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terça-feira, 6 de março de 2012

Centrais Sindicais do Distrito Federal promovem ato em frente ao BC na terça-feira

Centrais Sindicais do Distrito Federal promovem ato em frente ao BC na terça-feira

As centrais sindicais CTB, CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT), em parceria com os movimentos estudantis UNE e Ubes, preparam uma grande mobilização para esta terça-feira (6), às 9 horas, em frente ao Banco Central, dia em que o Comitê de Política Monetária (Copom) definirá a Taxa de Juros Selic.

Em manifesto, as centrais afirmam que "a equipe econômica [brasileira] mantém, há muito tempo, as mais elevadas taxas de juros do planeta. O motivo para a manutenção de taxa tão elevada é que querem com a sangria do nosso povo cobrir o rombo dos especuladores nestes Países. No ano passado, o Brasil destinou 236 bilhões de reais ao pagamento de juros", diz a nota.

Por isto, os movimentos se juntam e convocam toda a sociedade para protestar contra a farra do capital especulativo e para reivindicar investimento imediato no desenvolvimento do País, com destinação de 10% do PIB para a educação, além de investimentos em saúde pública de qualidade e para todos, reforma agrária e mais recursos para a agricultura familiar.

Nesta segunda-feira (5) haverá panfletagem na Rodoviária do Plano Piloto, com distribuição do manifesto à população, convocando toda a sociedade para participar da mobilização de terça (6), em frente ao Banco Central. Portal CTB com informações do Saep DF

Acordo da construção civil fortalece os sindicatos do setor, avalia dirigente da CTB

Acordo da construção civil fortalece os sindicatos do setor, avalia dirigente da CTB
O governo federal lançou, na última quinta-feira (1º) um compromisso de abrangência nacional para melhorar as condições de trabalho na indústria da construção civil. Para Miraldo Vieira, membro da Comissão Nacional do Ramo da Construção da CTB, o acordo é positivo por seu caráter de fortalecimento dos sindicatos em suas bases. “São os trabalhadores, nas obras, é que vão garantir a aplicação de cada um dos termos desse compromisso”, afirmou.

Cada um dos termos do documento passou por um longo processo de discussão, iniciado no primeiro semestre de 2011, quando o país acompanhou diversos protestos por melhores condições de trabalho nas obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia.

De acordo com o compromisso lançado pela presidenta Dilma Rousseff, haverá maior fiscalização em relação ao recrutamento dos operários, serão investidos recursos por parte das empresas para aprimorar a segurança no trabalho e também será permitida aos trabalhadores a chamada organização no local de trabalho.

“O acordo foi fruto de muita negociação, que durou mais de dez meses antes de chegar ao papel e à solenidade desta quinta-feira. Ainda não é o que almejamos, mas é um passo importante”, avaliou o dirigente, que também é secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Imobiliário (Contricom) e foi o representante da CTB ao longo de todo o processo de discussão com o governo federal e o empresariado.

Confira abaixo a entrevista:

Portal CTB: Os trabalhadores podem considerar esse compromisso uma conquista real?
Miraldo Vieira: Sem dúvida esse documento foi uma conquista. Ainda não é o que almejamos, aquele pelo qual lutamos diariamente, mas é um passo importante. Posso dar um exemplo claro de avanço: o acordo acabou com os chamados gatos, que são a conhecida intermediação de mão de obra para o nosso setor. Antes tínhamos as promessas de mundos e fundos para trabalhar em certos lugares, mas quando o trabalhador chegava à cidade havia um cenário diferente, com uma série de despesas de transporte, taxas e outras irregularidades. Diante desse compromisso, os empresários agora terão que fazer suas contratações pelo sistema nacional, além de garantir com custo de transporte, etc.

A possibilidade de organização no local de trabalho faz parte dessa lista de avanços também, não?
Sem dúvida. A garantia da representação no local de trabalho é uma antiga reivindicação. O que conseguimos no compromisso não é exatamente o que queríamos, mas é um avanço. Queríamos que os membros dessa comissão tivessem um ano de estabilidade, mas o que conseguimos foram 6 meses – e também que a empresa respeitará sua indicação, a partir de uma decisão dos trabalhadores. Destaco também a questão relativa à qualificação profissional do nosso setor. Agora os empresários terão que disponibilizar um tempo mínimo para qualificação dos operários.

A partir de conquistas como essas, a luta dos trabalhadores do setor da construção civil atinge outro patamar. Quais serão as prioridades daqui para frente e como os principais pontos desse compromisso serão fiscalizados?
Teremos agora uma comissão nacional permanente e tripartite, formado por trabalhadores, governo e empresários, para discutir os problemas do setor. O compromisso em si, no geral, é um avanço, como eu já disse. O que conquistamos até agora será um passo para a unificação dos salários em nível nacional. Esse é ainda um sonho pelo qual lutaremos até que se torne realidade.

Em relação à fiscalização, houve grandes discussões, pelo lado dos trabalhadores, com a presença de centrais e das federações, mas os itens desse compromisso vão ser sentidos realmente pela base. É lá que haverá fiscalização, a partir da organização dos sindicatos. Portanto, temos que dar poder para eles, no sentido de fiscalizar o acordo e seu cumprimento. Isso fortalece o sindicato na ponta, pois eles é que vão garantir a aplicação de cada um dos termos desse compromisso.

O compromisso não obriga nenhuma empresa a cumprir, na prática, o que ficou acordado. Isso pode pôr em risco seu sucesso?

De fato a adesão não é impositiva. No entanto, os empresários que não participarem dele ficarão impedidos de se inscreverem em qualquer licitação pública. Além disso, como forma de incentivo, o governo federal deverá criar um selo para destacar as empresas que seguirem à risca os termos do acordo.

De qualquer forma, temos que fiscalizar o que será feito daqui por diante. Foram dez meses de intenso trabalho. Achamos, em determinado momento, que não ia dar em nada, já que arrancar algo dos empresários é complicado. Teve central que abandonou o barco no meio, mas nós insistimos e vamos acompanhar esse processo de perto.

Fernando Damasceno – Portal CTB

Leia também: CTB participa de ato para aperfeiçoar condições de trabalho na construção civil

UBM lança pelo twitter campanha de conscientização do voto feminino

UBM lança pelo twitter campanha de conscientização do voto feminino

ubmcampanha2Lutar pela presença feminina nas urnas e contra toda forma de opressão às mulheres, mobilizou o assunto na manhã dessa segunda-feira (5) via Twitter pelas timelines com a hashtag #MulherVotaem. A campanha, lançada pela União Brasileira de Mulheres (UBM), homenageia a feminista Bertha Lutz, reconhecida como a grande líder da luta das mulheres pelo direito ao voto.

Antecedendo as eleições municipais das Eleições 2012, o tuitaço começou hoje (5) às 11 horas da manhã com a hashtag #mulhervota em incentivo ao voto feminino e a presença das mulheres nos espaços de poder. Com o tema “Mulher, seu voto não tem preço”, a campanha promovida pela UBM em Pernambuco está entrando nos assuntos populares, mobilizando desde ativistas femininas a jovens estudantes, representantes políticos, mulheres e homens em defesa do voto feminino.

Os twiteiros, além de expressar seu apoio à causa, também opinaram sobre a importância da luta pela igualdade de gênero na construção de um país democrático. Eles apontaram a presença feminina em diferentes áreas da sociedade e a relevância de sua participação política, onde elas ainda são minoria.

Para Glauce Medeiros, dirigente estadual da UBM-PE, a campanha trabalhará a valorização do voto feminino e a participação consciente da mulher na disputa pelos espaços de poder, visando a maior inserção nas eleições municipais. “Durante quatro meses, as integrantes da UBM realizarão, de maneira intensiva, atividades de sensibilização para divulgar para a sociedade a importância da ampliação da participação política das mulheres para o aprofundamento da democracia”.

Portal CTB com Vermelho

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