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segunda-feira, 9 de julho de 2012

ANP concede autorização para exumar restos mortais de Arafat - Portal Vermelho

ANP concede autorização para exumar restos mortais de Arafat - Portal Vermelho


O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abbas, deu autorização para a exumação dos restos mortais do seu antecessor, Yasser Arafat, disse nesta segunda-feira (9) um representante palestino, Saeb Erekat.

A decisão foi tomada depois de haver suspeitas de que o ex-líder palestino pode ter sido envenenado. Foi encontrado um elemento químico chamado polônio em pertences de Arafat. A ANP disse serem necessários testes nos restos mortais de Arafat para essa confirmação. Segundo Saeb Erekat, a entidade deu autorização e convidou especialistas suíços a realizarem os testes. “Estamos a caminho de uma autópsia”, disse Erekat.

A viúva do ex-líder, Suha Arafat, autorizou na semana passada a exumação dos restos mortais do marido, morto em 2004.

Em outubro de 2004, quando estava cercado pelo exército israelense no quartel general da ANP em Ramallah, Arafat ficou gravemente doente de forma repentina. As causas de sua morte, no dia 11 de novembro de 2004 em um hospital francês, não foram esclarecidas até hoje. Existem suposições e rumores de que ele sofria de câncer, cirrose ou aids, mas nenhuma dessas hipóteses foi comprovada.

Arafat foi fundamental na articulação para um processo de paz entre Israel e Palestina. Ele foi o signatário dos Acordos de Paz de Oslo, em 1993, que previam o fim dos conflitos e a abertura de negociações sobre os territórios ocupados por Israel, como a Faixa de Gaza. Pelo lado israelense, assinou o acordo, Itzhak Rabin. A mediação do acordo foi feita pelos Estados Unidos, presididos na época por Bill Clinton.

Fonte: Agência Brasil

Vinicius de Moraes - A Hora Íntima

Incrível Marcha protesta contra fraude eleitoral no México





"The largest public protests, rallies and demonstrations that the world has ever seen are happening right now - with almost no media coverage. Not only is ... there a blackout on these events in the media, but YouTube is frequently removing footage of these mass rallies and events when requested to do so by governments: 'Google, the owner of YouTube, has complied with the majority of requests from governments, particularly in the United States and the UK, not only to remove YouTube videos, but also specific web search terms and thousands of “data requests”."


sábado, 7 de julho de 2012

CTB participa do Encontro do Cone Sul da Juventude da FSM - Portal CTB

CTB participa do Encontro do Cone Sul da Juventude da FSM

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) através de sua secretaria da Juventude participou do I Encontro do Cone Sul da Juventude da FSM, organizada pela Federação Sindical Mundial, através do seu capítulo argentino, entre os dias 29 e 30 de junho, na Argentina.
abertura matéria
A ideia, proposta em Porto Alegre no marco do Fórum Social Temático desse ano pela delegação do Sindicado do Couro do país platino, contou desde o início com o apoio da CTB, e desde então só ganhou força, culminando num exitoso encontro. Além de ter sido um qualificado espaço de debate, o I Encontro marca um momento histórico de intensificação da coordenação política entre as juventudes das entidades afiliadas à FSM no Cone Sul. Ressalte-se a ampliação da influência da FSM na Argentina e a construção unitária que caracterizou o processo de realização dessa primeira reunião de jovens sindicalistas no país irmão, fato que deve servir à contínua consolidação da juventude da FSM na América do Sul.
A abertura da atividade reuniu mais de cem participantes na Federação das Sociedades Galegas da Argentina, com a presença do Secretário da FSM para as Américas, o cubano Ramón Cardona,  com o brasileiro Paulo Vinícius Silva, Secretário de Juventude da CTB, representando o Comitê Internacional da Juventude da Federação, o uruguaio (maior delegação estrangeira presente) Leonardo Batalla  em nome do Encontro Sindical Nossa América (ESNA), o jornalista paraguaio Osvaldo Zayas, e, pela Argentina, Ernesto Trigo, do Sindicato do Couro, Victor Mendivil, Secretário Geral da Federação dos Trab. do Judiciário da  Argentina e Mário Alderete, da Corrente Nacional Agustín Tosco.
 O êxito da convocatória se percebeu desde a abertura, posto que o I Encontro superou as expectativas, contando, além de Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, com a presença do Chile Cuba, Equador e México. Pelo Brasil, além da CTB, estiveram o Secretário de Juventude da Central Sindical de Profissionais, Marcelo Gonçalves e Gustavo Barbosa, da Federação Nacional dos Técnicos Agrícolas.
fechamento
As intervenções tiveram a marca de saudar o bem sucedido processo de articulação da juventude da FSM na América Latina, palco das duas edições internacionais recentes da Conferência Internacional da Juventude ( Lima e Havana) e também dos Encontros sub-regionais centro americanos, e agora no Cone Sul. Todavia, as atenções se dirigiram sobretudo à fala do jovem jornalista Osvaldo Zayas, cujo informe sobre o golpe de Estado contra o governo democraticamente eleito de Fernando Lugo marcou o clima do I Encontro, com solidariedade inequívoca à luta do povo paraguaio pela democracia e pelo processo de mudanças.

Atílio Borón debate com a juventude da FSM
Atílio Borón



















A mesa de conjuntura, realizada no auditório do Sindicato do Couro, contou com a presença do Doutor em Ciência Política pela Universidade de Harvard e Sociólogo, Atílio Borón, professor da Universidade de Buenos Aires que por durante 9 anos foi Secretário Executivo do Conselho Latino Americano de Ciências Sociais (CLACSO), que em sua exposição abordou a crise capitalista, alertando para as movimentações militares e políticas dos estados Unidos e da Europa no contexto da crise e quanto ao cerco que se promove à  América Latina, tendo por um lado a Quarta Frota e as ilhas britânicas no Atlântico – sete no total, por isso a ocupação da última delas, as Malvinas Argentinas -  que se colocam diante da costa da América do Sul.
E pelo outro lado, as bases militares estadunidenses, claros sinais da cobiça do imperialismo sobre as imensas riquezas da América do Sul. A seguir, o Secretário Geral do Sindicato Único da Construção (SUNCA), o jovem operário Óscar Andrade interveio, colocando os desafios do movimento sindical classista na América do Sul em face da crise capitalista e das armadilhas colocadas ante a integração latino-americana.
 A plenária se dividiu em três comissões de trabalho, abordando a Crise Capitalista, a Integração Latino-Americana e a Agenda da Juventude da FSM, subsidiando com suas relatorias a Declaração Final do Encontro.

II Encontro da Juventude da FSM do Cone Sul será em Montevidéu
  As diversas organizações da região se mobilizarão para o Dia Internacional de Lutas que a FSM convoca para 03 de outubro com a consigna “Alimentos, água potável, livros, moradia, medicamentos para todos os(as) trabalhadores(as)”.  O I Encontro se somará às atividades de solidariedade ao povo paraguaio diante do Golpe de estado, e ampliará sua articulação sub-regional nesse sentido. A partir de agora, a cada ano, um país do Cone Sul sediará o Encontro da Juventude da FSM da sub-região, sendo que a segunda edição do evento ocorrerá em Montevidéu, Uruguai.
Outro passo no sentido da articulação da FSM foi a decisão de avançar para um maior convívio entre as organizações participantes através das redes sociais e do apoio às atividades conjuntas da juventude no interior dos ramos na região.


 O I Encontro finalizou com a entrega dos certificados às delegações e com um especial momento em que o Capítulo Argentino organizou uma apresentação de tango que cativou todos os presentes, regada a vinho e empanadas argentinas. O Capítulo da FSM da Argentina cumpriu com grande êxito seu papel, com a organização do I Encontro da Juventude da FSM do Cone Sul deu uma grande demonstração de unidade e compromisso com a luta da juventude classista e latino-americana.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Em entrevista à Tribuna da Bahia, Alice Portugal dá show de política e explica porque em Salvador Olívia Santana será vice de Pellegrino(PT)


Leiam abaixo entrevista de Alice Portugal na Tribuna da Bahia, onde ela explica a decisão do PCdoB de aceitar a vice de Pellegrino, para unificar a esquerda na disputa de Salvador, ante o assanhamento do carlismo e a confusão entre a esquerda - em grande parte por erros do governo Wagner, é certo, mas não justifica abrir o flanco pros coronéis...
 
Parabéns à direção do PCdoB de Salvador pela postura corajosa e honesta, pelo espírito unitário com que, vendo a confusão no seio da própria esquerda, não se exime de sua responsabilidade e, ampliando seu espaço político e influência, indica com o apoio de Alice uma mulher também guerreia como Olívia Santana para ser vice de Pellegrino, o que dará grandes possibilidades de vitória na capital. Correto o Partido, que não tem saudades do Carlismo nem se propõe a esquerda que a Direita gosta.

Tribuna da Bahia - Deputada, o que levou o PCdoB a retirar a candidatura que era defendida com tanta força e com tanta garra pela senhora e pelo PCdoB?

Alice Portugal - A direção do partido analisa uma mudança na conjuntura da cidade. O crescimento das forças remanescentes do carlismo e o desgaste de certa forma do governo, em função de problemas relacionados com a greve da polícia, com a greve dos professores, esta relação conflituosa com o funcionalismo público e com os movimentos sociais. Área da qual, inclusive, sou oriunda com muita honra. Essa avaliação levou os setores da base do governo, especialmente o governador, a optar por uma tática de concentração desde o primeiro turno. A nossa preferência era uma tática de pulverização das forças da base para que dialogássemos com as faixas do eleitorado de cada um e no segundo turno nos alinhássemos em torno do que tivesse melhor desempenho. Evidentemente, essa tática faria com que buscássemos alcançar todos os segmentos, desde os mais satisfeitos até aqueles que neste momento têm efetivas insatisfações, mas que se mantêm firme ao projeto de mudança. Essa tática não foi aceita. Os partidos se alinharam um a um com a proposta do governador. A força gravitacional do governo é muito grande e, sem dúvida alguma, esta circunstância nos deixou num semi-isolamento. Tivemos duas legendas menores, não quero citar, que se dispuseram a se alinhar conosco, mas a opção do partido foi a de evitar essa diminuição de tamanho do ponto de vista da coligação e migrar, abrindo mão da candidatura.

Tribuna da Bahia - A pressão foi muito grande? O governador chegou a pressionar diretamente para a desistência da candidatura?


Alice Portugal – Não digo que houve assim uma pressão. Houve uma conversa. Inicialmente, com o deputado Daniel Almeida sozinho, na quarta-feira. Depois, na quinta-feira, o governador me ligou pela manhã, de uma maneira extremamente cortês e respeitosa. Aliás, como tem sido o tratamento dele para comigo. Conhecedor da minha ênfase em relação à política, às coisas do povo e a seriedade dos meus compromissos com o povo, quando os assumo. Houve uma conversa muito séria e muito longa. À noite, ele nos chamou e fomos ao gabinete. Eu, o deputado Daniel Almeida e mais a presença do presidente do PT, Jonas Paulo. O convite me foi feito de maneira direta para ser vice. Inclusive, reconhecendo os valores dos demais, mas sem querer comparar pessoas. Elogiando a nossa vereadora Olívia Santana, que agrega tanto a questão de gênero como de etnia. Todos sabem da minha relação extremamente positiva para com ela. Mas com a preferência explícita para mim.

Tribuna da Bahia - E o deputado Nelson Pelegrino?

Alice Portugal -
Na sexta de manhã, tomei um café com ele. E essa conversa também se deu neste sentido. O deputado Nelson é meu amigo de muitos anos, um parceiro de muitas lutas. Aliás, já fomos chamados de Nelson papa-greve e Lili passeata. Continuo sendo. E, neste momento, a solicitação foi feita. Elegante, direta, pessoal, personalizada. Mas, a minha avaliação é que o meu papel foi cumprido. O meu papel foi cumprido. Fiz uma embalada pré-candidatura com uma decisão coletiva entusiasmada do partido no município de mostrar propostas que o número 65 do velho PCdoB. PCdoB que fez 90 anos este ano, que de maneira festiva elegeu o desejo de mostrar a sua cara, a sua liderança.

Tribuna da Bahia - O desejo de crescimento do PT aqui em Salvador frustrou os planos e os projetos então do PCdoB?

Alice Portugal -
A avaliação é de que, separados no primeiro turno, poderíamos perder. Só isso. Na verdade, a argumentação é essa. Que se sai cada candidato da base, sozinhos, poderia se perder no primeiro turno. Essa é uma avaliação. E, evidentemente, a direção do PCdoB optou por ela.

Tribuna da Bahia - Houve ameaças de perder espaços no governo?

Alice Portugal -
Não. Não houve isso. Não houve isso e houve, de imediato, com adesão de setores ao governo e houve acomodação deste segmento que está sobejamente divulgada na mídia. Não houve nenhum tipo de ameaça ao PCdoB e muito menos a mim.

Tribuna da Bahia – A senhora falou da questão da greve. A extensão da greve vai dificultar demais a candidatura de Pelegrino? Pode prejudicar? Este desgaste do governo pode prejudicar o processo eleitoral?

Alice Portugal –
O desgaste existe. Existe e está diagnosticado. E o apelo, inclusive, para esta tática de aglutinação, se dá em torno destas duas questões. Da mudança conjuntural relacionada com o crescimento do carlismo, pelo menos momentâneo, eu julgo. Não creio que vá adiante, o povo de Salvador é inteligente. O povo de Salvador é inteligente, é politizado, já há muito tempo derrotou o carlismo, espero que não caia no “canto da sereia”. E, evidentemente, esta circunstância da greve, ela abala relações. Relações tradicionais da política entre segmentos avançados da sociedade, organizados da sociedade e o governo, mas isso é superável na minha compreensão, desde que haja habilidade, flexibilidade e respeito.

Tribuna da Bahia - Temem desgastes e a expectativa realmente dos protestos grandes contra o governo, contra o PCdoB no cortejo do Dois de Julho?

Alice Portugal –
Enquanto a mesa de negociação não for montada, este tensionamento acontecerá. Para o PCdoB, nós estamos muito tranquilos porque nós temos militantes e dirigentes no Sindicato, mas todos os partidos têm. E, por isso mesmo, é necessário que se deixe claro que a greve é a greve dos professores. Na minha opinião, o governador não merece agressões nem enterro. Mas os professores merecem mesa de negociação.

Tribuna da Bahia – A senhora acha então que o governo está sendo intransigente? O governador deveria sentar para conversar?

Alice Portugal –
Eu não faria adjetivações, mas a mesa é uma necessidade. Greve é direito do trabalhador e a mesa é uma necessidade.

Tribuna da Bahia - Como foi feita a escolha da candidata a vice? O que a senhora acha que pesou mais, o fato de Olívia Santana ser negra, como forma de se tentar contrabalancear com os outros dois candidatos da oposição a vice que são negros?

Alice Portugal -
Na medida que eu não aceitei ser vice, o partido abriu a discussão à sua direção, com a minha participação, com a participação de todos. E alguns nomes foram postos à mesa, vários nomes com condições. Assim como em relação à candidatura própria. Inicialmente, nós tínhamos vários nomes. E, agora, surge esta circunstância do partido. De o partido desistir da candidatura própria. Porque tem alguns meios de comunicação dizendo que Alice recuou. Não. Foi uma decisão partidária. A nossa decisão era pela candidatura própria coletiva. Uma decisão coletiva, e a análise foi feita em relação a um nome que somaria mais à chapa de Pelegrino. Já que a tática é essa de aglutinação, temos que jogar para ganhar. E para ganhar, o nome é o de Olívia. Mulher, negra, militante, professora, e então realmente é um nome que toma a chapa de Pelegrino. E eu volto para o meu mandato como deputada. Terceiro como deputada federal. O partido tem só catorze deputados. Um está exercendo o ministério dos Esportes, que é Aldo. Evidentemente, as responsabilidades são grandes, e quando eu fui destacada, fui destacada para uma candidatura de prefeita e não de vice-prefeita.

Tribuna da Bahia – Como vê as duas candidaturas de oposição? Elas ameaçam realmente o projeto do PT, dos partidos da base do governo?

Alice Portugal –
Oposição mesmo é o DEM e o PSDB, infelizmente, com o PV deixando a sua identidade de lado. O PMDB faz parte da base da presidenta Dilma (Rousseff). Portanto, nas últimas das hipóteses, se tivermos a necessidade de um segundo turno para combater a remanescência carlista de ACM, o Neto, da infeliz oligarquia que assolou a Bahia por mais de 40 anos, eu tenho certeza que, conforme o próprio Mário (Kertész) já disse, ele não votará nele. Então, trataremos como oposição quem é oposição.

Tribuna da Bahia - Com o cenário delineado, qual a aposta da senhora para um segundo turno?

Alice Portugal
- É ganhar no primeiro turno.

Tribuna da Bahia - E Mário, a senhora acha que ele pode surpreender, ele pode ser o fiel da balança nessa eleição?
Alice Portugal -
O debate é tudo. Por isso eu gostaria de participar dele.

Tribuna da Bahia - E Pelegrino? Agora com os partidos da base do governo, a senhora acha que ele vai conseguir pegar fôlego?
Alice Portugal –
Espero. E contará com o meu apoio.

Tribuna da Bahia - Mas ele tem dificuldades hoje em deslanchar com a candidatura?
Alice Portugal -
A coalizão é uma coalizão forte e poderosa. Todos os partidos, todas as inteligências desses anos de construção, então eu acredito que, com base nesta coalizão agregada, bastante intensa, a tendência é da vitória.

Tribuna da Bahia – O que tem no programa ou tinha no programa do PCdoB que vocês queriam levar para discussão e que será abraçado agora por Pelegrino?

Alice Portugal
- Essa é uma discussão que vai começar agora, porque até então nós tínhamos um programa do PCdoB e ainda não tivemos acesso ao programa do PT. E, evidentemente, a partir desta aglutinação de força terá que ser compatibilizada.

Tribuna da Bahia - Quais são as duas prioridades que a senhora acha que deve ser o norte do próximo prefeito, independentemente de qual seja o partido?

Alice Portugal -
Primeiro, fazer com que a cidade seja escutada. É preciso ouvir a cidade na sua totalidade, instalar o Conselho da Cidade, garantir que, de fato, esta democracia seja plena em Salvador. É necessário ouvir o que querem os trabalhadores, os empresários, a juventude, os estudantes, as mulheres. É fundamental que, de fato, esta relação entre o poder municipal e a cidade seja estabelecida. Isso eu faria em primeira hora se prefeita fosse. Depois, há problemas crônicos que nós sabemos que não são apenas culpa do último gestor, mas que ele tem grande responsabilidade. A mobilidade urbana, é preciso ter coragem e boa relação com o governo federal e estadual e atitude intrépida para buscar, inclusive, capital fora. Ao mesmo tempo, é preciso ter coragem para tomar medidas internas em relação a Salvador e sua arrecadação para que Salvador seja uma cidade viável financeiramente. 
Portanto, mobilidade urbana, restauração da saúde financeira da cidade, discussão sobre o espaço urbano, requalificação das políticas culturais na cidade que estão em grave dificuldade. A intelectualidade, os artistas, os literatos da cidade que sofrem neste momento e o turismo como grande indústria esquecida e que precisa, pelos órgãos municipais, ter a efetiva atenção para que nós possamos, inclusive, aproveitar essa realização de grandes eventos. Em Salvador, agora tem mais o sorteio da Copa do Mundo, além da Copa das Confederações e com bom desempenho destas obras relacionadas com o parque esportivo, é preciso fazer com que a cidade ganhe com isto. Então, é uma tarefa de gigante.

Tribuna da Bahia – A senhora acha que o governador Jaques Wagner poderia estar investindo mais em Salvador? Poderia dar uma atenção maior à cidade, mesmo ele sendo governador de um estado com 417 municípios?

Alice Portugal
- Tenho consciência de que o governador tem investido bastante com obras de grande porte. Obras como a Via Expressa, a solução da Rótula do Abacaxi. A assinatura da Consulta Pública, que resultará na futura licitação da linha 2 do metrô. Agora, a cidade entrou em caos. Em caos financeiro, em caos fiscal. Ficou inadimplente junto ao CAUC [uma espécie de Serasa das prefeituras], impedida de receber determinados convênios em nível nacional. Enfim, então tem que restaurar a cidade até para ela poder abrir os braços, para ela poder receber ajuda. Salvador chegou a um ponto que não tinha capacidade de receber ajuda de políticas que estão sendo instaladas em todo o Brasil. No interior do estado as políticas públicas chegam muito mais do que na periferia de Salvador. Você vai a qualquer cidade média, pequena, do interior da Bahia e estão lá as políticas públicas. Programas de lazer na cidade, de esporte, programas relacionados com a saúde, relacionados com os direitos humanos. Salvador não se preparou nestes oitos anos para receber políticas básicas que o governo federal e o governo estadual já realizam. Não é um problema do governador, é um problema da gestão municipal.

Tribuna da Bahia - O PT e o PCdoB estão juntos agora com o prefeito João Henrique, do PP. Dividem o mesmo palanque. Isso vai causar incômodo no processo eleitoral?

Alice Portugal -
O PCdoB não foi responsável pela aglutinação das forças em torno do candidato. O PCdoB foi o último partido a incorporar porque defendíamos uma outra tática. A tática de que cada um dialogasse com a sua faixa eleitoral. Então, evidentemente, a coligação é de responsabilidade do partido nuclear e a nossa posição é de apoiar em função da conjuntura de uma circunstância de semi-isolamento que o PCdoB estaria e, obviamente, estaremos com o candidato Nelson Pelegrino. Quanto à companhia coletiva, quem construiu a arquitetura do palanque, evidentemente, tem que dar suporte para que ele fique de pé.

Tribuna da Bahia – O PT vai defender a gestão atual do PP ou pelo menos vai tentar diminuir as críticas do discurso durante a campanha?

Alice Portugal –
Acredito que não. Mas essa questão você vai ter que perguntar ao PT. A nossa opinião é esta que eu estou exarando. A cidade é uma cidade antiga, uma cidade que as ruas centrais foram construídas para carros de tração animal, o planejamento da administração do susto. Você vê uma avenida como a Tancredo Neves, que tem grandes edifícios, construções arrojadas do ponto de vista arquitetônico, com estacionamentos insuficientes, automóveis nas ruas, sem área para pedestres. Ou seja, uma concentração de interesses na especulação imobiliária e nenhum cuidado com a cidade. É evidente que estas coisas não são de responsabilidade total do atual gestor, mas ele corroborou de maneira intensa com essa desconstrução de Salvador. Portanto, merece a crítica. Onde eu estiver, a farei.

Tribuna da Bahia - A senhora acha que o próximo prefeito deve levar as relações com o empresariado de forma mais clara para a sociedade? Chamando o setor para ajudar, para investir, para participar de parcerias públicas ou privadas e dar a sua contrapartida mesmo para a população?
Alice Portugal –
O governo municipal deve dialogar com todos os setores da cidade: trabalhadores, empresários, juventude movimento social organizado, setor cultural, setor do turismo e no caso do empresariado, que gera emprego na cidade, este tem que ser conversado para buscar a contrapartida social. Queremos, todos, que cresça a construção civil na cidade, que tenha emprego para a construção civil em todas as áreas, desde a mais especializada à mais básica, inclusive para mulheres. Mas não dá para desmatar de maneira indistinta, não dá para sombrear a praia. Olha a decisão do Tribunal de Justiça em relação à Lous (Lei de Ordenamento, Uso e Ocupação do Solo), que, por sinal, me orgulhou muito. Portanto, é evidente que nós precisamos ter uma relação ampla com todos os setores da cidade, mas que a prioridade seja a população de Salvador.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Olívia Santana é candidata a vice-prefeita em Salvador - Portal Vermelho

Olívia Santana é candidata a vice-prefeita em Salvador - Portal Vermelho


Olívia Santana é candidata a vice-prefeita em Salvador


Em reunião nesta sexta-feira (29/6), o PCdoB bateu o martelo e vai apoiar a candidatura do deputado federal, Nelson Pelegrino(PT) para a prefeitura de Salvador. A vereadora comunista Olívia Santana será candidata à vice na coligação formada por 14 partidos. A intenção é fortalecer a esquerda no enfrentamento à oposição, representante do que sobrou do Carlismo.



O presidente do Comitê Municipal, Geraldo Galindo, chamou a atenção para a aliança histórica entre os dois partidos. “Estamos juntos desde 1989, na primeira disputa de Lula para presidente, e também com o governador Jaques Wagner na Bahia. Agora, continuamos juntos para fortalecer a luta contra o resquício da direita oligárquica, representada pelo DEM”.

Sobre a coligação com o PT, o presidente do Comitê Estadual do PCdoB, Daniel Almeida, informou que o partido está unindo forças para construir uma Salvador melhor. Para ele, a presença de Olívia Santana credencia o projeto, “afinal, ela conhece os problemas da cidade e vai fazer todo o esforço para a eleição de Nelson Pelegrino. Salvador exige uma administração compatível com as suas necessidades”, conclui.

A candidata à vice-prefeita, Olívia Santana, ressaltou a força que o PCdoB dá à chapa e os desafios que estão por vir. “Formamos uma corrente ampla pela eleição de Pelegrino. Ser candidata a vice em uma cidade onde a maioria da população é negra tem um gosto especial. Já passei pela Câmara, e agora assumir o desafio de contribuir com a gestão da cidade é muito positivo”, disse.

O pré-candidato Nelson Pelegrino fez questão de comparecer à reunião. Para ele, a unidade dos setores progressistas é fundamental para que a esquerda saia vitoriosa no dia 7 de outubro. “A aliança com o PCdoB é de extrema importância para o PT. Agora temos uma real oportunidade de comandar a terceira capital do país com o apoio do governos federal e estadual e, evidentemente, construir um projeto para Salvador, com transparência, democracia e participação popular”.

O deputado federal ainda fez questão de falar da importância de Olívia Santana como candidata a vice-prefeita. “Salvador é a cidade mais negra fora da África e Olívia representa essa força, pela sua tradição e combatividade. Ela enriquece a nossa chapa, porque é a cara de Salvador”, conclui.

Olívia Santana é referência em todo o movimento social. Militante do movimento negro há mais de 20 anos, sempre esteve à frente das lutas pelo fim das desigualdades sociais e raciais em Salvador e também no país. Foi candidata pela primeira vez no ano 2000, mas só em 2003 assumiu uma cadeira da Câmara Municipal. Em 2004 foi a candidata à vereadora mais votada do partido, repetindo o desempenho em 2008. Já exerceu a função de secretária de educação. Agora, assume outro compromisso na perspectiva de um novo rumo para Salvador.

De Salvador,
Rose Lima


Luciano Siqueira no JC, sobre a eleição de Recife: “O adversário está do outro lado” - PCdoB. O Partido do socialismo.

Luciano no JC: “O adversário está do outro lado” - PCdoB. O Partido do socialismo.
Cotado para vice, o deputado Luciano Siqueira (PCdoB) afirmou ontem à Rádio JC/CBN que a eleição terá duas “frentes populares”. Uma liderada pelo PSB e outra, pelo PT, sem que isso cause maiores arranhões.


POR QUE O PSB?

“Ninguém esperava que a eleição no Recife ganhasse este formato. Quando se estabeleceu a prévia no PT, o PCdoB se colocou à disposição do prefeito João da Costa e do deputado Mauricio Rands para, concluída a prévia, ajudar a unir a Frente Popular, fosse um ou outro vencedor.

O mesmo fizemos depois com o senador Humberto Costa. O que aconteceu? As dificuldades internas e o nível de agressividade dentro do PT chegaram a um ponto que não havia mais o que fazer. Mesmo assim, nunca deixamos de discutir a nossa proposta de cinco pontos: atualizar o programa da Frente Popular para o Recife; assumir um pacto entre o futuro prefeito e os partidos aliados e a sociedade; discussão de critérios para a escolha do vice; e construir um ambiente solidário no conjunto dos partidos aliados para a disputa na Câmara Municipal. Não se pode discutir essa agenda no PT tamanha a dificuldade interna. Com o PSB, sim.”

DUAS FRENTES

“Humberto é candidato da Frente Popular e Geraldo Júlio também. A Frente, ao contrário do que o PT insinua, não acabou. Este é um desafio tático que nós temos (ter dois palanques governistas). Precisamos distinguir que existem dois campos de forças: o da Frente Popular, que disputa com dois candidatos, e as oposições, que até agora têm três candidatos.

Não gosto de apostar, mas sou capaz de apostar uma caixa de um bom uísque ou de uma coleção de Rainha, uma boa cachaça da Paraíba, que após a eleição o projeto da Frente Popular não estará arranhado. Eu acho até que o PT não deve sair do governo do Estado. Nem o PSB, que tem o vice-prefeito. O nosso adversário está do outro lado, através dos candidatos Mendonça Filho, Daniel Coelho e Raul Jungmann.”

ANTIPETISMO

“Vejo as críticas com naturalidade. Sou amigo de Raul Henry, liguei para ele hoje (ontem) para cumprimentá-lo pela decisão corajosa (de retirar a candidatura) e dizer que me sinto à vontade e feliz com a presença dele nessa coligação. Não quer dizer que eu esteja de acordo com os termos usados pelo PMDB em relação ao PT. Quando o PMDB foca críticas ao PT e, mesmo sem nominar, ao prefeito, nós estamos em desacordo.

Com todas as dificuldades que João da Costa enfrentou, inclusive de saúde, eu tenho certeza que nesse final de governo as pesquisas vão lhe dar um saldo positivo. Agora, numa frente ampla, cada um dá sua opinião. E o foco da campanha de Geraldo Júlio com certeza não será a crítica à gestão João da Costa, até porque o vice-prefeito é do PSB”.

Fonte: Jornal do Commercio

Convenção paulistana é marcada pelo entusiasmo da militância - PCdoB. O Partido do socialismo.

Convenção paulistana é marcada pelo entusiasmo da militância - PCdoB. O Partido do socialismo.
A Convenção do PCdoB paulistano, realizada neste sábado, 30, tranformou-se em um ato festivo. A militância tem muito pra comemorar: chapa própria para vereador e vereadora, confirmada na convenção, assim como a candidatura da comunista Nádia Campeão como vice na chapa de Fernando Haddad (PT).
Railidia Carvalho
Convenção Paulistana 2012
Foram quase 400 delegados inscritos na convenção e que formalizaram a chapa com 83 candidatos, entre eles os dois atuais vereadores pelo PCdoB e candidatos à reeleição Jamil Murad e Netinho de Paula. O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, também concorrerá a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo.

O secretário de Organização do PCdoB da Capital, Vandré Fernandes, elogiou a diversidade e a qualidade da chapa de vereadores que, segundo ele, representa diversos segmentos da sociedade, incluindo novas lideranças políticas do partido.

O candidato a prefeito de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, também participou do ato e reafirmou que, com a presença de Nádia Campeão como candidata a vice-prefeita de São Paulo e a força do PCdoB, a campanha tem todas as condições para ser vitoriosa.

O ato foi prestigiado por dirigentes do comitê central do PCdoB e representantes da Unegro, UBM, Facesp, UJS, Uee e Une.

Da Redação

Militância lota ato que homologou candidatura de Ângela Albino - PCdoB. O Partido do socialismo.

Militância lota ato que homologou candidatura de Ângela Albino - PCdoB. O Partido do socialismo.
Mais de mil pessoas lotaram o auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, para consagrar a homologação da candidatura de Angela Albino (PCdoB) à Prefeitura de Florianópolis e de Nildomar Freire (PT), o Nildão, a vice, na noite desta quinta-feira (28). 
Ideli, Nildão, Angela e Renato Ideli, Nildão, Ângela e Renato, na convenção
Autoridades como o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e os presidentes locais e estaduais dos partidos coligados (PCdoB, PT, PR, PRB, PRP e PTdoB) prestigiaram o grande encontro.

“Quero tornar público que Angela Albino é o orgulho nacional do Partido Comunista do Brasil. Estamos transformando o nosso país com o governo Lula e agora Dilma e podemos transformar Florianópolis. Temos tudo para dar um passo à frente, renovar”, disse Rabelo em seu discurso enquanto destacava a capacidade política de Angela e Nildão.

A ministra Ideli Salvatti reforçou que a viabilidade da candidatura da deputada é incontestável e que a união proporcionará um governo para todos, mais justo e voltado para os que mais precisam. “Essa construção custou [para acontecer], mas valeu à pena para que a gente possa ter consistência de enfrentamento”, afirmou. A ministra surpreendeu o auditório lotado quando adaptou um trecho de O Rancho de Amor à Ilha e cantou para a plateia de mais de pessoas “jamais a política reuniu tanta certeza, jamais uma prefeita teve tanto para fazer. Um pedacinho de terra para gente governar”.

O presidente estadual do PT, Jose Fritsch; Fernando Ritter, presidente municipal do PRP; Anselmo Doll (PR),o bispo Jerônimo Alves (PRB) e Elizabete Quintino (PTdoB) reafirmaram o compromisso com a chapa. Jucélio Paladini, presidente municipal do PCdoB, destacou a importância da aliança. “Não existe transformação sem unidade”, disse.

O pré-candidato a vice, Nildomar Freire, o Nildão, estava tomado pela emoção e destacou a grandeza e a compreensão política dos pré-candidatos do partido, que, em prol de um projeto maior, manifestaram-se pela unidade, somando força à frente popular. Emocionada, Angela Albino agradeceu a diversas pessoas que fizeram parte de sua trajetória política e especialmente ao seu vice, Nildão. “Nós estamos juntos, de peito aberto, pela cidade”.




Proporcionais

Antes do grande encontro, os partidos da coligação fizeram suas convenções e homologaram suas chapas para as proporcionais. O PCdoB, PRP e PRB já confirmaram 35 candidatos a vereador por Florianópolis. O número ainda é parcial já que o PR finalizará sua convenção no final de semana e até agora oito candidatos estavam indicatos. O PT, que sai com chapa pura para as proporcionais, homologou 30 nomes de suas fileiras para a disputa pelas cadeiras da Câmara Municipal de Florianópolis.

Vanessa é candidata à Prefeitura de Manaus - Portal Vermelho

Vanessa é candidata à Prefeitura de Manaus - Portal Vermelho





Vanessa é candidata à Prefeitura de Manaus

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) foi oficializada como candidata à Prefeitura de Manaus, na tarde deste sábado. Vanessa terá como vice em sua chapa o petista Vital Melo.
A decisão foi tomada hoje, após a desistência da deputada federal Rebecca Garcia (PP), ainda durante a madrugada deste sábado.

Além do PT, PCdoB e PP, Vanessa terá o apoio do PSD, do governador Omar Aziz, e do PMDB, do senador Eduardo Braga, e de outros partidos.

“Todos sabem do nosso esforço de unir todos os partidos que compõem a base da presidenta Dilma, do governo de Omar Aziz, para apresentar uma chapa de unidade. Queremos fazer de Manaus uma cidade para mudar a vida das pessoas. Temos disposição para lutar e vencer as eleições. Manaus precisa disso. Representamos não só nossos partidos, mas um conjunto de forças disposto a mudar. Minha candidatura foi uma conclamação do grupo. Eu conversei muito com governador Omar, o senador Eduardo, o PT e outros partidos. Nosso projeto valoriza as pessoas e o trabalho. Esperamos ter a população do nosso lado ajudando na nossa campanha e ajudando nas mudanças que o país vem vivendo”, afirmou Vanessa durante a coletiva de imprensa.

Essa é a segunda vez que Vanessa disputa a Prefeitura de Manaus. Em 2004, a então deputada federal ficou em terceiro lugar no pleito.

Além de Vanessa, disputam a eleição o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), o ex-senador Artur Neto (PSDB), o deputados federais Pauderney Avelino (DEM) e Henrique Oliveira (PR).

Resumo

O PCdoB lançou candidaturas majoritárias em mais de 30 cidades do Amazonas. São 16 candidatos a prefeito e 18 vice-prefeitos. Sobre as chapas proporcionais, o PCdoB tem como meta eleger 40 vereadores, sendo pelo menos três na capital. A informação é do presidente em exercício do Partido, Antonio Levino.

“Temos o maior partido do Amazonas. Nas últimas eleições, nosso grupo elegeu seis deputados federais, dois senadores e o governador. É dentro desse grupo que estão nossas alianças e vamos eleger o maior número possível de prefeitos e vereadores”, disse o dirigente.

Entre os partidos que marcharão junto com o PCdoB no estado estão: PMDB, PSD, PT, PP, PTN, PDT, PRB, PPS e PRP.

Em 2008, o PCdoB elegeu 21 vereadores e dois prefeitos (Japurá e Anamã). No ano passado, o prefeito de Beruri, José Domingos, ingressou no partido e agora disputa a reeleição.

De Manaus,
Mariane Cruz

domingo, 1 de julho de 2012

Vivendo no fim dos tempos: o apocalipse do capital  - Portal Vermelho

Vivendo no fim dos tempos: o apocalipse do capital  - Portal Vermelho

Em seu novo livro, "Vivendo no fim dos tempos" (Boitempo Editorial), Slavoj Zizek defende que o capitalismo global está se aproximando rapidamente da sua crise final.


Ele identifica os quatro cavaleiros deste apocalipse: a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matérias-primas, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais.

Zizek apresenta sua obra como "parte da luta contra aqueles que estão no poder em geral, contra sua autoridade, contra a ordem global e contra a mistificação ideológica que os sustenta".

Não deveria haver mais nenhuma dúvida: o capitalismo global está se aproximando rapidamente da sua crise final. Slavoj Žižek identifica neste livro os quatro cavaleiros deste apocalipse: a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matérias-primas, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais. E pergunta: se o fim do capitalismo parece para muitos o fim do mundo, como é possível para a sociedade ocidental enfrentar o fim dos tempos?

Para explicar porque estaríamos tentando desesperadamente evitar essa verdade, mesmo que os sinais da “grande desordem sob o céu” sejam abundantes em todos os campos, Žižek recorre a um guia inesperado: o famoso esquema de cinco estágios da perda pessoal catastrófica (doença terminal, desemprego, morte de entes queridos, divórcio, vício em drogas) proposto pela psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross, cuja teoria enfatiza também que esses estágios não aparecem necessariamente nessa ordem nem são todos vividos pelos pacientes.

De acordo com Žižek, podemos distinguir os mesmos cinco padrões no modo como nossa consciência social trata o apocalipse vindouro. “A primeira reação é a negação ideológica de qualquer ‘desordem sob o céu’; a segunda aparece nas explosões de raiva contra as injustiças da nova ordem mundial; seguem-se tentativas de barganhar (‘Se mudarmos aqui e ali, a vida talvez possa continuar como antes...’); quando a barganha fracassa, instalam-se a depressão e o afastamento; finalmente, depois de passar pelo ponto zero, não vemos mais as coisas como ameaças, mas como uma oportunidade de recomeçar. Ou, como Mao Tsé-Tung coloca: ‘Há uma grande desordem sob o céu, a situação é excelente’”.

Os cinco capítulos se referem a essas cinco posturas.

O capítulo 1, “Negação”, analisa os modos predominantes de obscurecimento ideológico, desde os últimos campeões de bilheteria de Hollywood até o falso apocaliptismo (o obscurantismo da Nova Era, por exemplo).

O capítulo 2, “Raiva”, examina os violentos protestos contra o sistema global, em especial a ascensão do fundamentalismo religioso.

O capítulo 3, “Barganha”, trata da crítica da economia política, com um apelo à renovação desse ingrediente fundamental da teoria marxista.

O capítulo 4, “Depressão”, descreve o impacto do colapso vindouro, principalmente em seus aspectos menos conhecidos, como o surgimento de novas formas de patologia subjetiva.

E, por fim, o capítulo 5, “Aceitação”, distingue os sinais do surgimento da subjetividade emancipatória e procura os germes de uma cultura comunista em suas diversas formas, inclusive nas utopias literárias e outras.

Žižek é otimista quanto ao que pode surgir desse processo de emancipação e apresenta sua obra como parte da luta contra aqueles que estão no poder em geral, contra sua autoridade, contra a ordem global e contra a mistificação ideológica que os sustenta. Para ele, engajar-se nessa luta significa endossar a fórmula de Alain Badiou, para quem mais vale correr o risco e engajar-se num Evento-Verdade, mesmo que essa fidelidade termine em catástrofe, do que vegetar na sobrevivência hedonista-utilitária. Rejeita, assim, a ideologia liberal da vitimação, que leva a política a renunciar a todos os projetos positivos e buscar a opção menos pior.

Trecho do livro

“Essa virada na direção do entusiasmo emancipatório só acontece quando a verdade traumática não só é aceita de maneira distanciada, como também vivida por inteiro: ‘A verdade tem de ser vivida, e não ensinada. Prepara-te para a batalha!’. Como os famosos versos de Rilke (“Pois não há lugar que não te veja. Deves mudar tua vida”), esse trecho de O jogo das contas de vidro, de Hermann Hesse, só pode parecer um estranho non sequitur: se a Coisa me olha de todos os lados, por que isso me obriga a mudar? Por que não uma experiência mística despersonalizada, em que ‘saio de mim’ e me identifico com o olhar do outro? E, do mesmo modo, se é preciso viver a verdade, por que isso envolve luta? Por que não uma experiência íntima de meditação?

Porque o estado ‘espontâneo’ da vida cotidiana é uma mentira vivida, de modo que é necessária uma luta contínua para escapar dessa mentira. O ponto de partida desse processo é nos apavorarmos com nós mesmos.

Quando analisou o atraso da Alemanha em sua obra de juventude Crítica da filosofia do direito de Hegel, Marx fez uma observação sobre o vínculo entre vergonha, terror e coragem, raramente notada, mas fundamental:

É preciso tornar a pressão efetiva ainda maior, acrescentando a ela a consciência da pressão, e tornar a ignomínia ainda mais ignominiosa, tornando-a pública. É preciso retratar cada esfera da sociedade alemã como a partie honteuse [parte vergonhosa] da sociedade alemã, forçar essas relações petrificadas a dançar, entoando a elas sua própria melodia! É preciso ensinar o povo a se aterrorizar diante de si mesmo, a fim de nele incutir coragem.”

Sobre o autor

Slavoj Žižek nasceu em 1949 na cidade de Liubliana, Eslovênia. É filósofo, psicanalista e um dos principais teóricos contemporâneos. Transita por diversas áreas do conhecimento e, sob influência principalmente de Karl Marx e Jacques Lacan, efetua uma inovadora crítica cultural e política da pós‑modernidade. Professor da European Graduate School e do Instituto de Sociologia da Universidade de Liubliana, Žižek preside a Society for Theoretical Psychoanalysis, de Liubliana, e é diretor internacional do Instituto de Humanidades da Universidade Birkbeck de Londres.

Vivendo no fim dos tempos é o seu sétimo livro traduzido pela Boitempo. Dele, a editora também publicou Bem‑vindo ao deserto do Real!, em 2003, Às portas da revolução (escritos de Lenin de 1917), em 2005, A visão em paralaxe, em 2008, Lacrimae Rerum, em 2009, Em defesa das causas perdidas e Primeiro como tragédia, depois como farsa, os dois últimos em 2011.

Ficha técnica
Título: Vivendo no fim dos tempos
Título original: Living in the end times
Autor: Slavoj Žižek
Tradução: Maria Beatriz de Medina
Orelha: Emir Sader
Páginas: 368
Editora: Boitempo

Fonte: Redação Carta Maior

PCdoB homologa Inácio e Chico Lopes para Prefeitura de Fortaleza - Portal Vermelho

PCdoB homologa Inácio e Chico Lopes para Prefeitura de Fortaleza - Portal Vermelho

O deputado estadual Lula Morais (PCdoB) ressaltou, na sessão plenária desta sexta-feira (29/06) da Assembleia Legislativa, o nome do senador Inácio Arruda como “o mais vocacionado para dirigir a nossa cidade”. Inácio será homologado candidato a prefeito de Fortaleza na manhã deste sábado (30/06), no ginásio do Náutico Atlético Cearense.


 Lula Morais classificou o correligionário como o mais preparado dentre os candidatos colocados até agora por outras legendas para ocupar o cargo de prefeito. “Tentaram impedir a candidatura do senador Inácio, mas vamos homologar porque o povo não pode deixar de ter o mais vocacionado para dirigir a nossa cidade. É uma candidatura posta e discutida com a militância e setores acadêmicos e empresariais”, considerou.

Ele listou atuações importantes de Inácio que resultaram em melhorias na qualidade de vida dos fortalezenses, como o projeto Maranguapinho e a requalificação das praias de Iracema e do Futuro. “O Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste), em Fortaleza, tem US$ 100 milhões. Fortaleza estava fora porque a Prefeitura perdeu o prazo para apresentar projetos. Quem abriu o diálogo com o Governo Federal para Fortaleza integrar-se foi o senador Inácio”, revelou.

Lula Morais pediu uma campanha limpa aos demais candidatos. “Algo sem ataque à moral, porque não é o que o povo deseja. O povo deseja o melhor para saúde, educação, mobilidade, habitação, emprego, geração de renda. E nós queremos debater os principais problemas da Cidade”, citou.


De Fortaleza,
Danielle Pinheiro

Para Lula Morais Inácio Arruda tem vocação para prefeito - Portal Vermelho

Para Lula Morais Inácio Arruda tem vocação para prefeito - Portal Vermelho

O deputado estadual Lula Morais (PCdoB) ressaltou, na sessão plenária desta sexta-feira (29/06) da Assembleia Legislativa, o nome do senador Inácio Arruda como “o mais vocacionado para dirigir a nossa cidade”. Inácio será homologado candidato a prefeito de Fortaleza na manhã deste sábado (30/06), no ginásio do Náutico Atlético Cearense.


 Lula Morais classificou o correligionário como o mais preparado dentre os candidatos colocados até agora por outras legendas para ocupar o cargo de prefeito. “Tentaram impedir a candidatura do senador Inácio, mas vamos homologar porque o povo não pode deixar de ter o mais vocacionado para dirigir a nossa cidade. É uma candidatura posta e discutida com a militância e setores acadêmicos e empresariais”, considerou.

Ele listou atuações importantes de Inácio que resultaram em melhorias na qualidade de vida dos fortalezenses, como o projeto Maranguapinho e a requalificação das praias de Iracema e do Futuro. “O Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste), em Fortaleza, tem US$ 100 milhões. Fortaleza estava fora porque a Prefeitura perdeu o prazo para apresentar projetos. Quem abriu o diálogo com o Governo Federal para Fortaleza integrar-se foi o senador Inácio”, revelou.

Lula Morais pediu uma campanha limpa aos demais candidatos. “Algo sem ataque à moral, porque não é o que o povo deseja. O povo deseja o melhor para saúde, educação, mobilidade, habitação, emprego, geração de renda. E nós queremos debater os principais problemas da Cidade”, citou.


De Fortaleza,
Danielle Pinheiro

Militância: Campanha de Inácio será de muito trabalho - Portal Vermelho

Militância: Campanha de Inácio será de muito trabalho - Portal Vermelho

O povo é o maior aliado de Inácio Arruda e Chico Lopes e as pessoas sabem disso. Após a homologação da candidatura comunista que disputará a Prefeitura de Fortaleza, militantes destacaram a importância da participação popular no projeto para uma cidade melhor. A convenção do PCdoB em Fortaleza aconteceu na manhã deste sábado (30/06), no Ginásio do Náutico atlético Cearense.


O tempo de propaganda política na tevê e no rádio pode ser pequeno, mas se depender do apoio da militância, as propostas de Inácio Arruda para Fortaleza chegarão ao povo por meio de muito trabalho. Pelo menos essa é a expectativa do médico Edilson Melo, representante do Comitê de Saúde. “Inácio vai mostrar para o povo suas propostas para cidade e como ele pode contribuir, levando em conta que tem conhecimento de Fortaleza e de seus problemas”.

Ele observou que, sem desmerecer os demais candidatos a Prefeito, o Senador, pela sua trajetória política, é o que tem mais experiência. “A campanha vai exigir mais dos amigos e da militância que vão vestir a camisa porque sabem que Inácio é o melhor para Fortaleza”, destacou o médico.

Homem do povo

Maria Rita de Castro Leite, agente comunitária de saúde, disse que achou muito boa a escolha do PCdoB, pois Inácio é muito preparado. “Ele é um candidato que vem das bases, conhece bem os problemas da Cidade. O trabalho da militância será fundamental. Ele não compra voto. É a força da amizade que vai eleger Inácio a prefeito”.

“Vamos eleger Inácio, pois é um homem que vem da base e com muito trabalho chegou a Senador. Ele conhece a situação de Fortaleza”, destacou Luiz Leão da Silva, do Movimento Ceará de Paz. Para Paulo Robson, assessor executivo, “Fortaleza está precisando de um homem como Inácio para melhorar a cidade”.

De Fortaleza,
Fátima Guimarães


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