Nos anos 80 e 90, a palavra “Irlanda” era pronunciada com a reverência reservada aos quitutes finos nos banquetes neoliberais. O “ajuste irlandês”, iguaria produzida a partir de uma receita de cortes brutais nos gastos públicos, demissão em massa de funcionalismo e isenções maciças de impostos, era vendido nas praças de alimentação do mundo pobre como o cardápio da hora.
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