quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Pastorais da Igreja católica recomendam propostas para escolher candidatos nas Eleições de 2018
"Neste momento dramático, em que estão em risco o presente e o futuro de nossa nação, não podemos “lavar as mãos”, nos omitir, nem buscar refúgio na neutralidade.
O momento exige solidariedade com os empobrecidos, oprimidos e marginalizados.
Para tanto, propomos construir um programa que seja uma referência e orientação para nossa gente nas eleições e que possa movimentar a espiral de cidadania e do bem comum.
Entre esses pontos, as entidades signatárias propõem:
1° Revogação das mudanças aprovadas na CLT que retiram direitos trabalhistas.
2° Reversão das privatizações executadas e fortalecimentos das empresas públicas.
3° Revogação da Emenda Constitucional 95, que congela os investimentos sociais por 20 anos.
4° Realização de uma Auditoria Cidadã da Dívida Pública, que consome aproximadamente metade de todo o orçamento público brasileiro.
5° Realização de Reforma Tributária que combata a desigualdade, taxando as grandes fortunas, as grandes heranças, os dividendos de grandes empresas e do sistema financeiro. Reversão das isenções fiscais e do perdão de dívidas e cobrança dos impostos devidos por grandes empresas.
6° Retomada dos programas sociais nos moldes anteriores a 2016, reforçando-os e universalizando-os. Denúncia da partidarização e seletividade do judiciário.
7° Respeito à presunção da inocência e a Constituição que garante que a prisão somente deve ocorrer quando todos os recursos e instâncias tenham se esgotado.
8° Mobilizar a sociedade para uma ampla Reforma do Estado, que estimule mecanismos de participação direta, promova a democratização e a pluralidade dos meios de comunicação e garanta o pleno respeito aos direitos humanos.
9° Implementação do direito a demarcação das terras indígenas e quilombolas e realização de uma reforma agrária ampla e popular, com incentivos à produção agroecológica e agroflorestal e à comercialização de alimentos saudáveis para toda a população brasileira."
Assinam:
Cáritas Brasileira
Comissão Brasileira Justiça e Paz
Comissão Pastoral da Terra
Conferência dos Religiosos do Brasil
Conselho Indigenista Missionário
Conselho Nacional do Laicato do Brasil
Conselho Pastoral dos Pescadores
Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social
Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (OLMA)
Pastoral Carcerária
Pastoral Operária
Serviço Pastoral do Migrante
Comunidade Vicentina Chama de Amor.
sexta-feira, 5 de maio de 2017
CNBB recebe Coalizão por Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e prepara ações
O trabalho desempenhado pela Coalizão, mediante a articulação de mais de cem entidades da sociedade civil, resultou em um abaixo-assinado com 900 mil assinaturas de apoio ao Projeto de Iniciativa Popular pela Reforma Política Democrática.
Na reunião de hoje, participaram a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), CBJP (Comissão Brasileira Justiça e Paz), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), UNE (União Nacional de Estudantes), Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), Auditoria Cidadã da Dívida, CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores), MNLM (Movimento Nacional de Luta pela Moradia), CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares), Aldo Arantes e Roberto Amaral
Representando a CTB, Paulo Vinícius (PV) defendeu ampliação dá coalizão e ampliação do diálogo com as frentes. Ele destacou a necessidade de estabelecer o vínculo entre o voto dos deputados contra o povo e a estrutura do sistema político atual. “Sem mudar a politica, a tendência é o povo seguir sub-representado. Por isso, o papel dos trabalhadores na política é cada vez mais importante”, afirmou PV.
O dirigente sindical também falou da ameaça à democracia em tempos de golpe e a necessidade de atenção sobre a eleição de 2018, que só será democrática se houver mobilização popular que impeça o tapetão ou coisa pior. Além disso, Paulo Vinícius defendeu a necessidade de unificação da luta pela reforma política e em defesa da democracia e da Constituição de 1988.
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| Griôs: Francisco Urbano (CONTAG), Roberto Amaral (ex-vice da UBES, meu conterrâneo, ex-Presidente do PSB) e Aldo Arantes, o maior Presidente da História da UNE, o pai da lei do Grêmio Livre. |
“Querem destruir direitos dos trabalhadores, a previdência e impor precarização sem limites. A centralidade da reforma política democrática com eleições limpas para a renovação do congresso que o povo quer seja feita com trabalhadores, mulheres e jovens é urgente”, finalizou PV.
De Brasília, Sônia Corrêa – Portal CTB
domingo, 30 de abril de 2017
Assembleia Geral da CNBB lança mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras
AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
MENSAGEM DA CNBB
“Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho” (Jo 5,17)
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunida, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida – SP, em sua 55ª Assembleia Geral Ordinária, se une aos trabalhadores e às trabalhadoras, da cidade e do campo, por ocasião do dia 1º de maio. Brota do nosso coração de pastores um grito de solidariedade em defesa de seus direitos, particularmente dos 13 milhões de desempregados.
O trabalho é fundamental para a dignidade da pessoa, constitui uma dimensão da existência humana sobre a terra. Pelo trabalho, a pessoa participa da obra da criação, contribui para a construção de uma sociedade justa, tornando-se, assim, semelhante a Deus que trabalha sempre. O trabalhador não é mercadoria, por isso, não pode ser coisificado. Ele é sujeito e tem direito à justa remuneração, que não se mede apenas pelo custo da força de trabalho, mas também pelo direito à qualidade de vida digna.
Ao longo da nossa história, as lutas dos trabalhadores e trabalhadoras pela conquista de direitos contribuíram para a construção de uma nação com ideais republicanos e democráticos. O dia do trabalhador e da trabalhadora é celebrado, neste ano de 2017, em meio a um ataque sistemático e ostensivo aos direitos conquistados, precarizando as condições de vida, enfraquecendo o Estado e absolutizando o Mercado. Diante disso, dizemos não ao “conceito economicista da sociedade, que procura o lucro egoísta, fora dos parâmetros da justiça social” (Papa Francisco, Audiência Geral, 1º. de maio de 2013).
Nessa lógica perversa do mercado, os Poderes Executivo e Legislativo reduzem o dever do Estado de mediar a relação entre capital e trabalho, e de garantir a proteção social. Exemplos disso são os Projetos de Lei 4302/98 (Lei das Terceirizações) e 6787/16 (Reforma Trabalhista), bem como a Proposta de Emenda à Constituição 287/16 (Reforma da Previdência). É inaceitável que decisões de tamanha incidência na vida das pessoas e que retiram direitos já conquistados, sejam aprovadas no Congresso Nacional, sem um amplo diálogo com a sociedade.
Irmãos e irmãs, trabalhadores e trabalhadoras, diante da precarização, flexibilização das leis do trabalho e demais perdas oriundas das “reformas”, nossa palavra é de esperança e de fé: nenhum trabalhador sem direitos! Juntamente com a Terra e o Teto, o Trabalho é um direito sagrado, pelo qual vale a pena lutar (Cf. Papa Francisco, Discurso aos Movimentos Populares, 9 de julho de 2015).
Encorajamos a organização democrática e mobilizações pacíficas, em defesa da dignidade e dos direitos de todos os trabalhadores e trabalhadoras, com especial atenção aos mais pobres.
Por intercessão de São José Operário, invocamos a benção de Deus para cada trabalhador e trabalhadora e suas famílias.
Aparecida, 27 de abril de 2017.
Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ
Arcebispo São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Coalizão da Reforma Política Democrática e Eleições Limpas pede pressão sobre deputados a favor do poder do dinheiro nas eleições
segunda-feira, 16 de março de 2015
Tortura e Ditadura Nunca Mais - Baixe o livro digital e saiba a verdade que o PIG esconde
sábado, 14 de março de 2015
CNBB divulga nota sobre a realidade atual do Brasil e defende diálogo - CNBB
Arcebispo de São Luis do Maranhão – MAVice Presidente da CNBB
Bispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB
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