essa sentença. Ora essa! A decisão politicamente motivada, no caso, é a sentença do tribunal de Haia. Khodorkovsky foi considerado culpado também na Corte Europeia de Direitos Humanos, não só no sistema judicial russo. Os acionistas de Yukos e Menotep eram e continuam a ser um bando de gângsteres oligarcas – para dizer o mínimo. Eis aí pois o Império do Caos mais uma vez em ação, manipulando uma corte holandesa depois de, literalmente, ter roubado o ouro da Alemanha e ter multado a França por vender navios de guerra à Rússia. Nesse caso, o “Ocidente” tem mais investimentos na Rússia que o governo russo no ocidente. O revide pode ser terrível – se Moscou, por exemplo, congelar todos os investimentos de EUA e da União Europeia, sobretudo os feitos na nova fronteira ultra rentável, os campos de petróleo no Ártico. O Grande Petróleo Ocidental jamais permitirá que aconteça tal coisa. A lista poderia estender-se para sempre. Resumo de tudo: o estado russo simplesmente nunca se deixará roubar por qualquer safado que distribua sentenças para ajudar um bando de oligarcas. Paralelamente, é verdade também que não só o Retorno dos Mortos (neoconservadores) Vivos, mas também porções consideráveis do estado profundo em Washington DC e arredores – além da plutocracia “ocidental” – querem muito provocar alguma espécie de guerra da OTAN contra a Rússia e o quanto antes, melhor. Em linha paralela, dizem os boatos em Moscou que o Kremlin considera essa prolongada batalha post-Yukos como preocupação menor, comparada à guerra econômica que ameaça convulsionar a Europa e, eventualmente, pôr a Europa em posição antagônica em relação à Rússia: exatamente o que o Império do Caos reza – e muito trabalha – para que aconteça. “Dois Minutos de Raiva”? Quem disse? Vêm por aí horas, dias, semanas e anos.*****
[2] 28/7/2014, “Preparar,
“resetar” e... Já (direto para Guerra Fria 2.0)!”, RT, traduzido em http://redecastorphoto. blogspot.com.br/2014/07/pepe- escobar-preparar-resetar-e-ja. html
[3] 25/7/2014, Blog The Vineyard of the Saker, em http://vineyardsaker.blogspot. com.br/2014/07/and-few-more- pointers-from-saker.html
[NTs].
‘Cessar-fogo’ pode ser armadilha contra palestinos30/7/2014, Moon of Alabama - Vila Vudu
‘Cessar-fogo’ pode
ser armadilha contra palestinos30/7/2014,
Moon of Alabama http://www.moonofalabama.org/ 2014/07/gaza-a-ceasefire-trap. html
Hoje:
“Em reunião do gabinete de segurança, Israel decidiu fazer um cessar-fogo humanitário entre 15h e 19h [hora local]. A janela humanitária não se aplica a áreas nas quais os soldados do exército de Israel estão atualmente operando” – diz o documento do exército. – “Residentes não devem retornar a áreas das quais já tenham sido evacuados.”
Para o Hamás, a coisa foi golpe publicitário e ‘cessar-fogo’ do tipo “Não atiraremos, exceto quando atirarmos”. Tenho a impressão que pode ser pior que isso. A coisa provavelmente foi pensada como armadilha:
Cidade de GAZA, Palestina. 17 pessoas foram mortas e mais de 200 foram feridas em ataque aéreo de Israel contra um mercado próximo da cidade de Gaza na 4ª-feira, disseram socorristas. O porta-voz dos serviços de emergência Ashraf al-Qudra disse que Israel atacou um mercado lotado na região de Shejaiya, entre a cidade de Gaza e a fronteira com Israel. O ataque foi feito logo depois que o exército de Israel anunciou que observaria um cessar-fogo humanitário que estaria vigente por quatro horas, a partir das 12h GMT.
As pessoas então saíram para fazer suas compras, num momento em que acreditaram que estariam mais seguras. O resultado foi uma carnificina horrenda. Israel mantém todos os tipos de plataformas de vigilância, tripuladas e não tripuladas, voando sobre Gaza. Com certeza os matadores sabiam que o mercado estaria lotado. Mas, como sempre, o porta-voz israelense finge ignorância e culpa a resistência pelo morticínio. São acusações que raramente se confirmam, se examinadas com cuidado. Não é a primeira vez que Israel opera com armadilhas para apanhar maior número de palestinos. Também se trata de atrair para uma armadilha, se Israel diz aos palestinos que abandonem suas casas e dirijam-se a abrigo em determinado local e, na sequência, Israel bombardeia o abrigo e mata mais de 20 dos que se abrigavam ali. Esse tipo de armadilha cabe perfeitamente no conceito do crime de Castigo Coletivo:
“O que Israel está fazendo em Gaza é castigo coletivo: Israel está punindo o povo de Gaza por se recusar a ser um gueto dócil. É castigo pela audácia dos palestinos que fizeram um governo de unidade nacional, e pelo atrevimento do Hamás e de outros grupos, que reagem com resistência, armada ou de outro tipo, contra o sítio imposto por Israel e contra as provocações israelenses, mesmo depois de Israel já várias vezes ter reagido com a mais estúpida violência, contra protestos pacíficos.”
Não tenho notícia de qualquer conflito na história no qual o castigo coletivo tenha conseguido pôr fim à guerra. O castigo coletivo parece sempre fazer aumentar o apoio aos resistentes. E fica-se sem entender por que Israel tanto insiste em suas armadilhas. *****
Diap: Por que Inácio Arruda é um dos cabeças do Congresso há 15 anos? - Carlos Pompe - Portal Vermelho
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) integra, em 2014, pela 15ª vez, a lista dos 100 “Cabeças” do Congresso Nacional, elaborada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Para o Diap, os “Cabeças” são os mais influentes parlamentares, que se diferenciam pela capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações.
Lia de Paula/Agência Senado
Inácio Arruda
A entidade considera que Inácio tem “facilidade para conceber
ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o
centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão. Enfim, é
o parlamentar que, isoladamente ou em conjunto com outras forças, é
capaz de criar seu papel e o contexto para desempenhá-lo”.A trajetória pública de Inácio teve início no movimento de moradia, em Fortaleza. Ele foi, nos anos 1980, presidente da Associação dos Moradores do Bairro Dias Macedo e presidente da Federação de Bairros e Favelas de Fortaleza.
Sua primeira intervenção no Congresso foi durante a elaboração da Constituição de 1988: “Eu participei diretamente, indo à tribuna da Assembleia Constituinte, para defender as emendas populares, que vinham da articulação social, da pressão sindical, das associações comunitárias, dos diretórios e centros acadêmicos, da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Essas instituições se reuniram para dar um viés inaudito à Carta, porque, pela primeira vez, a Constituinte recepcionava emendas populares. Era algo inovador” lembra o parlamentar.
Sua atuação no Legislativo começou como vereador de Fortaleza, de 1988 a 1990; deputado estadual, de 1991 a 1995; federal, de 1995 a 2007, e senador, desde 2007 é também representante do Brasil no Parlamento do Mercosul, Parlasul.
O Diap o considerou um dos 100 “Cabeças” do Congresso, pela primeira vez, em 1999. Mas sua atividade parlamentar já havia sido destacada anteriormente, tendo sido considerado um dos Quatro Melhores Vereadores de Fortaleza, pelo Comitê de Imprensa da Câmara Municipal, em 1989 e 1990; Vereador Nota 10, pelo Fórum Popular Constituinte de Fortaleza, Ceará, em 1990; e um dos Quatro Melhores Deputados Estaduais do Ceará, segundo o Comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa, em 1991 e 1993.
No mesmo ano em que foi considerado pela primeira vez um dos Cem Cabeças do Congresso, Inácio também foi considerado um “Deputado Muito Atuante”, segundo o “De Olho no Congresso”, elaborado pela Folha de S. Paulo, fato que se repetiu até 2002. Em 2011, foi considerado o parlaentar que melhor se comunica pela Internet, pela Medialogue/Folha/IstoÉ.
No ano seguinte, pesquisa realizada pelo Núcleo de Estudos sobre o Congresso do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IESP-UERJ) apontou Inácio como o quarto melhor senador do país. Também em 2012, pesquisa divulgada pela Folha de S. Paulo apontou Inácio como uma das lideranças mais influentes do Congresso.
Inácio tem atuação destacada, também, no tratamento da questão urbana – foi relator e autor do substitutivo do Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001), que regulamenta os instrumentos da política urbana brasileira.
Esse reconhecimento é fruto das ações, pronunciamentos, projetos e articulações de Inácio, dentro e fora do parlamento, em defesa do desenvolvimento e das obras estruturantes do país, da atuação do Estado como indutor do crescimento econômico com inclusão social, do fortalecimento e ampliação dos direitos trabalhistas, pela igualdade de direitos entre mulheres e homens e pela paz e solidariedade entre os povos.
De Brasília, Carlos Pompe
Israel leva o holocausto à Palestina -Zillah Branco- Portal Vermelho
Israel leva o holocausto à Palestina
Zillah Branco *Uma falsa
tradução do que disse o ex-Presidente Ahmadinejad, do Irã, ha alguns
anos, de que "o holocausto não existiu no território árabe, mas sim na
Europa", (como se tivesse dito que não houve o holocausto fascista), foi
utilizada por Israel e os imperialistas em geral, para comover a
opinião pública mundial, através da media submissa, e refazer a imagem
da vitimização semita omitindo os milhões de russos e comunistas de
várias nações que foram mortos nos campos de concentração nazistas.
Com esta habilidade cínica dos dirigentes de Israel, que ocupam
territórios do Estado Palestino tratando-os como terroristas, e não com a
dignidade de um povo, conduzem-no à miséria que aumenta com o
enriquecimento de uma elite no poder centralizado pela globalização a
comando do sistema imperialista. Afirmam-se na condição racista de povo
eleito e eliminam do mapa, nos livros escolares, os limites dos
territórios reconhecidos pela ONU de povos não judeus.
Netaniahu, que dirige o Governo de Israel hoje, refere o bombardeio ao
Hamas e não ao Estado Palestino, dizendo que os "terroristas" usam a
população civil como "escudo". Passivamente os dirigentes dos Estados
Unidos e da ONU aceitam esta linguagem que deturpa a história e a
geografia política e aceitam o falso pretexto da auto-defesa do
imperdoável agressor, ele sim um terrorista que desonra a humanidade com
a sua perfídia.
Israel, encarregou-se de trazer o holocausto para o Oriente Médio, com
os ataque contínuos aos palestinos que vivem cercados de muros como um
vasto Campo de Concentração. Desrespeitam a memória dos 20 milhões de
prisioneiros, dos quais 6 milhões eram judeus, foram imolados por Hitler
e seus colaboradores nazistas. Aplicam os ensinamentos nazistas que
pareciam banidos do concerto de nações representadas na ONU.
E os líderes Sociais-democratas e liberais, das grandes Nações que se
reúnem na ONU assistem tranquilos, isto é, coniventes. As populações de
todo o planeta rejeitam os crimes e as falsidades políticas dos que se
consideram donos do Poder.
Citizens of Israel Charge Israel with Genocide - http://boycottisrael.info/
http://boycottisrael.info/content/citizens-israel-charge-israel-genocide
Boycott from Within has sent the following letter to the United
Nations Office of the Special Adviser on the Prevention of Genocide. We
encourage others to do the same at http://www.un.org/en/preventgenocide/adviser/contactform.asp?address=1. You may use this letter.
Dear Madame/Sir,
We are citizens of Israel who oppose our government's policies of colonialism, occupation and apartheid against the Palestinian people and its actions which may amount to genocide. We write to you following thirteen days of an ongoing massacre, which is being perpetrated by Israel in the besieged Gaza Strip. As the death toll is rising, it now stands at 400 casualties and 3100 injured. The UN has declared, via UNICEF, that over a third of the victims are children. As you well know, this massacre was preceded by a month of massive Israeli violence and political persecution in the occupied West Bank, including the arrest of hundreds of so-called "Hamas-affiliated" men and boys. Meanwhile, Israeli mobs run wild in the streets of our cities, shouting the chilling “Death to the Arabs” chants (as well as "Death to the Leftists").
You cannot ignore the fact, especially during this UN-declared “year of solidarity with the Palestinian people”, that two similar massacres have already been perpetrated by Israel in the short span of six years; that Gaza suffocates under Israel’s hermetic siege; that Israel has been perpetrating an ongoing ethnic cleansing against the indigenous people of Palestine since 1948 and up to this day; and that Israel believes it may exterminate hundreds of Palestinians in Gaza every two years and do so with full impunity.
The UN states that “Where genocide, war crimes, ethnic cleansing and crimes against humanity do occur, the International Criminal Court, which is separate and independent from the UN, is empowered to investigate and prosecute those most responsible if a state is unwilling or unable to exercise jurisdiction over alleged perpetrators.” Israel is well beyond the point of prevention and we, its privileged citizens, are hereby charging it with genocide.
We demand that your office will do everything in its power to halt Israeli genocide as it is taking place. We demand that you take immediate action to prevent Israel’s genocide against the Palestinian people. We will be following your conduct on this matter.
Sincerely,
BOYCOTT! Supporting the Palestinian BDS Call from Within
Dear Madame/Sir,
We are citizens of Israel who oppose our government's policies of colonialism, occupation and apartheid against the Palestinian people and its actions which may amount to genocide. We write to you following thirteen days of an ongoing massacre, which is being perpetrated by Israel in the besieged Gaza Strip. As the death toll is rising, it now stands at 400 casualties and 3100 injured. The UN has declared, via UNICEF, that over a third of the victims are children. As you well know, this massacre was preceded by a month of massive Israeli violence and political persecution in the occupied West Bank, including the arrest of hundreds of so-called "Hamas-affiliated" men and boys. Meanwhile, Israeli mobs run wild in the streets of our cities, shouting the chilling “Death to the Arabs” chants (as well as "Death to the Leftists").
You cannot ignore the fact, especially during this UN-declared “year of solidarity with the Palestinian people”, that two similar massacres have already been perpetrated by Israel in the short span of six years; that Gaza suffocates under Israel’s hermetic siege; that Israel has been perpetrating an ongoing ethnic cleansing against the indigenous people of Palestine since 1948 and up to this day; and that Israel believes it may exterminate hundreds of Palestinians in Gaza every two years and do so with full impunity.
The UN states that “Where genocide, war crimes, ethnic cleansing and crimes against humanity do occur, the International Criminal Court, which is separate and independent from the UN, is empowered to investigate and prosecute those most responsible if a state is unwilling or unable to exercise jurisdiction over alleged perpetrators.” Israel is well beyond the point of prevention and we, its privileged citizens, are hereby charging it with genocide.
We demand that your office will do everything in its power to halt Israeli genocide as it is taking place. We demand that you take immediate action to prevent Israel’s genocide against the Palestinian people. We will be following your conduct on this matter.
Sincerely,
BOYCOTT! Supporting the Palestinian BDS Call from Within
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