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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Entrevista: Daniel Iliescu, candidato do Transformar o Sonho em Realidade no CONUNE

www.ujs.org.br



Qui, 14/07/11 16h31
Saiba mais sobre as propostas do movimento para a próxima gestão da UNE.
Lançado pelo Transformar o Sonho em Realidade à disputa pela presidência da União Nacional dos Estudantes no 52º CONUNE, Daniel Iliescu tem longa trajetória e experiência no movimento estudantil. Conversamos com ele para saber sobre as principais propostas de sua campanha e quais os caminhos ele vislumbra para a entidade, caso seja escolhido até o próximo domingo como o representante de todos os estudantes brasileiros.
Você foi lançado recentemente candidato a presidância da UNE. Como tem encarado esse desafio e por que quer ser presidente da UNE?
A União Nacional dos Estudantes é um dos símbolos mais fortes da democracia no Brasil. Há décadas representa os estudantes de todo o país e interfere na vida política nacional. Este é o desafio de uma geração: ajudar o Brasil a percorrer os caminhos e as lutas para tornar-se uma nação mais justa e desenvolvida. O movimento estudantil brasileiro está muito amadurecido e se prepara para vôos maiores. Encaramos com muito entusiasmo, tanto o Congresso quanto os desafios que virão. Temos a confiança e o respeito de todos os que nos acompanham de perto e queremos muito ajudar o país a dar passos largos e ousados, em especial, na área da Educação.

Ha uma tentantiva permanente da imprenssa em caraterizar a UNE de hoje como uma entidade de poucas lutas, chegando a fazer certas comparações grosseiras como utilizar das mobilizações juvenis da Europa e do mundo Árabe para dizer que aqui a juventude não se mobliza. O que você acha disso?
   
Vejo que uma parte da mídia tem uma visão ultrapassada e caricata da UNE e da sociedade civil organizada. Outros veículos, no entanto e cada vez mais, têm valorizado o crescente protagonismo da juventude e dos estudantes em todas as esferas da vida pública. Dois claros exemplos de efervescência política: a 2ª Conferência Nacional de Juventude e o 52º Congresso da UNE, cada um deles com milhões de pessoas dando opinião e organizando campanhas e lutas. Em 2011, inúmeras manifestações de rua reforçaram esse protagonismo crescente, desde atos contra o aumento das tarifas de ônibus em várias capitais até a Jornada de Lutas de março deste ano, que levou a campanha "Educação tem que ser 10!" a cento e vinte universidades em mais de quarenta cidades.

A UNE é chamada para dar opinião sobre todos os temas revlevantes para o país. O que você tem achado do governo de Dilma Roussef, quais são para você os principais obstáculos do atual governo na luta por construir um projeto de desenvolvimento?

Dilma foi eleita pela maioria dos brasileiros para aprofundar um projeto de transformações para o Brasil. Somos, ainda, um país muito desigual. A superação destas desigualdades e o desenvolvimento do país devem ser, portanto, as prioridades do governo. O Brasil avançou muito nos últimos anos, mas ainda estamos muito distantes de ver consolidadas as transformações desejadas. É preciso, então, acelerar o passo!

As principais dificuldades encontradas são de convicção e de correlação de forças. O governo fez algumas escolhas, no início do ano, com as quais discordamos, como o corte no orçamento e mais um aumento da taxa de juros. Essas medidas não jogam a favor do desenvolvimento, pelo contrário, desaceleram o crescimento e combinadas à sobrevalorização do dólar, o país pode correr o risco de desindustrialização. A UNE defende um projeto de desenvolvimento democrático e autossustentável, soberano e solidário, com distribuição de renda, valorização do trabalho e da produção para um povo e uma juventude mais feliz. Entendemos que nosso papel é pressionar os governos e dialogar com a sociedade para que o país avance.
  
Qual você acha que deva ser o foco de atuação da UNE nos próximos dois anos?

A UNE deve estar concentrada em interferir no debate educacional no Brasil, ajudando o país a investir 10% do PIB e 50% do Fundo Social do pré-sal na educação, a erradicar o analfabetismo e ampliar o acesso e a qualidade do ensino superior. A UNE deve convocar um grande debate do que há de melhor no pensamento brasileiro atual. Deve discutir com artistas, políticos, esportistas, jornalistas, acadêmicos sobre o Brasil da década que se inicia. Qual o projeto de país? Qual o papel do Desenvolvimento e da Educação? Assim, estará, lado a lado com o conjunto dos movimentos sociais brasileiros, mobilizando a população em torno de bandeiras unitárias e estratégicas para o país, como a redução da jornada de trabalho, as reformas agrária e urbana, entre outras. E estará decidida a estruturar-se e enraizar-se cada vez mais, lançando campanhas, organizando atividades, ampliando sua ação na internet, consolidando sua ouvidoria, avançando na construção de sua sede, mobilizando passeatas, percorrendo o Brasil. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Estudantenet: Confira a programação do 52º Congresso Nacional da UNE




Debates, seminários, atos públicos e a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, são alguns dos destaques da programação do 52º CONUNE que acontece entre os dias 13 e 17 de julho em Goiânia

A União Nacional dos Estudantes (UNE) se prepara para realizar o seu maior e mais representativo fórum de discussão estudantil, o CONUNE que em sua 52ª edição ocorrerá em Goiânia, no centro oeste do país, de 13 a 17 de julho. Mais de 10 mil jovens de todo o Brasil e América Latina são aguardados para, juntos com outros estudantes, definirem os rumos do movimento estudantil para os próximos dois anos. As atividades se concentrarão na tradicional praça universitária de Goiânia, principalmente na PUC-GO e na UFG.

A abertura solene do 52º Congresso Nacional da UNE será marcada com uma homenagem aos 50 anos da “Cadeia da Legalidade”, que ocorreu em 1961 no Brasil, com grande participação do movimento estudantil, para garantir a posse do presidente João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros e em meio ao grande turbilhão político que antecedeu a ditadura militar.
Dois personagens centrais desse episódio serão homenageados pela UNE na abertura do Congresso, então governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola, que comandou a resistência democrática pela posse de João Goulart, e o então presidente da UNE Aldo Arantes, que chegou a transferir a sede da entidade para Porto Alegre e liderou os estudantes nesse embate. Durante o ato, Brizola Neto, substituirá seu falecido avô.

Com o tema “Pensando nos desafios da educação no Brasil” o grande destaque da programação na quinta-feira (14) fica por conta do II Encontro Nacional do ProUni. Marcando este ano a concessão de mais de 1 milhão de bolsas para universitários de baixa renda desde o início do programa, em 2004, estudantes de todo o país que cursam a universidade a partir desse programa do governo federal discutirão as vantagens, problemas e desafios do programa com a participação do ministro da Educação, Fernando Haddad.

No mesmo dia às 14h, um ato político com o tema “Educação tem eu ser 10! 10% do PIB para educação!” ocupa a Praça Universitária. Representantes da CUT, CTB, MST entre outras forças do movimento social estarão reunidas com a UNE para reivindicar a principal pauta do movimento estudantil, a democratização do ensino no Brasil com a luta da destinação de 10% do PIB e 50 % da arrecadação com royalties do petróleo da camada Pré-sal para a educação.

Durante as atividades, em diversos momentos o Congresso da UNE pautará o Plano Nacional de Educação (PNE) através de debates sobre a questão do financiamento das universidades públicas, a democracia do acesso e permanência no ensino superior e a valorização dos profissionais da educação.

Os estudantes também se reunirão em um ato em defesa da Comissão da Verdade que tem o objetivo de esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos no período da ditadura (1964-1985). No ato estará presente a presidente da comissão de Direitos Humanos da Câmara a deputada federal Manuela D´Ávila, e foram convidados para o ato o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso e a secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário.

UNE rumo aos 75 anos: novo site e selo comemorativoA maior e mais tradicional organização da juventude brasileira se prepara para alcançar seus três quartos de século. Em 2012, a UNE chegará aos 75 anos de lutas e participação decisiva no futuro do país. As comemorações já começam no 52º Congresso, em Goiânia, com o lançamento de uma campanha, do novo site da UNE, de um selo comemorativo para os 75 anos além de outros materiais especiais.
A história da UNE confunde-se com a do próprio Brasil no último século e no começo deste. Em um passado recente, participaram do movimento estudantil pessoas como a presidente Dilma Rousseff e o compositor Vinícius de Morais, como o ex-governador de São Paulo José Serra e o cineasta Cacá Diegues, como o religioso Frei Beto e o poeta Ferreira Gullar.
Ocupando as ruas e praças do Brasil, os estudantes combateram o nazi-facismo durante a segunda guerra mundial, lutaram pelo fim da ditadura do Estado Novo, pela defesa do patrimônio nacional com a campanha “O Petróleo é Nosso” e pelas reformas sociais durante os anos 60. Resistiram ao regime militar, sob pena de perseguições torturas e mortes, pintaram as caras nos anos 80 para reivindicar as Diretas Já e também pela campanha de impeachment do presidente Fernando Collor em 1992. Nos anos 90, lutaram contra o neoliberalismo e as privatizações. Atualmente, a UNE tem uma pauta diversificada de lutas que vai da democratização da universidade ao combate ao racismo e à homofobia dentro das instituições de ensino.
Eleições na UNEO processo para eleger a nova diretoria da UNE começa com a etapa estadual. O Diretório Central de Estudantes (DCE) de cada universidade promove a eleição dos delegados que vão representar as instituições no Congresso. Os representantes são eleitos pelos alunos, sendo que a cada dois mil estudantes é eleito um delegado. Caso a universidade não possua DCE, uma comissão de dez alunos é cadastrada  e, após a aprovação pela comissão responsável, a instituição pode eleger seus delegados.
Durante a etapa nacional, os delegados votam (em caráter secreto) durantes os últimos dois dias do evento nas chapas que se candidatarem à diretoria da UNE. A chapa vencedora indica o presidente e a quantidade de diretores proporcional ao número de votos obtidos. A chapa que obtiver a segunda maior votação faz a indicação do vice presidente e a que ficar em terceiro lugar indica a 3ª chamada.

Confira abaixo a programação completa do 52º CONUNE:
13 de julho - Quarta-feira
19h
– Cortejo e abertura do 52º Congresso Nacional da UNE
Tema: Os 50 anos da “Cadeia da Legalidade”
Homenageados: Aldo Arantes e Leonel Brizola

22h – Programação cultural


14 de julho - Quinta-feira 
09h 
– II Encontro Nacional de Estudantes do Prouni – “Pensando nos desafios da educação no Brasil”

12h – Almoço

14h – Ato político: “Educação tem que ser 10! 10% do PIB para educação!”

18h – Grupos de Discussão

1) As mulheres e o combate ao machismo

2) A UNE e o combate ao racismo

3) O movimento LGBT e combate à homofobia

4) Esporte universitário

5) A rede de cultura nas universidades

6) Comunicação das entidades estudantis

7) Movimento estudantil

8) Movimento estudantil

9) Movimento estudantil

10) Financiamento das entidades estudantis

11) A UNE e a luta pelos direitos Humanos

12) Assistência Estudantil

13) Projeto Rondon e extensão universitária

14) A UNE e a solidariedade internacional

22h – Programação cultural
15 de julho - Sexta-feira
09h
 – Seminário: Debatendo o Plano Nacional de Educação

Painel 1: Os desafios do Plano Nacional de Educação e o papel do Fórum Nacional de Educação

Painel 2: Democratização do acesso e permanência nas universidades

Painel 3: Autonomia e financiamento das universidades públicas

Painel 4: Regulamentação do ensino superior privado

Painel 5: Universidade, inovação tecnológica e política industrial

Painel 6: Valorização dos profissionais em educação no Brasil

Painel 7: Educação e cultura como projeto de extensão nas universidades
09h - 2ª Conferência Nacional de Juventude: Conferências Livres de Juventude
Conferência 1: Juventude, desenvolvimento e efetivação de direitos

Conferência 2: Juventude, saúde, esporte, lazer e tempo livre

Conferência 3: Juventude, educação e trabalho

Conferência 4: Juventude e o direito à banda larga

Conferência 5: As jovens mulheres transformando a universidade

Conferência 6: Juventude Negra conquistando direitos e desenvolvendo o Brasil

Conferência 7: Juventude e a luta contra a homofobia

12h – Almoço / Ato Político:
Ato em defesa da Comissão da Verdade: “Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça”

14h – Ciclo de debates
Painel 1: Os rumos do desenvolvimento econômico e social brasileiro

Painel 2: Soberania nacional e solidariedade internacional

Painel 3: Os impactos dos agrotóxicos no Brasil: uma ameaça à saúde pública e ao meio ambiente

Painel 4: Reforma urbana no Brasil de hoje

Painel 5: Construindo um Sistema Único de Saúde

Painel 6: Democratização dos meios de comunicação e marco regulatório da mídia no Brasil

Painel 7: Debatendo a política nacional de drogas

Painel 8: Esporte e desenvolvimento

Painel 9: Reforma Política e ampliação da democracia no Brasil

18h – Plenária final 52º CONUNE (votação das propostas consensuais)

22h – Programação cultural
16 de julho - Sábado
09h –
 Plenária final 52º CONUNE (votação das propostas divergentes)

12h – Almoço

14h – Plenária final 52º CONUNE (votação das propostas divergentes)

22h – Programação cultural
17 de julho - Domingo
09h 
– Plenária final 52º CONUNE (eleição da nova diretoria da União Nacional dos Estudantes)
 Da Redação

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