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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Presidente da Ubes faz balanço e traça perspectivas para 2012 - Portal Vermelho

Presidente da Ubes faz balanço e traça perspectivas para 2012 - Portal Vermelho

Ela mal foi eleita e já assumiu a responsabilidade de liderar o movimento OcupeBrasília, que levou 300 estudantes a acampar na Esplanada dos Ministérios em Brasília para reivindicar mais investimentos na educação. Em entrevista, Manuela Braga, a Manu, eleita presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) faz um balanço do início de sua gestão e fala das expectativas para 2012.

A posse da gestão de Manuela aconteceu ali mesmo, no acampamento do Ocupe Brasília, e diversos parlamentares compareceram para prestigiar a solenidade e apoiar a luta dos estudantes. A mobilização colheu frutos importantes para mudar os rumos da educação no país: no dia 6 de dezembro, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado (CE) aprovou por unanimidade, o PLS 138/11, projeto de lei que destina às áreas de educação e de ciência e tecnologia metade dos recursos do Fundo Social. Confira entrevista concedida ao Estudante Net

EstudanteNet: Como você avalia o 39º Congresso da Ubes, no qual foi eleita?

Maunela Braga: O 39º Congresso da UBES mobilizou 4,5 milhões de estudantes, de 5 mil escolas públicas e particulares dos 27 estados, em etapas estaduais preparatórias que debateram diversos temas até chegar a etapa nacional. No decorrer do congresso, percebemos que não importa a região do país, a educação ainda tem muito o que avançar, principalmente no que diz respeito ao conteúdo dentro da sala de aula e maior ousadia nos investimentos. Saímos da plenária final direto para o #OcupeBrasilia, como foi deliberado no Congresso, um movimento que todos os dias reunia estudantes diversos, movimentos sociais e parlamentares em defesa da educação. Podemos dizer que o 39º Conubes só terminou depois da ocupação, um congresso, portanto, vitorioso

EstudanteNet: O #OcupeBrasília vai ficar marcado para a história do movimento estudantil e do Brasil. Gostaria que você comentasse o significado disso para a Ubes.
MB:Durante a semana em que estivemos ocupados fizemos mobilizações e debates em torno das nossas reivindicações, convidando movimentos sociais, deputados (as) e senadores (as), não tínhamos dúvidas da necessidade de fazer pressão para que fossem aprovados pautas como o 50% do Fundo Social do pré-sal para educação e a meia-entrada na lei geral da copa, além de ter contribuído para a construção do Estatuto da Juventude e do Plano Nacional de Educação (PNE) que represente os anseios e as necessidades dos estudantes. O #OcupeBrasília, é como tantos outros movimentos: um marco em nossa história. Novamente, reafirmamos a que viemos, isso significa para UBES mais uma grande conquista, fruto de um grande processo de mobilização em cada estado.

EstudanteNet: Inclusive a posse aconteceu no acampamento…

MB: Havíamos acabado de sair do congresso, com uma diretoria a ser empossada e estudantes do país inteiro reunidos em um acampamento reivindicando mais avanços na educação e aprovação do estatuto da juventude. Não teria cenário melhor que esse para a posse da direção eleita no 39º Conubes. Construímos uma posse praticamente da noite para o dia, uma posse das mais representativas e em um cenário único. Tenho a certeza de que junto com todos os que nos apoiaram, reafirmamos nosso compromisso com a luta dos estudantes.

EstudanteNet: E para você, Manuela, militante do movimento estudantil, como se sentiu tendo participado dessa ocupação da Esplanda dos Ministérios?

MB: Me senti fazendo história, na verdade acho que é esse o sentimento comum de todos que passaram pela UBES, em especial não me recordo de outro momento em que estudantes tenham ocupado a esplanada durante tanto tempo e de forma tão irreverente, com tantas conquistas.

EstudanteNet: Quais serão as principais bandeiras de luta da sua gestão?
MB: Sem dúvida, a luta por maiores investimentos na educação, reformulação do currículo do ensino médio, continuação da ampliação da rede de escolas técnicas e o passe-livre. Essas, inclusive, foram as nossas principais pautas defendidas durante a 2ª Conferência Nacional de Juventude, que aconteceu durante os dias em que estávamos no #OcupeBrasília.

EstudanteNet: O próximo ano será de eleições para prefeito e vereadores. O “Se liga 16″ é uma das principais campanhas da UBES. Qual a sua expectativa?

MB: O “Se Liga 16″ é o momento em que jovens de todo país, das mais diversas tribos, discutem de forma mais intensa através da UBES, Políticas Públicas de Educação e Juventude, constroem plataformas políticas com as inúmeras reivindicações que um país com a economia já um tanto avançada como o Brasil tem, mas ainda com muitas desigualdades sociais. É o momento que dizemos de forma mais forte “Sabemos onde o calo aperta, então também queremos ajudar a decidir os rumos do país.”

Pretendemos atingir todos os estados, numa grande campanha e, no fim, termos uma plataforma política que guarde os anseios e sonhos dos jovens, que nos aponte nossas ações e cobrança dos parlamentares de 2012 em diante, além de fazer com que se comprometam com nossas reivindicações.

EstudanteNet: Como você avalia a participação das mulheres na política e, principalmente, no movimento estudantil secundarista?
MB: Vivemos um momento em que só depois de 68 anos da conquista do voto feminino, elegemos uma mulher ao mais alto cargo do país e, ainda assim, enfrentamos graves dificuldades na emancipação feminina. No movimento estudantil não é diferente, existe grande resistência e preconceito, por exemplo, as meninas geralmente têm mais dificuldade em participar de atividade fora da escola, muitas vezes temos que enfrentar “piadinhas” entre uma passagem em sala e outra. Acredito que essa realidade será totalmente transformada, com mulheres ocupando cada vez mais os espaços de decisão desde representante de turma até a presidência do Brasil, e por fim quando transformamos a sociedade, havendo espaço para homens e mulheres.

EstudanteNet: Estamos vivendo um novo Brasil? Como você vê o papel do jovem estudante na construção desse processo?
MB: A juventude participou de todos os momentos de mobilizações e grandes transformações do país e do mundo. No Brasil, desde a abolição da escravatura até os dias atuais, a juventude pinta a cara e vai às ruas, passando pelo Fora Collor, a passeata dos 100 mil, o último Agosto Verde e Amarelo e o #OcupeBrasília. Pautas como o investimento de 50% do Fundo Social do pré-sal para educação, 10% do PIB, retomada do ensino técnico, entre outros, surgiram dos movimentos juvenis. Dizer que a juventude não se interessa por política é uma falsa verdade que provamos a cada página da história mundial.

Fonte: EstudanteNet

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Pernambucana Manuela Braga é eleita nova presidente da Ubes - Portal Vermelho

Pernambucana Manuela Braga é eleita nova presidente da Ubes - Portal Vermelho

Terminou neste domingo (4) o 39º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que reuniu em São Paulo cerca de cinco mil estudantes do ensino fundamental, médio,profissionalizante e pré-vestibular de todos os estados do país. O encontro elegeu a pernambucana Manuela Braga, de 19 anos, — aluna do curso técnico deSaneamento Ambiental no Instituto Federal de Ensino de Educacao,Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IF-PE) — a nova presidente da entidade.


Manuela Braga é eleita com 82,5% dos votos do 39º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes)

 Manuela, que vive no Recife, terá agora o desafio de percorrer as escolas de todo o país, conhecendo os problemas de cada grêmio e debatendo soluções para a educação brasileira.

Participaram da votação 1.561 delegados, escolhidos em eleições realizadas em escolas de todo o país. A chapa que elegeu Manuela, “Movimento estudantil unificado pelas mudanças do Brasil”, teve 1.288 votos,correspondendo a 82,5% do total. O outro candidato à presidente da Ubes foi Gladson Reis, de Belo Horizonte, representando a chapa “Rebele-se: A Ubes é para lutar”, que teve 273 votos — 17,5% do total.

Considerado o mais importante encontro do movimento estudantil brasileiro, ao lado do Congresso da UNE, o Congresso da Ubes definiu os rumos do movimento estudantil secundarista para os próximos dois anos. Com o tema “Todos juntos por uma educação do tamanho do Brasil”, o encontro serviu também para convocar a manifestação #OcupeBrasília, um acampamento dos jovens na Esplanada dos Ministérios, a partir dessa segunda-feira (5), em defesa da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) com 10% do PIB investidos nesse setor.

Manuela

A nova presidente da Ubes terá a partir de agora que conciliar as aulas, livros e provas com a missão de representar os milhões de estudantes brasileiros do ensino fundamental,médio, técnico e pré-vestibular.

Ao que parece, não será uma tarefa fácil. Nos bastidores do Congresso que a elegeu, visivelmente emocionada, Manuela deixou escapar que também está com a cabeça nas aulas de biotecnologia. É certo que nada parece ter sido muito fácil na história de vida dessa jovem nordestina, cuja mãe veio da pequena Nazaré, no interior do Piauí, e o pai de Vicência, no sertão pernambucano. Militante da União da Juventude Socialista (UJS), antes de se tornar presidente da Ubes, ela presidiu a União Metropolitana de Estudantes Secundaristas do Recife e foi líder do grêmio de sua escola técnica.

Comunicativa e animada, torcedora do Sport Clube Recife, fã deforró, MPB e até funk carioca, guarda carinho também pelo teatro e pelo cinema. Na literatura, seu livro favorito é “A Hora da Estrela”, cânone de Clarice Lispector. Curiosamente, o romance conta a vida de outra jovem nordestina, Macabéa, com origens familiares pobres nos rincões do Brasil. No entanto, ao contrário da personagem lispectoriana, cuja triste trajetória é marcada pela exclusão social, pela opressão e o esquecimento no sudeste, Manuela ganha o centro das atenções no debate público do país, tendo muito a falar e disposta a mudar a realidade:

“Sempre me incomodei em conhecer estudantes pobres que não assistiam aula por não ter dinheiro para o transporte, sempre me incomodei em conhecer alunos do turno da noite que não possuíam dinheiro para a alimentação. Essa ainda é a realidade de muitos, não somente no nordeste, mas em todo o país”, afirma.

Como principais objetivos de sua gestão Manuela elenca a ampliação do ensino técnico e de projetos como o Pronatec, a reforma do ensino médio aliando a educação propedêutica à aprendizagem profissional, o aumento de investimentos na escola pública, a conquista federal da meia-entrada e do passe-livre para estudantes de todos os estados e o fortalecimento das políticas públicas para a juventude no país.

Além disso, espera ver o movimento estudantil secundarista ainda mais antenado com outras pautas como o meio ambiente, assunto que gosta e domina, e o preconceito contra as mulheres. “Conheço muitas meninas, dentro das escolas desse país, que têm sonhos, inteligência e muita capacidade de participar dos grêmios, da Ubes, mas sofrem preconceitos e repressão de todos os tipos.São mal vistas pelos colegas, pela família, pela sociedade que não compreende uma mulher nova e livre, com participação política, poder e voz. Isso precisa mudar”, enfatiza, em um tom que soa como um convite a todas as potenciais jovens Macabéas do Brasil a se tornarem protagonistas na mudança do roteiro de suas vidas e da nação.


Com informações da assessoria de imprensa da Ubes

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Maior movimento ao 39º Congresso da UBES indica jovem Pernambucana a Presidenta da UBES

Portal da UJS - www.ujs.org.br  e com a UJS de Olinda http://ujs-olinda.blogspot.com/




Na noite do último dia vinte e um, o movimento “Tenho algo a Dizer” indica sua candidata a presidente da UBES: Manuela Braga! Pernambucana, conhecida por Manu, e, estudante de saneamento ambiental do Instituto Federal de Pernambuco. Manu foi vice-presidente do grêmio do CEFET, depois foi presidente do Grêmio do IFPE, foi presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco – UMES/PE e, atualmente, é a 1ª Diretora de Escolas Técnicas da UBES.

 Com apenas 19 anos Manu já liderou grandes lutas no estado de Pernambuco. Esteve presente em todas as lutas contra o aumento de tarifas do transporte público, foi responsável pela conquista da participação institucional dos estudantes na gestão democrática do IFPE, fazendo com que hoje o grêmio do IFPE tenha assento em todos os conselhos desta instituição. E não pára por aí, a liderança de Manu foi decisiva para a transformação da CEFET – PE em Instituto Federal, para a conquista da reserva de vagas de 50% para os estudantes de escola pública no IFPE e, sem dúvida, para a conquista da gratuidade da Universidade de Pernambuco para os estudantes pernambucanos.

A escolha de nossa candidata aconteceu num clima efusivo, com muita unidade e emoção pela Direção Nacional da UJS. Os motivos já são claros, mas Manu carrega ainda a leveza e determinação política que, sem dúvida, fará uma UBES ainda maior, com prestígio social e com a cara e cores dos estudantes brasileiros. Mas, para que a gente chegue lá, ainda falta percorrer uma estrada: levar mais e mais delegados ao 39º Congresso da UBES, combater a dispersão, ganhar o debate e os estudantes brasileiros para a nossa opinião!

E por falar em cara dos estudantes brasileiros, cada vez mais esta cara tem sido das mulheres! A sociedade em que vivemos nos leva a conviver com vários tipos de opressão, mas a indignação e rebeldia da juventude permite que o movimento “Tenho algo a Dizer” vá além do discurso e combata na prática estas opressões. A juventude experimenta mais, se indigna mais e é isso que faz o nosso movimento ter elegido como presidente da União Estadual dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro, a jovem negra e homossexual, Mel. É isso que nos levou a eleger Jéssica como Presidente da UGES – GO, Bárbara na AMES – RJ, Brenna na ACES – CE, Isadora na UCMG, Dani na AME – MT e Nicole na UPES.

A participação das mulheres na política e nos espaços de poder é uma luta de todos os membros do movimento “Tenho algo a Dizer”, homens e mulheres. À medida que nós lutamos pelo desenvolvimento social, pela reforma da educação brasileira, nós precisamos promover as mulheres em todos os lugares, pois é impossível desenvolver o nosso país sem a participação decisiva das mulheres. A eleição da Presidente Dilma é um marco importante para esta luta e, com certeza, inspira muitas mulheres pelo Brasil afora. E, é neste rumo que nós do movimento “Tenho algo a Dizer” pretendemos seguir batalhando para eleger Manu presidente da UBES.

Anne Cabral
Diretora M.E. Secundarista
União da Juventude Socialista

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