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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

A Campanha dos Bancários e a greve na Caixa em 2026 | Podcast Coletivizando​, sexta, 2/10, às 8h15

PODCAST COLETIVIZANDO, 02/10/26, às 8h15

Papo Político: A Campanha dos Bancários e a greve na Caixa em 2026 | Podcast Coletivizando
​

No episódio de sexta (2/10) do Podcast Coletivizando, trazemos um papo político essencial sobre A Campanha dos Bancários e a greve na Caixa em 2026, encerrada às vesperas das eleições, após o dissídio demandado pela gestão Carlos Vieira junto ao TST.

​Para este tema complexo e atual, recebemos Carlos Lima, da Coordenação Nacional da CTB Bancários, do Sindicato do Rio de Janeiro e dirigente comunista. 
A apresentação é conduzida por Paulo Vinícius da Silva.  

​📅 Data de transmissão: Sexta-feira, 02 de outubro de 2026, às 8h15.  
​Não se esqueça de se inscrever nos canais @ColetivizandoBR e @metamorfosecomunicacao, deixar o seu like e compartilhar este vídeo para fortalecer a luta dos trabalhadores!

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Podcast Coletivizando com a Presidenta Andreia Sabino (Federação Bahia e Sergipe) - A Campanha Nacional dos Bancários 2026 sexta, 25/9/26, às 8h15. ​

Card publicitário em formato vertical promovendo uma transmissão do "Podcast Coletivizando". ​Cabeçalho: No canto superior esquerdo, há a logomarca do Podcast Coletivizando, composta por uma ilustração estilizada de um barco navegando com um sol ao fundo. Ao lado, o texto em letras azuis e pretas destaca "Podcast Coletivizando". No canto superior direito, em um quadro escuro no estilo de relógio digital, lê-se a data da transmissão: "SEXTA-FEIRA, 25 SETEMBRO 2026, 8:15 AM". ​Centro: Em fundo amarelo claro, destaca-se a frase "Papo político" em letras vermelhas grandes. Abaixo, em texto preto em negrito, o título da edição: "Mar revolto: A FEEB BA/SE na Campanha Nacional dos Bancários 2026". Em seguida, o nome e cargo da convidada: "Andréia Sabino - Presidenta da Federação de Bancários Bahia e Sergipe". Ao lado esquerdo do texto, há uma foto em formato circular de Andréia Sabino, uma mulher sorridente de cabelos castanhos escuros e lisos. ​Rodapé: Na faixa inferior sobre fundo cinza claro, do lado esquerdo, consta a foto em círculo e o texto da "APRESENTAÇÃO: Paulo Vinícius da Silva". Ao lado direito, em letras pretas e com o ícone do YouTube em vermelho, estão os canais do YouTube: @metamorfosecomunicacao e @ColetivizandoBR. ​Na base da imagem, há quatro logomarcas de parceiros e apoiadores dispostas lado a lado: a marca do Podcast Coletivizando, a marca da Metamorfose Comunicação, o logotipo da CTB Bancários Ceará e o logotipo do Sindicato dos Bancários de Brasília (Bancários DF).

Neste episódio do Podcast Coletivizando, no quadro Papo Político, recebemos Andréia Sabino, Presidenta da Federação de Bancários Bahia e Sergipe (FEEB BA/SE).

​Debateremos os rumos da categoria bancária no cenário da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

​🎙️ APRESENTAÇÃO:

* Paulo Vinícius da Silva

​👤 CONVIDADA:

* Andréia Sabino – Presidenta da Federação de Bancários Bahia e Sergipe (FEEB BA/SE)

​📅 Data de exibição: Sexta-feira, 25 de Setembro de 2026 | 08h15 AM

​

​📺 CANAIS NO YOUTUBE:

* @ColetivizandoBR

•@metamorfosecomunicacao

​🔔 Inscreva-se no canal, deixe o seu like e ative o sininho para não perder as próximas transmissões!

​🤝 REALIZAÇÃO:

* Podcast Coletivizando

* Metamorfose Comunicação

APOIO: CTB Bancários Ceará

e Sindicato dos Bancários de Brasília (Bancários DF)

​#PodcastColetivizando #CampanhaNacionalDosBancarios2026 #FEEBBASE #Bancarios #CTB #SindicatoDosBancarios

https://www.youtube.com/live/KblaWcnZmP0?is=Ni4tmNdNo6bWJ9ZI




Na Metamorfose Comunicação:


sábado, 12 de setembro de 2026

Uma pequena vitória e um adiamento, mas essenciais para vencer adiante - Paulo Vinícius da Silva


"Radicalizar, ampliando. E ampliar, radicalizando." 
Diógenes Arruda Câmara Ferreira

En la lucha de clases
todas las armas son buenas
- piedras, 
noches, 
poemas.
Paulo Leminski

Uma vitória pequena não é uma derrota. Digo mais: até as derrotas ensinam.  Na vida, nada é garantido. Assim, é preciso fazer uma análise fria do resultado da negociação coletiva e dos acordos coletivos nessa campanha salarial dos bancários de 2026. Mais que fria, exige-se uma análise sincera, que respeite os méritos e combata as ilusões que vigem na categoria bancária, reconhecendo o nível da exploração, do seu adoecimento e dos responsáveis pela situação de que padece. Além disso, cumpre falar sobre a greve na Caixa Econômica Federal em defesa do Saúde Caixa, e a necessidade de finalizar uma greve para poder continuar a luta.


Minha primeira Greve como Bancário em Fortaleza,  com os empregados da Caixa, gente de luta!

Derrotadas na Campanha Nacional dos Bancários foram as gestões da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. Longe, muito longe do conto da carochinha que eles recitam ao Presidente Lula, o cenário de desgaste, desvalorização e revolta nos principais bancos públicos do país explicita que para os bancários da CEF e do BB, pouco ou nada mudou. A falta de diálogo, a demagogia, a apropriação de pautas de luta importantes e caras ao funcionalismo (como o atendimento aos brasileiros sem recursos, a luta antirracista, o combate à discriminação, a defesa da diversidade e das mulheres) tem sido feita com requintes de crueldade para atender os interesses do próprio mercado financeiro que sabota o país. É verdade esse bilhete de que o MOVE Brasil foi recebido com medidas aquém das possibilidades de atender um público mais amplo de motoristas de aplicativos. Não dá mais para disfarçar.

O mesmo se dá quando se avalia o papel dos Bancos públicos e do Banco Central em manter as taxas de juros mais altas do mundo e de jogar gelo na atividade econômica. Também é verdade que o povo mais pobre foi tangido do atendimento humanizado de todos os bancos, numa digitalização forçada, e que os bancários e bancárias que são a ponta da flecha, que atuam nas agências junto ao povo, são desvalorizados, sobrecarregados, postos no seu limite, com o objetivo sinistro de fechar as agências nas periferias, cidades do interior. 

A régua que pauta os bancos públicos é a mesma que tem pautado as demais estatais no terceiro governo Lula, que é a sua subordinação ao rentismo financeiro e a colocação dos interesses do Brasil em segundo plano, expressa no arcabouço fiscal. É a manutenção do ordenamento anterior, deixado por Temer e Bolsonaro, e não desfeito, porque a minoria rentista e parasitária do sistema financeiro manda no Congresso, manda no Judiciário, manda na Imprensa e definiu as regulações dentro das quais o governo pode se mexer. Objetivamente, as estatais seguem atendendo aos interesses privados, dos sócios minoritários, das amarras da condição de minoria do governo liderado por um Lula cercado, fustigado e combatido por todos os lados. Mais que isso, a apropriação dos avanços na tecnologia bancária foi feita exclusivamente pelos banqueiros contra os clientes e seus trabalhadores, gerando uma crise sem precedente na saúde mental dos bancários, à redução da categoria bancária, enquanto crescem os trabalhadores no ramo financeiro. Crescem, mas apenas os precarizados, pejotizados, os que estão fora da Convenção Coletiva Nacional, enquanto se fecham agências em todo o país, se extingue o atendimento de caixa e se obriga à digitalização forçada até mesmo quem não tem condição.

E do mesmo modo que a tecnologia entra na consciência para difundir fascismo, intolerância, misoginia e homofobia, ela milita para difundir o ódio ao sindicato, ao partido de esquerda, à política, e para dizer que é tudo igual, como de resto ocorre em todos os campos, pois esse discurso é irmão gêmeo da polarização. Como é tudo igual, tanto faz. Nada mais conveniente quando estamos numa eleição decisiva em que de um lado está Tiradentes, e de outro, Silvério dos Reis, e em xeque a própria Nação, ameaçada pelo imperialismo estadunidense, pelo crime infiltrado na política e pela sanha para saquear e dividir o Brasil.

Esse reconhecimento é importante, não para culpar o governo, mas para entender a resiliência da extrema direita que persiste disputando a eleição presidencial a despeito de seus crimes, de sua traição, de sua incompetência e de seu cinismo estarem escancarados. E é por isso que se autonomizaram as gestões nos bancos públicos, em que se mantêm os bolsonaristas e se colocam pessoas diferentes e até representativas para aplicar a mesma política sem alma que se entrincheirou no Banco Central. Lula denuncia os juros, mas eles mantêm os juros altos. Lula pede que se tratem bem os funcionários e o povo, e eles fecham agências, acabam com caixas, ampliam a exploração e quando o adoecimento se amplia de maneira gritante, eles apresentam a conta para o funcionário doente, que assim ficou graças a uma política de metas impossíveis e à lavagem cerebral da novilíngua, que diz uma coisa e faz outra, enlouquecendo, deprimindo, deixando a categoria sem saída.

Essa é a realidade de uma negociação coletiva pós-deforma trabalhista, sucedânea ao fim da ultratividade dos acordos coletivos, manietada pelas regras draconianas que privilegiam o rentismo e a especulação em vez da produção, do emprego e da construção do Projeto Nacional de Desenvolvimento. Assim, as gestões se esmeram no máximo em fazer caixa para atender os compromissos financeiros com a dívida pública e o arcabouço fiscal, sem mudar o roteiro deixado pelo Golpe contra a Presidenta Dilma, através da nova legislação que se aprovou para o Sistema Financeiro Nacional. E com os ataques dos EUA e o bombardeio midiático dos grandes veículos, do big data e das redes sociais, isso se multiplica. Daí porque até a própria lógica do trabalhador bancário explorado é capturada pela ideologia dominante, e isso se vê em três lugares comuns na nossa própria visão de mundo.

O primeiro é a revolta porque os bancos têm lucros bilionários e o aumento dos bancários é miserável. Ele se  baseia em duas premissas falsas. A primeira é que os bancários são sócios dos banqueiros e que a justiça seria partilharem desse butim feito das maiores taxas de juros sobre o povo. Essa é a pegadinha do malandro dos bancos, e claro que na hora de distribuir o fruto do saque, eles vêm e dizem: ié, ié, pegadinha do malandro! E a segunda premissa falsa é que os bancários dos bancos públicos estariam numa situação horrível, sem se os compararem com o conjunto dos trabalhadores do ramo financeiro. Não é boa a nossa situação, é certo. É adoecedora e cruel. 

Mas, para sermos consequentes, precisamos olhar para os 1,1 milhão de trabalhadores bancários FORA DO ACORDO. Se olharmos para as lotéricas, seguradoras, fintechs, bancos privados, cooperativas de créditos, agentes individuais de crédito e trabalhadores informais nas plataformas, aí perceberemos que a superexploração dos trabalhadores do ramo financeiro e a sua desorganização são a âncora que puxam para baixo a remuneração dos bancários, pois em nenhum ramo da economia - ensina o marxismo - a força de trabalho é remunerada pelo mérito do trabalho, pela produção ou pelo lucro obtido pelo patrão, mas sim pela capacidade que os patrões têm de pagar MENOS aos trabalhadores, 

Na verdade, a categoria bancária ,na negociação que é uma guerra, só tem o escudo, mas não tem a espada. E as gestões dos bancos públicos agiram com essa certeza e em conluio com os banqueiros privados. Por isso, no BB, se valeram do fim da ultratividade e jogaram com o endividamento e a dependência da categoria da remuneração variável. Na Caixa, foram para o autoritarismo puro e simples, encerrando a negociação. Nos dois casos, foi um tapa na cara do funcionalismo e o custo para o campo progressista é gigantesco. Por outro lado, é o fim das ilusões, e isso deve ser saudado como esclarecimento, jamais usado para rebaixar o nível da consciência política na categoria. Nenhum movimento que prescinda da luta de classes e da disputa do poder pode ser avançado, vira identitarismo, sindicalismo amarelo. Até uma greve pode servir aos inimigos dos trabalhadores. Por isso Lenin alertou que é preciso uma consciência externa, superior, para que o movimento não se perca nos becos sem saída diante dos quais só a política pode abrir largas avenidas. 

O adoecimento da categoria milita contra a clareza, mas é dever do movimento sindical politizar e elevar o nível de consciência da sua classe, e armá-la para que não caia em derrotas, nem seja usada pelos seus próprios inimigos. O objetivo da FENABAN é desmoralizar a negociação coletiva, humilhar os sindicatos e isolar os bancos públicos, para poder seguir na desregulamentação do trabalho bancário e implodir o movimento sindical que se manteve mesmo depois de tudo que houve nos anos Temer e Bolsonaro.

O segundo lugar comum é de que a Greve por tempo indeterminado do passado é possível nos dias de hoje, que era exatamente a espada do movimento. A guinada conservadora do judiciário nas questões trabalhistas é a mesma ou até pior do que a que houve na legislação, com a Deforma Trabalhista, da Previdência, a plataformização do trabalho, a terceirização sem limites e a precarização universal. A tecnologia bancária, com o teletrabalho, a possibilidade de dispersão da categoria bancária e com o protagonismo da digitalização desconstruiu os piquetes e as grandes concentrações bancárias. Parar as agências hoje ajuda os bancos a fechá-las e a acabar com os caixas, atrai antipatia dos mais pobres que a elas recorrem e virou um teste de robustez do autoatendimento. Além disso, como ficou claro em 2026, o fim da ultratividade não é um detalhe, mas a perda dos direitos e da remuneração variável dos bancários, remuneração variável que os faz se matar e enlouquecer para pagar as dívidas crescentes dos mesmos juros que eles cobram dos clientes. Ou seja, uma espada de Dâmocles pende sobre a negociação coletiva. 

Por isso, não foi um detalhe ou insignificante a paralisação de 24 horas em plena negociação no dia 20 de agosto. Daí ter sido um ato de coragem e heroísmo a rejeição da proposta da FENABAN, do BB e da CEF pela amplíssima maioria dos trabalhadores desses bancos. Por isso mesmo, os dois dias de greve, 10 e 11 de setembro, entrarão para a história como um ato de rebeldia contra o sistema financeiro, como o desmascaramento das gestões do BB e da CEF e o fim de sua demagogia, como uma ato de coragem dos sindicatos que, mesmo sob o fim da ultratividade, deixaram de assinar o acordo coletivo e a convenção, esticando a corda até o dia 11 de setembro, ou mais, no caso da Caixa, quando existe o risco objetivo de rompimento da mesa da negociação coletiva, e sem possuirmos hoje qualquer acordo que garanta direitos que são vistos como básicos, apesar de os trabalhadores da ampla maioria do sistema financeiro não os terem.

Na verdade, as grandes conquistas dessa greve não são o índice, mas sim ter mantido a lógica de não aceitar perda salarial, nem a fragmentação da categoria. Houve perdas salariais nos governos Temer e Bolsonaro e não houve greve, exceto na Greve Geral contra a Deforma Trabalhista, em 2017, dia de trabalho até hoje não pago, mas que receberemos depois de uma luta de 9 anos, por um dia! Então, os três dias de paralisação/greve nos bancos públicos e o fato de que a parte mais mobilizada da categoria bancária ficar quase 15 dias sem nenhum acordo que a garantisse, nesse momento delicado em que o futuro do país está em jogo, é sim um ato de coragem, rebeldia e disposição de luta, e que só foi possível pela cooperação dos sindicatos na CONTEC, CONTRAF e na CTB (que não é de nenhuma) e as bases da categoria bancária no BB e na CEF.

A terceira ilusão é que nosso patrão é o governo de turno, e não o sistema financeiro. O fato de Lula ser o Presidente não quer dizer que superamos todas as amarras que havia antes de sua eleição, haja vista a contribuição apequenada que os bancos públicos deram para que o Brasil baixasse as taxas de juros, a começar pelo Banco Central. O golpe contra a Presidenta Dilma, além de fazer a Deforma Trabalhista, colocou sob correntes as estatais brasileiras, em especial os bancos públicos, subordinando-os aos acionistas minoritários e ao capital financeiro rentista e especulador, dos juros altos e da escravidão do povo. Foi para isso que derrubaram a Dilma. E o recado está dado: se mexer, cai. Quem tiver ouvidos, ouça. 

Na Caixa há uma realidade ainda mais delicada, assim como é estratégico esse banco fundamental para o Brasil. A Caixa segurou uma onda na pandemia que deveria ser considerada como um feito heroico de solidariedade dos trabalhadores bancários com o povo brasileiro, tornando possível o pagamento do Auxílio Emergencial em plena COVID. Esse heroísmo foi pago com a saúde dos empregados e com a fatura das contas do Saúde Caixa que passou a morder imenso pedaço de seu orçamento, além de se buscar a qualquer preço romper a solidariedade intergeracional, que é a vantagem mais importante das autogestões sobre os planos de saúde. É a saúde privada que sabota o SUS e as autogestões e o Saúde Caixa. Numa situação de impasse, o presidente da Caixa diz que romperá com a negociação para o dissídio coletivo.  Assim, o cria do Lira faz seu papel abjeto de sabotar a negociação coletiva e queimar o governo, além de ficar evidente que ele não é a Rita Serrano, a companheira que presidiu a Caixa e foi saída por vacilo do próprio movimento sindical. Ele já tentou sabotar a negociação passada. Agora, quer implodir a presença da CEF na mesa e chantageia a categoria a aceitar a conta e o fim da solidariedade, criando uma crispação sem precedentes quando a Caixa, sozinha, segue na greve.

Claro, como sempre, os trotsquistas (com nobres exceções no seio da frente popular que se busca construir), servem de quinta-coluna do movimento, e paqueram com o judiciário, contra a negociação coletiva, vendendo ilusões, esquecendo que as cláusulas sociais do acordo não são julgadas em dissídio, ignorando o isolamento, promovendo o baixo astral, desmerecendo a batalha das eleições de outubro, as mesmas que podem decretar o fim dos Bancos públicos, da categoria bancária e do Saúde Caixa. Quando até esses farsantes admitem em seus materiais que só restaria o dissídio e que não sabem o que vai sair daí, essa é uma confissão velada, hipócrita e covarde, de que a negociação acabou e que se esgota a possibilidade da continuação da greve.

A Caixa mantém características únicas que os planos de saúde precisam destruir. É solidária entre as gerações, é ainda parte da empresa, sem ser um ente separado autogerido, e tem a responsabilidade maior no custeio de quem adoece, e não de quem é adoecido. É justa a revolta, heroica a greve, e os empregados da CEF merecem todo o apoio e a solidariedade, Isso não significa dizer que será a greve o instrumento adequado para a solução desse impasse. Chantageados pelos banqueiros, os bancários e o governo deveriam lutar pela exclusão do Saúde Caixa do acordo e sua discussão em mesa separada, isso seria uma imensa vitória. Ensinou Getúlio, adiar uma batalha perdida já é uma vitória. Mas é preciso reconhecer que será pela política, e não mais pela greve, que poderemos encontrar uma alternativa para o Saúde Caixa, e não apenas para ele, mas para a saúde em todas as estatais, conquistando uma maioria que ultrapasse o Executivo e chegue no Legislativo, mudando as leis e as gestões conservadoras e traidoras, e persistindo na luta unitária e organizada que ocorre sempre. 

A greve não é um fim em si mesma, é um instrumento de luta. Não é pouco o que mantivemos e ampliamos, não foram pequenos nossos esforços de luta, não temos motivos de vergonha, muito ao contrário, forçamos o que foi possível e precisamos reconhecer o ponto em que persistir só arma os inimigos da Caixa, dos Bancários e do Brasil. Ignorar o momento político, flertar com a extrema direita golpista, semear o desânimo e a negação da política, radicalizar sem ampliar, dividir e isolar os trabalhadores de uma empresa, levar o tema para o dissídio nas mãos do judiciário, não são apenas caminhos para a derrota, mas uma traição vergonhosa àqueles que se diz defender. É preciso politizar o debate e achar as saídas políticas, seguir acumulando força, em unidade e mobilização, porque a luta continua. 

Uma pequena vitória e um adiamento, mas essenciais para vencer adiante  - Portal Vermelho

Uma pequena vitória e um adiamento, mas essenciais para vencer adiante - Revista Fórum

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Podcast Coletivizando – Greve na Caixa e no BB? Balanço das bases e pautas - Sexta, 03/09/2026

Banner promocional do Podcast Coletivizando para sexta-feira, 04 de setembro de 2026, às 8:15 AM.  No topo, à esquerda, está a logomarca do podcast e, à direita, a foto circular do apresentador Paulo Vinícius da Silva falando ao microfone.  No centro, sobre fundo amarelo, destaca-se a seção "Papo político" com o tema: "Greve na Caixa e no BB? Balanço das bases e pautas". À esquerda do tema, há a foto circular do convidado Tulio Menezes, identificado como bancário da CEF, da CTB e do Sindicato dos Bancários-CE.  Na parte inferior, em uma faixa vermelha, a seção "Canta, minha gente" traz a música "La Marseillaise de la Commune". O rodapé exibe as logos do Podcast Coletivizando, Metamorfose Comunicação, CTB Bancários Ceará e Bancários DF, além das redes sociais @metamorfosecomunicacao, @ColetivizandoBR e o ícone do YouTube.

Em todo o Brasil ocorrem assembleias para definir a aceitação ou a rejeição da proposta de Convenção e dos Acordos Coletivos nos Bancários. Como se posicionam os sindicatos? No BB e na Caixa, o que se destaca?

Podcast Coletivizando –

* Sexta-feira, 04 de setembro de 2026, às 8h15 AM.

Apresentação: Paulo Vinícius da Silva.

Papo Político

Tema: Greve na Caixa e no BB? Balanço das bases e pautas.

Convidado: Tulio Menezes (Bancário CEF e da CTB Bancários-CE/Sindicato).

Canta, minha gente: La Marseillaise de la Commune.

Assista no YouTube nos canais @metamorfosecomunicacao e @ColetivizandoBR


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sábado, 14 de março de 2026

Chapa 1 vence no Sindicato dos Bancários de Brasilia com 66,92% dos votos


O presidente eleito do Sindicato, Rodrigo Britto, fala na sala de apuração logo após proclamado o resultado final pela Comissão Eleitoral


Com o lema “Responsabilidade e compromisso com você”, a Chapa 1 das(os) Bancárias(os) venceu a eleição para a Diretoria e o Conselho Fiscal e comandará o Sindicato no próximo quadriênio (2026–2030). Encabeçada pelo bancário do Banco do Brasil Rodrigo Britto, a Chapa 1 recebeu 5.150 votos, o que representa 66,92% dos votos válidos. Já a chapa 2 alcançou 2.545, ou 33,07% dos votos válidos. Ao todo, votaram 7.958 sindicalizadas e sindicalizados, sendo 114 votos brancos e 149 nulos.


A votação ocorreu ao longo de cinco dias, de 9 a 13 de março, em formato híbrido (com participação virtual e presencial em cinco pontos de votação), o que possibilitou a ampla participação das associadas e dos associados, tanto da ativa quanto aposentados.

A nova diretoria assumirá o mandato em 1º de julho.

Confira a relação da nova Diretoria e do Conselho Fiscal do Sindicato para o quadriênio 2026/2030:


Adamour Holanda Lobo | Banco do Brasil
Ade Mire dos Santos Ribeiro | Banco do Brasil
Adeilton da Paz Souza | Caixa Econômica Federal
Alexandre Augusto da Costa Assis | BRB
Antonio Abdan Teixeira Silva | Caixa Econômica Federal
Athaliba Dias Maciel Davila | Caixa Econômica Federal
Cristiano Alencar Severo | BRB
Dagma Ferreira de Souza | Safra
Daniel de Oliveira | BRB
Diego Leandro Sousa de Azevedo | Banco do Brasil
Edson Ivo Moreira Martins | BRB
Eduardo Araujo de Souza | Banco do Brasil
Elaine Barboza dos Santos Bardawil | BRB
Elaine Dias Costa | Banco do Brasil
Elis Regina Camelo Silva | Caixa Econômica Federal
Elizabeth Espindola Araujo | Santander
Erika Ferreira Campos Lucas | Bradesco
Fatima Suzana Marsaro | Banco do Brasil
Fernando Monteiro Vargues | Banco do Brasil
Gleide Alves de Oliveira | Banco do Brasil
Guilherme Goncalves Simoes | Caixa Econômica Federal
Humberto de Almeida Maciel | Banco do Brasil
Iale Rodrigues Noblat | Banco do Brasil
Ivan Amarante de Albuquerque | BRB
Jose Feliciano Alves Camara | Banco do Brasil
Jose Wilson Alves da Silva | Banco do Brasil
Josibel Rocha Soares | Caixa Econômica Federal
Juliana Franco Silveira | BRB
Larissa Argenta Ferreira de Melo | Caixa Econômica Federal
Lucas Barbosa Cusinato Rodrigues | Banco do Brasil
Maeva Borges Corcino da Silva | Banco do Brasil
Maria Jose Furtado | Banco do Brasil
Paulo Henrique Silva Cardoso | Banco do Brasil
Rafael Guimaraes Campos Oliveira | Banco do Brasil
Rafael Saldanha | Banco do Brasil
Raimundo Dantas de Lima | Bradesco
Rhafael Ribeiro Torres | Caixa Econômica Federal
Robson Costa Neri | BRB
Rodrigo Lopes Britto | Banco do Brasil
Ronaldo Lustosa da Rocha | BRB
Samantha Nascimento Sousa da Silva | BRB
Sandro Silva Oliveira | Itaú
Sonia de Carvalho Palhares Beira | Caixa Econômica Federal
Vanessa Sobreira Pereira | Caixa Econômica Federal
Vicente de Paula Mota Frazão | Bradesco

Da Redação

sábado, 13 de julho de 2024

Cuidando da nossa saúde mental jun24 - Reunião CTB Bancários DF c/ Graça Rocha, voluntária do CVV - 13/7 - sábado, às 10h no youtube

Palestra Graça Rocha, voluntária do CVV, e diálogo com bancários do núcleo sindical de base da CTB Bancários DF sobre a Saúde Mental, o Trabalho e a prevenção do suicídio.


A gravação vai estrear às 10h da manhã de hoje, sábado, 13/7/2024 no meu canal do Youtube


https://www.youtube.com/channel/UCqAMQlIIXqZdwqkdsEGrCjw





sexta-feira, 28 de junho de 2024

Sarau do Cebolão Festa Junina dos Bancári@s, breve relato de um ato coletivo - Paulo Vinícius da SIlva

Veja um pouquinho do nosso Sarau do Cebolão, organizado pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, pela CUT e pela CTB, mensalmente no Setor Bancário Sul, com a produção espetacular de Hélder Helder Nascimento e em parceria com o Churrasquinho do Valdeci.




A atividade defende a requalificação da Praça do Cebolão, que dá início à Galeria dos Estados, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto, no início da Asa Sul. A expressão "Praça do Cebolão" se refere a uma "piada" tipicamente Bancária. É conhecido o humor ferino dos bancári@s, acostumados a fazer chistes com aspectos de seu sofrimento diário, além das piadas de duplo sentido. Por isso, o cebolão se referia ao choro dos bancários ao receber a miséria de seu salário, de chorar. Daí, a expressão Cebolão, mais adiante se tornaria um boletim informativo do Sindicato dos Bancários de Brasília. A participação de milhares de bancários e bancárias nas assembleias e eventos da categoria no Setor Bancário Sul levou ao batismo da boca do povo, consagrador, de chamar o Setor Bancário Sul a Praça do Cebolão.

Por ela circulam diariamente milhares de trabalhadores e trabalhadoras das mais variadas categorias. Da Rodoviária do Plano até lá são dois palitos, três minutos de caminhada. Desde sua lida cotidiana, bancári@s, estudantes, comerciári@s, servidores públicos, de estatais, vigilantes, asseio e conservação, limpeza urbana, nossos queridos garis, vendedores, comerciantes.

Das micro-empresas que funcionam na Praça do Cebolão, destacam-se os que alimentam e dão de beber a essa multidão que circula e dispõe de alguns minutos para um refrigério, para matar a fome, mas não apenas.Uma pessoa de esquerda, amigo do sindicato e trabalhador incansável se destaca pelo trabalho e pela maneira como recebe centenas de pessoas que lá consumimos. O cearense Antônio Vieira veio como tantos de nós, ainda jovem, para vencer em Brasília. Não é o único cearense que lá ganha a vida com muito trabalho, reunindo sua família e amigos, servindo bebidas, almoços e jantinhas, aquela cerveja gelada e o afago a todo mundo que ali chega esfalfado, abatido pela dureza do seu trabalho, e dali sai comido, bebido, e tendo um legítimo atendimento cearense. É ele que lidera o Churrasquinho do Valdeci, que se tornou seu nome, conhecido por seu comércio e por sua serena opção pelos trabalhadores e trabalhadoras. Seriam muitas pessoas a citar, é impossível, mas ali trabalha uma turma gentil e atenciosa, é um espaço de resistência.

Mas a Praça do Cebolão já viveu dias melhores. A fonte secou, literalmente. O teletrabalho e a crise, o desamparo do GDF para com esse espaço público, a falta de iluminação, a insegurança, a degradação das estruturas e do local acabaram por chamar a nossa atenção para a defesa da requalificação desse espaço como arena de acolhimento da classe trabalhadora do DF, espaço que é sede de importantes bancos públicos, com o Edifício Brasília, do BRB, mas também do Banco do Brasil e da Caixa e do Banco Central do Brasil. Dezenas de restaurantes atendem os milhares que por lá circulam, convivendo e fazendo a economia girar, desde os manobristas e higienizadores e cuidadores de veículos até os comerciantes que empregam outras tantas pessoas nas cozinhas, no atendimento. A Praça do Cebolão ainda pulsa.



É preciso requalificar e ocupar o Cebolão, fazer a ligação com a Galeria dos Estados e com o Setor Comercial Sul, como um grande corredor de cultura, vida, serviços públicos, segurança, resgatando a qualidade de vida numa área fundamental de Brasília, com importância histórica e imensas possibilidades coletivas.

Assim, o Sarau do Cebolão articula as Centrais Sindicais CUT e CTB, através do Sindicato dos Bancários de Brasília, o Valdeci, Hélder Nascimento como produtor e coidealizador da iniciativa, o núcleo sindical de base da CTB Bancários DF, mas também artistas, movimentos culturais, poetas, comerciantes, trabalhadores de todas as categorias, a nossa diversidade, desde o empregado de estatal mais graduado até a pessoa em situação de vulnerabilidade que por ali passam, pedindo nossa atenção e uma força.

É notável como em cada sarau dezenas de pessoas participam ativamente dessa atividade político cultural. Cada pessoa traz a sua contribuição. Recitar um poema, cantar uma canção, contar uma piada, deitar uma confidência, fazer um espetinho em meio da fumaça e fazer o cheiro do provolone nos chamar ao fim da labuta, servir a cerveja gelada, dar um afago, erguer uma tenda, cantar todos juntos, cantar o parabéns do mês aos aniversariantes, dançar, até o chão, ou num forró cheio de chamego ou um samba prenhe de ginga. ao final, o sarau é um feito coletivo. Todos nós em cada edição, contribuímos para mudar por algumas horas a realidade dura e cotidiana e fazer um espaço de cultura, acolhimento, gastronomia e negócios dedicado à classe trabalhadora que compartilha esse território.

A experiência é clara, quanto mais qualidade proporcionamos, maior a receptividade e a acolhida, e o movimento pela ocupação dos espaços públicos e do convívio, da unidade popular, cresce nas coisas simples, propiciando ao povo não apenas o lugar de plateia, mas o protagonismo de quem constrói a própria vida e em meio ao trabalho duro encontra amparo e consciência na poesia, construindo coletivamente um espaço mais acolhedor e organizador da comunidade por uma vida melhor, por uma convivência harmônica, pelo progresso de todos que compartilhamos o dia-a-dia, trabalhadores e trabalhadoras.

Transbordar da luta meramente corporativa e ligar-se às massas reais, cuja força é inexaurível, buscando unir o povo pelo bem comum, eis um caminho que temos trilhado no Sarau do Cebolão. Dizia o poeta António Machado:

Caminante son tus huellas el camino y nada más; caminante, no hay camino: se hace camino al andar. Al andar se hace camino, y al volver la vista atrás se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar. Caminante, no hay camino, sino estelas en la mar.

Já que há tantas dúvidas sobre o que fazer, façamos o que pudermos, juntos, e com coração. Tem dado certo.


terça-feira, 26 de março de 2024

Sarau do Cebolão - Vivas às Mulheres - 28/3/24, quinta-feira, 17h00, no Churrasquinho do Valdeci - Setor Bancário Sul - Brasília

,O Sarau do Cebolão do mês de março ocorre próxima quinta, 28 de março, data que também marca o assassinato de Edson Luís de Lima e Souto em 28 de março de 1968, no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro. 

O tema dessa edição é "Vivas às Mulheres", em alusão ao 8 de Março, e terá como atrações

 a cantora Anna Christina e banda, com o melhor do samba, e  


os Cangaceiros do Cerrado, com Hélder Nascimento, quem produz e nos traz a participação especial da cantora pernambucana Meriele. 


Nessa noite, as mulheres recitarão para nossa alegria, regozijo e reflexão. 


O Sarau do Cebolão é uma promoção do Sindicato dos Bancários de Brasília, da CUT e da CTB DF através de seus núcleos bancários e da Secretaria de Política Sindical para a preservação e a requalificação do Setor Bancário Sul de Brasília como espaço privilegiado de convívio da classe trabalhadora na capital federal.

A atividade intercalará blocos com músicas e poesias, em um espaço amplo e frequentado por diversas categorias, próximo à Rodoviária e no encontro das sedes do BB, da Caixa e do BRB, o palco das assembleias históricas da categoria bancária.

CEDOC-01102008 Assembléia Bancários 3º dia (2008) - fotos do saudoso Guina -  Sindicato dos Bancários de Brasília - Setor Bancário Sul


Mais informações no nosso portal bancariosdf.com.br.




SERVIÇO
SARAU DO CEBOLÃO - VIVAS ÀS MULHERES
28 DE MARÇO DE 2024, A PARTIR DAS 17H00
CANGACEIROS DO CERRADO, ANNA CHRISTINA E BANDA, POEMAS RECITADOS POR MULHERES AO LONGO DO EVENTO (SARAU) 
SETOR BANCÁRIO SUL - CHURRASQUINHO DO VALDECI

https://maps.app.goo.gl/Ui1mphiZnJcEWHNd7

PROMOÇÃO 
SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA, CUT DF, CTB DF E ENTORNO

segunda-feira, 14 de março de 2022

Assembleia do Núcleo Sindical de Base - CTB Bancário(a)s DF Quinta, 17/3/22, às 19h30, pelo Zoom - Negociações e Aliança no Sindicato - Chapas 6 e 77 Cassi Solidária

Assembleia do Núcleo Sindical de Base  - CTB Bancário(a)s DF

Quinta, 17/3/22, às 19h30, pelo Zoom

Negociações e Aliança no Sindicato

Hermelino Neto - Presidente da federação Bahia e Sergipe Rafael Guimarães - Dir. Política Sindical do Sindicato

Eleger chapas 6 e 77 Unidos(as) por uma CASSI SOLIDÁRIA

Cláudio Nascimento

Coordenação: Paulo Vinícius e Lucília Amaral

 


Coletivizando no Youtube