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domingo, 21 de julho de 2013

Leandro Fortes: A vez dos pobres - Portal Vermelho


Leandro Fortes: A vez dos pobres - Portal Vermelho
Decisão de obrigar estudantes de medicina a servir ao SUS não é só correta e necessária - é fundamental para o processo civilizatório brasileiro.

Por Leandro Fortes*, na Carta Capital

Em meio às atabalhoadas reações do governo às manifestações de rua, da constituinte exclusiva ao plebiscito natimortos, a presidenta Dilma Rousseff se saiu muito bem ao mexer na estrutura de dominação social brasileira com essa história de botar os formandos em medicina para trabalhar no Sistema Único de Saúde, a partir de 2015. Trata-se de uma discussão antiga e necessária, mas que, até agora, ninguém tinha tido coragem de levar adiante. Pela reação das corporações de médicos e da nação de coxinhas de jaleco que se manifesta nas redes sociais, sem falar nos suspeitos de sempre da mídia, tudo leva a crer que Dilma mandou muito bem nesse assunto.

Todo mundo sabe que, no Brasil, as universidades públicas sempre foram um privilégio da classe média e dos ricos, quadro que só foi levemente modificado na última década graças às políticas de cotas raciais e sociais implementadas, sobretudo, no governo Lula. Lembro que, durante os governos do professor, sociólogo, intelectual, PhD e, agora, imortal da Academia de Letras Fernando Henrique Cardoso, a criminosa expansão do ensino superior privado levou essa distorção ao paroxismo.

Na Era FHC, nenhuma universidade federal foi criada, mas, em contrapartida, milhares de fábricas de diplomas se espalharam pelo território nacional para, paradoxalmente, abrigar os estudantes pobres e trabalhadores. Pior, com um sistema de crédito estudantil bolado por uma tecnocracia cruel, neoliberal, que comprometia a renda do infeliz até pelo menos quatro anos depois da formatura. Nos anos 1990, chegou-se ao cúmulo de que, em certo momento, nas universidades federais, a grande discussão dos estudantes não era sobre a qualidade do ensino, mas a falta de vagas nos estacionamentos das faculdades!

Na contramão de muita gente, sou favorável ao serviço militar obrigatório, pois se todos usufruem da pátria, é também dever de todos defendê-la. Li e vivi o suficiente, em quase meio século de vida, para saber que a paz é um muro de cristal e o preço da liberdade, como diz o velho axioma, é a eterna vigilância. Acho, apenas, que a doutrina militar brasileira, encapsulada ainda na Guerra Fria, tem que ser revista e refeita para que o conceito de defesa nacional não esteja arraigado apenas ao uso da farda. No mais, não é justo que a massa de recrutas brasileiros continue formada quase que exclusivamente por meninos pobres e negros.

Também gosto de lembrar que o voto não é obrigatório no Brasil, mas, sim, o comparecimento às urnas. O cidadão pode ir lá, no local de votação, e não votar em ninguém, simples assim. As restrições a essa obrigatoriedade de deslocamento se parecem muito com a banalização da crítica aos parlamentos, baseada em palavras de ordem que escamoteiam o efeito manada embutido nesse tipo de manifestação. Isso porque não há um único parlamento brasileiro (municipal, estadual e federal) que não seja composto por políticos escolhidos em eleições livres. Se são todos corruptos e ladrões, o são, também, aqueles que os elegeram.

Não sei se a presidenta foi correta ao estender a obrigatoriedade de serviço ao SUS para os estudantes de medicina das faculdades privadas, embora não veja nisso nenhum bicho-de-sete-cabeças. Talvez fosse o caso de impor a regra somente àqueles que estudaram com bolsa do Estado, como os beneficiários do Prouni.

De qualquer maneira, o fato é que esse poderá ser o primeiro passo para a construção de uma nova e essencial cultura de solidariedade cidadã com resultados óbvios para o processo civilizatório nacional. Mais à frente, espero, será possível estabelecer regras para que todo formando de universidade pública seja obrigado, em algum momento de seu curso, ou mesmo depois de receber o diploma, a prestar algum serviço para a sociedade que financiou seus estudos.

Ah, e que venham, também, os seis mil médicos cubanos.

* Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, é autor dos livros 'Jornalismo Investigativo' e 'Cayman: o dossiê do medo', entre outros.

Altman: conservadorismo de branco é a vanguarda do atraso - Portal Vermelho

Altman: conservadorismo de branco é a vanguarda do atraso - Portal Vermelho
As manifestações de médicos, nessa última terça-feira (16), revelam um núcleo duro e mobilizado das elites brasileiras. Sua influência nos meios de comunicação, na sociedade e nas instituições já ameaça o programa de saúde recentemente lançado pelo governo. A julgar pelas emendas apresentadas na Câmara dos Deputados, a desfiguração desse projeto será inevitável.

Por Breno Altman*, no Portal 247


O Palácio do Planalto pode estar pagando um preço por ter agido de forma atabalhoada, sem consultar e articular as correntes mais progressistas da medicina, o que seria obrigatório para batalha dessa envergadura. Mas a reação não é contra eventuais falhas de interlocução: sua natureza reside em defender privilégios corporativos, contrapostos aos interesses do país e aos direitos da cidadania.

As três principais bandeiras nas marchas dos jalecos brancos são elucidativas. São contra a extensão da residência em dois anos, com obrigatoriedade de servir o Sistema Único de Saúde. Não concordam com a vinda de doutores estrangeiros para cobrir déficit de profissionais, especialmente nos rincões do país. Reivindicam a derrubada do veto presidencial sobre o chamado Ato Médico, que fixava supremacia da categoria em relação a outros trabalhadores do universo sanitário.

São reivindicações de quem olha para o próprio umbigo. Insuflada pelos extratos mais ricos e articulados com o conservadorismo, a mobilização médica não entra na briga para a melhoria da saúde pública. Seus maiores aliados são os que comandaram campanha para eliminar a CPMF e retiraram cerca de 40 bilhões de reais anuais para o financiamento do setor.

Não passa de deslavada hipocrisia quando se afirma que o problema não é a falta de médicos, mas a carência de estrutura nos hospitais e centros de atendimento. As dificuldades são inegáveis, isso é fato. No contexto deste embate, porém, não passam de álibi para que o andar de cima possa fazer sua vida sem reciprocidade com os milhões de brasileiros que suaram a camisa e pagaram impostos para garantir a existência de boas faculdades públicas de medicina.

O Brasil tem um número pífio de médicos, na proporção de 1,8 para cada mil habitantes. Na Inglaterra, esse índice é de 2,7. Em Cuba, de 6. Nos últimos dez anos, surgiram 147 mil novas vagas no mercado de trabalho, mas apenas 93 mil profissionais foram formados. Há 1,9 mil municípios com menos de um médico por 3 mil habitantes. Em outras 700 cidades, não há doutores com residência fixa. Nem é preciso dizer que esses 2,6 mil municípios sem assistência adequada estão entre os mais pobres e distantes dos grandes centros.

O governo criou o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), para levar médicos ao interior e aos subúrbios. A demanda era de 13 mil trabalhadores, mas apenas 3,8 mil postos foram preenchidos, apesar do salário de 8 mil reais que é oferecido, agora aumentado para 10 mil no Programa Mais Médicos. Até mesmo bairro periféricos de cidades importantes, como Porto Alegre e São Paulo, não conseguem atrair interessados.

Parte expressiva da categoria, diplomada em instituições do Estado, não está nem aí para a hora do Brasil. Não quer sair de sua zona de conforto e se acha no direito de pensar apenas em carreira pessoal e montar um rentável consultório privado em alguma metrópole.

Entidades da área, especialmente o Conselho Federal de Medicina, fazem de tudo para impedir a ampliação do número de faculdades (em nome da qualidade de ensino, é claro) e a contratação de médicos estrangeiros ou formados no exterior. A reserva de mercado, para essa gente, está acima da saúde pública.

E essa gente é muito diferenciada. Enquanto 40% do total de alunos da Universidade de São Paulo frequentaram colégios públicos, na Faculdade de Medicina essa origem restringe-se a 2% dos matriculados. Na turma de 2013, nenhum deles era negro. Médicos ricos querem ficar mais ricos atendendo os ricos. Como os pobres têm bem menos chances de ganhar o canudo, esses que se lasquem.

O governo tentou resolver o problema apenas por métodos de atração. Não encontrou auditório. Resolveu, então, adotar um modelo semelhante àquele adotado, há décadas, por países tão distintos quanto Israel e Cuba, instituindo uma variante de serviço civil obrigatório, ainda que bem remunerado.

A formação de um médico, na universidade pública, custa ao redor de 800 mil reais para o tesouro da União e dos estados. Nada mais justo que haja alguma forma de retribuição pelo aporte realizado por toda a sociedade para cada indivíduo que virou doutor. Dois anos de reembolso, com um razoável contracheque, é uma bagatela. Vale lembrar que o dever do Estado é com o povo, não com os médicos.

Talvez os estudantes das faculdades privadas pudessem estar isentos dessa medida, mas todo o cuidado é pouco para evitar que os endinheirados aproveitem brechas para escapar de sua obrigação social, trocando de curso. Uma ou outra correção cabe ser feita, mas o ministro da Saúde e a presidente Dilma Rousseff estão cumprindo sua tarefa constitucional.

O que falta, além de mobilizar os setores da saúde favoráveis às providências adotadas, é travar uma batalha de valores mais firme sobre o programa em discussão. Por enquanto, parece que a preocupação principal é acalmar a ira de médicos ensandecidos pelo egoísmo de classe. O objetivo principal deveria ser debater os deveres de solidariedade dos que recebem privilégios e os direitos de todos a receber assistência médica de qualidade.

Não se pode dar moleza a porta-vozes da ignorância e má fé. Quando personagens como Cláudio Lottenberg e Miguel Srougi se voltam contra a vinda de médicos cubanos, há pouco o que acrescentar. Mentem descaradamente sobre a qualidade desses especialistas, cuja proficiência é atestada pela Organização Mundial da Saúde e pelas 65 nações nas quais trabalham para suprir deficiências locais.

Afinal, seria um horror para o reacionarismo de branco assistir médicos da ilha de Fidel, muitos entre eles negros, pegando no batente em locais para os quais seus colegas brasileiros viram as costas e tapam o nariz. A nudez de seu comportamento lhes seria insuportável.

*Breno Altman é diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Faça o 'teste do pescoço' e saiba se existe racismo no Brasil - Pragmatismo Político

Faça o 'teste do pescoço' e saiba se existe racismo no Brasil - Pragmatismo Político
Aplique o Teste do Pescoço em todos os lugares e depois tire sua própria conclusão. Questione-se se de fato somos um país pluricultural; uma Democracia Racial

Por Luh de Souza e Francisco Antero. via Maria Frô

1. Andando pelas ruas, meta o pescoço dentro das joalherias e conte quantos negros/as são balconistas;

2. Vá em quaisquer escolas particulares, sobretudo as de ponta como; Objetivo, Dante Alighieri, entre outras, espiche o pescoço pra dentro das salas e conte quantos alunos negros/as há . Aproveite, conte quantos professores são negros/as e quantos estão varrendo o chão;

3. Vá em hospitais tipo Sírio Libanês, enfie o pescoço nos quartos e conte quantos pacientes são negros, meta o pescoço a contar quantos negros médicos há, e aproveite para meter o pescoço nos corredores e conte quantos negros/as limpam o chão

4. Quando der uma volta num Shooping, ou no centro comercial de seu bairro, gire o pescoço para as vitrines e conte quantos manequins de loja representam a etnia negra consumidora. Enfie o pescoço nas revistas de moda , nos comerciais de televisão, e conte quantos modelos negros fazem publicidade de perfumes, carros, viagens, vestuários e etc

5. Vá às universidades públicas, enfie o pescoço adentro e conte quantos negros há por lá: professores, alunos e serviçais;

6. Espiche o pescoço numa reunião dos partidos PSDB e DEM, como exemplo, conte quantos políticos são negros desde a fundação dos mesmos, e depois reflitam a respeito de serem contra todas as reivindicações da etnia negra.

7. Gire o pescoço 180° nas passeatas dos médicos, em protesto contra os médicos cubanos que possivelmente irão chegar, e conte quantos médicos/as negros/as marchavam;


(Imagem – Ilustração)

8. Meta o pescoço nas cadeias, nos orfanatos, nas casas de correção para menores, conte quantos são brancos, é mais fácil;

9. Gire o pescoço a procurar quantas empregadas domésticas, serviçais, faxineiros, favelados e mendigos são de etnia branca. Depois pergunte-se qual a causa dos descendentes de europeus, ou orientais, não são vistos embaixo das pontes ou em favelas ou na mendicância ou varrendo o chão;

10. Espiche bem o pescoço na hora do Globo Rural e conte quantos fazendeiros são negros, depois tire a conclusão de quantos são sem-terra, quantos são sem-teto. No Globo Pequenas Empresas& Grandes Negócios, quantos empresários são negros?Leia também

Como lidar com o racismo?

A ironia de Machado de Assis sobre a Abolição da Escravidão

“O Brasil é um dos países mais racistas do mundo, mas o racismo é velado”

11. Nas programações das Tvs abertas, acessível à maioria da população, gire o pescoço nas programações e conte quantos apresentadores, jornalistas ou âncoras de jornal, artistas em estado de estrelato, são negros. Onde as crianças negras se veem representadas?
Mais sugestões enviadas:

1. Enfiar o pescoço dentro das instituições bancárias e contar quantos negros são gerentes, quantos são caixas e quantos são faxineiros. (Margot Jung)

2. Nunca tive professores negros. Nunca fui consultada por médicos negros. Em contas bancárias, nunca tive gerentes negros. E muitos ainda insistem em dizer que em nosso país todos têm os mesmos direitos e oportunidades. Onde estão? (Priscila Gomes)

Aplique o Teste do Pescoço em todos os lugares e depois tire sua própria conclusão. Questione-se se de fato somos um país pluricultural, uma Democracia Racial e se somos tratados iguais perante a lei?!

* Você descobriu mais alguma coisa? Envie-nos para acrescentarmos a esta lista.

* * Este teste me foi ensinado pelo amigo Francisco Antero, e tenho adaptado no meu dia a dia. Foi assim que eu comecei a perceber todas as desigualdades existentes no meu país e mudei a minha opinião à respeito das Cotas Raciais para Negros e Índios.

Créditos: Página História Preta – Fatos & Fotos.

Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano - Viomundo - O que você não vê na mídia

Juan Carlos Raxach: Carta de um médico cubano - Viomundo - O que você não vê na mídia




Carta de um médico cubano: Simplesmente respeito, solidariedade e ética

“Meu nome é Juan Carlos Raxach, cubano, que desde 1998 escolhi o Brasil como meu país de residência, e sinto o maior orgulho de ter me formado, em 1986, como médico em Havana, Cuba.

É com tristeza e dor que vejo as notícias publicadas pela mídia e nas redes sociais, a falta de respeito e de solidariedade proveniente de alguns colegas brasileiros, profissionais ou não da área da saúde, que atacam e desvalorizam os médicos formados em Cuba como uma forma de justificar a sua indignação às medidas tomadas pelo governo brasileiro no intuito de melhorar a qualidade dos serviços do SUS.

A qualidade humana e a alta qualificação dos profissionais de saúde cubanos têm permitido que ainda hoje, quando o país continua a enfrentar graves problemas econômicos que se alastram desde os anos 90, após a queda do campo socialista da Europa do leste, os índices de saúde da população cubana seguem colocados como exemplo para o mundo.

São índices de saúde alcançados através do trabalho interdisciplinar e intersetorial desses profissionais.

Por exemplo, em 2012 a mortalidade infantil em Cuba continuava sendo 4,6 por cada mil nascidos vivos, menor que o índice de Canadá e dos Estados Unidos.

A expectativa de vida é de 78 anos para os homens e 80 para as mulheres.

E já em 2011 existia um médico a cada 143 habitantes.

Em 2012, a dra. Margareth Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), reconheceu e elogiou o modelo sanitário de Cuba e destacou a qualidade do trabalho que realizam os profissionais de saúde e os cientistas cubanos, e felicitou às autoridades cubanas por colocar o ser humano no centro da sua atenção.

Não é desprestigiando nossos colegas de profissão, seja qual for o seu país onde tenha se formado, que vamos colocar em pauta e debater as verdadeiras causas da deterioração da qualidade dos serviços de saúde no Brasil.

Na hora de nos manifestar, o respeito, a solidariedade e a ética são necessários para estabelecer o diálogo e ir ao encontro da solução dos problemas.

Solidariamente,

Juan Carlos Raxach é assessor de projetos da Associação Brasileria Interdisciplicar de AIDS – ABIA

Aldo Rebelo responde Blatter: "Brasil é país democrático" | Brasil 24/7



Aldo responde Blatter: "Brasil é país democrático" | Brasil 24/7

ALDO RESPONDE BLATTER: "BRASIL É PAÍS DEMOCRÁTICO"



"O sucesso da Copa das Confederações [que ocorreu no mês passado] comprova o acerto da escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo. Quanto às manifestações, o Brasil é um país democrático, que garante aos seus cidadãos plena liberdade de expressão", diz nota emitida pelo Ministério do Esporte, de Aldo Rebelo; nesta quarta-feira, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que se [os protestos] acontecerem de novo, teremos que nos perguntar se tomamos uma decisão errada de dar ao Brasil o direito de sediar a Copa"



18 DE JULHO DE 2013 ÀS 13:28





Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Ministério do Esporte reagiu nesta quinta-feira (18) às críticas do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, à escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014. Blatter disse que a escolha do Brasil pode ter sido um erro em decorrência dos protestos registrados no país. Em nota, o ministério rebateu a afirmação, lembrando que o Brasil é um país democrático.

"O sucesso da Copa das Confederações [que ocorreu no mês passado] comprova o acerto da escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo. Quanto às manifestações, o Brasil é um país democrático, que garante aos seus cidadãos plena liberdade de expressão", diz a íntegra da nota do Ministério do Esporte.

Porém, para Blatter, as manifestações que ocorrem no Brasil geram preocupação. Em entrevista à DPA, agência de notícias da Alemanha, ele foi categórico: "Se [os protestos] acontecerem de novo, teremos que nos perguntar se tomamos uma decisão errada de dar ao Brasil o direito de sediar a Copa". Segundo ele, conversará sobre o assunto, em setembro, com a presidenta Dilma Rousseff.

Durante a Copa das Confederações, no mês passado, em algumas das cidades que vão sediar a Copa do Mundo em 2014 houve protestos, como Belo Horizonte (Minas Gerais), Brasília (Distrito Federal), Fortaleza (Ceará), Rio de Janeiro e Salvador (Bahia). Em Salvador, um ônibus da Fifa chegou a ser atacado.

Os manifestantes reclamaram dos gastos com o Mundial 2014 e das exigências da Fifa. Pelos dados oficiais, mais de R$ 25 bilhões serão investidos em aeroportos, estádios e novos sistemas de transportes.

O Brasil foi escolhido sede da Copa do Mundo, em outubro de 2007. A disputa teve apenas a Colômbia como adversária, que retirou a candidatura meses depois. Na Copa do Mundo de 2014, as cidades que vão sediar os jogos são: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Recife (PE) ,Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Edição: José Romildo

Homicídio contra a juventude cresce 326,1% | UJS


Homicídio contra a juventude cresce 326,1% | UJS


326,1%. Esse é o percentual de homicídios da juventude brasileira nos últimos 30 anos. O dado foi divulgado hoje (18), no Mapa da Violência 2013: Homicídio e Juventude no Brasil, publicado pelo Centro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), com base nos dados do Ministério da Saúde.

O período analisado compreende entre 1980 e 2011. Neste intervalo, os dados são alarmantes. Se analisado as mortes não naturais e violentas de jovens (acidentes, homicídio ou suicídio), há uma acréscimo de 207,9%. Mais assustador ainda é se analisar os casos apenas de homicídios, houve um crescimento de 326,1%.

Segundo o estudo, somente em 2011, considerando a faixa etária entre 14 e 25 anos, houve 34,5 milhões de jovens mortos violentamente, o que equivale a 73,2%. Para se ter uma ideia, em 1980, o índice era de 52,9%.

Nos casos de homicídios em 2011, o Mapa aponta que a cada 100 mil jovens, 53,4 foram assassinados. Os crimes foram praticados contra pessoas entre 14 e 25 anos. Os acidentes com algum tipo de meio de transporte, como carros ou motos, foram responsáveis por 27,7 mortes no mesmo ano.

Segundo o mapa, o aumento da violência entre pessoas dessa faixa etária demonstra a omissão da sociedade e do Poder Público em relação aos jovens, especialmente os que moram nos chamados polos de concentração de mortes, no interior de estados mais desenvolvidos; em zonas periféricas, de fronteira e de turismo predatório; em áreas com domínio territorial de quadrilhas, milícias ou de tráfico de drogas; e no arco do desmatamento na Amazônia que envolve os estados do Acre, Amazonas, de Rondônia, Mato Grosso, do Pará, Tocantins e Maranhão.

De acordo com o estudo, a partir “do esquecimento e da omissão passa-se, de forma fácil, à condenação” o que representa “só um pequeno passo para a repressão e punição”. O autor do mapa, Julio Jacobo Waiselfisz, explicou à Agência Brasil que a transição da década de 1980 para a de 1990 causou mudanças no modelo de crescimento nacional, com uma descentralização econômica que não foi acompanhada pelo aparato estatal, especialmente o de segurança pública. O deslocamento dos interesses econômicos das grandes cidades para outros centros gerou a interiorização e a periferização da violência, áreas não preparadas para lidar com os problemas.

Nos estados e capitais em que eram registrados os índices mais altos de homicídios, como em São Paulo e no Rio de Janeiro, houve redução significativa de casos, devido aos investimentos na área. São Paulo, atualmente, é o estado com a maior queda nos índices de homicídios de jovens nos últimos 15 anos (-86,3%). A Região Sudeste é a que tem o menor percentual de morte de jovens por causas não naturais e violentas (57%).

Em contraponto, Natal (RN), considerado um novo polo de violência, é a capital que registrou o maior crescimento de homicídios de pessoas entre 15 e 24 anos – 267,3%. A região com os piores índices é a Centro-Oeste, com 69,8% das pessoas nessa faixa etária mortas por homicídio.

Redação com Agência Brasil

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Salmos 70 -Tu és o meu auxílio e o meu libertador; SENHOR, não te detenhas.

Salmos 70


1[Salmo de Davi para o músico-mor, para lembrança] 
Apressa-te, ó Deus, em me livrar; SENHOR, apressa-te em ajudar-me.

2Fiquem envergonhados e confundidos os que procuram a minha alma; voltem para trás e confundam-se os que me desejam mal.

3Virem as costas como recompensa da sua vergonha os que dizem: Ah! Ah!

4Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam; e aqueles que amam a tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus.

5Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; SENHOR, não te detenhas.

sábado, 13 de julho de 2013

Que massa, começou o XIII Congresso do PCdoB! Paulo Vinícius Silva

Que maravilha! Camaradas, iniciou-se o processo de debates do XIII Congresso do nosso glorioso e querido Partido. São momentos lindos, a construção, o modo como conversamos entre camaradas, e fazemos a democracia coletiva chegar a conclusões fundamentais para o próximo período, na grande complexidade que é a luta política no Brasil.

Entrei no Partido na época de um Congresso, o 8º Congresso. Recebi os documentos para debate, e fui lendo e vendo como as ideias do Partido batiam com as minhas visões. Na verdade, desvelavam todo um período de resistências e de acumulação de forças numa quadra difícil.

Eu tinha 14 anos. Era o auditório Castelo Branco, da Reitoria da Universidade Federal do Ceará. Nunca havia estado por ali. E estava lá, ao centro, uma mulher de incrível capacidade de comunicação, carismática e bonita, em uma mesa mais ampla de camaradas, refletindo sobre os acontecimentos daquele fatídico 1991. Era a camarada Gilse Cosenza, que então liderava o Partido no Ceará. Eram debates que o Partido nos propiciava, uma discussão de qualidade E eu falei já nessa primeira reunião, com um papel anotado, para organizar as ideias, tremendo um pouco. E fiquei impressionado como as pessoas se interessavam pelas opiniões das outras, num processo que fui entendendo, de elaboração coletiva. Achei muito democrático.

Anos depois, delegado ao 10º Congresso Nacional, no Rio, pelo meu saudoso Ceará, veio o Sérgio Miranda conversar comigo pela Comissão de Sistematização Nacional. Eu fiquei de cara. Ele debateu seriamente comigo a emenda que fizera, fazendo o diálogo e apontando aonde as ideias convergiam com o próprio texto. Foi o Congresso em que o Amazonas passou o bastão para o Renato Rabelo. Aquele senhor, quase nonagenário, com 67 anos de lutas, falou-nos em meio a um silêncio de transe, quase, um profundo respeito e carinhos. São momentos que mudam a gente.

É um processo organizado e permeável à sociedade. Com direitos e deveres e com graus de comprometimento diversos, com amplas possibilidades quanto às formas, mas num mesmo sentido. Uma sinergia que converge para centenas de emendas numa opinião e direções em todos os níveis que guiarão e levarão a cabo nossa ação num período decisivo. É um espaço que tem também divergências, e que tem uma ampla possibilidade de expressão individual e debate e decisão. Há polêmicas, inclusive.

Hoje ampliaram-se as facilidades de reunir, as teses estão publicáveis e são amplamente compartilháveis nas redes sociais. E mesmo a juventude tem ampla possibilidade de participação em espaços mais flexíveis.

Num momento chave da História do Brasil, a inteligência dos e das camaradas pode contribuir decisivamente para a unidade da esquerda e das forças progressistas, ao mesmo tempo que pode apontar caminhos para destravar a arrancada do crescimento, da inclusão social, da participação popular e democratização da sociedade brasileira. É o tal Projeto Nacional de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho.

O próprio processo dos congressos é uma maneira de ensinar o que é a vida interna, rica e de grande fraternidade que marca as relações entre camaradas. E também de aprender como o povo encontra suas formas de organização e como elas podem ajudar na nossa luta. Organiza-se a nossa força, fazemos amigos, vivemos uma grande agitação que é aprendizado, formação, participação e decisão de todas as direções e organismos do Partido.

Só quem milita sabe o que é quando um camarada organiza um evento do Partido no Bairro, nas proximidades de onde estudamos, e a maneira acolhedora com que somos recebidos, e o respeito entre todos quando passamos ao debate. Quem tem de viajar e acompanhar várias bases vê isso mais claramente ainda, como o povo vai dando o seu colorido próprio nas nossas formas de organização, com amplíssima diversidade mas que flui para um mesmo objetivo comum, uma síntese do pensamento coletivo dos comunistas, graças a uma aplicação criadora e Brasileira do Centralismo Democrático, e em consonâncias com as virtudes e problemas de nossa organização. Eu boto fé. Já vi dar certo várias vezes. E agora é preciso dar certo. Crise capitalista, agressividade do imperialismo, necessidade de novos avanços, maior nitidez e crescimento. Há muito o que debater!

E num momento tão especialmente complexo e com tantos dilemas para uma ação, consequente e, sempre, revolucionária, como avançar ainda mais, aproximando as  bandeiras de luta do nosso Programa? Como unir a esquerda e reompor o fio que une a nossa luta diária, nossas tarefas na luta de ideias, de massas e na luta político-eleitoral à utopia e ao Projeto Socialista? Como enfrentar o peso conservador na política, o monopólio da mídia golpista e a chantagem do rentismo sobre a economia nacional? Como fortalecer a unidade do povo paraessa luta, avançando nas mudanças, apontando um caminho de mais avanços, e não de retyrocessos para o Brasil e a democracia? Qual o nosso papel enquanto camaradas, e de nosso Partido?

Todo(a) militante pode escrever seus artigos na Tribuna de Debates. Podemos opinar, comprometer-nos, fazer a nossa parte. Que massa, começou o XIII Congresso do PCdoB!

Direção do PCdoB lança teses para debates do 13º Congresso
A direção do PCdoB, reunida de 5 a 7 de julho, aprovou as teses para debate no 13º Congresso, que se realizará de 13 a15 de novembro. Em pauta, o balanço dos governos Lula e Dilma, a atualização da perspectiva para o Brasil, a construção do Partido nesta realidade inédita, e a realidade internacional, com foco na crise do capitalismo, nas transições no plano geopolítico e nas lutas dos trabalhadores e povos pelo socialismo.

Tribuna da militância organizada e consciente

Convocado o 13º Congresso do Partido Comunista do Brasil, tem início um período de intensa mobilização da militância comunista. Começa também discussão organizada, através da Tribuna de Debates, como já é tradição consolidada dos congressos do PCdoB, segundo o princípio estatutário do Centralismo Democrático. A partir do próximo dia 15, os militantes podem enviar seus artigos para publicação, de acordo com as normas aprovadas na última reunião do Comitê Central, realizada dias 5, 6 e 7 de julho.





O extremismo dos doutores por Paulo Moreira Leite, na IstoÉ





O extremismo dos doutores

por Paulo Moreira Leite, na IstoÉ

O mais equipado posto de saúde é apenas um hotel de luxo sem a presença de um médico. Uma simples garagem pode ser um consultório razoável se contar com um médico para atender quem precisa de seus serviços.

No início deste ano, centenas de prefeitos – quase a metade dos municípios do país – tiveram um encontro em Brasília com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O boletim da Frente Nacional dos Prefeitos resumiu o espírito do encontro na manchete da edição de maio:

“Prefeitos cobram do ministro da Saúde ações para a contratação de médicos estrangeiros”

Não é só. Um abaixo assinado de apoio à contratação de médicos recebeu o autógrafo de 2.500 prefeitos, que governam quase a metade das cidades brasileiras – e só não evoluiu para um número maior porque a Frente concluiu que já havia atingido um número suficiente para uma demonstração de força.

Não é surpresa, assim, que a cerimônia de lançamento do programa Mais Médicos, ocorrida no Palácio do Planalto, ontem, já tenha entrado para a história do governo Dilma Rousseff como um episódio relevante de seu mandato. O Palácio do Planalto estava cheio e em boa temperatura. Os aplausos que acompanharam diversos discursos não eram 100% ensaiados nem pura bajulação, como sempre ocorre nessas horas. Refletiam uma preocupação dos prefeitos do país, responsáveis — na ponta — pelo funcionamento de um sistema de saúde pública conhecido por ótimas intenções mas resultados nada empolgantes. Para quem ainda não entendeu como a política funciona na vida real, ali estava a demonstração dos vasos comunicantes entre as várias esferas da administração pública, indispensáveis para que um projeto de interesse universal e alcance amplo possa dar certo. Quem rastrear a história do Bolsa Família irá descobrir que este imenso programa de distribuição de renda só deixou o plano das utopias e entrou na vida real de 12 milhões de famílias depois que foi assumido pelas prefeituras.

Este antecedente indica que o Mais Médicos pode funcionar, pois responde a uma necessidade real, mas não é garantia de nada. O apoio dos prefeitos é um ótimo ponto de partida, mas o Planalto terá de aprovar sua medida provisória no Congresso, derrotando diversos adversários do plano, tanto aqueles que respondem a razões políticas e ideológicas, como aqueles que já procuram pescar nas correntezas ainda turvas da sucessão presidencial – e tentarão criar dificuldades para o governo de qualquer maneira.

Mas a necessidade óbvia de atender à saúde da população mais pobre pode criar condições para um debate bem sucedido, capaz de deixar claro para os adversários que o desgaste pela oposição ao projeto causará um prejuízo nada compensador aos olhos da maioria do eleitorado.

Não tenho formação nem condições de entrar num debate detalhado sobre as mudanças anunciadas pelo governo, ontem. Como linha geral, elas representam uma tentativa de dar novas prioridades na formação e tratamento dos médicos brasileiros. Além de poucos médicos em relação ao número de brasileiros, o Brasil tem médicos formados de acordo com as conveniências do mercado privado de saúde, que procura especialidades mais rentáveis e mais promissoras para suas respectivas carreiras – mas que nem sempre são aquelas que atendem às necessidades da maioria da população.

Chamado a administrar imensos recursos públicos envolvidos na formação de um médico – o cálculo é de R$ 800.000 per capta – o governo coloca-se no direito de definir para onde vai encaminhar seus doutores e suas prioridades. Você acha errado?

Eu não acho. Em nosso sistema, os governantes são eleitos justamente para fazer isso.

O errado seria manter aquilo que está aí.

A crítica das entidades médicas ao projeto já passou de uma postura racional. O centro de suas críticas se concentra na contratação de médicos estrangeiros, o que só seria um argumento a ser ouvido a sério se nossos doutores estivessem brigando por postos de trabalho para si ou para outros profissionais – brasileiros — fora do mercado. Poderiam ser acusados de corporativismo. Mas não. Eles não querem as vagas que o governo oferece e também não querem que elas sejam ocupadas por médicos estrangeiros.

O resultado prático de sua postura é impedir que milhões de brasileiros tenham acesso ao atendimento – mesmo precário, em muitos casos – que poderiam receber.

É uma atitude nociva, do ponto de vista social, e errada, como opção política. Eu vivia na França quando a extrema direita de Jean Marie Le Pen fez sua aparição na cena política. Seu movimento tinha um conteúdo racista e violento, mas é bom reconhecer que o discurso não excluía o estrangeiro. Dizia, apenas, que os franceses deveriam ter prioridade sobre os estrangeiros. Não se proibia argelinos nem marroquinos de ocupar empregos que os franceses não desejavam – em linhas de montagem na indústria, por exemplo – nem se queria impedir que tivessem acesso ao serviço social. A bandeira do Front National era pela preferência. Ele dizia: “os franceses em primeiro lugar.”

Nossos médicos têm uma postura mais extrema. Dizem “nunca” para os estrangeiros, exigindo que sejam aprovados num tipo de exame, Revalida, que contém dificuldades jamais oferecidas aos médicos brasileiros para formar-se no país.

O argumento de que não basta contratar médicos — é preciso investir em infraestrutura, medicamentos e outras melhorias — fala de uma questão real, mas de modo falacioso.

Se todos esses investimentos são bem-vindos e necessários, é óbvio que não se pode resolver todos os problemas criados por um histórico de passividade e abandono como se fosse possível tirar um coelho da cartola.

É absurdo negar que a simples presença de um médico numa localidade onde não existe um único profissional de saúde já faça uma diferença decisiva, como reconhece qualquer cidadão que já andou pelo interior do país. O mais equipado posto de saúde é apenas um hotel de luxo sem a presença de um médico. Uma simples garagem pode ser um consultório razoável se contar com um médico para atender quem precisa de seus serviços.

O debate começou.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Blog do Zé Dirceu - Processo da Receita contra a Globo: silêncio na imprensa, agito nas redes

Blog do Zé - Zé Dirceu - Um Espaço para a Discussão do Brasil



Tem recebido pouca atenção – na verdade, nenhuma – na grande imprensa a história do processo da Receita Federal contra a Rede Globo por sonegação. Mas blogs e internautas têm dado grande repercussão ao caso, trazendo novas informações e revelações quase diariamente.


O caso foi revelado pelo blog O Cafezinho. Mesmo com o silêncio da imprensa, toda essa movimentação nas redes obrigou a Rede Globo a divulgar uma nota sobre o assunto, negando as acusações que vem recebendo.


A história tem episódios muito curiosos e ainda nebulosos. Para começar a entender a história, sugiro a leitura do post “A mecânica de um crime imperfeito”, que o Tijolaço levou ao ar hoje. Lá, está a cronologia dos principais acontecimentos em torno do processo.


O caso inclui ainda o gravíssimo desaparecimento do processo na Receita Federal. Uma funcionária da própria Receita foi condenada pelo crime. Mas até agora não se esclareceu a mando de quem ela agiu. E os papéis continuam desaparecidos. O blogueiro Rodrigo Vianna conta o que se sabe até agora desse episódio.


O Viomundo também traz detalhes sobre o desaparecimento dos documentos.

Diante da repercussão, o Ministério Público soltou uma nota sobre o assunto. Mas a nota abriu mais uma série de dúvidas. Veja aqui quais são elas.



E também merece leitura atenta o material que o Cafezinho publicou com as primeiras páginas dos documentos referentes ao processo. O blog conseguiu isso por meio de uma fonte. Segundo o blog, nos documentos, aparecem alguns novos nomes usados pela Globo para realizar a fraude detectada pela Receita Federal nas Ilhas Virgens Britânicas. Um deles é Globo Overseas Investment.

terça-feira, 9 de julho de 2013

As rãs em busca de um rei - Portal Vermelho

As rãs em busca de um rei - Portal Vermelho
Carlos Pompe *


* Jornalista e curioso do mundo.

Os recentes protestos e manifestações ocorridos pelo país surpreenderam o governo, os partidos e as organizações populares. A disputa pelos corações e mentes dos manifestantes ainda não tem vencedores. A chamada das entidades sindicais, que marcaram atos para 11 de julho, é o caminho ousado e necessário para fazer o governo Dilma avançar. Ao mesmo tempo, convém avançar nas análises sobre o que ocorreu no mês de junho.


Todos os interessados nos rumos que o Brasil deve adotar se debruçam sobre o tema. Há os que caem em contradição flagrante, como um afamado comentarista da Globo. Há os que apresentam a debate pontos de vista ponderados, como a filósofa Marilena Chauí. No final de 1945, Graciliano Ramos – o escritor que está sendo homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty – fez uma breve intervenção numa reunião do Partido Comunista do Brasil, ao qual era filiado, que surpreende pela gama de aspectos que continuam atuais.

Ele iniciou seu pronunciamento com uma referência a uma fábula de Esopo em que as rãs pediam um rei. Nela, as rãs, descontentes com a situação em que viviam, pedem a Júpiter que lhes arranje um rei. Em resposta, Júpiter joga um toco de árvore no lago onde elas vivem. As rãs se assustam, mas ficam esperando algum gesto do rei enviado. Como o toco não se mexe, pedem outro rei ao seu deus. Mas Júpiter se irrita com a reincidência do pedido, manda-lhes uma cegonha, que começa a devorá-las, e as repreende: “Andai para loucas, já que vos não contentastes do primeiro rei, sofrei esse, que tanto me pedistes”.

Em sua fala, Graciliano compara manifestações de grupos dominantes contra a Constituinte, então defendida pelo Partido Comunista e outras organizações democráticas, com o pedido das rãs: “Fatigaram-se depressa da liberdade precária ultimamente conseguida e ora suspiram, ora se esgoelam por um governo rijo que estabeleça ordem na lagoa. Liberdade bem precária, isto facilmente se percebe (...)”.

Em seguida, queixa-se dos jornais que passaram a “agredir sujeitos sérios, dizer deles, com justiça ou sem justiça, cobras e lagartos. Consideramos isso, bem erradamente, vantagem nossa e nem investigamos a razão de certos ataques”.

Continua, o escritor alagoano: “As rãs estão pedindo um rei. Praticamente é um rei que elas desejam. De outra forma, não se compreenderia esse horror à Constituinte (...). E aí notaremos que uma palavra, conforme o ambiente onde é empregada, pode traduzir conceitos diversos. A Constituinte defendida por proprietários gordos e de boa figura diverge da Constituinte em que operários magros e canhestros ousam entender representar-se”.

O final da intervenção do artista comunista pode ser aplicado às trapalhadas do comentarista global: “Seria demasiado esperarmos rigor e lógica de certos espíritos, mas na verdade essas trapalhices nos assustam. (...) Nenhuma consulta à nação, apenas o lugar-comum badalado por muito reacionário que agora se disfarça, muda a camisa e a linguagem”.

Para conhecer esse e outros textos de Graciliano, leia Garranchos, organização de textos inéditos feita por Thiago Mio Salla, Editora Record, 2012

Para conhecer a abordagem da filósofa Marilena Chauí sobre os protestos recentes, siga este link:
http://www.teoriaedebate.org.br/materias/nacional/manifestacoes-de-junho-de-2013-na-cidade-de-sao-paulo?page=full

Para conhecer as contradições do analista global, siga este link:
http://www.youtube.com/watch?v=aS7LmKld_mE
Para ler a fábula do Esopo, siga este link:
http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/fabulas.html#31

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Datafalha que derruba Dilma esconde os pobres | Conversa Afiada

Datafalha que derruba Dilma esconde os pobres | Conversa Afiada
Saiu no Tijolaço:

DATAFOLHA QUE DERRUBA DILMA “SOME” COM ELEITORES POBRES



Por: Fernando Brito


A partir da denúncia de Flávio Luiz Sartori, de que a base amostral da pesquisa Datafolha que apontou uma queda de 30% na aprovação da presidenta Dilma Rousseff, o Tijolaço foi conferir e confirmou que a distribuição do eleitorado usada na pesquisa é totalmente diferente da distribuição do eleitorado brasileiro segundo os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.



A distribuição da amostra usada pelo Datafolha – disponível aqui, no site do instituto – revela que foi entrevistado um eleitorado com um perfil mais elevado de grau de instrução do que o realmente existente, o que reduz o nível de aprovação da Presidenta que, como todos os institutos concordam, obtém seus melhores resultados entre os mais pobre e, por conseguinte, com menor grau de instrução.

Segundo o TSE, os eleitores, no Brasil, com grau de instrução de, no máximo, ensino fundamental representam 57,8% do total.

No Datafolha, eles são apenas 41% do total. Uma diferença de “apenas” 16% dos 140 milhões de eleitores, ou 23 milhões de brasileiros subitamente escolarizados pelo Datafolha.

Os eleitores de ensino médio, completo ou incompleto, diz o TSE, são 34,7% do eleitorado. No Datafolha, eles representam 42%.

E os de ensino superior, também completo ou incompleto, são, nos números oficiais, 7,8% do total. Mas o Datafolha mais que dobra este percentual, entrevistando 17% de eleitores nesta condição escolar.

Isso, na base total. Na base ponderada, que é a utilizada para fazer os cálculos percentuais, a coisa ainda piora, como você vê aí embaixo. Com essa base, chegamos aos números monstruosamente distorcidos que Sartori exibe em seu post: 38,4% de nível fundamental e 19,8% de nível superior. 



O nome disso, em português claro, é manipulação de pesquisa.

Que, por sinal, já vinha de pesquisas anteriores do Datafolha e se agravou nesta última. Apesquisa anterior do instituto, aquela que mostrava uma queda de 8 pontos, tinha 45% de eleitores com grau fundamental ou menor (mais 4%), 40% com ensino médio (menos 2%) e 15% com ensino superior (menos 2%).

Como os dados do TSE podem ter, de fato, algumas distorções, por conterem dados do momento do cadastro ou recadastramento eleitoral – assim como as pesquisas de rua, como as do Datafolha, ao contrário, tendem a apresentar a natural distorção da autodeclaração de escolaridade, os números não batem.



O Instituto Paulo Montenegro, do Ibope, usa os dados que reproduzo na tabela ao lado, que indicam que os brasileiros entre 15 e 64 anos (basicamente a faixa eleitoral) são de 51% com ensino fundamental ou sem instrução, 35% com o ensino médio e 14% com ensino superior, compilando dados da Pnad/IBGE de 2009. Frise-se que isso ainda permite alguma distorção, pois a população de 15 a 18 anos, com grau de instrução superior à média, não é de alistamento obrigatório e a de 64 a 70, com grau de instrução bem abaixo da média, é.

Óbvio que ninguém está negando que a crise tenha tirado popularidade de Dilma. Isso é obvio e esperado. Mas que a base amostral do Datafolha dá “uma mãozinha”, dá.

O Datafolha tem de explicar porque não usa dos dados do TSE.

E o TSE tem de esclarecer a população se é possível divulgar maciçamente pesquisas feitas com uma base totalmente diferente da que ele, Tribunal, considera correta.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

El Pueblo Unido Jámas Será Vencido em RAP - Posse 99 e Quilapayun e acordes para você tocar no Violão com La Cuerda Net




See all music videos 99 Posse


El pueblo unido jamas sera vencido! - La Cuerda Net



LAm       DO      REm      MI7
El pueblo unido jamas sera vencido!
  LAm      DO       REm     MI7
De pie cantar que vamos a triunfar
  LAm     DO      REm     MI7
avanzan ya banderas de unidad
  REm  SOL7       DO        LAm    REm  MI7
y tu vendras marchando junto a mi y asi veras
    LAm           LA7     REm
tu canto y tu bandera florecer
  SOL7        DO         LAm
la luz de un rojo amanacer
    REm    MI7     LAm    MI7
annuncia ya la vida que vendra

 LAm        DO         REm             MI7
De pie marciar que el pueblo va a triunfar
 LAm  DO      REm        MI7
sera mejor la vida que vendra,
    REm  SOL7  DO         LAm
a conquistar nuestra felicidad
    REm      MI7      LAm  LA7           REm
y en un clamor mil voces de combate se alzaran
SOL7  DO             LAm
diran cancion de libertad,
   REm  MI7           MI7 LAm
con decision la Patria vencera

REm                            SI7
Y ahora el pueblo que se alza en la lucha
     LAm         MI-7       MI7
con voz de gigante gritando: adelante!

El pueblo unido jamas sera vencido!
El pueblo unido jamas sera vencido!
La Patria sta forjandola unidad,
de norte a sur se movilizarà
desde el salar ardiente y mineral
al bosque austral, unidos en la luche y el trabajo iran
la Patria cubriran, su paso ya anuncia el porvenir

De pie cantar que el pueblo va a triunfar
miliones ya imponen la verdad,
de acero son, ardiente batallon
sus manos van llevando la justicia y la razon mujer
con fuego y con valor ya estas aqui junto al trabajador


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Encontro da Juventude define Coletivo e propostas para unir jovens na luta sindical

Encontro da Juventude define Coletivo e propostas para unir jovens na luta sindical
Superar o desafio de incorporar a energia transformadora da juventude que trabalha e estuda ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras e intensificar a luta para que o Brasil avance mais rapidamente, incluindo a juventude da cidade e do campo no projeto nacional desenvolvimento. Estas são algumas das propostas contidas na carta “Unir a juventude que trabalha e estuda na luta sindical”, aprovada no encerramento do 2º Encontro Nacional da Juventude da CTB, neste domingo (30), em Belo Horizonte.
encontro nacional juventude coeltivo
A carta, que será encaminhada à direção nacional da Central como contribuição para os debates do 3º Congresso da CTB, que ocorrerá em agosto, também aponta uma série pontos para organizar a juventude trabalhadora da CTB, como: criação de secretarias de juventude em todas as CTBs estaduais e diretorias de entidades filiadas; garantia de previsão orçamentária para a Secretaria de Juventude; ampliação da organização da Juventude da CTB nos ramos onde a Central está presente; criação da escola nacional da CTB com garantia de participação dos jovens; e realização de festivais da juventude do campo e da cidade, entre outros.

Coletivo

No final do encontro, que teve início na sexta-feira (28), também foram definidos os membros do Coletivo Nacional de Juventude da CTB, que integra homens e mulheres do campo e da cidade, de diversos ramos e de estados de quatro regiões do País. São eles: Vitor Espinoza (CTB-RS), Igor Pereira (CTB-RS), Juliana Matias (CTB Minas), Wallace Melo (Sinpro-PE), Alfredo Santiago (CTB-BA), Rose Santos (Sindicato dos Bancários de Sergipe), Maria Alves (Fetaemg), Dorenice Flor (Contag), Renato Pires (CTB-MS), Robson Porto (Sindicato dos Metalúrgicos de Betim - MG), Wellington Guilherme (Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna - SP), Luciane Severo (Sindicato dos Sapateiros Campo Bom - RS) e Kleiton Alder (Sindicato dos Metalúrgicos da Camaçari - BA).

“O Coletivo Nacional que sai deste encontro é muito representativo, composto por entidades fortes de grandes ramos e de estados onde a CTB está organizada. Não é pouca coisa conseguir o compromisso destas entidades com a luta sindical nacional da juventude da CTB. Damos um salto e nos armamos para, na próxima gestão da CTB e da Secretaria da Juventude, poder realizar um trabalho mais coletivo, mais organizado e mais forte, dialogando com as preocupações da juventude e do Brasil”, disse o secretário nacional de Juventude da CTB, Paulo Vinícius.

Participação

A grande representatividade dos delegados e a participação de lideranças nacionais no encontro também foram ressaltadas pelo secretário de Juventude. “Tivemos neste um encontro mais de 30 entidades, que representam centenas de categorias e milhares de trabalhadores, e a presença de importantes lideranças, como a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manuela Braga; a presidenta Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Luana Bonone; e o dirigente nacional da CTB Adilson Araújo, que veio para ouvir, dar sugestões e firmou compromissos que sinalizam apoio à juventude”.

Sobre as manifestações realizadas no Brasil nas últimas semanas e a tentativa da direita em disputar a juventude, Paulo Vinícius disse que as reflexões realizadas durante o encontro contribuíram para que a juventude da CTB se posicione nesta batalha com mais força, defendendo a pauta de reivindicações da classe trabalhadora.

O coordenador do Coletivo Nacional de Juventude da CTB, Vítor Espinoza, elogiou o encontro. “Foi excelente, pois conseguimos realizar um amplo debate sobre diversos temas de interesse da juventude trabalhadora, como os problemas enfrentados pela juventude trabalhadora urbana e rural, a precarização do trabalho, a questão do estágio e as recentes manifestações”.

Segundo Vítor, a juventude trabalhadora da CTB tem que ir para as ruas participar das manifestações e defender pautas como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução do salário, o fim do fator previdenciário, a destinação de 10% do PIB e de 100% dos royalties do pré-sal para a Educação e a democratização da mídia.

Leia a íntegra da Carta do 2º Encontro da Juventude da CTB:

Unir a juventude que trabalha e estuda na luta sindical

A luta dos trabalhadores e trabalhadoras e da juventude nunca dormiu. Em 2013, o povo na rua nas maiores marchas desde o Fora Collor dá uma outra força para avançar nas mudanças e mudar a fase do projeto iniciado com a vitória de Lula em 2003. Queremos mais direitos e desenvolvimento. E precisamos lutar por isso, pois a crise mundial do capitalismo só tem a oferecer miséria, precarização do trabalho, guerras e degradação do meio ambiente. No Brasil, a direita neoliberal liderada pela mídia golpista fará de tudo para interromper o ciclo de vitórias conquistado pela juventude e os trabalhadores.

Expressar a liberdade nas ruas e nas redes, a juventude quer seu lugar no Projeto Nacional de Desenvolvimento. As marchas expressam a luta pela mobilidade e o direito a cidade, melhores serviços na área da saúde e educação, profunda transformação na política, que não representa o povo, mesmo com os avanços que tivemos. Contra isso haverá a resistência e as manipulações das velhas elites. É preciso evidenciar que a mobilidade urbana, os serviços de saúde e educação não vão melhorar enquanto os gastos com banqueiros e especuladores tomarem quase metade do orçamento do Brasil, inviabilizando o desenvolvimento e o lugar da juventude.

A origem da corrupção é o peso do dinheiro na eleição dos representantes. Basta de eleger somente quem os banqueiros, os latifundiários e empresários financiam. Queremos o lugar das mulheres, da juventude, dos negros, da classe trabalhadora. Política não é mercadoria. Reforma política já, com financiamento público e exclusivo de campanha.

A mídia continuará tentando manipular o povo e criminalizar os movimentos sociais enquanto houver o monopólio dos meios de comunicação. A juventude e os trabalhadores(as) estão nas ruas para expressar a liberdade que não encontram na telinha e nos jornalões. É preciso uma nova lei que desconcentre os meios de comunicação, garantindo liberdade, pluralidade e diversidade. Por uma nova lei da mídia democrática já!

Posicionar a juventude trabalhadora nas lutas

Nesse cenário a juventude da CTB realiza em Belo Horizonte o seu 2º Encontro Nacional. Depende de nós o desafio de incorporar a energia transformadora da juventude que trabalha e que trabalha e estuda ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras. Somos mais de 60% da população economicamente ativa, sofremos na pele a dificuldade de conciliar trabalho e estudo, a precarização do trabalho, o desemprego. Lutamos por um Brasil desenvolvido no campo e na cidade, que respeite nossa voz e diversidade, sem preconceitos por nossa idade, orientação sexual, cor da nossa pele, convicções políticas. Queremos mais direitos, e só com unidade da classe trabalhadora em luta que conseguiremos vitórias.

Para isso, a juventude da CTB dialoga com o 3º Congresso dessa vitoriosa central que já reúne cerca de 10% o sindicalismo em apenas cinco anos. Estamos convencidos da importância de nosso diálogo com a juventude trabalhadora a serviço de nossa central. O povo unido jamais será vencido, e acreditamos muito na união dos jovens trabalhadores, estudantes e mulheres para impulsionar o fortalecimento da luta dos trabalhadores. Com esse bloco podemos acelerar as mudanças, botar o pé no acelerador e trocar de marcha.

É preciso traçar alguns pontos para organizar esse time da juventude trabalhadora da CTB:

- 40 horas semanais já! Fim do fator previdenciário;
- Nenhuma direção da CTB ou sindicato da CTB sem secretaria da juventude! Queremos oportunidade de contribuir para as decisões da luta dos trabalhadores(as);
- Garantir na previsão orçamentária da CTB orçamento próprio da Secretaria de Juventude para as ações e atividades desta;
- Intensificar a luta pela educação. 10% do PIB para educação de qualidade, com creches para o povo, educação pública para a cidadania e o mundo do trabalho em todos os níveis no campo e na cidade com valorização dos trabalhadores da educação;
- Lutar por oportunidades de permanência da juventude no campo, garantindo a sucessão rural, fortalecendo a educação do campo;
- Lutar por reforma agrária garantindo assentamento dos jovens trabalhadores (as) rurais;
- Lutar pelo empoderamento das mulheres em todos os espaços, com equidade salarial de gênero;
- Fora Feliciano! Contra a homofobia;
- Levar o debate do estágio e ingresso no mundo do trabalho para as entidades representativas dos estudantes (grêmios, partidos e movimentos estudantis);
- Fortalecer o relacionamento da juventude da CTB com as centrais da América do Sul e em especial do cone sul Venezuela e Cuba;
- Criar condições para a conciliação do trabalho e estudo;
- Combater o assédio moral e sexual;
- Apoiar o projeto de lei de iniciativa popular que regulamente e democratize a mídia;
- Ampliar e melhorar a comunicação dos nossos sindicatos, aumentando a produção e divulgação de materiais em áudio e vídeo, disponibilizando o compartilhamento desses arquivos na internet;
- Mais transparência no sistema “S” contemplando: inclusão da formação voltada á agricultura de pequena e média escala e a ao empreendedorismo rural;
- Participar dos encontros de estudantes técnicos com campo e cidade;
- Lutar para garantir a qualidade do ambiente de trabalho, e combater a exploração da mão de obra juvenil cobrando que o Ministério do Trabalho tenha uma posição em defesa dos trabalhadores(as);
- Realizar festivais da juventude do campo e da cidade;
- Realizar reuniões do Coletivo Nacional para o ano com a CTB;
- Ampliar a organização da Juventude da CTB nos ramos onde estamos mais organizados;
- Criar uma escola nacional da CTB com garantia de participação dos jovens.

A juventude trabalhadora do campo e da cidade protagonista das mudanças que o Brasil necessita, fortalecendo as ações da juventude brasileira com as nossas bandeiras.

Belo Horizonte, 30 de junho de 2013.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Dia 02 dejulho (terça): CTB falará com Deputados(as) e Senadores nos Aeroportos de todas as capitais - Carta Aberta




A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) pede aos deputados federais e senadores que se somem à luta em defesa das reivindicações do povo e da classe trabalhadora por um Brasil melhor, mais justo, democrático, atento e sensível aos clamores que ecoam por esses dias nas ruas e avenidas.
Nesta batalha a classe trabalhadora reclama 10% do PIB para a saúde, 10% do PIB para educação, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem prejuízo para os salários, valorização das aposentadorias, transporte público de qualidade, reforma agrária, mudanças nos leilões do petróleo, rejeição do PL 4330 que escancara a terceirização, plebiscito popular sobre a reforma política, reforma urbana e democratização dos meios de comunicação.

Em torno dessas bandeiras, as centrais sindicais e os movimentos sociais convocaram para 11 de julho um Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações. Contamos com o apoio da população e também dos legisladores à luta para transformar o Brasil num país mais justo e democrático.

DESTACAMOS NESTA LUTA
- Fim do fator previdenciário;
- Redução da jornada de trabalho para 40h semanais;
- Não à terceirizaçao e ao PL 4330/04;
- Valorização das aposentadorias;
- Reforma Agrária;
- Saúde e Educação públicas, gratuitas e de qualidade.

Coletivizando no Youtube