domingo, 2 de agosto de 2015
Merval e o "buraquinho" de quem se solidariza com o atentatdo terrorista, e não com o Instituto Lula - Janio acha um buraco no “atentado” do Merval | Conversa Afiada
Janio acha um buraco no “atentado” do Merval | Conversa Afiada
Janio acha um buraco
no “atentado” do Merval
Janio: “é bem possível que a bomba de agora seja vista, depois, como um ponto inicial”.
Na foto, o “buraquinho” do Merval
Trecho inicial do artigo de Janio de Freitas na Fel-lha (outro trecho imperdível está no post em que Janio implode a atividade política, militante do suposto Procurador Dallagnol, que só Procura no PT e seus aliados):
Além do previsto
Tremei, cidadãs e cidadãos. Já não bastam as vozes do impeachment, a fúria dos bolsonaros, a pauta-bomba de Eduardo Cunha que não é para a Câmara mas sobre o país. Nem bastam as manifestações programadas pelo SOS Militares e pelo PSDB de Aécio, nem mesmo a Lava Jato. Tremei cidadãs e cidadãos, que além do mais, e sobre todas as coisas, faz agosto.
Se em melhor tempo alguém, nestas páginas, concluiu que a solução para Dilma é a que Getúlio se deu, não por acaso em certo agosto, não é exagero que o novo agosto chegue anunciado por uma “bomba caseira” lançada no Instituto Lula. Bombas são assim domesticamente inofensivas, “caseiras”, até que matam uma dona Lida, uma criança na calçada, ou moradores de rua, que para eles o azar não tem fim. Bombas não costumam ser solitárias. É bem possível que a bomba de agora seja vista, depois, como um ponto inicial. Nem sugiro de quê.
(…)
Trecho da colona (ver no ABC do C Af) do Ataulpho Merval de Paiva (também no ABC do C Af), que corre o sério risco de vir a ser substituído pelo piguento correspondente do New York Times no Brazil.
Provocação
Por mais que os petistas e seus apaniguados nas redes sociais queiram transformar em grave ato terrorista a bomba caseira que atingiu a sede do Instituto Lula em São Paulo, é preciso ter cautela para caracterizá-lo dessa maneira. O filme da explosão, feito por uma câmera de segurança, é impactante. Mas quando se vê o resultado do “atentado”, a sensação é de que o teor explosivo do artefato era mínimo.
O buraquinho na porta de metal da garagem do prédio é tão ridículo que, se não soubéssemos que foi provocado por uma bomba, poderíamos achar que um motorista desastrado causou a mossa ao realizar uma manobra de marcha à ré.
Mas não façamos como o próprio PT que, na campanha eleitoral de 2010, tentou desmoralizar uma agressão sofrida pelo então candidato tucano José Serra, menosprezando uma clara ação contra a pessoa do candidato oposicionista.
Ao agir assim, o PT estimulou a agressividade de sua militância, em vez de coibi-la. Assim como Lula comparou o candidato do PSDB à Presidência da República ao ex-goleiro da seleção do Chile Roberto Rojas, que simulou ter sido atingido por um rojão em partida válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo, em 1989, no Maracanã, adversários do PT já estão comparando a “bomba caseira” a um simples rojão atirado contra o Instituto Lula.
(…)
Buraquinho.
Sem comentários.
Paulo Henrique Amorim
Leia também:
Janio: Procurador desnuda papel político da Lava Jato
“Almirante [presidente da Eletronuclear preso pela Lava Jato] denuncia: EUA enchem Brasil de espiões” - Conversa Afiada
“Almirante [presidente da Eletronuclear e preso hoje pela Lava Jato] denuncia: EUA enchem Brasil de espiões”
Rio – O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, considerado o pai do programa nuclear paralelo do Brasil, alertou esta semana que o Brasil precisa tomar muito cuidado com a pressão dos Estados Unidos sobre as suas pesquisas nucleares. Primeiro, alerta, O Brasil é um país infestado de espiões americanos, atentos a todos os movimentos que o País faz para ser mais independente. Segundo, os EUA não têm o menor interesse em que o Brasil seja autônomo em termos de defesa.
Para o almirante Othon Pinheiro, a razão dos americanos para barrar o domínio brasileiro e de outros países do ciclo do urânio está ligada a interesses estratégicos. Para um país agressivo, como os EUA, explicou o almirante, é muito mais difícil invadir um país capaz de desenvolver um artefato nuclear de pequeno porte. Por esta razão, um país que não tenha esta tecnologia -uma tecnologia que os americanos dominam amplamente -se torna muito mais fácil de subjugar.
Hoje na reserva, o almirante Othon Pinheiro afirma que é contra a assinatura de um protocolo adicional que aumente o controle sobre o programa nuclear brasileiro. Ele diz que, em tempos de democracia e transparência, é impossível esconder dos inspetores uma instalação nuclear. Segundo ele, as instalações nucleares brasileiras são inspecionadas regularmente, até com visitas-surpresa.
“O protocolo surgiu porque um dos países do Tratado de Não-Proliferação, Coréia ou Irã, tinha uma instalação nuclear não-declarada. Ele permite que se inspecione tudo a qualquer momento, até o banheiro das nossas casas. É desnecessário num país como o Brasil, democrático, com imprensa livre e com uma plantação de arapongas americanos. É impossível fazer uma instalação nuclear disfarçada aqui. Por isso, o protocolo é inaceitável”, diz ele.
O programa paralelo só ficou conhecido publicamente em 1987, quando o governo brasileiro anunciou o domínio do processo de enriquecimento de urânio. O programa custou cerca de US$ 1 bilhão. Para a Marinha conclui-lo, conseguir fazer o reator nuclear para seu submarino, seriam necessários mais US$ 200 milhões. No ritmo atual dos recursos, o programa só seria concluído em cem anos.
Durante 15 anos, Othon dirigiu a Coordenadoria para Projetos Especiais da Marinha (Copesp), responsável por um dos lugares mais secretos do País: o Centro Experimental de Aramar, em Iperó, onde foi desenvolvida a tecnologia nacional de enriquecimento de urânio por ultracentrifugação, que agora a Marinha fornece às Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
http://www.parana-online.com.br/editoria/pais/news/79261/
Leia também:
Dilma, mandaa S&P à m…! O Putin deixava prender o Othon?
Imperdível: PHA sobre o Almirante Othon e a Globo ! | Conversa Afiada
Imperdível: PHA sobre o Othon e a Globo ! | Conversa Afiada
O PT deve uma Ley de Medios ao Brasil
Em abril de 2014, o PT Paulista realizou, em São José dos Campos (SP), o Camping Digital do partido.
O evento, que contou com oficinas, debates e análises sobre tecnologia e mídias sociais, teve a presença do ansioso blogueiro, que, à época, fez enfática defesa do Almirante Othon Silva, que é investigado e teve a prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro nesta semana
Em sua palestra, PHA ainda afirmou que o PT devia uma Ley de Medios ao Brasil. A ocasião rendeu um importante post no Conversa Afiada.
O intuito do Camping Digital era formar a militância e destacar a importância do conhecimento nas novas mídias.
Um dos militantes filmou a participação de PHA e o vídeo reapareceu nos últimos dias nas redes sociais logo após o Almirante Othon ser preso na última terça-feira (28) durante a 16ª fase da Operação Lava Jato.
O evento, que contou com oficinas, debates e análises sobre tecnologia e mídias sociais, teve a presença do ansioso blogueiro, que, à época, fez enfática defesa do Almirante Othon Silva, que é investigado e teve a prisão decretada pelo juiz Sérgio Moro nesta semana
Em sua palestra, PHA ainda afirmou que o PT devia uma Ley de Medios ao Brasil. A ocasião rendeu um importante post no Conversa Afiada.
O intuito do Camping Digital era formar a militância e destacar a importância do conhecimento nas novas mídias.
Um dos militantes filmou a participação de PHA e o vídeo reapareceu nos últimos dias nas redes sociais logo após o Almirante Othon ser preso na última terça-feira (28) durante a 16ª fase da Operação Lava Jato.
O PT deve uma Ley de Medios ao Brasil
PML: Othon é o Santos Dumont que deu certo! | Conversa Afiada
PML: Othon é o Santos Dumont que deu certo! | Conversa Afiada
ALMIRANTE OTHON É SANTOS DUMONT QUE DEU CERTO
Para compreender a importância do mais novo prisioneiro da Lava Jato, os brasileiros precisam entender que o almirante Othon Pinheiro da Silva é um pesquisador especialíssimo, capaz de travar batalhas na fronteira do conhecimento científico no plano mundial e sair-se vitorioso apesar de todas as condições difíceis de um país da periferia do capitalismo.
A prisão não é só uma derrota para os direitos humanos e as garantias individuais, como acontece com as dezenas de detidos levados para os cárceres de Curitiba, que contrariam a visão mais recente sobre detenções, que recomenda um uso ainda mais criterioso e prudente do que prevê o Código Penal. No caso de Othon, acrescente-se a derrota política à vergonha cultural.
Equivale, na Lava Jato, a um dos mais grotescos gestos de marketing do governo Fernando Collor, que se deu ao trabalho de ir até o poço de Cachimbo para jogar uma pá de cal num local apontado como área de testes do programa nuclear brasileiro — alvo permanente de pressão por parte de Washington. Para quem recorda o esforço de Collor para se reaproximar da diplomacia norte-americana, pela abertura das importações e até condenando o voto brasileiro na ONU sobre sionismo, a cena de Cachimbo foi um pedido de benção dirigido aos EUA.
Pioneiro do programa nuclear brasileiro, o almirante Othon tem uma história com poucas semelhanças no país. Mas, para efeitos didáticos, e com todas as distâncias que precisam ser consideradas, pode ser definido como um Santos Dumont que deu certo. Não é exagero.
Explico: na Paris do início do século XX, que na época abrigava os principais pesquisas de aeronáutico do planeta, o pai brasileiro da aviação foi um pioneiro real dos voos mais pesados do que o ar. Fez inovações consideradas fundamentais, injustamente diminuídas mais tarde. Mas Santos Dumont enfrentou condições adversas que impediram que tivesse um papel relevante quando o transporte aéreo se firmou e tornou-se um dos motores da economia mundial, nas primeiras décadas do século passado.
O almirante Othon fez sua parte na busca do conhecimento para uso da energia nucelar, uma das necessidades essenciais das sociedades humanas de nossa sociedade.
Claro que ele não inventou o enriquecimento de urânio, mas ajudou na criação de uma tecnologia mais eficaz para isso, a partir de centrífugas desenvolvidas no país. Era uma medida essencial para o desenvolvimento brasileiro, já que não se trata de uma mercadoria que se possa comprar em supermercado.
Ao contrário do que ocorreu com Santos Dumont, inventor numa época em que não tinha uma noção plena da riqueza que estava sendo criado nos céus da capital francesa, o trabalho do Almirante Othon ocorreu numa situação em que todo mundo reconhece a importância da energia nuclear.
Abastecendo mais de metade da energia dos países europeus — na França, a porcentagem supera 70% — ela é essencial na vida de todos os dias, numa necessidade que cresce na mesma proporção em que uma sociedade se eleva tecnologicamente.
Num mundo conflituoso e tenso, o conhecimento atômico também é um fator de relevo para um país interessado em defender-se pela estratégia da chamada dissuasão militar — a ameaça de destruição mútua que bloqueia todo passo inicial num conflito atômico.
Nessa situação, as potências mundiais, lideradas pelos Estados Unidos, tentam assegurar o monopólio exclusivo do conhecimento e produção de energia nuclear. O controle é essencialmente político.
Um aliado estratégico de Washington, o Estado de Israel, não é incomodado em suas pesquisas, inclusive para uso militar. Já as pesquisas do Irã, como nós sabemos, só avançam contra ameaças, chantagens e atos de guerra e terrorismo.
O programa nuclear brasileiro, que é parte de um esforço nacional de soberania, sempre foi alvo de pressões dessa natureza. O bloqueio à compra de material estratégico é histórico. As suspeitas de sabotagem a pesquisas que poderiam ser bem sucedidas também. Atuando nessa situação adversa, determinadas compras precisavam ser feitas de forma encoberta para evitar que os fornecedores fossem rastreados e retaliados.
Sem conhecer todos os detalhes da delação premiada de Dalton Avancini, que teria dado base à acusação contra o almirante, não é possível ter uma opinião sobre a denúncia, em si. Qualquer que seja sua consistência, o pouco que se pode conhecer indica algo semelhante ao disse-que-disse de sempre, muito empregado por executivos interessados em garantir uma pena baixa depois de se envolverem em esquemas altos.
Se ninguém está acima de todas as suspeitas, o almirante Othon tem o direito — como os outros réus, aliás — de explicar-se em liberdade. Deve ser ouvido, lealmente.
Não podemos esquecer que toda pessoa é inocente até que se prove o contrário. Vivemos e queremos viver sob um Estado Democrático de Direito, onde as pessoas vivem em liberdade e só podem ser presas após julgamento, quando sua culpa está demonstrada após o contraditório e o amplo direito de defesa.
sábado, 1 de agosto de 2015
Nota de repúdio dos Metalúrgicos do ABC contra atentato terrorista ao Instituto Lula | Conversa Afiada
Atentado tem que ser federalizado | Conversa Afiada
Lideranças dos metalúrgicos de todo o Estado de
São Paulo estiveram reunidas com o ex-presidente Lula, na tarde de ontem
(31), para encaminhar as ações da categoria diante do atentado ao
Instituto Lula ocorrido na quinta-feira (30).
Além do Sindicato
dos Metalúrgicos do ABC, estiveram presentes a Confederação Nacional dos
Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, a Federação Estadual dos Metalúrgicos
da CUT, a FEM-CUT, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, e o
Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.
Não permitiremos que nossa
principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou
pessoas que não têm responsabilidade com a democracia e que nunca se
importaram com os trabalhadores.
O legado vitorioso construído
pelo ex-presidente Lula trouxe muitos avanços para o País e conquistas
para os trabalhadores e para toda a sociedade brasileira.
As
ações do governo Lula retiraram o Brasil das trevas: da fome, da
desigualdade social, da concentração de renda e do abandono a que
estavam submetidas as populações do campo, das periferias e das regiões
Norte e Nordeste, e deram dignidade a milhões de pessoas.
As lutas no Brasil se intensificarão em defesa deste legado, do qual somos parte e muito nos orgulhamos.
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Sábado, 1 de agosto de 2015
Nota de repúdio
Lideranças dos metalúrgicos de todo o Estado de
São Paulo estiveram reunidas com o ex-presidente Lula, na tarde de ontem
(31), para encaminhar as ações da categoria diante do atentado ao
Instituto Lula ocorrido na quinta-feira (30).
Além do Sindicato
dos Metalúrgicos do ABC, estiveram presentes a Confederação Nacional dos
Metalúrgicos da CUT, a CNM-CUT, a Federação Estadual dos Metalúrgicos
da CUT, a FEM-CUT, o Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, e o
Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.
Não permitiremos que nossa
principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou
pessoas que não têm responsabilidade com a democracia e que nunca se
importaram com os trabalhadores.
O legado vitorioso construído
pelo ex-presidente Lula trouxe muitos avanços para o País e conquistas
para os trabalhadores e para toda a sociedade brasileira.
As
ações do governo Lula retiraram o Brasil das trevas: da fome, da
desigualdade social, da concentração de renda e do abandono a que
estavam submetidas as populações do campo, das periferias e das regiões
Norte e Nordeste, e deram dignidade a milhões de pessoas.
As lutas no Brasil se intensificarão em defesa deste legado, do qual somos parte e muito nos orgulhamos.
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Sábado, 1 de agosto de 2015
Atentado terrorista da direita contra Instituto Lula tem que ser federalizado | Conversa Afiada
Atentado tem que ser federalizado | Conversa Afiada
O Conversa Afiada reproduz artigo de Breno Altman sobre alguns dos efeitos da incansável atividade Golpista do PiG, associado ao PSDB:
A bomba jogada contra entidade liderada pelo
ex-presidente da República, na noite de quinta-feira, revela perigos que
rondam o cenário político.
Tudo leva a crer que o ato terrorista
teve origem em alguma franja da direita, animada pelo clima de ódio
antipetista diuturnamente alimentado pelos principais meios de
comunicação e líderes da oposição.
A escalada é notável, transitando das agressões verbais nas redes sociais para o terreno do enfrentamento físico.
O primeiro sinal veio com a coação de ex-ministros em restaurantes paulistanos, além de ataques irregulares contra sedes do PT.
No
início da semana, o presidente fluminense do partido e prefeito de
Maricá, Washington Quaquá, tomou um empurrão que o jogou ao chão
enquanto dava entrevista a alguns jornalistas.
Sentindo-se à
vontade, de mãos livres para fazerem o que bem entendem, extremistas do
conservadorismo agora aumentam a altura do sarrafo e miram na principal
liderança da esquerda brasileira.
Seria irresponsabilidade
afirmar que o atentado contra o Instituto Lula, cujos objetivos parecem
ser intimidação e propaganda, representa prova de que a oposição de
direita esteja saindo da institucionalidade para a violência.
Mas
é cristalino que o discurso do reacionarismo, estimulando clima de caça
às bruxas contra o petismo, identificando-o como campo político a ser
aniquilado por todos os meios, está na origem da atual onda de
truculência.
Basta ver a audácia dos que resolveram escolher Lula
como alvo de suas intentonas. Não se trata mais de situações casuais e
fortuitas, mas de operação planejada e armada, o que indica proliferação
e recrudescimento de grupos dispostos ao terror.
Também chama atenção a reação frágil e intimidada do governo federal a respeito de fato tão relevante.
Ataque
desta natureza contra um ex-presidente da República, ainda mais da
estatura de Lula, sem o qual jamais a atual administração teria sido
eleita e reeleita, exigiria resposta de alta intensidade, através de
todos os canais possíveis.
Para começo de conversa, as
investigações deveriam ser imediatamente federalizadas e caberia, à
chefe de Estado, chamar rede nacional de rádio e televisão, com o
intuito de proclamar claramente o repúdio ao ódio fascista e a
determinação de empenhar todos os esforços para impedir sua difusão na
sociedade.
A claudicante contraposição petista ao atentado da rua
Pouso Alegre, no mais, revela as sequelas de uma estratégia
conciliatória que foi incapaz de preparar o governo, os partidos de
esquerda e os movimentos sociais para uma etapa como a atual, de
radicalização do confronto entre projetos de nação.
Ao deixar
intacto o monopólio da mídia, o petismo cevou seus piores inimigos, que
agem como máquinas de animação e mobilização das entranhas mais
apodrecidas do país, na busca de onda restauradora que possa enterrar, a
qualquer preço, o processo de mudanças iniciado com a eleição de Lula
em 2002.
Mantendo ares de normalidade, o governo e o PT banalizam
a gravidade dos acontecimentos, desorganizam sua própria militância e
abrem alas para o conservadorismo seguir em seu movimento ascensional,
que já combina hegemonia institucional com disputa das ruas e, agora, o
recurso à violência.
A história, aliás, está repleta de exemplos
sobre o que se passa quando as forças progressistas e democráticas
comportam-se como avestruzes.
Ofensivas reacionárias, afinal, não costumam ser detidas com bom-mocismo, falta de audácia e encolhimento.
Em tempo: a Carta Capital mostrou como o atentado do Riocentro deveria ter sido.
E como fazia parte de um plano da Direita – hoje instalada no PiG e no
PSDB – para explodir a Esquerda. O Riocentro desmascarou a Direita. O
atentado ao Instituto Lula pode desmascarar não a Direita instalada no
PiG e no PSDB – mas a inépcia do sistema governamental de combate ao
Golpe ! – PHA.
O Conversa Afiada reproduz artigo de Breno Altman sobre alguns dos efeitos da incansável atividade Golpista do PiG, associado ao PSDB:
ATENTADO CONTRA INSTITUTO LULA ACENDE ALERTA VERMELHO
A bomba jogada contra entidade liderada pelo
ex-presidente da República, na noite de quinta-feira, revela perigos que
rondam o cenário político.
Tudo leva a crer que o ato terrorista
teve origem em alguma franja da direita, animada pelo clima de ódio
antipetista diuturnamente alimentado pelos principais meios de
comunicação e líderes da oposição.
A escalada é notável, transitando das agressões verbais nas redes sociais para o terreno do enfrentamento físico.
O primeiro sinal veio com a coação de ex-ministros em restaurantes paulistanos, além de ataques irregulares contra sedes do PT.
No
início da semana, o presidente fluminense do partido e prefeito de
Maricá, Washington Quaquá, tomou um empurrão que o jogou ao chão
enquanto dava entrevista a alguns jornalistas.
Sentindo-se à
vontade, de mãos livres para fazerem o que bem entendem, extremistas do
conservadorismo agora aumentam a altura do sarrafo e miram na principal
liderança da esquerda brasileira.
Seria irresponsabilidade
afirmar que o atentado contra o Instituto Lula, cujos objetivos parecem
ser intimidação e propaganda, representa prova de que a oposição de
direita esteja saindo da institucionalidade para a violência.
Mas
é cristalino que o discurso do reacionarismo, estimulando clima de caça
às bruxas contra o petismo, identificando-o como campo político a ser
aniquilado por todos os meios, está na origem da atual onda de
truculência.
Basta ver a audácia dos que resolveram escolher Lula
como alvo de suas intentonas. Não se trata mais de situações casuais e
fortuitas, mas de operação planejada e armada, o que indica proliferação
e recrudescimento de grupos dispostos ao terror.
Também chama atenção a reação frágil e intimidada do governo federal a respeito de fato tão relevante.
Ataque
desta natureza contra um ex-presidente da República, ainda mais da
estatura de Lula, sem o qual jamais a atual administração teria sido
eleita e reeleita, exigiria resposta de alta intensidade, através de
todos os canais possíveis.
Para começo de conversa, as
investigações deveriam ser imediatamente federalizadas e caberia, à
chefe de Estado, chamar rede nacional de rádio e televisão, com o
intuito de proclamar claramente o repúdio ao ódio fascista e a
determinação de empenhar todos os esforços para impedir sua difusão na
sociedade.
A claudicante contraposição petista ao atentado da rua
Pouso Alegre, no mais, revela as sequelas de uma estratégia
conciliatória que foi incapaz de preparar o governo, os partidos de
esquerda e os movimentos sociais para uma etapa como a atual, de
radicalização do confronto entre projetos de nação.
Ao deixar
intacto o monopólio da mídia, o petismo cevou seus piores inimigos, que
agem como máquinas de animação e mobilização das entranhas mais
apodrecidas do país, na busca de onda restauradora que possa enterrar, a
qualquer preço, o processo de mudanças iniciado com a eleição de Lula
em 2002.
Mantendo ares de normalidade, o governo e o PT banalizam
a gravidade dos acontecimentos, desorganizam sua própria militância e
abrem alas para o conservadorismo seguir em seu movimento ascensional,
que já combina hegemonia institucional com disputa das ruas e, agora, o
recurso à violência.
A história, aliás, está repleta de exemplos
sobre o que se passa quando as forças progressistas e democráticas
comportam-se como avestruzes.
Ofensivas reacionárias, afinal, não costumam ser detidas com bom-mocismo, falta de audácia e encolhimento.
Em tempo: a Carta Capital mostrou como o atentado do Riocentro deveria ter sido.
E como fazia parte de um plano da Direita – hoje instalada no PiG e no
PSDB – para explodir a Esquerda. O Riocentro desmascarou a Direita. O
atentado ao Instituto Lula pode desmascarar não a Direita instalada no
PiG e no PSDB – mas a inépcia do sistema governamental de combate ao
Golpe ! – PHA.
terça-feira, 28 de julho de 2015
Centrais sindicais fazem hoje (28) ato pela retomada do desenvolvimento - Portal Vermelho
Centrais sindicais fazem ato pela retomada do desenvolvimento - Portal Vermelho
As centrais sindicais realizam nesta terça-feira (28) ato contra a alta dos juros e pela retomada do desenvolvimento. “Ao pressionar por uma mudança na política macroeconômica, nós também levantamos a bandeira da taxação das grandes fortunas, de uma reforma tributária progressista para que o trabalhado não seja a principal vítima da crise”, defendeu o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adílson Araújo.
CTB
Em nota conjunta, as centrais afirmam que a atual política de juros "derruba a atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumenta o desemprego e diminui a capacidade de consumo das famílias e, mais, reduz a confiança e os investimentos dos empresários, o que compromete a capacidade de crescimento econômico futuro".
Para as centrais sindicais, o aumento da taxa de juros tem sido ineficaz no combate a inflação, encarece o crédito para consumo e para investimentos, causa mais desemprego, queda de renda, piora o cenário de recessão da economia e ainda contribui para diminuir a arrecadação do governo. "E mais, concentra cada vez mais renda nas mãos de banqueiros e especuladores financeiros", enfatiza a nota.
CTB
“Sempre ressaltamos a importância de uma alteração no rumo da política macroeconômica em curso. A elevação dos juros e a alta do superavit primário têm impacto direto na renda do trabalhador e na política industrial”, salientou Adilson, da CTB, lembrando que estes pontos fazem parte da pauta de reivindicações das centrais sindicais aprovada na Conclat de 2010.
“Na medida que ascende a luta de classes, aprofunda-se as desigualdades e cresce a ofensiva contra os direitos dos trabalhadores a pressão deve contribuir para que possamos, efetivamente, retomar o caminho do desenvolvimento nacional”, defendeu o sindicalista.
Segundo o líder classista, “há uma pressão para que o governo se renda ao apelo do mercado”, o que também, segundo ele, tem dado ímpeto “a essa ofensiva golpista que também é contra os programas sociais, valorização do salário mínimo e contra o ciclo mudancista que promoveu a inclusão social".
“A ação do campo democrático e popular é para que o governo atenda aos apelos da maioria da população: menos juros e mais empregos”, finalizou Adílson.
O secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, destacou a necessidade da participação popular no Copom. “É coisa de um grupo de burocratas, que não entendem nada de produção. É antiga nossa reivindicação de que os trabalhadores também façam parte do Copom”, afirmou.
Do Portal Vermelho, Dayane Santos, com informações das centrais sindicais
Dieese explica nova regra para aposentadoria proposta pelo governo - Portal Vermelho
Dieese explica nova regra para aposentadoria proposta pelo governo - Portal Vermelho
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou Nota Técnica sobre a Fórmula 85/95 para aposentadorias que está em análise no Congresso Nacional. O trabalho aborda o que muda com a regra progressiva proposta pela Medida Provisória 676/15 encaminhada pelo Executivo ao Congresso. O texto compara a fórmula 85/95 com o fator previdenciário e mostra quem mais se beneficia com a nova regra.
Na Nota Técnica, o Dieese destaca que “o próprio governo declara que a progressividade proposta pela Medida Provisória não resolve a questão demográfica (o envelhecimento da população) de forma a garantir a sustentabilidade do sistema no futuro.”
Os desafios da transição demográfica para a previdência serão objeto de outra nota técnica, anuncia o Dieese, explicando que “com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento, surgem novos desafios, tanto nos países desenvolvidos quando nos que estão em desenvolvimento.”
O Censo 2010, IBGE, mostrou que, naquele ano, a população brasileira de mais de 65 anos representava 7,4%, e a de 80 anos ou mais, 1,5% da população total do país. A projeção da população (revisão de 2008) estima que, em 2020, essas parcelas serão de 13,3% e 2,7% e; em 2050, a proporção esperada de pessoas com 65 anos ou mais deverá ser de 22,7% e a de 80 anos ou mais, de 6,4%.
Em 40 anos, o contingente de pessoas com mais de 65 anos crescerá 247,3%, o de pessoas com 80 anos ou mais deverá aumentar 368,3%, enquanto o crescimento total da população deverá ser de apenas 12,8%, maior em 2050 do que em 2010.
“Equivale a dizer que enquanto em 2010 havia nove pessoas em idade ativa e, potencialmente, com capacidade para trabalhar, para cada idoso, em 2050, serão apenas três para cada idoso. Como nosso sistema é de repartição, em 2050, teremos menos trabalhadores aptos a trabalhar e sustentar quem está aposentado”, explica o Dieese.
Processo inexorável
O Dieese lembra que “reconhecendo que esse é um processo inexorável e que o Brasil vive uma fase demográfica ainda confortável, já durante o Fórum Nacional da Previdência, em 2007, as Centrais Sindicais se mostraram dispostas a fazer uma discussão profunda e transparente sobre o futuro e a sustentabilidade do sistema no país.”
“Novamente agora, ao se colocarem contra a progressividade proposta na Medida Provisória, reafirmaram a disposição de iniciar um processo de diálogo e negociação sobre o futuro e a sustentabilidade da Previdência Social e do sistema como um todo”, destaca ainda a nota técnica dão Dieese.
Atualmente, o INSS responde pelo pagamento de cerca de 31,6 milhões de benefícios, sendo 27,3 milhões de caráter previdenciário e 4,3 milhões assistenciais (não contributivos).
Leia aqui a íntegra da Nota Técnica
Leia também:
Congresso instala comissão para analisar MP da aposentadoria
Do Portal Vermelho
De Brasília, Márcia Xavier, com informações do Dieese
Desigualdade no Brasil: raiz histórica da violência - Portal Vermelho
Desigualdade no Brasil: raiz histórica da violência - Portal Vermelho
rlando Silva *
Aprovado no último dia 15 de julho, o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apurou violência contra jovens negros e pobres no Brasil, nos apresenta uma realidade brutal da violência pelo Brasil. A quantidade de mortes de jovens pelo país é o sintoma mais agudo de uma patologia social que sangra a dignidade brasileira, o racismo.
A CPI do Jovem Negro e Pobre cumpre um papel institucional e de reconhecimento central para superar tal realidade. Ao mesmo tempo em que abre espaço para a população excluída, ela reconhece que existe, sim, um “genocídio simbólico” de nossos jovens.
Dados da violência
O mapa desenhado pela Comissão apresenta dados escandalosos e pioram quando a estatística analisa as mortes de jovens negros e pobres pelo país. Considerando os dados de 2004 a 2007, percebe-se que o número de mortes da juventude negra supera o de mortos na guerra do Afeganistão. Sendo que, de acordo com as estatísticas, os jovens negros morrem 3,7 vezes mais que os jovens brancos. Para ter uma ideia, no Brasil, os homicídios são a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos, atingindo, majoritariamente, o segmento de jovens negros e pobres.
De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, das 537.790 pessoas que estão no sistema penitenciário, 93,92% são homens, 60% são negros, 66% são pobres, 51% não tiveram acesso à escola. Esse é o número da vergonha, da exclusão. Diante desse cenário brutal, nossa luta por avanços passa, sobretudo, pela superação das desigualdades e negação de direitos que condicionaram a sociedade a uma situação de quarentena.
No nosso entendimento, a principal contribuição da CPI do Jovem Negro e Pobre residiu em apresentar um documento de diretrizes, que partiu da realidade de jovens, pais e mães de diferentes regiões do país, que sofrem, diariamente, com a violência. Nosso esforço está em propor uma ação que se constitua em avanço no combate à desigualdade, raiz histórica da violência.
Após esse período de conquistas (2003-2015), está na hora de avançar. A sociedade brasileira, o poder público e as organizações sociais precisam se unir para repensar o modelo de desenvolvimento em curso. É preciso ampliar e fortalecer as políticas públicas de combate ao racismo e ao preconceito, é preciso construir cidades mais humanas, não podemos negar mais educação e lazer à nossas crianças. Só assim avançaremos.
E mais, não poderemos falar em democracia forte, projeto nacional de desenvolvimento e avanço social sem superar a herança brutal que a desigualdade impôs ao nosso país nestes 515 anos. A qual se revela, nesse momento, na motivação racista que existe no extermínio da juventude negra nas periferias das grandes cidades.
*Orlando Silva é deputado federal (PCdoB/SP); vice-líder do governo na Câmara dos Deputados e 1º vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito de Homicídios de Jovens Negros e Pobres no Brasil.
* Orlando Silva é deputado federal, foi ministro do Esporte, é vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados e presidente do PCdoB em São Paulo
Globo 1989-2015: 26 anos de campanhas sujas contra Lula - Portal Vermelho
Globo 1989-2015: 26 anos de campanhas sujas contra Lula - Portal Vermelho
Um promotor com folha de serviços judiciais que destacam 245 advertências por desempenho negligente protocolou uma acusação contra Lula em tempo recorde.
Por Dario Pignotti, na Carta Maior
Estudos posteriores demonstraram que essa fraude eletrônica, complementada pela reedição igualmente tendenciosa dos melhores momentos do debate entre os candidatos, reverteu a curva de aprovação ascendente de Lula. Três dias depois, no dia 17 de dezembro de 1989, o petista sofreria sua primeira derrota presidencial contra a Globo, a única força política que sobreviveu impune aos 21 anos de ditadura, que obstruiu a transição democrática (censurando as mobilizações massivas por eleições diretas), e vem prolongando seu status de partido hegemônico até hoje.
Há duas semanas, um fiscal substituto, com currículo acadêmico mediano e uma folha de serviços judiciais na que se destacam 245 advertências por desempenho negligente e/ou demorado, protocolou uma acusação contra o ex-presidente e líder histórico do PT em tempo recorde, segundo ele, porque suspeitava do delito de “tráfico de influências internacional”.
O funcionário suplente, conhecido na comarca judicial de Brasília (integrada por vários procuradores e juízes anti-lulistas) por sua velocidade de tartaruga, iniciou o procedimento investigativo atropelando o prazo previsto pela promotora titular, que expirava em setembro.
Fez isso baseado nos artigos publicados pelo grupo Globo, nos que se associavam as viagens de Lula ao exterior, entre 2011 e 2014 com supostas manobras dolosas a favor da construtora Odebrecht – que atua em vários países e se beneficia há décadas das gestões de governantes civis e militares.
Em artigo ilustrado com a imagem de Lula com um gesto intrigante, a revista Época, das Organizações Globo, o define como um “operador” das empresas construtoras, e associa, sem nexo documental nem testemunhal, sua agenda internacional com o tráfico de influências.
O semanário global mostra mensagens de fax que confirmam as viagens, o que é redundante, porque os eventos no qual participou foram públicos, e se insinua que o grosso desses encontros não se realizaram com a participação da Odebrecht. Para completar a desinformação, a nota evita explicar devidamente que várias dessas viagens internacionais foram para receber prêmios e títulos de doutorados honoris causa, na Espanha, Estados Unidos e México, ou para manter reuniões com ex-presidentes, como as duas que teve com Bill Clinton.
Quem leu os quase 20 mil caracteres da reportagem principal, publicada no dia 30 de abril – a que foi citada pelo promotor para fundamentar suas suspeitas – chegará à conclusão de que contém tantos indícios contra Lula como os que guardavam as pastas em branco que levaram Collor à presidência em 1989, com cumplicidade da mesma Globo.
O vazio informativo da Globo nessa e em outras matérias similares, se transformou em escândalo mundial em questão de horas: agências internacionais e cadeias televisivas do mundo inteiro replicaram a notícia de que Lula estaria envolvido numa trama suspeita. A bola de neve se tornou gigante com o passar das semanas, e aquela notícia oca conseguiu inspirar análises mal-intencionados, especialmente da imprensa anglo-saxônica, e mais ainda dos meios financeiros como o Financial Times, que escreveu na semana passada um editorial sobre o “filme de terror” de um Brasil que se afunda na corrupção, e que só se salvaria com um plano de ajuste exemplar. Seria, por acaso, um plano como o imposto à Grécia? Possivelmente sim.
Aliás, as teses extremamente neoliberais do Financial Times costumam ser tomadas como próprias pela Globo, para o que imagina ser um futuro próximo pós-Lula e pós-Dilma Rousseff – também a querem fora do Planalto, apesar das políticas ortodoxas de seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, um ex-funcionário do FMI e do banco privado Bradesco.
A urgência do grupo midiático mais concentrado da América Latina em virar a página da era “lulopetista” foi bem resumido na semana passada, num artigo de opinião cujo título – “Sem tempo” – não deixa lugar a dúvidas, trazendo argumentos a favor de uma saída antecipada de Dilma e a continuidade do ortodoxo ministro Levy numa gestão de transição, após um hipotético golpe institucional.
Como os nazistas
Poucos jornalistas conhecem a lógica política da Globo como Tereza Cruvinel, que trabalhou durante mais de uma década como colunista política para os meios da empresa, antes de seguir sua carreira em outros veículos. Cruvinel assegura que o plano editorial para acabar com o capital simbólico e político de Lula tem um capítulo crucial com sua chegada ao poder, em 2003.
“Esta novela vem sendo escrita desde 2003, e agora começa a tomar forma. No epílogo desejado por seus autores, Lula sai da história, do lugar que lhe é de direito, por sua trajetória, e termina de forma vergonhosa, processado (como a Justiça o declara), inelegível, e assim o povo não repete a ousadia de votar em alguém que saiu da pobreza e da classe trabalhadora”, analisa Cruvinel.
Lula respondeu aos ataques nesta sexta-feira (24/7): “tenho a impressão de que o que vemos na televisão se parece com o que os nazistas faziam, criminalizando o povo judeu, ou o que os romanos faziam, criminalizando os cristãos. Estou cansado de ver esse tipo de criminalização contra as esquerdas”.
Em encontro com sindicalistas da região industrial de São Paulo, o ex-presidente reforçou sua indignação enaltecendo a honestidade de Dilma, caluniada diariamente com insinuações sem provas. Vestido com o velho macacão de militante, o ex-presidente viaja pelo Brasil denunciando a tentativa de golpe branco contra Dilma, reivindicando a política econômica distribucionista dos governos petistas, assim como da continuidade da política externa voltada à América Latina.
Apesar das campanhas negativas contra si, Lula mantém uma agenda de encontros internacionais que, nos últimos meses, incluiu eventos com os presidentes Evo Morales e Cristina Fernández, o secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, e o presidente do Parlamento venezuelano Diosdado Cabello, encontro que ocorreu pouco antes da missão de senadores opositores brasileiros, que viajaram à Venezuela para se encontrar com os referentes golpistas.
Lula é o único sobrevivente da troica sul-americana formada por ele, Néstor Kirchner e Hugo Chávez – a que, em 2005, acabou com o projeto de “anexação” da ALCA, na cara de George Walker Bush, que foi àquela Cúpula das Américas de Mar del Plata com a certeza de que ninguém se atreveria. Tinha como aliado o corpulento presidente mexicano Vicente Fox, que mostrou ser um anão político de incapacidade diplomática singular.
O eventual retorno do líder petista nas eleições de 2018 é uma hipótese contra a qual a família Marinho, dona da Rede Globo, trabalha determinada, junto com seus sócios políticos locais. Esse bloco contrário ao regresso de Lula conta, possivelmente, com o aval dos grupos de interesse estrangeiros, “provavelmente norte-americanos”, comprometidos com a restauração de um projeto de livre mercado hemisférico, comentou a este diário o chefe do bloco de deputados do PT, Sibá Machado.
Escritor cubano Leonardo Padura atropela jornalista de Veja: 'há mais gente na rua em uma quadra de São Paulo do que em toda Cuba' - Portal Vermelho
Escritor rebate jornalista de Veja: 'Ninguém morre de fome em Cuba' - Portal Vermelho
"Ninguém morre de fome em Cuba, há mais gente na rua em uma quadra de São Paulo do que em toda Cuba", disparou o escritor cubano Leonardo Padura, um dos principais nomes da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, ao rebater pergunta capciosa feita pela repórter Nathalia Watkins, da revista Veja.
Convidado do programa Roda Viva Internacional, da TV Cultura, na última quinta-feira (16), Padura ainda afirmou que “uma das coisas que tento evitar sempre, quando me perguntam sobre as realidades de um país que visito, é dar minha opinião. Porque uma realidade só pode ser conhecida por quem participa dela, vive nela".
Confira (do 44’20″ em diante):
"Ninguém morre de fome em Cuba, há mais gente na rua em uma quadra de São Paulo do que em toda Cuba", disparou o escritor cubano Leonardo Padura, um dos principais nomes da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, ao rebater pergunta capciosa feita pela repórter Nathalia Watkins, da revista Veja.
Convidado do programa Roda Viva Internacional, da TV Cultura, na última quinta-feira (16), Padura ainda afirmou que “uma das coisas que tento evitar sempre, quando me perguntam sobre as realidades de um país que visito, é dar minha opinião. Porque uma realidade só pode ser conhecida por quem participa dela, vive nela".
Confira (do 44’20″ em diante):
sábado, 18 de julho de 2015
Luciana Santos: PCdoB reafirma sua posição em defesa da democracia - Portal Vermelho
Luciana Santos: PCdoB reafirma sua posição em defesa da democracia - Portal Vermelho
A busca e apreensão de documentos nas casas e escritórios de três senadores e o vazamento da delação premiada que acusa o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de ter pedido U$S 5 milhões em propina, ambos os fatos desencadeados pela Operação Lava Jato, agravaram o cenário de instabilidade política. Esta é a avaliação da presidenta nacional do PCdoB, deputada federal Luciana Santos, em entrevista ao Portal Vermelho, na noite desta sexta-feira (17).
Agência Câmara
Segundo a dirigente comunista: "Evoluem os fatos da conjuntura política nacional no sentido de uma crise de caráter institucional, e a essa altura, fica cada vez mais nítido — conforme têm alertado o PCdoB e outras forças progressistas, renomados juristas e advogados e mesmo vozes do Supremo Tribunal Federal (STF) — que a Operação Lava Jato de forma aberta é usada politicamente. As sucessivas ações afrontosas à Constituição, com vazamentos seletivos, são direcionadas para atingir a presidenta Dilma Rousseff, criminalizar o PT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desmoralizar a esquerda como um todo e alcançar outros partidos da base do governo”.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, anunciou nesta sexta-feira que está rompido politicamente com o governo e avisa que agora “é oposição”. Luciana aponta que este anúncio é uma reação ao vazamento da delação premiada: “como se (o vazamento) pudesse ser uma ação estimulada pelo Palácio do Planalto, o que não condiz com a realidade. Logo em seguida, em função das declarações do presidente da Câmara, o PMDB nacional se pronunciou, considerando a posição de Cunha como sendo de caráter pessoal, e não uma decisão do partido, por nenhuma de suas instâncias de direção".
A presidenta do PCdoB considera fundamental combater a corrupção e ao mesmo tempo assegurar a normalidade institucional: "O PCdoB reafirma sua posição de defesa da legalidade democrática, do respeito ao rito processual em todas as investigações em curso, da apuração dos responsáveis por corrupção dentro da legalidade democrática. Nos pronunciamos veementemente e consideramos de importância vital assegurar a constitucionalidade do mandato da Presidenta Dilma Rousseff - que se liga intimamente à defesa do interesse nacional - pois uma crise institucional não ajuda o Brasil a enfrentar seus problemas sociais, políticos e econômicos", declarou Luciana Santos.
Da Redação
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