SIGA O COLETIVIZANDO!

sábado, 6 de outubro de 2012

“Vamos tornar Eliana a mais votada da cidade”, 65123 diz Inácio - Portal Vermelho



“Vamos tornar Eliana a mais votada da cidade”, diz Inácio - Portal Vermelho


Mostrando a força e a popularidade da campanha de Eliana Gomes, cerca de mil pessoas se reuniram na noite da última quinta-feira (04/10) em Plenária Final de arrancada para a vitória da vereadora do povo, no Clube Casa Nossa Show, no Parque Araxá.


A atividade foi marcada pela preparação de militantes e apoiadores para ida às urnas e a confirmação dos votos conquistados até aqui. “Vamos, com muita alegria e muita coragem para enfrentar as grandes máquinas, buscar o voto livre. Fortaleza precisa de Eliana e o nosso dever é reconduzir essa guerreira do povo para a Câmara Municipal. Somos Eliana de corpo e alma há três meses, pois acreditamos que ainda há muito por fazer e lutar pelo povo e pela cidade”, afirmou Nágyla Drumond, coordenadora geral de campanha.

A juventude comunista preparou uma homenagem para a lutadora, dizendo: “Dia sete vai ser bacana, vamos de Inácio e Eliana, pra decorar, diga outra vez, sou 65 e 65123”, palavras de ordem que foram acompanhadas em coro as centenas de pessoas em plenárias. Os jovens também interagiram com atividades de Le Parkour e Skyline, modalidades de esportes urbanos.

“O nosso patrão é a população de Fortaleza”

“Em meio a uma Câmara cheia de defensores dos interesses que não são o da maioria da população Eliana se destaca, pois é a única vereadora que veio do povo e trabalha para o povo. O nosso patrão é a população de Fortaleza, especialmente a mais carente, que tanto foram atendidas nos seus direitos pelo mandato de Eliana. Sem essa mulher de fibra a Câmara de Fortaleza é menor e me arrisco a dizer com menor credibilidade. É nossa missão e ir atrás de cada conhecido, de cada parente de cada amigo e dizer que Eliana é a melhor opção. Vamos tornar Eliana a mulher mais votada desta cidade”, convocou Inácio.

“Eu tenho história”

Eliana Gomes convidou a multidão presente no ato para se engajar nessa batalha, na reta final da campanha. “Eu tenho história, dediquei minha vida à minha luta e ao longo desses anos como vereadora provei que é possível fazer mais pela juventude, pelas mulheres, pelos negros e negras, pela diversidade sexual, pelos direitos humanos, pelas pessoas com deficiência, pela cultura, pela moradia, pela educação, pelo esporte, pelo lazer, pelo direito à cidade, e pelos cidadãos de Fortaleza”.

A parlamentar confirmou os motivos que a levam a disputar novamente uma vaga na Câmara de Fortaleza. “Quero continuar sendo a vereadora do povo, que aprendeu com as camadas mais populares e progressistas dessa cidade. Vamos mobilizar, vamos pedir o voto livre e consciente. Cada um aqui tem a missão de conquistar pelo menos mais 20 votos, pois preciso de 10 mil votos para voltar a ser a vereadora que coloca o seu mandato como real manifestação do interesse público, dever do político, da boa política e de quem acredita na transformação social. Nosso povo precisa melhorar cada vez mais de vida! Vamos até a vitória, no dia sete de outubro! Vote Eliana 65123 e vote Inácio 65”, disse a parlamentar em animado discurso, que levantou a plenária.

Depoimentos de apoiadores de Eliana

10 propostas de quem tem Coragem pra Lutar


Propostas

Coragem pra Lutar por Moradia e Habitação

Moradia e Habitação

Permanecer lutando pela ampliação, com participação popular, dos programas, projetos e políticas públicas de habitação no município, assim como pela real regulamentação do Plano Diretor de Fortaleza (PDFor) e pelo resgate das Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) destinadas para moradia e proteção ao meio ambiente;
Coragem pra Lutar com as Mulheres

Mulheres

Garantir a aprovação e o funcionamento do Conselho Municipal da Mulher, apoiando a luta por políticas públicas de atenção às questões de gênero e propondo a criação da Secretaria Especial da Mulher de Fortaleza.
Coragem pra Lutar pelo Direito à Cidade

Direito à Cidade

Propor a ampliação do quadro de Fiscais Municipais com a reestruturação do método e das condições de trabalho desses (as) profissionais, buscando a promoção do direito à cidade pela fiscalização e o controle urbano em diversas áreas.
Coragem pra Lutar pela Infância e pela Juventude

Infância e pela Juventude

Cobrar a construção de mais creches municipais e a efetivação do Plano Municipal de Juventude, propondo medidas para ampliar as políticas públicas para crianças e jovens nas áreas de educação, saúde, cultura, emprego e renda, segurança, prevenção ao uso de drogas, tratamento público da dependência química e combate à exploração sexual ecomercial de crianças e adolescentes.
Coragem pra Lutar pelo Meio Ambiente

Meio Ambiente

Permanecer lutando pela ampliação, com participação popular, dos programas, projetos e políticas públicas de habitação no município, assim como pela real regulamentação do Plano Diretor de Fortaleza (PDFor) e pelo resgate das Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) destinadas para moradia e proteção ao meio ambiente.
Coragem pra Lutar pelos Direitos Humanos

Direitos Humanos

Apresentar propostas que permitam a ampliação das políticas públicas municipais na área dos Direitos humanos, em especial as destinadas às pessoas com deficiência, idosos (as), negros (as) e ao segmento LGBT, bem debater as propostas apresentadas nas conferências municipais desses segmentos e a implementação de programas como o Brasil sem Homofobia, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos das Mulheres e outros que promovam o respeito à diversidade humana em Fortaleza.
Coragem pra Lutar por Segurança e Cidadania

Segurança e Cidadania

Propor medidas que contribuam para a segurança e a cidadania dos (as) fortalezenses sem criminalização da pobreza, da juventude e de grupos socialmente excluídos, cobrando do governo municipal a instalação e o pleno funcionamento dos Conselhos Tutelares para a segurança das crianças e adolescentes e mantendo a cobrança para que o governo estadual construa mais uma Delegacia da Mulher em Fortaleza.
icone educacao e cultura

Educação, Cultura e Esportes

Tornar políticas públicas os projetos que propõem a abertura de escolas municipais nos finais de semana para atividades de cultura e esporte (Projeto de Indicação 80/2012), a disposição de grandes vias para práticas de vida saudável nos sábados e domingos (Projeto de Indicação 35/2009) e a destinação de áreas para prática de esportes radicais nas praças da cidade (Projeto de Indicação 02/2008).
Coragem pra Lutar pelos Trabalhadores

Trabalhadores

Apoiar a organização dos (as) trabalhadores (as) de todas as áreas por melhores condições de vida e de trabalho, debatendo questões como os Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), as lutas específicas de várias categorias e a redução da jornada de trabalho sem redução de salários.



Fonte: Assessoria Eliana Gomes

UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA - Eleger Orlando Silva 65 100 Vereador de São Paulo é um tapa na cara da imprensa golpista e mentirosa, é ter um homem de luta na Câmara. Conheçam sua história!













 

 

 
  

No dia 07 de outubro, vote 65 e mude a sua cidade para melhor!


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mais uma piada sem graça de Gentili: "Quantas bananas você quer" - Portal Vermelho

Mais uma piada sem graça de Gentili: "Quantas bananas você quer" - Portal Vermelho

O redator Thiago Ribeiro, 29 anos, estava cansado dos ataques à comunidade negra realizados pelo comediante Danilo Gentili, quando editou e postou no Youtube um vídeo que enfatiza o conteúdo racista em suas piadas. Depois de travar embate e ser ofendido pelo humorista, Thiago quer que humorista seja punido por racismo. A deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) que vai encaminhar material à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em sete horas, o vídeo produzido obteve 800 visualizações, inclusive uma visualização do próprio Gentili, que conseguiu tirar o vídeo do Youtube por meio da cláusula de uso de imagem.

Fora do Youtube, mas ainda no Twitter e Facebook, o vídeo que rendeu muitos comentários foi o primeiro passo da ação que Ribeiro planejava. Ele escreveu uma carta-denúncia que cita trechos do programa televiso de Gentili intitulado "Agora é tarde", que seria apresentada às autoridades e à TV Bandeirantes.

No último domingo, via seu perfil no Twitter (@LasombraRibeiro), Thiago interpelou Gentili sobre o conteúdo da carta e recebeu a seguinte resposta: "Sério @LasombraRibeiro vamos esquecer isso... Quantas bananas você quer pra deixar essa história pra lá?".

Após alguns minutos, Gentili apagou o post, mas Ribeiro, que é negro, já havia salvado a imagem da mensagem ofensiva do comediante. Depois da mensagem do comediante, seus seguidores começaram também a agredir e reforçar o teor racista do comentário de Gentili com frases como: "Indo levar umas bananas pro @Lasombraribeiro para ele ficar quieto", do perfil de @BiahNunes_; "(Sic) CHICOTADAS NELE pfvr", escrito por @jaqporra e "Ele nem é tão negro, ele sabe fazer um Twitter e sabe tirar print" de @RaquelRangel0.

Esse último zombava de um comentário de Thiago Ribeiro que afirmava estar com todas as telas com as provocações racistas salvas. Todos os prints podem ser vistos na página do Facebook de Thiago.

Na segunda-feira (1º), Ribeiro enviou uma denúncia ao Ministério Público de São Paulo e à Policia Federal sobre o ocorrido. Na terça-feira (2), foi à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania e à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, onde foi feito o Boletim de Ocorrência. Thiago apresentou sua carta-denúncia, bem como os prints das agressões que sofreu na madrugada por Danilo Gentili e seus seguidores.

Em sua caminhada por justiça, chegou ao gabinete da deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) para formalizar denúncia na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A Comissão deverá ouvir o também apresentador de um programa na TV Bandeirantes. Na quarta (3), também relatou o ocorrido à Secretaria da Justiça e da Cidadania e à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, onde fez uma carta denúncia e mostrou print screens da mensagem de Gentili.

"Tudo o que eu posso fazer, eu tenho feito. Cabe à Justiça impedir que Gentili continue rindo de nós. Temos que protestar contra esses humoristas racistas que acham que estão acima da lei", afirmou Ribeiro em sua carta-denúncia.

Ribeiro pretende ainda questionar a TV Bandeirantes sobre como e por que aceitam a prática de racismo. "Sei que Danilo tem uma equipe de apoio da TV que o orienta, ou seja, o canal está conivente com a situação", afirma.

A expectativa de Ribeiro é que Gentili seja condenado e saia da televisão ou ainda seja impedido de propagar piadas com teor racista, assim como se retrate com o povo negro. "Além disso, devo processá-lo por danos morais, já que ele fez uma postagem racista direcionada a mim", conta.

A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania garantiu a Ribeiro que vai atrás de cada postagem racista emitida também pelos seguidores de Gentili. Vale lembrar que Ribeiro tem o print de cada comentário.

A certeza da Impunidade

A carta-denúncia redigida por Thiago Ribeiro baseia-se na Lei Estadual nº 14.187/2010 que fala de penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de atos de discriminação racial. E, na Lei Federal nº 7.716/1989, Artigo 20: "Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional".

Os comentários de Gentili e seus seguidores são tão escancaradamente racistas que chegam a refletir a certeza da impunidade. Ainda na carta, Ribeiro pede "uma ação efetiva por parte da Justiça Brasileira para inibir o racismo explícito praticado normalmente no programa de Gentili".

"Vou seguir em frente com essa história, e se o Estado se mostrar omisso, não hesitarei em levar essa questão às instâncias internacionais da Organização dos Estados Americano (OEA) e da Organização das Nações Unidas (OUN)", finaliza.

Em apoio à iniciativa de Ribeiro, até um tuitaço foi realizado nesta semana.

Para acompanhar os desdobramentos dessa história, siga o perfil de Thiago Ribeiro no Twitter: @Lasombraribeiro ou visite o seu blog Renovação Negra.

Com informações de Geledés Instituto da Mulher Negra

Foto: Wikimeadia Commons

Lula declara apoio a Orlando Silva na televisão

Fundação Maurício Grabois :: João Carlos Haas Sobrinho: homenagens ao médico guerrilheiro (Notícias)

Fundação Maurício Grabois :: João Carlos Haas Sobrinho: homenagens ao médico guerrilheiro (Notícias)
O último domingo (30) marcou os 40 anos da morte de João Carlos Haas Sobrinho, médico, combatente da Guerrilha do Araguaia e vítima da ditadura. Durante o fim de semana, parentes, amigos e admiradores se reuniram para reverenciar este herói nacional.
Na manhã de sábado (29), no novo Centro Administrativo do Município de São Leopoldo (RS), em frente ao busto do Dr. Juca - apelido do médico durante a guerrilha -, o Movimento Nacional dos Direitos Humanos (MNDH) prestou sua homenagem. A família e amigos de João Carlos, além de militantes de seu partido e dos direitos humanos fizeram questõa de comparecer.
Leia aqui artigo de Sônia Haas sobre seu irmão, João Carlos Haas Sobrinho: "Filho de São Leopoldo, filhos do Brasil"
“Eu via ele como uma pessoa incapaz de matar uma formiga. Mas ele já achava que a solução viável para combater a ditadura era a guerra civil”, conta Marco Aurélio Bemvenuti, 69 anos, amigo de juventude do guerrilheiro.
“A lembrança que tenho dele é de uma criança muito tímida, mas também muito inteligente”, recorda a prima Maria Luíza Linck. No mesmo dia, o médico foi homenageado ainda no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo, quando o diretor, Márcio Linck, recebeu de Sônia Maria Haas, irmã de João Carlos, um álbum digital com fotos, documentos e curiosidades relacionados a João Carlos.
Na sexta-feira (28), um ato no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) também exaltou a memória de João Carlos Haas. O médico Bruno Costa, que foi colega do guerrilheiro, manifestou-se contra atos como os praticados na ditadura, em que adversários políticos eram tratados como inimigos. "A partir do AI-5 nenhuma outra opção de luta se apresentava. A crueldade da ditadura tirou a vida de milhares de nossos jovens, obstruiu os caminhos normais e democráticos", lamentou o médico.
O presidente do Centro Acadêmico Sarmento Leite – que completa 100 anos - Artur Píccaro, ressaltou a importância de reverenciar o guerrilheiro. “A chance de homenagear Haas Sobrinho nesses 100 anos de história é muito importante para nós como Centro Acadêmico. É uma honra conhecer familiares de pessoas que definitivamente representam o verdadeiro espírito acadêmico", disse o Píccaro, que entregou uma placa homenageando o médico.
"Um exemplo"
Entre os familiares e amigos do médico João Carlos Haas Sobrinho, estiveram presentes as irmãs Tânia, Elena e Sônia, que também entregou ao museu um álbum denominado "Nenhum sacrifício terá sido em vão", com fotos, histórico e documentos do médico desaparecido no Araguaia em 30 de setembro de 1972.

Sônia Haas falou das emoções, da angústia da família e do processo de valorização e preservação da memória do familiar e das tratativas com relação à busca por mais informações do Estado sobre o caso. "É algo que é mais forte que a dor, mais forte que a saudade: o momento em que passamos a nos sentir mais como cidadãos brasileiros, que acho que é o que todos vieram fazer aqui hoje. Estamos aqui cumprindo um dever de cidadãos, temos uma série de outras histórias esquecidas nessa jornada", disse Sônia.

Segundo ela, a trajetória de João Carlos é exemplar. “Ele seguiu por um caminho de busca  de um ideal. Fez um trabalho muito bonito, com marcas indeléveis, que encontramos até hoje por onde em passou. [É preciso] mostrar esse exemplo, para que as novas gerações conheçam e para que tudo isso não tenha sido em vão”, afirmou.
Breve biografia

Em 1963, enquanto cursava Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), João Carlos Haas Sobrinho foi eleito presidente do Centro Acadêmico Sarmento Leite. Após o golpe militar, teve a matrícula cassada ao ser preso pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) por ser militante de esquerda. Após liberado, a Ufrgs voltou atrás e Haas se formou.
Em 1966, integrou o terceiro grupo de brasileiros ligados ao PCdoB que foram para a China, fazer treinamento de guerrilha. No ano seguinte, de volta ao Brasil, instalou-se no sul do Maranhão, na cidade de Porto Franco, onde abriu um hospital para atender à população da região, carente de assistência.
Em 1969, deixou Porto Franco e rumou para a região do Araguaia, onde, além de medicar crianças e doentes do lugar, atuou como comandante-médico dos grupamentos armados que formariam a guerrilha no Araguaia.  30 de dezembro de 1972, morreu em combate contra fuzileiros navais do Exército Brasileiro no Pará. Até hoje, é dado como desaparecido pelo Exército.

Com Jornal Vale dos Sinos e Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul

Maurício Grabois, o centenário de um herói do povo brasileiro - PCdoB. O Partido do socialismo.

Maurício Grabois, o centenário de um herói do povo brasileiro - PCdoB. O Partido do socialismo.

Maurício Grabois, o centenário de um herói do povo brasileiro

Nascido em 1912, Maurício Grabois completaria 100 anos neste 2 de outubro. Mais que um dirigente destacado do Partido Comunista do Brasil, Grabois foi um herói do povo brasileiro. Ao tombar lutando nas selvas do Araguaia, semeou o solo desta Nação com as sementes da coragem que até hoje frutificam na luta dos que acalentam sonhos de justiça e igualdade para seu povo. Sua história e seu legado precisam e merecem ser cultivados pelas atuais e futuras gerações.

Por Renato Rabelo*
Na apresentação da biografia de Maurício Grabois – que será relançada em breve –, o camarada Quartim de Moraes registra que “do gesto à palavra, do punho erguido à mão estendida, do tiroteio ao debate, na ofensiva e na defensiva, são militantes imprescindíveis como Grabois que conferem consistência histórica aos partidos portadores de um programa revolucionário”.

Filho de judeus ucranianos que vieram para o Brasil durante a onda migratória do século 20, Grabois nasceu em Campinas, no interior de São Paulo, mas ainda criança percorreu o Brasil com os pais, morando em cidades diversas até que a família se fixasse em Salvador, onde ele e seu irmão caçula (José) receberam novos registros de nascimento. Assim, Maurício Grabois, paulista de nascença, passou oficialmente a ser meu conterrâneo, um novo baiano que carregaria para o resto de sua vida os traços de alegria, simpatia e coragem que são marcas comuns ao povo da Bahia.

Em 1931, com pouco menos de 20 anos, Grabois ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Pouco tempo depois, sob a influência de jovens amigos revolucionários, aderiu à Federação da Juventude Comunista e logo em seguida entrou para o Partido Comunista do Brasil. Começava ali uma trajetória militante que converteria definitivamente sua vida numa jornada de combates em defesa da liberdade, dos trabalhadores, do Brasil e do socialismo.

Desde o levante da Aliança Nacional Libertadora (ANL), em 1935, até a derradeira batalha contra a ditadura nas selvas do Araguaia, Maurício Grabois se fez presente em todas as lutas do povo brasileiro, enfrentando com bravura as perseguições promovidas contra os comunistas na maior parte deste período conturbado da nossa história. Marinho, Joaquim, Amadeu, Celso foram alguns dos nomes que ele teve de adotar para despistar a repressão enquanto esteve na clandestinidade.

As batalhas que travou em nome da causa socialista se deram em diversos fronts. Um dos mais profícuos foi na frente de comunicação e elaboração teórica. Jornalista nato, Grabois foi um dos responsáveis pelo resgate do jornal A Classe Operária, órgão central do Partido Comunista do Brasil e, nas décadas seguintes, ajudou na criação de diversos outros instrumentos de agitação e propaganda das ideias comunistas.

No final da década de 1930, Maurício Grabois já integrava o núcleo nacional de direção do Partido e foi, desde então, um dos pilares da construção e da resistência partidária ao lado de outros dirigentes como João Amazonas, Luiz Carlos Prestes, Amarílio Vasconcelos, Pedro Pomar, Diógenes Arruda e tantos outros.

Em meados da década de 1940, com o Partido fortalecido e vivendo um de seus breves momentos de legalidade, o coletivo dirigente do qual Grabois fazia parte ajudou a democracia brasileira a alcançar êxitos notáveis, entre eles a convocação da Assembleia Nacional Constituinte e a realização de eleições em dezembro de 1945, nas quais foram eleitos Grabois e mais treze deputados comunistas, além do senador Luiz Carlos Prestes. Era a segunda grande vitória dos comunistas desde a reorganização da legenda na Conferência da Mantiqueira. Quase oito meses depois, o país recebeu a Constituição que enterrou os entulhos do Estado Novo.

O escritor Jorge Amado, que integrou a mesma bancada constituinte, escreveu em suas memórias que Grabois era, de todos os parlamentares comunistas, o de maior vocação, “um brilhante deputado”. “Não da mesma forma que era brilhante Marighella: diferente, menos zombador, mais malicioso”, escreveu. “Recordo ainda hoje um discurso que Maurício pronunciou às vésperas da cassação da bancada comunista, respondendo a Flores da Cunha que nos acusara de traidores da pátria. Um primor de discurso, de exemplar dignidade”, registrou Jorge Amado, enfatizando que, além de companheiros, tinham sido amigos.

Com os mandatos comunistas cassados em 1947, Grabois passou a atuar com afinco, tanto no plano teórico como na articulação política, para que o Partido Comunista mantivesse o rumo revolucionário.

Grabois deixou uma vasta e respeitada obra que analisa diferentes aspectos da teoria marxista e da realidade brasileira. Muito do que escreveu serviu de orientação política para ajudar nos embates que garantiram a passagem do país pelos governos de Juscelino Kubitscheck e João Goulart, em seu início, sem retroceder ao regime de força que combatera no final dos anos 1930.

Ao lado de Amazonas e Pomar, Grabois foi artífice e dirigente da reorganização histórica do PCdoB em 1962. E alguns anos depois comandou uma frente de resistência heroica à ditadura militar, liderando os combatentes que se embrenharam na selva amazônica e protagonizaram a famosa Guerrilha do Araguaia. Nela, Grabois tombou em combate, em 25 de dezembro de 1973, aos 61 anos. Também no Araguaia tombou seu filho André Grabois, junto com outras dezenas de guerrilheiros que combateram o bom combate em prol de um Brasil democrático com justiça e igualdade para seu povo.

Quatro décadas depois, a sociedade brasileira – em especial os familiares – ainda reclama o resgate dos restos mortais dos guerrilheiros e camponeses assassinados no Araguaia, até hoje tidos como “desaparecidos”. Neste sentido, o Estado brasileiro acumulou uma dívida histórica que só agora começa a ser quitada com a abertura dos arquivos da ditadura e a constituição da Comissão da Verdade, encarregada de esclarecer as graves violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988.

Memória e legado


No último mês de março, promovemos no Rio de Janeiro uma grande festa para celebrar os 90 anos do Partido Comunista do Brasil. Na mesma cidade onde o Partido foi fundado em 1922, celebramos agora, com um novo evento, o centenário de Maurício Grabois. E o fazemos num ambiente de conquistas para o povo brasileiro, com avanço da nossa democracia, inserção soberana e altiva do Brasil no mundo e diminuição histórica da desigualdade.

Ao mesmo tempo, celebramos a trajetória histórica dos comunistas num momento de franca expansão e de fortalecimento do nosso Partido. O PCdoB cresce em ritmo acelerado, ultrapassa marcas históricas em número de filiados e de militantes; está presente em todos os níveis de governo (da presidência da República a prefeituras), tem uma bancada parlamentar atuante e muito respeitada, uma presença forte e ativa nos movimentos sociais, atuando como força dirigente em muitas organizações populares e de trabalhadores. Na campanha eleitoral em curso, os comunistas ganham protagonismo inédito na disputa de poder local com candidaturas competitivas em diversas capitais e cidades importantes do país. No exterior, o PCdoB é reconhecido e respeitado pelas organizações e os partidos revolucionários de todos os quadrantes.

Estes resultados não são obra exclusiva da atual geração. Foi graças à militância abnegada de diversas gerações de comunistas e lutadores do povo que acumulamos forças para chegar a esta conjuntura positiva para o Partido, para o Brasil e seu povo. Ainda temos enormes desafios pela frente até alcançarmos o objetivo maior de construção de uma sociedade socialista. E são exemplos como o de Maurício Grabois, que deu a vida em prol desta causa, que nos animam a continuar a jornada pela emancipação definitiva dos trabalhadores e do povo.

* Renato Rabelo é presidente nacional do Partido Comunista do Brasil

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Programa Inácio 65 - No dia 7 de outubro VOTE 65

CTB realiza atos no Rio de Janeiro e na Bahia pelo Dia Internacional de luta da Federação Sindical Mundial



A Federação Sindical Mundial (FSM), a CTB Rio de Janeiro e o  Sindicato dos Metalúrgicos (Sindimetal-Rio) realizaram nesta quarta-feira (03) uma manifestação na indústria Nuclep  pela defesa dos direitos fundamentais dos trabalhadores e dos povos. O ato também serviu para debater a campanha salarial da categoria.
ctb jornada
O ato contou com a presença do vice-presidente da FSM e secretário adjunto de Relações Internacionais da CTB, João Batista Lemos, que destacou a participação dos trabalhadores da Nuclep: “Nós temos em vocês um exemplo de trabalhadores que têm consciência que nós não estamos aqui apenas para gerar o lucro da empresa, mas para defender os interesses da classe trabalhadora”.
“Nós lutamos pela emancipação da classe, contra a desigualdade social, e essa luta é internacional. Ainda estamos debaixo de uma crise, criada pelo capital financeiro e que se estendeu para a Europa. A FSM em todo mundo está respondendo que quem deve pagar pela crise são os banqueiros, os capitalistas. Por isso, é importante a participação de vocês neste ato internacionalista”, declarou Batista.
ctb jornada3
Neste ano, o ato teve como bandeiras a defesa da saúde pública, da educação pública, alimentação para todos, medicamentos para todos e moradia digna para todas as famílias.
O ato também contou com a participação do vereador do Rio, Roberto Monteiro, que saudou a luta internacional dos trabalhadores e a importância de manter viva a luta do povo. Segundo ele, “para conquistar direitos cada vez mais temos que lutar, reforçar o direito ao estudo, à dignidade de cada família. É fundamental atividades como essa para o amadurecimento da classe trabalhadora. Parabéns a todos vocês”.
Campanha salarial
Após os discursos do ato internacionalista, o presidente em exercício do Sindimetal e presidente da CTB-RJ, Maurício Ramos, relatou o atual momento da campanha salarial:
“Na Firjan estamos vendo uma falta de diálogo nesta campanha salarial. Não há retorno, nós reivindicamos 11% de aumento (INPC + aumento real + produtividade). Estamos pedindo um cartão alimentação de R$ 300,00. A resposta da Firjan é de 5,5%, e zero de cartão alimentação. Isso não nos deixa outro caminho a não ser construir uma grande mobilização. Precisamos sair das nossas fábricas e ocupar as ruas para dizer bem alto que não aceitamos esse arrocho”.
ctb jornada2
Por Marcos Pereira - CTB-RJ


CTB-BA realiza ato no Dia Internacional de Luta em defesa dos direitos dos povos


Em Salvador, a CTB-Bahia convocou diversas categorias, como os bancários, a participarem do protesto da jornada internacional de luta, promovido em frente ao Bradesco do Comércio.
CTB jornada luta3
ctb ato1
A pauta de reivindicações dos trabalhadores é extensa, com destaque para a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários e a defesa do emprego e dos direitos em momento de crise econômica global.
Por isso, a mobilização de todos é necessária. “O povo tem que mostrar indignação. Tem que cobrar que 10% do PIB sejam direcionados à educação”, ressalta o presidente da CTB-Bahia, Adilson Araújo.  
CTB jornada lutaO ato também tem como objetivo exigir o fim do fator previdenciário e a conquista da isenção do imposto de renda na PLR dos trabalhadores. “Quando recebemos a PLR após muita luta, o Leão abocanha 15%”, explica o vice-presidente do Sindicato da Bahia (SEEB), Augusto Vasconcelos.
A atividade fez parte da programação internacional jornada definida pela Federação Sindical Mundial (FSM) na luta por bandeiras pelo direito à alimentação, água potável, saneamento, medicamento gratuito para a população, emprego de qualidade, moradia, 10% do PIB para a educação, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e reforma agrária.
No Brasil, mobilizações semelhantes acontecem em Minas gerais, Rio de Janeiro, entre outros.
Portal CTB com SEEB

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Eric Hobsbawm: até sempre! - Entrevista em o Outro Lado da Notícia

Eric Hobsbawm: até sempre!
“É melhor ter jovens se sentindo de esquerda a jovens que sentem que a única coisa a fazer é conseguir um emprego na bolsa de valores.”
Do IHU
“Hoje, ideologicamente, eu me sinto mais em casa na América Latina, porque continua a ser uma parte do mundo onde as pessoas ainda falam em conduzir a sua política na língua antiga, na linguagem do comunismo, socialismo e marxismo dos séculos XIX e XX.”
“Eu acho que nós precisamos defender o que a maioria das pessoas pensa, que é basicamente o fornecimento de bem-estar do berço ao túmulo.”
Eric Hobsbawm: uma conversa sobre Marx, revoltas estudantis e a nova esquerda

Hampstead Heath, no frondoso norte de Londres, tem orgulho de fazer parte da história do marxismo. Era lá, aos domingos, que Karl Marx ia a pé até a casa de sua família, recitando Shakespeare e Schiller, ao longo da Parliament Hill, para uma tarde de piqueniques e poesia. Em um dia de semana, ele se juntaria a seu amigoFriedrich Engels, que morava perto, para uma caminhada rápida em torno do parque, onde os “velhos londrinos”, como eram conhecidos, refletiam sobre a Comuna de Paris, a Segunda Internacional e a natureza do capitalismo. A reportagem é de Tristram Hunt, publicada no suplemento dominical The Observer, do jornal The Guardian, 16-01-2011. A tradução é de Anne Ledur.

Hoje, em uma rua secundária que parte do parque, a ambição marxista permanece viva na casa de Eric Hobsbawm. Nascido em 1917 (em Alexandria, no Egito, então sob o protetorado britânico), ele não os conhecia pessoalmente, é claro, mas, conversando com Eric em sua arejada sala da frente, preenchida com fotos de família, honras acadêmicas e objetos culturais de toda uma vida, há quase uma sensação palpável de conexão com esses homens em sua memória.
A última vez que eu entrevistei Eric, em 2002, foi quando sua brilhante autobiografia, Tempos Interessantes – que narra a sua juventude na República de Weimar, seu amor ao jazz e a transformação do estudo da história na Grã-Bretanha – apareceu com grande sucesso. Também foi em meio a outro cíclico ataque da mídia, no rastro da publicação do livro anti-Stalin, de Martin Amis, Koba The Dread, sobre a adesão deEric ao Partido Comunista. O “professor marxista” do Daily Mail não iria procurar, como ele dizia, “a aprovação, acordo ou simpatia”, mas sim, a compreensão histórica de vida de um século XX moldado pela luta contra o fascismo.
Desde então, as coisas mudaram. A crise global do capitalismo, que causou estragos na economia mundial desde 2007, transformou os termos do debate. De repente, a crítica de Marx sobre a instabilidade do capitalismo tem desfrutado de um ressurgimento. “Ele está de volta”, gritou o The Times, no outono de 2008, quando as bolsas de valores despencaram, os bancos foram sumariamente nacionalizados e o presidente Sarkozy, da França, foi fotografado folheando Das Kapital. Até o Papa Bento XVI elogiou Marx: “grande habilidade analítica”. Marx, o grande ogro do século XX, foi reanimado pelos campus e organizou reuniões de filiais e escritórios editoriais.
Então, à luz da queda, parecia não haver melhor momento para Eric reunir seus ensaios mais célebres sobre Marx em um único volume, juntamente com um novo material sobre o marxismo. Para Hobsbawm, o dever contínuo de se envolver com Marx e seus vários legados (incluindo, neste livro, alguns bons novos capítulos sobre Gramsci) era obrigatório.
Mas Eric se modificou. Ele sofreu uma queda feia no Natal e não pôde mais escapar das limitações físicas de seus 93 anos. Mas seu humor e hospitalidade, e de sua esposa,Marlene, assim como o intelecto, a perspicácia política e a amplitude de visão continuam maravilhosamente lúcidos.
Com um exemplar bastante manuseado do Financial Times sobre a mesa de café, Eric passou ininterruptamente da classificação de Lula nas pesquisas para as dificuldades ideológicas enfrentadas pelo Partido Comunista em Bengala Ocidental, para as convulsões na Indonésia após o “crash” mundial em 1857. A sensibilidade global e a falta de paroquialismo, sempre como uma força de seu trabalho, continuam a moldar sua política e sua história.
E depois de uma hora falando de Marx, materialismo e a contínua luta pela dignidade humana em face das rajadas de livre mercado, você deixa o terraço Hobsbawm Hampstead – perto dos caminhos onde Karl e Friedrich passeavam – com a sensação de ter tido uma intensa aula com uma das grandes mentes do século XX. E alguém determinado a manter um olhar crítico sobre o XXI. Eis a entrevista.
No cerne deste livro, há um sentimento de reivindicação? Mesmo se as soluções oferecidas uma vez por Karl Marx pudessem deixar de ser relevantes, ele estava fazendo as perguntas certas sobre a natureza do capitalismo, e que o capitalismo, que emergiu nos últimos 20 anos, foi muito do que Marx estava pensando nos anos 1840?
Sim, certamente. A redescoberta de Marx nesse período de crise capitalista é porque ele previu, em 1848, muito mais do mundo moderno do que qualquer outro, o que tem atraído a atenção de um grande número de novos observadores para o seu trabalho – paradoxalmente, primeiro entre os empresários e comentaristas de negócios do que da esquerda propriamente dita. Lembro-me de perceber isso apenas por volta do 150º aniversário da publicação do Manifesto Comunista, quando, à esquerda, não estavam sendo feitos muitos planos para a sua celebração. Eu descobri, para meu espanto, que os editores da revista de voo da United Airlines disseram que queriam fazer algo sobre o Manifesto. Então, um pouco mais tarde, eu estava almoçando com [o financista] George Soros, que me perguntou: “O que você acha de Marx?” Mesmo que nós não concordássemos em muita coisa, ele me disse: “Há definitivamente algo nesse homem”.
O senhor tem a sensação de que o que as pessoas como Soros gostam de Marx é a maneira tão brilhante como ele descreveu a energia, o iconoclasmo e o potencial do capitalismo? Essa foi a parte que atraiu os executivos que voam na United Airlines?
Eu acho que é a globalização, o fato de que ele previu a globalização, de uma globalização universal, incluindo a globalização dos gostos, e de todo o resto, que os impressionou. Mas eu acho que os mais inteligentes também viram uma teoria que permitiu um tipo de desenvolvimento irregular de crise. Porque a teoria oficial nesse período [o final dos anos 1990] descartou a possibilidade de uma crise.
E essa era a linguagem de “um fim a altos e baixos” e indo além do ciclo de negócios?
Exatamente. O que aconteceu a partir da década de 1970, primeiro nas universidades, em Chicago e, eventualmente, em outros lugares, a partir de 1980, com Thatcher e Reagan, era, suponho, uma deformação patológica do princípio de livre mercado por detrás do capitalismo: a economia de puro mercado e a rejeição do estado e da ação pública, que eu acho que nenhuma economia do século XIX realmente praticou, nem mesmo os EUA. E estava em conflito com, entre outras coisas, a maneira com que o capitalismo realmente trabalhou em sua época de maior sucesso, entre 1945 e início dos anos 1970.
Por “maior sucesso”, o senhor quer dizer em termos de aumento do nível de vida nos anos do pós-guerra?
Maior sucesso na medida em que ambos tiveram lucros e garantiram algo como uma população politicamente estável e social e relativamente satisfeita. Não era o ideal, mas foi, digamos assim, um capitalismo com um rosto humano.
E o senhor acha que o interesse renovado em Marx também foi ajudado pelo fim dos estados marxista-leninista. A sombra leninista foi tirada e agora é possível retornar à natureza original dos escritos de Marx?
Com a queda da União Soviética, os capitalistas pararam de ter medo e, assim, tanto eles como nós poderíamos olhar para o problema de uma forma mais equilibrada, menos distorcida pela paixão do que antes. Mas era mais a instabilidade da economia neoliberal globalizada que eu acho que começou a tornar-se tão evidente no final do século. Você vê, em certo sentido, que a economia globalizada foi efetivamente executada pelo que se pode chamar de noroeste global [Europa Ocidental e América do Norte] e eles passaram adiante esse fundamentalismo de mercado ultrarradical. Inicialmente, parecia funcionar muito bem – pelo menos no velho noroeste – embora, desde o início, você podia ver que na periferia da economia global criaram-se terremotos, grandes tremores de terra. NaAmérica Latina, houve uma crise financeira enorme no início dos anos 80. No início de 1990, na Rússia, houve uma catástrofe econômica. E então, no final do século, houve esse quase colapso enorme e global, que veio da Rússia, à Coreia do Sul, à Indonésia e à Argentina. Isso começou a fazer as pessoas pensarem, eu acho, que havia uma instabilidade no sistema de base que elas tinham rejeitado anteriormente .
Estão dizendo que a crise que temos vivido desde 2008 em termos de América, Europa e Grã-Bretanha não é tanto uma crise do capitalismo por si só, mas do capitalismo financeiro moderno ocidental. Ao mesmo tempo, o Brasil, a Rússia, a Índia e a China – os “Bric” – estão fazendo suas economias crescer em modelos cada vez mais capitalistas. Essa é simplesmente nossa vez de sofrer as crises que eles tinham 10 anos atrás?
O aumento real dos países do “Bric” é algo que tem acontecido nos últimos 10 anos, 15 anos, no máximo. Então, pode-se dizer que era uma crise do capitalismo. Por outro lado, acho que há um risco de assumir, como neoliberais e livre negociadores fazem, que há apenas um tipo de capitalismo. O capitalismo é, se você gosta do termo, como uma família, com uma variedade de possibilidades, desde o capitalismo dirigido pelo estado, da França, ao de livre mercado, da América. É, portanto, um erro acreditar que a ascensão dos países do “Bric” é simplesmente a mesma coisa que a generalização do capitalismo ocidental. Não é. A única vez que tentaram importar fundamentalismo de livre mercado por atacado foi para a Rússia, e que se tornou uma falha absolutamente trágica.
O senhor levantou a questão das consequências políticas do “crash”. Em seu livro, o senhor deixa um insistente olhar para os textos clássicos de Marx como fornecimento de um programa político coerente, mas onde o senhor acha que o marxismo entraria como um projeto político hoje?
Eu não acredito que Marx nunca teve, por assim dizer, um projeto político. Politicamente falando, o programa específico de Marx era que a classe trabalhadora deve constituir-se em um organismo com consciência de classe e deve agir politicamente para ganhar poder. Além disso, Marx, deliberadamente deixou isso vago por sua antipatia a coisas utópicas. Paradoxalmente, eu diria que os novos partidos começaram a improvisar, fazer o que eles podiam fazer, sem nenhuma instrução eficaz, o que Marx tinha escrito – apenas algumas idéias a mais sobre a propriedade pública do que o disposto na cláusula IV, nada realmente perto o suficiente para fornecer uma orientação para partidos ou ministros. Minha opinião é que o principal modelo que os socialistas  e os comunistas do século XX tinham em mente eram as economias de guerra dirigidas pelos estados da Primeira Guerra Mundial, que não eram particularmente socialistas, mas forneceram algum tipo de orientação sobre como a socialização poderia funcionar.
O senhor não está surpreso com a falha de nenhum marxista ou esquerda social-democrata não explorar a crise dos últimos anos politicamente? Sentamos aqui há cerca de 20 anos, desde o fracasso de um dos partidos que mais admirou, o Partido Comunista na Itália. O senhor está deprimido pelo estado da esquerda no momento, na Europa e além?
Sim, claro. De fato, uma das coisas que eu estou tentando mostrar no livro é que a crise do marxismo não é só a crise do ramo revolucionário do marxismo, mas do ramo social-democrata também. A nova situação na economia globalizada matou não só marxismo-leninismo, mas também o reformismo social-democrata – que era essencialmente a classe trabalhadora exercendo pressão sobre seus estados nacionais. Mas com a globalização, a capacidade dos Estados para responder a essa pressão efetivamente diminuiu. E assim a esquerda recuou e sugeriu: “Olha, os capitalistas estão fazendo tudo certo, tudo o que precisamos é deixá-los fazer o máximo de lucro e ver se teremos a nossa parte.”
Isso funcionou quando parte dessa divisão tomou a forma de criar estados de bem-estar, mas a partir da década de 1970, isso já não funcionava, e o que você tinha de fazer era, na verdade, o que Blair e Brown fizeram: deixá-los fazer o máximo de dinheiro possível e esperar que o suficiente pingasse para baixo para tornar o nosso povo melhor.
Então, havia a barganha faustiana. Durante os bons tempos, se os lucros fossem saudáveis e os investimentos pudessem ser assegurados para a educação e a saúde, não tínhamos muitas perguntas?
Sim, desde que o padrão de vida melhorasse.
E agora, com os lucros caindo, estamos lutando para obter respostas?
Agora que nós estamos indo para o outro caminho com países ocidentais onde o crescimento econômico é relativamente estático, mesmo em declínio, então a questão das reformas se torna muito mais urgente novamente.
O senhor vê como parte do problema, em termos de esquerda, o fim de uma consciência e uma classe trabalhadora de massa identificável, que tradicionalmente era essencial para a política social-democrata?
Historicamente, é verdade. Foi em volta de partidos da classe trabalhadora que os governos social-democráticos e as reformas se cristalizaram. Esses partidos nunca foram, ou raramente, totalmente classe trabalhadora. Eles foram, em certa medida, sempre alianças: alianças com certos tipos de intelectuais liberais e de esquerda, com minorias religiosas e culturais, e possivelmente com muitos países com diferentes tipos de trabalhadores. Com exceção dos Estados Unidos, a classe trabalhadora permaneceu um bloco maciço, reconhecível por um longo tempo – certamente bem até a década de 1970. Eu acho que a rapidez de desindustrialização no país desempenhou o inferno, não só com o tamanho, mas também, com a consciência da classe trabalhadora. E não há nenhum país hoje em que a classe industrial em si é suficientemente forte.
O que ainda é possível é que as formas da classe trabalhadora, o esqueleto de movimentos sociais mais amplos mudem. Um bom exemplo disso, à esquerda, está no Brasil, que tem um caso clássico de um partido trabalhista, o Partido dos Trabalhadores, do final do século, com base em uma aliança de sindicatos, trabalhadores em geral, pobres, intelectuais, ideólogos e tipos variados de esquerdistas, que produziu uma notável coalizão governante. E você não pode dizer que é mal-sucedida, após oito anos de governo com um presidente que sai com 80% de índice de aprovação. Hoje, ideologicamente, eu me sinto mais em casa na América Latina, porque continua a ser uma parte do mundo onde as pessoas ainda falam em conduzir a sua política na língua antiga, na linguagem do comunismo, socialismo e marxismo dos séculos XIX e XX.
Em termos de partidos marxistas, algo que se destaca em seu trabalho é o papel dos intelectuais. Hoje, vemos uma grande euforia nos campus, como aconteceu com você, em Birkbeck, com reuniões e comícios. E se olharmos para as obras de Naomi Klein e David Harvey, ou o desempenho de Slavoj Zizek, não há entusiasmo. O senhor está animado com esses intelectuais do marxismo hoje?
Eu não tenho certeza se houve uma grande mudança, mas não há dúvida: durante os cortes do atual governo, haverá uma radicalização dos estudantes. Isso é uma coisa positiva. No lado negativo… se você olhar para o última radicalização massiva de estudantes, em 68, não chegou a ser tanto assim. No entanto, como eu pensei e continuo a pensar, é melhor ter jovens se sentindo de esquerda a jovens que sentem que a única coisa a fazer é conseguir um emprego na bolsa de valores.
E o senhor acha que homens como Harvey e Zizek desempenham uma espécie de papel útil nisso?
Eu suponho que Zizek é descrito com justiça como um performer. Ele tem esse elemento de provocação, que é muito característico, e ajuda a interessar as pessoas, mas eu não estou certo de que as pessoas que estão lendo Zizek estão muito perto de repensar os problemas da esquerda.
Deixe-me passar do oeste para o leste. Uma das questões urgentes que o senhor pergunta nesse livro é se o Partido Comunista Chinês pode desenvolver e responder ao seu novo lugar no cenário global.
Esse é um grande mistério. O comunismo se foi, mas um importante elemento do comunismo na Ásia permanece, ou seja, o Partido Comunista dirigindo a sociedade chinesa. Como isso funciona? Na China há, penso eu, um maior grau de consciência do potencial de instabilidade da situação. Há provavelmente uma tendência a fornecer mais espaço de manobra para um rápido crescimento da classe média intelectual e setores de educação da população, que, afinal, é medido em dezenas, talvez centenas de milhões. Também é verdade que o Partido Comunista na China parece estar contratando uma liderança abundantemente tecnocrática.
Mas como você junta tudo isso, eu não sei. A única coisa que eu acho que é possível com esta rápida industrialização é o crescimento dos movimentos trabalhistas. Ainda não se sabe até que ponto o PCC poderá encontrar espaço para as organizações trabalhistas ou se irá considerá-las inaceitáveis, assim como considerou as demonstrações na Praça Tiananmen.
Vamos falar sobre política aqui na Grã-Bretanha para obter o seu sentido da coalizão. Parece-me que há um ar de 1930 em termos de ortodoxia fiscal, cortes de gastos e desigualdades de renda, com David Cameron como uma figura quase como Stanley Baldwin. Qual é a sua leitura disso?
Por trás de vários cortes sendo sugeridos, com a justificativa de se livrar do déficit, parece claramente estar uma sistemática e ideológica exigência para a desconstrução, a semiprivatização dos antigos arranjos – seja o sistema de pensões, o sistema de bem-estar social, o sistema escolar, ou mesmo o sistema de saúde. Essas coisas, na maioria dos casos, não foram na verdade dispostas em qualquer um dos manifestos, nem no Conservador, nem no Liberal e, olhando de fora, esse é um governo muito mais radicalmente de direita do que parecia à primeira vista.
E qual o senhor acha que deveria ser a resposta do Partido Trabalhista?
O Partido Trabalhista, em geral, não foi uma oposição muito eficaz desde as eleições, em parte porque passou meses e meses elegendo seu novo líder. Acho que o Partido Trabalhista deveria, por um lado, ter pressionado muito mais nos últimos 13 anos. O período não foi do colapso ao caos – na verdade, a situação melhorou e, em particular, em áreas como escolas, hospitais e uma variedade de outros avanços culturais -, então, a ideia de que, de alguma forma ou outra, tudo precisa ser retirado e moído a pó não é válida. Eu acho que nós precisamos defender o que a maioria das pessoas pensa, que é basicamente o fornecimento de bem-estar do berço ao túmulo.
O senhor conheceu Ralph Miliband e, como família Miliband, são velhos amigos. O que o senhor acha que Ralph fez da disputa entre seus filhos e o resultado de Ed, liderando o partido?
Bem, como um pai, ele obviamente não poderia deixar de estar um pouco orgulhoso. Ele certamente seria muito mais à esquerda do que seus dois filhos. Acho que Ralph estava realmente decidido com a demissão do Partido Trabalhista e da via parlamentar – e esperando que, de alguma forma, fosse possível que um partido socialista adequado pudesse surgir. Quando Ralphfinalmente se reconciliou com o Partido Trabalhista, foi no menor período de vida útil, ou seja, no período Bennite, quando ele realmente não fez muito. No entanto, acho que Ralph esperava por algo muito mais radical do que seus filhos parecem fazer.
O título de seu novo livro é How to Change the World. O senhor escreve, no último parágrafo, que “a superação do capitalismo ainda soa plausível para mim”. É a esperança intacta que o mantém trabalhando, escrevendo e pensando até hoje?
Não há coisa como a esperança intacta nos dias de hoje. How to Change the World é um relato do que o marxismo fundamentalmente fez no século XX, em parte através dos partidos social-democratas, que não foram diretamente derivados de Marx, e de outros partidos – Partido Trabalhista, partidos operários, e assim por diante -, que permanecem como governo ou potencialmente de governo em todos os lugares. E, segundo, através da Revolução Russa e todas as suas consequências.
O legado de Karl Marx, um profeta desarmado inspirando mudanças importantes, é inegável. Não estou dizendo deliberadamente que não há qualquer perspectiva equivalente agora. O que estou dizendo é que os problemas básicos do século XXI exigem soluções que nem o mercado puro, nem a democracia liberal pura podem lidar adequadamente. E, nessa medida, uma combinação diferente, uma mistura diferente de público e privado, da ação do Estado, e controle, e liberdade teria de ser trabalhada.
Como você vai chamar, eu não sei. Mas pode muito bem deixar de ser capitalismo, certamente não no sentido em que o conhecemos nesse país ou nos Estados Unidos.

Marx e a crise contemporânea do capitalismo - César Benjamin

Marx e a crise contemporânea do capitalismo
Marx_das_Kapital
CESAR BENJAMIN

Karl Marx manda lembranças

O que vemos não é erro; mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas

Da Folha de S. Paulo
AS ECONOMIAS modernas criaram um novo conceito de riqueza. Não se trata mais de dispor de valores de uso, mas de ampliar abstrações numéricas. Busca-se obter mais quantidade do mesmo, indefinidamente. A isso os economistas chamam "comportamento racional". Dizem coisas complicadas, pois a defesa de uma estupidez exige alguma sofisticação.
Quem refletiu mais profundamente sobre essa grande transformação foi Karl Marx. Em meados do século 19, ele destacou três tendências da sociedade que então desabrochava: (a) ela seria compelida a aumentar incessantemente a massa de mercadorias, fosse pela maior capacidade de produzi-las, fosse pela transformação de mais bens, materiais ou simbólicos, em mercadoria; no limite, tudo seria transformado em mercadoria; (b) ela seria compelida a ampliar o espaço geográfico inserido no circuito mercantil, de modo que mais riquezas e mais populações dele participassem; no limite, esse espaço seria todo o planeta; (c) ela seria compelida a inventar sempre novos bens e novas necessidades; como as "necessidades do estômago" são poucas, esses novos bens e necessidades seriam, cada vez mais, bens e necessidades voltados à fantasia, que é ilimitada. Para aumentar a potência produtiva e expandir o espaço da acumulação, essa sociedade realizaria uma revolução técnica incessante. Para incluir o máximo de populações no processo mercantil, formaria um sistema-mundo. Para criar o homem portador daquelas novas necessidades em expansão, alteraria profundamente a cultura e as formas de sociabilidade. Nenhum obstáculo externo a deteria.
Havia, porém, obstáculos internos, que seriam, sucessivamente, superados e repostos. Pois, para valorizar-se, o capital precisa abandonar a sua forma preferencial, de riqueza abstrata, e passar pela produção, organizando o trabalho e encarnando-se transitoriamente em coisas e valores de uso. Só assim pode ressurgir ampliado, fechando o circuito. É um processo demorado e cheio de riscos. Muito melhor é acumular capital sem retirá-lo da condição de riqueza abstrata, fazendo o próprio dinheiro render mais dinheiro. Marx denominou D - D" essa forma de acumulação e viu que ela teria peso crescente. À medida que passasse a predominar, a instabilidade seria maior, pois a valorização sem trabalho é fictícia. E o potencial civilizatório do sistema começaria a esgotar-se: ao repudiar o trabalho e a atividade produtiva, ao afastar-se do mundo-da-vida, o impulso à acumulação não mais seria um agente organizador da sociedade.
Se não conseguisse se libertar dessa engrenagem, a humanidade correria sérios riscos, pois sua potência técnica estaria muito mais desenvolvida, mas desconectada de fins humanos. Dependendo de quais forças sociais predominassem, essa potência técnica expandida poderia ser colocada a serviço da civilização (abolindo-se os trabalhos cansativos, mecânicos e alienados, difundindo-se as atividades da cultura e do espírito) ou da barbárie (com o desemprego e a intensificação de conflitos). Maior o poder criativo, maior o poder destrutivo.
O que estamos vendo não é erro nem acidente. Ao vencer os adversários, o sistema pôde buscar a sua forma mais pura, mais plena e mais essencial, com ampla predominância da acumulação D - D". Abandonou as mediações de que necessitava no período anterior, quando contestações, internas e externas, o amarravam. Libertou-se. Floresceu. Os resultados estão aí. Mais uma vez, os Estados tentarão salvar o capitalismo da ação predatória dos capitalistas. Karl Marx manda lembranças.

CESAR BENJAMIN, 53, editor da Editora Contraponto e doutor honoris causa da Universidade Bicentenária de Aragua (Venezuela), é autor de "Bom Combate" (Contraponto, 2006

Programa Inácio 65 - Vote no mais preparado para Fortaleza

Em Brasília, movimentos fazem ato cultural com Xangai em apoio a reeleição de Hugo Chávez


Cerca de 300 pessoas atenderam nesta quinta-feira, dia 27, ao chamado do Comitê Brasil com Chávez do Distrito Federal para realizar um ato político-cultural em apoio à reeleição do candidato Hugo Chávez, à presidência da Venezuela. As eleições também acontecem dia 07 de outubro no país amazônico-caribenho e o atual presidente tem como adversário o ex-governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles.

A atividade iniciou com o ato político, que além da exibição de vídeos alusivos ao país irmão, visitado no último agosto por uma delegação de centenas de jovens, muitos de Brasília, e que contribuíram com seus depoimentos e vivência para o evento. 




A cerimônia contou com o depoimento do jovem embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláiz e do embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora. Maximilien agradeceu a ampla solidariedade brasileira e lembrou a frase de Che Guevara: "A solidariedade é a ternura dos povos". 

O jovem embaixador Maximilien Arveláiz era assessor direto do Presidente Chávez na Venezuela


Já Carlos Zamora lembrou os terríveis episódios do cerco e corte de água e luz da embaixada de Cuba quando do Golpe de Estado em 2002, pois afinal, o candidato opositor participou ativamente de tais violências, o que mostra que sua candidatura se identifica com a violência e o fascismo da direita venezuelana.
Embaixador Carlos Zamora (Cuba) lembrou cerco a embaixada em Caracas e denunciou fascismo da direita venezuelana


O evento foi prestigiado por movimentos juvenis (UJS, JPT, JSB), pelas centrais sindicais (CUT e CTB), por movimentos sociais como o MST, o CEBRAPAZ e o MDD, partidos políticos (PT, PSB, PCdoB, PSOL) e sindicatos, contando com a presença do Presidente do PCdoB-DF, Augusto Madeira, do Administrador de Brasília, Messias de Souza, do jornalista Beto Almeida (TELESUR) dentre outros.

O ato político finalizou com representantes das entidades que compuseram o comitê, expressando em um jogral frases que simbolizam o apoio de diferentes setores sociais à reeleição de Chávez, como as mulheres, a juventude e os trabalhadores. Coube à CTB ler a frase que declarava o apoio à reeleição de Chávez pelos trabalhadores e trabalhadoras, que entendem ser a candidatura de Chávez que se opõe aos desmandos do capital, em alusão à aprovação nova Lei Orgânica do Trabalho que amplia direitos aos trabalhadores(as).

Xangai dá show de Brasil e de América Latina

O show de Xangai foi marcado por sua conhecida qualidade artística, amplificada pelo ambiente acolhedor e intimista do Teatro dos Bancários. Iniciou-se com uma parte latino-americana, em que o cantador baiano homenageou em canções a José Martí e a Victor jara - músico e dramaturgo chileno assassinado pela Ditadura de Pinochet. Xangai cantou várias canções em espanhol, pontuando a necessidade de ampliar os contatos interculturais na América latina e criticando a pasteurização que vem de fora. Declarou-se inclusive à disposição para visitar e conhecer a experiência venezuelana.

Xangai cantou e recitou peças consagradas de seu repertório, como Bolero de Isabel, Estampas Eucalol e Cantiga do Estradar, abrindo depois o leque para uma incursão na MPB que passou por Tocando em Frente, de Almir Sater, até Eu Não Sou Cachorro Não, de Waldick Soriano, e finalizando com outros temas de seu repertório, em muitos momentos acompanhado pelo auditório.

O ato foi marcado pelo clima de alegria e de amizade, marcando um êxito nas atividades de solidariedade internacional dos movimentos sociais em Brasília, ao reafirmar a feliz combinação entre luta e cultura na solidariedade internacional.


Ministro Aldo Rebelo declara apoio a GUSTAVO PETTA 65656 para Vereador em Campinas-SP

03-10: Dia Internacional de Luta da Federação Sindical Mundial em Salvador

CTB-BA promove Jornada Internacional de Luta no dia 03

fsm dia internacional de lutaEm consonância com a programação definida pela Federação Sindical Mundial – FSM, a CTB Bahia realizará em 3 de outubro, a partir 9h, uma manifestação na frente ao banco Bradesco no Comércio (antigo Banebão), na luta por bandeiras pelo direito à alimentação, água potável, saneamento, medicamentos, emprego de qualidade, moradia, 10% do PIB para a educação, redução da jornada de trabalho sem redução de salário e reforma agrária.
No Brasil, apesar de termos no momento uma taxa de desemprego de 5,3% ainda é assombrosa a quantidade de jovens desempregados e o desrespeito aos direitos trabalhistas, destacando em especial o trabalho escravo e a terceirização, inclusive nas atividades-fim com a consequente precarização do trabalho.
Diante da atual crise econômica mundial, onde o FMI determina o aperto nas economias já combalidas da Europa, prejudicando e jogando na misérias grande parte da classe trabalhadora daquele continente, cujos eé necessário que a classe trabalhadora brasileira se mantenha vigilante no propósito de evitar que as “medidas contra a crise” defendidas pelo governo cortem direitos dos trabalhadores.
Diante da necessidade imposta pela conjuntura do momento, se faz necessário que todas as categorias participem ativamente desse ato, e que a partir dele dê consequências concretas no sentido de não só evitar retrocesso, mas principalmente buscar avançar nas conquistas dos trabalhadores e do povo brasileiro.

Mobilização pela Jornada Internacional de Luta
Dia: 03 de outubro de 2012
Horário: 09h
Local: Bradesco do Comércio (Antigo Banebão)

Coletivizando no Youtube