sábado, 27 de junho de 2026
Sexta, às 8h15, Podcast Coletivizando com Paulo Vinicius da Silva: Esquerdismo, Frente Ampla e Frente Popular
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Grande lançamento da pré-candidatura de Inácio Federal no Pirata Bar, quinta, 11/6, às 18h30. E vai rolar a Festa!
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Brasil com Lula: A soberania é inegociável
segunda-feira, 6 de abril de 2026
ENEM, EJA e Pé-de-Meia - Oportunidades educacionais do governo Lula
Mesa Rendonda: Elecciones en Brasil - 11/4/26 - en Facebook, con Paulo Vinícius da Silva
sexta-feira, 20 de março de 2026
PCdoB Fortaleza lança Carta à militância em seu 104° Aniversário e divulga programação.
PCdoB Fortaleza lança Carta à militância e simpatizantes em seu 104° Aniversário e divulga programação.
PROGRAMAÇÃO DO 104° Aniversário do PCdoB em Fortaleza
- Entrega da Comenda Socorro Abreu - 18/ 3 às 18h, no Sindicato dos Bancários, R. 24 de Maio, 1289
- Ato pelos 104 anos do PCdoB no Polo da Sargento Hermínio - 29/3, às 11h
- Sessão Solene na Assembleia Legislativa - 1° de Abril, às 17h, Plenário 13 de Maio da ALECE
- Ato Político Nacional - 25 de Março de 2026, às 19h - Transmissão ao vivo pelo canal do PCdoB no Youtube
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Machistas querem calar o Samba de Dona Lindú - Paulo Vinícius da Silva
Quem foi, quem foi
que falou no boi voador?
Manda prender esse boi
Seja esse boi o que for.
Chico Buarque, Ruy Guerra. Boi Voador não pode.
O camarada Rubão, presidente do Distrital Barra Oeste do PCdoB, do alto de seus 87 anos, alertou-nos que a eleição de 2026 é a Encruzilhada Histórica que decidirá se seguiremos no caminho de independência e industrialização, iniciado com Getúlio Vargas em 1930, ou se sofreremos uma regressão que poderia perder o Brasil até em sua unidade. Assim, às vésperas do Centenário da Revolução de 30, o Brasil está diante da redenção ou da tragédia. Rubão viu correto, viu longe. Precisamos nos fortalecer no propósito de libertar o Brasil, de derrotar o imperialismo, e nós podemos.
O Brasil teve um líder em Getúlio. O Brasil tem um líder em Lula. Sem isso, não seria possível, mas é.
A História é caprichosa. Só ela poderia fazer Lula encontrar Getúlio. Ela também fez a Dona Lindú, heroína brasileira que representa essa força hercúlea das mães, do ventre indígena, negro, camponês que pariu o Brasil.
E nossa imperfeição de homens acha um caminho para se curar, sempre que somos capazes de valorar corretamente a força sagrada das nossas mães. Sempre teremos de escolher, se seremos guiados pelo arquétipo de quem bateu ou fez chorar nossa mãe, ou se nos tornaremos mais que machos, se viraremos homens, o que é muito mais difícil. Eu errei muito, sim, difícil não errar quando o machismo nos formou ao lado da criação materna... Mas, errando e acertando, as mulheres ao longo da vida vão nos ensinando. Daí a beleza do emancipacionismo, que não é identitarismo, nem sexismo, e que ensina que o feminismo é para as mulheres, mas também é para os homens, o feminismo é para todos.
É preciso resgatar isso, pois o big data e o fascismo têm adotado os machos e os guia para longe da humanidade, promovendo a destruição da psique e ofertando como saída a morte, o feminicídio, a morte dos próprios filhos e o suicídio. Essa é a alternativa do capitalismo e do fascismo para os homens e as mulheres, a morte e o horror. Precisamos denunciar o feminicídio, ser homens, defendendo e nos unindo às mulheres para lutarmos pela vida, pela alegria e pelo amor. É revolucionário, o amor. Violeta Parra ensina-nos, 'Só o amor consegue fazer do mau algo puro e inocente'. E o amor não tolera a injustiça e a morte. Quem ama, não mata. Quem ama dá a vida e vai à guerra para defender o amor. Eu escolho melhorar, um pouco que seja, pedir perdão, para que seja o amor quem corrija e não o ódio (que humilha, agride e mata) a minha bússola. Prefiro o caminho que Dona Lindú ensinou a Lula, com amor e teimosia, com povo unido em Frente Popular, que é a maneira de a esquerda se unir ao povo.
E a nossa Pátria é a nossa Mãe, ela nos faz irmãos. Por isso não nos é dado amar o Brasil, sermos uma Nação. Encontrar esse amor exige trabalho, consciência, pois amar é difícil.
A escravidão e o colonialismo nutriram e forjaram nosso capitalismo, e nos ensinaram o estupro e a violência de modo muito profundo. Ensinaram ser lícito e moral explorar nossos irmãos como se queima o carvão, até a morte, devolver o amor da mãe com o estupro, a escravidão e a morte, e jamais nos encontrarmos como Brasil.
Daí o Carnaval ser rebelião e amor. Ser rir da cara dos poderosos. Renegar o duro apartheid social que divide a Nação. Unir sem distinção, na alegria, mesmo que por alguns dias, o que jamais podia ter sido separado. Por isso o Carnaval Brasileiro é o maior do mundo, e os inimigos da vida odeiem o Carnaval, desde sempre, e também daí decorre seu secular propósito de matar, prender, criminalizar o Carnaval. ‘Que cada um fique em seu lugar, vão trabalhar para o patrão, vagabundos’, eles sempre o disseram, esses perversos que acreditam numa fé sem alegria, sem dança, triste e doentia.
Por isso, não nos espanta a investida dos inimigos do Brasil, quando a Acadêmicos de Niterói homenageia Lula, pois em verdade, a escola homenageia Dona Lindú e sua obra, seu filho, Lula, nosso farol por entre a neblina que nos guiará pelo caminho torto de sair da Encruzilhada Histórica.
Os ladrões enchem a boca de honestidade fingida, mas querem é censurar o Carnaval, mais uma vez, só isso. Querem calar a voz do povo, que fez um samba Glorioso, síntese da época, que homenageia a Dona Lindú, e é ela quem nos diz:
Me via nos olhares dos meus filhos,
Assombrados e vazios.
Com o peito em pedaços
Parti atrás do amor e dos meus sonhos.
Peguei os meus meninos pelos braços.
Brilhou um Sol da pátria, incessante,
Pro destino retirante.
Te levei, Luiz Inácio.
Os hipócritas, machistas, inimigos do Carnaval, das Mulheres, do Brasil e da Vida não podem suportar as verdades de um samba que exalta a família real e as mães que criaram sozinhas seus filhos. Não admitem que um desses meninos tenha crescido e trate com amor de filho a Nação Brasileira, esse mesmo menino que se ergue, junto à voz de Janja, contra a violência que mata as mulheres, um menino que não aceitou ser mero macho, mas que se tornou homem, do tipo que mais o Brasil precisa, para ajudar a cuidar da Pátria Amada, Brasil.
A extrema direita da Censura e da corrupção desbragada mostra que não está morta. E vem com censura, criminalização e mentiras calar esse samba, apavorada diante desse canto que pode encher o coração dos brasileiros. Odeia o libelo pela vida e a luta contra o feminicídio. Odeia a verdade de que podemos nos corrigir e melhorar, que o feminismo é para todos. Odeia o Brasil e a história de nossas mães ancestrais, a história de Dona Lindú! Por isso, querem que discutamos o seu ódio, que não saibamos o que ensina o canto de amor vindo do coração do povo para esse Carnaval!
Que esse samba ecoe na voz do povo, e o Brasil se encontre consigo mesmo no amor universal do Carnaval! Que aprendamos que Não é Não, para que venha a doçura infinita do Sim, do amor, do respeito, do tratar bem, e o Brasil esconjure todo o mal com um grito de amor no Carnaval, que ecoe até a vitória, e cantemos todos:
Vale uma nação, vale um grande enredo
Em Niterói, o amor venceu o medo
Olê, olê, olê, olá
Vai passar nessa avenida mais um samba popular
Olê, olê, olê, olá
Lula, Lula!
APRENDAMOS O GLORIOSO SAMBA DA ACADÊMICOS DE NITERÓI
Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Dentista grátis é Brasil Sorridente, SUS melhor com Lula
- Locais: Procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para agendamento.
- Especialidades: Casos complexos são encaminhados para os CEOs.
- Próteses: O serviço de próteses dentárias é oferecido após avaliação nas unidades de saúde.
- Novidades: O Governo do Ceará recebeu novas unidades móveis de odontologia para ampliar o atendimento, inclusive em Fortaleza, beneficiando áreas vulneráveis.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil Paulo Vinícius da Silva
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil! - Paulo Vinícius da Silva
"Não temais ímpias falanges
que apresentam face hostil.
Vossos peitos, vossos braços
são muralhas do Brasil!"
Hino da independência do Brasil, Evaristo da Veiga (letra), D. Pedro I (melodia)
O dinamitar da ordem mundial pactuada ao fim da Segunda Guerra segue a desafiar nosso entendimento, sob a batuta de Donald Trump, abusador, delinquente, chantagista, sequestrador e perigoso detentor de arsenal nuclear capaz de acabar com o mundo inúmeras vezes. A ordem multipolar não significa propriamente "ordem", a guerra é a realidade da época. O que não se sabe é se evoluirá para uma confrontação geral e nuclear ou se haverá um acordo amplíssimo, a exemplo do proposto pelo Presidente da China Xi Jinping em seu discurso no Fórum Econômico de Davos em 25/01/2021, "Que o multilateralismo ilumine o caminho da humanidade". Sim, como alertáva-nos Fidel, o futuro da espécie humana está em risco. São tantos os fatores destrutivos a ameaçar-nos que não é fácil manter uma atitude esperançosa. Contudo, é a própria decadência do imperialismo estadunidense a medida dos seus limites, de seu desespero e das possibilidades de termos mudanças, inclusive nos EUA, que apontem outro caminho que não a mútua destruição assegurada.
Recordo-me da expressão de João Amazonas sobre o século XXI, que seria no princípio mais trevas do que luz, e que somando-se as luzes que surgiriam aqui e ali, poderíamos viver um período de grandes esperanças, que é a própria perspectiva socialista, a conciliação da vida do ser humano com o planeta Terra, em busca da harmonia, ou ao menos da sobrevivência do gênero humano e do ecossistema tão maltratado. Mas é preciso defender tão pouca luz diante de tanta treva, e nisso nos estimulam os exemplos de Lula, mas também de Nicolás Maduro, com sua tranquilidade de esfinge mesmo sequestrado pelo imperialimo, como experiente motorista de ônibus que é, sangue frio, que mostra como há que se desviar dos problemas, não apenas confrontá-los. Não está morto quem peleia.
O "novo normal" de Trump é inaceitável, e visa a alargar os limites de ação do imperialismo estadunidense, tem natureza didática e exemplar. Com as big techs a seu serviço, suas ações violadoras da soberania das nações se somam ao que o Partido Democratas fez com a sua hipocrisia, com a Guerra ao Terror e a defesa do "feminismo" e da "democracia" que chega com as tropas estadunidenses. Trump testa os limites e arma seus instrumentos no interior das nações.
Lula mais uma vez foi campeão na leitura do sentimento do povo e dos perigos que enfrentamos. Ao zombar do Bananinha com a célebre mofa "Ô Trampi, defende meu pai!", armou o povo brasileiro para a defesa da soberania. Mas, seja no Brasil, no Irã, na Venezuela, em Cuba, o exemplo foi dado, e vemos como a denúncia desses traidores das nações em que vivem é decisiva para afirmar as frentes amplas que isolem o inimigo principal, que é o imperialismo estadunidense, o fascismo, e que possui como ponta de lança as Big techs e o rentismo parasitário.
Esse bloco histórico do 1% que quer lucrar com o fim do mundo precisa ser isolado, e os cordões que Trump puxa são exatamente aqueles que em cada país, clamam: "ô Trampi", "defende a Venezuela", "bombardeia a Baía de Guanabara", "defende a democracia e as mulheres no Irã", promovendo a traição nacional descarada como posição política legítima - que não é. Assim como a extrema direita ganhou espaço no campo político, o "jalabolismo macunche" denunciado por Chávez, ou em tradução livre, o "babaovismo fuleragem" dos lambe-botas do imperialismo, inimigos de seu próprio povo, traidores, Silvérios dos Reis, que querem ter legitimidade para crimes de lesa-pátria, terrorismo, subversão armada contra a democracia, assassinatos e conspiração com potência estrangeira para nos impôr um neocolonialismo descarado.
Tanto é falsa a polarização entre extrema-direita x esquerda, quanto é ilegítima a posição dos traidores da Nação. A extrema direita se opõe à democracia, e não apenas à esquerda. Por isso a Frente Ampla é incontornável, na defesa da democracia e da Nação Brasileira, ameaçadas. Crime de lesa-pátria não é posição política legítima. Pior, na Constituição de 1988 e no Brasil, são crimes de lesa-pátria os únicos que admitem a possibilidade de pena de morte, em caso de guerra, em conluio com potência estrangeira.
Então, abusador como é, alhures e aqui, Trump avança os limites para violar o que não deve ser admitido jamais, e encontra quem lhe dê guarida, aberta ou veladamente. É preciso desmascarar essa súcia, é preciso unir o povo, é preciso transcender do individualismo perverso e irracional, do medo e do ódio, para alcançar o sentimento de coletivo, fratria, pátria, que nos países subdesenvolvidos é inseparável da defesa do multilateralismo, da solidariedade, razão pela qual a luta pela soberania representa o proletariado, e não o ufanismo de direita. Essa é a diferença entre o nacionalismo de mentira de um Bolsonaro e a defesa do Brasil pelo Presidente Lula. A Nação é o Povo.
É preciso defender a soberania do Brasil e dos povos do mundo. Não podemos jamais atribuir ao imperialismo estadunidense a possibilidade de intervir em qualquer país, seja sob que pretexto for. E é preciso tomar lições sobre o eixo da defesa da soberania e da paz, diante de quem resiste ao imperialismo, assim como tirar lições do que pode acontecer com o Brasil, se ignorarmos os perigos diante de nós. A Líbia, o Haiti, a Palestina e a Síria nos demonstram o que se prepara para o Brasil. Ao mesmo tempo, vemos que é possível resistir.
Ao contrário do que muitos creram e divulgaram, o imperialismo não tem vida fácil em suas ações criminosas. Trump busca juntar a blitzkrieg - guerra relâmpago - e as mentiras dessa época, com o apoio dos "mercados" para dobrar as Nações. Propaga o pessimismo, o babaovismo, as mentiras e a ignorância, a impressão que não é possível resistir aos seus intentos de abuso, violação, que sequer se deve gritar, muito menos reagir, quando é precisamente do que se trata. Mas quebrou a cara três vezes.
Na Venezuela, longe de atemorizar, tocou os brios do povo que há tantos anos resiste ao bloqueio, à mentira e às agressões. No Irã, aproveitando-se das dificuldades que causa ao povo iraniano, não hesitou em infiltrar MOSSAD e a CIA, injetar dinheiro, promover o terrorismo e assassinar pessoas para derrubar a República Islâmica e devastar o país. E em Cuba, suas ameaças e bravatas não encontraram eco, pois a Revolução Cubana e seu líder, Díaz-Canel, há tempos tem sabido esclarecer ao seu povo do que se trata. É Pátria ou Morte.
Também o Brasil enfrenta esse desafio existencial. Também aqui se alimentam os traidores da Nação a cumprir o triste papel de conspirar contra nosso próprio povo. E querem ser aceitos como se fizessem política, como se não cometessem crimes, como os promovidos no 8/1/2023, entre atos terroristas, depredação de patrimônios nacionais, ações armadas, mentiras, conspirações e sabotagem da democracia em aliança com potência estrangeira. Eles mostram que não há limites, que têm lado. Não devemos ignorar, muito menos crer que os limites da nossa democracia mutilada são suficientes para os enfrentar. É preciso lançar pontes para a undade do povo.
Em todos esses países que conseguiram resistir até o momento ao acosso imperialista para destruir as suas nações, vemos que se impôs a vontade do povo nas ruas, aos milhões, mobilizado por frentes políticas e sociais firmemente entranhadas nos territórios e no coração das multidões. Não apenas um partido, ou o movimento sindical, ou os instrumentos da democracia burguesa, não apenas a representação. Há uma unidade superior que desarma mesmo a direita e a oposição, e arma de política as amplas massas populares, que passam a se ver como povo, como Nação. E são pautas civilizatórias aquelas que inserem a classe trabalhadora, mulheres, negros, a população LGBTQIAPN+ como legítimos filhos da Nação Brasileira, merecedores de direitos e deveres iguais.
Diz-nos o nosso Hino da Independência o que Venezuela, Cuba e Irã fizeram na prática, vencendo tudo, impedindo a destruição e a entrega de suas nações aos canalhas traidores. O Brasil também o ensaiou, a despeito da desarticulação de que padece o campo popular. Nós também temos um líder - ainda. Nós também temos um povo. Mas precisaremos de uma sólida unidade entre as forças de esquerda para resisitirmos a tanto poder, tanta mentira, tanta violência. E ao defender nossa Nação, reelegendo o presidente Lula e mudando o Congresso, transcenderemos os interesses particulares, unindo as forças consequentes e necessárias na luta contra o imperialismo, em especial as forças populares, a frente popular. Assim contribuiremos para a paz, para o multilateralismo, para tempos de grandes esperanças. Nossos peitos, nossos braços são muralhas do Brasil.
sábado, 3 de janeiro de 2026
PT condena ataque dos EUA e sequestro de Maduro
O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. Em nota anterior, o PT já havia manifestado profunda preocupação com a escalada do conflito, o qual tem motivações políticas e econômicas, e alertado para os graves riscos à estabilidade regional.
Desde o início de setembro, o cenário tem se agravado em razão de declarações públicas hostis, ações unilaterais e crescentes movimentações militares. Hoje, 3 de janeiro de 2026, o bombardeio em Caracas e o sequestro do presidente configuram a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século XXI.
Nesse contexto, o PT ressalta que o conflito representa uma séria preocupação para o Brasil – que compartilha cerca de dois mil quilômetros de fronteira com a Venezuela – e para a região como um todo. A América Latina deve permanecer como uma zona de paz. A política externa brasileira historicamente sustenta a solução pacífica das controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como fundamentos da convivência internacional — princípios estruturantes da diplomacia brasileira, aos quais o Partido dos Trabalhadores se mantém plenamente alinhado.
Dessa forma, o PT reafirma seu compromisso com soluções construídas no âmbito de organizações multilaterais, em especial a Organização das Nações Unidas, da qual fazem parte tanto os países diretamente envolvidos no conflito quanto os demais países da região.
Assim, reiteramos que a soberania dos povos, a solução pacífica das controvérsias e o respeito ao direito internacional constituem princípios centrais da política externa do Partido dos Trabalhadores e caminhos indispensáveis para a preservação da paz e da estabilidade na América Latina.
Brasília, 3 de janeiro de 2026.
Secretaria Relações Internacionais
Comissão Executiva Nacional
Partido dos Trabalhadores
Presidente Lula: Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Um Feliz 2026 com Lula, em Frente Ampla e Frente Popular - Paulo Vinícius da Silva
O pé de juazeiro,
Menina não chore.
Se mataram o sabiá,
Não chore não.
Pois inda resta o sol
Banhando o milho
Seco no roçado,
Inda tem ruçara
Pra nos inquietar.
Nem amadorismo, nem ilusões, a Frente Ampla é incontornável.
Essa é a primeira constatação para a vitória de Lula em 2026. É preciso combater firmemente setores bravateiros que namoram a ilusão de uma guerra sem sacrifícios, ou de que só a esquerda poderá vencer a batalha decisiva de 2026. Essas forças promovem a despolitização do povo, a antipolítica, e assim ocultam seu gritante oportunismo. Não são "esquerda radical", muito ao contrário, são esquerda venal, e por troco. Nem de aritmética entendem, avalie de política.
Insignificantes, sem condição de liderar nada, ignoram a correlação de forças em busca de pequenos poderes, ganhar um sindicato, ser eleito(a) como indivíduo, ganhar curtidas e compartilhamentos nas redes das bigtechs, posar de puro que não "suja as mãos" fazendo política. São força auxiliar da direita desde 2013, e continuarão a sê-lo. Fazem a lavagem ideológica da direita e dão os argumentos "de esquerda", "éticos" para justificar o escapismo, a fuga da disputa real para o mundo dos unicórnios... fazem côro com os subterrâneos algoritmos das redes a serviço do imperialismo estadunidense. Ignoram a máxima leninista de que "Afora o poder, tudo é ilusão". São capazes de pavimentar o caminho para a volta da extrema direita ao poder.
A trairagem disfarçada de ética é o velho udenismo de esquerda, e tem dupla utilidade: dar razão à máxima "é tudo igual" e desmobilizar a sociedade, que pela primeira vez nas ruas ameaça as elites financeiras, desde 2013.
Nem hegemonismo, nem desorganização: Frente Popular.
A desorientação no eleitorado que votou em Lula e no conjunto das forças progressistas deriva de fatores vários, externos e internos, numa época especialmente desafiadora. Em minha visão, isso é inescapável da disputa na esquerda sobre os caminhos para conquistarmos a democracia, os direitos do povo e vencer o imperialismo. João Amazonas viu longe, quando discerniu que Lula seria o pólo mais avançado da luta do Brasil pela sua libertação, mesmo quando defendia a democracia burguesa como valor universal e jogava tudo na questão social, menosprezando o imperialismo. Muita água passou sob a ponte, e Lula bem que tentou, mas foi convencido pelo golpe contra a Dilma, em sua cela em Curitiba, enfim, da centralidade da luta em defesa da Nação Brasileira. Ele disse, recentemente, falando à comunidade brasileira em Paris:
"Nós precisamos dotar o mundo de políticos responsáveis e nós precisamos saber que a democracia falhou. A democracia falhou a não atender as aspirações do povo." E confessou que ainda estamos aquém do que podemos realizar e sonhar. Quem parirá esse sonho que é o Brasil?
Não à toa, a expressão encruzilhada histórica é de João Amazonas - veja bem, encruzilhada. Outra fala sua: "é preciso que o povo tenha sua própria experiência". Isso tem a ver com a clareza de que os caminhos são tortos, mas que em determinados momentos, os caminhos se cruzam e é hora de decidir, e nessa hora, errar a trilha é ir para o abismo. Estamos educando o povo para ampliar seu poder na sociedade?
Acho que sim, e em parte graças a Lula ter adotado a centralidade da luta contra o imperialismo, a defesa do Brasil, a necessidade da Frente Ampla. Uma tese, entretanto, não passou: a necessidade de uma frente popular. Nesse terceiro mandato, isso ficou claro na aceitação da Frente Ampla, mas sob estrita hegemonia do PT e do próprio Lula. Os traumas da lavajato e a covardia de setores progressistas e de esquerda face ao Golpe - exceto o PT, o PCdoB e o PCO - contribuíram certamente para essa "solução caseira". Sob traição e ataques, tendemos a nos fechar em nós mesmos. Só uma força que dispute a hegemonia na sociedade como um todo pode superar os limites estreitos do hegemonismo que divide o campo progressista, abrindo caminhos ao avanço da democracia no Brasil.
A falta dessa clareza limitou a capacidade de mobilização, a relação com o povo e sua formação política, a defesa dos sindicatos e das organizações do povo, e sobretudo contribuiu para a pulverização do campo progressista e de esquerda. É fácil verificar isso pelas diferentes plataformas de esquerda e na ausência de um veículo único; na existência de dez centrais sindicais e na vigência do aparelhismo e do envelhecimento e cupulismo generalizado; na sucessão de tiros do fogo amigo; na solidão do Presidente Lula, pedindo a mobilização do povo. O PCdoB foi o Partido que disse em 1989 que a candidatura de Lula não deveria ser apenas do PT, mas de uma frente popular. No 10° Congresso, os comunistas disseram claramente, em 2015:
"a palavra de ordem mais relevante da atualidade é constituir uma frente ampla democrática, progressista e patriótica, nucleada pela esquerda e pelas forças progressistas. Urge mais ação frentista, unitária, em lugar de hegemonismos polares de uma força única."
Se o PT tem parte da culpa, não podemos esquecer toda a esquerda que lavajatou e ficou com água na boca com a ilusão de que fosse possível "morder" a popularidade de Lula, de "se garantir" separadamente, mostrando "o caminho". Nem a irrelevância foi capaz de os convencer do próprio erro. Vemos muito isso nas eleições sindicais e no discurso demagógico assumido pela "esquerda que a direita gosta". A pose de estar à esquerda de Lula é só isso: pose. Na prática, menosprezam o perigo do imperialismo, mesmo vendo o que fazem na Venezuela, no Haiti, na Palestina e além. Ignoram que são mais fracos que um caldo feito com água e bolas de gude, o "caldo de bila". São aqueles chiuauas miseráveis que latem e rosnam protegidos pelo portão. E a Federação Brasil da Esperança é o portão que impede que sejam destroçados.
Mas são também o escorpião da fábula: é da sua natureza trair. Iludem-se com likes e seguidores que lhe são dados pelos algoritmos das bigtechs. Os partidos de redes sociais, os líderes sem base, os que estão em decadência eleitoral e são capazes de fazer qualquer negócio para morder um pedacinho que seja, e por estas ninharias são capazes de entregar o Brasil nas mãos do imperialismo. Pavimentaram a chegada ao poder de Temer e Bolsonaro. Nunca quis saber dessa gente, sempre os denunciei. São os piores traidores. Sua "ética", "sinceridade", "brilho" só luzem graças à cumplicidade da direita mais truculenta e a interesses pessoais e de grupo inconfessáveis.
São duas ilusões igualmente desastrosas: a Frente Ampla sob o PT e a "terceira via de esquerda" que a direita apoia, para a qual dá palanque. Ambas são expressões de hegemonismo, que se provou desastroso para a mobilização social e a unidade do povo no terceiro mandato do presidente Lula, e para a incapacidade da esquerda ampliar seu peso no Congresso Nacional. É como se a luta pela unidade no campo petista esgotasse todas as tarefas de unir o povo, e quem quiser adira. Tipo a fala do Lula no 16° Congresso do PCdoB.
Do outro lado, parece até que os radicais de butique estão crescendo, construindo, provando suas teses. Por isso, a ampla maioria dos setores que apoiam o governo não se unem, disputam. Mas é preciso diferenciar o erro da traição, e esta coube sempre aos que se diziam de esquerda, mas estavam dispostos a contornar o óbvio, a liderança do Presidente Lula como grande fator de unidade do povo brasileiro. Lula é muito maior que o PT e a Esquerda. Mas o povo que o apoia não teve lugar entre nós, muito preocupados com a nossa própria disputa. E mal o povo sai as ruas, já setores de "esquerda" promovem a autofagia que ajuda o imperialismo.
Para que a Frente Ampla assegure o seu caráter progressista, é preciso superar ambas ilusões hegemonistas. A Encruzilhada Histórica é assim: errou o caminho, já era. E só mais unida, a esquerda poderá seguir o caminho correto com o Presidente Lula para a vitória nas eleições e um novo e realizador governo, abrindo caminho para uma hegemonia progressista que isole o fascismo e defenda o Brasil ameaçado. Há uma gigantesca tarefa de mobilização e unificação das forças progressistas que esbarra na cacofonia das redes sociais e na pulverização da esquerda. E como diz a canção da epígrafe, "o tempo conta pra gente, por isso não chore que o tempo não pára". É urgente superar desconfianças e medos no campo progressista, é preciso mais unidade, é preciso aproveitar a generosidade da História e do Presidente Lula entre nós, ele que é alvo do imperialismo estadunidense.
Comunista será quem servir ao presente do movimento, servindo ao futuro do movimento, como ensinou Marx em 1848. Quem milita pela divisão do povo nesse momento é o pior traidor do Brasil e do proletariado, simples assim. Por isso, o PCdoB, com Nádia Campeão e Luciana Santos, sai pronto para 2026, como força consequente na defesa da Democracia, do Brasil e do Socialismo.
É preciso ter firmeza para não cair nas armadilhas do inimigo, sobretudo a fragmentação, a demobilização e a antipolítica. Isso se fará com a construção de uma unidade que supere a disputa fratricida entre a esquerda, e mantenha dividido o campo do adversário, sob a liderança de Lula. A unidade, como dizia Amazonas, é ainda "a bandeira da esperança".
É preciso abraçar-nos firmemente, e com a mesma firmeza não ceder ao oportunismo e ao vanguardismo sem retaguarda. Mas, como Lula sempre disse: a luta continua. Nós já sofremos e desconfiamos demais de nossa força e capacidade. É hora de uma unidade superior, que abra caminhos para um quanrto mandato de Lula que signifique uma nova maioria e isole o fascismo e os setores vacilantes que - não importa a cor que vistam - servem aos objetivos de dividir o povo brasileiro nessa hora decisiva. Se "pedra pode se encontrar", nós também poderemos, para construir uma força de massas muito maior que nossos partidos, centrais e movimentos compartimentados. Essa é a unidade que chamo de Frente Popular, a maior segurança contra o retrocesso e a mais sólida arma para mobilizar o povo e mudar o sistema político brasileiro.
A desorientação, as mentiras, a cacofonia e as traições grandes e pequenas serão potenciadas como nunca nessa época de redes anti-sociais, big data e fascismo. A cada minuto surgirá uma nova mentira. É preciso que o povo esteja em crise, com medo e dividido, para o imperialismo poder golpear e destroçar o Brasil. É preciso tirar Lula do jogo. Se uma força política não compreende que Lula lidera o Brasil, que não haverá terceira margem do rio, pode ficar certo: é força a serviço do imperialismo e do fascismo. Pode se pintar de ético, de radical, de vermelho, não importa. Do mesmo modo, quem acredita que apenas um líder - por melhor que seja - ou apenas um partido poderá salvar o Brasil, presta enorme serviço a quem deseja o povo fora do jogo e às forças progressistas divididas.
Unir a frente popular no seio da frente ampla sob a liderança de Lula, esse é o caminho para uma nova vitória e um novo ciclo político de afirmação do Brasil, da Democracia e dos Direitos do Povo. Nosso Feliz Ano Novo depende da união em torno do Presidente Lula para vencer a eleição de 2026. Quem vacila diante disso, alinha-se ao lado dos inimigos do povo brasileiro.
sexta-feira, 14 de novembro de 2025
A que será que se destina? Artigo na Tribuna de Debates do 16º Congresso do PCdoB - Paulo Vinícius da Silva
Data: 27/08/2025
O PCdoB tem razão de existir? Tem, existe, e vive!
Já o Capitalismo, agoniza face a crises que o lucro não resolve; e apela ao fascismo. Surpreendentemente, as ideias socialistas ganham espaço até nas redes sociais, um “reality show” para os 1% mais ricos, donos das bigtechs. A propaganda e o algoritmo são gringos, direitistas, monetizam o ódio, leem a alma; excluem e segregam a esquerda. Mais que mercadorias, ofertam valores estruturados pelo big data. A “realidade” é a telinha e o perfil sou eu?! Sob essa matriz, a IA só agrava a ameaça distópica.
Isso mexe conosco. A economia comportamental mapeia fragilidades e personaliza o estímulo ao consumismo e à adicção. Não é para satisfazer, é para criar necessidades esse grande jogo do tigrinho. Não tenhamos ilusões com a panaceia das redes sociais, sem nossa soberania. Na China, as redes salvaram vidas na época da COVID. No Brasil, espalharam desinformação e morte. Não podemos pensar como usuários, mas como leninistas e hackers.
O “espectro do comunismo” segue o grande adversário, combatido com a nova propaganda nazi digital, incluindo a confusão, com comunismo e socialismo para todo gosto.
O PCdoB deve disputar o sentido de ser comunista, unir os comunistas dispersos e captar política e eleitoralmente os simpatizantes do socialismo. Devemos lançar um amplo movimento de formação de bases, com fixação renovada dos quadros no território para mapear e unir o que há de mais avançado da Frente Ampla. Ser mais comunista e do Brasil é o que pode nos levar a vencer, e para um novo desenvolvimento com valorização do trabalho, aproveitar a conjunção histórica da ascensão da China e do mundo multipolar, ainda com o Presidente Lula.
Mas, existir significa alguns defeitos naturais, o erro, o oportunismo, a divisão e a autonomização de interesses, em prejuízo do coletivo. Existir é pouco… “a que será que se destina?” A razão de o PCdoB ter se mantido e ampliado é uma só: a grande política.
Devemos muito à geração da Conferência da Mantiqueira (1943). Depois, na maré baixa (1964), resistiu o PCdoB com galhardia, liderado por Amazonas, Pomar, Grabois e Arruda. Em plena Ditadura, a Ação Popular deu vida nova ao Partido da Guerrilha do Araguaia. Amazonas apostou em Tancredo e em Lula e na Frente Brasil Popular, já nos anos 1980. Sustentamos a foice e o martelo.
Mas quando o imperialismo nos atacou na Guerra Híbrida (2013), nós não detivemos o Golpe contra a Presidenta Dilma. A história mostra a insuficiência das instituições da democracia burguesa para vencer o fascismo. Só a máxima concentração de forças e grande amplitude permitem vencer o fascismo. Nosso lugar é junto à classe trabalhadora e à juventude. A ação institucional, a luta social, tudo deve estar conectado à linha política. Sem o Partido, não há liga. Sem a classe, o Partido se debilita. Resistir mesmo, é renovar, é cumprir o deliberado.
Já no fim de 2018, a incorporação do PPL foi o Drible da Vaca na Cláusula de Barreira. No movimento sindical, a fusão CTB/CGTB, apontou o caminho da união classista e com todas as centrais contra o fascismo. Somos pioneiros na ideia de Frente Ampla e esteio da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV).
Em meio a esse esforço, sobre fio de navalha e sob ataque, houve sentidas vacilações. Tanto pelo deslumbramento com a institucionalidade e o defensismo, quanto por defecções de quadros sob argumentos que não esperaram o Congresso. Isso se somou ao mau resultado eleitoral, pondo em xeque o Partido. Não destrói o partido comunista perda de eleição, mas erros políticos e organizativos no curso da luta; a repressão, a descaracterização, a divisão, a falta de comunistas, o envelhecimento de ideias e pessoas. É a linha política que une e aponta a direção.
Contudo, o tal tripé é torto, a institucionalidade enquadra geral…E é natural uma aliança tácita entre institucionalidade e burocracia. Mas quando o fascismo vem pra cima, tem de ter povo pra vencer, e ainda precisa de um Lula. Como João Amazonas, jamais podemos descuidar da juventude e dos trabalhadores. Se defendemos a pirâmide invertida e o continuísmo, se a base sequer escolhe quem a representa na sua área/categoria, para que ela serve?
Quem limita e corrige a institucionalidade? O Partido deve dirigir seus mandatos parlamentares, não o contrário. Precisamos enfrentar debilidades gritantes já decididas, na organização, na luta de ideias e na luta popular, para chegar a 2026 unidos pela disputa à Câmara com as melhores candidaturas, e assim somar com a 4ª vitória de Lula. Precisamos acelerar a marcha e dar a cara. Mais que concentrar, é preciso unir. É preciso prioridade para o Partido.
Não nos faltam sentido e lugar ante a encruzilhada histórica. Hoje, nosso papel desejável é maior que nossas forças. Só venceremos se formos mais comunistas: acertar na política, unir o povo e libertar o Brasil. Na costura da unidade e no caminho, o PCdoB é imprescindível. A bússola deve ser a defesa mais consequente do Brasil, da democracia e do Socialismo.
Com muito trabalho e a sorte do Lula, PT, PCdoB, PV, PSB e PSOL podem reforçar a Frente Ampla, e dentro dela construir a Frente Popular, retomar as ruas e abrir um novo ciclo em 2026. As possibilidades de organizar o povo e a classe trabalhadora são imensas em um ambiente democrático, com unidade, formalização e crescimento econômico. Podemos encontrar esses caminhos, como no passado, com os Fóruns Sociais. Não desisto de ver o socialismo.
Mas, como perguntou o governador da Bahia, Jerônimo de Sousa, no 9° Encontro Sindical (2023): Cadê os jovens?!
Leia também: A guerra híbrida como chacina e traição nacional
sábado, 1 de novembro de 2025
A guerra híbrida como chacina e traição nacional - Paulo Vinícius da SIlva
Estamos - a minoria - chocados com os resultados da pesquisa que dá mais de 80% de apoio à chacina promovida pelo Governo do Rio de Janeiro, sob ordens do Governador Castro, alinhado aos interesses dos EUA e ao Bolsonarismo: 121 pessoas mortas, numa "operação" em que apenas 80 foram presos. O nome disso é chacina, massacre. Dá aquele baque emocional. Pô, que é que eu tô fazendo aqui?! Párem o mundo, eu quero descer. Muito bom. É sinal que você quem me lê não cai na armadilha de um dos mais eficazes discursos do crime organizado, o discurso de que "bandido bom, é bandido morto". Mas está errada a visão que espera algo diferente, sem ver o óbvio: estamos em meio a mais um ataque de guerra híbrida. É preciso ter nervo para entender e reagir adequadamente. Não se surpreenda com o apoio popular.
As agências de pesquisas e o que elas perguntam estão fora da nossa determinação e são pagas, em geral, pelo mercado financeiro ou por veículos de comunicação cuja propriedade é de atores importantes do mercado ffinanceiro. As pesqusias são nada diante do big data, a medida da nossa opinião nas redes sociais, feita em tempo real. Ou seja, a pesquisa, a manchete no jornal e na TV, estão fora de nosso controle. Digo mais: as big techs e os gabinetes do ódio digital, também. Sendo a agenda da extrema direita apoiar a intervenção militar estadunidense direta sob o argumento da existência do "narco-terrorismo", não surpreende, pois é combinado, oficialmente, haja vista o dossiê do Governo do Rio à embaixada estadunidense, apoiando a malfadada proposição. A empáfia do governador e sua certeza de impunidade já estava embasada em métricas da opinião pública, apoio político e de potência estrangeira. Por isso ele foi, matou e reivindicou o morticínio. Só 4 pessoas, os policiais, poderiam ser chorados. Isso é construído muito antes do primeiro tiro. Deu tempo inclusive para um vereador carioca aventar como seria bom que houvesse ataques estadunidenses a "narcoterroristas" na Baía de Guanabara, dando o toque sobre o que viria. É verdade, esse bilhete, eles são descarados, tudo ocorre há poucos dias da prisão de Bolsonaro. Eles também são bandidos. A opinião pública não foi construída após o fato, mas antes.
É como na época da Lava-Jato. Ou apoia a lava-jato, ou é a favor da corrupção, um "lulo-petista". Ou tu apoia o esquadrão da morte, os milicianos e bolsonaristas, ou é bandido também. No fim, é tudo comunista e precisa morrer. O nazismo e o fascismo precisam das duas coisas: que a emoção embote o pensamento, que se defina tranquilamente que precisamos eliminar uma classe inteira de pessoas.
Ademais, isso é um sistema. O mesmo crime organizado está infiltrado no Estado e nas polícias. Jamais quem ganha mesmo com isso morrerá numa operação dessas. Isso é para um lugar aonde há sobretudo pessoas negras. Essa prática é secular. Sempre fizemos isso com a mesma cara de pau: é admissível a guerra contra as comunidades em que estão negros e índios. Jamais uma operação assassina ocorreria num bairro em que a maioria das pessoas se acha branca. Se fossem brancos empilhados, a solidariedade seria outra.
É preciso afirmar em alto e bom som que o crime organizado não está apenas nas facções, e jamais esteve a elas relegado. Não se deve ignorar que esquadrões da morte e milicianos são crime organizado também, fazem as mesmas barbaridades. Mas tem muito mais poder. Podem até se articular com governos e até potências estrangeiras, e ainda posar de quem está contra o crime. Mentira. Se a operação fosse outra coisa que não uma chacina eleitoreira, nós aceitaríamos isso em nosso bairro. Levar pra sua vizinhança a chacina, quem quer? Nessa guerra entre bandidos, quem morre é o povo. Não se combate o crime praticando crime e matando gente, isso é crime do mesmo modo. Vingança não é Justiça. Na pesquisa, jamais entraria a pergunta: "Você que apoia a "operação", aceitaria que ela fosse feita no seu bairro?"
Mafalda, de Quino
Essa sensação de júbilo com atos cruéis e assassinos demonstra como a turma está perdida e curtindo a perversão, sem pensar direito. Olha, o carioca que circula pelo Rio pode ficar tranquilo, sabendo que está mais seguro? Os caras fizeram uma orgia de sangue digna das Waffen SS nazistas. Pegaram 2500 trabalhadores policiais militares e meteram eles nisso aí. Não apenas inexistiu escolha. Foi um rito de passagem. Eles aplicaram unidos o grito fascista de Viva a morte! E a defesa desses atos é feita sob a mesma lógica de Abaixo a Inteligência! Importa o ódio, o medo, a vingança. E esses trabalhadores foram para casa, depois de terem feito essas ações criminosas, elogiados, apoiados. Você se sente seguro ao saber que um policial que arrancou cabeça, fez tudo aquilo, que ele te "protege"? O que foi feito com a PM de SP e do RJ é monstruoso com o povo e com os policiais também. Eles são um público com altas taxas de suicídio e problemas de saúde mental, tanto quanto os bancários, que curioso. Esses episódios são exemplares e progressivos: começam com um grupo cujo extermínio é legitimado e terminam fazendo com todo mundo, como fizeram com o Vladimir Herzog, há 50 anos.
E, por fim, não podemos esquecer que o massacre e a chacina sempre foram capazes de atrair aplausos. Sob os auspícios das classes dominantes, promoviam os circos, que, literalmente, se faziam com sangue e vísceras, sob aplausos. A Bíblia já nos alerta que se gritou "Barrabás", libertem Barrabás, e não a Jesus. No Sul dos EUA, os linchamentos de pessoas, negras, enforcadas, era motivo de fotografias comemorativas, cartões postais. Toda vez que uma mulher apanha e a gente passa direto, toda vez que uma Dandara é trucidada e nada fazemos, toda vez que a polícia faz uma chacina, é-nos dito algo imemorial nos ouvidos, nas nossas almas brasileiras. É-nos dito o mesmo quando o índio, o negro, o comunista eram triturados à luz do dia, torturados, mortos, decapitados: Passa direto! Não olha, não! Fica na tua! E a gente obedece, porque também nos é dito: posso fazer o mesmo contigo.
Então, o sentido de rebeldia e amor em nós precisa ser muito forte, para não conceder nada à necropolítica, ao imperialismo estadunidense, aos bandidos. A Frente Ampla deve se afirmar por aí. E há uma parte dessa discussão que não pode ser contornada: é preciso que as forças armadas brasileiras compreendam seu magno papel de não se deixarem capturar pelo crime organizado, pelo imperialismo estadunidense, pelos que desejam a destruição do Brasil. As forças armadas precisarão outra vez reafirmar seu compromisso com a democracia, ou seremos arrastados para um caminho de desagregação. Correta está a análise de Elias Jabbour: o neoliberalismo conduz à desagregação nacional, ao empobrecimento e à subordinação do Brasil aos EUA. Esse é um capítulo.
O papel de Lula se agiganta. Fica mais claro, agora, como o governo federal tem atuado para resolver, em vez de politizar o problema para dele tirar proveito. O controle da lavagem de dinheiro, facilitada com o pix e a criação das Fintechs, é um exemplo. As medidas de justiça tributária trazem para dentro da economia real muitos que poderiam estar fora. O ganho real do salário mínimo, o aumento do emprego formal e o crescimento da economia e a redução da informalidade. A PEC da segurança pública - que unifica nacionalmente o combate ao crime organizado - é fundamental para uma ação séria e efetiva. Lula sancionou o projeto de endurecimento das penas para facções criminosas. Avança o trabalho de inteligência. É nessa hora que eles dão um cavalo de pau e saem matando, muito estranho. Eles votam para proteger os bilionários que ganham com o que? Tem quem queira guerra, golpe e confusão. E o povo quer paz e solução. Vamos enfrentar o problema. Grita em nossos ouvidos a urgência da união do nosso povo para enfrentar esses inimigos tão cruéis e brutais, quanto inimigos do Brasil e de sua gente.
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