SIGA O COLETIVIZANDO!

Mostrando postagens com marcador Papa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Papa. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de janeiro de 2015

Parolin obró el milagro de retomar el diálogo con Venezuela - El País - Ago 2013

Como nuncio en Caracas reabrió la comunicación entre el Gobierno y el Vaticano




Pietro Parolin, el obispo Diego Padrón y Nicolás Maduro. / Reuters


Recomendar en Facebook 51
Twittear 126
Enviar a LinkedIn 0
Enviar a Tuenti Enviar a Eskup Enviar Imprimir Guardar


En julio de 2010, en medio de una de sus cíclicas pugnas con la jerarquía eclesiástica local, el comandante Hugo Chávez ordenaba a su entonces ministro de Relaciones Exteriores, Nicolás Maduro, revisar el concordato vigente entre el Vaticano y Venezuela: “Cristo no necesita embajador”, fue su dictado, “Cristo está en el pueblo y en aquellos de nosotros que luchamos por la justicia y la libertad para los humildes”.

Apenas tres años más tarde, el mismo Maduro, consagrado ya como sucesor de Chávez en la presidencia de Venezuela, visitó en Roma al recién entronizado papa Francisco, a quien propuso un acuerdo integral entre el Vaticano y la Alba —la Alianza Bolivariana de los Pueblos, impulsada por Chávez, que agrupa a gobiernos de corte progresista de América Latina—. Además, encontró un paralelismo, que calificó de premonitorio, entre él y Francisco: “Ni él pretendía ser Papa, ni yo quería ser presidente”.

Las diferencias en el tono de una y otra declaración tienen que ver con el paso del tiempo, el cambio de aires en la Santa Sede, pero, en especial, con las diligencias del nuncio Pietro Parolin, nombrado por Benedicto XVI en 2009. En la dividida Venezuela, tirios y troyanos le adjudican al arzobispo de 58 años dones de diplomático consumado. Es un hombre que sabe propiciar el diálogo, coinciden las fuentes, mediante un recurso prácticamente olvidado en Venezuela: escuchar. En la vetusta y aún señorial sede de la nunciatura, en el centro de Caracas, ha recibido a representantes de diversos sectores, de quienes ha oído todo tipo de planteamientos con idéntica atención Así fue su comportamiento hasta con los visitantes que les resultaron impertinentes: tal fue el caso de cuatro dirigentes estudiantiles que en junio pasado se instalaron en la embajada vaticana para protestar, mediante una huelga de hambre, contra el cerco presupuestario que el Gobierno chavista ha impuesto a las universidades autónomas venezolanas. “Lamentablemente, algunos estudiantes no han escogido espacios propicios para estas acciones, como ha sucedido en la Nunciatura Apostólica”, se quejó Parolin ante la prensa. Sin embargo, su mediación resultó decisiva para que se levantara la huelga un mes más tarde.

El mismo mes, Parolin consiguió reunirse con Maduro, preámbulo del encuentro entre el presidente venezolano y el Papa. Después de sus gestiones se reabrió el canal de comunicación entre el Gobierno revolucionario y la Conferencia Episcopal, interrumpido con frecuencia por las críticas de la Iglesia católica a las pretensiones hegemónicas del chavismo, desde un lado, y por las sospechas anticlericales de un movimiento, el bolivariano, que no tiene inconvenientes en abrevar del marxismo al tiempo que se reivindica como portador de un “cristianismo verdadero”.

Al día siguiente de la ascensión del argentino Jorge Bergoglio al trono de Pedro, Parolin confesó en Caracas no estar “listo para la noticia”. En declaraciones a la televisión, apuntó a la “nueva evangelización” como el principal reto que enfrentaría el pontificado que se iniciaba, lo que, a su juicio, en América Latina equivaldría a “formar mejor a los discípulos para que tengan una experiencia profunda y se enamoren de Cristo”.

Ahora, nombrado secretario de Estado del Vaticano, cobra importancia la entrevista concedida hace tres semanas al tabloide Últimas Noticias. Al abordar el tema de la corrupción, un asunto que sin duda deberá enfrentar, sentenció: “Es un tema que toca a la Iglesia, porque sabe que la corrupción daña la fibra de la sociedad y acarrea muchas consecuencias”. a

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Ratzinger e o legado conservador que barrou o Concílio Vaticano II - Paulo Vinícius Silva

Inicia-se a santificação em vida de Joseph Ratzinger e seu gesto de abandonar o papado nos seus provectos 85 anos. Incensado será ao cúmulo por parte da imprensa bandida e de direita.

Para além do que ensaia a imprensa, de equiparar o conclave a uma eleição. Empresta a Estados teologicamente fundamentados- como Israel e o Vaticano - uma legitimidade que não concede jamais a quem não componha o bloco conservador que representa. A notícia ocorrer em pleno carnaval empresta-lhe certo quê de momice, quando vemos desfilar na sapucaí das telas a folia docemente pagã e o olhar contrito, religioso, de uma imprensa venal que troca de fantasia de um quadro a outro, com a mesma versatilidade com que usa conceitos como eleição e papado. Ademais depois do percurso de Ratzinger, feito para concentrar imensamente o poder na Igreja em torno do papa. Então, é preciso entender, para além da ficção do gesto "corajoso" e "desprendido", o que ocorre na Igreja e que legado deixará Bento XVI.

Por isso mesmo, longe de mim cair na análise tosca pura e simplesmente movida por qualquer antipatia ao papa, ou faltar com o respeito devido aos católicos e católicas em sua fé. Há que avaliá-lo como o brilhante político conservador, um dos, senão o maior inimigo da contribuição que João XXIII trouxe à humanidade, a proposta generosa de reforma do catolicismo que visava a abri-lo aos pobres, ao terceiro mundo, ao laicato, o Concílio Vaticano II, que malogrou exatamente graças à reversão laboriosa e persistentemente promovida por figuras como o atual papa, que a isso dedicou nada menos que os últimos 45 anos.

Duvi-de-o-dó que sua saída tenha qualquer razão pastoral desvinculada desse objetivo entranhado que só pôde realizar graças às alianças e à grande perseguição contra todos aqueles ideais de abertura e renovação que embalaram o surgimento da Teologia da Libertação.

A despeito do escândalo de ter sido da juventude hitlerista é, para mim, muito menos grave que tudo que se seguiu. Há que se reconhecer-lhe o legado de ser o extremo oposto de todos a que considero admiráveis no catolicismo, como Dom Hélder Câmara e Dom Pedro Casaldáliga; de lhes ter combatido de todas as formas, numa cruzada quase totalmente exitosa para destruir a Teologia da Libertação. Há que valorar o despudor com que trouxe de volta à Igreja o culto Tridentino - a missa em latim - e, com ela aqueles que acusaram João XXIII de ser nada menos que o anticristo, os seguidores de Dom Marcel Lefebvre e suas sólidas ligações com a direita mais obscura.

Mais que isso, o freio à renovação litúrgica no que ela poderia incorporar das tradições nacionais. Mas não todas, posto que até uma contribuição pentecostal foi aceita, vinda dos EUA, mas com a sólida ressalva de seu caráter conservador para além de qualquer forma.

Nesse zelo seletivo o pontífice não economizou. Uma longa trajetória de expurgo da estrutura eclesiástica de todos aqueles que não defendiam a sua contrarreforma e de promoção das forças obscurantistas que conformaram uma sólida maioria, revertendo as possibilidades de maior participação e colegialidade no interior da Igreja. Ou seja, a reversão de um Concílio - e nunca mais houve outro. E, em seu lugar, o reforço da autoridade máxima do papado, fazendo retroceder qualquer esperança de colegialidade renovadora. Sua idade avançada foi de inteira dedicação à recomposição a dedo e por décadas do cardinalato e do colégio de bispos - no que a longa duração e o conservadorismo de João Paulo II em muito contribuiu.

Em vez do ecumenismo que, no Concílio Vaticano II, predicava serem variados os caminhos à salvação, sob o exemplo do Cristo, mesmo que se o não conhecesse, a reafirmação da Igreja como "o" caminho. O aferrar-se ao celibato e à negação da sexualidade, da diversidade e até da anticoncepção protetora, mesmo ao custo do ignorar a situação epidêmica da AIDS em grandes regiões, em especial as da África.

E o ocultamento - para o que concorreu por décadas - das sevícias que envergonharam fiéis enganados, padres e religiosos vocacionados, e que destruíram inúmeras vidas e famílias sob a complacência criminosa dos Pilatos contemporâneos, que lavaram as mãos como o romano. E já disse Jesus que quem mal fizesse aos pequeninos, a ele fazia.

Mas não há o que conceder ao sumo pontífice? Sim, claro. Seu conservadorismo ilustrado e a determinação férrea de reunir as forças que varreram para as catacumbas os intensos e renovadores ventos que sopravam do Concílio Vaticano II, e a habilidade com que se afasta, em plena potência de sua autoridade, para definir com plena influência o seu sucessor, marcando indelevelmente a face da Igreja por mais de 50 anos, dentro e fora do papado. Ratzinger não é ingênuo. Habilíssimo, assegurará no Conclave o seu legado antirreformista, conservador e de direita, infelizmente.

Mas nem só de Ratzinger vive a Igreja Católica, pois todo credo contém as forças do povo e as da reação. E há muitos que lutam sinceramente sob a cruz. Por isso, sem conceder a quem não merece, é preciso ser-lhes solidário. E lançar a vista sobre o corajoso relato que nos traz o teólogo Hans Küng - perseguido por aquele que fora seu colega no Concílio Vaticano II - e que bem aquilata o real significado de Ratzinger, sob uma mirada católica profunda e crítica:

Coletivizando: Quem é Bento XVI - Epístola da Desobediência - Hans Küng

Coletivizando no Youtube