SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador 26 de julio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 26 de julio. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de julho de 2020

26 de Julho: Cuba: De Moncada à Revolução - Fernando Mousinho



O objetivo do assalto ao Quartel de Moncada era tomar as armas,distribui-las com o povo e dar início à derrubada da sangrenta ditadura de Fulgêncio Batista.

Apesar de frustrada militarmente, a ação se transformaria numa vitória política de extrema atualidade, foi a alavanca do triunfo da Revolução de1º de janeiro de 1959.

Naquele 26 de julho de 1953, os jovens revolucionários comandados por Fidel Castro, Abel Santamaría e Raúl Castro, tinham uma proposta política concreta e sustentável: O Programa de Moncada, que consistia de seis pontos a serem resolvidos de imediato: o problema da terra, da moradia, do desemprego, da industrialização, da saúde e da educação.

Nos primeiros anos da Revolução o Programa do Moncada foi levado a cabo,e pela primeira vez na sua história o povo cubano viu uma promessa de governo ser cumprida. De imediato realizou-se uma campanha de emancipação do povo, calcada em medidas de natureza econômica, política, cultural e social.

O sistema de saúde pública de Cuba, reconhecido internacionalmente, é um exemplo para a humanidade. Na batalha mundial contra a Covid-19, as brigadas médicas cubanas Henry Reeve, presentes em 70 países, tem se caracterizado como uma ponte entre os povos, ricos ou pobres. Um exemplo que legitima sua indicação, por vários países e organizações internacionais, ao Prêmio Nobel da Paz de 2021.

A amplitude da Revolução cubana não se restringe ao assalto ao Quartel de Moncada e deve ser vista do ponto da dialética marxista, do movimento e unidade dos contrários.

Na véspera da operação, Fidel alertara: Jovens do Centenário do Apóstolo, como em 68 e 95, aqui no oriente damos o primeiro grito de Liberdade ou Morte. O cacique Hatuey, o primeiro Rebelde da América, em uma canoa remou de onde hoje é território do Haiti e da Republica Dominicana, para alertar os irmãos cubanos da chegada do colonizador espanhol. As lutas anticolonialistas de Carlos Manuel de Céspede e de José Martí, e a participação da negra escrava angolana Carlota, também se inscrevem neste contexto.

Na década de 1920, o líder estudantil cubano Júlio Antonio Mella, sentenciara: Lutar pela revolução social na América, não é utopia de loucos e fanáticos, é lutar pelo próximo passo do avanço da história.

Porém, como dizem os cubanos, Moncada representa o eslabón da Revolução, ou seja, o elo mais forte da corrente revolucionária. No ensejo, evoco o sentimento político revolucionário do saudoso arquiteto Oscar Niemeyer: Tivesse Fidel pensado diferente, protelado a revolução e seu país estaria hoje dominado pelos donos do dinheiro, pelo poder humilhante dos imperialistas norte-americanos.

Viva Cuba,Viva o Brasil,

Soy loco por ti América!

Coletivizando no Youtube