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sábado, 28 de janeiro de 2012

Vereador Netinho visita empresa de Telemarketing

O vereador e Pré-Candidato à Prefeitura de São Paulo, Netinho de Paula, e a radialista Patrícia Liberato, da Transcontinental FM, acompanhados da Diretoria do Sintratel, visitaram a empresa de telemarketing Vikstar, na região da ZN Leste.

Ambos ficaram impressionados pelo trabalho realizado pela empresa com os jovens naquela Região. Isso vem ao encontro do desenvolvimento social necessário na ZN Leste. E reforça ainda mais a importância do Incentivo Fiscal, para que outras empresas se estabilizem na periferia.

Alem de gerar emprego, ativa a economia local e contribui para o melhor deslocamento ao local de trabalho, o que é muito importante, visto que o transporte é hoje e um dos grandes desafios da cidade.

Essa  experiência serve de exemplo para elaboração das políticas de desenvolvimento  econômico para São Paulo. “E uma iniciativa importante e que contribui para mudança de vidas NetinhoVikstar-Site-2destes jovens e contribui para geração de emprego e renda da região, deslocando este processo das áreas privilegiadas do município”, comentou o Vereador Netinho de Paula.

Pesquisa:
Segundo pesquisa feita para prefeitura de São Paulo, executada pelo instituto Ibope/Band, Netinho de Paula, do PCdoB, está em primeiro lugar em  4 cenários.
Clique AQUI para ver maiores detalhes.

AguardemOs sócios do Sintratel em breve terão acesso a uma grande parceria entre a Radio Transcontinental FM e o Sindicato. Só sócio tem benefícios...


NetinhoVikstar-Site-1
 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sintratel participou de encontro histórico da Juventude na Câmara Municipal de SP


EncontroJuventude-05-2011-Site
Encontro definiu a pauta da juventude paulistana.
















O Encontro contou com a presença de diversos movimentos e entidades, iniciando a mobilização para
mapear o perfil e as demandas dos jovens paulistanos. Para o vereador Netinho de Paula, a iniciativa tem
como foco reafirmar a responsabilidade do Estado na garantia de políticas públicas voltadas à juventude.
As demandas serão reunidas em um documento a ser entregue à Prefeitura de São Paulo. Sugestões podem
ser enviadas até sexta-feira, dia 27, para o email seminario.juventude@camara.sp.gov.br.

Um encontro histórico de lideranças jovens no seminário “São Paulo pela Juventude”, promovido pela
 Câmara Municipal de São Paulo, marcou o início da retomada, na cidade, do diálogo sobre a juventude
entre sociedade civil e Poder Público. Com presença dos vereadores Netinho de Paula
(1º Secretário da Câmara), José Police Neto (presidente da casa),
Floriano Pesaro, Jamil Murad e Alfredinho (que preside Comissão Extraordinária Permanente de
 Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude da Câmara), o evento reuniu cerca de 160
jovens representantes de diversas entidades, organizações e lideranças juvenis para a discussão e elaboração
coletiva de pautas que atendam às necessidades dos jovens
em áreas como trabalho, violência, combate às drogas, inclusão digital e educação
(veja os depoimentos dos participantes abaixo).

Os debates deram início a uma série de mobilizações que serão realizadas em São Paulo
para levar as propostas da juventude à Conferência Nacional de Juventude, em dezembro.
No âmbito municipal, o vereador Netinho de Paula apresentou projeto
que defende a criação de um Plano Municipal para a Juventude pela Prefeitura, como já ocorre no plano federal.
“Com seminários como este, quero trazer para a política os jovens que não participam de uma forma organizada.
Acho que posso agregar essas pessoas às nossas causas políticas”, afirma Netinho, que presidiu por dois anos a
Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Juventude.Para Ângela Guimarães, secretária
adjunta da Secretaria Nacional de Juventude, o seminário foi um grande passo para a mobilização que visa consolidar
os direitos da juventude.

“Eu quero parabenizar o vereador Netinho por ser um vereador que, em primeiro mandato, já abraçou
essa temática, essa causa, fazendo esse seminário e realizando projetos de leis para garantir os direitos
da juventude. Ele está em sintonia com o que vem
acontecendo no Brasil. A gente precisa desse diálogo mais aberto com a sociedade civil, com o
Legislativo e com o Executivo para garantir os diretos dessa parcela da população que até então
era desconsiderada pela política pública, que era atingida residualmente,
não era foco da política pública.”

A temática da juventude tem sido abordada pela Casa como prioridade desde o início desta legislatura,
através da Comissão Extraordinária Permanente de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da
Juventude da Câmara Municipal de São Paulo, presidida por dois anos consecutivos pelo vereador
Netinho de Paula e, atualmente, pelo vereador
Alfredinho, com o compromisso de trazer as demandas dos segmentos com os quais trabalha
para o debate parlamentar, acompanhar as proposições legislativas e monitorar as políticas públicas
e programas do executivo.Na opinião do presidente
do Conselho Nacional de Juventude, Gabriel Medina, o cenário ainda é de dificuldade.
“Não há investimento do poder público.
Há uma grande ausência do Estado nas regiões mais periféricas da cidade e uma necessidade imensa de se
criar indicadores que possam demonstrar como está a juventude do ponto de vista social e político”, explica.
“A parceria com o Netinho é muito importante, porque ele viveu as dificuldades que a juventude vive na prática
e dará grande contribuição na discussão das cinco prioridades adotadas: educação, inclusão digital, violência,
combate às drogas e mercado de trabalho para os jovens.

”Durante seu discurso, em uma mesa integrada por parlamentares e líderes de movimentos juvenis,
Netinho afirmou que é preciso retomar as mobilizações pela juventude. “Vamos buscar diretrizes para
a construção de um manifesto, com as pautas essenciais para essa camada social. Esse seminário tem
que gerar propostas a serem entregues
nas mãos do Executivo para formar um compromisso com a juventude paulistana e São Paulo
ter condições de sair à frente. ”Até sexta-feira, 27 de maio, a organização do Seminário receberá
sugestões dos paulistanos para propor políticas públicas
para a juventude. As sugestões poderão ser enviadas para o emailseminario.juventude@camara.sp.gov.br e
serão reunidas em um documento que será apresentado por vereadores e lideranças jovens ao prefeito Gilberto Kassab.

Simone Nascimento - Diretora de Políticas Sociais do Sintratel, participou do evento:
"Eu espero que sejam tiradas deste seminário políticas públicas para a juventude e que isso seja realmente feito.
Não adianta a gente discutir aqui e isso não se realizar. Não dá para ficar parado.
A juventude tem que participar, este é o espaço de poder, este é o espaço de participação.
A juventude tem que se empoderar na questão de participação e eleger jovens que a representem
para pensar nessas políticas públicas."

SINTRATEL São Paulo: Assédio Moral é crime:denuncie!





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 O ASSÉDIO MORAL é hoje um problema presente na maioria das empresas, sejam elas de pequeno, médio ou 
grande porte.
Chefias estressadas, que se valendo de sua condição hierárquica e da necessidade do trabalhador (a) manter seu 
emprego, julgam poder humilhar, oprimir, constranger, intimidar e afrontar, geralmente, com gritos e/ou palavras ofensivas, 
seus subordinados. Muitas denúncias são recebidas pelo DEPARTAMENTO JURÍDICO DO SINTRATEL e todas elas são 
averiguadas. Em havendo constatação de que houve Assédio Moral, os casos são tratados conforme rege a Lei. 
O Sintratel ‘não deixa isso barato’. A seguir, veja as informações mais importantes acerca do problema do Assédio Moral, 
fornecidas pela dra. Sônia Mascaro, uma das advogadas que presta atendimento jurídico ao Sintratel. 
Ela ressalta que justamente pelo grande volume de casos de Assédio Moral, existe uma tendência de banalizar os pedidos
de indenização por “Danos Morais”, nas reclamações trabalhistas. Por isso é necessário estar por dentro do que é 
caracterizado como assédio moral, suas conseqüências e como agir diante do problema.
CONCEITO

Assédio moral é uma conduta abusiva, de natureza psicológica, que atenta contra a dignidade psíquica de forma repetitiva

 e prolongada. Expõe o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, capazes de ofender sua personalidade, 
dignidade ou integridade psíquica, e tem como efeito excluir o empregado de sua função ou deteriorar o ambiente de 
trabalho. As práticas mais comuns, mas não exclusivas, podem ser:

1. desaprovação velada e sutil a qualquer comportamento da vítima;
2. críticas repetidas e continuadas em relação à sua capacidade profissional;
3. comunicações incorretas ou incompletas quanto à forma de realização do serviço, metas ou reuniões, 
de forma que a vítima sempre faça o seu serviço de forma incompleta, incorreta ou com atraso, e ainda se 
atrase para reuniões importantes;
4. apropriação de idéias da vítima para serem apresentadas como de autoria do assediador;
5. exclusão da vítima de eventos como almoços, confraternizações ou outras atividades junto aos demais colegas;
6. descrédito da vítima no ambiente de trabalho mediante rumores ou boatos sobre a sua vida pessoal ou profissional;
7. exposição reiterada e contínua da vítima ao ridículo perante colegas ou clientes;
8. alegação pelo agressor, quando e se confrontado, de que a vítima está paranóica, com mania de perseguição ou 
não tem maturidade emocional suficiente para desempenhar as suas funções;
9. identificação da vítima como “criadora de caso” ou indisciplinada;
10. retirada das atividades do assediado. O trabalho existe, mas é negado ao funcionário.

CONSEQUÊNCIAS PARA AS VÍTIMAS
 De acordo com estudo da médica Margarida Barreto, em sua tese de Pós-Graduação na PUC-SP, 
os sintomas das vítimas do assédio são:
- Crise de choro – 100% das mulheres
- Dores generalizadas – 80% dos homens e mulheres
- Insônia ou sonolência excessiva – 69,6% nas mulheres e 63,6% nos homens
- Depressão – 70% homens e 60% mulheres
- Aumento da pressão arterial – 40% mulheres e 51% homens
- Palpitação e tremores – 80% mulheres e 40% homens
Além desses sintomas, ainda podem existir os seguintes:  sentimento de inutilidade, diminuição da libido, 
sede de vingança, dor de cabeça, distúrbios digestivos, tonturas, idéia de suicídio, falta de apetite, desenvolvimento 
de vício alcoólico.


COMO AGIR
 Principais condutas que o trabalhador deve ter.
Veja as dicas de nossa advogada dra Sonia Mascaro:
- Nunca se calar caso suspeite de que se está sofrendo uma possível situação de assédio. Ninguém é 
obrigado a suportar abusos e injúrias e assédios de qualquer tipo.
- É necessário socializar o tema. Não se deve tentar solucionar o problema e lutar sozinho contra ele. Tal atitude, 
além de causar problemas de saúde, pode dar a impressão de ser a própria vítima o problema. 
Deve-se reagir rapidamente e comunicar a situação a colegas de trabalho de confiança e a eventual comitê 
encarregado da prevenção de riscos ocupacionais. A intervenção da empresa deve ser solicitada.
- Deve-se afastar pensamentos de desvalorização e evitar sentir-se culpado pela prática do assédio, ou de ser o 
motivo do mesmo. Se necessário, pode-se buscar apoio psicológico e aprender técnicas de enfrentamento e de 
relaxamento a fim de abordar o problema com mais força e sem comprometer a saúde. É necessário 
considerar a possibilidade de contatar as associações de vítimas para receber apoio emocional, 
assessoramento legal e/ou ajuda psicológica.
- Eventualmente, pode-se apresentar uma denúncia à Delegacia Regional do Trabalho (DRT), 
ao Ministério Público do Trabalho (PMT) ou ajuizar demanda perante a Justiça do Trabalho.

PENALIDADE
No Brasil ainda não existe previsão legal específica que tipifique o assédio moral como crime.
Temos, atualmente, quatro Projetos de Lei em Tramitação no Congresso Nacional nesse sentido. 

Mesmo não havendo norma penal específica sobre a prática de assédio moral no ambiente de trabalho, 
o agente poderá ser punido com fundamento em outros crimes previstos no Código Penal, de acordo 
com as circunstâncias de cada caso. Se um trabalhador é ofendido em sua honra, pode-se configurar o crime de
calúnia, difamação ou injúria. Ainda de acordo com as circunstâncias do caso concreto, a prática do assédio moral
 pode configurar, para efeitos penais, crime contra a liberdade pessoal, especialmente constrangimento ilegal ou 
ameaça. É importante destacar que
 esses crimes são imputados exclusivamente à pessoa física do assediador e não à pessoa jurídica do empregador.
Em relação à responsabilidade trabalhista, os prejuízos ensejadores de danos morais são passíveis de indenização,
 nos termos da Constituição. A pessoa jurídica do empregador é que deve indenizar, pois este se responsabiliza 
pelos atos de seus prepostos e empregados, nos termos do Código Civil.
O assédio moral praticado pelo empregador, além de caracterizar descumprimento de obrigação contratual, 
afeta a honra e a boa fama do empregado, que fica autorizado a deixar o emprego e a pleitear a rescisão indireta do
 contrato, nos termos da CLT.
Ao assediador poderá ser imputada a dispensa por justa causa. Os estudiosos do direito e os tribunais
 têm admitido a ação regressiva contra o empregado, nacional ou estrangeiro, causador dos prejuízos pagos
 pelo empregador, se aquele tiver agido com dolo ou culpa, para ressarcimento.
Quanto à responsabilidade civil, de acordo com o Código Civil, o empregador responde pelos danos que causar a
 terceiros em decorrência de obrigação contraída pela empresa, em relações jurídicas nacionais ou internacionais, 
por atos praticados por seus empregados ou prepostos.
 


ANÁLISE DOS CASOS DEVE SER MINUCIOSA
Os casos de assédio moral que chegam ao Judiciário são crescentes. Além disso, grande parte das ações 
ajuizadas na Justiça do Trabalho contém pedidos de reparação de dano moral. Por isso que se deve estudar 
com cuidado toda a problemática do dano moral e do assédio moral, que é uma da causas do dano moral, 
pois há o risco de banalizar-se esses pedidos nas reclamações trabalhistas. 
Se você for estiver sendo vítima de Assédio Moral em seu local de trabalho, DENUNCIE! 
O Sintratel não vai deixar isso barato!


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eleições no Sintratel: participação foi o destaque


Apuracao-SiteA posse da gestão 2011-2015 ocorre em 04 de julho deste ano.

As eleições para a Diretoria do Sintratel, ocorridas no dia 20 de abril, foram prestigiadas pela categoria em clima transparente e democrático. A comissão eleitoral coordenou  12 diferentes  locais de votação em diversas cidades abrangidas pelo SINTRATEL, com destaque aos municípios de São Paulo, Osasco, do ABCD, Taboão da Serra e Poá.

Segundo Marco Aurelio, atual presidente do sindicato, reeleito pela Chapa 1, foi positiva a participação da categoria, que buscou orientações, estudou as propostas dos candidatos e mostrou o amadurecimento da categoria, que cada vez mais participa ativamente das diversas atividades relacionadas ao movimento sindical.

Marco Aurélio também destaca que foram superadas varias dificuldades para garantir  o voto para todos(as), em conformidade com o estatuto social da entidade. Algumas delas foram:
- Turn over praticado no setor Telemarketing/Teleatendimento;
- Acesso dos operadores(as) aos locais de votação;
- Segurança e Privacidade aos votantes.

Veja os números da votação:CHAPA 1 .....................2988
VOTOS EM BRANCO........40
VOTOS NULOS.................25
___________________________
Total de votos.................3053

Compromisso assumido, compromisso cumpridoSegundo Ronaldo Lopes, membro da comissão de comunicação da Chapa 1 , a nova Diretoria já tem como perspectiva  cumprir o Estatuto da Entidade e seguir o Plano de Ação do Sindicato. Destaca que os componentes da Chapa estabeleceram compromissos com a categoria e não medirão esforços para cumpri-los. Alguns exemplos :
-Regulamentação da Profissão em Telemarketing
-30 horas semanais já!
-Valorização salarial e valorização profissional
-Ampliação do Auxílio Alimentação
-Melhores condições de trabalho nas centrais de Telemarketing / Teleatendimento
-Ampliação do Auxílio Creche
-Defesa intransigente da saúde do trabalhador
-Combate ao Assédio Moral
-Defesa e implementação do Anexo II da NR 17
-Aquisição de espaços para lazer, esporte, cultural e qualidade de vida

Viva os Trabalhadores(as) em Telemarketing!!!

Categoria que mais cresceA categoria dos trabalhadores em telemarketing é uma das que mais cresce no país atualmente. Veja alguns dados do setor:
- Segundo dados das ultimas pesquisas, o setor de Telemarketing cresceu 550% na ultima década.
- Já há 1,4 milhões de trabalhadores (as) em telemarketing no território nacional.
- 76% da categoria é formada por mulheres trabalhadoras.
- 70 % da categoria são jovens entre 18 a 29 anos de idade. Pesquisas apontam que o telemarketing é a forma de inserção para o primeiro emprego da maioria destes jovens.
- No estado de SP já são 400 mil trabalhadores (as). A Cidade de São Paulo e a Região Metropolitana da Grande São Paulo emprega um universo de 250 mil trabalhadores(as). Ou seja, 18% do território nacional são representados pelo Sintratel.

Abrangência: A área de atuação do Sintratel abrange os seguintes municípios: Arujá, Barueri, Biritiba-Mirim, Caieiras, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Diadema, Embu, Embu-Guaçu, Ferraz de Vasconcelos, Francisco Morato, Franco da Rocha, Guararema, Guarulhos, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Jandira, Juquitiba, Mairiporã, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel, Santana de Parnaíba, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Lourenço da Serra, São Paulo, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.
Sindicato pioneiroO Sintratel é o primeiro Sindicato de Trabalhadores(as) em Telemarketing da América Latina. Foi fundado em 1992, garantindo conquistas para o setor, como: jornada semanal de 36 horas, aprovação e aplicação do Anexo II da NR17, Convenção Coletiva de Trabalho.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sintratel e SPCOM se reúnem na SRTE após denúncias de trabalhadores(as).

SPCOM: Sindicato em defesa da categoria

O SINTRATEL reafirma a defesa dos trabalhadores(as) em telemarketing através da aplicação da legislação.

O Departamento Jurídico do Sindicato, após receber inúmeras denúncias de irregularidades trabalhistas feitas pelo funcionários contra a SPCOM, acionou a SRTE (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego), para resolver os conflitos e defender os interesses da categoria.



Como resultado desta ação, no dia 21 de março foi realizada uma reunião de Mediação na SRTE (rua Martins Fontes, 109 5º andar).



Participaram o Superintendente José Roberto de Melo, o Sr. Ademar S. Fernandes Junior, assistente da Superintendência da SRTE, Sra. Ayla Gudin, chefe da Seção de Relações do Trabalho, o Diretor de Assuntos Jurídicos do SINTRATEL, ALEX BOCCIA. Pela empresa compareceram o Sr. Narcisio Gabino Junior e a advogada Aretha Michelle Casarin.







Vitória dos trabalhadores(as) da SPCOM

Confira as principais resoluções intermediadas pelo SINTRATEL na defesa dos funcionários da SPCOM



1) SINTRATEL NA DEFESA DO ANEXO II DA NR17

A empresa explicou toda sistemática adotada, declarando que cumprirá normalmente o Anexo II da NR17. Entretanto, se o sindicato tiver conhecimento quanto a desvios no cumprimento normal, comunicará à empresa os nomes dos trabalhadores(as), ressalvando o conhecimento que teve nesta data, quanto a Mediação da Anatel, que ocorre um dia por mês, quando os intervalos são antecipados ou postergados nesse dia.

2) VT, DIREITO DO TRABALHADOR, DEVER DA EMPRESA

Segundo reclamações dos trabalhadores(as), a empresa paga diariamente na conta corrente dos funcionários. Assim, obriga o mesmo a ir ao banco todos os dias para efetuar o saque, e ainda paga a diferença do bolso.

A empresa se compromete a cumprir a legislação vigente, a partir de 01 de maio de 2011.

3) A LUTA POR MELHORES CONDIÇÕES DE ALIMENTAÇÃO DEVE CONTINUAR NAS CENTRAIS DE TELEMARKETING

Funcionários denunciaram que a empresa efetua o pagamento do beneficio em 2 parcelas. A empresa se compromete a cumprir a legislação vigente a partir de 01 de maio de 2011.

4) TRABALHADORES(AS) REIVINDICAM MELHORES CONDIÇÕES DE HIGIENE

Segundo reclamações, ainda persiste a falta de higiene no refeitório, ocasionado pela presença de pombos. A empresa afirma que já providenciou medidas de impedimento de acesso dos pombos ao refeitório.

5) HOMOLOGAÇÕES DE VERBAS RESCISÓRIAS: SINTRATEL NA DEFESA DOS DIREITOS TRABALHISTAS

Há homologações apresentadas fora do prazo no Sindicato e sem pagamento das multas do art. 477 da CLT. A empresa, dentro de 45 dias, não mais apresentará Termos de Rescisões com verbas faltantes, para serem homologados. E, aos empregados já demitidos, cujas homologações foram feitas com mais de 120 dias de atraso, o SINTRATEL apresentará os nomes para que a empresa possa pagar o valor do Seguro-Desemprego a esses trabalhadores(as), salvo para os que estiverem trabalhando, garantindo o pagamento para o período proporcional ao desemprego. Obs: No dia 24 de março, a direção da empresa afirmou que todos os débitos pendentes já foram quitados.

6) FGTS, DIREITO DO TRABALHADOR(A)

Funcionários denunciam a falta de recolhimento do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço). A empresa entregou cópia do Certificado de Regularidade da CEF, para o SINTRATEL. E, nas homologações que o Sindicato vier a realizar, se houver débito do FGTS, este devolverá o TRCT, comprometendo-se a empresa a regularizar os recolhimentos em 7(sete) dias.

7) SINTRATEL COMBATE PARADIGMA SALARIAL

A empresa se compromete a orientar os supervisores para que não permitam desvios de função dos trabalhadores(as), e se, houver, o Sindicato comunicará a empresa para as providências decorrentes.

8) ASSÉDIO MORAL, ESTA PRÁTICA TEM QUE SR BANIDA DAS CENTRAIS DE ATENDIMENTO

A empresa alegou desconhecer a existência em suas dependências. Porém aceitou que o Sindicato envie os casos pontuais e também os casos de controle limitado de ida ao banheiro, com apontamentos que denotam perseguição.

O SINTRATEL solicitou que este processo fique aguardando sua manifestação, pelo prazo de 60 dias.





SAIBA MAIS



Vale Transporte é direito do trabalhador e dever da empresa

Segundo a legislação (Lei 7418/85), o trabalhador(a) tem direito de gastar no máximo 6% do salário com o transporte no itinerário residência-trabalho-residência. O que ultrapassar os 6% é de responsabilidade do empregador.

Paradigma Salarial

O paradigma, pela legislação em vigor, é o valor do salário do empregado(a) em determinada função, que serve de equiparação para outro trabalhador(a) que venha a executar a mesma função. Trabalho de igual valor será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica entre trabalhadores(as) logados no mesmo atendimento e mesmo mailing. Se houver irregularidade, o trabalhador(a) em telemarketing deve comunicar ao Sintratel, para que possamos regularizar a questão nos fóruns de negociações (Mesas de Negociação Permanente com as empresas / SRTE/ Ministério Publico do Trabalho).

Art. 477 da CLT

É assegurado a todo empregado, não existindo prazo estipulado para o término do respectivo contrato, e quando não haja ele dado motivo para cessação das relações de trabalho, o direito de haver do empregador uma indenização, paga na base da maior remuneração que tenha percebido na mesma empresa. (Redação dada ao caput pela Lei nº 5.584, de 26.06.1970)

§ 6º. O pagamento das parcelas constantes do instrumento de rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos:

a) até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato; ou

b) até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão, quando da ausência do aviso prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 7.855, de 24.10.1989)

MANUAL DO OPERADOR(A)

Trata-se de mais uma publicação do SINTRATEL, que tem a função de trazer maiores informações para categoria. Conheça seus direitos, CCT, AII NR17. Acesse já na integra:

http://www.sintratel.org.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=243&catid=243



Relembre algumas Siglas e abreviações citadas no texto:

CLT: Consolidação das Leis Trabalhistas

CCT: Convenção Coletiva de Trabalho

SRTE: Superintendência Regional do Trabalho e Emprego

TRCT: Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho

FGTS: Fundo de Garantia por Tempo de Serviço

terça-feira, 29 de março de 2011

Pesquisador compara trabalhadores do telemarketing aos bancários dos anos 70

Pesquisador compara trabalhadores do telemarketing aos bancários dos anos 70       



Pesquisador do mundo do trabalho e de práticas sindicais, o professor titular de sociologia do trabalho na Unicamp, Ricardo Antunes, compara o telemarketing aos bancários dos anos 60 e 70, ou seja, cargos ocupados em sua maior parte por estudantes universitários, que têm a perspectiva de sair do setor.

A ação sindical, neste ambiente, “é difícil”, mas, segundo Antunes, deve aproveitar as “condições adversas da função, isto é, a penúria, a exploração, a intensidade e pressão”, que “empurram o trabalhador para outro emprego ou para se organizar”.
Para Antunes, os sindicatos devem compreender melhor a “nova morfologia do trabalho”, que, diferentemente de categorias tradicionais, como metalúrgicos e bancários, trata de terceirizados, jovens e mulheres.
A seguir, os principais trechos da entrevista:

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Valor:

Ricardo Antunes: O telemarketing hoje tem mais ou menos a mesma característica que os bancários tinham na década de 1960 e início dos anos 70.

Era o primeiro emprego, ocupado em sua maior parte por estudantes que, tão logo formados, saíam dos bancos para trabalhar em economia, advocacia, jornalismo.

Claro que as diferenças no mercado de trabalho dos anos 60 para hoje, começo de 2010, é brutal. O país é muito diferente. O telemarketing é o reflexo da classe trabalhadora “invisível” em tempos de retração e desemprego, como tivemos nos anos 90, que vai ocupar postos de trabalho onde existe demanda.

Há uma profunda mudança de perfil no mundo do trabalho, que poucos perceberam ou estão percebendo. São Bernardo do Campo chegou a ter 240 mil operários na cadeia automotiva, entre os anos 70 e 80. Hoje, não chega a 90 mil. Os bancários chegaram a bater na casa dos 850 mil, mas hoje não alcançam 400 mil. Ao contrário disso tudo, os call centers cresceram e já empregam mais que estes dois setores tradicionais. Nos anos 90, com a privatização da Telebrás, temos a explosão desse processo.

Valor: Mas já não havia grande contingente de trabalhadores em empresas de telefonia antes do telemarketing e call center?

Antunes: Sim, mas os operadores de telemarketing não têm nada a ver com o antigo trabalhador de telefonia, que era um sujeito especializado, sindicalizado e, por ser funcionário de empresas públicas, tinha certa estabilidade de emprego, o que permitia um nível de desenvolvimento e aprimoramento individual e coletivo que o telemarketing não permite. O telemarketing é o oposto de tudo isso.

O trabalhador não é especializado e normalmente divide seu tempo com universidade ou mesmo com outro emprego. Trabalham seis horas ao dia num ritmo extenuante, onde a voz é o instrumento de trabalho. Com esse ritmo e um supervisor intervindo a todo momento, é a categoria que mais remete ao passado, sendo herdeira do taylorismo e do fordismo.

Valor: Qual é o perfil deste trabalhador?

Antunes: É uma categoria intensamente explorada, fortemente individualizada, muito jovem, e que está num emprego temporário, onde entrou com um sonho que logo é transformado. Existe uma espécie de mito, entre os jovens que trabalham como operadores, de que o trabalho, normalmente o primeiro emprego, é um sonho que permitirá dar o ponto de partida. Seis meses depois, o sonho é sair da empresa. E o jovem só não sai porque não tem condições de encontrar outro trabalho, muitas vezes porque não é especializado.

É um trabalho extremamente individualizado, em que os funcionários ficam separados por baias, o diálogo é restrito, há pouco tempo livre e, quando há, o espaço de socialização é pequeno. Trata-se de um setor novo, sem tradição sindical. E há, por parte das empresas, uma campanha muito intensa, explícita ou não, de manter-se distante dos sindicatos.

Valor: Ainda é possível construir sindicatos fortes hoje?

Antunes: De modo geral, a atuação sindical está muito fragilizada. Da década de 1990 para cá, houve um processo muito forte de descaracterização dos sindicatos como órgãos de representação coletiva. Vários sindicatos tradicionais foram desmontados no mundo inteiro, devido a este movimento coordenado de individualização das relações. Além disso, há a tragédia do sindicalismo pelego, aquele atrelado ao Estado, que tem efeito devastador sobre os sindicatos mais sérios.

Podemos ilustrar esse fenômeno do telemarketing por meio de outra categoria “nova”: os motoboys. Trata-se de uma área dos serviços que também se expandiu muito nas últimas duas décadas, que igualmente sofre preconceito social e com uma jornada de trabalho acachapante. Os problemas dos motoboys acabam sendo, principalmente nas grandes cidades, mais visíveis que os de telemarketing, porque as motos estão nas ruas. Mas as dificuldades são as mesmas, quer dizer, descobrir como agir em áreas novas e individualistas.

Valor: Como fica a atuação sindical neste ambiente?

Antunes: É difícil sindicalizar trabalhadores nessas circunstâncias, mas não impossível. É possível, por exemplo, constituir núcleos mais conscientes no local de trabalho. Muitos operadores de telemarketing são estudantes universitários, têm certa propensão ao pensamento crítico.

A individualização e a necessidade de ter emprego empurram o trabalhador para um universo ideológico mais próximo da empresa, que aproveita, é claro. As condições adversas de trabalho – a penúria, a exploração, a intensidade e pressão- empurram, num prazo mais longo, o trabalhador para outro emprego ou para se organizar. É aí que deve entrar o sindicato. Nenhuma categoria nasceu com organização sindical forte, isto é algo que é moldado a partir de ações cotidianas dos trabalhadores.

Valor: O sr. vê isto ocorrendo?

Antunes: Não, mas este é um processo lento, molecular. Isto ocorrerá com um sindicalismo mais ousado, mais claramente representativo da base dos trabalhadores, algo que também é muito difícil, porque hoje o ambiente é brutalmente desfavorável aos trabalhadores sindicalizados, se compararmos com o que existia nos anos 80.
Há muita informalidade, muito trabalho terceirizado. É um terreno onde os sindicatos, todos eles, não têm conseguido fazer avanços. Os sindicatos não têm conseguido representar esta nova morfologia do trabalho, que tem classe trabalhadora mais heterogênea, com maior participação da mulher – e o sindicato brasileiro é herdeiro de tradição machista. Há muita dificuldade em representar corretamente os terceirizados, os jovens, mulheres.

Uma mudança neste equilíbrio de forças deve ocorrer agora, nesta década de 2010. (JV)

Fonte: Valor Econômico

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