SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador Stálin. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Stálin. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de março de 2013

Há 60 anos, morreu Stálin, líder da União Soviética - Especial

Há 60 anos, morreu Stálin, líder da União Soviética - Portal Vermelho

Há exatos 60 anos, no dia 5 de março de 1953 morreu em Moscou o dirigente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e do Partido Comunista da União Soviética. O país e os comunistas de todo o mundo sentiram então o profundo golpe. Desaparecia aquele que durante três décadas comandou a construção do socialismo no país em meio a graves contradições e conflitos.


Jossif Vissarionóvitch Djugashvili, o Stálin (Homem de Aço) nasceu em 21 de dezembro de 1879 em Gori, província de Tblissi, Geórgia, região da Transcaucásia. Era filho de um sapateiro e uma camponesa.

Como seminarista em Tblissi, Stálin conheceu a literatura marxista e filiou-se ao Partido Operário Social Democrata da Rússia no ano de sua fundação, em 1898.

A partir de então dedicou-se à atividade revolucionária, editando publicações clandestinas, redigindo textos e artigos e fazendo a propaganda do marxismo entre os operários.

Participou ativamente da luta operária a partir de 1905. No ano de 1912, na Conferência de Praga (antiga Tchecoslováquia), os bolcheviques decidem organizar-se em partido independente, afastando completamente os mencheviques e adotando o nome Partido Operário Social Democrata Russo (bolchevique).

Na época, Stálin estava na prisão, de onde fugiu pouco depois, participando com Lênin da criação do jornal Pravda (A Verdade). Indicado para dirigir o grupo bolchevique na Duma (parlamento russo), foi detido mais uma vez e enviado para a Sibéria, de onde só sairia com a revolução democrática de fevereiro de 1917, que pôs fim ao regime monárquico czarista.

A jornada de luta dos operários, que acontecia desde o início do ano de 1917, se amplia e obtém a adesão de um grande número de soldados sublevados em razão das precárias condições criadas pela Primeira Guerra Mundial.

Durante o período anterior à Revolução de Outubro, Stálin participou dos preparativos para a insurreição e integrou o grupo que conduziu o Comitê Militar Revolucionário. O levante começou no dia 23 de outubro (6 de novembro no calendário usado atualmente), à noite. No dia seguinte, rapidamente, as tropas revolucionárias tomaram os principais pontos de Petrogrado e o Palácio de Inverno, onde se tinha refugiado o governo provisório.

Quando o 2º Congresso dos Sovietes se instalou naquele mesmo dia, proclamou: “… apoiando-se na vontade da imensa maioria dos operários, soldados e camponeses e na insurreição triunfante levada a cabo pelos operários e a guarnição de Petrogrado, o Congresso toma em suas mãos o poder”.

Após a revolução, Stálin atua na condução do Partido e dos negócios do Estado. Durante a guerra civil desencadeada pela burguesia, destacou-se como estrategista militar.

Em 1936, o 18º Congresso dos Sovietes aprova uma nova Constituição da URSS, a Constituição do socialismo, garantindo não apenas liberdades formais como as constituições burguesas, mas amplíssimos direitos e liberdades aos trabalhadores, material e economicamente, assegurados por todo o sistema da economia socialista que não conhece as crises, a anarquia nem o desemprego.

Enquanto os soviéticos comemoravam êxitos, os países capitalistas viviam profunda crise e Hitler já ocupava as nações vizinhas da Alemanha. Em relação à política externa, o Soviete Supremo orienta o país a continuar aplicando a política de paz e de fortalecimento das relações com todos os países, não permitindo que a URSS fosse arrastada a conflitos por provocadores, política amplamente defendida por Stálin na época.

Em 1941, após campanhas militares vitoriosas na Europa Ocidental e Central, a Alemanha de Hitler invade o território da URSS. A guerra contra a União Soviética durará cerca de 4 anos e meio e trará danos terríveis para o país. Mesmo assim, liderado por Stálin, o Exército Vermelho e o povo soviético rechaçam heroicamente a agressão nazista. Os invasores foram expulsos no fim de 1944 e completamente derrotados em maio de 1945. Uma epopeia que salvou não somente a URSS, mas toda a humanidade.

Stálin dedicou-se também ao trabalho teórico e ideológico, sistematizando e difundindo os princípios do marxismo-leninismo.

Sob sua direção, o socialismo se estabeleceu e a URSS conquistou imensos êxitos. Também cometeu graves erros, que estão entre os fatores que levaram à degenerescência do socialismo e à sua posterior derrota.

Da Redação do Portal Vermelho


Leia, assista e conheça mais!

-Con Motivo del 24º Aniversario de La Gran Revolución Socialista de Octubre de 1917 y en los comienzos de La Gran Guerra Patria Contra El Fascismo. (Youtube - gadjose)


Discurso de Stalin no final da 2ª Guerra Mundial (You Tube - redehistorica)


Último discurso de Stálin - Legendado em português (Youtube - PanEslavoBrasil)


Coletivizando: Revolução Russa de 1917 - textos de combate

Coletivizando: Marx, Cristóvão Colombo e a revolução de Outubro

Coletivizando: História e seus afins...: Stálin. "Quando a verdade se impõe"

Coletivizando: O que há no tal nome da tal cidade, “Stalingrado”?

Coletivizando: Moscou revive parada lendária de 1941 -

Coletivizando: O trotskismo, corrente política contra-revolucionária


Marxists.org - Trotskismo ou Leninismo? - Stálin



João Amazonas, a última entrevista - TV Câmara - Programa Memória Política (Youtube - pvss65)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Revolução Russa de 1917 - textos de combate - Trotskismo ou Leninismo? Stalin

Paulo Vinícius da Silva

Como parte da minha celebração pessoal do 94º aniversário da Revolução de 1917, espantei-me ao observar o domínio praticamente inconteste do conluio entre imprensa burguesa e o trotskismo no balanço histórico da Revolução Russa. A bem da verdade, e para questionar esse raro mas ilustrativo consenso histórico proclamado pela aliança da imprensa monopolista, acadêmicos e trotskistas, cumpre-nos divulgar, em especial para os jovens revolucionários, o excelente texto Trotskismo ou Leninismo?, de Iosif Stálin, que lança importantes luzes sobre a matéria do papel das individualidades na revolução de Outubro, com base em fontes do CC do Partido Bolchevique de então, com acurada análise política.

O texto é um bom antídoto para não cair em mais essa armadilha ideológica que o capitalismo urdiu para atacar o movimento comunista e seus mais importantes líderes. Como é sabido, a burguesia gosta é de revolucionário derrotado e morto. Se escapou e venceu, é forte candidato a posar do lado do Hitler - até mesmo quem o venceu.

Troskismo ou Leninismo mostra por dentro a revolução, seu imenso trabalho político e organizativo coletivo, sob a liderança de Lênin, desmontando a farsa trotskista que ainda hoje perdura, nessa época marcada pela reação. A farsa do "vice" Trotski, que seria o braço direito de Lênin. Vejamos sem preconceitos a cristalina análise no texto que avalia em profundidade as mentiras de Trotski, sua habilidade discursiva e os dados reais da Revolução de 1917,


Trotskismo ou Leninismo? Joseph Stalin

Para os que desejarem fontes mais "isentas", sugiro a leitura do livro O Jovem Stalin, de Simon Sebag Montefiori (Companhia das Letras), que de isento não tem nada, pois não pode haver isenção em temas de tal magnitude.

É, em verdade, um intento malogrado de detratar o insigne revolucionário georgiano, que esbarra inelutavelmente nas fontes históricas. Ao ter de percorrer a origem humilde, a obstinação e a perseverança, a combatividade e o destemor do líder georgiano, o autor, sem querer, teve de assumir inúmeros méritos silentes sobre a trajetória e o papel fulcral de Stálin na construção do partido Bolchevique, no apoio à liderança de Lênin e na Revolução Russa.

No fim das contas, Montefiore até zomba da mitificação autoproclamada de Trotski em face de seu suposto gênio, que segundo somente ele - o Partido não aceitou nunca - deveria fazer de si o sucedâneo de Lênin. Leiamos à página 400:

"Os historiadores costumam seguir  versão de Trotski (totalmente preconceituosa, mas soberbamente escrita) dos eventos e afirmam que Stálin "perdeu a revolução", porém isso não se sustenta diante do menor escrutínio. Ele não foi o astro do dia, mas perdeu uma atribuição militar porque estava ocupadíssimo com os jornais empastelados, e não porque fosse politicamente insignificante [ Kerenski empastelara os jornais da imprensa bolchevique às vésperas da revolução e Stálin teve de entrar em ação para sanar o problema urgente. Nota do PV]. Longe disso: Trotski admite que "o contato com Lênin era feito rincipalmente através de Stálin", papel dificilmente sem importância (embora ele não consiga resistir a acrescentar, "porque ele era a pessoa de menos interesse para a polícia"). Essa "perda da Revolução" de  Stálin não durou mais do que algumas horas diurnas do dia 24, ao passo que o golpe [ vejam o sinal de classe claro na obra do autor. Nota do PV] se estendeu, na verdade, por dois dias. Ele esteve nos jornais durante toda a manhã. Depois, foi chamado por Lênin (...)"

E o autor segue a narrar os inúmeros papéis de Stálin, seja enquanto ponte entre um Lênin em clandestinidade e com a vida em risco e suas relações com o Comitê Militar Revolucionário e o Partido; seja como um dos principais porta-vozes do Partido no Congresso dos Sovietes reunido no Smolni, em que deu garantias da mobilização militar, do domínio dos correios e da imprensa, por exemplo.

Mais adiante, o autor tratará do papel que Stálin cumpriu na própria garantia de vida de Lênin e na sua chegada ao Smolni para a deflagração da Revolução de Outubro. de fato, o que faltou a Stálin não foram tarefas decisivas, mas sim a insaciável predileção aos holofotes de Trotski. Afinal, Stalin foi o que ficou na Rússia para dirigir e construiu o Partido que liderou a Revolução. Não estava em Hollywood, fazendo figuração de filmes como Trotski, mas em sucessivas prisões e ações de toda sorte, enfrentando a luta clandestina pelo socialismo desde tenra juventude.

Por fim, sugiro leitura de obra corajosa, brilhante e fundada em sólida e vasta literatura: Stálin, história crítica de uma lenda negra, do filósofo italiano Domenico Losurdo, imperdível para quem não se contenta com a profundidade e isenção historiográficas tão uníssonas quanto críveis como são The History Channel e a infindável fileira de agrupamentos trostkistas. Nada estranho, pois, quanto a esses, salvo raras exceções, sua ausência de importância histórica e de liderança de massas jamais lhes diminuiu a hostilidade contra a unidade do povo, o anticomunismo visceral e a boa vontade com que se postam como quinta coluna a serviço do capitalismo, por trás, é óbvio, de sua fraseologia revolucionária temerária.

Coletivizando no Youtube